sábado, março 28, 2026

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Suplementação tenta conter queda na produção leiteira


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (08), a produção de leite enfrenta queda em diversas regiões no Rio Grande do Sul. O encerramento do ciclo das forrageiras de verão levou os produtores a intensificarem o uso de suplementação alimentar com silagem, feno e concentrados proteicos, a fim de manter os níveis de produção.

Apesar das mudanças na alimentação, a qualidade do leite permanece estável na maioria das propriedades, com níveis adequados de matéria seca e indicadores sanitários, como células somáticas e contagem bacteriana, dentro dos parâmetros exigidos. Algumas áreas com cereais de inverno já permitem pastejo, embora o desenvolvimento das plantas ainda apresente irregularidades.

Na região de Bagé, a produção de leite continua em declínio, reflexo da entressafra das forrageiras e da escassez de chuvas durante abril. Segundo a Emater, esse impacto é mais evidente nas propriedades com maior dependência de pastagens naturais.

Em Caxias do Sul, a qualidade do leite segue conforme os padrões legais. Já na região de Erechim, os rebanhos estão em boas condições, favorecidos pela recuperação dos recursos hídricos e pela redução das temperaturas, o que proporcionou maior conforto térmico aos animais.

Em Frederico Westphalen, a produção sofreu leve recuo em decorrência do adiantamento do período de vazio forrageiro e das altas temperaturas registradas recentemente. Em Ijuí, os rebanhos manejados a pasto apresentam escore corporal abaixo do ideal, em razão da limitação na oferta de alimentos.

Na região de Passo Fundo, o manejo sanitário e reprodutivo ocorre normalmente, sem registro de alterações. A redução na presença de moscas foi observada como um fator positivo para o bem-estar dos animais. Em Pelotas, os produtores têm enfrentado, além das adversidades climáticas, quedas recorrentes de energia elétrica, o que tem exigido novos investimentos em infraestrutura.

Em Santa Maria, os criadores seguem monitorando a presença de parasitas como moscas e carrapatos, utilizando medidas de controle para minimizar os impactos na produção.





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agronegócio exporta US$ 7,57 bilhões em 2024


As exportações do agronegócio de Santa Catarina alcançaram US$ 7,57 bilhões em 2024, o que corresponde a 64,9% do total exportado pelo estado. Os dados integram a 45ª edição da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, elaborada pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), que apresenta uma análise detalhada do desempenho do setor e serve de base para políticas públicas e decisões estratégicas voltadas ao campo.

Segundo o Observatório Agro Catarinense, houve uma concentração expressiva das exportações em poucos segmentos. Entre os 25 setores analisados, apenas seis responderam por quase 94% do valor exportado no período. As carnes lideraram com 54,8%, seguidas pelos produtos florestais, que representaram 25,2%.

De acordo com o Epagri/Cepa, os principais itens exportados foram carne de frango, carne suína, madeira, soja em grão, papel e fumo. Juntos, eles representaram 88,1% da receita total do agronegócio catarinense em 2024. A carne suína registrou o maior crescimento em comparação ao ano anterior, com aumento de 8% e total de US$ 1,69 bilhão. Já a carne de frango, principal produto da pauta exportadora, teve crescimento de 0,2%, atingindo US$ 2,29 bilhões.

Para Alexandre Luís Giehl, analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, os resultados refletem o diferencial sanitário da produção local e o cenário internacional. “O controle rigoroso em toda a cadeia produtiva é um dos grandes diferenciais da agropecuária catarinense e tem reconhecimento internacional. Esse padrão de qualidade tem garantido a confiança dos mercados mais exigentes e sustentado a posição de destaque do estado no comércio internacional de proteínas animais”, afirma.

Problemas sanitários em outras partes do mundo também contribuíram para impulsionar as exportações do estado. Surtos de peste suína africana e gripe aviária em diversos países aumentaram a demanda por carnes de origem segura, como as de Santa Catarina. Em 2024, as vendas de carne suína para as Filipinas cresceram 48%, enquanto os embarques de carne de frango para o Japão subiram 25%.

A China e os Estados Unidos se mantiveram como os principais compradores do agronegócio catarinense em 2024, com participações de 15,6% e 13%, respectivamente. O Japão foi responsável por 8,2% das aquisições, seguido pelas Filipinas (6%), México (5,9%) e Chile (4,3%). Os números confirmam a presença dos produtos catarinenses em mercados estratégicos da Ásia e das Américas.





