domingo, março 29, 2026

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Câmara aprova combate às desigualdades na agricultura



“A proposição inclui a redução das desigualdades sociais e regionais”



“A proposição inclui a redução das desigualdades sociais e regionais"
“A proposição inclui a redução das desigualdades sociais e regionais” – Foto: Agência Brasil

A Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (23) o Projeto de Lei 486/2020, que inclui a redução das desigualdades sociais e regionais entre os princípios da Política Nacional de Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais. A proposta, de autoria do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), também prevê tratamento especial para agricultores da Região do Marajó (PA), com acesso facilitado a crédito rural e assistência técnica.

O relator da proposta na Comissão de Agricultura, deputado Augusto Puppio (MDB-AP), considerou justa a medida, destacando as dificuldades enfrentadas pelos agricultores marajoaras. Para ele, a iniciativa fortalece o papel do Congresso na luta contra desigualdades históricas, especialmente em áreas remotas e carentes do Norte do país.

“A proposição inclui a redução das desigualdades sociais e regionais entre os princípios a serem observados pela Política Nacional de Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais, medida que considero meritória e oportuna. Diminuir as injustiças sociais é uma prioridade do setor agropecuário e do Congresso Nacional e estamos no caminho com essa aprovação”, destacou Puppio.

Zequinha Marinho reforçou que, apesar dos avanços com o Pronaf, a distribuição de recursos ainda é desigual entre as regiões. Para ele, o “Pronaf Marajó” representa um passo concreto rumo a uma política mais equitativa e inclusiva para os agricultores familiares da região Norte. “Ficamos felizes com a aprovação e torcemos para que todo o trâmite não se prolongue. Queremos entregar ao Banco da Amazônia, que é o detentor do recurso e o executor da Política de Fortalecimento da Agricultura Familiar”, concluiu.

 





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Colheita da mandioca avança na região de Uruguaiana



Raízes menores impactam preço da mandioca no Rio Grande do Sul




Foto: Canva

A colheita da mandioca se intensificou em Uruguaiana, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, conforme apontado no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25).

De acordo com o documento, as raízes colhidas apresentam qualidade culinária, com bom cozimento e baixa presença de fibras. No entanto, a produtividade tem oscilado, influenciada pela densidade do plantio. Em áreas com excesso de plantas, as raízes foram menores, ainda que mantivessem qualidade. Esse fator, segundo a Emater, impacta o valor de mercado do produto.

“O mercado tem preferência por raízes de maior calibre, o que torna essas raízes menores menos valorizadas comercialmente, mesmo com boa qualidade para consumo”, informou o boletim.





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Indústrias fora das compras mantêm preços do boi



Cotações do boi ficam firmes em Goiás e Paraná




Foto: Sheila Flores

O mercado do boi gordo iniciou a semana com estabilidade nas cotações em São Paulo. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o ritmo lento de escoamento da carne, aliado às escalas de abate já completas para a próxima semana, levou algumas indústrias a se retirarem das compras no início do dia.

“A comercialização seguiu sem grandes mudanças, com as cotações estáveis para o boi gordo, a vaca e a novilha”, informou a consultoria.

No Noroeste do Paraná, o cenário foi semelhante. As indústrias, com escalas de abate preenchidas para os próximos dez dias, mantiveram os preços inalterados. O ritmo de vendas no atacado também continuou travado, sem pressão sobre os preços.

Em Goiás, as cotações também permaneceram estáveis nas regiões de Goiânia e do Sul do estado. De acordo com a Scot Consultoria, em Goiânia, as escalas de abate cobrem, em média, dez dias. Já no Sul do estado, a oferta garante escalas para aproximadamente sete dias.

A estabilidade observada reflete o equilíbrio momentâneo entre oferta e demanda, enquanto o setor avalia o comportamento do consumo interno e as possibilidades do mercado externo.





