sexta-feira, março 27, 2026

Política & Agro

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Comercialização de soja segue restrita


A comercialização da soja segue restrita no estado do Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega maio e pagamento 17/06 na casa de R$ 135,80. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 131,00 Cruz Alta – Pgto. 04/07 – para fábrica R$ 131,00 Passo Fundo – Pgto. começo de julho R$ 131,00 Ijuí – Pgto. 04/07 – para fábrica R$ 131,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. começo de julho. Preços de pedra, em Panambi, subiram para R$ 119,00”, comenta.

Santa Catarina mantém estabilidade na soja, mas enfrenta desafios logísticos. “Em Santa Catarina, as cotações da soja seguiram estáveis em 5 de junho, refletindo o comportamento cauteloso dos produtores, em linha com a tendência nacional. A comercialização caminha em ritmo lento, com os vendedores aguardando melhores condições de mercado antes de fechar novos negócios. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 133,00”, completa.

Comercialização segue cautelosa no Paraná, apesar dos recordes na exportação de soja. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 133,69, marcando alta de 0,24%. Em Cascavel, o preço foi 115,47(-3,53%). Em Maringá, o preço foi de R$ 122,37. Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 123,31(-0,14%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$133,99(-0,42%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00”, indica.

Mato Grosso do Sul enfrenta desafios logísticos e estruturais. “Ainda assim, o déficit estrutural enfrentado em nível nacional também impacta o estado, criando gargalos no escoamento e elevando os custos operacionais para produtores, especialmente os mais afastados dos principais polos logísticos. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$119,05 (+0,04%), Campo Grande a R$119,05(+0,04%), Maracaju a R$119,00, Chapadão do Sul a R$112,73(0,02%), Sidrolândia a R$119,00”, informa.

O mercado do Mato Grosso está entre o sucesso produtivo e os desafios logísticos para a próxima safra. “Campo Verde: R$ 116,44(+1,73%). Lucas do Rio Verde: R$ 109,66 (+0,46%), Nova Mutum: R$ 109,66(+0,46%). Primavera do Leste: R$ 116,44(+1,73%). Rondonópolis: R$ 116,44(+1,73%). Sorriso: R$ 109,66(+0,46%)”, conclui.

 





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B3 e Chicago mantêm alta no milho


Segundo a TF Agroeconômica, o milho na B3 encerrou a quinta-feira com valorização pelo terceiro dia seguido, impulsionado pelas cotações em alta na Bolsa de Chicago (CBOT). Mesmo com a queda do dólar, que já acumula perdas de 2,32% desde o início da semana, os contratos futuros de milho avançaram, indicando a força do movimento internacional. 

O vencimento julho/25 fechou em R$ 64,37, com alta diária de R$ 0,37 e semanal de R$ 1,65. Já o contrato julho/26 encerrou a R$ 65,38, subindo R$ 0,10 no dia e R$ 1,66 na semana. O vencimento setembro/25 alcançou R$ 68,95, com ganho de R$ 0,37 no dia e de R$ 1,41 na semana.

Em Chicago, os preços também subiram, segundo as informações, refletindo a preocupação com o atraso no plantio da safra 2024 nos Estados Unidos. O contrato julho subiu 0,17%, fechando em US$ 4,3950 por bushel, enquanto o contrato setembro avançou 0,86%, para US$ 4,3150 por bushel. A lentidão no ritmo do plantio em regiões como Ohio pode levar produtores a optar pela cobertura de solo no lugar do milho, o que contribui para a valorização dos futuros, especialmente os de dezembro, que atingiram o maior patamar em mais de duas semanas.

Apesar do cenário altista, a valorização do real frente ao dólar vem reduzindo a competitividade do milho brasileiro no mercado externo. Esse movimento já começa a se refletir nos prêmios de exportação para setembro, justamente quando a safrinha estará totalmente disponível para embarque. O mercado segue atento ao câmbio e às condições climáticas nos EUA, fatores determinantes para a tendência dos preços nos próximos dias.

