sexta-feira, abril 3, 2026

Política & Agro

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Preço do trigo recua em Chicago; exportações caem nos EUA



Previsões de safra de trigo mostram variações na Rússia e na União Européia




Foto: Canva

O preço do trigo em Chicago apresentou recuo nesta semana. De acordo com os dados da análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), o bushel do cereal foi cotado a US$ 5,32 na quinta-feira (27), uma queda em relação aos US$ 5,57 registrados uma semana antes.

Nos Estados Unidos, as exportações de trigo na semana encerrada em 20 de março somaram 428.700 toneladas, marcando uma redução de 9% em comparação com o volume exportado na semana anterior. O mercado agora aguarda os relatórios de intenção de plantio e estoques trimestrais, que serão divulgados no próximo dia 31 de março.

Enquanto isso, na Rússia, a previsão para a safra de trigo de 2025 foi revista para 82,5 milhões de toneladas, um aumento de 1,5 milhão em relação à estimativa anterior de 81 milhões. A melhora na previsão é atribuída ao bom desempenho das lavouras de trigo de inverno em algumas regiões produtoras. Em um cenário pessimista, a safra poderia totalizar 78,5 milhões de toneladas, enquanto no cenário otimista a expectativa é de 86,5 milhões.

Na União Europeia, as safras de trigo de inverno começaram bem, embora algumas regiões enfrentem a falta de chuvas. As primeiras projeções indicam um rendimento de 6.000 quilos por hectare, o que representa um aumento de 8% em relação a 2024 e 4% em comparação com a média dos últimos cinco anos. O ano passado foi marcado por chuvas torrenciais que danificaram as lavouras e resultaram na menor safra de trigo da França desde a década de 1980. Na União Europeia, o trigo macio é o cereal mais produzido, enquanto a canola lidera entre as culturas oleaginosas.





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Onda de recuperações judiciais no agro acende alerta


A recuperação judicial tem se tornado uma alternativa cada vez mais comum no agronegócio brasileiro. No entanto, especialistas alertam para o uso indevido desse mecanismo, que deveria garantir a continuidade de empresas viáveis, mas vem sendo empregado como estratégia para postergar falências e esvaziar patrimônios.

Segundo o advogado Bruno Finotti, a recente escalada de pedidos de recuperação judicial no setor agropecuário está diretamente ligada à volatilidade do mercado. “Nos últimos anos, houve um aumento expressivo nos preços dos grãos, inflacionando custos de arrendamento e insumos. Com a estabilização dos preços, muitas empresas, que se endividaram durante a alta, foram surpreendidas e buscaram a recuperação judicial como uma forma de ganhar tempo”, explica.

O problema, segundo Finotti, é que muitas dessas empresas já estão em situação irreversível. “A recuperação judicial deveria ser usada para reestruturar negócios viáveis, mas vemos casos em que o pedido serve apenas para suspender cobranças e permitir que gestores reorganizem interesses, esvaziem ativos e se preparem para uma falência inevitável”, alerta o advogado.

Essa prática prejudica credores, reduz a confiança no mercado e pode levar o judiciário a adotar um controle mais rigoroso sobre os pedidos de recuperação. “A tendência é que os tribunais passem a exigir planos mais sólidos, coibindo abusos e garantindo que a recuperação judicial cumpra seu papel original”, destaca Finotti.

Outro ponto polêmico envolve o mecanismo de “cram down”, que permite ao juiz aprovar um plano de recuperação mesmo sem a concordância dos credores. “Muitas vezes, essa ferramenta é usada para viabilizar planos insustentáveis, o que apenas adia o problema”, explica o advogado.

Para evitar distorções no uso da recuperação judicial, especialistas defendem critérios mais rígidos para a concessão do benefício. “É essencial garantir que produtores rurais com potencial de reestruturação tenham acesso ao mecanismo, evitando que ele se torne apenas um paliativo para empresas sem viabilidade financeira”, conclui Finotti.





