domingo, março 29, 2026

Política & Agro

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Colheita de caqui avança com boa qualidade



A colheita de caqui avança na região de Caxias do Sul




Foto: Pixabay

A colheita de caqui avança na região de Caxias do Sul, impulsionada pelas condições climáticas favoráveis, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quarta-feira (30). Conforme o levantamento, os caquizeiros apresentam boa sanidade e os frutos chegam ao mercado com calibre, sabor e coloração adequados.

A variedade Fuyu, também conhecida como “chocolate branco”, registrou frutos de maior calibre nesta safra, mas com menor volume disponível para venda. “O descolamento do cálice, uma anomalia fisiológica, compromete parte da produção, tornando o caqui impróprio para comercialização e resultando no descarte ainda nos pomares”, informa o relatório.

A alta oferta da fruta reflete diretamente na queda dos preços, com a variedade Fuyu sendo comercializada a R$ 2,00 o quilo a granel. Em contrapartida, a produção de caqui Kioto está mais restrita, o que eleva o valor de mercado dessa variedade.

Alguns produtores, com o objetivo de prolongar o período de venda e buscar melhores preços, estão optando por armazenar os frutos em ambientes refrigerados. “Essa estratégia aumenta o custo de produção, mas permite o escalonamento da oferta no mercado”, destaca a Emater/RS-Ascar.





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Soja recua levemente enquanto na semana



Esse período é tradicionalmente caracterizado por alta volatilidade



Esse período é tradicionalmente caracterizado por alta volatilidade
Esse período é tradicionalmente caracterizado por alta volatilidade – Foto: Emerson Peres

Segundo informações da StoneX, as cotações da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a semana passada com leve baixa, refletindo um cenário de incertezas comerciais e início da safra norte-americana. No fechamento do dia 2 de maio, o contrato com vencimento em julho ficou em 1.058 centavos de dólar por bushel, registrando queda de 0,1% em sete dias. Apesar da ausência de avanços concretos nas negociações entre Estados Unidos e China, o mercado reagiu positivamente aos recentes gestos diplomáticos entre as duas potências.

Nos próximos dias, a atenção dos investidores e agentes do setor estará voltada a dois fatores principais nos Estados Unidos. O primeiro é a expectativa de que o governo anuncie aumentos nos mandatos de mistura de biodiesel e diesel renovável, medida que pode impulsionar a demanda por óleo de soja. O segundo ponto de interesse é o avanço do plantio da nova safra americana de soja, que marca o início do chamado “mercado climático”.

Esse período é tradicionalmente caracterizado por alta volatilidade, pois o desempenho da safra depende fortemente das condições meteorológicas. Qualquer alteração climática significativa pode impactar a produtividade e, consequentemente, os preços internacionais da oleaginosa.

Diante desse cenário, o mercado deve manter um comportamento cauteloso, monitorando tanto os desdobramentos das negociações comerciais quanto o progresso do plantio nos EUA. Ambos os fatores terão papel central na definição da tendência dos preços da soja nas próximas semanas. As informações foram divulgadas nesta semana.

 





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Empresa tem maior taxa de conversão da história na Agrishow



40% de agricultores são novos no uso da irrigação


Foto: Divulgação

A Agrishow 2025 marcou um desempenho importante para a Valley, marca da Valmont, no que diz respeito à conversão de vendas e à ampliação do mercado de irrigação. De acordo com Vinicius Melo, diretor comercial da Valley, a empresa registrou a maior taxa de conversão da história na feira.

“Tivemos um incremento muito grande nas vendas. O grande destaque é que conseguimos uma bela porcentagem de negócios com recursos próprios. A taxa de conversão dos negócios fechados na feira já é a melhor da nossa história. Estamos falando em mais de 60% de taxa de conversão, ou seja, um pedido que entrou na feira já foi direto para fabricação”, afirma o diretor comercial.

