segunda-feira, março 30, 2026

Política & Agro

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Mercado internacional reage a trégua entre EUA e China


Segundo informações da TF Agroeconômica, divulgadas em 23 de abril de 2025, o mercado da soja iniciou o dia em alta em Chicago, influenciado por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a possibilidade de redução substancial das tarifas de 145% sobre importações chinesas. O otimismo foi reforçado pelas falas do Secretário do Tesouro, Scott Bessent, que sinalizou uma provável “desescalada” na guerra comercial entre as duas potências. 

A soja para maio de 2025 registrava US$ 1042,00/bushel (+7,0) em Chicago, com pico em US$ 1046,00 e mínima em US$ 1037,50. A safra de maio de 2026 subia para US$ 1054,75 (+5,0), o que equivale a R$ 139,50 no porto brasileiro. No mercado doméstico, o indicador CEPEA apontava queda de 0,96% no dia (R$ 134,31), mas com alta acumulada de 1,60% no mês. Já no Paraguai, a cotação em Assunção para julho estava em US$ 356,36, com elevação de 1,65%.

O milho, por sua vez, operava em leve queda em Chicago, cotado a US$ 475,25 para maio (-0,50), ainda sob o efeito do ritmo acelerado da semeadura nos EUA reportado pelo USDA. Entretanto, as previsões de chuva para áreas importantes como Iowa devem influenciar positivamente a umidade do solo. No Brasil, o milho B3 para maio estava em R$ 77,18 (+0,27%), enquanto o CEPEA indicava queda diária de 1,10% (R$ 82,57) e recuo de 5,86% no mês. No Paraguai, o cereal era negociado a US$ 220 (maio) e US$ 200 (julho).

Já o trigo apresentava leve alta em Chicago, cotado a US$ 536,75 para maio (+1,25), impulsionado pelas chuvas nas Grandes Planícies americanas, que beneficiam a safra de inverno. Porém, a expectativa de uma colheita robusta na União Europeia em 2025/26, após a fraca safra de 2024/25, contribui para um viés de baixa. No Brasil, os preços do trigo recuaram: R$ 1.574,81 no Paraná (-0,30%) e R$ 1.469,50 no Rio Grande do Sul (-0,69%), conforme dados do CEPEA. No Paraguai, os preços variavam entre US$ 255 e US$ 300 conforme a região.

 





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Exportação de milho pode cair com alta do consumo


A colheita da segunda maior safra de milho da história no Brasil, estimada em mais de 120 milhões de toneladas, não deve se traduzir em um aumento proporcional das exportações. Apesar da elevada oferta, a demanda interna crescente, puxada pelas usinas de etanol, tende a manter os preços sustentados no mercado doméstico.

De acordo com a análise da Grão Direto, divulgada nesta terça-feira (22), o consumo interno deve absorver uma parcela maior da produção neste ciclo, especialmente se houver impactos climáticos no fim do desenvolvimento das lavouras. Com isso, o excedente disponível para exportação pode ser menor, o que ameaça a posição do Brasil como o segundo maior exportador mundial do cereal.

Esse cenário pode influenciar diretamente o planejamento de safra dos produtores, que passam a considerar o milho como opção mais rentável em comparação à soja, especialmente na Safra Verão. A Conab indica que, nas principais regiões produtoras, as condições climáticas são variadas. Em estados como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, a regularidade das chuvas favorece o bom desenvolvimento das lavouras. Já em regiões como Paraná, Tocantins e Mato Grosso do Sul, a escassez de precipitações tem gerado preocupações com a produtividade.

A irregularidade climática no Centro-Sul do Mato Grosso do Sul causou perdas, enquanto no norte do estado as lavouras continuam com bom desempenho, aponta a análise. No Piauí, o desenvolvimento das plantações é considerado regular, refletindo condições menos favoráveis.

Nos Estados Unidos, o plantio da safra 2025/26 segue em ritmo dentro da média histórica. No entanto, o clima mais frio no Meio-Oeste americano pode gerar atrasos nas próximas semanas. O mercado monitora a situação, atento à possibilidade de maior volatilidade nos preços, diante da expectativa de uma safra robusta no país. Ao mesmo tempo, a continuidade das tensões comerciais entre China e EUA afeta a demanda chinesa e pode abrir novas oportunidades para o milho brasileiro no mercado internacional.