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Brasil e Japão fortalecem parceria em biocombustíveis



O Japão tem uma estratégia de aumentar a mistura de etanol na gasolina



O Japão tem uma estratégia de aumentar a mistura de etanol na gasolina
O Japão tem uma estratégia de aumentar a mistura de etanol na gasolina – Foto: Divulgação

A União da Indústria de cana-de-açúcar e Bioenergia (UNICA) e o Instituto de Economia da Energia do Japão (IEEJ) assinaram um Memorando de Entendimento (MOU) para fortalecer a cooperação entre Brasil e Japão no setor de biocombustíveis. O acordo foi formalizado durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Tóquio e visa consolidar o etanol brasileiro como peça-chave na transição para uma economia de baixo carbono. A parceria busca ampliar o intercâmbio tecnológico e criar um ambiente favorável para investimentos e avanços regulatórios no setor de energia renovável.  

O Japão tem uma estratégia de aumentar a mistura de etanol na gasolina para 10% até 2030, o que impulsiona a demanda por biocombustíveis sustentáveis. O Brasil, maior produtor mundial de etanol, se posiciona como fornecedor estratégico devido à confiabilidade do suprimento e à baixa intensidade de carbono do produto. 

“O Japão quer descarbonizar e o etanol brasileiro é a melhor solução para isso. Este contrato reforça a cooperação entre Brasil e Japão e ajuda a estabelecer um ambiente propício para novas parcerias, além de incentivar investimentos e avanços regulatórios que consolidam os biocombustíveis como um dos pilares da transição energética global”, afirma Evandro Gussi, presidente da UNICA.

O mercado japonês já consome 1,5 bilhão de litros de etanol por ano, mas com a meta de aumentar a mistura para 20% até 2040 e garantir que 10% do combustível usado em voos internacionais seja SAF até 2030, a demanda crescerá significativamente. Para atender esse volume, seriam necessários aproximadamente 2,38 bilhões de litros de etanol por ano, utilizando a tecnologia Alcohol to Jet (ATJ). Esse cenário fortalece a parceria entre Brasil e Japão no fornecimento de biocombustíveis e impulsiona o comércio bilateral.  





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IPCA-15 registra alta de 0,64% em março; combustíveis e alimentos pressionam índice


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,64% em março, ficando 0,59 ponto percentual abaixo da taxa de fevereiro, que foi de 1,23%. O IPCA-E, indicador que representa o IPCA-15 acumulado trimestralmente, atingiu 1,99%, superando a taxa de 1,46% registrada no mesmo período de 2024. Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 5,26%, acima dos 4,96% observados no período anterior. Em março de 2024, a taxa foi de 0,36%.

De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram variação positiva em março. O maior impacto veio do grupo Alimentação e Bebidas, que avançou 1,09% e contribuiu com 0,24 ponto percentual no índice geral. Em seguida, o grupo Transportes registrou alta de 0,92%, representando impacto de 0,19 ponto percentual. Juntos, esses dois segmentos foram responsáveis por cerca de dois terços do índice do mês. Outras variações foram registradas entre 0,03%, em Artigos de Residência, e 0,81%, em Despesas Pessoais.

A alimentação no domicílio apresentou aceleração, passando de 0,63% em fevereiro para 1,25% em março, impulsionada pelas altas no preço do ovo de galinha (19,44%), do tomate (12,57%), do café moído (8,53%) e das frutas (1,96%). Já a alimentação fora do domicílio registrou avanço de 0,66%, acima dos 0,56% observados no mês anterior, com destaque para a refeição, que passou de 0,43% para 0,62%. O lanche, por outro lado, desacelerou de 0,77% para 0,68%.

No grupo Transportes, o destaque foi a alta de 1,88% nos combustíveis, com aumentos nos preços do óleo diesel (2,77%), do etanol (2,17%), da gasolina (1,83%) e do gás veicular (0,08%). O preço das passagens de trem subiu 1,90%, refletindo o reajuste de 7,04% nas tarifas no Rio de Janeiro, vigente desde 2 de fevereiro. As passagens de ônibus intermunicipais também sofreram reajustes, com aumento médio de 14% em Porto Alegre, impactando o índice em 4,99%.

O grupo Despesas Pessoais avançou 0,81%, influenciado pela alta nos preços de ingressos para cinema, teatro e concertos, que subiram 7,42% após o encerramento da promoção da Semana do Cinema em fevereiro. Já no grupo Habitação, houve desaceleração de 4,34% em fevereiro para 0,37% em março, reflexo da energia elétrica residencial, que subiu 0,43%, considerando o reajuste de 1,37% em uma concessionária do Rio de Janeiro. No entanto, a redução na alíquota do PIS/COFINS resultou em queda de preços nessa localidade (-0,12%). O gás encanado recuou 0,51%, refletindo cortes tarifários no Rio de Janeiro (-0,92%) e em Curitiba (-1,79%), aplicados a partir de 1º de fevereiro.

