sábado, março 28, 2026

Política & Agro

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Brasil e China colaboram com tecnologias no agro


O Brasil tem se consolidado como parceiro estratégico da China no agronegócio, impulsionado por investimentos em inovação e pelas soluções da Bayer. A crescente demanda chinesa por alimentos tem reforçado a colaboração entre os dois países, com foco na segurança alimentar e na sustentabilidade. O uso de biotecnologia e outras práticas modernas vêm transformando o campo brasileiro, permitindo safras múltiplas e mais resistentes em um ambiente tropical desafiador.

“O Brasil é uma das poucas potências agrícolas capazes de realizar duas a três safras na mesma área de forma sustentável, mesmo enfrentando uma pressão de pragas e doenças maior que em países de clima temperado. Novas soluções de biotecnologia são cruciais para manter a agricultura brasileira pujante e como um dos principais fornecedores de alimentos no cenário mundial”, afirma Francila Calica, líder de relações institucionais, ciência e sustentabilidade da divisão agrícola da Bayer para a América Latina. 

Em 2024, a Bayer destinou globalmente mais de 2,6 bilhões de euros em Pesquisa & Desenvolvimento, priorizando o desenvolvimento de sementes, biotecnologias, ferramentas de proteção de cultivos e soluções digitais. Muitas dessas tecnologias já têm impacto direto na agricultura nacional, fortalecendo a capacidade do Brasil de atender mercados estratégicos como o asiático. 

“Graças à adoção de novas tecnologias, o Brasil deixou de ser importador e se tornou exportador e um dos principais líderes na produção mundial de alimentos”, diz Geraldo Berger, vice-presidente de assuntos regulatórios da Bayer para a América Latina. “No entanto, devido às características do ambiente tropical, existe um maior número de gerações de pragas, plantas daninhas e doenças, o que implica na necessidade de proteção dos cultivos e da utilização de diferentes táticas de controle e de um programa de manejo de resistência”, completa 

Durante encontros em Pequim, representantes dos dois países discutiram soluções sustentáveis para garantir a segurança alimentar da população chinesa, que deve ultrapassar 1,4 bilhão até 2030. Soja, milho e carne bovina continuam entre os principais produtos exportados pelo Brasil, evidenciando o papel crucial do agronegócio brasileiro na cadeia global de abastecimento. 

“Atualmente, o lançamento comercial no Brasil de uma planta desenvolvida pela biotecnologia só ocorre após as aprovações pelas agências regulatórias de países importadores, principalmente a China, que tem uma média de aprovação de aproximadamente 5 anos após a liberação comercial no Brasil”, indica o vice-presidente

Apesar do avanço tecnológico, entraves regulatórios ainda limitam a adoção rápida de novas biotecnologias no Brasil. A cooperação bilateral é vista como essencial para acelerar aprovações e permitir que soluções como as novas variedades de soja e milho cheguem mais rapidamente ao campo, garantindo produtividade e sustentabilidade ao produtor rural.

  





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vendas de algodão avançam, mas safra 25/26 recua



Produtores ajustam ritmo de venda do algodão




Foto: Canva

A comercialização da pluma de algodão da safra 2024/25 em Mato Grosso alcançou 59,99% da produção estimada até abril deste ano. O dado consta na análise semanal divulgada nesta segunda-feira (12) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço mensal foi de 2,84 pontos percentuais em relação a março.

De acordo com o instituto, os produtores aproveitaram os momentos mais favoráveis do mercado para fechar negócios. O preço médio da arroba negociada em abril foi de R$ 139,30, o que representa aumento de 1,42% em comparação com o mês anterior.

No caso da safra 2025/26, o Imea registrou negociações pontuais no período analisado. O volume comercializado chegou a 16,00% da produção estimada, com avanço mensal de 0,96 ponto percentual. “Os produtores demonstraram cautela nas negociações de abril, diante do atual cenário de preços, do custo de produção elevado e das incertezas quanto ao rendimento da próxima safra”, informou o instituto.

O preço médio da arroba negociada para a safra futura ficou em R$ 137,21, com recuo de 1,24% em relação a março.





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Colheita do milho avança e etanol projeta alta em Goiás


Segundo o boletim Agro em Dados de maio, divulgado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, a colheita da primeira safra de milho no Brasil alcançou 68,2% da área cultivada até a semana do dia 20 de abril. Em Goiás, o índice foi de 10%. O número é considerado adiantado em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

Para a segunda safra, o documento aponta que a semeadura foi concluída no mesmo período e que as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras nos principais estados produtores. A estimativa para a safra total de milho no Brasil é de 124,7 milhões de toneladas. “Esse volume corresponde à segunda maior produção da série histórica da Conab”, informou a secretaria.