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Análise – Sem onde se esconder: tarifas de Trump deixam parceiros comerciais…


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Por Ellen Zhang e Maria Martinez e Promit Mukherjee

PEQUIM/BERLIM/OTTAWA (Reuters) – Os parceiros comerciais dos Estados Unidos têm poucas alternativas boas em sua guerra comercial com o presidente Donald Trump, além de pedir a paz.

Atingidos por tarifas de 10% a 50% sobre suas exportações para a superpotência econômica dominante no mundo, a maioria não tem poder de fogo para revidar ou vontade política para lutar, dizem autoridades governamentais, economistas e especialistas em comércio.

É por isso que a grande maioria dos parceiros comerciais não retaliou imediatamente e indicou prontidão para negociar um acordo para preservar as aparências com Trump. Mesmo entre aqueles que tomaram contramedidas, a porta ficou entreaberta para negociações.

Da China, que nesta sexta-feira aplicou tarifas extras de 34% sobre todos os produtos dos EUA, ao Canadá, que adotou retaliações limitadas, os países devem se sentar à mesa de negociações mais cedo ou mais tarde, já que o consumo dos EUA é muito importante globalmente — dois terços maior que o consumo da União Europeia, de acordo com dados do Banco Mundial.

Além das negociações, os governos têm opções limitadas para proteger suas indústrias de exportação e economias em geral.

Isso inclui gastos com auxílio estatal ou estímulo econômico mais amplo — a Espanha anunciou um pacote de auxílio de 14 bilhões de euros (US$15,5 bilhões) na quinta-feira — ou busca por pastos mais verdes para o comércio. Autoridades alemãs estão de olho no México, no Canadá e na Índia.

Mas para um mundo já afundado em dívidas públicas após anos de gastos com estímulos durante a pandemia, será difícil para alguns financiar os subsídios e outras ajudas financeiras necessárias para evitar um menor crescimento econômico ou demissões.

Economistas esperam que Pequim libere mais estímulo fiscal para dar suporte à sua economia, que vende bens no valor de mais de US$400 bilhões por ano para os Estados Unidos. O país asiático também tentará desenvolver outros mercados de exportação, de acordo com assessores de política chineses.

“Precisamos fortalecer nossa coordenação com a ASEAN, o Japão, a Coreia do Sul, a UE e o Reino Unido”, disse um assessor chinês, falando sob condição de anonimato devido à sensibilidade do assunto. A Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) reúne um grupo de países asiáticos.

As tarifas do “Dia da Libertação” de Trump elevaram o imposto cobrado de exportações chinesas para 54%.

Mesmo com o arsenal econômico da China — seu poderio financeiro, domínio da produção de minerais e metais essenciais para indústrias avançadas e centralidade nas cadeias de suprimentos globais — uma trégua negociada é esperada, disse o consultor comercial.

Isso pode demorar um pouco, dada a inimizade entre Washington e Pequim, embora haja especulações de que Trump e o presidente chinês Xi Jinping possam se encontrar nos Estados Unidos em junho.

CHOQUES ECONÔMICOS

Países que não têm o poder da China podem chegar à mesa mais cedo.

A Índia, atingida por uma tarifa de 27%, já está em negociações e não está considerando retaliação, disse um funcionário do governo. Ela fez concessões a Washington antes das últimas tarifas e está aberta a cortar taxas em mais da metade das importações dos EUA no valor de US$23 bilhões em um acordo de primeira fase, disseram fontes do governo.

O Vietnã também deve priorizar negociações, com escopo limitado para subsídios e diversificação comercial. Ele poderia tentar alavancar a exposição que alguns fabricantes dos EUA têm ao Vietnã para pressionar a administração Trump, de acordo com Leif Schneider, chefe do escritório de advocacia internacional Luther no Vietnã.

Mas, acrescentou, “o Vietnã provavelmente priorizará as negociações para evitar um choque econômico”.

Atingido por uma tarifa de 46%, o país é o sexto maior exportador para os Estados Unidos, graças ao seu sucesso como uma opção de terceirização para fabricantes que estão se diversificando fora da China.

O Sudeste Asiático em geral não tem para onde correr. Seus esforços para aprofundar o comércio com a China, o Japão e outros grandes vizinhos levaram a uma sopa de letrinhas de grupos comerciais que facilitam o comércio, mas ficam bem aquém de compensar um choque comercial dos EUA.

