sábado, março 28, 2026

Política & Agro

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Produção de rúcula mantém ritmo em área reduzida



Pequenos produtores mantêm oferta de rúcula




Foto: Pixabay

Na cidade de Feliz, localizada na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, a produção de rúcula segue restrita a pequenas áreas, com foco no atendimento de mercados já consolidados. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (15).

De acordo com o boletim, a cultura é conduzida por meio de um sistema intensificado de plantio, o que possibilita até 10 ciclos de produção por ano. “Alguns produtores mantêm os cultivos apenas para o mercado consolidado”, destaca a Emater.

Até o momento, não foram registrados problemas fitossanitários nas lavouras monitoradas. A rúcula, no entanto, é considerada suscetível à podridão-da-raiz, causada por Pythium spp., o que exige atenção contínua dos agricultores.

A dúzia do produto está sendo comercializada a R$ 10,00 tanto em redes de supermercados quanto na Ceasa da região.





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Gripe Aviária: Especialista avalia que evento do mercado pode ser maior que…


“Pode haver um impacto de curto prazo nas empresas do setor, como a BRF, mas também existe uma grande chance de que vejamos uma sobre-reação do mercado a um evento que ainda está sendo controlado”

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, nesta sexta-feira (16), o 1° caso de gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) em uma granja comercial no Brasil. O foco foi detectado no município de Montenegro (RS), uma das regiões com maior peso na produção avícola nacional, responsável por cerca de 15% das exportações de carne de frango do país. A propriedade obtida é um matrizeiro com aproximadamente 17 mil aves externas à produção de ovos férteis. Segundo a Secretaria de Defesa Agropecuária, medidas de contenção já foram inovadoras, incluindo a redução sanitária, rastreamento e eliminação de ovos da unidade, além da decretação de estado de emergência zoossanitária por 60 dias no município.

A confirmação do foco ocorre em um contexto delicado para o setor . Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 10 bilhões em carne de frango, representando 35% do comércio global . A China, o Japão, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos estão entre os principais destinos da produção brasileira, e qualquer sinal de instabilidade sanitária pode gerar restrições comerciais imediatas , como já ocorreu no passado com o Japão. Apesar do alerta, Felipe Vasconcellos, sócio da Equus Capital, avalia que é preciso cautela antes de tirar conclusões precipitadas sobre os impactos no mercado . “Notícias como essas geralmente causam medo e chamam bastante atenção, mas é importante parar e analisar com um pouco mais de calma. O Ministério da Agricultura e a Vigilância Sanitária estão sempre atentos aos riscos de doenças, com protocolos muito claros para contenção. É do interesse tanto do governo quanto dos produtores mitigar rapidamente esses efeitos”, explica.

Na visão do especialista, os impactos mais imediatos podem ser sentidos nas ações de empresas com forte exposição ao setor avícola. “Pode haver, sim, um impacto de curto prazo nas empresas do setor, como a BRF , mas também existe uma grande chance de que vejamos uma sobre-reação do mercado a um evento que ainda está sendo controlado”, avalia Vasconcellos. Além disso, o anúncio da fusão entre a Marfrig (MRFG3) e a BRF (BRFS3) movimentou o mercado nesta sexta-feira (16). A operação prevê a incorporação da totalidade das ações da BRF pela Marfrig, criando a MBRF Global Foods Company, com receita combinada de R$ 152 bilhões . A relação de troca estabelecida é de 0,8521 ação da Marfrig para cada ação da BRF, acompanhada da distribuição de R$ 6 bilhões em proventos . Como resultado, as ações da Marfrig dispararam mais de 17% , enquanto as da BRF recuaram cerca de 2% , refletindo as percepções do mercado sobre os termos da fusão.

Para Felipe Vasconcellos, é fundamental observar os desdobramentos nos próximos dias. “Existem países que podem impor embargos temporários, mas se o foco para contidos e o Brasil mantiver transparência com os parceiros internacionais, a tendência é que os efeitos sejam limitados . Em casos como esse, já vimos no passado que a sobreoferta de frango no mercado interno pode levar a uma redução pontual de preços , mas ainda é cedo para qualquer especificação concreta”. A Equus Capital segue monitorando os impactos econômicos e de mercado decorrentes do caso, com foco em orientar decisões de investidores e produtores diante de um cenário que exige informação de qualidade e análise técnica.