 





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Mercado de milho segue travado no Sul e Centro-Oeste


Segundo informações da TF Agroeconômica, o mercado de milho segue estagnado em várias regiões do país, com destaque para o Rio Grande do Sul, onde a liquidez continua baixa. Os produtores mantêm o cereal estocado, aguardando preços mais atrativos, enquanto a indústria de rações enfrenta dificuldades de abastecimento. Mesmo com pequenas liberações por parte de cooperativas, a oferta voltou a cair, e as indicações de compra permanecem estáveis entre R$ 66,00 e R$ 69,00 em municípios como Santa Rosa, Marau e Montenegro.

Em Santa Catarina, apesar de uma safra recorde, o mercado também está travado pela falta de consenso entre produtores e compradores. Os preços pedidos no Planalto Norte e Campos Novos chegam a R$ 85,00/saca, enquanto as ofertas não ultrapassam R$ 80,00. A colheita avança com produtividade histórica de 9.717 kg/ha e previsão de 2,4 milhões de toneladas, mas a distância entre os preços ainda impede retomada nos negócios.

No Paraná, a safrinha começa lentamente, com apenas 3% colhida. O milho disponível tem sido ofertado entre R$ 76,00 e R$ 80,00 nos Campos Gerais, mas a umidade elevada dificulta os trabalhos no campo. A estimativa de produção é de 16,15 milhões de toneladas, podendo alcançar novo recorde estadual. Apesar disso, o mercado continua em compasso de espera, com poucos negócios fechados.

Já no Mato Grosso do Sul, a comercialização segue travada, com a saca cotada entre R$ 53,00 e R$ 57,00. A oferta é limitada e compradores aguardam avanço da colheita, prevista para julho. Problemas pontuais como falhas no estande, pragas e estresse hídrico afetam parte das lavouras, especialmente no sul do estado. Ainda assim, a produção projetada é de 10,2 milhões de toneladas, um aumento de 20,6% em relação ao ciclo anterior.

 





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Apostar no trigo pode ser boa ideia


Segundo a TF Agroeconômica, a perspectiva de redução na próxima safra de trigo no Rio Grande do Sul, causada por uma queda de 60% na venda de sementes e consequente retração de 40% na área plantada, pode gerar uma valorização do grão no ciclo seguinte. Com isso, os produtores que nadarem contra a corrente e decidirem plantar poderão ser recompensados com preços mais altos, diante de uma possível escassez no mercado.

No curto prazo, o mercado gaúcho segue com negócios pontuais, em ritmo lento. Os preços variam entre R\$ 1.300,00 e R\$ 1.400,00 a tonelada, dependendo da proximidade dos moinhos. Estima-se que ainda restem entre 350 mil e 390 mil toneladas para negociação no estado. Já há ofertas da nova safra a R\$ 1.250,00 FOB, mas sem aceitação dos compradores. O preço de exportação para dezembro foi estimado em R\$ 1.330,00, enquanto na pedra, em Panambi, manteve-se em R\$ 70,00/saca.

Em Santa Catarina, a queda do dólar reduziu em R\$ 44,00 por tonelada o preço do trigo importado. Os negócios com a safra velha permanecem pontuais, com valores próximos a R\$ 1.400,00/t FOB. O plantio da nova safra ainda não avançou, pois a janela ideal não chegou, e a venda de sementes já caiu cerca de 20% em relação ao ano passado. Os preços pagos aos produtores seguem estáveis há várias semanas, com destaque para Xanxerê e Rio do Sul, ambos com R\$ 80,00/saca.

No Paraná, o mercado permanece travado, com vendedores pedindo R\$ 1.550,00/t FOB ou mais, e compradores ofertando até R\$ 1.500,00, com retirada em junho e pagamento em julho. Há ainda compradores interessados na nova safra a R\$ 1.400,00 para outubro e R\$ 1.350,00 para novembro, mas não há vendedores dispostos. Um estudo feito por cooperativa local indicou que é possível incentivar o plantio investindo menos: ao invés de tirar R\$ 3 milhões do caixa, a aplicação de apenas R\$ 800 mil no mercado futuro geraria o mesmo impacto. A média semanal do preço da pedra recuou 0,13% para R\$ 79,41/saca, com o lucro médio do triticultor estimado em 8,0%, segundo o Deral.