Antes do anúncio de Trump, China, Japão e Coreia do Sul realizaram seu primeiro diálogo econômico em cinco anos, buscando impulsionar o comércio regional. Mas há ceticismo de que isso vá longe, principalmente porque esses três são potências exportadoras, não contribuintes líquidos para a demanda global.

DEMISSÕES COMEÇARAM

A União Europeia, já se sentindo abandonada pelo governo Trump em relação à segurança, disse que o mercado comum de 450 milhões de pessoas estava pronto para retaliar a tarifa de 20% de Trump contra o bloco e também para olhar para outros mercados.

“Formar alianças… é a ordem do dia”, disse o ministro da Economia alemão, Robert Habeck, destacando México, Canadá e Índia, onde relações comerciais mais estreitas fariam sentido.

Mas acordos comerciais podem levar tempo — tempo que a Europa e outros não têm. A UE e o bloco Mercosul, da América do Sul, conversaram por 25 anos antes de revelar um acordo de livre comércio em dezembro. As tarifas recíprocas de Trump entram em vigor na quarta-feira.

Também leva tempo para religar uma economia para lidar com o protecionismo global, que é o que os economistas alemães dizem ser a resposta certa. A reforma estrutural, como mais competição e investimento em tecnologia, é preferível ao estímulo estatal, dizem.

“Não há muito que a política fiscal ou monetária possa fazer no curto prazo para compensar o choque comercial”, disse o economista do Deutsche Bank Robin Winkler.

O banco alemão Berenberg diz que grande parte das novas tarifas dos EUA pode ser revertida em negociações, com a Europa oferecendo concessões, como mais contratos para empresas de defesa dos EUA.

O Canadá foi poupado de tarifas adicionais esta semana, mas está se recuperando das tarifas anteriores de 25% dos EUA sobre suas exportações de automóveis, aço e alumínio. O país está esbanjando em subsídios, financiados por suas próprias tarifas retaliatórias, mas a dor ainda está sendo sentida.

A fabricante europeia de automóveis Stellantis NV disse na quinta-feira que iria pausar a produção em uma fábrica de montagem canadense. E as empresas relataram que já começaram as demissões e a buscarem novos mercados.

Algumas nações reclamaram com o árbitro global do comércio, a Organização Mundial do Comércio (OMC), mas isso é considerado uma opção fraca por especialistas, principalmente porque Trump paralisou seu principal banco de apelações em seu primeiro mandato. O órgão de Genebra também não é visto como um local provável para renegociar disputas tarifárias.

“Se eles continuarem promovendo o protecionismo e mantendo essa perspectiva unilateral, não os vejo retornando à OMC para negociações multilaterais tão cedo”, disse Marco Molina, da empresa de consultoria Molina & Associates e ex-representante permanente adjunto da Guatemala na OMC.

“E isso é uma pena, porque a OMC foi literalmente criada para resolver questões como essas.”

(Reportagem de Ellen Zhang e Kevin Yao em Pequim, Francesco Guarascio em Hanói, Ira Dugal em Mumbai, Maria Martinez em Berlim, Chrisoph Steitz em Frankfurt, Promit Mukherjee em Ottawa, Emma Farge em Genebra, Keika Kihara em Tóquio; texto de Mark Bendeich)





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Café: capim-pé-de-galinha exige controle precoce


O capim-pé-de-galinha, uma planta daninha de ciclo anual, tem se destacado como uma ameaça recorrente para lavouras, especialmente em áreas de cafezal novo. De acordo com a engenheira agrônoma Tatiza Barcellos, em artigo publicado no Blog da Aegro, a espécie ocorre em épocas mais quentes e apresenta forte adaptação a solos compactados. “Os colmos podem ser eretos, com até 50 cm de altura. Também podem ser prostrados ao chão, ramificados e achatados”, descreve.

A planta tem como principal forma de reprodução a produção de sementes — cada exemplar pode gerar mais de 120 mil. A dispersão é facilitada pela ação do vento, que leva as sementes para pontos próximos à linha do café, favorecendo a infestação das lavouras. “Se a população da invasora for alta, você terá prejuízos, principalmente em áreas de cafezal novo”, alerta Barcellos.

