segunda-feira, abril 13, 2026

Política & Agro

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relatório sobre Greening deve ser entregue até 31 de janeiro



A entrega do relatório é uma obrigatoriedade para os produtores




Foto: Seane Lennon

De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, os citricultores do estado com plantios comerciais de citros devem ficar atentos ao prazo final para a entrega do Relatório de Vistoria do HLB (greening), que se encerra em 31 de janeiro. A entrega do relatório é uma obrigatoriedade para os produtores de cerca de 275 municípios do estado.

O novo sistema de envio de dados, disponibilizado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), já está acessível aos citricultores pelo portal de serviços. A plataforma oferece funcionalidades como o histórico de envios e a situação da produção por semestre, com a exigência de uso do cadastro GOV.br para o envio do documento.

A entrega do Relatório de Vistoria é uma medida de monitoramento da principal doença que afeta as frutas cítricas, como as mexericas e as laranjas. A obrigatoriedade de envio inclui não apenas os municípios onde há registro oficial da praga, mas também localidades classificadas como de risco, como áreas vizinhas de estados com focos da doença, como São Paulo, e municípios com maior probabilidade de ocorrência.

O monitoramento constante realizado pelo IMA permite acompanhar a situação fitossanitária dos pomares e identificar focos do greening de forma mais eficaz, evitando sua propagação e garantindo a sanidade vegetal no estado. As informações coletadas são essenciais para a formulação de políticas públicas que atendam às necessidades específicas de cada região, assegurando respostas rápidas aos desafios enfrentados pelos citricultores.

Além disso, o IMA reforça a conscientização dos produtores por meio de programas como o “Viva Citros”, promovendo boas práticas no combate ao greening e orientando sobre as exigências fitossanitárias.





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Produtores apostam em manejo para manter safra de banana



Comercialização de banana cresce em cooperativas do RS




Foto: Seane Lennon

Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (23), os agricultores da região administrativa de Santa Maria, especialmente em São João do Polêsine, estão focados no manejo das plantações de banana.

As atividades incluem o raleio das touceiras, manejo e adubação das lavouras, práticas essenciais para garantir a manutenção da produtividade.

A comercialização da fruta ocorre por meio de cooperativas no atacado e no comércio local, consolidando a banana como um produto de destaque na economia da região.





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Agricultores seguirão com demanda de crédito


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma produção de 322,53 milhões de toneladas na segunda estimativa para a safra de grãos 2024/25, um aumento de 8,2% em relação ao ciclo anterior. O crescimento de 24,6 milhões de toneladas reflete a ampliação da área plantada, projetada em 81,4 milhões de hectares, e a expectativa de recuperação da produtividade média das lavouras no país.

Thays Moura, fundadora da fintech Agree, vê o cenário como promissor, mas destaca a necessidade de planejamento financeiro. “Além da organização, as soluções de crédito personalizadas serão ideais para atender às necessidades dos produtores na próxima safra”, comenta.

A especialista ressalta que a melhora da produtividade reflete investimentos em tecnologia, manejo eficiente e boas práticas agrícolas. Contudo, para manter esse ritmo de crescimento, é fundamental ampliar o suporte ao crédito voltado à inovação tecnológica, incluindo agricultura de precisão e equipamentos modernos.

“Os agricultores continuarão com demandas de crédito para a aquisição de insumos, sementes, defensivos e máquinas, bem como para possíveis investimentos em infraestrutura que suportem o aumento da produção. Além disso, a expectativa de melhora na produtividade média das lavouras sugere que os investimentos em tecnologia, manejo eficiente e boas práticas agrícolas têm dado resultados”, afirma Thays.

Além disso, o PIB do agronegócio brasileiro pode crescer 5% em 2025, segundo a CNA, impulsionado pela expansão da produção agrícola primária, indústria de insumos e agroindústria exportadora. Apesar do cenário promissor, desafios como alta do dólar e juros persistem. “Apesar do aspecto positivo, o cenário continua desafiador devido à alta do dólar e dos juros, mas a Agree oferece suporte aos produtores rurais na captação do crédito rural para terem acesso às melhores condições, avaliando caso a caso, com um atendimento personalizado e presente no dia a dia dos agricultores”, completa.