O mercado interno de milho seguirá sustentado pela demanda, mas a recente queda nas cotações na B3 causou pressão negativa no mercado físico, sendo vista como uma correção de preços saudável. Apesar dessa correção, o cenário permanece favorável, com preços ainda favoráveis devido à manutenção da demanda, destaca o relatório.





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Fertilizantes com valor agregado devem valer US$ 30,59 bilhões até 2030



O relatório ainda destaca o papel estratégico dos formuladores de produtos



O relatório ainda destaca o papel estratégico dos formuladores de produtos
O relatório ainda destaca o papel estratégico dos formuladores de produtos – Foto: Canva

Segundo o DunhamTrimmer® Global Value-Added Fertilizer Market Report, o mercado global de fertilizantes com valor agregado (VAFs, na sigla em inglês) deverá atingir US$ 30,59 bilhões até 2030, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 5,5%. O relatório de 2024 oferece uma análise abrangente sobre essa categoria em ascensão, destacando seu papel estratégico na agricultura moderna e comparando seu desempenho com os fertilizantes convencionais, cuja taxa de crescimento anual está entre 1,5% e 2,2%.

Os fertilizantes com valor agregado são formulados a partir da combinação de nutrientes tradicionais com bioestimulantes, incorporando três componentes principais: fundacionais, funcionais/fisiológicos e de aprimoramento. Essa composição permite maior eficiência na absorção de nutrientes, maior resiliência das plantas e otimização do potencial produtivo, tudo isso com menor impacto ambiental. 

Com quase 500 páginas, o relatório se diferencia ao utilizar dados baseados nos preços pagos pelos produtores rurais, em vez de valores de fábrica. Além disso, conta com mais de 800 gráficos e segmentações detalhadas por regiões (5 regiões globais e 26 países e sub-regiões), tipos de cultivo (10 grupos de culturas, incluindo grãos e culturas especiais), e formas de aplicação (foliar e via solo). Também traz uma perspectiva histórica e técnica, além de seções sobre tendências, regulamentações e tecnologias complementares que impulsionarão o setor.

O relatório ainda destaca o papel estratégico dos formuladores de produtos, com mais de 140 empresas avaliadas por meio do sistema proprietário de pontuação Consolidated Strength Rating (CSR). Por fim, o documento inclui análises aprofundadas como SWOT, Forças de Porter e STEP (também conhecido como PEST ou PESTLE).

 





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Controle biológico pode ser chave contra pragas no tomate


Apesar do crescimento de 19,2% na produção de tomates no Brasil em 2024, que alcançou 4,7 milhões de toneladas segundo o IBGE, o cultivo continua vulnerável a pragas e doenças que comprometem a produtividade e aumentam os custos para os produtores. A avaliação é de Renato Brandão, mestre em agronomia pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) e gerente nacional de vendas da BRQ Brasilquímica.

“O avanço tecnológico possibilita que a produção de tomates atenda a diversos mercados, incluindo consumo in natura, processamento industrial e exportação. No entanto, essa cultura é altamente suscetível a pragas e doenças, o que exige controle eficaz para garantir a produtividade e a qualidade do cultivo”, afirma Brandão.

A tomaticultura brasileira atende ao consumo interno e também aos segmentos de processamento e exportação. No entanto, o impacto de pragas como a traça-do-tomateiro (Tuta absoluta) e a mosca-branca (bemisia tabaci), além de doenças como a requeima (Phytophthora infestans), exige estratégias eficazes de controle para garantir qualidade e produtividade.

De acordo com Brandão, a traça-do-tomateiro causa danos ao se alimentar de folhas, hastes e frutos, abrindo caminho para infecções secundárias. Já a mosca-branca, além de enfraquecer a planta ao sugar sua seiva, transmite viroses como o Geminivírus, que causa mosaico e nanismo. “Infestações severas podem resultar em perda total do plantio”, alerta.

A requeima também preocupa. Trata-se de uma doença fúngica que, sob alta umidade, se espalha rapidamente e pode destruir plantações inteiras em poucos dias. Para enfrentar esses desafios, Brandão destaca o controle biológico como ferramenta estratégica. “O uso de inseticidas biológicos à base de Bacillus thuringiensis (Bt) é eficaz contra a traça-do-tomateiro. Para o combate à mosca-branca, o fungo Beauveria bassiana é indicado, pois infecta e mata os adultos da praga. No caso da requeima, microrganismos, como Trichoderma spp., competem com o patógeno, ajudando a reduzir a infestação.”

