sábado, março 28, 2026

Política & Agro

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Indústrias de bioinsumos brasileiras mais próximas da China


A Associação Brasileira das Indústrias de Bioinsumos (ABINBIO) deu um passo importante para aproximar o setor brasileiro de insumos biológicos às oportunidades do mercado chinês. Em visita oficial realizada recentemente à Embaixada da China em Brasília, representantes da entidade apresentaram ao Conselheiro da Embaixada da República Popular da China, Xiang Yu, as potencialidades do setor e discutiram possíveis parcerias estratégicas entre os dois países.

Durante o encontro, os diretores da ABINBIO Auro Ruschel (Jurídico) e Mauro Heringer (Relações Internacionais), acompanhados por Enrico Ribeiro, da Consillium, expuseram ao diplomata chinês o panorama atual da indústria brasileira de bioinsumos, detalhando os processos de pesquisa, desenvolvimento de produtos e os conceitos fundamentais para a compreensão desse setor em crescimento no Brasil.

Bioinsumos & Oportunidades

A ABINBIO apresentou diversas possibilidades de parceria entre as indústrias dos dois países, que vão desde cooperação técnica e aquisição de empresas nacionais até compras de produtos brasileiros e a implementação de indústrias brasileiras em território chinês.

O Conselheiro Xiang Yu demonstrou especial interesse em fortalecer os laços entre os setores brasileiro e chinês de bioinsumos. “O Brasil é o principal parceiro econômico da China na área agrícola”, destacou o diplomata, reforçando que é do interesse de seu país ampliar essa parceria, “sobretudo na área de uma agricultura de baixo carbono e de aumento de produtividade”.

Segundo o representante chinês, o setor de bioinsumos poderá desempenhar um papel estratégico dentro dos planos da China para alcançar a autossuficiência na produção agrícola, reduzir impactos ambientais e intensificar as relações Brasil-China. A declaração reforça a crescente relevância dos insumos biológicos no cenário global de transição para uma agricultura mais sustentável.

China International Import EXPO

Um dos resultados concretos do encontro foi o convite para que a ABINBIO participe da China International Import EXPO, maior feira de negócios da China, que acontece anualmente em novembro, na cidade de Xangai. O evento é considerado uma plataforma privilegiada para fornecedores e compradores estabelecerem contatos e fecharem negócios.

“Essa é a melhor oportunidade para que a ABINBIO possa apresentar diretamente seus produtos aos compradores chineses e se aproximar de indústrias chinesas para negócios futuros”, afirmou o Conselheiro, citando a APEX Brasil como parceira na composição da participação de empresas brasileiras de bioinsumos no evento.

A aproximação entre ABINBIO e a Embaixada da China representa um marco significativo para o setor brasileiro de bioinsumos, abrindo perspectivas promissoras de inserção em um dos maiores mercados agrícolas do mundo, com potencial para impulsionar inovações e investimentos em tecnologias sustentáveis para a agricultura.





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La Niña pode voltar no fim de 2025?



A lembrança do último episódio de La Niña, entre 2020 e 2022, ainda está fresca



A lembrança do último episódio de La Niña, entre 2020 e 2022, ainda está fresca
A lembrança do último episódio de La Niña, entre 2020 e 2022, ainda está fresca – Foto: NOAA

Um relatório divulgado pelo Centro de Previsão do Clima dos Estados Unidos (CPC/NCEP/NWS) aponta que há 41% de chance de o fenômeno climático La Niña retornar entre novembro de 2025 e janeiro de 2026. Segundo o Agrofy News (13/05/2025), embora o Pacífico Equatorial apresente atualmente condições neutras, os modelos climáticos começam a indicar um possível resfriamento para a primavera, o que pode trazer impactos significativos para a América do Sul, especialmente para a Argentina.

La Niña é a fase fria do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS) e se caracteriza pelo resfriamento das águas do Pacífico tropical. Suas consequências incluem alterações nos padrões de chuva e temperatura, podendo causar secas severas em algumas regiões, excesso de chuvas em outras e mudanças nas médias sazonais. O meteorologista Ignacio Amorín explica que ainda não há confirmação do fenômeno, mas os primeiros sinais nos modelos climáticos justificam atenção redobrada nos próximos meses.

