quinta-feira, abril 2, 2026

Política & Agro

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Colheita da mandioca segue em ritmo intenso



Bacteriose é controlada em lavouras de mandioca




Foto: Canva

A colheita da mandioca segue em ritmo intenso em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, o avanço da atividade busca atender à demanda dos mercados locais e regionais, além da Ceasa.

Na região administrativa de Soledade, a comercialização ocorre com preços variando entre R$ 45,00 e R$ 50,00 por caixa de 22 quilos, de acordo com dados de Venâncio Aires. Em Santa Rosa, a colheita da safra atual também se intensifica. “A qualidade do produto está satisfatória, mas o rendimento é inferior ao de outros anos, devido ao tamanho reduzido das raízes”, informou a Emater. A estiagem registrada durante o desenvolvimento da cultura é apontada como causa da limitação no crescimento. O preço médio da mandioca descascada e congelada na região está em R$ 7,00 o quilo.

Em Lajeado, especificamente no município de São José do Hortêncio, a cultura segue sendo colhida sem novos registros de perdas. Segundo a Emater, os danos observados nesta safra foram atribuídos à presença da bactéria Xanthomonas axonopodis pv. manihotis, atualmente sob controle. A colheita alcança cerca de 40% da área total cultivada. Em Porto Alegre, os preços na Ceasa oscilaram entre R$ 30,00 e R$ 35,00 por caixa. Já em Cruzeiro do Sul, a colheita ocorre com produtividade média de 14 toneladas por hectare, considerada dentro da normalidade local.

“A sanidade da lavoura e o rendimento estão adequados, e a expectativa é de que a produção se mantenha estável até o fim do ciclo”, destacou a Emater. No início do desenvolvimento vegetativo, houve registro de mortalidade de plantas provocada por excesso de chuvas, o que favoreceu a incidência de bacteriose. O valor médio recebido pelo produtor na região está em R$ 25,00 por caixa, com possibilidade de leve redução nos próximos dias.





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Preço do boi gordo e “boi China” registram alta nas praças paulistas



Boi gordo registrou elevação nas cotações em diferentes praças pecuárias




Foto: Divulgação

O mercado do boi gordo registrou elevação nas cotações em diferentes praças pecuárias do país. De acordo com o informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria, a alta se concentrou, principalmente, nas categorias de machos, enquanto os preços das fêmeas mantiveram-se estáveis em parte das regiões analisadas.

Em São Paulo, a oferta reduzida de machos e o volume maior de fêmeas resultaram em valorização de R$ 1,00 por arroba no preço do boi gordo e do chamado “boi China”. A vaca e a novilha não apresentaram variações. As escalas de abate seguem com média de sete dias no estado.

No Tocantins, a limitação de oferta influenciou os preços nas duas principais regiões do estado. No Sul, o boi gordo teve alta de R$ 3,00 por arroba, e a novilha subiu R$ 2,00 por arroba. A vaca manteve o valor anterior. A média das escalas de abate foi de seis dias. Já na região Norte, as três categorias registraram alta: boi gordo e vaca subiram R$ 1,00 por arroba, enquanto a novilha teve acréscimo de R$ 2,00. Nesse caso, a média das escalas alcançou oito dias.

Em Minas Gerais, o cenário variou conforme a localidade. No Triângulo Mineiro, apesar da menor oferta de boi gordo, o volume foi suficiente para atender à demanda imediata dos frigoríficos. Os preços do boi gordo e da vaca permaneceram estáveis, enquanto a novilha teve valorização de R$ 3,00 por arroba. A média das escalas de abate foi de oito dias. Já na região Norte do estado, não houve alteração nas cotações das categorias.

Segundo a Scot Consultoria, o movimento de alta pontual reflete o equilíbrio entre oferta e demanda, especialmente nas praças com maior restrição de animais prontos para o abate.





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Clima úmido afeta algodão argentino



Chuvas interrompem colheita, mas beneficiam safra de inverno na Argentina




Foto: Canva

As chuvas registradas em áreas agrícolas da Argentina interromperam parcialmente a colheita das culturas de verão, mas contribuíram para a reposição da umidade no solo, beneficiando o preparo da próxima safra de grãos de inverno. As informações constam no boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (8) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Segundo o relatório, precipitações moderadas a fortes, entre 25 e 50 milímetros, foram registradas no sudeste da província de Buenos Aires, além de partes do Chaco e de Santa Fé. O USDA informou que, embora essas chuvas tenham sido prematuras para o algodão e tenham interferido na colheita, foram úteis para recuperar as reservas hídricas necessárias ao desenvolvimento das lavouras de inverno.

