quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

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Recordes e menor volatilidade marcam a pecuária em 2025



Câmbio elevado impulsionaram a produção e as vendas externas


Foto: Divulgação

 A vitalidade da pecuária nacional tem lhe garantido ano após ano a renovação dos recordes de produção e de exportação. Em 2025, ainda faltando a divulgação de dados oficiais, pesquisadores do Cepea indicam que é possível sinalizar que a produção de carne e o abate de fêmeas atingiram as máximas históricas. Isso vale para o rebanho confinado e para o volume e receita com a exportação. 

A menor oferta global de carne, os custos competitivos do Brasil e o câmbio elevado impulsionaram a produção e as vendas externas. Pela primeira vez, o País exporta mais de 3 milhões de toneladas de carne bovina, evidenciando que o setor conseguiu evitar impacto das tarifas dos Estados Unidos, um dos seus principais clientes. Segundo pesquisadores do Cepea, o mercado spot esteve enfraquecido nos momentos de baixa e limitado nos momentos de alta. A baixa oscilação dos preços foi uma marca da pecuária em 2025.

O setor sustentou ao longo de 2025 os valores reposicionados em set-out de 2024 e seguiu com variações bem menores que em outros anos. A exemplo do boi, a oscilação dos preços da carne também foi menor neste ano. Para a reposição, a expansão dos confinamentos elevou a procura por boi magro e puxou também os preços do garrote, do bezerro e das fêmeas, conforme apontam dados do Cepea.





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Cotações atravessam 2025 em forte queda



Em abril, os preços iniciaram uma trajetória descendente


Foto: Pixabay

Contrariando expectativas de preços elevados devido à escassez global, o mercado de açúcar registrou expressivas quedas ao longo de 2025, tanto internas como externas. As cotações domésticas abriram o ano ainda em altos patamares, com o Indicador CEPEA/ESALQ a R$ 154,98/saca de 50 kg em janeiro. Com o início da safra 2025/26, em abril, os preços iniciaram uma trajetória descendente, que se estenderia ao longo do ano.

A média do Indicador recuou para R$ 141,36/sc no começo da moagem, caindo progressivamente até R$ 105/sc no final de novembro, o menor patamar nominal desde abril/21. Segundo pesquisadores do Cepea, essa desvalorização, no entanto, não significou abundância de produto. Pelo contrário, a disponibilidade permaneceu limitada, especialmente para o açúcar de melhor qualidade (Icumsa 150), que foi direcionado, em grande parte, às exportações. No balanço da safra 2025/26, segundo dados da Secex, o Brasil exportou 30,86 milhões de toneladas de açúcar (de janeiro/25 a novembro/25), praticamente o mesmo volume enviado no ciclo anterior, com a participação nacional no comércio global se mantendo próxima dos 50%.

Contudo, a queda nos preços internacionais reduziu significativamente a receita: em novembro, o preço médio de exportação foi de US$ 377,20/tonelada, baixa de 21% sobre o mesmo mês de 2024. Pesquisadores do Cepea destacam que um aspecto relevante foi a manutenção do prêmio do mercado doméstico sobre as vendas externas. Em setembro, o spot paulista remunerava 9,17% a mais que os embarques, considerando os custos de fobização e o câmbio vigente. Essa diferença incentivou as usinas a priorizar o abastecimento interno. 





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Esmagamento tem forte queda; preços caem menos



Chuvas reduziram significativamente o ritmo de colheita


Foto: Canva

As chuvas, excessivas em algumas áreas, reduziram significativamente o ritmo de colheita de mandioca na última semana em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Diante desse cenário, pesquisadores explicam que empresas anteciparam as férias coletivas, resultando em expressiva queda no volume de esmagamento. 

Assim, embora a oferta de matéria-prima tenha permanecido acima da demanda industrial, os preços caíram em menor intensidade. Levantamento do Cepea mostra que a média nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 508,07 nesta semana (R$ 0,8836 por grama de amido), baixa de 1,4% em relação ao período anterior. 