A lembrança do último episódio de La Niña, entre 2020 e 2022, ainda está fresca. Na ocasião, o fenômeno durou três anos e causou uma das secas mais severas das últimas décadas, afetando gravemente a produção agropecuária. A Fundar relatou prejuízos milionários no setor exportador argentino, enquanto a Bolsa de Comércio de Rosário estimou uma queda de 54% na produção de soja na safra 2022/23, que mal atingiu 20 milhões de toneladas — o pior desempenho desde 1999.

Para o inverno e parte da primavera de 2025, a NOAA prevê manutenção das condições neutras. No entanto, a chance de retorno de La Niña aumenta consideravelmente a partir de novembro, enquanto a possibilidade de um novo El Niño é inferior a 15%. Diante disso, produtores e analistas já começam a ajustar estratégias, conscientes de que, em uma economia tão vulnerável ao clima, cada anomalia representa riscos não apenas ambientais, mas também econômicos e sociais.

 





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Sementes Goiás chega à AgroBrasília 2025 como campeã de produtividade em soja precoce


A Sementes Goiás, empresa do grupo Nutrien, desembarca na AgroBrasília 2025 com motivos de sobra para comemorar. A empresa conquistou o primeiro lugar na categoria ciclo precoce (até 105 dias) do Concurso de Cultivares de soja, com a cultivar DM 70IX70 I2X, alcançando a impressionante marca de 83,91 sacas por hectare. No ciclo tardio (116 a 130 dias), a companhia também garantiu destaque, assegurando o terceiro lugar com a DM 79I81 IPRO, que registrou 86,72 sacas por hectare.

“Essa premiação é um reconhecimento à alta performance das nossas cultivares e demonstra o nosso compromisso em entregar ao produtor rural sementes que realmente fazem a diferença no campo”, afirma Túlio Santos, diretor da Sementes Goiás. Ele destaca que a competição de cultivares é uma oportunidade ímpar para os produtores da região conhecerem as melhores tecnologias adaptadas às características do Planalto Central, com cultivares de alta produtividade e excelente potencial de retorno sobre o investimento.

Portfólio robusto e tecnologias de alta performance são diferenciais

Além das cultivares premiadas, os visitantes do estande da Sementes Goiás poderão conferir um portfólio diversificado de tecnologias desenvolvidas para potencializar a produtividade e a rentabilidade das lavouras. A equipe técnica da empresa estará disponível para orientar produtores na escolha das soluções mais adequadas ao perfil das propriedades, considerando as especificidades de cada ciclo de plantio.

Com mais de 50 cultivares disponíveis no Brasil, a Sementes Goiás se destaca por sua excelência na produção de sementes de alta qualidade, amplamente utilizadas em diversas regiões do Brasil, garantindo desempenho consistente em diferentes condições de solo e clima. A empresa é pioneira no Tratamento de Sementes Industrial (TSI) no sudoeste goiano, oferecendo sementes já prontas para o plantio e garantindo maior proteção contra pragas e doenças, além de um arranque inicial mais vigoroso.

Com capacidade produtiva de 1,08 milhão de toneladas de sementes por ano e um dos laboratórios mais modernos do setor, a Sementes Goiás segue contribuindo para o avanço da agricultura nacional e para o protagonismo do Brasil no cenário global de produção de soja.

Sobre a AgroBrasília 2025

A AgroBrasília é um dos maiores eventos do agronegócio brasileiro, reunindo produtores, empresas e instituições do setor em um ambiente propício para a realização de negócios, disseminação de conhecimento e apresentação de inovações tecnológicas. Com foco em tecnologias para a agricultura de alta performance, a feira também serve como palco para a realização de palestras e cursos sobre tendências e desafios do agronegócio.

Realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), em 2025 a AgroBrasília ocorrerá entre os dias 20 a 24 de maio, com entrada gratuita, das 8h30 às 18h, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci (localizado na BR 251 km 5 – PAD-DF, Brasília, Distrito Federal).

Serviço

Sementes Goiás na AgroBrasília 2025

•    Data: terça-feira a sábado – 20 a 24 de maio

•    Horário: 8h30 às 18h

•    Local: Parque Tecnológico Ivaldo Cenci – AgroBrasília, BR 251 km 5 – PAD-DF

 





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Mercado de milho segue bastante variado


No mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul, a oferta segue diminuindo, com vendas apenas em caso de extrema necessidade, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “As negociações seguem lentas, com compradores tentando alinhar os preços à paridade de exportação, mas enfrentando forte resistência dos produtores. As cotações para o milho com entrega no mês de maio, no interior do estado, oscilam entre R$ 66,00 e R$ 70,00 por saca. As referências regionais atuais são: R$ 66,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 67,00 em Não-Me-Toque e Seberi, R$ 68,00 em Marau e Gaurama, e R$ 69,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro”, comenta.

Mercado de milho travado em Santa Catarina à espera de maior oferta com avanço da colheita. “A expectativa é de que a liquidez do mercado siga baixa no curto prazo, até que a colheita libere mais milho e favoreça ajustes nos preços e negociações. No porto, seguem os valores de R$ 72,00 para entrega em agosto com pagamento em 30/09 e de R$ 73,00 para entrega em outubro com pagamento em 28/11. Em relação aos preços da pedra, cooperativas locais continuam pagando R$ 69,00 em Papanduva, R$ 70,00 em Campo Alegre e R$ 71,00 para o oeste do estado e a região serrana”, completa.

O mercado segue lento no Paraná, mas a expectativa é de recuperação com aumento da oferta. “Em Ubiratã, a saca teve queda de 1,72%, sendo vendida a R$ 57,00, enquanto em Castro houve valorização de 1,45%, com o preço chegando a R$ 70,00. Em Marechal Cândido Rondon, os valores permaneceram estáveis em R$ 58,00. A fraca demanda e o baixo volume de negócios continuam pressionando os preços em várias regiões. No Centro Oriental Paranaense, a cotação recuou para R$ 67,54, enquanto no Oeste Paranaense o preço ficou em R$ 66,78. Em Curitiba e região metropolitana, o milho subiu levemente para R$ 68,93”, indica.

O Mato Grosso do Sul tem o mercado travado e preços em queda. “Em Ponta Porã e Sidrolândia, os valores ficaram em R$ 58,00, enquanto em Maracaju o milho foi cotado a R$ 59,00. Nas praças de Dourados, Campo Grande e Caarapó, os preços se mantiveram estáveis em R$ 60,00. Apesar das quedas nas cotações, o mercado segue em compasso de espera, acompanhando o avanço da segunda safra, que deve ganhar ritmo nas próximas semanas. Até lá, as negociações permanecem pontuais e com baixa liquidez”, conclui.

 





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Confira como está o mercado de trigo



Em Santa Catarina, o mercado permanece estável



Em Santa Catarina, o mercado permanece estável
Em Santa Catarina, o mercado permanece estável – Foto: Seane Lennon

Segundo análise da TF Agroeconômica, divulgada nesta semana, o mercado de trigo no Rio Grande do Sul segue lento, com preços pressionados pela disponibilidade de cerca de 440 mil toneladas da safra passada. Com os moinhos já abastecidos até junho e a moagem estadual girando em torno de 104 mil toneladas por mês, esse volume cobre a demanda até outubro, encostando na nova colheita. 

No entanto, a real necessidade de reposição dependerá da demanda por farinha no inverno. Negócios pontuais ainda ocorrem entre R$ 1.390 e R$ 1.400 por tonelada para trigos de PH 76, mas os moinhos permanecem seletivos quanto à qualidade.