Após registrar alta em março, o preço médio da saca recuou em abril, atingindo R$ 83,67. A retração de 6,1% é atribuída à melhora do clima e ao avanço da colheita. A alta anterior havia sido impulsionada por fatores como demanda aquecida, oferta restrita no mercado interno e incertezas sobre o desempenho da segunda safra.

No mercado interno, a temporada 2024/25 deve registrar aumento de 3,5% no consumo doméstico, com projeção de 86,9 milhões de toneladas. Apesar da alta na produção nacional, a Conab estima que o Brasil importe 1,7 milhão de toneladas de milho no ciclo, o que representa crescimento de 3,4% em relação ao ciclo anterior.

A produção global de milho também foi revisada para cima. De acordo com o relatório, a estimativa mundial subiu 10,63 milhões de toneladas, totalizando 1,22 bilhão, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O boletim destaca ainda a consolidação do milho como matéria-prima para produção de etanol. “Desde 2018, a produção de etanol a partir do milho tem ganhado espaço no Brasil e em Goiás”, afirma o documento. Para a safra 2024/25, é prevista uma produção de 7,8 bilhões de litros no país, com avanço de 32,4% em relação ao ciclo anterior. Em Goiás, a projeção é de 800 mil litros, alta de 19,2%.

Com esses números, o etanol de milho deve responder por 21,1% da produção nacional do biocombustível. Em Goiás, terceiro maior produtor de milho do país, a expansão representa uma oportunidade estratégica. “O crescimento da produção de etanol a partir do milho reforça o papel do grão na matriz energética e no desenvolvimento regional”, conclui o boletim.





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venda da soja avança com estoque e preço favoráveis



Soja 24/25 atinge 70% de vendas no estado




Foto: Pixabay

De acordo com a análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (12), a comercialização da soja da safra 2024/25 em Mato Grosso atingiu 70,55% da produção estimada em abril. O índice representa um avanço de 11,57 pontos percentuais em relação a março.

Segundo o Imea, a valorização dos preços da oleaginosa em comparação ao mesmo período do ano passado estimulou os produtores a intensificarem as vendas. “A melhora nas cotações foi um dos principais fatores que motivaram os produtores a aproveitar o momento de mercado”, apontou o instituto.

Outro fator que influenciou a intensificação das negociações foi a necessidade de liberar espaço nos armazéns para a chegada da safra de milho. O preço médio da soja em abril foi de R$ 112,05 por saca, alta de 2,66% em relação a março.

Quanto à safra 2025/26, o percentual comercializado alcançou 10,71% da produção estimada, com avanço mensal de 2,61 pontos percentuais. Apesar da evolução, o ritmo de vendas permanece abaixo da média registrada nos últimos cinco anos. O preço médio para a soja da próxima temporada em abril foi de R$ 109,95 por saca, o que representa uma leve queda de 0,28% na comparação com o mês anterior.





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Exportações de café verde atingem US$ 1,25 bi em abril


As exportações brasileiras de café verde somaram US$ 1,25 bilhão em abril de 2025, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O valor representa um aumento de 36,3% em relação ao mesmo mês do ano passado e estabeleceu um recorde para os meses de abril. O produto tornou-se o segundo item mais relevante da pauta exportadora do agronegócio brasileiro no período.

O desempenho foi impulsionado pela elevação dos preços internacionais, que fez com que o preço médio de exportação do café verde brasileiro dobrasse em comparação com abril de 2024. “O preço médio teve alta de 100,2%, o que compensou a redução no volume embarcado”, informou o Mapa.

Apesar do crescimento na receita, o volume exportado recuou 31,9%, passando de 254,1 mil toneladas em abril de 2024 para 173,1 mil toneladas neste ano. A maior queda foi registrada nas compras realizadas pela União Europeia, que reduziram de 137,2 mil toneladas para 74,8 mil toneladas, o que representa uma queda de 45,5%.

Segundo o Mapa, a redução nas compras europeias ocorre após o bloco atingir volume recorde de importações em 2024, quando adquiriu quase 400 mil toneladas a mais que no ano anterior. Além disso, os países da União Europeia mantiveram ritmo elevado de importações no primeiro trimestre de 2025, somando 291,9 mil toneladas.

