quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

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Valores estão mais firmes; produção no PR deve cair



Ppreços médios dos feijões conseguiram se sustentar


Foto: Divulgação

Apesar de a liquidez ter sido menor ao longo da semana passada, levantamento do Cepea mostra que os preços médios dos feijões conseguiram se sustentar, especialmente os do feijão carioca – para o grão preto, foram verificadas variações distintas dentre as regiões.

Quanto ao carioca, as altas ainda prevalecem, com as variações mais intensas nos valores dos de notas entre 8,0 e 8,5, em comparação aos melhores tipos. Enquanto isso, agentes consultados pelo Cepea seguem atentos ao cultivo da nova temporada nas diferentes regiões e às atividades de colheita em São Paulo, que está na reta final, e no Paraná, que está se iniciando. 

Especificamente no Paraná – maior produtor nacional de feijão e responsável por mais de 25% da oferta nas últimas quatro safras –, a produção deve cair na safra 2025/26. Segundo pesquisadores do Cepea, as cotações registradas em 2025 têm desestimulado o cultivo do grão. Dados do Deral/Seab apontam que, no agregado, a oferta paranaense de 2025/26 pode somar 744,6 mil toneladas, 11,5% abaixo da de 2024/25.





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Uso de sementes irregulares preocupa mercado da soja


Os preços da soja mantiveram relativa estabilidade no mercado brasileiro ao longo da semana de 12 a 18 de dezembro, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada na quinta-feira (18). Sustentadas por um câmbio que chegou a atingir R$ 5,52 por dólar em alguns momentos e por prêmios de exportação mais firmes, as cotações ficaram entre R$ 124,00 e R$ 125,00 por saca nas principais praças do Rio Grande do Sul. Nas demais regiões do país, os preços variaram de R$ 116,00 a R$ 123,50 por saca.

De acordo com a Ceema, em comparação com o mesmo período do ano anterior, os valores mostram retração fora do Sul. Há um ano, o mercado gaúcho trabalhava próximo de R$ 125,00 por saca, enquanto em outras regiões os preços oscilavam entre R$ 125,00 e R$ 132,00. Ainda conforme a análise, ao longo da semana diversas praças ficaram sem referência de preço, em função das incertezas cambiais e do movimento de baixa observado na Bolsa de Chicago.

A colheita da nova safra brasileira ainda não começou e deve ter início apenas no final de janeiro, pelos estados do Norte do país. Até o início da semana analisada, a área semeada alcançava 94,6% do total previsto no Brasil, percentual levemente acima da média histórica de 94,4% para o período, segundo dados da Pátria AgroNegócios.

No mercado spot, houve maior volume de negócios em razão do aumento da demanda para completar cargas nos portos brasileiros. Esse movimento ajudou a sustentar os preços internos, uma vez que valorizou os prêmios de exportação. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), citado pela Ceema, o cenário “valorizou os prêmios de exportação no Brasil e ajudou a segurar os preços internos”.

Apesar do comportamento dos preços, a análise chama atenção para a preocupação crescente com o uso de sementes de soja não certificadas na safra atual. A prática inclui sementes piratas e sementes salvas que estão sendo comercializadas de forma irregular, impulsionadas pela crise enfrentada pelos produtores, marcada por custos elevados, preços mais baixos e crédito restrito. Segundo a Céleres Consultoria e a Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (Abrass), citadas no estudo, na safra 2025/26 cerca de 27% da área cultivada no país deverá utilizar sementes não certificadas, o equivalente a aproximadamente 13 milhões de hectares.

Ainda conforme a análise, parte das sementes salvas, que deveria ser utilizada exclusivamente pelo produtor que as colheu, acaba sendo comercializada ilegalmente, caracterizando-se como semente pirata. Estudos indicam que o uso desse material reduz a produtividade média em cerca de quatro sacas por hectare. Aplicado à área estimada, o impacto pode representar uma redução de aproximadamente 2,8 milhões de toneladas na próxima colheita de soja.