Entre os derivados, ainda conforme o Centro de Pesquisas, o ritmo de negócios seguiu lento para a fécula, mas apresentou leve melhora no mercado de farinha das regiões produtoras do Paraná e de São Paulo – compradores, especialmente do atacado, mostraram maior interesse em recompor estoques antes do recesso.





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Cuidados para ceia segura nas festas de fim de ano


A adoção de boas práticas no preparo e no armazenamento de alimentos no Natal e no Ano Novo é necessária para evitar problemas de saúde nas celebrações. A extensionista e nutricionista da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), Samira Tanure Fonseca alerta que o consumo de água? Ou alimentos contaminados podem provocar intoxicações, sintomas de desidratação mais comuns são vômitos, diarreia, dores abdominais e até febre.  

De acordo com Samira, alterações na aparência, na cor, na textura ou no odor no alimento indicam que ele não é seguro para consumo. “No entanto, é preciso frisar que nem todo alimento contaminado apresenta alteração sensorial. Produtos com prazo de validade vencido, por exemplo, são considerados impróprios para o consumo, independentemente das aparências”, ressalta. 

Um nutricionista dá algumas orientações para evitar o desperdício e garantir que os pratos não tornem um risco à saúde: 

planejamento das

– Planeje o que será servido e a quantidade de pessoas para calcular as porções corretamente e evitar desperdícios;

– Observe se os produtos estão?dentro da validade? e se os alimentos de origem animal apresentarem carimbo de inspeção sanitária como SIF, SISBI e SIM;

– Não compre produtos enlatados com embalagens estufadas, amassadas ou enferrujadas. As embalagens de plástico ou tetrapak não devem ser rasgadas, danificadas ou furadas;

– Ao comprar carnes congeladas verifique se elas estão firmes, sem gelo e sem água na embalagem.

Transporte

Samira Tanure alerta que as altas temperaturas favorecem a multiplicação de bactérias, por isso os frios devem ser armazenados no freezer e na geladeira o mais rápido possível após a compra. 

Preparar eação 

– Lave bem as mãos, as superfícies e os objetos antes do preparo. 

– Utilize ferramentas diferentes ao preparar alimentos crus e cozidos. 

– Higienizar e higienizar os vegetais e frutas.

– As comidas cozidas que não foram consumidas de reuniões imediatas de refrigeração.

– O descongelamento deve ser realizado dentro do refrigerador.

– Para ter certeza do cozimento completo das carnes, verifique a mudança na cor e na textura. 

– Receitas com ovos crus, como maionese caseira ou musse, devem ser evitadas, pois são fontes potenciais para transmissão de salmonelose.

Consumo

– Evite preparar os alimentos com muita antecedência antes do consumo   

– Alimentos cozidos ou perecíveis não devem ficar expostos por mais de duas horas em temperatura ambiente. Se a temperatura ambiente estiver acima de 30°C, esse tempo limite cai para apenas uma hora.

Aproveitamento

– Após o fim da refeição, coloque o mais rápido possível os alimentos não consumidos em recipientes com tampa para serem armazenados na geladeira por até 4 dias. 

– Sobremesas produzidas com leite e derivados devem ser armazenadas na geladeira por até 3 dias. 

– Congele os alimentos em pequenas porções e utilize etiquetas com os dados de preparo para melhor controle de validade. Se o alimento for descongelado, não deve ser congelado novamente.

 





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Custos de produção de frangos de corte e de suínos aumentam em novembro


Os custos de produção de suínos e de frangos de corte subiram em novembro, na comparação com outubro, conforme levantamento da Embrapa Suínos e Aves por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), disponível em embrapa.br/suinos-e-aves/cias.

No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte subiu 1,68% em novembro frente a outubro, passando para R$ 4,63 e com o ICPFrango atingindo 358,40 pontos. Apesar disso, no acumulado de 2025, a variação é negativa, de -3,30%. No comparativo de 12 meses o índice também registra queda: -2,17%. A ração, que representou 62,41% do custo total em outubro, subiu 0,58% no mês. Os custos com aquisição de pintos de 1 dia de vida (19,60% do total), aumentaram 7,66% no período.

Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo do suíno vivo foi de R$ 6,42 em novembro, alta de 1,12% em relação ao mês anterior, com o ICPSuíno chegando aos 367,06 pontos. No acumulado de 2025, o índice também registra aumento (3,37%). Em 12 meses, a variação é de 2,92%. A ração, responsável por 71,76% do custo total de produção na modalidade de ciclo completo, subiu 1,74% no mês.

Santa Catarina e Paraná são estados de referência nos cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs) da CIAS, devido à sua relevância como maiores produtores nacionais de suínos e frangos de corte, respectivamente. A CIAS também disponibiliza estimativas de custos para os estados de GO, MG, MT e RS, fornecendo subsídios importantes para a gestão técnica e econômica dos sistemas produtivos de suínos e aves de corte.  





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Governo anuncia apoio à cadeia do pêssego no Sul gaúcho


O Governo Federal anunciou, nesta segunda-feira (22), um investimento de R$ 4 milhões para a aquisição de suco integral de pêssego por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A operação prevê a compra de 890 mil litros da bebida, volume equivalente a 1,16 mil toneladas de pêssego in natura, com foco na região Sul do Rio Grande do Sul, principal polo produtor da fruta no país e que enfrenta dificuldades na comercialização da safra.

O anúncio foi feito pelo presidente da Conab, Edegar Pretto, durante reunião realizada no Paço Municipal de Pelotas. Segundo ele, a medida busca responder aos desafios enfrentados pelos produtores locais. “Essa é uma ação concreta para apoiar a cadeia do pêssego, garantindo renda aos agricultores e destinando alimentos de qualidade para políticas públicas”, afirmou. O encontro contou com a presença de autoridades municipais, dirigentes da Conab e representantes do setor produtivo, que discutiram medidas emergenciais e estruturantes voltadas ao fortalecimento da atividade.

A negociação em andamento indica a aquisição de até 4.450 tonéis de 200 litros de suco, que deverão ser fracionados e envasados em embalagens menores no próximo ano. Esses produtos serão destinados a escolas, cozinhas solidárias e restaurantes comunitários, principalmente da região, como parte das ações de enfrentamento à insegurança alimentar. De acordo com a Conab, o formato final da operação ainda está sendo definido em diálogo com organizações da agricultura familiar interessadas em participar. A expectativa é atender pelo menos 270 famílias produtoras e quatro organizações, a partir da mobilização das entidades fornecedoras da fruta em Pelotas e municípios vizinhos.

Atualmente, o preço de referência do pêssego no Rio Grande do Sul, para aquisição via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), varia entre R$ 1,85 e R$ 2,10 por quilo. A Conab informou que irá pagar o valor máximo aos produtores gaúchos, com recursos destinados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. “Vamos assegurar o melhor preço possível dentro das regras do programa, garantindo apoio direto ao produtor”, destacou a estatal.

A compra será realizada por meio da modalidade Compra Direta do PAA. Para participar, as organizações produtoras deverão se cadastrar no Sistema Nacional de Cadastro de Produtores Rurais e Demais Agentes, o Sican, e apresentar propostas com os volumes ofertados. O limite individual de comercialização por produtor será de até R$ 15 mil. Segundo a Conab, os detalhes operacionais da iniciativa serão divulgados nos próximos dias em conjunto com o ministério responsável.





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Milho safrinha pode bater novo recorde no Paraná


O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgou nesta quinta-feira (18) as primeiras estimativas de plantio para a segunda safra de milho 2025/26 no Paraná. De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária, os números iniciais apontam para uma área ligeiramente superior à do ciclo anterior, o que, em um primeiro momento, sinaliza a possibilidade de novo recorde histórico para a cultura no Estado.