Regionalmente, todas as áreas analisadas apresentaram alta no mês. Curitiba registrou a maior variação, com aumento de 1,12%, impulsionado pelas elevações nos preços da gasolina (7,06%) e do etanol (6,16%). Já Fortaleza teve a menor variação, de 0,34%, devido à redução nos preços da energia elétrica residencial (-1,69%) e da gasolina (-0,90%).

Os dados foram levantados entre 13 de fevereiro e 17 de março de 2025 e comparados aos preços vigentes entre 15 de janeiro e 12 de fevereiro do mesmo ano. O IPCA-15 considera famílias com renda entre 1 e 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia segue os mesmos critérios do IPCA, diferenciando-se apenas pelo período de coleta dos preços e pela abrangência geográfica.





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Trabalhos para estimativa da safra 2025-2026 já foram iniciados



Os agentes estão realizando a derriça das plantas


Foto: Fundecitrus

Os trabalhos do departamento de Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) para anúncio da safra 2025-2026 já começaram. Os agentes estão realizando a derriça das plantas, e os frutos estão sendo enviados para contagem e pesagem.

Fernando Delgado, supervisor da PES, explica que esse é um momento fundamental para a coleta de dados que servirão como base para a estimativa. “Os frutos chegam aqui no barracão, vindos de toda parte do cinturão citrícola, e fazemos todo o processo de separação por florada, contagem e pesagem. Com isso, no dia 9 de maio, poderemos divulgar a estimativa da próxima safra”, detalha.

A pesquisa utiliza imagens de satélite em alta definição, que permitem a identificação dos pomares de citros. As propriedades citrícolas são visitadas por agentes do Fundecitrus, que medem e identificam todos os talhões de citros, coletando dados como quantidade e variedade. As informações sobre cada pomar são mantidas em sigilo. Os dados são contabilizados e agrupados por região, garantindo o anonimato dos participantes.

O trabalho segue um rigoroso protocolo metodológico, assegurando que as informações coletadas sejam precisas e representativas da realidade do setor citrícola.





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Pesquisadores do Fundecitrus participam de conferência e visitam instituições na Austrália para fortalecer parcerias no controle do greening


Nas últimas semanas, os pesquisadores do Fundecitrus Juan Arenas, Mônica Neli Alves e Sílvio Lopes participaram do XXIII Conference of the International Organization of Citrus Virologists, realizado em Mildura, uma das maiores regiões produtoras de frutas cítricas da Austrália.

Durante o evento, a pesquisadora Mônica Neli Alves apresentou os avanços das pesquisas conduzidas pelo Fundecitrus, que exploram o uso de espécies oceânicas no melhoramento genético de citros resistentes ao greening. Já o pesquisador e consultor do Fundecitrus Sílvio Lopes apresentou um panorama comparativo entre duas das principais doenças da citricultura mundial: o greening e a clorose variegada dos citros (CVC).

Além do evento, os pesquisadores também visitaram a Queensland University of Technology (QUT), universidade australiana de ensino e pesquisa localizada em Brisbane, e a Bundaberg Research Station – Department of Agriculture and Fisheries (DAF), um departamento do governo australiano que apoia pesquisas em agricultura, pesca e silvicultura, situado em Bundaberg. O objetivo da visita foi fortalecer a parceria já estabelecida com o DAF, por meio do melhorista de citros Malcolm W. Smith, visando o desenvolvimento de citros resistentes à bactéria causadora do greening.

Para Mônica Neli Alves, essa parceria é fundamental, considerando que o continente da Oceania é o centro de origem das espécies Microcitrus e Eremocitrus, previamente identificadas como resistentes à bactéria associada à presença do greening. “Desde 2021, interagimos com equipes de instituições australianas devido aos estudos com as espécies Microcitrus e Eremocitrus, conhecidas como limão-caviar (Finger Lime) e lima-do-deserto (Desert Lime). Estudos demonstraram que essas espécies são menos suscetíveis e, em alguns casos, resistentes à Candidatus Liberibacter asiaticus, bactéria associada ao greening”, explica.