Em Santa Catarina, o mercado permanece estável, com o balcão mantendo os preços há várias semanas. As cotações para trigo melhorador e biscoito variam entre R$ 1.380 e R$ 1.500/t FOB, mas a movimentação tem sido pontual. Já os preços pagos diretamente ao produtor (“pedra”) se mantêm entre R$ 75,00 e R$ 80,00 a saca nas principais praças do estado.

No Paraná, os preços da safra velha variam de R$ 1.550 a R$ 1.600 CIF moinhos, enquanto o trigo paraguaio chega a até R$ 1.630 e o argentino ultrapassa R$ 1.700 CIF. Para a safra nova, ainda não há ofertas concretas, mas compradores indicam preços entre R$ 1.450 e R$ 1.500 CIF, o que corresponde a cerca de R$ 82,78/saca. A média estadual da saca recuou levemente para R$ 80,09, ainda proporcionando um lucro de 8,92% sobre o custo de produção.

As expectativas para os próximos meses giram em torno do comportamento da demanda e do ritmo de compra dos moinhos, especialmente no sul do país. A chegada da nova safra e os movimentos do mercado internacional serão determinantes para a formação dos preços no segundo semestre.

 





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Mercado de grãos inicia o dia em baixa


Segundo informações da TF Agroeconômica (15/05/2025), o mercado internacional de grãos iniciou esta quarta-feira com tendências de baixa, refletindo fatores climáticos e políticos nos Estados Unidos. No caso do trigo, as cotações recuaram na Bolsa de Chicago: o contrato para julho/25 fechou a US\$ 522,50 por bushel (-2,25), enquanto o de dezembro/25 caiu para US\$ 559,75 (-1,00). No Brasil, o indicador CEPEA Paraná recuou 2,78% no dia, cotado a R\$ 1.532,53, enquanto no Rio Grande do Sul houve queda de 0,63%, para R\$ 1.415,54. 

Para a soja, os contratos também abriram em queda, com julho/25 cotado a US\$ 1.067,0 (-10,75) e maio/26 a US\$ 1.074,25 (-9,25). No mercado interno, o CEPEA Paraná teve leve recuo de 0,20%, a R\$ 128,25. A baixa em Chicago está ligada à desvalorização do óleo de soja, diante de rumores de que os mandatos de uso de biodiesel nos EUA não crescerão como o esperado. O administrador da EPA, Lee Zeldin, afirmou que os novos mandatos serão divulgados “nos próximos meses”, frustrando expectativas de anúncio imediato. A mudança de cenário levou investidores a realizarem lucros, especialmente após a alta de 7,72% no petróleo da semana anterior.

A Bolsa de Comércio de Rosário elevou sua estimativa para a safra argentina de soja de 45,50 para 48,50 milhões de toneladas, ainda abaixo dos números da Bolsa de Buenos Aires (50 mi t) e do USDA (49 mi t). Isso influenciou as expectativas do mercado, embora a recuperação do farelo de soja tenha amenizado as perdas devido à menor moagem projetada.

O milho também apresentou estabilidade com viés de baixa. O contrato julho/25 em Chicago permaneceu estável a US\$ 445,50. No Brasil, o CEPEA indicou leve queda de 0,16% (R\$ 73,12), com a B3 julho subindo 1,55% (R\$ 63,00). O mercado continua pressionado pela perspectiva de safra recorde nos EUA, ultrapassando 400 milhões de toneladas, e pelas tensões comerciais internacionais provocadas por tarifas impostas pela Casa Branca.

 





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Paraná amplia exportação de milho em 2025



Paraná é 2º maior exportador de milho do país




Foto: Pixabay

As exportações de milho do Paraná registraram crescimento de 77% no primeiro quadrimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme aponta o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Foram embarcadas 1,18 milhão de toneladas do cereal entre janeiro e abril.

O principal destino do milho paranaense foi o Irã, responsável por 52% das exportações no período. Em seguida aparecem o Egito, com 12,8%, e a Turquia, com 11,3%. A receita gerada com as exportações totalizou US$ 267,1 milhões, cerca de R$ 1,5 bilhão. O valor representa uma alta de 81% em comparação com os primeiros quatro meses de 2024, resultado do aumento no volume embarcado e de uma leve melhora nos preços.