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O mercado de feijão está preocupado



Preços podem desestimular as vendas



Há o receio de que, de uma hora para outra, o feijão represado nos armazéns seja liberado em grande volume
Há o receio de que, de uma hora para outra, o feijão represado nos armazéns seja liberado em grande volume – Foto: Canva

Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), a colheita do feijão-carioca na região dos Campos Gerais do Paraná, que inclui cidades como Castro e Ponta Grossa, já foi praticamente concluída. Esse encerramento tende a reduzir o impacto desse produto no mercado, alterando as fontes de abastecimento.

Por outro lado, o setor enfrenta preocupações. Empacotadores destacam o aumento do uso de câmaras frias para armazenamento e a entrada de novos produtores no mercado, o que gera insegurança sobre uma possível liberação repentina de grandes estoques. Esse cenário tem levado compradores a adotar uma postura cautelosa, com compras pontuais para evitar surpresas que impactem os preços.

“Um ponto de preocupação entre os empacotadores é o aumento no uso de câmaras frias e o fato de novos produtores, que nunca haviam plantado Feijão antes, estarem entrando na atividade. Isso gera insegurança, levando os compradores a adotar uma postura cautelosa, preferindo compras pontuais e imediatas. Há o receio de que, de uma hora para outra, o feijão represado nos armazéns seja liberado em grande volume, afetando os preços”, comenta.

Além disso, declarações recentes de um ministro sobre possíveis quedas nos preços de alimentos desconsideram que muitos valores já atingiram seu limite de redução. A manutenção desses preços pode desestimular o plantio na próxima safra, comprometendo a oferta futura e gerando alta nos preços nos próximos ciclos.

“Por isso, é fundamental reforçar nossas abordagens. Somente assim será possível criar um caminho mais seguro e sustentável para o mercado de Feijão, enfrentando os desafios imediatos sem perder de vista o desenvolvimento de um cenário favorável no futuro”, conclui.





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Cuidado com a mancha púrpura na soja



As estratégias recomendadas incluem o uso de fungicidas



Um ponto importante destacado é que a presença das manchas não deve ser confundida com defeitos ou grãos avariados
Um ponto importante destacado é que a presença das manchas não deve ser confundida com defeitos ou grãos avariados – Foto: Alabama Extension

A mancha púrpura na soja, causada pelo fungo Septoria glycines, é um problema que pode impactar significativamente o rendimento das lavouras, conforme explica Lucas Henrique Borgio, Operador de Armazém na Louis Dreyfus Company. Essa doença foliar se manifesta através de manchas roxas ou púrpuras nas folhas, o que pode levar à queda precoce delas. Suas condições ideais de disseminação incluem alta umidade e temperaturas amenas.  

Um ponto importante destacado é que a presença das manchas não deve ser confundida com defeitos ou grãos avariados, mas compreendida como um sintoma da infecção fúngica. Esse entendimento evita equívocos no momento da avaliação da qualidade dos grãos colhidos, ajudando a preservar o valor comercial da produção.  

Para combater a mancha púrpura, as estratégias recomendadas incluem o uso de fungicidas registrados para a cultura, a prática de rotação de culturas para reduzir a carga do inóculo no solo e o manejo adequado das condições de cultivo, como espaçamento e densidade de plantio. Essas medidas ajudam a minimizar a disseminação do fungo e seus impactos negativos.   Adotar práticas preventivas e de manejo eficazes é essencial para reduzir as perdas e manter a produtividade da soja, especialmente em áreas suscetíveis às condições que favorecem a proliferação do Septoria glycines.