A pesquisadora destaca que essas espécies são sexualmente compatíveis com citros comerciais (laranjas, limas, limões e tangerinas), originários da Ásia. “Por esse motivo, são materiais extremamente importantes para a identificação de genes de resistência e marcadores moleculares a serem incorporados no programa de melhoramento genético do Fundecitrus, visando um controle mais sustentável e eficiente da doença”, conclui.





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Reunião com citricultores de Brotas e Pirangi reforça medidas de controle do greening



Ao todo, cerca de 40 produtores participaram das reuniões


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus realizou, na última quarta-feira (26), reuniões com citricultores dos municípios paulistas de Brotas e Pirangi para reforçar o controle da população de psilídeo e manejo do greening.

Em Brotas, o encontro foi ministrado pelo engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Murilo Piccin, que destacou os índices de captura de psilídeos na região e a necessidade de fortalecer ações que promovam impacto direto na mitigação da doença.

Em Pirangi, o engenheiro-agrônomo Olavo Bianchi ressaltou a necessidade de os produtores darem continuidade ao trabalho que vêm desenvolvendo no controle do inseto, uma vez que os índices de captura apresentaram uma queda na região.

Ao todo, cerca de 40 produtores participaram das reuniões realizadas nos dois municípios. 





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entenda os motivos da alta no preço



Onda de calor impacta colheita




Foto: Canva

O preço do tomate longa vida apresentou alta expressiva nas últimas semanas. Na Ceasa Serra, o quilo foi cotado a R$ 4,00, enquanto na Ceasa Porto Alegre, o valor chegou a R$ 5,00. Os produtores que vendem para intermediários receberam entre R$ 3,00 e R$ 3,50 por quilo, dependendo do calibre do fruto.

O aumento nos preços é atribuído à menor oferta do produto em março, reflexo da onda de calor que antecipou a colheita em fevereiro. “A redução dos volumes disponíveis no mercado impactou diretamente os preços”, aponta o relatório.

O tomate longa vida, que estava a R$ 5,00/kg, chegou a R$ 7,50/kg, uma alta de 50%. A tendência de valorização é comum entre o fim de março e o início de abril, período de encerramento da safra. Em anos anteriores, o quilo do tomate atingiu R$8,00, e a expectativa é de que o cenário se repita em 2025.





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Tecnologia regulariza lotes da reforma agrária



Os recibos podem ser consultados digitalmente



Os recibos podem ser consultados digitalmente
Os recibos podem ser consultados digitalmente – Foto: Pixabay

Uma nova ferramenta digital desenvolvida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em parceria com a Agência de Inovação Zetta/UFLA, está transformando a regularização ambiental de assentamentos rurais no Brasil. O Módulo Lote CAR (MLC) individualiza o cadastro dos lotes no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SICAR), garantindo segurança jurídica aos assentados e facilitando o acesso a políticas públicas. O projeto conta com a colaboração do Serviço Florestal Brasileiro e da Agência Alemã de Cooperação Técnica.

O MLC permite a individualização dos lotes digitalmente por meio da divisão do assentamento dentro do sistema. Um servidor do Incra ou colaborador autorizado analisa as informações do lote e, após validação, o sistema gera um arquivo .CAR, sincronizando automaticamente os dados com o SICAR. Caso esteja em conformidade, um recibo de registro no Cadastro Ambiental Rural é emitido, documento essencial para acesso a créditos e programas de incentivo.

Os recibos podem ser consultados digitalmente, por unidades do Incra e instituições parceiras, garantindo mais transparência e segurança nas informações. Com a regularização ambiental concluída, os assentados podem acessar créditos rurais, projetos de infraestrutura e programas de assistência técnica. Essa inovação reforça o compromisso com a modernização da reforma agrária, agilizando processos e ampliando oportunidades para a agricultura familiar no Brasil.

“Pode-se afirmar que o Módulo Lote CAR (MLC) constitui uma ramificação do Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SICAR). A Zetta, por sua vez, destaca-se como a instituição detentora do maior conhecimento e expertise em relação à plataforma do SICAR, uma vez que, em conjunto com o Serviço Florestal Brasileiro, foi responsável pelo desenvolvimento do sistema. Dessa forma, a agência – munida de todo o arcabouço técnico e jurídico que envolve o MLC – desempenha um papel fundamental no processo de aprimoramento contínuo e na evolução do sistema”, destaca a equipe Zetta.

 





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