sábado, março 28, 2026

Política & Agro

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Chuvas favorecem pós-colheita do arroz



Colheita de arroz está praticamente encerrada no Rio Grande do Sul




Foto: USDA

A colheita de arroz está praticamente encerrada no Rio Grande do Sul, restando menos de 1% da área cultivada para ser colhida, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (22) pela Emater/RS-Ascar. O Estado cultivou 970.194 hectares na safra 2024/2025, com produtividade média estimada em 8.558 quilos por hectare.

Segundo a Emater, produtores que encerraram a colheita entre fevereiro e março já iniciaram o preparo das áreas para o próximo plantio. Entre as ações em andamento estão a manutenção do maquinário agrícola, o contato com agentes financeiros para atualização cadastral e a renegociação de limites de crédito.

Na Metade Sul do Estado, as chuvas de baixo volume permitiram o avanço das operações pós-colheita, especialmente em áreas sem integração com a pecuária. Os orizicultores realizam manejo do solo com incorporação da palha, nivelamento, construção de taipas e abertura de drenos para evitar acúmulo de água durante o inverno. As práticas buscam preservar a estrutura do solo e sua capacidade produtiva para o próximo ciclo.

Na região de Bagé, menos de mil hectares ainda não foram colhidos, concentrados nos municípios de Bagé, Dom Pedrito, Hulha Negra e Itaqui. Em Uruguaiana, os 76.500 hectares já foram colhidos, com produtividade média de 9.100 quilos por hectare. Apesar do bom desempenho técnico, produtores demonstram preocupação com os preços do grão, que voltaram a cair nesta semana e chegaram a R$ 70,00 por saca de 50 quilos.

Nas regiões de Pelotas e Soledade, a colheita já foi concluída, e na região de Santa Maria as atividades estão na fase final.





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Identificação e controle da mosca-branca no campo



Mosca-branca exige manejo eficiente no campo


Foto: Nadia Borges

A presença da mosca-branca (Aleyrodidae) nas lavouras tem causado preocupação crescente entre os produtores devido aos prejuízos diretos e indiretos provocados pelo inseto. De acordo com a engenheira agrônoma Maiara Franzoni, em publicação no Blog da Aegro, a praga afeta diversas culturas ao sugar a seiva das plantas, comprometendo o desenvolvimento das lavouras e reduzindo produtividade e qualidade.

Segundo Franzoni, “o ciclo de vida da mosca-branca varia de 38 a 74 dias, e uma única fêmea pode depositar de 100 a 300 ovos durante a vida, o que favorece infestações em larga escala”. A identificação do inseto é facilitada pelas características visuais: corpo amarelo pálido e asas brancas.

Entre as principais culturas atacadas estão feijão, soja e algodão, além da permanência da praga em plantas daninhas durante a entressafra, o que dificulta a quebra do seu ciclo biológico.

Os danos provocados podem ser diretos, como descoloração, manchas foliares, prateamento das folhas e queda precoce da folhagem. Também há prejuízos indiretos, quando a mosca-branca atua como vetor de viroses que afetam o desenvolvimento e a sanidade das culturas.

Para o controle da praga, Franzoni recomenda a adoção do Manejo Integrado de Pragas (MIP), que inclui estratégias como o uso de culturas não hospedeiras, armadilhas amarelas para monitoramento, aplicação de inseticidas à base de tetranortripenóides e o uso de fungos entomopatogênicos, como Beauveria bassiana e Isaria fumosorosea. O uso de cultivares resistentes também é uma alternativa recomendada.

Em casos de falhas no controle químico, a engenheira destaca a necessidade de identificação da raça ou biótipo presente na área, pois algumas linhagens da praga apresentam resistência a diferentes princípios ativos. Quando o controle não surte efeito, é fundamental investigar o biótipo da mosca-branca para ajustar a estratégia de manejo.





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principais dúvidas sobre a gripe aviaria



Governo do RS combate desinformação sobre gripe aviária




Foto: Pixabay

Diante do aumento de conteúdos enganosos sobre a gripe aviária em redes sociais e aplicativos de mensagens, o governo do Rio Grande do Sul iniciou uma ação para esclarecer os principais pontos relacionados à doença. A mobilização é coordenada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), com base em informações oficiais e científicas. A iniciativa busca conter os impactos da desinformação, que, segundo as autoridades, pode gerar pânico injustificado, afetar a economia e prejudicar a vida de produtores e consumidores. 

Carne de frango e ovos transmitem gripe aviária?