Apesar da perspectiva de expansão, o Deral destaca que o cenário ainda apresenta elevado grau de incerteza, especialmente na região Oeste paranaense. Os efeitos das condições climáticas sobre a safra de soja podem ter prolongado o ciclo da oleaginosa, gerando dúvidas quanto ao cumprimento do calendário de colheita e, consequentemente, à janela ideal para o plantio do milho segunda safra. Esse fator é considerado determinante e pode influenciar diretamente o desempenho final da cultura.

Pelas estimativas preliminares, a área destinada ao milho safrinha deve alcançar 2,84 milhões de hectares. Em condições consideradas normais, a produção pode chegar a 17,4 milhões de toneladas. No entanto, o Deral ressalta que esse cenário deverá ser melhor definido na próxima revisão, prevista para janeiro, quando haverá maior clareza sobre o ritmo e o período de colheita da soja.

Outro ponto de atenção destacado no boletim é o aumento dos custos de produção. Levantamento realizado em novembro de 2025 indica que o custo variável por saca de 60 quilos atingiu R$ 38,74, ante R$ 37,16 registrados no mesmo período de 2024, o que representa um aumento aproximado de 4%.

Em sentido oposto, os preços pagos ao produtor apresentaram retração. Em novembro de 2025, a saca de milho foi cotada, em média, a R$ 53,44, valor cerca de 11% inferior ao praticado no mesmo período do ano anterior. A combinação entre custos mais elevados e preços em queda resulta em estreitamento das margens, o que acende um alerta quanto à rentabilidade do produtor para a safra 2025/26.





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Feijão 1ª safra tem recuperação parcial no Rio Grande do Sul



Safra de feijão enfrenta impacto climático no RS



Foto: Pixabay

As chuvas registradas em 8 de dezembro permitiram a retomada do plantio do feijão de primeira safra no Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18). Apesar disso, a operação segue incipiente nos Campos de Cima da Serra, principal região produtora da primeira safra no Estado. Em outras regiões, a recomposição da umidade no solo favoreceu a recuperação das lavouras, embora parte delas já registre perdas irreversíveis de produtividade e qualidade dos grãos em função do período prolongado sem precipitações.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as adversidades climáticas provocaram abortamento de flores e queda de vagens em formação, sobretudo em lavouras que ingressavam na fase reprodutiva. A situação fitossanitária é considerada satisfatória, porém o tempo seco favoreceu o aumento da incidência de ácaros em alguns cultivos, exigindo controle químico. Ainda assim, há risco de perdas significativas. Para a safra, a entidade projeta área de 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg por hectare.

Na região administrativa de Pelotas, os plantios escalonados destinados ao autoconsumo foram retomados, com lavouras apresentando distribuição heterogênea dos estádios fenológicos. Já na região de Santa Maria, cerca de 80% da cultura está em fase reprodutiva, com aproximadamente 15% da área já colhida. O rendimento médio estimado é de 1.414 kg por hectare.

Em Soledade, as chuvas recentes restabeleceram parcialmente as condições edafoclimáticas, mas não foram suficientes para reverter as perdas causadas por cerca de três semanas de estiagem associada a temperaturas elevadas. Segundo a Emater/RS-Ascar, as perdas ainda não foram quantificadas, mas se concentram em áreas de solos rasos e compactados, com lavouras distribuídas entre estádios vegetativo, florescimento, enchimento de grãos e maturação.

No mercado, o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar aponta valorização do feijão. O valor médio da saca de 60 quilos no Estado subiu 1,30% em relação à semana anterior, passando de R$ 113,82 para R$ 115,30.





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Mercado do boi abre a semana com pouca movimentação



Festividades mantêm ritmo lento no mercado pecuário



Foto: Sheila Flores

O mercado do boi gordo iniciou a semana com estabilidade em São Paulo, segundo dados divulgados pela Scot Consultoria. A abertura dos negócios foi marcada por baixo volume de negociações, com a cotação mantendo-se firme e o preço de referência repetindo os níveis praticados na semana anterior.

Em Mato Grosso do Sul, o ritmo de comercialização também foi lento. De acordo com a análise, a segunda-feira seguiu o comportamento típico de períodos com datas festivas próximas, o que contribuiu para a menor movimentação e para a manutenção das cotações estáveis em todo o estado.