Segundo ele, o uso de produtos biológicos reduz a necessidade de agroquímicos, contribui para a saúde dos trabalhadores e diminui os impactos ambientais. “Além disso, preservam os inimigos naturais das pragas, o que contribui para o equilíbrio ecológico da lavoura e evita o desenvolvimento de resistência nos patógenos”, explica.

Para Brandão, a sustentabilidade da tomaticultura brasileira depende da adoção de práticas como o controle biológico. A produção de tomate só se manterá rentável e segura a longo prazo se for integrada a um manejo responsável e tecnicamente orientado.





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Qual a ameaça da gripe aviária para humanos?



O vírus H5N1 já provocou a morte de mais de 168 milhões de aves nos EUA



O vírus H5N1 já provocou a morte de mais de 168 milhões de aves nos EUA
O vírus H5N1 já provocou a morte de mais de 168 milhões de aves nos EUA – Foto: Divulgação

Nas últimas semanas, muito se tem falado sobre a inflação dos alimentos e um dos exemplos mais evidentes dessa pressão é a explosão no preço dos ovos. Segundo artigo de Décio Luiz Gazzoni, engenheiro agrônomo e membro do Conselho Científico Agro Sustentável, um dos fatores por trás desse fenômeno é alarmante.

Isso porque os Estados Unidos estão comprando ovos em qualquer parte do mundo, sem se importar com o preço, pois seus rebanhos aviários estão sendo dizimados por uma epidemia de gripe aviária causada pelo vírus H5N1. 

O vírus H5N1 já provocou a morte de mais de 168 milhões de aves nos EUA até abril de 2025, e foi detectado em diversas espécies de mamíferos. No mundo, foram registrados 954 casos humanos desde que começou a ser monitorado, sendo 262 entre 2023 e 2024, com 70 nos EUA. O dado mais assustador é que 54% dos casos foram fatais — uma taxa de mortalidade cerca de 20 vezes maior do que a da gripe de 1918. 

“Mas, o diabo mora nos detalhes. O primeiro deles é que 54% desses casos foram fatais, uma taxa de mortalidade cerca de 20 vezes maior do que a clássica pandemia de gripe de 1918. O segundo detalhe: até o momento, não foram registrados casos de transmissão entre humanos, as contaminações se deram a partir de animais. Quando o vírus desenvolve mecanismos para transmissão dentro da espécie do hospedeiro, está presente um dos fatores primordiais para uma epidemia ou pandemia”, comenta.

Esse risco está associado ao “transbordamento” viral (spillover), processo pelo qual um vírus adaptado a uma espécie animal sofre mutações que permitem infectar outra espécie — como os humanos. Quanto maior a taxa de infecção em aves e o contato com outras espécies, maior a chance de o vírus encontrar a “chave” certa para invadir células humanas. O H5N1 já infectou mais de 450 espécies animais, um sinal preocupante de que pode estar adquirindo novas capacidades adaptativas.

 





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Produção de cana-de-açúcar cai, mas segue em alta histórica


A produção brasileira de cana-de-açúcar na safra 2024/25 foi estimada em 676,96 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 5,1% em relação ao ciclo anterior. Mesmo com o recuo, este é o segundo maior volume colhido desde o início da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os dados fazem parte do 4º Levantamento da safra, divulgado nesta quinta-feira (17).

Segundo a Conab, a redução é atribuída às condições climáticas adversas na Região Centro-Sul, responsável por 91% da produção nacional. “A combinação de baixos índices de chuvas e altas temperaturas impactou diretamente o rendimento das lavouras”, informou a Companhia. Além disso, queimadas em áreas de cultivo contribuíram para perdas de produtividade.

A produtividade média nacional ficou em 77.223 quilos por hectare. No Sudeste, principal polo produtor, a colheita recuou 6,3%, totalizando 439,6 milhões de toneladas. A área colhida cresceu 7,5%, mas não compensou a queda de 12,8% na produtividade.

No Centro-Oeste, a produção manteve-se praticamente estável, com 145,3 milhões de toneladas, enquanto a área cresceu 4% e a produtividade caiu 3,7%. No Nordeste, a colheita estimada em 54,4 milhões de toneladas representa queda de 3,7% em relação à safra anterior, reflexo da limitação hídrica, apesar do leve aumento da área.