Um dos dados mais relevantes da participação deste ano é o perfil dos compradores. “A procura por irrigação por pivô central foi muito grande. Cerca de 40% dos agricultores que atendemos na Agrishow são novos na irrigação. Normalmente, as compras são recorrentes, de produtores já irrigantes em busca de expansão. Isso mostra o quanto a irrigação vem ganhando força como prioridade dentro da porteira”, ressalta Vinicius Melo.

A procura é comprovada por pesquisas recentes. Um levantamento realizado pela Embrapa, com dados até outubro de 2024, que mostrou uma expansão de quase 300 mil hectares irrigados no Brasil em relação à última análise, feita em 2022, pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). De acordo com o levantamento atual, 2,2 milhões de hectares são irrigados por pivôs centrais no Brasil. Em 2022, a área correspondia a 1,92 milhão de hectares.

A Valley apresentou durante o evento uma série de soluções para ampliar o acesso à irrigação, como energia solar com baterias de armazenamento, automação digital com a nova plataforma AgSense 365®, e tecnologias voltadas à cana-de-açúcar, como o sistema limpa-trilhos e o PolySpan®, tubulação anticorrosiva para vinhaça.





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Cultivo protegido garante pimentão de qualidade



Pimentão tem baixa incidência de pragas, diz Emater




Foto: Pixabay

A produção de pimentão na região de Bom Princípio, no Vale do Caí, apresenta bom desenvolvimento e baixa incidência de pragas e doenças, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com o levantamento, os cultivos em ambientes protegidos garantem frutos de qualidade, com coloração e tamanho adequados para o mercado. “Os produtores seguem colhendo pimentões com boas características e sem grandes problemas fitossanitários”, informou a Emater/RS-Ascar.

O preço do pimentão permanece estável na região, variando entre R$ 45,00 e R$ 50,00 por caixa de 10 quilos, dependendo da cor e do tamanho dos frutos.





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Colheita de soja avança lentamente na Argentina



Na soja de segunda, 61% dos cultivos atingiram a maturidade fisiológica



Na soja de segunda, 61% dos cultivos atingiram a maturidade fisiológica
Na soja de segunda, 61% dos cultivos atingiram a maturidade fisiológica – Foto: United Soybean Board

Segundo dados divulgados pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), a colheita de soja na Argentina alcançou 23,6% da área apta, após um avanço semanal de 9,1 pontos percentuais. Apesar do progresso, há um atraso de 12 pontos percentuais em relação ao mesmo período da safra anterior. O rendimento médio nacional está em 33 sacas por hectare, com resultados superiores ao esperado nas regiões de Córdoba, Entre Ríos e nos núcleos produtivos do Norte e Sul, especialmente para a soja de primeira. Com isso, a projeção de produção foi mantida em 48,6 milhões de toneladas.

Na soja de segunda, 61% dos cultivos atingiram a maturidade fisiológica e cerca de 79,7% dos lotes estão em condição de Normal a Excelente. Os primeiros lotes colhidos no Núcleo Norte superaram as expectativas, sugerindo que a colheita, embora atrasada, pode apresentar desempenho melhor do que o inicialmente previsto.

Quanto ao milho destinado à produção de grãos, a colheita avança em ritmo lento, priorizando a soja e aguardando melhores condições de umidade nas áreas afetadas por excesso hídrico no centro-sul de Buenos Aires. Até o momento, 31,3% da área nacional foi colhida, com rendimento médio de 82,1 sacas por hectare. Os plantios tardios devem começar a ser colhidos em meados de maio. A BCBA mantém a estimativa de produção em 49 milhões de toneladas, 2,6 milhões abaixo da safra anterior, compensada por bons rendimentos no centro e sul do país.

Já a colheita do girassol encontra-se praticamente finalizada, com 97,1% da área apta colhida. O rendimento médio nacional é de 23,4 sacas por hectare, mantendo a projeção de produção em 4,7 milhões de toneladas. A expectativa é que os trabalhos sejam concluídos nos próximos dias, dependendo das condições climáticas no sul de Buenos Aires e La Pampa.