 





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Avanço do caruru preocupa



A praga tem rápida dispersão



A praga tem rápida dispersão
A praga tem rápida dispersão – Foto: Pixabay

O avanço do caruru-roxo (Amaranthus hybridus) e do caruru-palmeri (Amaranthus palmeri) em lavouras de soja tem gerado grande preocupação, especialmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Consideradas entre as plantas daninhas mais agressivas, essas espécies apresentam alta capacidade de disseminação e resistência múltipla a herbicidas. O A. hybridus pode reduzir em 6,4% a produtividade da soja mesmo com uma planta por metro quadrado, enquanto o A. palmeri pode causar perdas de até 79%.

Ambas produzem até 600 mil sementes por planta, com dispersão facilitada por máquinas, irrigação, esterco, animais e culturas infestadas. A resistência ao glifosato, um dos herbicidas mais utilizados, torna o controle ainda mais desafiador.  “Isso compromete o controle e torna indispensável a adoção de estratégias mais completas e integradas. Diante desse cenário, o herbicida YAMATO SC, da IHARA, é hoje uma das principais ferramentas disponíveis no manejo dessas espécies de  Amaranthus no Brasil”, afirma o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Gustavo Corsini.

Ensaios demonstram que YAMATO SC tem mais de 90% de eficiência no controle do caruru em pré-emergência, com efeito residual prolongado e alta seletividade para soja. Sua formulação diferenciada garante melhor absorção e menor risco de perdas, sendo amplamente utilizada por produtores e consultores.

Especialistas reforçam a importância do manejo integrado, com rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e herbicidas como o YAMATO SC, para reduzir o banco de sementes e dificultar novas infestações. A IHARA reforça seu compromisso em oferecer soluções eficazes para os desafios do campo.

“Sabemos que o caruru-roxo e o caruru-palmeri representam um novo patamar de ameaça às lavouras de soja. Por isso, nossa missão é entregar tecnologias que realmente funcionem no campo e permitam ao produtor manter sua produtividade e rentabilidade”, conclui o gerente de Marketing Regional.

 





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O agro brasileiro está envelhecendo?



“Envelhecer com dignidade e propósito deve ser uma conquista coletiva”



“No agro, convivemos com uma geração de profissionais com mais de 50 anos"
“No agro, convivemos com uma geração de profissionais com mais de 50 anos” – Foto: Pixabay

Segundo Antonio Prado G. B. Neto, professor, colunista e CEO da Pirecal Calcário, o Censo Demográfico de 2022 do IBGE evidencia uma realidade inegável: o Brasil está envelhecendo. A idade mediana da população subiu de 29 para 35 anos, a expectativa de vida alcança 76,8 anos e mais de 22 milhões de brasileiros têm 65 anos ou mais. No agronegócio, esse cenário também é visível: convivemos com profissionais com mais de 50 anos, agrônomos, técnicos, gestores e consultores que acumulam mais de 30 safras de experiência e que foram fundamentais na transformação do setor nas últimas décadas.

“No agro, convivemos com uma geração de profissionais com mais de 50 anos — agrônomos, técnicos, gestores e consultores com mais de 30 safras de experiência. Eles foram protagonistas da transformação do setor e ainda têm muito a contribuir”, comenta.

Mesmo com essa bagagem, muitos desses profissionais enfrentam o etarismo — preconceito silencioso que limita oportunidades com base na idade. Antonio Prado alerta que, embora as pautas de diversidade no meio corporativo tenham avançado em aspectos como gênero, raça e inclusão de pessoas com deficiência, a inclusão etária ainda é um tabu pouco debatido. E isso acontece justamente em um setor que atrai cada vez mais jovens, interessados em inovação, tecnologia e sustentabilidade.

A complementaridade entre gerações, destaca Prado, é uma vantagem estratégica. A valorização dos profissionais 50+ não significa excluir os mais jovens, mas promover um ambiente onde o intercâmbio de saberes, técnicas e visões de mundo fortalece o agro brasileiro. Essa convivência entre experiência e inovação é chave para o crescimento sustentável, resiliente e mais humano do setor. “Envelhecer com dignidade e propósito deve ser uma conquista coletiva. O respeito que construirmos hoje será o que colheremos amanhã”, conclui.