No atacado da carne com osso, o volume de negócios apresentou bom ritmo, mesmo com o avanço da segunda quinzena do mês. O cenário foi sustentado pela demanda do varejo para reposição de estoques. Ainda assim, para a concretização de alguns negócios, foram observados recuos pontuais nos preços.

A cotação da carcaça casada do boi capão permaneceu estável, negociada a R$ 22,00 por quilo. Já a carcaça do boi inteiro registrou queda de 1,4%, equivalente a R$ 0,30 por quilo, com preço médio de R$ 21,10/kg.





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Custo do frango vivo cresce e preço ao produtor recua


O custo de produção do frango vivo no Paraná voltou a subir em novembro de 2025, segundo dados da Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa Suínos, divulgados no Boletim de Conjuntura Agropecuária do Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. O valor alcançou R$ 4,63 por quilo nos aviários climatizados em pressão positiva, o que representa alta de 1,8% em relação a outubro, embora ainda esteja 3,3% abaixo do registrado no mesmo mês de 2024.

De acordo com a Embrapa Suínos, o Índice de Custos de Produção de Frango atingiu 358,40 pontos em novembro, com avanço mensal de 1,68% e queda de 2,2% na comparação anual. No acumulado de 2025, o índice apresenta retração de 3,3%, enquanto nos últimos 12 meses a redução é de 2,17%. O aumento recente foi influenciado principalmente pela elevação dos gastos com ração, energia elétrica, calefação, cama e genética, enquanto os custos com mão de obra recuaram levemente e transporte e sanidade permaneceram estáveis.

A alimentação das aves segue como o principal componente do custo de produção, respondendo por 62,42% do total no Paraná. Em novembro, o custo da nutrição foi de R$ 2,98 por quilo, com leve alta em relação a outubro, mas queda expressiva frente ao mesmo período do ano passado. Já a aquisição de pintinhos de um dia apresentou aumento significativo no ano e nos últimos 12 meses, refletindo a pressão do item genética sobre os custos.

Nos demais estados do Sul, os custos permaneceram acima dos registrados no Paraná. Em Santa Catarina, o custo do frango vivo foi de R$ 5,08 por quilo em novembro, enquanto no Rio Grande do Sul ficou em R$ 5,06 por quilo. No Paraná, o preço médio recebido pelo produtor foi de R$ 5,02 por quilo, valor inferior ao de outubro, mas superior ao registrado em novembro de 2024.

No comércio exterior, as exportações brasileiras de carne de frango apresentaram retração nos onze primeiros meses de 2025, conforme dados do Agrostat Brasil, do Ministério da Agricultura. O faturamento somou US$ 8,628 bilhões, queda de 3,1% em relação a 2024, enquanto o volume embarcado recuou 1,2%, totalizando 4,66 milhões de toneladas. A maior parte das exportações foi de carne in natura, que respondeu por 88,6% do total, com redução tanto em volume quanto em receita.

Entre os principais destinos da carne de frango brasileira no período estão Emirados Árabes Unidos, Japão, Arábia Saudita, África do Sul e México. Apesar da queda geral no faturamento, alguns mercados apresentaram crescimento, como Arábia Saudita, África do Sul e México, compensando parcialmente a retração em outros destinos.

No Paraná, principal produtor e exportador do país, também houve recuo nas exportações. De janeiro a novembro, o estado embarcou 1,91 milhão de toneladas, com faturamento de US$ 3,38 bilhões, quedas de 3,9% em volume e 8,2% em receita. Ainda assim, o Paraná manteve participação de cerca de 41% do volume exportado pelo Brasil no período.

As perspectivas para o setor seguem de crescimento moderado. De acordo com projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal, a produção brasileira de carne de frango deve alcançar 15,32 milhões de toneladas em 2025 e avançar para até 15,6 milhões de toneladas em 2026. As exportações também devem crescer gradualmente, enquanto o consumo interno tende a aumentar, elevando o consumo per capita da proteína nos próximos anos.





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