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soja de safrinha tem perdas, mas safra é positiva



Chuvas irregulares afetam soja de safrinha em Santa Catarina




Foto: Canva

O desenvolvimento das lavouras de soja de safrinha em Santa Catarina foi impactado pela irregularidade das chuvas no primeiro trimestre de 2025, conforme indica o 8º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

As regiões mais atingidas foram Chapecó, São Miguel do Oeste e Xanxerê, que concentram mais de 85% da área cultivada com soja de segunda safra. Nessas localidades, a oleaginosa é semeada em sucessão a outras culturas, como milho e fumo. Segundo o relatório, o déficit hídrico prejudicou o florescimento e o enchimento de grãos, reduzindo o crescimento das plantas e afetando a produtividade em diversas áreas.

Nas regiões de planalto e serra, o cenário foi distinto. “As condições climáticas foram benéficas para a cultura, principalmente com relação às chuvas ocorridas ao longo do ciclo, que favoreceram o crescimento e a formação de vagens e grãos”, destaca a Conab.

No Meio-Oeste catarinense, 90% da colheita já foi finalizada. A produtividade variou entre 3.000 e mais de 4.800 quilos por hectare, com média estimada em 3.600 kg/ha. No Extremo-Oeste, a colheita chegou a 84%, com bons resultados nas áreas cultivadas dentro da janela ideal.

Apesar dos impactos negativos nas lavouras de semeadura tardia e na soja de safrinha, a produção obtida nas áreas implantadas em período adequado compensou parte das perdas. Com isso, a Conab elevou a estimativa de produtividade média do estado para 3.800 kg/ha, número 1,3% superior ao registrado na safra anterior.





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Monitoramento climático é destaque no AiTec da AgroBrasília 2025


A instabilidade climática, que desafia produtores rurais e diversos setores da economia, tem encontrado respostas na inovação. Uma das soluções mais surpreendentes e sustentáveis vem da empresa ModClima, que, juntamente com a Cyan, sua startup parceira, marca presença no Ambiente de Inovação e Tecnologia (AiTec) da AgroBrasília 2025.

A ModClima é pioneira no Brasil no desenvolvimento de uma tecnologia limpa de indução de chuvas por meio de aeronaves. O método foi criado e patenteado por Takeshi Maia, pai de Majory Maia, que atualmente lidera a empresa. O diferencial está na sustentabilidade: ao contrário de outras técnicas que utilizam aglutinantes químicos ou metais pesados — capazes de contaminar o solo, a água, os alimentos e causar danos ambientais — a tecnologia da ModClima utiliza apenas água no processo de estimulação das nuvens. “Induzimos a precipitação dentro de um polígono específico, de forma totalmente limpa e segura para o meio ambiente e para as pessoas”, assegura Majory.

Com eficiência comprovada, o processo funciona a partir do monitoramento constante do clima em uma área-alvo. Quando uma nuvem com potencial de chuva é identificada dentro desse polígono, a aeronave decola, entra na nuvem, realiza a semeadura com micropartículas de água e estimula seu crescimento, forçando a precipitação sobre o local desejado. “Diante do avanço das mudanças climáticas, a indução de chuvas torna-se uma ferramenta concreta de mitigação e adaptação, capaz de recuperar bacias hidrográficas, reforçar a segurança hídrica e reduzir desastres naturais”, explica Majory. Segundo ela, esse serviço não é exclusivo para grandes empresas. “A proposta é dimensionada conforme a necessidade local e pode, inclusive, ser compartilhada entre produtores vizinhos. Não é inacessível”, reforça.

Ao lado da ModClima, a startup Cyan complementa a atuação com uma plataforma de monitoramento climático e sensoriamento remoto. A ferramenta oferece previsões de curto, médio e longo prazos, alertas de riscos de incêndios e geadas, além de monitoramento de impactos climáticos sobre áreas produtivas. “Ter acesso a essas informações permite ao produtor planejar melhor sua safra, tomar decisões mais assertivas e se proteger de perdas. Afinal, o clima virou um dos maiores riscos para quem produz a céu aberto”, conclui a empresária.