 





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Preço da soja é contido por câmbio em queda


O mercado internacional da soja segue estável, com cotações praticamente inalteradas nas últimas semanas em Chicago. Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (5), o contrato com vencimento mais próximo encerrou o pregão cotado a US$ 10,51 por bushel, repetindo o valor da semana anterior. A média de maio também foi de US$ 10,51, o que representa alta de 2,2% em relação à média de abril.

De acordo com o Ceema, “as atenções do mercado estão voltadas ao clima nos EUA, em função da proximidade do encerramento do plantio da oleaginosa por lá, e do conflito comercial entre China e EUA”. Enquanto isso, no Brasil, a valorização do real, que fez o câmbio recuar para R$ 5,59 por dólar no dia 5 de junho, limitou a evolução dos preços da oleaginosa no mercado interno. As cotações oscilaram entre R$ 106,00 e R$ 123,00 por saca nas principais regiões produtoras. No Rio Grande do Sul, a média semanal foi de R$ 121,12, mas em diversas praças locais os preços recuaram para R$ 119,00.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura (USDA) informou que, até 1º de junho, 84% da área prevista para o cultivo da soja já havia sido plantada. Em 2023, esse percentual era de 77%, enquanto a média histórica é de 80%. Também foi registrada uma taxa de germinação de 63%, ante 57% da média histórica. Além disso, 67% das lavouras apresentavam boas ou excelentes condições.

No que se refere às exportações norte-americanas, os embarques da semana encerrada em 29 de maio somaram 268.343 toneladas, volume que ficou dentro das expectativas do mercado. Com esse desempenho, os EUA já acumularam 44,6 milhões de toneladas exportadas no atual ano comercial, 11% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.

O Ceema também destaca a expectativa do mercado em relação ao próximo relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para o dia 12 de junho. Outra variável que influencia o comportamento das cotações é a crescente competitividade da soja norte-americana em destinos alternativos à China. “Parte dessa competitividade maior da soja estadunidense passa pelos prêmios mais altos no Brasil, já que os produtores têm segurado o produto esperando preços melhores e não haveria mais soja disponível da safra velha”, aponta a entidade. Com isso, há expectativa de recuperação dos preços nos próximos meses no mercado brasileiro.

No cenário interno, a Aprosoja do Mato Grosso do Sul informou que a área de cultivo da soja para a safra 2024/2025 atingiu 4,5 milhões de hectares, com produtividade média estimada em 51,8 sacas por hectare e produção total de 14,06 milhões de toneladas.

Já no estado do Mato Grosso, inicia-se no próximo sábado, 8 de junho, o período do vazio sanitário da soja. A medida proíbe o cultivo e a presença de plantas vivas da oleaginosa até 6 de setembro, com o objetivo de prevenir a incidência do fungo causador da ferrugem asiática.





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Brasil se livra da aftosa sem vacinação



Com o novo status, o Brasil passa a ter acesso a mercados mais exigentes



Com o novo status, o Brasil passa a ter acesso a mercados mais exigentes
Com o novo status, o Brasil passa a ter acesso a mercados mais exigentes – Foto: Divulgação

Em maio de 2025, o Brasil foi oficialmente reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como país livre de febre aftosa sem vacinação. A conquista, resultado de décadas de trabalho, representa um marco para a pecuária nacional. Segundo Carlos Cogo, Sócio Diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, essa nova condição sanitária traz ganhos expressivos ao setor produtivo, ampliando oportunidades comerciais e elevando o patamar do país no cenário internacional.

Com o novo status, o Brasil passa a ter acesso a mercados mais exigentes — como Japão, Coreia do Sul, EUA e União Europeia — que até então restringiam a compra de carnes frescas e com osso. Isso permite ao país negociar produtos de maior valor agregado, resultando em maior competitividade e valorização da carne brasileira. “Aumento na Competitividade e Valorização da Carne Brasileira: possibilidade de cobrar preços mais altos pela carne, dada a maior confiança sanitária. Redução dos custos diretos associados à vacinação, logística de campanhas e manejo sanitário”, comenta.

A cadeia do agronegócio também é diretamente beneficiada. Cogo destaca que o fortalecimento da pecuária bovina gera impactos positivos em setores como genética, nutrição animal, logística e insumos veterinários, com geração de empregos e aumento na arrecadação fiscal, sobretudo em regiões com vocação pecuária. A conquista, segundo ele, “consolida o Brasil como referência mundial em vigilância e controle sanitário. Aumenta a confiança internacional na rastreabilidade e na segurança dos produtos agropecuários brasileiros”.