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Como assegurar a qualidade do café



Entre os principais desafios está a maturação desuniforme dos grãos



Entre os principais desafios está a maturação desuniforme dos grãos
Entre os principais desafios está a maturação desuniforme dos grãos – Foto: Sheila Flores

Com a colheita do café se aproximando do fim, o manejo técnico se torna fundamental para assegurar a qualidade dos grãos e preservar o potencial produtivo das lavouras. Segundo Plinio Duarte, agrônomo e coordenador técnico da Nitro, a fase exige atenção redobrada a práticas como o uso de reguladores fisiológicos, controle hídrico e nutrição foliar.

“A maturação desuniforme dos grãos é um dos principais entraves nessa fase final da produção. O uso de produtos à base de etileno tem se mostrado uma solução eficaz para essa questão, mesmo em lavouras onde há grãos em diferentes estágios de desenvolvimento”, comenta Plinio.

Entre os principais desafios está a maturação desuniforme dos grãos. Plinio destaca o uso de etileno como uma solução eficaz, pois o hormônio vegetal acelera a maturação e facilita a colheita em lavouras com grãos em diferentes estágios. Ele também cita estudo da Embrapa que aponta ganhos de produtividade e uniformidade com o uso de fertilizantes polimerizados na dose recomendada.

“Os resultados indicaram que a aplicação de fertilizantes polimerizados na dose de 100% da recomendação entregou maior uniformidade de maturação e incremento na massa de grãos frescos, secos e beneficiados”, comenta Plínio.

O controle hídrico é outro fator crítico. A falta de água afeta a absorção de nutrientes e compromete a formação dos grãos. Já a nutrição foliar surge como aliada ao fornecer nutrientes de forma rápida e eficiente, mesmo em condições climáticas adversas, contribuindo para o enchimento dos frutos e qualidade da bebida.

“Investir em tecnologias fisiológicas e estratégias integradas de manejo é, acima de tudo, uma decisão econômica. O retorno vem na forma de mais rendimento por hectare, melhor preço na comercialização e maior resiliência produtiva para os ciclos seguintes”, conclui Plinio Duarte.

 





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Inovações para milho, soja e citros



Entre os destaques está o inseticida Fiera



Entre os destaques está o inseticida Fiera
Entre os destaques está o inseticida Fiera – Foto: Pixabay

A ítalo-japonesa Sipcam Nichino Brasil participa da 30ª Agrishow, de 28 de abril a 2 de maio, com um portfólio completo de tecnologias voltadas às culturas de soja, milho, feijão, citros e cana-de-açúcar. Presente no pavilhão da Coopercitrus e no balcão de negócios, a empresa leva ao evento inovações e soluções consolidadas para o controle de pragas, doenças e plantas daninhas, além de apresentar sua Plataforma de Bioestimulantes de última geração.

Entre os destaques está o inseticida Fiera, solução inovadora para o manejo da cigarrinha-do-milho. O produto age de forma eficaz sobre a fase ninfa do inseto — considerada crítica por especialistas, por ser quando o vetor adquire e transmite doenças severas — e também interfere em ovos, fecundidade e fertilidade das fêmeas. Fiera também tem se mostrado uma alternativa promissora no controle do psilídeo-dos-citros, vetor do greening, quando associado ao acaricida Fujimite 50 SC.

A empresa apresenta ainda sua Plataforma de Bioestimulantes, formada por Abyss, Blackjak, Nutex Premium e Stilo Verde, com foco na elevação do potencial produtivo desde o plantio até a colheita. Esses bioestimulantes ajudam a reduzir o estresse das plantas frente a condições adversas, ativam mecanismos de defesa e otimizam a absorção de água e nutrientes.

No evento, a Sipcam Nichino também destaca o inseticida Takumi, com bons resultados em soja, milho e cana-de-açúcar, além dos fungicidas Fezan Gold e Vitene, registrados para diversas culturas de importância econômica. Criada em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam, fundada em 1946, especialista em agroquímicos pós-patentes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino).