Além da competição direta por recursos essenciais ao cultivo, como luz, água e nutrientes, o capim-pé-de-galinha também agrava os riscos sanitários. “Elas são hospedeiras de patógenos. Por isso, deixam a lavoura vulnerável às doenças”, aponta a engenheira. Outro agravante é a resistência da planta a herbicidas comuns no manejo agrícola. “Já foram identificadas populações resistentes a 8 mecanismos de ação”, afirma.

Para reduzir o impacto da planta daninha, a engenheira recomenda a adoção de estratégias combinadas. “Utilize a tecnologia e o manejo integrado como aliados no controle da daninha. Faça o controle biológico, físico e químico, além de rotação de mecanismos de ação”, orienta. Segundo ela, é fundamental evitar que a planta floresça e produza sementes, o que pode reduzir drasticamente sua disseminação.

Tatiza Barcellos também destaca a importância do controle nas fases corretas do ciclo agrícola. “Realize triação em plantas jovens na entressafra e controle químico no preparo da colheita”, recomenda. No caso do manejo pós-emergência, ela sugere o uso combinado de princípios ativos. “Opte pela utilização de inibidores de ACCAse + glifosato. Assim, você irá proporcionar um bom controle”, conclui.





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USDA projeta aumento na produção de trigo de inverno



Esse crescimento é atribuído principalmente ao rendimento médio esperado



Esse crescimento é atribuído principalmente ao rendimento médio esperado
Esse crescimento é atribuído principalmente ao rendimento médio esperado – Foto: Seane Lennon

Segundo o relatório de produção de safras divulgado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) em 12 de maio, a produção de trigo de inverno para 2025 foi estimada em 1,382 bilhão de bushels, representando um aumento de 2,4% em relação aos 1,349 bilhão de bushels de 2024. Esse crescimento é atribuído principalmente ao rendimento médio esperado de 53,7 bushels por acre — dois bushels a mais que no ano anterior — que compensou a leve redução de 1,5% na área colhida, estimada em 25,7 milhões de acres. O USDA prevê que 77% da área plantada será colhida para grãos, ante 78% em 2024.

Entre as variedades, o trigo vermelho duro de inverno teve previsão de 784,268 milhões de bushels (+1,8%), o vermelho mole de 344,673 milhões (+0,7%) e o branco mole de 232,084 milhões de bushels (+7%). O trigo branco duro de inverno teve aumento de 5%, totalizando 20,585 milhões de bushels. Todas essas projeções superaram as expectativas médias do mercado, indicando uma perspectiva positiva para a produção, apesar das adversidades climáticas em algumas áreas.

No cenário estadual, o destaque ficou com o Kansas, onde a produção deve atingir 345 milhões de bushels, um acréscimo de 12% sobre 2024. Já em Oklahoma, a previsão foi de queda de 1%, para 107,25 milhões de bushels. A produção deve crescer também no Colorado e em Montana, enquanto recua em Nebraska, Dakota do Sul, Texas e Oklahoma. Conforme o Monitor de Seca do USDA, divulgado em 6 de maio, a seca continua afetando severamente regiões produtoras: 88% do trigo de Nebraska está em áreas secas, assim como 59% de Dakota do Sul, 55% de Montana e 41% do Kansas.





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STJ permite recuperação de créditos de IPI



A decisão também abre caminho para a restituição



A decisão também abre caminho para a restituição
A decisão também abre caminho para a restituição – Foto: Pixabay

Uma decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) mudou o entendimento sobre o aproveitamento de créditos de IPI no setor industrial. Agora, empresas podem manter o crédito do imposto pago na aquisição de insumos tributados, mesmo quando o produto final for isento, imune ou sujeito à alíquota zero, como ocorre em exportações, medicamentos e alimentos.

No julgamento do Tema 1.247, com repercussão repetitiva, a 1ª Seção do STJ definiu que o crédito de IPI deve ser preservado sempre que os insumos forem utilizados em processo de industrialização. Esse entendimento tem efeito vinculante, o que obriga sua aplicação por tribunais e pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), aumentando a segurança jurídica para os contribuintes.

Anteriormente, a Receita Federal exigia o estorno proporcional desses créditos em casos de saídas não tributadas, o que gerava distorções nos custos, maior complexidade nos controles internos e prejuízos à competitividade das empresas. Com a nova interpretação, essas práticas deixam de ser exigidas, simplificando a gestão fiscal.

A decisão também abre caminho para a restituição ou compensação de valores dos últimos cinco anos, desde que comprovada a utilização industrial dos insumos tributados. Setores como o farmacêutico, alimentício, editorial e exportador devem ser os mais beneficiados. Recomenda-se que as empresas revisem o mapeamento de créditos, atualizem sistemas, retifiquem apurações anteriores e planejem a recuperação dos valores com base na nova regra.