Esse cenário também pode afetar o desempenho comercial do país, com perda estimada de cerca de 1,9 milhão de toneladas nas exportações e 900 mil toneladas no consumo interno. Do ponto de vista econômico, a Ceema destaca que aproximadamente 16,4 milhões de sacas de sementes certificadas deixam de ser comercializadas, o que representa um prejuízo de cerca de R$ 8 bilhões para o setor sementeiro. As perdas em royalties genéticos somariam cerca de R$ 590 milhões, o que, segundo o estudo, “compromete investimentos em pesquisa, inovação e desenvolvimento de novas cultivares”, além de impactar a geração de empregos qualificados, com estimativa de redução de cerca de 4.500 postos diretos.





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Safra de trigo cresce em produtividade, mas perde área


Os preços do trigo no mercado brasileiro permaneceram estáveis ao longo da semana de 12 a 18 de dezembro, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada na quinta-feira (18). No Rio Grande do Sul, as principais praças continuaram negociando o cereal entre R$ 54,00 e R$ 55,00 por saca, enquanto no Paraná os valores oscilaram de R$ 64,00 a R$ 66,00. No mesmo período do ano passado, o trigo gaúcho era comercializado entre R$ 65,00 e R$ 66,00, e o paranaense, em torno de R$ 72,00 por saca.

O cenário internacional segue pressionando as cotações. A Ceema aponta uma tendência de ampla disponibilidade de trigo no mercado mundial para a safra 2025/26, o que dificulta movimentos de alta nos preços externos. Além disso, o crescimento do consumo ocorre em ritmo mais lento, contribuindo para a elevação dos estoques globais.

No mercado interno, o relatório de dezembro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou levemente para cima a estimativa da colheita brasileira recém-encerrada, que passou para 7,9 milhões de toneladas. A área cultivada no país totalizou 2,444 milhões de hectares, o que representa uma redução de 20,1% em relação à safra anterior. Em contrapartida, a produtividade média avançou 26,3%, alcançando 3.257 quilos por hectare, o equivalente a 54,3 sacas por hectare.

De acordo com a Conab, a produção de trigo no Rio Grande do Sul atingiu 3,66 milhões de toneladas, queda de 6% em comparação com a safra passada. A área semeada no estado foi de 1,155 milhão de hectares, recuo de 13,7%, enquanto a produtividade média chegou a 3.172 quilos por hectare, ou 52,9 sacas, crescimento de 8,5% sobre o ciclo anterior. No Paraná, a produção finalizou em 2,778 milhões de toneladas, volume 16% superior ao registrado na safra de 2024. A área cultivada foi de 819 mil hectares, com retração de 28,6%, mas a produtividade saltou 62,5%, atingindo 3.392 quilos por hectare, ou 56,5 sacas.

Apesar da melhora nos rendimentos, a Ceema ressalta que parte do trigo colhido nesta safra apresenta novamente problemas de qualidade, o que limita seu uso para panificação e impacta a formação de preços em determinados mercados.





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Reforma tributária e os prazos para impacto no arroz



Entre 2029 e 2032 acontece a transição do ICMS e do ISS para o IBS


Entre 2029 e 2032 acontece a transição do ICMS e do ISS para o IBS
Entre 2029 e 2032 acontece a transição do ICMS e do ISS para o IBS – Foto: USDA

A discussão sobre quando a reforma tributária começa a afetar efetivamente o arroz e os itens da cesta básica tem ganhado espaço no setor, diante das mudanças previstas no sistema de impostos sobre o consumo. De acordo com análise de Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações, os efeitos práticos ainda estão distantes e seguem um cronograma gradual definido pela própria reforma.

Até 2026, segundo o cenário atual, nada se altera na tributação do arroz, permanecendo em vigor PIS, Cofins, ICMS e as distorções já conhecidas ao longo da cadeia. Em 2026 ocorre apenas um período de teste, no qual a CBS e o IBS aparecem de forma simbólica, sem cobrança efetiva e sem impacto sobre preços ou margens. A mudança concreta começa em 2027, com a entrada em vigor da CBS federal. Caso o arroz esteja incluído na lista oficial da cesta básica nacional, a alíquota prevista será zero.

Entre 2029 e 2032 acontece a transição do ICMS e do ISS para o IBS. Nesse intervalo, a alíquota zero aplicada à cesta básica passa a valer de forma gradual também no novo imposto estadual e municipal. Somente em 2033 o sistema estará totalmente implementado, com CBS e IBS substituindo integralmente os tributos atuais e, se confirmado o enquadramento do arroz na cesta básica nacional, a tributação sobre o consumo será efetivamente zerada.