  • Mentira. Não há risco de transmissão pelo consumo desses produtos. O vírus da gripe aviária não sobrevive ao cozimento. Portanto, alimentos de origem avícola, como carne de frango e ovos, são seguros para o consumo, desde que bem cozidos.

A gripe aviária pode passar para humanos?

  • Verdade. Apesar de raro, o vírus pode infectar seres humanos, mas geralmente isso acontece apenas com quem tem contato direto, prolongado e sem proteção adequada com aves infectadas. Não há ocorrências de casos de transmissão entre pessoas.

A doença se transmite entre aves?

  • Verdade. A gripe aviária é contagiosa entre aves, principalmente entre as silvestres, migratórias e domésticas, mas também pode acometer mamíferos. Por isso, medidas de vigilância e controle são essenciais, principalmente em áreas próximas a rotas migratórias.

Animais silvestres podem levar o vírus para granjas?

  • Verdade. Aves silvestres, especialmente as migratórias de vida livre, podem transportar o vírus e contaminar granjas. Por isso, a biosseguridade, conjunto de medidas para evitar a entrada de agentes infecciosos, é fundamental nas propriedades avícolas.

A Secretaria da Agricultura está passando e eliminando todas as aves?

  • Mentira. Não existe nenhuma política de eliminação indiscriminada de aves. As equipes estão visitando as propriedades no raio de dez quilômetros do foco de Montenegro para conversar com os produtores, observar os animais e levar informações sobre a doença. As ações de controle são pontuais e baseadas em evidências, sempre seguindo protocolos sanitários nacionais e internacionais. O objetivo é proteger a saúde animal e humana, sem prejuízos desnecessários ao meio ambiente ou à produção.


Focos podem ser resolvidos rapidamente?

  • Verdade. O governo do Estado adota medidas imediatas e eficazes assim que um foco é identificado. Em Montenegro, por exemplo, os fiscais sanitários visitaram 100% das 540 propriedades rurais no raio de dez quilômetros do foco de influenza aviária em apenas quatro dias. Da mesma forma, o trabalho sanitário está sendo realizado no Zoológico de Sapucaia do Sul, outro foco da doença, por profissionais das secretarias estadual e federal.

O Brasil está preparado para controlar a doença?

  • Verdade. O Brasil possui um dos sistemas de vigilância sanitária mais eficientes do mundo na área avícola. O país conta com profissionais capacitados, laboratórios especializados e protocolos rigorosos para detecção e controle de focos da doença.

A gripe aviária é uma doença viral que afeta principalmente aves, mas também pode atingir mamíferos e seres humanos. A transmissão ocorre por contato direto com animais infectados ou com água e materiais contaminados. Suspeitas devem ser notificadas imediatamente à Seapi pelos canais oficiais.





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Showtec 2025 reúne 25 mil visitantes e fortalece agenda técnica do agro


Com participação expressiva de produtores rurais, técnicos, pesquisadores, estudantes e lideranças do setor, o Showtec 2025 encerrou mais uma edição em Maracaju (MS), consolidando-se como um dos principais encontros de tecnologia agropecuária do país. Realizado ao longo de três dias, o evento atraiu cerca de 25 mil visitantes ao parque de exposições, interessados em inovações, qualificação técnica e oportunidades de negócios.

A feira contou com mais de 150 expositores que apresentaram soluções voltadas à produtividade, gestão e sustentabilidade no campo. Equipamentos tecnológicos, insumos biológicos, sistemas integrados de produção e ferramentas digitais estiveram entre os destaques das vitrines tecnológicas, que atraíram atenção de produtores de diferentes regiões.

A programação técnica foi outro ponto alto da edição, com palestras e painéis voltados a temas como manejo e irrigação, gestão de riscos, rastreabilidade, certificações, sucessão familiar e a presença feminina no agro. A média de público por palestra superou 300 participantes, refletindo o alto nível de engajamento do público. As discussões sobre inovação e práticas sustentáveis também mobilizaram representantes de empresas, cooperativas, instituições de pesquisa e entidades de classe.

O presidente da Fundação MS, Daniel Franco, avaliou positivamente os resultados do evento. “Tivemos uma feira ordeira, com intensa participação dos produtores rurais do Mato Grosso do Sul e também de outros estados. Foi um espaço de diálogo técnico, de fechamento de negócios e, principalmente, de acesso à informação de qualidade que poderá ser aplicada já no curto prazo nas propriedades”, declarou.

A estrutura logística e a organização também foram destacadas pelos participantes, evidenciando a capacidade de Maracaju em sediar eventos setoriais de grande porte. A articulação entre instituições públicas e privadas foi apontada como essencial para o êxito da edição.

