sábado, março 28, 2026

Política & Agro

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Oferta mundial de milho deve crescer em 2025/26


Com base nas estimativas do Relatório de Oferta e Demanda de Produtos Agrícolas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em maio, a produção mundial de milho deverá crescer em 2025/26. A previsão é de 1,264 bilhão de toneladas, ante 1,221 bilhão em 2024/25. Apesar do aumento na oferta, os estoques finais devem recuar de 287,29 milhões para 277,84 milhões de toneladas, o que indica maior consumo global. A expectativa de elevação da produção global é puxada, sobretudo, pelos ganhos nos Estados Unidos, Ucrânia e Argentina.

Para o Brasil, o USDA projeta uma leve alta na produção de milho em 2025/26, passando de 130 milhões para 131 milhões de toneladas. As exportações devem se manter estáveis em 43 milhões de toneladas. Já os estoques finais devem apresentar forte recuo, de 5,98 milhões para 2,58 milhões de toneladas, sinalizando maior escoamento da produção ou consumo interno mais elevado no próximo ciclo.

Nos Estados Unidos, maior produtor e exportador global, a safra de milho deve crescer de 377,63 milhões para 430,55 milhões de toneladas. A produtividade também deve subir de 187,56 para 189,35 sacas por hectare, enquanto os estoques finais devem aumentar de 35,95 milhões para 45,72 milhões de toneladas. O uso para etanol permanece em 139,71 milhões de toneladas. As exportações devem atingir 72,8 milhões de toneladas em 2025/26, frente às 66,04 milhões previstas para 2024/25, refletindo maior competitividade no mercado externo.

Na Argentina, a expectativa é de recuperação da produção, que deve subir de 50 milhões para 53 milhões de toneladas entre as safras 2024/25 e 2025/26. Os estoques finais devem crescer de 2,38 milhões para 2,79 milhões de toneladas, enquanto as exportações também devem avançar, passando de 35,5 milhões para 37 milhões de toneladas.

Por fim, a Ucrânia, importante fornecedor do Leste Europeu, também apresenta projeção de crescimento. A produção de milho deve avançar de 26,8 milhões para 30,5 milhões de toneladas. Os estoques finais praticamente dobram, de 310 mil para 600 mil toneladas, e as exportações devem aumentar de 22 milhões para 24 milhões de toneladas.

 





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Goiás avança no uso de bioinsumos na cana-de-açúcar



Bioinsumos ganham espaço em lavouras de cana




Foto: Canva

A cultura da cana-de-açúcar em Goiás tem avançado com a incorporação de tecnologias voltadas à mecanização e ao uso de bioinsumos, conforme destaca o boletim Agro em Dados de maio, divulgado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás. O estado tem se consolidado como um dos polos mais desenvolvidos na produção dessa cultura no país.

Além de ser base para a produção de açúcar e etanol, a cana-de-açúcar gera subprodutos e resíduos que têm sido aproveitados para fins como a geração de energia elétrica, fabricação de ração animal e produção de fertilizantes agrícolas.

O boletim indica que a cultura se adapta bem a regiões tropicais, com temperaturas entre 24°C e 30°C e precipitação anual entre 1.200 e 1.500 milímetros, desde que bem distribuída. “Solos profundos, bem drenados e com pH entre 5,5 e 6,5 são condições essenciais para o desenvolvimento da planta”, informa o documento.

Segundo o levantamento, a adaptabilidade da cana a diferentes tipos de solo, aliada à rusticidade da planta, contribui para sua presença em diversas regiões do país. Em Goiás, a modernização das lavouras tem se intensificado. “Os produtores têm investido na mecanização e no uso de biofertilizantes e agentes de controle biológico, especialmente em áreas de renovação de canaviais”, aponta o boletim.

As práticas adotadas visam manter o equilíbrio microbiológico do solo e controlar pragas, reduzindo a dependência de defensivos químicos. O uso desses recursos tem promovido ganhos em produtividade e aumentado a longevidade dos canaviais, ao mesmo tempo em que atende à demanda por uma produção agrícola mais sustentável.





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Cotonicultura mineira cresce, mas seca desafia produtividade


Minas Gerais, terceiro maior produtor de algodão do país, registra um salto expressivo na área plantada para a safra 2024/2025. De acordo com estimativas da Associação Mineira dos Produtores de algodão (Amipa), o estado aumentou em 34% sua área cultivada com a fibra, movimento que acompanha a tendência de expansão nacional da cotonicultura.

Dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) indicam que o algodão ocupará cerca de 2,14 milhões de hectares no Brasil nesta safra. A projeção preliminar aponta para uma colheita de 3,95 milhões de toneladas, volume 6,8% superior ao registrado no ciclo anterior. Esse crescimento é impulsionado, em boa parte, pelo aumento de áreas plantadas em estados como Minas Gerais, Mato Grosso e Bahia.

Apesar da expansão, o clima seco registrado em diversas regiões mineiras acende um sinal de alerta. Segundo o diretor-executivo da Amipa, Licio Pena de Sairre, a estiagem pode comprometer a produtividade nas lavouras de sequeiro. “Teremos um aumento significativo na produção, por conta da maior área plantada, mas a produtividade tende a ser menor do que no ano passado”, explica o dirigente.

A estiagem, já prevista pela Abrapa em relatórios anteriores, motivou os produtores a adotarem estratégias antecipadas para minimizar os impactos do clima adverso. Entre elas, destaca-se a própria ampliação da área cultivada como forma de compensar possíveis perdas na produção por hectare.

Para enfrentar os desafios impostos pela instabilidade climática, os produtores de algodão em Minas têm investido cada vez mais em tecnologia e práticas sustentáveis. O uso de sementes transgênicas tolerantes à seca e resistentes a pragas, por exemplo, tem sido um dos caminhos adotados para manter a rentabilidade da cultura. “O nível tecnológico sobe quando se inclui o algodão no sistema produtivo. O produtor precisa estar atento às inovações que garantem mais resiliência ao campo”, afirma Licio.

Mesmo com o cenário desafiador, a cotonicultura mineira segue firme no compromisso com a inovação, buscando garantir uma produção de qualidade capaz de abastecer tanto o mercado interno quanto o externo. A expectativa é que, com o avanço das boas práticas agrícolas e o uso intensivo de tecnologia, o setor mantenha sua relevância e competitividade, mesmo sob condições climáticas desfavoráveis.





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Como montar sua horta caseira com pouco espaço



Hortas em casa crescem com uso de pequenos espaços




Foto: Seane Lennon

Ter uma horta em casa pode representar mais do que um hábito alimentar: é uma alternativa que alia saúde, economia e praticidade. Com o cultivo de alimentos frescos e livres de agrotóxicos, famílias podem garantir uma dieta mais equilibrada e reduzir gastos, mesmo com espaço limitado.

Pensando nesse cenário, a ISLA Sementes, empresa especializada em variedades de sementes de hortaliças, flores, ervas, temperos e microverdes, tem incentivado o cultivo doméstico, especialmente em ambientes urbanos e compactos. De acordo com Leandro Mello, especialista da empresa, o sucesso da horta está na escolha de variedades adequadas e nos cuidados com o cultivo. “Vasos, jardineiras e hortas verticais são excelentes alternativas para quem quer cultivar mesmo sem dispor de muito espaço. Optar por variedades compactas, utilizar substratos enriquecidos e garantir uma boa iluminação e irrigação são cuidados fundamentais para o crescimento saudável das plantas em ambientes reduzidos”, afirma.

Ervas como manjericão, hortaliças como alface e espinafre, além de temperos como coentro e pimenta, são algumas das opções indicadas para cultivo em pequenos vasos ou jardineiras. Alimentos como pimentão e tomate cereja também se destacam pela adaptabilidade a espaços restritos e pelo valor nutricional.

Para quem deseja iniciar uma horta em casa, é fundamental escolher um local que receba ao menos quatro horas diárias de sol, preparar a terra com material orgânico e garantir vasos com capacidade adequada, como os de 18 litros. A manutenção básica inclui regas moderadas, podas regulares e observação constante de sinais de pragas.

Com planejamento e atenção aos cuidados básicos, o cultivo doméstico pode se tornar uma prática acessível e eficiente, contribuindo tanto para a alimentação quanto para a sustentabilidade no cotidiano urbano.





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Soja segue pressionada com plantio acelerado nos EUA


O mercado da soja manteve tom de cautela na última semana. O avanço do plantio nos Estados Unidos, aliado a um clima favorável, gerou pressão adicional sobre os preços na Bolsa de Chicago. Ao mesmo tempo, o ritmo mais lento das exportações brasileiras contribuiu para conter os prêmios e limitar reações no mercado físico nacional.