No Sul, houve retração tanto na área quanto na produtividade, com produção estimada em 33,6 milhões de toneladas, 13,2% a menos que na safra anterior. A região Norte registrou avanço, com produção de 4 milhões de toneladas e crescimento nos índices de área e produtividade.

Com menor volume de cana processada, a produção de açúcar caiu 3,4% e foi estimada em 44,1 milhões de toneladas. Ainda assim, o volume representa a segunda maior produção histórica. A Conab atribui o desempenho ao direcionamento da matéria-prima para o açúcar diante da atratividade do mercado.

A produção total de etanol no país cresceu 4,4%, atingindo 37,2 bilhões de litros. Apesar da queda de 1,1% na produção de etanol de cana, o avanço foi sustentado pela alta de 32,4% na produção de etanol de milho, que alcançou 7,84 bilhões de litros. “Esse crescimento tem relação direta com a expansão de unidades de processamento e o ganho de eficiência das plantas existentes”, informou a Conab.

As exportações brasileiras de açúcar permaneceram estáveis em volume, com 35,1 milhões de toneladas, mantendo o país como maior fornecedor global. A receita, porém, caiu 8,2% em razão dos preços internacionais, totalizando US$ 16,7 bilhões.

As vendas externas de etanol somaram 1,75 bilhão de litros, volume 31% inferior ao da safra 2023/24. Ainda assim, o etanol de milho tem ganhado relevância na matriz energética, contribuindo para a estabilidade da oferta durante a entressafra da cana.





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Clima instável no Oeste da Bahia exige atenção redobrada do produtor



Acúmulo de precipitação na safra 2024/25 ainda está dentro da média histórica




Foto: Pixabay

A previsão climática para os próximos dias no Oeste da Bahia indica instabilidade, com pancadas de chuva alternadas por períodos de sol. Segundo o boletim da AIBA, elaborado com base nos dados do INMET, essa condição deve permanecer até o início da próxima semana.

O acúmulo de precipitação na safra 2024/25 ainda está dentro da média histórica, mas a distribuição irregular preocupa. Meses como fevereiro e março registraram déficit hídrico importante, afetando o desempenho de culturas como soja e milho. Essa oscilação de chuvas tem impacto direto sobre o calendário de plantio e colheita, além de favorecer a proliferação de pragas e doenças. Os técnicos da AIBA recomendam vigilância constante e planejamento ajustado às janelas climáticas.

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De acordo com os dados comparativos, abril já apresentou melhora nos volumes acumulados, mas o produtor deve monitorar as previsões para evitar surpresas na fase final da colheita.

O uso de tecnologias de precisão, sensores meteorológicos e estratégias de irrigação complementar são algumas das alternativas sugeridas para mitigar os riscos causados pelas oscilações do tempo.

Manter um bom planejamento fitossanitário também é essencial neste cenário de instabilidade, especialmente para proteger lavouras que ainda estão em estágio reprodutivo.





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Tocantins tem safra recorde de grãos em 2024/25


Segundo informações divulgadas pela Governo do Tocantins com base nos dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado deve encerrar o ciclo 2024/25 com a maior produção de grãos da sua história. A safra estadual deve atingir 8,9 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 16% em relação ao volume colhido no ciclo anterior, que foi de 7,69 milhões de toneladas.

De acordo com o 7º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, publicado no último dia 10 de abril, o avanço acompanha a tendência nacional de expansão. A produção total de grãos no Brasil foi estimada em 330,3 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 32,6 milhões de toneladas frente à safra 2023/2024. Caso o volume seja confirmado, será o maior já registrado pela série histórica da Conab.

A soja lidera a produção no Tocantins, com estimativa de 5,4 milhões de toneladas, crescimento de 1,8% em relação à safra anterior. O milho vem na sequência, com 2,3 milhões de toneladas, alta de 13,6%. O arroz foi estimado em 779,2 mil toneladas, com elevação de 3,4%. sorgo e feijão registraram 111,5 mil e 73,13 mil toneladas, respectivamente, enquanto o gergelim manteve estabilidade.

O levantamento também aponta que a colheita da primeira safra de soja no país está em ritmo acelerado. A Conab estima uma produção nacional de 167,9 milhões de toneladas da oleaginosa, o que representa um crescimento de 20,1 milhões de toneladas na comparação com a safra passada. Segundo a Companhia, esse desempenho pode resultar no maior volume já colhido da cultura no Brasil.