Para ela, a união entre tecnologia, sustentabilidade e gestão de risco climático apresentada pela Cyan e ModClima no AiTec da AgroBrasília 2025 sinaliza um caminho cada vez mais necessário: produzir, preservar e se adaptar às novas exigências do planeta.

Serviço

Feira AgroBrasília 2025

Data: terça-feira a sábado – 20 a 24 de maio

Horário:8h30 às 18h

Local:Parque Tecnológico Ivaldo Cenci – AgroBrasília, BR 251 km 5 – PAD-DF





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tecnologia promete mais produtividade e menos custo na lavoura


Uma ferramenta capaz de transformar o manejo nutricional das lavouras foi apresentada no segundo dia do Showtec 2025, em Maracaju (MS). Nesta quarta-feira (21) aconteceu o painel “Diagnose rápida do estado nutricional de plantas”, momento em que pesquisadores demonstraram como a análise foliar com tecnologia de raio-x pode tornar a adubação mais precisa, reduzir desperdícios e gerar mais produtividade por hectare.

A novidade, que já está em fase de aplicação pela equipe técnica da Fundação MS, permite detectar deficiências nutricionais em folhas de forma instantânea — menos de um minuto, para um diagnóstico detalhado, com alto nível de confiabilidade. A tecnologia também pode ser usada para analisar fertilizantes e o teor de proteína em grãos, auxiliando na tomada de decisão em campo de forma rápida e estratégica.

“O sucesso em construir plantas altamente produtivas depende do equilíbrio nutricional. Plantas bem nutridas suportam melhor o estresse climático e respondem com mais produtividade. Com essa tecnologia, o produtor passa a tomar decisões baseadas em dados reais, sem esperar por resultados de laboratório que muitas vezes chegam tarde”, explica Douglas Gitti, pesquisador da Fundação MS.

Segundo os especialistas, a aplicação da tecnologia tende a mudar completamente a lógica da adubação foliar. Hoje, o padrão é seguir uma “receita pronta”, muitas vezes sem saber se a planta realmente precisa daquele nutriente naquele momento. Com o raio-x nutricional, essa realidade começa a ser substituída por mapeamento personalizado e correções em tempo real. “Vamos recalibrar tudo. Vamos aplicar o que a planta precisa, na dose certa e no momento ideal. Isso vai revolucionar o manejo nutricional não só pela produtividade, mas pelo custo: vamos deixar de aplicar insumos desnecessários”, afirma Hudson Carvalho, professor da Esalq/USP.

“Hoje, a gente manda amostras para o laboratório em R2, e o resultado chega tarde demais. Com essa ferramenta, vamos poder analisar em V2, V3 e agir de forma imediata. Isso muda toda a estratégia da lavoura”, comentou o produtor Luciano Muzzi Mendes.

As pesquisas indicam que o uso intensivo de corretivos, como calcário, embora essencial para o solo, pode reduzir a disponibilidade de micronutrientes como manganês, zinco e cobre. Com o raio-x, será possível detectar essas deficiências em ambientes onde antes elas não eram tão evidentes, ajustando o manejo e melhorando a eficiência da adubação.

“Vamos conseguir criar faixas de referência para cada estágio da planta. Se o índice estiver abaixo, o produtor sabe que precisa corrigir. Isso vai conectar o diagnóstico nutricional à fisiologia vegetal, o que abre espaço para saltos de produtividade com menos custo e mais precisão”, destaca Douglas Gitti.

A tecnologia deve ser incorporada gradualmente ao portfólio de serviços da Fundação MS, com foco em lavouras de soja e milho. A expectativa é que, em breve, esse modelo de análise faça parte da rotina produtiva de agricultores que buscam decisões mais assertivas, menores perdas e maior retorno sobre o investimento em insumos.

“Não é só tecnologia. É informação na mão do produtor no momento certo. É isso que permite um agro mais eficiente e sustentável”, concluiu Gitti.





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Startup leva inovação com luz UV-C ao AiTec da AgroBrasília


Começa a AgroBrasília 2025 e, entre os destaques do Ambiente de Inovação e Tecnologia (AiTec), a startup Nock AgroTech chama a atenção na Vila Startup com uma proposta que une ciência, sustentabilidade e ganhos reais para o produtor. Com sede em São Paulo e atuação em cinco estados, a empresa desenvolve e fabrica equipamentos que utilizam radiação ultravioleta tipo C (UV-C) para combater fungos e bactérias, além de estimular o crescimento das plantas.