Segundo análise da Grão Direto, os contratos da oleaginosa registraram variações discretas, refletindo a expectativa de uma safra cheia nos Estados Unidos. O contrato de maio de 2025 fechou a US$ 10,44 por bushel, com leve alta de 0,58%, enquanto o contrato para março de 2026 encerrou praticamente estável, cotado a US$ 10,48. No mercado interno, os preços tiveram pouca oscilação, acompanhando a calmaria no câmbio, que segue na casa de R$ 5,65.

As exportações brasileiras também ajudaram a manter o mercado mais contido. A Anec estima embarques de 12,6 milhões de toneladas em maio – abaixo das 13,5 milhões registradas em abril. A baixa demanda externa e a ausência de fatores de alta sustentada reduziram o apetite comprador, tanto no mercado spot quanto nas negociações futuras.

Um ponto de atenção segue sendo a guerra comercial entre Estados Unidos e China. A retomada das conversas entre as duas potências gerou um otimismo moderado, mas ainda sem impactos concretos nas cotações. Qualquer avanço nas negociações pode alterar o fluxo global de comércio e mexer com os preços da soja nas próximas semanas.

Para os próximos dias, o foco do mercado estará nas novas estimativas do relatório WASDE, divulgado pelo USDA nesta segunda-feira (12). A expectativa é de aumento nos estoques globais, o que reforça o viés de estabilidade no curto prazo. Ainda assim, há incertezas quanto ao real tamanho da produção americana, especialmente diante das margens apertadas identificadas por universidades norte-americanas, como Illinois, que podem provocar ajustes nas áreas de plantio.

No Brasil, o mercado já começa a se posicionar para a safra 2025/26. A recente queda do dólar e dos fertilizantes ajuda a reduzir parte dos custos, mas o crédito caro continua sendo o principal obstáculo para o produtor. Nesse cenário, operações de barter devem ganhar espaço como forma de garantir insumos e travar preços ainda neste primeiro semestre.





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EUA e China anunciam suspensão mútua de tarifas adicionais



Acordo entre EUA e China reduz tensões comerciais




Foto: Canva

Os governos dos Estados Unidos e da China anunciaram, nesta segunda-feira (12), um acordo bilateral que prevê a suspensão parcial de tarifas comerciais impostas recentemente entre os dois países. A medida foi divulgada pela Casa Branca e visa estabelecer um ambiente mais estável nas relações econômicas e comerciais, com validade inicial de 90 dias.

Segundo o comunicado oficial, “as Partes comprometem-se a tomar as seguintes medidas até 14 de maio de 2025”. Do lado norte-americano, está prevista a suspensão de 24 pontos percentuais da taxa adicional ad valorem aplicada a artigos chineses — incluindo produtos oriundos de Hong Kong e Macau — conforme a Ordem Executiva nº 14.257, de 2 de abril de 2025. Permanecerá em vigor uma taxa residual de 10% sobre esses produtos. Também será removida a aplicação das tarifas estabelecidas pelas ordens executivas nº 14.259 e nº 14.266, emitidas nos dias 8 e 9 de abril deste ano.

Em contrapartida, o governo chinês assumiu compromissos equivalentes. De acordo com o documento, a China “modificará, em conformidade, a aplicação da taxa adicional ad valorem sobre os artigos dos Estados Unidos”, suspendo também 24 pontos percentuais por 90 dias e mantendo uma alíquota de 10%. A China se compromete ainda a eliminar tarifas impostas pelos anúncios nº 5 e nº 6 de 2025 e a adotar “todas as medidas administrativas necessárias para suspender ou remover as contramedidas não tarifárias adotadas contra os Estados Unidos desde 2 de abril de 2025”.

O entendimento marca uma nova etapa nas negociações bilaterais e abre caminho para a criação de um mecanismo de continuidade das discussões econômicas. Os encontros serão conduzidos por representantes de alto escalão dos dois países. Pela China, o vice-premiê He Lifeng será o responsável. Pelos Estados Unidos, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o representante comercial Jamieson Greer liderarão as negociações.