“A decisão representa uma virada no aproveitamento do crédito de IPI e elimina a necessidade de estornos manuais ou segregações específicas no ERP. É um avanço real para a competitividade industrial”, afirma Helena Cavallini, advogada, pós-graduanda em Direito Tributário pelo IBET e consultora tributária na Evoinc.

 





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Mercado de fertilizantes enfrenta cenário desafiador em 2025



O início de 2025 foi marcado por incertezas geopolíticas



O início de 2025 foi marcado por incertezas geopolíticas
O início de 2025 foi marcado por incertezas geopolíticas – Foto: Divulgação

Segundo relatório do Rabobank, divulgado pela RaboResearch, os preços dos fertilizantes mostram uma tendência de alta para 2025, em contraste com os preços das commodities agrícolas, que não acompanharam esse ritmo. Essa disparidade está pressionando o poder de compra dos produtores rurais em um cenário global turbulento. O índice de acessibilidade da RaboResearch já indica uma transição entre ciclos, saindo de um período de fertilizantes relativamente acessíveis.

O início de 2025 foi marcado por incertezas geopolíticas que impactam diversos mercados, em especial o de insumos agrícolas. O mercado de fertilizantes, por exemplo, foi abalado por novas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos, cujo anúncio em 2 de abril acentuou a instabilidade. Conflitos internacionais em curso também seguem contribuindo para um ambiente de incerteza, o que tende a manter o mercado pressionado ao longo do ano.

Apesar do contexto global instável, a demanda por fertilizantes segue estável em diversas regiões, como África, Austrália, América do Sul, Europa e EUA. A Índia, tradicionalmente um dos maiores compradores do setor, tem mantido sua relevância ao assegurar liquidez em momentos críticos. No entanto, houve uma retração na demanda sazonal do país, acompanhada do esgotamento dos estoques, levando os agentes de mercado a adotarem uma postura mais cautelosa, aguardando antes de realizar novas compras.

No lado da oferta, há limitações no fornecimento de nutrientes como fosfatos e fertilizantes nitrogenados, impactados por mudanças na dinâmica dos principais players globais e por restrições chinesas às exportações. A expectativa é que a China retome suas exportações apenas no segundo semestre, após atender à demanda interna. Com perspectivas mistas para as commodities — pressão negativa para a soja e otimismo moderado para o milho —, a atenção se volta agora para a evolução das safras no Hemisfério Norte.

 





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Exportação de óleo de soja cresce em Goiás


Segundo dados do boletim Agro em Dados de maio, divulgado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, o mês de abril marcou o fim da colheita de soja em diversas regiões do país e consolidou uma safra recorde no Brasil, com 167,8 milhões de toneladas. Em Goiás, a colheita foi encerrada no dia 19 de abril, com um avanço de oito pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.

Com uma produção estimada em 20,4 milhões de toneladas, o estado se destacou nacionalmente. “Goiás registrou o maior rendimento médio das lavouras de soja do país, com 68,7 sacas por hectare”, informa o boletim. Esse desempenho garantiu ao estado a terceira colocação no ranking nacional de produção da oleaginosa.

No cenário internacional, o Brasil se mantém como o maior produtor mundial de soja, responsável por 40% da produção global. Apesar da liderança no grão, o país ainda tem espaço para crescer na cadeia do óleo de soja, setor historicamente dominado por China e Estados Unidos, que juntos respondem por 48% da produção mundial. Atualmente, o Brasil participa com 17%.

Ainda assim, em 2024, a produção brasileira de óleo de soja cresceu 4,5%, totalizando 11,6 milhões de toneladas. No primeiro trimestre de 2025, as exportações brasileiras desse derivado chegaram a 402,7 mil toneladas, um aumento de 73,2%. No mesmo período, Goiás exportou 51,7 mil toneladas, registrando um crescimento de 130,9% nas transações.

A Índia se destacou como destino principal das exportações, tanto em nível nacional quanto estadual. O volume importado pelo país asiático aumentou 62,8% no total embarcado pelo Brasil e 89,6% nas aquisições provenientes de Goiás, o que reforça o potencial de expansão do mercado para o óleo de soja brasileiro.