“A mancha púrpura na soja, causada pelo fungo Septoria glycines, é uma doença foliar que provoca manchas roxas ou púrpuras nas folhas, podendo levar à queda precoce delas e impactar o rendimento da cultura. Condições de alta umidade e temperaturas amenas favorecem sua disseminação. Importante destacar: a presença de manchas não deve ser considerada defeito ou grãos avariados, mas sim um sintoma da doença. O controle inclui o uso de fungicidas, rotação de culturas e manejo adequado das condições de cultivo”, escreveu, em seu perfil na rede social LinkedIn.

 





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Ritmo de semeadura de algodão está lento em MT



Esse atraso deve-se principalmente ao ciclo prolongado da soja



Apesar do atraso inicial, o avanço da semeadura, que começou com 28,57% em 20 de dezembro e atingiu 77,05% até 24 de janeiro
Apesar do atraso inicial, o avanço da semeadura, que começou com 28,57% em 20 de dezembro e atingiu 77,05% até 24 de janeiro – Foto: Canva

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a semeadura do algodão para a safra 2024/25 em Mato Grosso está bem abaixo da observada no ciclo anterior. Até a última sexta-feira (24/01), apenas 28,57% da área projetada foi semeada, uma redução significativa de 48,48 pontos percentuais em relação à safra 2023/24 e 24,37 pontos abaixo da média dos últimos cinco anos.

Esse atraso deve-se principalmente ao ciclo prolongado da soja e ao início lento da colheita dessa oleaginosa. Além disso, as chuvas recentes dificultaram o avanço das atividades no campo, impactando diretamente o cronograma de semeadura do algodão em diversas regiões do estado.

Entre as regiões de Mato Grosso, a Sudeste apresenta o maior progresso, com 52,48% da área destinada ao algodão já semeada. Em contraste, a região Oeste é a que mais enfrenta dificuldades, com apenas 16,82% da área semeada até o momento, evidenciando as variações nas condições climáticas e logísticas de cada local.

Apesar do atraso inicial, o avanço da semeadura, que começou com 28,57% em 20 de dezembro e atingiu 77,05% até 24 de janeiro, está dentro da faixa histórica dos últimos cinco anos. A tendência de crescimento observada segue o padrão dos ciclos anteriores, indicando uma boa expectativa para o andamento da safra 2024/25.

Concluindo, o atraso na semeadura do algodão em Mato Grosso, impulsionado por fatores climáticos e pelo ciclo prolongado da soja, exige atenção para garantir o cumprimento dos prazos de produção. Apesar das dificuldades, a expectativa é de que a safra 2024/25 siga um ritmo de crescimento dentro da normalidade.





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Estudo avalia agrominerais silicáticos no trigo



Esses produtos melhoram a fertilidade do solo



 O uso de remineralizadores e fertilizantes silicáticos pode melhorar a fertilidade do solo
O uso de remineralizadores e fertilizantes silicáticos pode melhorar a fertilidade do solo – Foto: Divulgação

O uso de fontes regionais de agrominerais silicáticos no cultivo de trigo e milho no Sul do Brasil foi abordado no artigo Soil Fertilization and Maize-Wheat Grain Production with Alternative Sources of Nutrients (Adubação do Solo e Produção de Grãos de milho e trigo com Fontes Alternativas de nutrientes, em inglês). O estudo focou na análise dos efeitos de remineralizadores e fertilizantes silicáticos, com destaque para o impacto positivo na fertilidade química, física e biológica do solo. A pesquisa foi conduzida em diferentes áreas do Sul do Brasil, onde os pesquisadores testaram materiais regionais alternativos para a adubação de solo.

Dentre os materiais avaliados, destacam-se os finos de britagem de monzogranito do Batólito de Pelotas (RS), o folhelho e o calcário dolomítico da Formação Irati (PR), e o fosfato natural reativo de Arad, importado de Israel. Os pesquisadores buscaram entender como esses diferentes materiais poderiam contribuir para a melhoria das propriedades do solo e, consequentemente, para o aumento da produtividade das culturas de trigo e milho, essenciais para a economia agrícola da região Sul.