Estados Unidos e Japão também figuraram entre os principais destinos do café brasileiro no mês, com aquisições de 35,7 mil toneladas (-0,4%) e 10,6 mil toneladas (-12%), respectivamente.

Entre janeiro e abril de 2025, as exportações de café verde somaram US$ 5,0 bilhões, crescimento de 60% em relação ao mesmo período de 2024. O volume total exportado no acumulado do quadrimestre foi de 809,7 mil toneladas, uma redução de 10,3%. A alta de 78,4% no preço médio foi o principal fator para a elevação da receita. Nesse intervalo, o café verde respondeu por 9,5% das exportações do agronegócio nacional, com destaque para os embarques à União Europeia (US$ 2,3 bilhões), Estados Unidos (US$ 822,1 milhões), Japão (US$ 332,1 milhões) e Turquia (US$ 219,7 milhões).





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Riscos e oportunidades na expansão do etanol de milho



O impacto das mudanças climáticas também é um ponto crítico



O impacto das mudanças climáticas também é um ponto crítico
O impacto das mudanças climáticas também é um ponto crítico – Foto: Pixabay

Segundo artigo de Raphael Juliace Magalhães, Líder de Agronegócios na Marsh Brasil, publicado no site da própria consultoria, o avanço do etanol de milho no país exige atenção redobrada com a gestão de riscos. O autor destaca que, embora os projetos em andamento somem R\$ 20 bilhões em investimentos, conforme levantamento do Itaú BBA, o sucesso dessas iniciativas depende da capacidade das empresas de se prepararem para fatores incontroláveis e de grande impacto, como variações cambiais, geopolítica e mudanças climáticas.

Magalhães alerta que o setor enfrenta um ambiente altamente volátil, que vai além dos desafios operacionais. A oscilação das taxas de juros, por exemplo, pode afetar diretamente a viabilidade financeira dos empreendimentos. Nesse contexto, é essencial adotar ferramentas capazes de mapear riscos financeiros, operacionais e de mercado, permitindo que as empresas atuem com mais resiliência e consigam manter suas operações mesmo diante de crises.

O impacto das mudanças climáticas também é um ponto crítico. Estudos e modelagens climáticas ajudam a prever eventos extremos que podem comprometer a produção, além de orientar ações como a diversificação de culturas e o uso de tecnologias sustentáveis. Tais medidas são cada vez mais relevantes para manter a competitividade e a sustentabilidade do setor.

“Esses cuidados, somados a uma revisão contínua das estratégias, permitem que o capital investido não fique exposto a perdas desnecessárias. Assim, as iniciativas podem prosperar mesmo diante de um cenário mundial incerto”, conclui.

 





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BRA Agroquímica anuncia lançamento do herbicida Xenon ME para pastagens


Produto chega ao mercado em julho de 2025 e promete fortalecer o controle de plantas daninhas em pastagem

A BRA Agroquímica, uma das poucas empresas de defensivos agrícolas com capital 100% nacional, anuncia o lançamento de mais uma excelente opção voltada ao mercado de pastagens. Com chegada prevista para julho de 2025, o Xenon ME (Fluroxipir 80 g/L + Picloram 80 g/L) passa a ser uma excelente alternativa dentro do amplo portfólio que a BRA possui no controle de plantas daninhas em pastagem.

O lançamento reforça a estratégia da BRA de manter o foco no segmento de pastagens, oferecendo soluções tecnológicas de alta performance para o controle de plantas infestantes. O Xenon ME complementa o portfólio da empresa, que já conta com produtos consagrados no mercado, como o PAMPA e FACCA (2,4D 240 g/l + Picloram 64 g/l), CAMPESTRE (Picloram 240 g/l), FLUROXIPIR BRA (Fluroxipir 200g/l), TRYTOR (Triclopir 480g/l) — lançado em 2022 — e o DERRETE (Metsulfuron-methyl 600g/kg), lançado em 2023. Além dos químicos, a BRA também aposta no segmento de sementes e fertilizantes especiais – todos focados para a cultura da pastagem.

Atualmente, a BRA possui uma fila robusta de novos registros prestes a serem aprovados. Entre eles, o AMINO BRA (Aminopiralid 40g/l + 2,4D 320g/l) e o FERRETI (Fluroxipir 80 g/L + Triclopir 240 g/L), que estão em fase final de avaliação e deverão ser lançados ainda nesta safra 2025/2026.

Esses lançamentos fazem parte de uma estratégia da empresa, que aposta em misturas inovadoras à base de Aminopiralid, Fluroxipir e Triclopir, com foco no controle de plantas daninhas em áreas de pastagens.