O ponto central do debate está no fato de que a Constituição permite a isenção, mas a definição dos produtos da cesta básica depende de uma lei complementar que ainda será aprovada. Para a indústria, o novo modelo pode reduzir distorções entre estados, diminuir créditos acumulados e trazer maior previsibilidade na formação de preços. No varejo, a expectativa é de simplificação estrutural, enquanto para o produtor o efeito tende a ser indireto, condicionado ao repasse ao longo da cadeia. 

 





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Nova tecnologia aumenta eficiência de biofertilizantes



As plantas apresentaram crescimento mais rápido


As plantas apresentaram crescimento mais rápido
As plantas apresentaram crescimento mais rápido – Foto: Pixabay

Pesquisadores desenvolveram uma tecnologia de microagulhas dissolúveis capaz de aplicar biofertilizantes diretamente nos tecidos das plantas, substituindo a prática tradicional de aplicação no solo. A proposta busca aumentar a eficiência do uso de microrganismos benéficos, reduzindo perdas comuns provocadas por condições ambientais adversas e pela competição com outros organismos presentes no solo.

Em testes realizados em estufa com culturas de folhas verdes, as plantas apresentaram crescimento mais rápido e uniforme. Foram observados ganhos em peso, área foliar e altura, mesmo com uma redução de cerca de 15% na quantidade de biofertilizante utilizada em comparação aos métodos convencionais, o que indica melhor aproveitamento dos insumos agrícolas.

De acordo com os pesquisadores da National University of Singapore, a aplicação direta nas folhas ou nos caules permite superar limitações frequentes da inoculação no solo. A abordagem foi inspirada na forma como microrganismos se deslocam no corpo humano, partindo da hipótese de que, ao serem inseridos diretamente nos tecidos vegetais, poderiam alcançar as raízes com mais eficiência e atuar de maneira mais eficaz no desenvolvimento das plantas.

As microagulhas são produzidas a partir de um polímero biodegradável e se dissolvem cerca de um minuto após a aplicação, liberando bactérias ou fungos benéficos sem causar danos relevantes. Os testes indicaram que as plantas se recuperam rapidamente e mantêm seu funcionamento normal após o procedimento.

Os ensaios também confirmaram que os microrganismos aplicados nas folhas conseguem se deslocar até as raízes, onde contribuem para melhorar o microbioma e a eficiência no uso de nutrientes. A tecnologia apresentou ainda resultados positivos quando associada a fungos benéficos.

 





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Mercado de startups segue cauteloso



Esse movimento também influencia o mercado de startups


Esse movimento também influencia o mercado de startups
Esse movimento também influencia o mercado de startups – Foto: Pixabay

O ambiente empreendedor atravessa um período de maior cautela diante das incertezas políticas e econômicas, mas segue oferecendo espaço para inovação e acesso a recursos. Em um cenário mais competitivo, soluções com resultados rápidos, voltadas à eficiência operacional e à redução de custos, ganham relevância e se tornam decisivas para a sobrevivência e o crescimento das startups.

Após anos de forte expansão, o ecossistema empreendedor desacelerou e passou a adotar uma postura mais seletiva. No agronegócio, essa mudança é evidente. A redução das margens do produtor rural nos últimos anos impactou diretamente a disposição para investir em novas tecnologias. Regiões que antes operavam com margens mais confortáveis passaram a registrar índices significativamente menores, o que aumenta o rigor na tomada de decisão e favorece soluções de aplicação imediata. “Isso significa que algumas estruturas já operam no prejuízo”, afirma Pompeo Scola, CEO da Cyklo Agritech, aceleradora de startups e especialista em inovação.

Esse movimento também influencia o mercado de startups, especialmente aquelas ligadas ao agro. Com margens mais apertadas, cresce a demanda por tecnologias capazes de gerar ganhos rápidos, como automação de processos e racionalização de custos. Diante desse contexto, aceleradoras passaram a priorizar negócios alinhados a essa nova realidade, com modelos mais resilientes e menos dependentes de mercados específicos.