“As temperaturas semanais ficaram de 3 a 5 graus Celsius abaixo da média nas principais regiões agrícolas do país”, aponta o boletim. As máximas diurnas variaram entre 25 °C e 30 °C. Já as mínimas noturnas oscilaram de 5 °C a 10 °C nas áreas agrícolas do norte, enquanto em Córdoba e no sul de Buenos Aires os termômetros marcaram valores próximos ou ligeiramente acima de zero grau.

De acordo com dados divulgados pelo governo argentino, até o dia 3 de abril, 75% da colheita de girassol havia sido concluída. A colheita de milho, por sua vez, alcançava 17% da área total cultivada.





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vendas de algodão atingem 57% da safra 24/25



Produtores têm aproveitado os melhores momentos para vender o seu produto




Foto: India Water Portal

As vendas da pluma de algodão da safra 2024/25 atingiram 57,12% da produção estimada até março no Mato Grosso, conforme análise divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (7). O avanço mensal foi de 2,40 pontos percentuais, superando em 2,95 pontos o volume registrado no mesmo período da safra anterior. Ainda assim, o desempenho permanece 8,64 pontos abaixo da média histórica para o período.

Mesmo com a retração de 1,13% nos preços médios negociados em março, os contratos futuros continuam atrativos, segundo o Imea. “As vendas foram travadas com média de R$ 137,36 por arroba para abril de 2025”, apontou o instituto.

Em relação à safra 2025/26, as negociações avançaram 5,08 pontos percentuais no comparativo entre fevereiro e março, totalizando 14,99% da produção estimada. O preço médio das vendas realizadas no mês ficou em R$ 135,96 por arroba, representando um aumento de 2,08% em relação ao mês anterior.

O Imea destacou que, apesar da estabilidade nos preços ao longo do mês, “os produtores têm aproveitado os melhores momentos para vender o seu produto”.





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Dólar tem maior alta diária no governo Lula após China reagir aos EUA


Logotipo Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – Após o forte recuo da véspera, o dólar registrou nesta sexta-feira a maior alta percentual diária do governo Lula até o momento, acompanhando o avanço da moeda norte-americana no exterior após a China anunciar retaliação ao tarifaço dos EUA, aumentando a guerra comercial e a perspectiva de desaceleração da economia global.

O dólar à vista fechou em alta de 3,72%, aos R$5,8382, na maior elevação percentual em um único dia desde 10 de novembro de 2022, quando subiu 4,10% ainda no governo de Jair Bolsonaro. Apenas nesta sexta, a moeda avançou 21 centavos de real.

Na semana, a divisa dos EUA acumulou alta de 1,31%. No ano, porém, a queda acumulada é de 5,52%.

Às 17h52, na B3 o dólar para abril — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 3,63%, aos R$5,8670.

No início do dia a China anunciou cobrança adicional sobre os produtos norte-americanos de tarifa de 34% — mesmo percentual anunciado na quarta-feira pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para os produtos chineses. Além disso, Pequim estabeleceu controles sobre a exportação de algumas terras raras — elementos químicos fundamentais para a indústria de tecnologia – e apresentou uma reclamação na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Os temores de recessão nos EUA e desaceleração da economia global impactaram diretamente as moedas de países exportadores de commodities e emergentes, como o real, o peso chileno, o peso mexicano e o rand sul-africano. Após o recuo forte da véspera, o dólar também recuperou valor ante o iene, o euro, a libra e o dólar australiano.

No Brasil, as cotações acompanharam o movimento.

“Vemos uma correção do frenesi de ontem (quinta), quando o mercado vendeu dólar e buscou onde colocar o dinheiro. O DXY (índice do dólar) estava mais fraco ontem, e hoje está o oposto”, comentou Laís Costa, analista da Empiricus Research.

A forte queda do petróleo era outro fator para o fortalecimento do dólar ante o real, já que o Brasil é exportador da commodity.