Com esse desempenho, o Paraná assumiu a segunda posição no ranking nacional de exportação de milho, atrás apenas de Mato Grosso, que registrou queda de 53% no volume exportado. No total, o Brasil exportou 6,07 milhões de toneladas no período, redução de 14% em relação ao ano anterior.





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População e produtores de laranja apoiam ação para defesa da citricultura


A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e outros atores que atuam no combate ao greening, doença mais agressiva da citricultura, têm conseguido o apoio da maioria da população e proprietários rurais nas áreas em que os citros precisam ser erradicados como medida de controle do inseto vetor. Nesta semana a força-tarefa está concentrada nas regiões de Cornélio Procópio e Londrina, no Norte do Estado.

Cecília Avelar mora desde quando nasceu, há 68 anos, em uma casa em Uraí, às margens da rodovia que liga essa cidade a Cruzeiro do Norte. Nesta terça-feira (13) ela foi surpreendida pela movimentação na garagem municipal, que fica ao lado de sua propriedade. Ali tinham sido destruídas mudas que eram vendidas de forma ilegal por um vendedor ambulante e também foi derrubado um pé de limão.

“Percebi aquela movimentação na garagem e fui ver o que estava acontecendo. O rapaz disse que estavam cortando as árvores”, contou Cecília. Ela foi abordada por uma das fiscais da Adapar e imediatamente permitiu o corte de um pequeno pé de limão e um frondoso exemplar de lima, que abastecia não apenas ela, mas vários vizinhos que apreciam a fruta.

“A gente sente uma dor muito grande porque há oito anos tenho esse pé de lima aqui e o pezinho de limão, mas se é para o nosso bem e o bem da natureza, eu concordei que cortassem”, afirmou. Enquanto era preparada a motosserra ela trouxe vários saquinhos de plástico e contou com a ajuda de quem ali estava para tirar o máximo possível de limas. “Vou levar para os vizinhos que gostam”.

A moradora lembrou que a região já teve muito mais laranja do que abriga hoje. Ela própria tinha laranjas em seu quintal. “Mas aí foi morrendo, morrendo”, disse. Também descreveu que as redondezas eram povoadas por pomares maiores. “Disseram que foi preciso cortar porque deu uma doença”.

Dona Cecília destacou ainda conhecer pessoas que trabalham na indústria de sucos que a Cooperativa Agroindustrial Integrada possui no município e outras que produzem laranja comercialmente. “Para salvar os empregos temos que fazer algum sacrifício, mesmo com dor no coração. Temos que concordar que é para nosso bem e de todo mundo”.

Na casa vizinha à de Cecília a equipe da Adapar encontrou apenas uma pessoa fazendo reformas. Mas da rua era possível ver pés de laranja e limão que apresentavam sintomas da doença e havia necessidade de fazer os cortes. A erradicação é a solução nesses casos, e obrigatória pela legislação. Uma ligação telefônica ao proprietário foi o suficiente para a autorização de corte. Ali os técnicos encontraram o psilídeo Diaphorina citri, vetor da doença, alimentando-se de folhas, um risco grande para as produções comerciais ao redor.

“Fui surpreendido com a aceitação dos donos das propriedades visitadas, que permitiram realizar o trabalho sem problemas”, disse o fiscal da Adapar Nelson Kanda. “Não houve resistência”. Ele veio de Curitiba para integrar o grupo de 40 servidores de várias regionais da Adapar que estão atuando na Operação BIG Citrus.

RURAL – Os fiscais Orlando Hansen, da Adapar em Santa Cruz do Monte Castelo (Noroeste), e Paulo Ricardo Campos, de Francisco Beltrão (Sudoeste), estão percorrendo as propriedades rurais de Assaí (Norte). “Encontramos algumas propriedades com o greening, que pode colocar em risco a atividade na região, mas os produtores, de forma geral, têm entendido as orientações que são passadas. Eles recebem as notificações para eliminar as plantas sintomáticas com menos de oito anos e a determinação para fazer o manejo adequado”, destacou Hansen.