As reuniões poderão ocorrer alternadamente na China e nos Estados Unidos, ou em local previamente acordado entre as partes. Está prevista também a realização de consultas técnicas conforme a necessidade, para tratar de temas econômicos e comerciais específicos.





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Ibraoliva vai a Espanha reforçar pedido de filiação em Conselho Mundial de Olivicultura



Grupo que representa 95% da produção mundial de azeite de oliva


Foto: Pixabay

O Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) foi convidado para participar da 64ª reunião do Conselho Consultivo do Comitê Oleícola Internacional (COI) na terça-feira, 13 de maio, em Úbeda, na Espanha. O encontro terá o aval do Ministério da Agricultura. O COI é uma organização intergovernamental que promove o azeite e as azeitonas de mesa, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e responsável da olivicultura e do setor. O Comitê visa ainda promover o azeite de oliva e definir normas de qualidade, além de fiscalizar a autenticidade que envolve 95% da produção mundial.

O presidente do Ibraoliva, Renato Fernandes, informa que o objetivo da participação no evento será mostrar a intenção de o Brasil ocupar uma cadeira no órgão e poder assim contribuir para o desenvolvimento da olivicultura nacional. “Embora a nossa participação se dê apenas como ouvintes, nossa presença demonstra o compromisso do Ibraoliva com o setor e a importância de estar representado nas atividades oficiais da entidade”, explica.

Fernandes ressalta ainda que a viagem também será uma oportunidade para estreitar laços e fortalecer relações com outros países e instituições do setor. “Estamos confiantes de que essa participação contribuirá para o futuro da olivicultura brasileira e para o crescimento do Instituto Brasileiro de Olivicultura”, destaca.

O dirigente agradeceu a intermediação do Ministério da Agricultura e a disposição do órgão governamental em apoiar os produtores brasileiros. “A filiação do Brasil ao Conselho Oleícola Internacional é um passo importante para o avanço e crescimento da olivicultura no Brasil, uma cultura ainda em desenvolvimento no país. E a prova que o Ministério da Agricultura tem feito um importante trabalho no nosso setor, é o fato do Brasil ter sido convidado para participar do evento neste espaço privilegiado no X Salón Internacional del Aceite de Oliva (Síaove)”, conclui.

 





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Brasil terá maior receita da história com café em 2025


O setor cafeeiro brasileiro caminha para mais um ano de recordes. Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o faturamento bruto da cadeia produtiva do café deverá alcançar R$ 125,7 bilhões no ano-cafeeiro de 2025. O número representa um salto expressivo de 57% em relação a 2024, quando a receita foi de R$ 80,07 bilhões.

O levantamento considera os preços médios recebidos pelos produtores entre janeiro e março deste ano. A maior parte dessa receita virá da produção de café arábica, que deve gerar R$ 86,52 bilhões, o equivalente a 71,2% do total. Já o café robusta (conilon + canephora) responderá por R$ 36,18 bilhões, ou 28,8% do faturamento nacional.

Minas Gerais lidera com metade da receita nacional

A força da cafeicultura está espalhada por 20 estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal, com presença nas cinco regiões do país. No entanto, Minas Gerais segue consolidado como o maior produtor nacional, com previsão de receita bruta de R$ 62,93 bilhões, cerca de 50% do total estimado. O estado é responsável por metade da produção de café do Brasil.

Na sequência, o Espírito Santo aparece como o segundo maior arrecadador, com R$ 30,88 bilhões (24,6%). São Paulo ocupa o terceiro lugar com R$ 12,26 bilhões (9,75%), seguido pela Bahia, com R$ 9,81 bilhões (7,8%). Rondônia, destaque na produção de robusta, aparece em quinto lugar, com R$ 5,94 bilhões (4,73%). Fechando o ranking dos seis maiores, o Paraná deve arrecadar R$ 1,78 bilhão, ou 1,42% do total.

Maior faturamento da história do café brasileiro

Caso esses números se confirmem até o fim do ciclo, o Brasil registrará o maior faturamento da história da sua cafeicultura. O desempenho reforça o protagonismo do país no cenário mundial, sendo o maior produtor e exportador global de café.

O crescimento da receita está atrelado a uma combinação de bons preços, aumento da demanda e estabilidade produtiva, além do papel crescente das exportações. Em um ano marcado por desafios climáticos e logísticos, a pujança do setor evidencia sua resiliência e importância para a economia nacional.