A tecnologia, desenvolvida por engenheiros e mestres em bioprocessos da Universidade Estadual Paulista (Unesp), atua de forma preventiva e corretiva, com resultados expressivos: redução de até 50% no uso de defensivos convencionais e aumento de até 40% na biomassa das plantas. “Além de desinfetar, conseguimos estimular a produção de compostos de defesa e melhorar a saúde geral da planta”, explica Tiago Azevedo, cofundador da Nock.

Outro diferencial da tecnologia é o impacto no pós-colheita, especialmente em frutas como a laranja. Segundo a empresa, a aplicação do UV-C nos frutos, em casas de beneficiamento, pode aumentar em até 27% o tempo de prateleira — o que representa maior valor agregado e melhor apresentação no mercado.

A startup está há quatro anos no mercado e já desenvolveu diversos modelos de aplicação: de equipamentos manuais, com mochila e bateria, a sistemas adaptados para implementos agrícolas, como barras de pulverização e pivôs centrais. A solução é pensada para facilitar o uso pelo produtor e garantir retorno rápido do investimento. “O payback médio é de 3 a 6 meses”, destaca Azevedo.

Além de atuar em culturas hortícolas e cítricas, a Nock está iniciando projetos em café, soja e sementes de milho, ampliando sua presença em regiões agrícolas estratégicas. A empresa participa da AgroBrasília pela primeira vez e foi uma das 24 selecionadas para compor a Vila Startup, espaço dedicado a soluções inovadoras no AiTec. “A estrutura da feira impressiona, e estamos empolgados com a possibilidade de novas conexões com um público tão diversificado”, afirma Fernando Storion, também cofundador da Nock.

A AgroBrasília 2025 segue até sexta-feira (24), reunindo tecnologia, conhecimento e oportunidades para impulsionar o agronegócio brasileiro.





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Jovem gaúcho leva inovação rural ao Canadá



Emanuel atua na agroindústria familiar Bolicho do Chapéu, especializada em queijos



Emanuel atua na agroindústria familiar Bolicho do Chapéu, especializada em queijos artesanais
Emanuel atua na agroindústria familiar Bolicho do Chapéu, especializada em queijos artesanais – Foto: Divulgação

A agroindústria brasileira vive um momento de renovação, impulsionada por programas que conectam jovens produtores a experiências internacionais. Um dos protagonistas dessa transformação é Emanuel de Lucena Scheifler, agricultor e queijeiro de 26 anos, natural de São Francisco de Paula (RS). Em março, ele embarcou para o Canadá como participante do programa Young Farmers, com apoio da Natter, empresa que investe no desenvolvimento de lideranças no setor agropecuário.

Emanuel atua na agroindústria familiar Bolicho do Chapéu, especializada em queijos artesanais. Crescido em meio à produção rural, ele busca unir inovação aos métodos tradicionais de produção, com foco em agroecologia, turismo rural e processamento de alimentos. A experiência no Canadá tem sido decisiva para ampliar seus conhecimentos técnicos e sua visão sobre o futuro do agronegócio.

Durante o intercâmbio, ele tem acesso a práticas modernas em eficiência energética, bem-estar animal e modelos de negócio sustentáveis, vivenciando uma imersão acadêmica e prática em um dos mercados agrícolas mais inovadores do mundo. A ideia é aplicar o que aprender em sua propriedade, fortalecendo a produção local e incentivando o empreendedorismo rural em sua comunidade.

“Hoje, consigo entender e me comunicar sem esforço, o que me dá mais confiança para o futuro. Quero tornar a nossa propriedade um modelo de negócios, trazendo oportunidades para pesquisadores e turistas, além de incentivar novos empreendedores rurais”, revela.

O programa conta com o apoio de diversas instituições, como a EMATER-RS/Ascar, a Canadá Intercâmbio e o Consulado Canadense. Para a Natter, a formação de jovens como Emanuel representa um passo importante na construção de um agronegócio mais moderno, sustentável e conectado com o cenário global.