Contudo, o novo cenário exige vigilância redobrada. Há riscos em regiões de fronteira com países que ainda registram circulação do vírus, o que demanda investimentos contínuos em monitoramento, barreiras sanitárias e respostas rápidas. A responsabilidade aumentou, mas, como avalia Carlos Cogo, o país tem capacidade técnica e institucional para sustentar esse avanço histórico.

 





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Manga/Cepea: Mais do mesmo: preços avançam no Semiárido nordestino e oferta…


Ao menos até o final do semestre cotações deverão ser atrativas

Por mais uma semana, as cotações da manga nas praças do Seminário nordestino registraram novos aumentos, consequência da permanência de baixa oferta na região. De fato, nesta semana (12 a 16/05), no Vale do São Francisco (PE/BA), a palmer foi comercializada a R$ 3,27/kg, leve alta de 3%, indicando o sétimo aumento consecutivo.  Do mesmo modo, a tommy registrou o sexto avanço no Vale, sendo cotada a R$ 4,20/kg, incremento de 16%.  Em Livramento de Nossa Senhora (BA), a palmer, variedade predominante na região, seguiu a mesma tendência, sendo vendida a cerca de R$ 3,36/kg, 12% maior. 

O cenário de restrição de oferta já era esperado para o período, uma vez que as floradas referentes às colheitas atuais foram impactadas por ondas de calor que atingem o Semiárido desde o final de 2024, o que tem limitado a produtividade ao longo desse ano. Apesar disso, já há sinais de reversão desse quadro à medida que o segundo semestre se aproxima e as condições climáticas se tornam mais favoráveis à produção. Até lá, ainda é esperada uma oferta reduzida em todas as principais regiões produtoras, o que poderá manter a tendência de alta nos preços, tanto no mercado interno quanto nas exportações.

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Produtor de cana lucrando mais com irrigação


Com a publicação do Decreto nº 12.437/25 no Diário Oficial da União, os produtores de cana-de-açúcar passam a ter direito a uma parcela das receitas obtidas com a venda dos Créditos de Descarbonização (CBIOs) gerados pelas usinas e importadoras de combustíveis. Segundo a Agência Senado, a regra garante ao produtor, no mínimo, 60% dessas receitas, podendo chegar a 85% caso ele forneça os dados primários necessários para o cálculo da Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA), já descontados os custos de emissão.

De acordo com Daniel Pedroso, Especialista Agronômico da Netafim, esse decreto é um marco para o setor, reconhecendo o papel do produtor na redução das emissões. E a irrigação tem um papel fundamental nesse processo. Estudo conduzido pela Netafim, em parceria com a Fundação ECO+ e o PECEGE, comprovou que a irrigação por gotejamento reduz em até 52% as emissões de CO2 na produção de cana. Enquanto a produção em sequeiro emite 0,161 kg de CO2 por kg de cana, nas áreas irrigadas esse valor cai para 0,077 kg.

Ao inserir esses dados na plataforma RenovaCalc, a NEEA do etanol produzido com cana irrigada atingiu 61,48 (etanol anidro) e 61,13 (etanol hidratado), com redução de até 70% nas emissões. Já a produção em sequeiro ficou com NEEA de 35,28 e 34,93, respectivamente.

Na prática, um produtor com 500 hectares irrigados, considerando o CBIO a R$ 70, pode alcançar até R$ 1,6 milhão em receita. Na mesma área sem irrigação, o valor ficaria em torno de R$ 900 mil. Além de segurança produtiva, a irrigação alia rentabilidade e sustentabilidade, contribuindo diretamente para os compromissos ambientais do Brasil.

“Com base nesses dados, é possível simular a rentabilidade de um produtor. Considerando uma área de 500 hectares irrigados por gotejamento e a participação de 60% nas receitas dos CBIOs, com o crédito comercializado na B3 ao valor de R$ 70,00 por CBIO, o produtor poderia alcançar cerca de R$ 1,6 milhão em receita. Já para a mesma área em sequeiro, a receita ficaria em torno de R$ 900 mil”, afirma.





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