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Exportações de ovos crescem em abril e Brasil amplia presença em novos mercados


As exportações brasileiras de ovos (considerando produtos in natura e processados) totalizaram 4,3 mil toneladas em abril, volume 271% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com 1,17 mil toneladas, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em receita, os embarques geraram US$ 10,57 milhões, resultado 252,9% maior que o obtido em abril de 2024, quando as exportações totalizaram US$ 2,99 milhões.

Com o desempenho do mês, o acumulado do quadrimestre de 2025 alcança 13 mil toneladas, alta de 133,8% em relação ao mesmo período do ano passado, com 5,5 mil toneladas. A receita no período chegou a US$ 28,3 milhões, alta de 152,6%, em relação ao mesmo período de 2024, com US$ 11,2 milhões.

“O mês de abril mantém o ritmo positivo das exportações de ovos, com presença crescente do produto brasileiro em mercados de alto valor e rigor sanitário. A ampliação das vendas para os Estados Unidos e o Japão, por exemplo, reforça a confiança internacional na qualidade e na segurança da nossa produção”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Destaques de abril

Entre os principais destinos, os Estados Unidos lideraram as importações de ovos do Brasil no mês, com 2,8 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 6,3 milhões. O Japão aparece na sequência, com 371 toneladas (+298,9%) e receita de US$ 777 mil (+299,7%).

Outros destaques:

México: 242 toneladas embarcadas – país que retoma posição entre os principais compradores;

 

Chile: 638 toneladas (-11,7%), com receita de US$ 1,58 milhão (-8,4%);

 

Uruguai: 83 toneladas (+18,6%), com receita de US$ 406 mil (+61,6%);

 

União Europeia: 22 toneladas (+64%), com receita de US$30 mil (-21,6%);

 

Libéria: 15 toneladas (+36,7%) com receita de US$40 mil (+51,9%);

 

Ilhas Marshall e Aruba também integraram a lista de destinos do mês.

 

“Estamos observando uma recomposição estratégica da pauta exportadora. Os embarques estão mais diversificados e com presença em mercados que demandam produtos com alto padrão de qualidade, abrindo caminho para a consolidação de fluxos duradouros”, analisa Santin.





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Oferta mundial de milho deve crescer em 2025/26


Com base nas estimativas do Relatório de Oferta e Demanda de Produtos Agrícolas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em maio, a produção mundial de milho deverá crescer em 2025/26. A previsão é de 1,264 bilhão de toneladas, ante 1,221 bilhão em 2024/25. Apesar do aumento na oferta, os estoques finais devem recuar de 287,29 milhões para 277,84 milhões de toneladas, o que indica maior consumo global. A expectativa de elevação da produção global é puxada, sobretudo, pelos ganhos nos Estados Unidos, Ucrânia e Argentina.

Para o Brasil, o USDA projeta uma leve alta na produção de milho em 2025/26, passando de 130 milhões para 131 milhões de toneladas. As exportações devem se manter estáveis em 43 milhões de toneladas. Já os estoques finais devem apresentar forte recuo, de 5,98 milhões para 2,58 milhões de toneladas, sinalizando maior escoamento da produção ou consumo interno mais elevado no próximo ciclo.

Nos Estados Unidos, maior produtor e exportador global, a safra de milho deve crescer de 377,63 milhões para 430,55 milhões de toneladas. A produtividade também deve subir de 187,56 para 189,35 sacas por hectare, enquanto os estoques finais devem aumentar de 35,95 milhões para 45,72 milhões de toneladas. O uso para etanol permanece em 139,71 milhões de toneladas. As exportações devem atingir 72,8 milhões de toneladas em 2025/26, frente às 66,04 milhões previstas para 2024/25, refletindo maior competitividade no mercado externo.

Na Argentina, a expectativa é de recuperação da produção, que deve subir de 50 milhões para 53 milhões de toneladas entre as safras 2024/25 e 2025/26. Os estoques finais devem crescer de 2,38 milhões para 2,79 milhões de toneladas, enquanto as exportações também devem avançar, passando de 35,5 milhões para 37 milhões de toneladas.

Por fim, a Ucrânia, importante fornecedor do Leste Europeu, também apresenta projeção de crescimento. A produção de milho deve avançar de 26,8 milhões para 30,5 milhões de toneladas. Os estoques finais praticamente dobram, de 310 mil para 600 mil toneladas, e as exportações devem aumentar de 22 milhões para 24 milhões de toneladas.

 





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