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Exportações e importações batem recorde em abril


A balança comercial brasileira registrou recordes em abril, tanto nas exportações quanto nas importações, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

As exportações somaram US$ 30,41 bilhões, um crescimento de 0,3% em relação a abril de 2024, quando alcançaram US$ 30,33 bilhões. As importações totalizaram US$ 22,26 bilhões, aumento de 1,6% sobre os US$ 21,9 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado.

Com isso, a corrente de comércio chegou a US$ 52,67 bilhões, resultando em saldo positivo de US$ 8,15 bilhões. Na comparação anual, a corrente cresceu 0,8%. No acumulado do ano, as exportações somam US$ 107,3 bilhões, enquanto as importações atingem US$ 89,6 bilhões, com saldo de US$ 17,7 bilhões e corrente de comércio de US$ 196,9 bilhões.

A Secex informou que, de janeiro a abril, as importações aumentaram 10,4% sobre o mesmo período de 2024, totalizando US$ 89,6 bilhões ante US$ 81,11 bilhões. Já as exportações caíram 0,7%, passando de US$ 108,04 bilhões para US$ 107,3 bilhões. A corrente de comércio acumulada cresceu 4,1%, atingindo US$ 196,88 bilhões.

No recorte por setores, as exportações de abril, em relação a abril do ano anterior, apresentaram crescimento de US$ 0,35 bilhão (2,4%) na Indústria de Transformação. Houve queda de US$ 0,05 bilhão (0,7%) na Agropecuária e de US$ 0,28 bilhão (3,8%) na Indústria Extrativa.

No acumulado do ano, as exportações da Agropecuária cresceram US$ 0,64 bilhão (2,6%) e as da Indústria de Transformação, US$ 2,3 bilhões (4,1%), enquanto a Indústria Extrativa teve queda de US$ 3,76 bilhões (13,5%).

As importações de abril registraram aumento de US$ 0,02 bilhão (3,3%) na Agropecuária e de US$ 0,86 bilhão (4,4%) na Indústria de Transformação, com redução de US$ 0,51 bilhão (31,5%) na Indústria Extrativa. No acumulado de 2025, as importações cresceram US$ 0,35 bilhão (18,2%) na Agropecuária e US$ 9,39 bilhões (12,8%) na Indústria de Transformação, enquanto a Indústria Extrativa apresentou retração de US$ 1,3 bilhão (24,0%).





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Fertilizante iraniano legalizado em Dubai e Omã



“O agro brasileiro enfrenta desafios crescentes no acesso a fertilizantes”



“O agro brasileiro enfrenta desafios crescentes no acesso a fertilizantes"
“O agro brasileiro enfrenta desafios crescentes no acesso a fertilizantes” – Foto: Canva

Segundo informações de Cristiane De Brida, Commodity Broker na L77 Negócios Ltda, o agronegócio brasileiro ganha uma nova alternativa estratégica com a entrada da Ureia iraniana legalizada nos mercados de Dubai e Omã. Através da parceria com a AFG Holding, sediada em Dubai, a empresa agora atua como representante exclusiva dessa Ureia, contando com fornecimento de mais de seis refinarias governamentais do Irã, com exclusividade e respaldo legal.

“O agro brasileiro enfrenta desafios crescentes no acesso a fertilizantes. Pensando nisso, temos orgulho em anunciar: somos representantes exclusivos de ureia iraniana legalizada em Dubai e Omã, através de nossa parceira estratégica AFG Holding sediada em Dubai, estamos com mais de seis refinarias governamentais e com exclusividade”, comenta.

Essa novidade é especialmente relevante para o Brasil, que atualmente importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome. O Irã, sendo um dos maiores produtores mundiais de ureia, torna-se um parceiro crucial. Com a legalização do produto em territórios estratégicos como os Emirados Árabes Unidos e Omã, garantem-se segurança jurídica, controle de qualidade e uma logística mais eficiente — elementos essenciais em um cenário global cada vez mais volátil.

No campo, o impacto é direto: a ureia é indispensável para culturas como soja, milho e trigo. A possibilidade de preços mais competitivos e entregas confiáveis permite que os produtores brasileiros mantenham a produtividade, mesmo em meio a instabilidades externas. A iniciativa da L77, em conjunto com a AFG Holding, também abre espaço para novas parcerias com tradings e produtores nacionais.





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