Pensando além do setor pecuário, a BRA também avança com mais de 30 produtos especiais já protocolados junto aos órgãos reguladores, incluindo herbicidas, inseticidas e fungicidas para atender diversas culturas da produção agrícola brasileira.

Com atuação nacional desde 2004, a BRA Agroquímica conta com uma rede de distribuição consolidada, formada por clientes e parceiros estratégicos em todas as regiões do país. No último ano, a empresa ampliou sua estrutura com a abertura de três novos centros logísticos, localizados em Redenção/PA, Araguaína/TO e Cuiabá/MT, além do lançamento de produtos estratégicos, reafirmando seu compromisso com inovação, qualidade e custo-benefício.

Segundo Victor Vargas, CEO da BRA Agroquímica:

“Desde 2021, a BRA vem ganhando força no mercado de herbicidas para pastagem. Ampliamos nossa equipe comercial, estrutura logística e também o portfólio de novos produtos além dos químicos, como sementes para pastagem e fertilizantes especiais. Hoje, já temos um dos portfólios mais completos para esse segmento — e seguimos investindo. Em no máximo dois anos, vamos trazer misturas realmente inovadoras para um mercado que ainda carece de novas tecnologias.





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Umidade exige controle de doenças no feijão


No Rio Grande do Sul, o cultivo do feijão da segunda safra tem enfrentado dificuldades em função da falta de chuvas e das temperaturas mais baixas. É o que aponta o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (8). Embora as condições climáticas recentes tenham favorecido a colheita e o desenvolvimento das lavouras, o prolongamento do déficit hídrico tem reduzido o desempenho produtivo da cultura, que possui baixa tolerância ao frio.

“As condições climáticas nas últimas semanas – temperaturas e radiação solar adequadas – contribuíram para a colheita e para o desenvolvimento das lavouras”, informa o boletim. No entanto, a redução progressiva da umidade do solo tem afetado negativamente a produtividade, especialmente com as temperaturas noturnas e matinais mais baixas, típicas do período.

A Emater/RS-Ascar relata que 42% da área plantada já foi colhida, com produtividade média de 1.300 quilos por hectare. Em algumas regiões, o potencial produtivo já apresenta sinais de comprometimento, embora as perdas ainda não tenham sido totalmente quantificadas.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, aproximadamente 80% das lavouras foram colhidas e 20% estão em maturação. Já em Ijuí, a colheita avançou lentamente e cobre apenas 6% da área. “A cultura apresenta rápida evolução para o estádio de maturação, que abrange 43% das lavouras. O porte das plantas está elevado, e há bom número de vagens por planta”, destaca o informativo, que também aponta que a sanidade vegetal tem sido beneficiada pelo clima quente e seco, com incidência controlada de ácaros e ocorrência pontual de larva-minadora nas folhas — praga atípica para a cultura, mas sem impacto relevante até o momento.

Na região de Santa Maria, a colheita chegou a 50%. A produtividade inicialmente estimada em 1.390 quilos por hectare foi reduzida em cerca de 10%, em razão das condições climáticas desfavoráveis ao longo do ciclo da cultura.

Em Soledade, a umidade relativa do ar elevada, causada principalmente pela formação de orvalho, exigiu manejo fitossanitário rigoroso. A atenção se concentrou na antracnose, cuja incidência aumentou com a combinação entre alta umidade e temperaturas amenas. Em relação às fases fenológicas, 10% das lavouras estão em florescimento, 80% em enchimento de grãos e 10% em maturação.





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Seca provoca perdas na reta final da colheita da soja


Segundo dados do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (8), a colheita da soja avançou e já atinge 95% da área cultivada no Rio Grande do Sul. Em diversas localidades das regiões do Planalto e Alto Uruguai, no Norte e Nordeste do estado, os trabalhos já foram concluídos.

O tempo seco e os períodos prolongados de insolação favoreceram o avanço das operações no campo. No entanto, a formação intensa de orvalho no início da manhã tem atrasado o início das atividades. “A elevada umidade retida nas hastes, ramos e vagens aumenta o risco de perdas por grãos deteriorados ou danificados durante a operação”, informa o boletim.

A produtividade tem oscilado entre 1.000 e 2.500 quilos por hectare, com médias inferiores às inicialmente projetadas. A variação reflete os diferentes níveis de déficit hídrico enfrentados pelas lavouras ao longo do ciclo. As áreas remanescentes, que correspondem a 5% da safra, estão em estágio de maturação fisiológica e prontas para a colheita.