Ao mesmo tempo, a busca por inovação se amplia para outros setores. A escassez de mão de obra na indústria, especialmente em estados com baixo desemprego, impulsiona investimentos em automação, logística inteligente e robotização de funções operacionais. “Essa é uma tendência natural para fortalecer o empreendedor e motivá-lo. Além do recurso próprio da aceleradora, ele passa a ter acesso a um ambiente com mais possibilidades e menor concorrência”, finaliza.

 





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Pragas pressionam produtividade da cana-de-açúcar



Entre os principais estão o bicudo-da-cana e a cigarrinha


Entre os principais estão o bicudo-da-cana e a cigarrinha
Entre os principais estão o bicudo-da-cana e a cigarrinha – Foto: Pixabay

A cana-de-açúcar é uma das bases da economia agrícola brasileira, com papel relevante na produção de açúcar, etanol e energia renovável. Para a safra 2025/2026, a produção nacional é estimada em 663,4 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Apesar desse desempenho, a cultura segue exposta a desafios fitossanitários que comprometem produtividade e rentabilidade, especialmente o ataque de insetos-praga.

Entre os principais estão o bicudo-da-cana e a cigarrinha, capazes de causar perdas expressivas. O bicudo ataca o sistema radicular e o rizoma, reduzindo o vigor das plantas e a brotação da soqueira, o que limita o número de cortes ao longo do ciclo. Seu controle é dificultado pelo ciclo longo e pela proteção oferecida pela palha, além da disseminação por mudas e máquinas. Dados da Embrapa indicam prejuízos de até 30 toneladas por hectare ao ano, o equivalente a quase 40% de uma produtividade média.

Nesse contexto, é possível afirmar que a cigarrinha também afeta o desempenho do canavial em diferentes fases. As ninfas comprometem as raízes, enquanto os adultos reduzem a fotossíntese ao sugar a seiva das folhas, provocando queda de vigor, redução de sacarose e favorecendo o surgimento de fungos. “O Sphenophorus é uma das pragas mais agressivas da cana. Suas larvas atacam o sistema radicular e o rizoma, interrompendo o fluxo de seiva e reduzindo o vigor da planta. Além disso, esse inseto dificulta a brotação da soqueira, diminuindo o número de cortes viáveis do cultivo”, segundo Leandro Valerim, gerente de inseticidas da UPL Brasil.

 





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Mercado de feijão mantém preços apesar de oferta restrita



No feijão-preto tipo 1, as cotações também mostraram estabilidade


No feijão-preto tipo 1, as cotações também mostraram estabilidade
No feijão-preto tipo 1, as cotações também mostraram estabilidade – Foto: Canva

O mercado de feijão encerra a semana mantendo preços estáveis nas principais praças produtoras, apesar de sinais claros de restrição de oferta e de um volume reduzido de negócios. Dados do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses mostram que, mesmo com pouca disponibilidade de lotes, as cotações seguem nos mesmos patamares recentes, mascarando um aperto que tende a se tornar mais evidente nos próximos dias.

Na variedade carioca nota 9 a 10, os preços permaneceram praticamente inalterados em regiões como Curitiba, Leste Goiano e São Paulo, enquanto algumas praças registraram leves ajustes semanais e mensais, tanto positivos quanto negativos. No Noroeste de Minas e em Sorriso, as variações semanais foram de alta, refletindo a escassez pontual de produto, ainda que o mercado não reaja de forma mais contundente. Para o carioca nota 8 a 8,5, o comportamento foi semelhante, com pequenas oscilações diárias e semanais e destaque para ganhos mensais em regiões do Centro-Oeste, indicando um equilíbrio frágil entre oferta e demanda.

No feijão-preto tipo 1, as cotações também mostraram estabilidade, com leves avanços em algumas regiões do Paraná, mas sem sinalizar mudança estrutural no mercado. Esse cenário ocorre em um momento em que empacotadoras se aproximam do encerramento das atividades, com o último dia de funcionamento das máquinas confirmado por mais empresas, o que reduz ainda mais a liquidez. No interior de São Paulo e em Minas Gerais, a percepção é de que o mercado “anda” sem expor totalmente a falta de produto.