 





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Usinas assumem protagonismo no mercado do milho



Além disso, a logística também se redesenha



Além disso, a logística também se redesenha
Além disso, a logística também se redesenha – Foto: Divulgação

Segundo informações compartilhadas por Gabriel Tarifa, consultor comercial da Agrinvest Commodities, e publicadas no app da empresa em análise assinada por Eduardo Vanin, o mercado de milho brasileiro está passando por uma transformação profunda. O cenário atual aponta que quem ainda não entendeu essa mudança pode acabar pagando mais caro. A alta nos preços não está mais sendo puxada pelas tradicionais tradings de exportação, mas sim pelas usinas, que passaram a dominar as compras com foco na produção de etanol.

Dados recentes chamam atenção: só em Sinop (MT), mais de 300 mil toneladas de milho foram negociadas durante feiras como a Norte Show 2025, com preços variando entre R$ 56 para outubro e R$ 60 para janeiro. Esses valores representam um “replacement” em Barcarena de +133 a +150 cents, contrastando com os atuais +85 cents do mercado FOB de exportação. A diferença escancara o novo protagonismo das usinas, que estão comprando volumes significativos diretamente dos produtores.

Além disso, a logística também se redesenha. A exportação pelos portos do Arco Norte e Santos já representa 80% do total — antes era 60%. Com mais caminhões se deslocando para o Norte, o escoamento para o Sul tem enfrentado dificuldades. As usinas, que antes dependiam de intermediários, agora atuam praticamente como tradings, tomando grandes volumes e moldando o mercado conforme as projeções de produção de etanol.

O milho está tão valorizado no mercado externo (FOB) que há chances de o produto começar a retornar ao mercado interno, gerando arbitragens que podem balançar ainda mais a estrutura de preços. Diante desse novo panorama, investir em inteligência de mercado pode ser decisivo para produtores, consultores e compradores que buscam se antecipar aos movimentos e manter a competitividade.

 





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Soja fecha em alta em Chicago impulsionada pelo óleo



Biodiesel teve influência nos preços



O movimento altista foi sustentado por expectativas quanto à possível revisão dos mandatos de mistura de biodiesel nos EUA
O movimento altista foi sustentado por expectativas quanto à possível revisão dos mandatos de mistura de biodiesel nos EUA – Foto: Pixabay

Segundo informações da TF Agroeconômica, o mercado de soja em Chicago (CBOT) encerrou a sessão desta quinta-feira (data não especificada) com comportamento misto, mas com destaque para os contratos do grão em alta. O contrato de maio, referência para a safra brasileira, fechou com valorização de 1,23% (US$ 12,75 cents/bushel), a US$ 1053,00, enquanto o contrato de julho subiu 1,12% (US$ 11,75 cents/bushel), fechando a US$ 1062,00. O óleo de soja foi o principal motor dessa valorização, com expressiva alta de 3,63%, a US$ 49,65 por libra-peso. Já o farelo de soja recuou 0,72%, sendo negociado a US$ 288,70 por tonelada curta.

O movimento altista foi sustentado por expectativas quanto à possível revisão dos mandatos de mistura de biodiesel nos EUA. Há rumores de que a Agência de Proteção Ambiental (EPA) poderá divulgar novas metas ainda neste mês, elevando o uso obrigatório de biodiesel de soja de 3,35 bilhões para algo entre 4,75 bilhões e 5,5 bilhões de galões nos próximos dois a três anos. A proposta teria partido de empresas do setor de energia e biocombustíveis, sinalizando um cenário de expansão consistente.

Outro fator que contribuiu para o otimismo foi a notícia de que o Japão, quarto maior comprador da soja americana, está considerando ampliar suas importações do grão como parte das negociações tarifárias bilaterais com os Estados Unidos. As tensões comerciais entre EUA e China persistem, com cada vez menos otimismo sobre um possível acordo. Enquanto especulações indicavam uma redução de tarifas de 145% para 50-60%, a China reafirmou a exigência de remoção total dessas taxas e negou a participação de autoridades chinesas em negociações recentes com o governo de Donald Trump, gerando cautela entre os investidores.