Neste cenário, o dólar oscilou em alta ante o real durante todo o dia, renovando máximas até o pico de R$5,8459 (+3,85) às 16h16.

“Existe também um reflexo prático e imediato no fluxo. As bolsas lá fora desabaram, com o (índice) Nasdaq caindo mais de 4%, por exemplo. Então o investidor precisa recompor essas perdas, e aí precisa ‘vender emergente’”, afirmou o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo, ao justificar o avanço forte do dólar ante o real nesta sexta-feira. “Essa dinâmica também pesou.”

Às 17h43, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes — subia 1,02%, a 103,050.

Pela manhã, o Banco Central vendeu toda a oferta de 20.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de maio de 2025.





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Avião autônomo garante pulverização mais eficiente


A inovação e a eficiência das soluções da Sumitomo Chemical integram o moderno e revolucionário Pyka Pelican 2, primeira aeronave agrícola elétrica e 100% autônoma do Brasil. As formulações da companhia japonesa centenária são cuidadosamente ajustadas para assegurar que o produto chegue ao alvo de forma precisa, reduzindo perdas e maximizando os resultados no campo. Essa tecnologia poderá ser vista na prática por cerca de 80 produtores de algodão e soja no dia 10 de abril, quando a aeronave será usada para pulverizar uma área da Fazenda Santa Isabel, em Luís Eduardo Magalhães (BA). 

O portfólio para proteção de cultivos e BioRacionais da Sumitomo Chemical foi desenvolvido para oferecer alta performance em diferentes modalidades de aplicação, incluindo a tecnologia embarcada no Pelican 2, e isso assegura mais eficiência e segurança nos resultados da aplicação ao produtor. Coordenador de Stewardship da Sumitomo Chemical, Rafael Ferreira explica que a iniciativa de fazer essa demonstração, na prática, nas condições reais dos agricultores, é uma  ação muito importante para tornar concreto e tangível como as soluções e formulações da companhia atuam em uma aeronave autônoma. Ele destaca que as características dessa formulação são as responsáveis pelo melhor espalhamento dos produtos na planta, com uma elevada deposição, sem deriva na aplicação e chegando ao alvo mais rapidamente.

“A integração das tecnologias agrega ainda mais valor ao manejo, proporcionando uma aplicação otimizada, com melhor cobertura e distribuição. Isso se traduz em maior produtividade, economia de recursos e um controle mais eficaz das pragas e doenças. Ao escolher essa combinação de tecnologia e inovação, o produtor ganha mais assertividade nas aplicações e tranquilidade para alcançar o máximo desempenho em sua lavoura. E todo esse desempenho será  visto no evento”, explica Ferreira.

A empresa norte-americana Pyka é a desenvolvedora da aeronave, que, no Brasil, é representada pela Synerjet. A aeronave cobre até 90 hectares por hora. “As soluções da Sumitomo Chemical podem ser muito bem utilizadas com o Pelican, que tem 24 horas de operação. Se precisar aplicar o nosso herbicida durante o dia, é possível ser feito. E nossos fungicidas e inseticidas, para maior eficácia e sem atingir insetos não alvo, como abelhas, também podem ser pulverizados à noite”, afirma o coordenador da Sumitomo Chemical.

O dia de campo, que reunirá grande parcela de produtores de algodão do país, é o momento para que os presentes tirem dúvidas e confiram a eficiência da aplicação. Para uma medição precisa, o veículo tem como método a Inspeção de Faixa de Deposição (IFD), equipamento que utiliza espectrofotometria de fio para otimizar a aplicação aérea de defensivos. Com ele, é possível determinar a largura da faixa de deposição e a uniformidade da pulverização.





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Cafeicultura exige planejamento e adaptação


Durante palestra na 28ª edição da Fenicafé, o produtor rural e consultor em agronegócio Lúcio Dias apresentou uma análise sobre as oportunidades e os desafios enfrentados pela cafeicultura brasileira nos mercados nacional e internacional. O especialista compartilhou estratégias voltadas ao aumento da competitividade e da sustentabilidade na produção de café, com ênfase em qualidade, gestão e adaptação ao cenário econômico.