 





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DF torna obrigatória a coleta de sangue em suínos selvagens abatidos


A medida tem como objetivo, entre outros, impedir a circulação de doenças; todos os javalis abatidos no DF por agentes de manejo deverão ter amostras de sangue coletadas e enviadas para análise laboratorial

O Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), publicou a Portaria nº 121 no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), tornando obrigatória a coleta de sangue em suínos asselvajados abatidos no território distrital. A medida tem como objetivo fortalecer a vigilância epidemiológica e garantir a biosseguridade da criação suína local, prevenindo a propagação da Peste Suína Clássica (PSC) e outras doenças de controle oficial. Atualmente, o Distrito Federal integra a Zona Livre para PSC com reconhecimento internacional.

De acordo com a portaria, todos os javalis abatidos no DF por agentes de manejo deverão ter amostras de sangue coletadas e enviadas para análise laboratorial. Caso não seja possível a coleta de todos os animais, a prioridade será dada aos mais velhos, considerados mais representativos da situação sanitária do grupo. As amostras deverão ser entregues nos escritórios de Defesa Agropecuária da Seagri-DF em até 48 horas, se refrigeradas, ou em até sete dias, se congeladas.

O secretário de Agricultura do Distrito Federal, Rafael Bueno, ressaltou a relevância da nova medida para a proteção da suinocultura local. “A proteção da produção suína do Distrito Federal é uma prioridade. Com essa iniciativa, a Seagri-DF reforça o compromisso com a vigilância sanitária e o controle de doenças, alinhando-se às diretrizes nacionais para monitoramento do javali. A coleta obrigatória de sangue dos javalis abatidos nos permite identificar riscos e agir preventivamente, garantindo a segurança sanitária e a sustentabilidade da suinocultura local.”

A subsecretária de Defesa Agropecuária, Danielle Kalkmann, reforçou a relevância da medida: “Nosso objetivo é conscientizar sobre a importância desse trabalho para a sanidade suína. Quanto mais amostras conseguirmos coletar, melhor poderemos criar estratégias eficazes de controle e prevenção de doenças que possam impactar a suinocultura ou representar risco à saúde pública. Algumas dessas doenças são zoonoses, ou seja, podem ser transmitidas para os seres humanos, o que reforça a necessidade de um acompanhamento rigoroso.”

Cadastro e treinamento

A portaria também estabelece que os agentes manejadores de javalis deverão estar cadastrados no Serviço Veterinário Oficial (SVO) e apresentar documentação comprobatória, incluindo identidade com CPF, comprovante de endereço e certificado de regularidade no Cadastro Técnico Federal do Ibama. Além disso, os agentes deverão passar por um treinamento ministrado por veterinários do SVO, que poderá ocorrer de forma presencial ou online.

A nova regulamentação também reforça a proibição do transporte de javalis vivos, determinando que os animais capturados durante as ações de controle sejam abatidos no próprio local. A portaria exige ainda a notificação imediata de qualquer avistamento de javalis doentes ou mortos. O descumprimento das novas regras poderá resultar em penalizações, conforme previsto na legislação vigente.

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Fonte:

Agência Brasílai





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Plantio de algodão atinge 21% da área nos EUA



Texas já semeou 25% da área de algodão




Foto: Canva

O plantio de algodão nos Estados Unidos alcançou 21% da área estimada de 3,99 milhões de hectares, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (5) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O avanço semanal foi de seis pontos percentuais.

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o ritmo da semeadura está dois pontos percentuais atrás do registrado na safra passada, mas um ponto acima da média dos últimos cinco anos.

No Texas, estado que concentra a maior área cultivada, o plantio já cobre 25% da área prevista. “As atenções agora se voltam para as condições climáticas, uma vez que o volume de chuvas, especialmente no Texas, tem favorecido o desenvolvimento das lavouras”, informou o Imea.

O Serviço Nacional de Meteorologia (NOAA, na sigla em inglês) indicou que a previsão para as próximas semanas aponta a continuidade de chuvas em algumas regiões produtoras. “Caso o clima não comprometa o ritmo do plantio, espera-se uma boa produção nos Estados Unidos, o que poderá elevar a oferta mundial de algodão em pluma”, avaliou o Imea.