Os resultados do estudo indicaram que o uso de remineralizadores e fertilizantes silicáticos pode, de fato, melhorar a fertilidade do solo, corrigindo a acidez e favorecendo o crescimento das plantas. Um dos achados mais significativos foi o desempenho do folhelho e calcário dolomítico da Formação Irati, que mostrou um efeito similar ao do mármore dolomítico convencional, amplamente utilizado na agricultura. Essa combinação revelou-se eficaz, oferecendo uma alternativa mais local e sustentável aos insumos agrícolas tradicionais.

 





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Soja encerra o dia em baixa na CBOT


De acordo com a TF Agroeconômica, a soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) registrou queda no fechamento desta sexta-feira, mas acumulou ganhos significativos ao longo da semana. O contrato para março, referência para a safra brasileira, caiu -0,92% ou $ -9,75 cents/bushel, encerrando em $ 1055,75. Já o contrato de maio recuou -0,88% ou $ -9,50 cents/bushel, fechando em $ 1068,25. No mercado de subprodutos, o farelo de soja para março caiu -3,30% ou $ -10,4/ton curta, enquanto o óleo de soja subiu 0,40% ou $ 0,18/libra-peso, finalizando a $ 45,22.  

As oscilações da soja refletem, principalmente, a atenção do mercado às perspectivas de produção na América do Sul. No Brasil, mesmo com problemas climáticos pontuais, espera-se uma safra recorde, estimada entre 169 e 172 milhões de toneladas. Por outro lado, a Argentina, embora tenha reduzido sua estimativa em 1 milhão de toneladas, ainda deve colher uma safra superior à do ano anterior. Outro fator relevante foi o corte nas “retenciones” para exportação de grãos e subprodutos, medida que beneficia farelo e óleo de soja, nos quais o país é líder global.  

As vendas semanais também foram destaque, impulsionadas por compras significativas da China, que representaram 67,88% da soja negociada entre 10 e 16 de janeiro. Essa demanda chinesa ajudou a compensar as perdas pontuais e contribuiu para que o acumulado semanal fosse positivo. A soja subiu 2,10% ou $ 21,75 cents/bushel, o farelo avançou 2,59% ou $ 7,7/ton curta, enquanto o óleo de soja apresentou recuo de -1,03% ou $ -0,47/libra-peso no mesmo período.  

 





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Verão quente da Argentina começa a prejudicar colheitas, diz bolsa de…


Logotipo Reuters

BUENOS AIRES (Reuters) – Um verão quente e seco no Hemisfério Sul está começando a causar danos às safras de soja e milho de 2024/25 da Argentina, informou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires nesta sexta-feira, depois de ter relatado condições de cultivo praticamente ideais graças às chuvas abundantes da primavera.

A Argentina é o maior exportador mundial de óleo e farelo de soja e o terceiro maior exportador de milho, além de ser um importante fornecedor de trigo. Até algumas semanas atrás, a bolsa não havia relatado praticamente nenhum sinal de danos às safras graças ao clima úmido da primavera.

No entanto, com o início do verão, no final de dezembro, começaram a ser observados impactos das altas temperaturas e da escassez de chuvas sobre as plantações.

Para as culturas de milho, cultivadas na seção sul do coração agrícola da Argentina, a bolsa disse que “os sintomas de estresse hídrico estão começando a ser observados, como o amarelecimento das folhas basais com possíveis perdas de rendimento”.

Até o momento, os produtores de milho plantaram 87% dos 6,6 milhões de hectares de soja previstos pela bolsa e 93% dos 18,4 milhões de hectares estimados de campos de soja.

Para a soja, a bolsa disse que a área de terras cultivadas que se beneficiaram de condições hídricas “adequadas a ótimas” encolheu 7 pontos percentuais, para 81% da área total plantada.

Apesar do clima quente, a bolsa disse que as duas principais culturas estão progredindo bem, em geral, graças à umidade abundante dos últimos meses de 2024.

A temporada de trigo da Argentina está quase concluída, acrescentou a bolsa, dizendo que os agricultores já colheram 95% de uma estimativa de 18,6 milhões de toneladas de trigo.

(Reportagem de Maximilian Heath; texto de Sarah Morland)

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