A ausência de chuvas por até quatro semanas consecutivas em algumas regiões tem provocado a debulha natural dos grãos ainda em campo. O fenômeno tem causado perdas adicionais. Na Região Oeste do estado, levantamento da Emater/RS-Ascar apontou perdas médias de 80 quilos por hectare em grãos encontrados no solo antes mesmo da entrada das colhedoras.

As indenizações do Proagro e Proagro Mais têm sido liberadas com maior agilidade nesta safra, impulsionadas pela flexibilização da documentação exigida. “A dispensa de apresentação de notas fiscais tem facilitado o processo”, aponta o relatório. Ainda assim, o acionamento dos seguros, públicos ou privados, está restrito a perdas expressivas. A redução na cobertura do Proagro, que varia entre 25% e 50% conforme a janela de plantio determinada pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático, tem dificultado o acesso à compensação para produtores com produtividade de até 1.200 quilos por hectare. A limitação tem afetado especialmente agricultores do Pronamp e do grupo “Demais Produtores”, que não contam com renda mínima garantida.

Após o encerramento da colheita, os produtores aguardam o retorno das chuvas para repor a umidade do solo e iniciar a semeadura das culturas de inverno, das plantas de cobertura ou de adubação verde. No intervalo, realizam práticas de conservação e manejo do solo, como calagem, subsolagem e construção de terraços, com o objetivo de melhorar as condições físico-químicas, favorecer a infiltração de água e conter a erosão hídrica.





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Exportações do agro paulista caem 11,6% no 1º quadrimestre


As exportações do agronegócio paulista somaram US$ 8,70 bilhões entre janeiro e abril de 2025, registrando queda de 11,6% em comparação com o mesmo período de 2024. No mesmo intervalo, as importações do setor aumentaram 6,5%, totalizando US$ 1,98 bilhão. Como resultado, o saldo da balança comercial do agro no Estado ficou em US$ 6,72 bilhões, valor 15,3% inferior ao registrado nos primeiros quatro meses do ano passado.

De acordo com análise da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), as exportações do agro representaram 40,7% do total vendido ao exterior pelo Estado de São Paulo no período. As importações corresponderam a 6,9% do total estadual. Em relação ao primeiro quadrimestre de 2024, houve queda de 3,4 pontos percentuais na participação das exportações e de 0,9 ponto nas importações.

Apesar do recuo no saldo, alguns mercados ampliaram suas compras. A China aumentou em 7% a aquisição do grupo soja e em 1% a do grupo carnes. Já os Estados Unidos elevaram as compras de carnes em 93%, produtos florestais em 59% e cafés em 9%.

Entre os grupos de produtos exportados, o complexo sucroalcooleiro liderou com 24,6% do total, somando US$ 2,136 bilhões, dos quais 88,7% correspondem ao açúcar e 11,3% ao etanol. Em seguida, vieram o setor de carnes (14%), grupo de sucos (12,1%), produtos florestais (11,1%) e complexo soja (10,9%). Juntos, esses cinco grupos representaram 72,7% das exportações. O café aparece logo depois, com participação de 7,5%.

As variações nos valores exportados revelam crescimento nos grupos café (63,7%), sucos (35%) e carnes (23,1%). Em contrapartida, houve queda nos grupos sucroalcooleiro (-46,2%), soja (-4,5%) e produtos florestais (-3,6%).

No que se refere aos destinos das exportações, a China lidera com 20,3% de participação, seguida pela União Europeia (15,6%) e pelos Estados Unidos (15,3%). Os chineses concentram as compras em soja, carnes e produtos florestais. Já os norte-americanos adquirem, principalmente, sucos, carnes e café. Os europeus se destacam na aquisição de sucos e café.

No contexto nacional, São Paulo manteve a liderança entre os estados exportadores do agronegócio no primeiro quadrimestre de 2025, com participação de 16,5% no total das vendas externas do setor. Mato Grosso aparece logo atrás, com 16,3%, seguido por Minas Gerais, com 12,2%.

Enquanto São Paulo registrou retração, o agronegócio brasileiro apresentou leve crescimento. As exportações nacionais do setor totalizaram US$ 52,74 bilhões, alta de 1,4% em relação ao mesmo período de 2024. As importações somaram US$ 6,87 bilhões, resultando em superávit de US$ 45,87 bilhões. Segundo o relatório, “o desempenho do agronegócio segue sendo fundamental para conter o déficit comercial gerado pelos demais setores da economia brasileira”.





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