Segundo Lúcio, os produtores devem buscar soluções que aumentem a eficiência e reduzam os custos operacionais. “Investir em soluções que reduzam custos e aumentem a produtividade é fundamental para o futuro da cafeicultura. O mercado está com boas margens e, como se diz, ‘lucro no bolso não faz mal a ninguém’. Portanto, é o momento de realizar os resultados”, afirmou.

Para proteger a renda diante da volatilidade do setor, ele recomendou o uso de mecanismos financeiros. “Fazer hedge, proteger parte da produção e aproveitar as boas margens de lucro pode ser uma boa estratégia. O mercado está aberto a essas oportunidades, e é hora de realizar os ganhos”, completou.

O consultor também enfatizou a importância de um posicionamento competitivo diante de consumidores mais exigentes. “Os consumidores estão mais conscientes e exigentes sobre o café que consomem. A qualidade deve ser nossa prioridade, e devemos agregar atributos que atendam a essas expectativas. Conquistamos grandes mercados, mas nossos concorrentes estão ávidos para ocupar o nosso espaço. Manter e cativar nossos clientes deve ser o foco”, explicou.

A sustentabilidade foi outro ponto destacado na apresentação. Lúcio defendeu práticas que alinhem produtividade e responsabilidade social. “O desafio é agregar valor não só no produto, mas também nas práticas que envolvem a produção, como o respeito à legislação trabalhista e o cuidado com o ser humano e a comunidade. Isso será, sem dúvida, refletido em mais valor monetário para o café e na preferência dos consumidores”, afirmou.

Durante a palestra, ele ressaltou que a cafeicultura demanda altos investimentos e apresenta riscos consideráveis. “Ser produtor rural no Brasil é uma verdadeira religião, é preciso ter fé, amor, resiliência e persistência. Para o café, isso é ainda mais intenso. O mercado é altamente inconstante, e o componente financeiro é enorme. Portanto, a gestão e o planejamento são essenciais para a sustentabilidade da produção”, pontuou.

O crescimento do mercado de cafés especiais também foi abordado. Lúcio destacou a necessidade de estrutura adequada e mão de obra qualificada para acessar esse nicho. “Para produzir cafés especiais, o próprio nome já diz, tem que ser algo especial. O produtor precisa ter uma propriedade adequada e uma equipe qualificada para atender as exigências do mercado. A liquidez desse mercado é diferente da de café commodity, e, muitas vezes, os prêmios não acompanham a alta dos preços. Por isso, é importante atender ao cliente no momento certo”, explicou.

Lúcio finalizou a palestra com um alerta sobre o cenário econômico nacional. Segundo ele, a alta histórica dos juros no Brasil exige cautela no planejamento financeiro dos produtores. “O que mudou no mercado ultimamente foi o fortalecimento econômico dos produtores. Ainda assim, é preciso ter cuidado e planejamento financeiro”, concluiu.





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Produtores de kiwi intensificam irrigação



Baixa umidade preocupa produtores de kiwi no Rio Grande do SUL




Foto: Divulgação

A produção de kiwi na região administrativa de Caxias do Sul tem sido favorecida pelas condições climáticas, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar. O boletim aponta que o clima atual contribuiu para a manutenção da sanidade das lavouras e para o avanço da maturação das frutas.

Apesar das condições gerais positivas, a baixa umidade do solo e do ar tem preocupado os produtores. De acordo com o informativo, os quivicultores estão atentos à necessidade hídrica elevada das plantas, especialmente na fase final de crescimento e no início da maturação. “Os produtores têm recorrido à irrigação localizada, como gotejo e microaspersão, para suprir a demanda das lavouras”, informou a Emater/RS-Ascar.

Com o objetivo de garantir a qualidade da colheita, os agricultores também seguem monitorando o grau Brix dos frutos, indicador utilizado para avaliar o teor de açúcar e determinar o ponto ideal de colheita. Segundo o boletim, a colheita das variedades de kiwi de polpa amarela já foi iniciada, enquanto os frutos de polpa verde seguem em avaliação.

A Emater/RS-Ascar segue acompanhando o desenvolvimento das lavouras na região e reforça a importância da irrigação adequada neste período crítico do ciclo da cultura.