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Menor oferta pressiona preço da arroba no Mato Grosso



Indústrias enfrentam margem menor em abril




Foto: Pixabay

O indicador do Equivalente Físico (EF) em Mato Grosso fechou abril em -7,86%, segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (5). O resultado ficou 2,33 pontos percentuais abaixo da média histórica para o mês, que é de -5,53%.

“O recuo no indicador reflete a redução da margem das indústrias frigoríficas, impactada pelo aumento no preço da arroba”, informou o Imea. Em abril, o preço médio da arroba do boi gordo subiu 7,13% em relação a março, passando de R$ 295,96 para R$ 317,07. Segundo o instituto, a alta foi impulsionada pela menor oferta de animais prontos para abate, o que gerou pressão sobre os preços.

Por outro lado, os preços da carne com osso no atacado permaneceram estáveis no mês, sustentados pela demanda interna consistente e pela competitividade das exportações.

“No curto prazo, com o início do período seco e o ajuste da lotação nas propriedades, a expectativa é de queda nos preços da arroba”, avaliou o Imea. Apesar disso, os preços no atacado tendem a permanecer firmes, o que pode contribuir para a recuperação das margens das indústrias frigoríficas.





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Compensação de carbono é destaque no Canela Light Fest



Empresa garante a compensação das emissões de carbono do consumo de energia elétrica


Foto: Pixabay

A Tereos, uma das empresas líderes na produção de açúcar, etanol e energia do país, será a responsável pela compensação das emissões de carbono provenientes da energia elétrica consumida ao longo do evento Canela Light Fest, realizado em Canela (RS), entre os dias 1 e 4 de maio, contribuindo diretamente para a redução da pegada ambiental do evento.

A compensação é feita por meio de créditos de energia renovável, obtidos com a certificação I-REC (da sigla em inglês International Renewable Energy Certificate). A ferramenta é reconhecida internacionalmente e comprova a geração de energia limpa a partir da rastreabilidade de sua origem. A certificação foi obtida pela Tereos em 2021 e garante que a energia elétrica gerada pela empresa é proveniente de fonte renovável — no caso, a biomassa da cana-de-açúcar.

“Essa é mais uma parceria que reforça nosso compromisso com a agenda ESG não só dentro da Tereos, mas contribuindo com práticas mais sustentáveis em eventos e festivais culturais. Seguiremos investindo em iniciativas que impulsionem a transição energética e o envolvimento de todos na construção de um futuro mais verde”, comenta Gustavo Segantini, diretor comercial da Tereos.

O grupo já firmou parcerias com eventos como João Rock, Coala Festival e Oktoberfest de Blumenau e de São Paulo. Com os acordos, a Tereos já compensou a emissão de aproximadamente 18 mil toneladas de CO2, o equivalente ao plantio de mais de 130 mil árvores.  

O Açúcar Guarani, marca de varejo da Tereos, também estará presente no evento por meio de ativações especiais.

O Canela Light Fest é uma exposição de arte noturna que visa aliar cultura, turismo e conscientização ambiental em ruas e praças públicas, focado em discutir sustentabilidade e o envolvimento de povos tradicionais. A parceria com a Tereos marca um passo importante para tornar o festival cada vez mais sustentável, alinhado ao seu objetivo em fomentar a conscientização sobre mudanças climáticas e seus efeitos para a população.





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Trigo de inverno dos EUA supera média de 5 anos



Safra de trigo avança com qualidade




Foto: Canva

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 39% da safra de trigo de inverno do país já foi semeada até o dia 4 de maio. O dado, divulgado nesta terça-feira (6) no boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, representa um atraso de 2 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, mas está 6 pontos à frente da média dos últimos cinco anos.

O relatório também apontou que 51% da safra foi classificada como em boas a excelentes condições. O número supera em 2 pontos percentuais o registrado na semana anterior e está 1 ponto acima do índice observado no mesmo período do ano passado.

No Kansas, principal estado produtor de trigo de inverno, 47% das lavouras foram avaliadas como em boas a excelentes condições.





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