Ao final da programação, a Fundação MS confirmou a próxima edição do Showtec. O evento de 2026 está agendado para os dias 19 a 21 de maio e deve manter o foco em ciência, tecnologia e inovação voltada ao agronegócio.





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Cantor Zé Neto marca presença no segundo dia de AgroBrasília


O cantor Zé Neto, da dupla sertaneja Zé Neto & Cristiano, prestigiou o segundo dia da programação da AgroBrasília 2025, caminhando pelas avenidas da feira, cumprimentando os visitantes e reunindo-se com o diretor-presidente da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), organizadora do evento, José Guilherme Brenner.

Durante a visita, o cantor também esteve no estande da Renovagro, empresa parceira da Biotil Biofertilizantes, que oferece biofertilizantes líquidos 100% orgânicos à base de tilápia hidrolisada. Trata-se de uma alternativa sustentável para a agricultura, já que o produto promete aumentar a produtividade das culturas e melhorar a qualidade do solo, além de reduzir o impacto ambiental e o uso de defensivos agrícolas.

O fertilizante é desenvolvido a partir de resíduos de tilápia, como cabeças e ossos, que anteriormente eram utilizados na produção de ração. Após anos de pesquisa, a empresa criou um fertilizante líquido rico em nutrientes essenciais para as plantas, como Nitrogênio, Fósforo e Potássio, além de conter microrganismos benéficos, que auxiliam na absorção de nutrientes e na proteção contra doenças.

A Biotil é uma iniciativa conjunta com o Grupo Âmbar Amaral e se destaca por sua proposta de produzir fertilizantes orgânicos a partir de resíduos de pescado. A solução representa uma inovação no campo da biofertilização sustentável, agregando valor a subprodutos antes descartados e promovendo práticas regenerativas no campo.

Estreia na AgroBrasília

O estande marca a estreia da Renovagro na feira, e o gestor nacional de Vendas da empresa, Clessius Mendes, reforça a importância de estar inserido em um ambiente voltado à inovação, troca de experiências e oportunidades de negócio.

Clessius também destaca a missão da Renovagro, com foco na regeneração e saúde do solo. “As plantas de cobertura prestam diversos serviços. Uma cicla nutrientes, outra regula a temperatura do solo, outra combate nematoides e algumas ainda atuam contra doenças do solo. Com isso, conseguimos melhorar significativamente a saúde do solo”, explica.





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produzir milho fica mais caro em abril



Sementes e defensivos elevam custo do milho




Foto: USDA

No Mato Grosso, o custo de produção do milho para a safra 2025/26 apresentou alta de 1,95% em abril, totalizando R$ 3.225,52 por hectare, conforme análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (19). Os dados integram o levantamento do projeto Custos de Produção Agropecuária (CPA-MT).

Segundo o relatório, o aumento foi impulsionado principalmente pelos reajustes nos preços das sementes, que subiram 11,26%, e dos defensivos agrícolas, com alta de 2,09%. Em contrapartida, os macronutrientes — parte dos fertilizantes — registraram queda de 2,47% no comparativo com o mês anterior.

Com a elevação no custeio, o Custo Operacional Efetivo (COE) também subiu, chegando a R$ 4.715,11 por hectare, o que representa avanço de 1,60% em relação à apuração anterior. Para cobrir esse valor com base no preço ponderado do milho em abril, estimado em R$ 44,72 por saca, o produtor precisará obter uma produtividade média de 105,43 sacas por hectare.

Esse rendimento necessário é 7,95% inferior à produtividade esperada para o ciclo 2024/25. Contudo, o Imea ainda não divulgou uma estimativa oficial para a safra 2025/26, e os números finais da temporada atual seguem em apuração.

Apesar do aumento nos custos, a análise aponta que o ponto de equilíbrio do COE para a safra 2025/26 está 0,93% mais favorável em relação à temporada anterior, o que sugere uma margem de rentabilidade levemente superior — dependendo da produtividade final.





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Cooperativa de países de língua portuguesa visita a AgroBrasília 2025


A AgroBrasília 2025 recebeu, nesta quarta-feira (21), a visita da comitiva da 3ª Cimeira Internacional das Cooperativas de Língua Portuguesa (CICLP), que neste ano acontece em Brasília, entre os dias 19 e 21 de maio. A visita, que marcou o encerramento da CICLP, foi planejada com o objetivo de aproximar os portugueses da cultura agro brasileira. A feira se destaca pela presença expressiva de diversas cooperativas. O evento busca incentivar a intercooperação entre países que compartilham a língua portuguesa, promovendo negócios, internacionalização e o fortalecimento do cooperativismo com impacto social e econômico nas comunidades.