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Plantio é interrompido por frio na Ucrânia e Rússia



Frio intenso e neve atrasam plantio no oeste da FSU




Foto: Pixabay

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, por meio do boletim Weekly Weather and Crop Bulletin divulgado nesta terça-feira (8), que o oeste da antiga União Soviética (FSU) registrou mudanças significativas nas condições climáticas durante a última semana. O calor acima da média deu lugar a um clima mais frio, marcado por duas tempestades que trouxeram chuvas e, posteriormente, neve.

Segundo o USDA, as temperaturas chegaram a ficar entre 2°C e 5°C acima do normal no oeste da região, e até 9°C acima no centro-oeste da Rússia. Esse calor fora de época acelerou o crescimento de culturas como trigo de inverno, colza e cevada, que, em algumas áreas, estavam mais de duas semanas adiantadas em relação à média histórica.

Entretanto, a chegada de uma frente fria no dia 5 de abril, com temperaturas diárias até 10°C abaixo do normal, reverteu esse cenário em países como Bielorrússia, Ucrânia e Moldávia. “O calor anômalo mascarou a entrada de ar muito frio, que chegou de forma abrupta no final da semana”, informou o boletim.

A primeira tempestade da semana trouxe pancadas de chuva generalizadas. Já a segunda, com queda acentuada nas temperaturas, transformou a chuva em neve. A precipitação líquida combinada das duas tempestades variou entre 10 e 50 mm, com volumes maiores em áreas localizadas, abrangendo desde a costa leste do Mar Negro até a Moldávia, sul da Bielorrússia, Ucrânia e partes ocidentais do Distrito Central da Rússia.

As chuvas contribuíram para melhorar a umidade do solo em regiões que enfrentaram um inverno mais seco. No entanto, o USDA destacou que o clima frio e instável causou atrasos ou interrupções no plantio das lavouras de início de verão, especialmente no sudoeste da Rússia e no sudeste da Ucrânia.





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Novas normas padronizam análises de sementes no Brasil



Atualização substitui a versão anterior publicada em 2009




Foto: Divulgação

As novas Regras de Análises de Sementes (RAS) foram oficialmente publicadas pela Secretaria de Defesa Agropecuária, trazendo atualizações importantes para os métodos de avaliação da qualidade física e fisiológica das sementes no Brasil. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), as diretrizes servem como base técnica para os laboratórios credenciados emitirem os Boletins de Análise de Sementes — documentos indispensáveis para a emissão dos Certificados ou Termos de Conformidade dos lotes a serem comercializados.

A atualização, aguardada há anos pelo setor, substitui a versão anterior publicada em 2009. Desde então, avanços tecnológicos e mudanças nos processos produtivos tornaram necessária uma modernização dos critérios oficiais. Em resposta, o MAPA promoveu uma revisão em duas etapas, conduzida pela Coordenação-Geral de Laboratórios Agropecuários (CGAL). A primeira fase contou com a colaboração dos Laboratórios Oficiais Supervisores (LASOs Supervisores). Já a segunda foi aberta às Comissões de Sementes e Mudas (CSMs), que enviaram cerca de 700 sugestões de correções e melhorias ao texto.

De acordo com o ministério, aproximadamente 80% dessas contribuições foram incorporadas à versão final das novas RAS, o que evidencia o alinhamento da revisão com as expectativas dos laboratórios e profissionais da cadeia produtiva de sementes. Os capítulos que mais receberam propostas de ajuste foram os de “Amostragem”, “Análise de Pureza”, “Teste de Germinação”, “Análise de Sementes Revestidas” e “Análise de Sementes de Espécies Florestais”. Boa parte das sugestões visava tornar o conteúdo mais acessível, incluindo a inserção de imagens ilustrativas e melhorias na redação.

Além de atualizada, a nova norma permanece em consonância com os padrões internacionais definidos pela ISTA (International Seed Testing Association) e pela AOSA (Association of Official Seed Analysts), com as devidas adaptações para a realidade tropical brasileira e para a legislação nacional.

Para Fabrício Pedrotti, coordenador-geral dos Laboratórios Agropecuários, a nova versão representa um avanço principalmente na clareza dos procedimentos. “Na prática, do ponto de vista metodológico, muito pouco irá mudar na rotina dos laboratórios credenciados. O que essa revisão fez foi deixar mais claros alguns tópicos das RAS que sempre causavam dúvidas nos laboratórios, o que, no nosso entendimento, é um ponto positivo da revisão”, afirmou.





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