 





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Situação dos rebanhos exige atenção com pastagens e carrapatos


O estado corporal dos rebanhos bovinos no Rio Grande do Sul é considerado satisfatório, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (15). Os animais seguem sendo mantidos em campos nativos e pastagens cultivadas, mas a baixa oferta de massa verde ainda é uma preocupação entre os produtores.

Para contornar a limitação nutricional, tem sido comum o uso de sal proteinado. De acordo com o boletim, as vacas prenhes estão sendo manejadas separadamente do rebanho principal e seguem sob monitoramento constante durante a gestação. A entidade também alerta para a necessidade de intensificar o controle de ectoparasitas, com destaque para os carrapatos.

Na região de Bagé, a estiagem resultou em baixa oferta forrageira. No entanto, o controle de carrapatos tem sido mais efetivo devido à menor cobertura vegetal e à maior exposição solar. Já em Caxias do Sul, a maior parte do rebanho segue no campo nativo. “Em propriedades onde os animais foram introduzidos precocemente em pastagens ainda em formação, houve prejuízo ao rebrote e à oferta de volumoso”, aponta o informativo.

Na região de Erechim, o estado nutricional dos rebanhos é considerado satisfatório, embora a oferta de pastagens esteja reduzida. Para compensar, alguns produtores intensificaram o uso de silagem e ração. Em Frederico Westphalen, o ciclo das pastagens perenes se aproxima do fim e há diminuição na qualidade nutricional. O controle de ectoparasitas segue em andamento e o mercado regional permanece estável.

Em Passo Fundo, temperaturas amenas favoreceram o conforto térmico dos animais, mas a infestação de carrapatos tem exigido maior atenção. As atividades de semeadura de pastagens de inverno e as feiras de comercialização de animais seguem em curso.

Na região de Pelotas, os desmames e a comercialização de terneiros ocorrem normalmente. “Esses animais têm sido adquiridos, em sua maioria, para aproveitamento das restevas de soja, onde foi implantado azevém”, destaca a publicação. No entanto, o azevém ainda está em fase inicial de desenvolvimento, sem disponibilidade para pastejo.

Em Porto Alegre, a liberação de áreas de soja, a venda de animais e o manejo adequado do campo nativo, aliados ao uso de sal proteinado, têm favorecido a recuperação do estado corporal dos animais. Em Santa Maria, a condição corporal permanece regular, mas a recuperação das pastagens já é observada após o fim da estiagem.

Em Santa Rosa, há expectativa de intensificação da comercialização de animais para engorda nos próximos dias, com a proximidade da liberação das áreas de integração lavoura-pecuária. Na região de Soledade, chuvas mais regulares nas últimas semanas têm beneficiado o desenvolvimento das pastagens de verão remanescentes, bem como a semeadura e emergência das pastagens de inverno.





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Chuvas favorecem início da safra de tabaco


A colheita do tabaco foi encerrada na região administrativa de Pelotas, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (15). Segundo o boletim, a área colhida totalizou 27.363 hectares, com participação de 8.977 produtores e produtividade média de 2.350 quilos por hectare de folhas secas.

Com o fim da colheita, os trabalhos se voltam à preparação da próxima safra. Os produtores iniciaram a elaboração de canteiros e a semeadura de plantas de cobertura, como aveia preta, aveia ucraniana e centeio. A intenção é realizar o plantio direto das mudas de tabaco em seguida.

A comercialização da safra atual foi intensificada nas últimas semanas, impulsionada pelos reajustes negociados nos preços do tabaco seco. “Os produtores aceleraram o envio das cargas às empresas compradoras”, informa a Emater. Os preços praticados variaram entre R$ 300,00 e R$ 350,00 por arroba, conforme a tabela de classificação do produto. Apesar do aumento nas entregas, os valores permanecem abaixo dos registrados nas primeiras negociações da safra 2024/2025.

Na região de Santa Rosa, técnicos das empresas fumageiras estão visitando produtores para o encaminhamento de pedidos de insumos e seguro climático. Em algumas propriedades, os produtores começaram a remontar as piscinas onde as mudas serão criadas. A comercialização da safra anterior foi praticamente concluída, com preços entre R$ 16,00 e R$ 17,00 por quilo — cerca de R$ 2,00 a menos que no ano anterior. “Há expectativa de aumento da área plantada para a próxima safra”, aponta o informativo.