A colheita do arroz também avança no país, com mais de 60% da área plantada já colhida até o início de abril. O Tocantins segue como o principal produtor de grãos da região Norte e o segundo maior quando se considera as regiões Norte e Nordeste.





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Umidade favorece feijão, mas exige manejo de pragas


A primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul está concluída. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (17) pela Emater/RS-Ascar, o ciclo foi finalizado com resultados positivos em boa parte do Estado, apesar de perdas localizadas na Metade Oeste, atribuídas à estiagem.

Na região de Caxias do Sul, a colheita foi tecnicamente encerrada com produtividade média próxima de 2.400 quilos por hectare. Segundo a Emater, a qualidade dos grãos foi considerada excelente. Já na região administrativa de Pelotas, as lavouras apresentaram variações de rendimento, entre 1.200 e 1.800 quilos por hectare, dependendo das condições de cultivo.

A colheita da segunda safra de feijão teve início e alcança, até o momento, 13% da área cultivada. A ocorrência de chuvas no início do período dificultou os trabalhos de campo, mas beneficiou lavouras em desenvolvimento. “As áreas com irrigação seguem apresentando excelente potencial”, informa o boletim.

Em Erechim, a Emater alerta que as temperaturas noturnas mais baixas podem impactar negativamente a produtividade. Em Frederico Westphalen, o ciclo avança em áreas de segunda safra sobre resteva de milho, que já iniciaram a colheita. Em Ijuí, 62% das lavouras estão em fase de granação, enquanto parte das áreas ainda se encontra em floração. A estimativa de produtividade é considerada satisfatória, com exceção das lavouras de sequeiro, que têm desenvolvimento abaixo do esperado.

Em Santa Maria, as chuvas ocorridas entre o final de março e a primeira quinzena de abril favoreceram as lavouras, especialmente nas fases de floração e enchimento de grãos. Na região de Santa Rosa, um produtor de Campina das Missões relatou que os 30 hectares cultivados em segunda safra foram impactados pela estiagem inicial, mas recuperaram o desenvolvimento após o retorno das chuvas.

Na região de Soledade, as condições climáticas melhoraram na segunda metade do período, com aumento da radiação solar e temperaturas mais adequadas. No entanto, a Emater adverte para os riscos associados à alta umidade relativa do ar. “O monitoramento e o manejo de doenças como a antracnose devem ser mantidos para evitar perdas significativas”, aponta o informe. Atualmente, 5% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 45% em floração e 50% em enchimento de grãos.

Quanto à comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos teve queda de 3,17%, passando de R$ 220,50 para R$ 213,50, conforme levantamento semanal da Emater/RS-Ascar.





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Milho verão surpreende com produtividade acima da média



Produtividade média parcial do milho verão varia entre 140 e 195 sacas por hectare




Foto: Divulgação

A colheita do milho verão no Oeste da Bahia está em ritmo acelerado e com resultados promissores. Segundo o boletim divulgado pela AIBA, mais de 35 mil hectares já foram colhidos, superando os índices registrados na safra anterior.

A produtividade média parcial do milho verão varia entre 140 e 195 sacas por hectare, com destaque para áreas irrigadas e regiões que escaparam dos picos de estresse climático. Mesmo com desafios fitossanitários pontuais, a cultura tem demonstrado forte resiliência.

As lavouras da região 01, por exemplo, estão produzindo 182 sacas por hectare, enquanto a região 03 registra 168 sacas/ha. Em contraponto, a região 02 apresentou uma queda significativa, com média de 170 sacas por hectare, contra 183 na safra anterior. As condições climáticas favoráveis no início da janela de plantio contribuíram para uma boa emergência das sementes e um rápido desenvolvimento vegetativo. Esse adiantamento se refletiu na antecipação da colheita, o que favoreceu o escoamento da produção.

A produção total prevista para a safra 2024/25 é de 1,134 milhão de toneladas, e o preço disponível na data de fechamento do boletim (14 de abril) era de R$ 74 por saca. A comercialização, no entanto, segue lenta, com apenas 20% da safra vendida até agora.

Com as expectativas mantidas para o milho irrigado e novas janelas de exportação, o setor aguarda a confirmação de produtividade nas áreas remanescentes para definir estratégias de mercado.





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