Organizada pela Cooperativa de Solidariedade Social do Povo Portuense, de Portugal, em parceria com a Organização das Cooperativas do Brasil do Distrito Federal (OCB-DF), a CICLP ocorre, pela primeira vez, fora de solo português. As duas primeiras edições foram realizadas no país europeu, nas cidades do Porto (2022) e Torres Vedras (2023). Em 2025, com visita ao Brasil a proposta é ampliar redes, aproximar mercados e reforçar o compromisso com o desenvolvimento sustentável. A programação contou com conferências e debates nos dois primeiros dias, sendo encerrada com a visita técnica à AgroBrasília.

O secretário-geral da OCB, Alexandre Machado, explica que trazer os representantes internacionais à feira foi uma forma de apresentar, de forma concreta, o potencial produtivo das cooperativas brasileiras. “Nós programamos essa visita para que os cooperativistas de Portugal e de outros países participantes da Cimeira conhecessem de perto a realidade do nosso agronegócio. Aqui na Feira, é possível ver a atuação de diversas cooperativas do DF e de outros estados. A intercooperação é mais que um conceito: ela precisa ser vivida na prática”, afirma.

A delegação reuniu cerca de 30 cooperativas portuguesas, além de representantes de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau. Para Paulo Jorge Teixeira, presidente da cooperativa organizadora e idealizador da Cimeira, o encontro tem como foco aproximar culturas, compartilhar experiências e abrir novas frentes comerciais. “Nosso objetivo é internacionalizar a Cimeira, encontrar mais gente, chegar a mais pessoas. Aqui na AgroBrasília, podemos conhecer de perto o que o cooperativismo brasileiro tem produzido, especialmente na agricultura”, destacou.

Segundo ele, a comitiva portuguesa é composta por cooperativas que atuam em áreas diversas, como saúde, cultura, arte e também agricultura — com destaque para a produção de vinhos e azeites. “Participamos de uma central chamada Praça das Cooperativas, que busca promover o intercâmbio de produtos entre Brasil e Portugal. Estamos interessados nos grãos e insumos brasileiros e queremos abrir espaço também para os nossos produtos no mercado daqui”, completa.

Tiago Veloso, vice-presidente da Praça das Cooperativas, contou que ficou impressionado com a dimensão da produção agrícola brasileira. “É tudo muito maior do que em Portugal. Essa visita é uma excelente oportunidade para observar o mercado brasileiro e preparar o terreno para parcerias futuras”, afirmou.

O ex-ministro da Educação de Portugal e atual deputado, Tiago Brandão, também integrou a comitiva. Ele participou de debates sobre a internacionalização do cooperativismo e destacou a importância de conectar as cooperativas brasileiras ao mercado europeu. “Temos discutido como facilitar o acesso dos produtos cooperativos brasileiros à União Europeia, aproveitando a posição estratégica de Portugal como porta de entrada. Ver, na prática, o que está sendo feito aqui é essencial para consolidar essa ponte”, disse.





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Preço do “boi China” recua R$ 2,00/@ em São Paulo



Queda na cotação do “boi China” em São Paulo




Foto: Pixabay

De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria, o mercado pecuário abriu a semana com queda na cotação do chamado “boi China” em São Paulo. Segundo dados apurados nesta terça-feira (21), o valor da arroba recuou R$ 2,00. Para as demais categorias, os preços permaneceram estáveis. As escalas de abate no estado estão, em média, programadas para sete dias.

No Espírito Santo, o cenário foi de estabilidade nos preços do boi gordo, da vaca e da novilha. A média das escalas de abate no estado está em oito dias.

Na Bahia, os preços mantiveram-se estáveis na região Sul. No Oeste baiano, houve recuo de R$ 2,00 por arroba tanto para o boi gordo quanto para a novilha, enquanto a vaca manteve o mesmo patamar de preço da última cotação.

Em Goiás, a cotação do boi gordo caiu R$ 3,00 por arroba na região de Goiânia, e a vaca teve redução de R$ 2,00 por arroba. A novilha manteve os mesmos valores. No Sul goiano, o boi gordo também apresentou queda de R$ 3,00 por arroba, sem alterações nos preços das fêmeas.

Em Alagoas, os valores não registraram mudanças, permanecendo estáveis para todas as categorias avaliadas.





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Colheita de citros segue em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul


A colheita de citros segue em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul, com destaque para a finalização da safra da bergamotinha verde e o início da colheita de variedades maduras. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (15), a variedade Montenegrina está nos últimos dias de colheita no Vale do Caí, onde entre 90% e 95% da safra já foi retirada dos pomares.