A situação é sentida de forma direta por empacotadores que perderam o momento ideal de compra e agora operam com estoques abaixo do desejado. Em Prudentópolis, região que sozinha produz feijão suficiente para alimentar cerca de 3,3 milhões de consumidores por um ano, discute-se a valorização dessa origem, destacando identidade e história como forma de agregar valor em um contexto de oferta limitada e mercado aparentemente estável.

 





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Entregas de fertilizantes avançam no mercado brasileiro


O mercado brasileiro de fertilizantes apresentou crescimento consistente ao longo de 2025, refletindo maior demanda do setor agropecuário e avanço no volume de entregas ao produtor. Dados divulgados pela Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA) indicam que o desempenho positivo foi observado tanto no resultado mensal quanto no acumulado do ano.

Em setembro de 2025, as entregas ao mercado somaram 5,38 milhões de toneladas, volume 11,3% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a setembro, o total entregue chegou a 35,86 milhões de toneladas, alta de 9,3% em comparação com igual período de 2024, quando foram contabilizadas 32,80 milhões de toneladas.

Mato Grosso manteve a liderança no consumo nacional de fertilizantes, concentrando 22,5% do total entregue no país, o equivalente a 8,08 milhões de toneladas. Na sequência apareceram Paraná, com 4,51 milhões de toneladas, São Paulo, com 3,74 milhões, Rio Grande do Sul, com 3,54 milhões, Goiás, com 3,53 milhões, Minas Gerais, com 3,22 milhões, e Bahia, com 2,43 milhões de toneladas.

A produção nacional de fertilizantes intermediários também apresentou avanço. Em setembro de 2025, o volume produzido alcançou 713 mil toneladas, crescimento de 6,3% frente ao mesmo mês de 2024. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a produção totalizou 5,57 milhões de toneladas, aumento de 6,6% em relação às 5,23 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo do ano anterior.

As importações somaram 3,91 milhões de toneladas em setembro de 2025, redução de 7,4% na comparação anual. De janeiro a setembro, porém, o volume importado atingiu 31,49 milhões de toneladas, expansão de 8,4% frente às 29,05 milhões de toneladas de 2024. O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal porta de entrada do insumo, com oito milhões de toneladas importadas no período, o que representou 25,5% do total desembarcado nos portos brasileiros.

 





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Sementes certificadas evitam problema no algodão



A doença se manifesta por meio de lesões irregulares de coloração parda


A doença se manifesta por meio de lesões irregulares de coloração parda
A doença se manifesta por meio de lesões irregulares de coloração parda – Foto: India Water Portal

O início do ciclo do algodoeiro exige atenção redobrada do produtor, especialmente nas primeiras semanas após a emergência das plantas. Segundo Gisele de Souza Borges, engenheira agrônoma, um dos principais desafios nessa fase é o tombamento ou mela, doença comum no período vegetativo inicial e que pode comprometer a formação da lavoura. O problema é causado por fungos de solo, com destaque para o Rhizoctonia solani Kunchn, que encontra condições favoráveis em ambientes úmidos e mal drenados.

A doença se manifesta por meio de lesões irregulares de coloração parda, muitas vezes com tonalidades avermelhadas, que surgem no colo das plântulas. Com a evolução do ataque, ocorre o enfraquecimento do tecido vegetal, levando ao tombamento das plantas e, em muitos casos, à morte precoce. Esse processo reduz de forma significativa a população de plantas no campo, afetando a uniformidade da lavoura e o potencial produtivo da cultura.

A perda de plantas logo no início do ciclo pode obrigar o produtor a realizar o replantio, elevando os custos de produção e atrasando o desenvolvimento da área. Além do impacto financeiro direto, a necessidade de replantar compromete o planejamento da safra e pode resultar em menor rentabilidade ao final do ciclo. Por isso, a prevenção é apontada como a principal estratégia para reduzir os riscos associados ao tombamento.

Entre os cuidados recomendados está o uso de sementes certificadas, que apresentam maior qualidade sanitária e vigor, contribuindo para uma emergência mais uniforme. Também é indicado evitar o plantio em períodos chuvosos e manter atenção às condições do solo, especialmente em relação à drenagem, fator determinante para reduzir a incidência de fungos causadores da doença.

 





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