 





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Mercado da soja varia em cada estado


No mercado da soja do Rio Grande do Sul, os produtores ainda esperam o final da colheita para ter uma estimativa melhor do mercado, segundo informações da TF Agroeconômica. “No porto, as indicações para entrega em abril, com pagamento no fim do mês, giram em torno de R$ 135,00(-0,74%). No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,00(-0,75%) Cruz Alta – Pgto. 30/05 – para fábrica R$ 134,00(-0,75%) Passo Fundo – Pgto. 23/05 R$ 134,00(-0,75%) Ijuí – Pgto. 30/05 – para fábrica R$ 134,00(-0,75%) Santa Rosa / São Luiz – Pgto. meados de junho. Preços de pedra, em Panambi, caíram para R$ 124,00 a saca, para o produtor”, comenta.

A colheita de soja em Santa Catarina está na reta final, com cerca de 70% da área colhida e resultados superiores às projeções iniciais. Produtores locais destacam que tanto a soja quanto o milho atingiram desempenhos excepcionais, em alguns casos alcançando 100% das melhores expectativas. Hoje, a saca de soja no porto de São Francisco do Sul é cotada a R$ 134,31.

No Paraná o foco começa a se direcionar para o milho. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 134,94(-1,90%). Em Cascavel, o preço foi 134,94(+6,30%). Em Maringá, o preço foi de R$ 124,63(-2,97%) em Ponta Grossa o preço foi a R$ 129,96(+0,04%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$134,31(-0,96%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 132,09”, completa.

O Mato Grosso do Sul colheu 99,1% da área de soja até 18 de abril, totalizando 4,4 milhões de hectares. A produtividade média subiu para 54,4 sacas por hectare, alta de 11,4% em relação à safra anterior, impulsionando a estimativa de produção para 14,7 milhões de toneladas (+18,9%). Ontem, os preços da saca de soja giram em torno de R$ 119,61 em Dourados, Campo Grande e Sidrolândia; R$ 122,90 em Maracaju; e R$ 118,93 em Chapadão do Sul — com quedas de até 6,68%.

No Mato Grosso, os preços registraram queda. “Campo Verde: R$ 111,80(-4,73%), Lucas do Rio Verde: R$ 110,27(-1,39%) Nova Mutum: R$ 110,27(-1,39%). Primavera do Leste: R$ 117,35(-4,73%). Rondonópolis: R$ 117,35(-4,73%). Sorriso: R$ 110,27(-1,39%)”, conclui.

 





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Milho fecha misto na B3


O milho da Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) fechou de forma mista com compras de oportunidade e maior demanda interna, segundo a TF Agroeconômica. “As cotações do milho na B3 passaram por correção depois de uma sequência de baixas. Assim como Chicago, o mercado recomprou contratos em aberto, baseados em um aumento de demanda no médio longo prazo e estoques menores no fim do ano comercial”, comenta.

“Vale aqui destacar que nos últimos anos o Brasil reduziu as exportações e aumentou o consumo interno do milho. No entanto, as cotações mais longas seguiram em queda. Com os preços mais altos desta temporada, existe a perspectiva de o produtor buscar um aumento de área para as próximas safras no país. O avanço da colheita na Argentina, que atingiu 29,7 % a área apta, segundo a Bolsa de Buenos Aires, retira parte da pressão dos compradores, principalmente da região sul do Brasil”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista no dia. “O vencimento de maio/25 foi de R$ 76,97 apresentando alta de R$ 0,43 no dia, baixa de R$ -0,05 na semana; julho/25 fechou a R$ 68,55, alta de R$ 0,03 no dia, baixa de R$ -2,11 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 69,74 alta de R$ 0,18 no dia e baixa de R$ -1,27 na semana”, indica.

Na Bolsa de Chicago, o milho fechou em alta com compras de oportunidade e bom relatório de vendas. “A cotação de maio, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 1,11 % ou $ 5,25 cents/bushel a $ 477,25. A cotação para julho, fechou em alta de 0,99 % ou $ 4,75 cents/bushel a $ 484,00”, informa.

“As cotações do cereal ganharam tração com compras de oportunidade e a sequência de alta da soja nos últimos dias, o que fez o mercado reposicionar os contratos dos grãos. A demanda do milho para o ano comercial 24/25 se mantém aquecida. As robustas 1.152.900 toneladas negociadas estavam perto do teto esperado pelo mercado”, conclui.

 





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