Os produtores da Fronteira Noroeste seguem utilizando práticas tradicionais no cultivo. Na fase inicial de desenvolvimento, as mudas são protegidas por túneis baixos. As lavouras de fumo na região estão concentradas nos municípios de Alecrim, Novo Machado e Porto Mauá, próximos ao Rio Uruguai. O cultivo ocorre em pequenas áreas de um a três hectares, geralmente em terrenos declivosos.

Em Soledade, no município de Rio Pardo, muitos produtores mantêm parte da produção estocada, aguardando preços mais favoráveis. As empresas compradoras, por sua vez, têm adquirido apenas os volumes estimados no plantio. O preparo do solo já está em andamento, incluindo a construção de canteiros, camalhões e a semeadura de plantas de cobertura.

Segundo a Emater, “o desenvolvimento da cobertura verde deve melhorar com o retorno das chuvas”. No Baixo Vale do Rio Pardo, após a precipitação registrada em 9 de maio, alguns produtores iniciaram o plantio da nova safra em pequenas áreas.

 





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Goiás lidera produção nacional de girassol


O estado de Goiás se consolida, mais uma vez, como o maior produtor de girassol do Brasil, sendo responsável por cerca de 70% da produção nacional do grão, segundo dados divulgados na última quinta-feira (15/05) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A previsão é que sejam produzidas 71,0 mil toneladas na safra 2024/2025, crescimento de 58,8% em relação ao ciclo 2023/2024, que foi de 44,7 mil toneladas. O bom desempenho do Estado é resultado direto de uma combinação entre fatores naturais, uso de tecnologia e, principalmente, de um forte trabalho de defesa sanitária conduzido pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), órgão do Governo de Goiás.

O girassol é cultivado, preferencialmente, em sucessão à cultura da soja, no período de safrinha. No entanto, não existem herbicidas seletivos para a cultura do girassol, registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Isso torna as plantas voluntárias de soja um problema fitossanitário, já que a presença de plantas vivas de soja nas lavouras de girassol mantém o inóculo do fungo Phakopsora pachyrhizi, agente causal da ferrugem asiática, ativo.

O gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, ressalta que a cultura do girassol tem ganhado espaço no calendário agrícola goiano como uma alternativa viável entre as safras de verão e de inverno. Contudo, ele explica que para garantir a sanidade das lavouras e evitar riscos à produtividade da soja, a atuação da Agrodefesa tem sido essencial. “A Agência estabelece e fiscaliza um calendário de semeadura específico para o girassol, que define os períodos adequados de plantio e de colheita e orienta a eliminação de plantas voluntárias de soja que podem servir de hospedeiras para pragas, como a ferrugem asiática”.

Além disso, o gerente reforça que o cultivo do girassol em Goiás exige o cadastro obrigatório das lavouras no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). Com essa medida, a Agrodefesa consegue monitorar as áreas plantadas, acompanhar possíveis focos de plantas voluntárias de soja e implementar ações rápidas de controle, contribuindo para manutenção do controle da ferrugem asiática no Estado.

“O sucesso de Goiás na produção de girassol não seria possível sem as medidas fitossanitárias visando um bom manejo de plantas daninhas. As ações da Agrodefesa dão segurança ao produtor e garantem a integridade da cadeia produtiva”, destaca o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos.

O titular da Agência enfatiza que a produção de girassol no Estado é destinada principalmente à extração de óleo e também à alimentação animal, sendo valorizada por sua adaptabilidade e pelo bom desempenho agronômico.

“As medidas legislativas estabelecidas pela Agrodefesa viabilizam o cultivo do girassol no Estado, sem comprometer o manejo fitossanitário na cultura da soja, visto que as plantas voluntárias são hospedeiras da ferrugem asiática. Com ações integradas entre fiscalização, orientação técnica e uso de tecnologia, a Agrodefesa reafirma seu papel estratégico no desenvolvimento sustentável do agronegócio em Goiás, contribuindo diretamente para que o Estado siga na liderança da produção de girassol no Brasil”, finaliza.





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