O proprietário do Sítio Monte Alto, Cláudio Massahiro, foi um dos que se engajaram na proposta de salvar a lavoura. Além de laranja, ele produz pitaya, abobrinha, café, banana, lichia, soja e avocado, para o qual pretende conseguir a certificação do Global G.A.P. com vistas à exportação. “É importante tomar todas as medidas para garantir a sanidade vegetal”, disse.

Em citros ele possui 5,1 mil pés. Recentemente eliminou 80 plantas que estavam infectadas pelo greening. “Tem outras para serem eliminadas”, afirmou. “Tem muitos produtores que são contra ou ficam desconfiados dessa Operação BIG Citros, achando que vão prejudicar os agricultores, mas nós achamos que, pelo contrário, é uma operação necessária e muito importante para tentar manter a citricultura do Paraná”, afirmou Massahiro.

Enquanto é dada a orientação e realizadas eventuais autuações, o fiscal Paulo Ricardo Campos atualiza os dados da propriedade, registrando extensão e variedades de citros exploradas com as respectivas produções. “É um levantamento que cumpre as determinações do Ministério da Agricultura e que passa a fazer parte do banco de dados nacional”, disse.

As equipes contam com a participação ativa das prefeituras e da Cooperativa Integrada, além da retaguarda garantida pela Polícia Militar. Algumas emissoras de rádio e televisão e jornais da região também estão contribuindo com a difusão das ações e ajudando na conscientização sobre a seriedade da doença e a necessidade da atuação conjunta.

DOENÇA – O HLB ou greening dos citros é atualmente a praga mais importante devido à severidade, rápida disseminação e dificuldades de controle. Ao sugar a seiva de uma planta infectada, o psilídeo leva a bactéria causadora da doença para outras árvores do pomar.

O greening afeta seriamente  as plantas provocando queda prematura dos frutos, que resulta em redução da produção e pode levar à morte precoce. Além disso, os frutos ficam menores e deformados. A planta também pode apresentar sementes abortadas, açúcares reduzidos e acidez elevada, o que deprecia o sabor, diminuindo a qualidade e o  valor comercial. 





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Produção de grãos pode bater novo recorde no Brasil


A produção brasileira de grãos na safra 2024/25 deve atingir 332,9 milhões de toneladas, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgadas nesta quinta-feira (15). Se confirmada, a marca representa um novo recorde na série histórica da Companhia, com incremento de 35,4 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior.

A área cultivada também apresenta expansão, estimada em 81,7 milhões de hectares, o que representa crescimento de 2,2%. Já a produtividade média das lavouras deve avançar 9,5%, alcançando 4.074 quilos por hectare.

Entre os principais produtos, a soja se destaca com previsão de 168,3 milhões de toneladas colhidas, o maior volume já registrado no país. A colheita já foi concluída em quase toda a área semeada, com destaque para os estados do Centro-Oeste, Sudeste, Paraná e Tocantins. Em regiões como Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Rondônia e Tocantins, os rendimentos superaram todos os registros anteriores da série da Conab.

A produção de milho é estimada em 126,9 milhões de toneladas, alta de 9,9% na comparação com a safra 2023/24. A colheita da primeira safra está em 77,6% da área cultivada, com expectativa de 24,7 milhões de toneladas. A segunda safra, com plantio já encerrado, deve somar 99,8 milhões de toneladas, apoiada por boas condições climáticas nas principais regiões produtoras.

Para o arroz, a produção esperada é de 12,1 milhões de toneladas, representando aumento de 14,8% em relação ao ciclo anterior. A área cultivada alcança 1,7 milhão de hectares e a produtividade média deve chegar a 7.071 quilos por hectare.

No caso do feijão, a Conab prevê a colheita de 3,2 milhões de toneladas ao fim das três safras, o que deve garantir o abastecimento do mercado interno.