Nos municípios de Montenegro, Maratá, Brochier e São José do Sul, o valor pago ao produtor pela caixa de 25 quilos da bergamotinha convencional está entre R$ 16,00 e R$ 16,50. O produto orgânico chega a R$ 22,00 por caixa. “Nas últimas semanas, houve redução nos preços, passando de R$ 20,00 para R$ 16,00 por caixa”, informou a Emater.

A colheita da variedade madura Caí teve início na última semana de abril. A comercialização começou em São José do Sul por R$ 75,00 a caixa de 25 quilos, mas atualmente a fruta está cotada em R$ 60,00. A tendência é de novas quedas de preço com o avanço da colheita. Em outros municípios da região, como Montenegro, Brochier e Maratá, os valores variam entre R$ 50,00 e R$ 60,00 por caixa, conforme calibre e qualidade do fruto.

A colheita da bergamota Ponkan também teve início. Em Montenegro e Brochier, onde 10% da área cultivada já foi colhida, os preços estão em R$ 50,00 e R$ 60,00 por caixa de 25 quilos, respectivamente. Em São José do Sul, o limão Tahiti está sendo comercializado a R$ 30,00 por caixa, mas os produtores relatam baixa procura.

Em Maratá, há expectativa de uma carga superior de frutos na variedade Montenegrina em comparação à safra anterior. Por outro lado, os pomares de laranja Valência na região apresentaram menor carga. A colheita vem sendo favorecida pelas chuvas recentes, que também melhoraram a qualidade dos frutos. O calor das últimas semanas, porém, intensificou a incidência de mosca-das-frutas nas variedades precoces, exigindo maior controle por parte dos produtores.

Na região de Passo Fundo, as variedades de laranja Valência e Folha Murcha estão em formação de frutos, enquanto Rubi e Salustiana encontram-se em maturação. Os preços pagos aos produtores pelas variedades precoces destinadas ao consumo in natura variam entre R$ 1,40 e R$ 2,00 o quilo. A produção excedente será enviada a empresas de Bento Gonçalves e Centenário. Segundo a Emater, há expectativa de aumento na área plantada, impulsionado pelos bons preços obtidos na última safra.

Na região de Santa Rosa, a colheita da Ponkan está em fase inicial. Já as colheitas de laranja Navelina, bergamota Okitsu, limão Tahiti e comum continuam avançando. A colheita da laranja do Céu está em sua etapa final. A escassez hídrica e as altas temperaturas do verão causaram abortamento de frutos, o que pode impactar o tamanho e a qualidade da produção. Apesar disso, as frutas apresentam bom teor de sólidos e sabor, favorecendo o consumo. Foram registrados danos por ácaro-da-leprose, especialmente em variedades precoces, mas a qualidade para consumo in natura e produção de suco segue preservada.

Em Uruguaiana, região de Bagé, produtores iniciaram a colheita da laranja Salustiana e da bergamota Ponkan. As chuvas em São Gabriel e Santa Margarida do Sul ajudaram a recuperar pomares afetados por queda de folhas e baixo desenvolvimento dos frutos.

Em Erechim, avança a colheita da bergamota Caí e outras variedades comuns, com preço ao produtor de R$ 1,50 o quilo. A laranja Iapar, Rubi e Salustiana também seguem sendo colhidas, com preço médio de R$ 1,30 o quilo. Parte da produção é destinada ao consumo in natura. A laranja Valência também começou a ser colhida, apesar do baixo grau Brix e excesso de acidez, sendo destinada à indústria de suco, com valor de venda de até R$ 1,00 o quilo na propriedade.





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Produção de tomate cereja entra em entressafra em Feliz (RS)



Broca e larva-minadora seguem na região de Feliz




Foto: Canva

A produção de tomate cereja passa por um período de entressafra no município de Feliz, na região de Lajeado, conforme informado pela Emater/RS-Ascar no boletim conjuntural divulgado na última quinta-feira (15). O cultivo ocorre ao longo de todo o ano, majoritariamente em ambientes protegidos, como estufas, para garantir a continuidade da produção.

As lavouras seguem em fase de desenvolvimento e floração. Segundo o informativo, não foram registrados casos de pragas ou doenças nos últimos dias, embora a broca e a larva-minadora continuem sendo as ocorrências mais frequentes na região.

O tomate cereja está sendo comercializado entre R$ 8,00 e R$ 10,00 o quilo. Os preços se mantêm estáveis mesmo durante o intervalo de produção, refletindo a constância da demanda pelo produto.





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