O algodão, também em destaque na segunda safra, tem a semeadura finalizada em uma área de 2,1 milhões de hectares, com crescimento de 7,2% frente à safra anterior. A produção da pluma deve alcançar 3,9 milhões de toneladas, 5,5% acima do volume registrado no ciclo anterior. As lavouras estão em estágios que variam entre floração e início da colheita.

Entre as culturas de inverno, a semeadura do trigo já começou em estados do Centro-Oeste, Sudeste e no Paraná, onde o plantio atinge 26% da área prevista. No Rio Grande do Sul, o plantio ainda não teve início. A estimativa de produção é de 8,3 milhões de toneladas, o que representa alta de 4,6% sobre a safra anterior.

No mercado de milho, a Conab revisou o consumo interno para 89,3 milhões de toneladas, considerando a expansão da produção de etanol a partir do grão. As exportações foram mantidas em 34 milhões de toneladas, e os estoques finais ajustados para 7,1 milhões de toneladas.

Quanto à soja, a perspectiva de safra recorde deve permitir aumento nas exportações, que podem se aproximar de 106 milhões de toneladas.





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cientista brasileira vence World Food Prize 2025


A pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, foi anunciada como vencedora da edição 2025 do Prêmio Mundial de Alimentação (World Food Prize – WFP), reconhecimento internacional por sua contribuição ao desenvolvimento de insumos biológicos voltados à agricultura. O anúncio foi feito na noite desta terça-feira (13), na sede da Fundação World Food Prize, nos Estados Unidos. A cerimônia oficial de entrega será realizada em 23 de outubro, em Des Moines.

Com mais de quatro décadas de dedicação à microbiologia do solo, Hungria é reconhecida por liderar pesquisas voltadas à substituição parcial ou total de fertilizantes químicos por microrganismos que favorecem a fixação de nitrogênio, a produção de fitormônios e a solubilização de fosfatos e rochas potássicas. Em publicação da Embrpa a pesquisadora comemora. “Estou imensamente feliz, ainda não consigo acreditar, é uma grande honra, um reconhecimento mundial. Acredito que minha principal contribuição para mitigar a fome no mundo tenha sido minha persistência de que a produção de alimentos é essencial, mas deve ser feita com sustentabilidade. Foi uma vida dedicada à busca por altos rendimentos, mas via uso de biológicos, substituindo parcial ou totalmente os fertilizantes químicos. Com essa premiação, existe também o reconhecimento do empenho da pesquisa brasileira rumo a uma agricultura cada vez mais sustentável, favorecendo nossa imagem no exterior”, explica Mariangela Hungria.

Entre os avanços coordenados por Hungria, destaca-se o uso da inoculação com bactérias fixadoras de Nitrogênio (Bradyrhizobium) na soja, potencializado pela coinoculação com Azospirillum brasiliense. Essa tecnologia, segundo a pesquisadora, proporcionou em 2024 uma economia estimada em US$ 25 bilhões, ao reduzir a necessidade de adubos nitrogenados. Além disso, evitou a emissão de mais de 230 milhões de toneladas de CO2 equivalente no mesmo período. Atualmente, a prática é adotada em aproximadamente 85% da área de soja cultivada no país, o que corresponde a cerca de 40 milhões de hectares.

Além da soja, Hungria coordena projetos que possibilitaram o uso de rizóbios e coinoculação no feijoeiro, e a aplicação de Azospirillum brasiliense em culturas como milho, trigo e pastagens com braquiárias. Em 2021, sua equipe lançou uma tecnologia que permite a redução de 25% na aplicação de fertilizante nitrogenado em milho por meio da inoculação, contribuindo com benefícios econômicos e ambientais.

Criado em 1986 por Norman Borlaug, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 1970, o World Food Prize reconhece anualmente personalidades que contribuem para a melhoria da qualidade e da disponibilidade de alimentos no mundo. A premiação inclui US$ 500 mil e uma escultura assinada por Saul Bass. Mariangela Hungria é a quarta brasileira a receber o prêmio, que já foi concedido a nomes como os agrônomos Edson Lobato e Alysson Paulinelli, em 2006, e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2011.





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