quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

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Mercado internacional desaquecido freia vendas de milho em MT, aponta Imea



Menor competitividade do milho no mercado internacional tem pressionado a demanda



Foto: USDA

Segundo dados divulgados pelo Imea, a comercialização da safra 2024/25 de milho em Mato Grosso avançou 2,26 pontos percentuais em novembro, atingindo 83,37% da produção estimada. O movimento reflete a estratégia dos produtores em liberar estoques antigos diante da proximidade da colheita da soja.

Apesar do avanço, o ritmo de vendas ainda está 6,38 pontos abaixo do mesmo período da safra anterior. A menor competitividade do milho no mercado internacional tem pressionado a demanda externa, reduzindo o apetite dos compradores internacionais e limitando a fluidez das negociações no estado.

O boletim aponta ainda uma valorização nos preços. Em novembro, o valor médio do milho comercializado alcançou R$ 48,09 por saca, alta de 1,97% em relação a outubro. Esse cenário pode estar ligado à retração na oferta momentânea e à busca por recomposição de estoques por parte da indústria nacional.

Em contraste, a comercialização da safra 2025/26 segue em ritmo mais lento. O avanço mensal foi de apenas 1,70 ponto percentual, totalizando 25,26% da produção estimada. O desempenho limitado decorre da cautela dos produtores diante das incertezas econômicas e climáticas que cercam o próximo ciclo.

Além do ritmo mais contido, os preços da nova safra registraram queda no mês de novembro. O valor médio ficou em R$ 45,57 por saca, uma redução de 1,38% em relação ao mês anterior. A queda nos preços pode reforçar a estratégia dos produtores em adiar novos contratos, à espera de condições mais favoráveis de mercado.





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Falta de chuva preocupa produtores de citros


O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (11) pela Emater/RS-Ascar detalha o andamento da safra de citros em diferentes regiões do Estado. Na área administrativa de Caxias do Sul, seguem os tratamentos para ácaro-da-ferrugem, larva-minadora e mosca-das-frutas. Segundo o documento, “os pomares apresentam boa sanidade”, mas as altas temperaturas e o tempo seco já indicam “sinais de déficit hídrico” nas plantas. Produtores com sistemas de irrigação utilizam o recurso para reduzir o estresse hídrico.

A colheita das laranjas Valência e Umbigo (Monte Parnaso) está em andamento, enquanto a de bergamota Ponkan Montenegrina e Murcott foi encerrada. Em Guaporé, o preço da Valência varia entre R$ 0,80 e R$ 1,00 por quilo, com valor de R$ 0,50 para o produto destinado ao suco. A Monte Parnaso oscila entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por quilo. Em Cotiporã, o quilo para consumo in natura permanece em R$ 1,50, e em Veranópolis a Valência é comercializada a R$ 1,30 para mesa e R$ 0,90 para suco.

Na região de Erechim, a colheita continua e o preço ao produtor é de R$ 1.000,00 por tonelada para indústrias e R$ 1.200,00 por tonelada para o mercado in natura. Já em Lajeado, a safra de bergamota e laranja está encerrada. A Emater informa preocupação com a falta de chuvas nas últimas semanas, destacando o relato de aumento na ocorrência de mosca-branca, embora ainda não haja danos relevantes associados à baixa umidade.

Em São Sebastião do Caí, a roçada avança para a etapa final e, com o aumento das temperaturas, são intensificados os manejos fitossanitários preventivos. De acordo com o informativo, têm sido realizadas ações de controle para “ácaros, pulgões e mosca-branca”, além de monitoramento e aplicações voltadas ao manejo de doenças fúngicas, com destaque para a pinta-preta.

No município de São José do Hortêncio, cerca de 70% da área de 180 hectares de laranja Valência destinada ao mercado de mesa já foi colhida, com preços entre R$ 40,00 e R$ 50,00 por caixa de 25 quilos. Para a indústria, a colheita chega a 80%, e o valor é de R$ 12,00 por caixa. Na cultivar Monte Parnaso, com 40 hectares, aproximadamente 90% da safra está colhida, com preços que variam entre R$ 60,00 e R$ 70,00 por caixa.

A lima ácida Tahiti deve registrar redução nos valores nas próximas semanas. Em São Sebastião do Caí, onde há 185 hectares cultivados, os preços variam entre R$ 45,00 e R$ 60,00 por caixa de 25 quilos. Em Pareci Novo, com 26 hectares, o preço médio é de R$ 65,00 por caixa. Em São José do Hortêncio, com 95% da safra concluída nos 25 hectares de cultivo, o valor praticado é de R$ 70,00 por caixa.





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Aprovada extensão da CPR para insumos e máquinas da pecuária



Comissão aprova mudança que estende crédito rural a insumos da pecuária



Foto: Canva

De acordo com as informações divulgadas pela Agência Câmara Notícias, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4647/25, que propõe substituir a expressão “insumos agrícolas” por “insumos agropecuários” na legislação que regulamenta a Cédula de Produto Rural (CPR). A mudança incorpora produtos destinados à pecuária entre os itens que podem lastrear operações financeiras vinculadas ao título.

O autor da proposta, deputado Vinicius Carvalho (Republicanos-SP), afirmou que a regra atual não contempla atividades ligadas à produção e comercialização de insumos, máquinas e implementos usados na pecuária, conforme os dados dos Agência Câmara de Notícias. Segundo ele, a legislação vigente não corresponde ao funcionamento do setor. Para Carvalho, agricultura e pecuária “se integram em cadeias produtivas cada vez mais interdependentes”.

O relator, deputado Thiago Flores (Republicanos-RO), recomendou a aprovação e sustentou que a alteração amplia a segurança jurídica das operações com CPR. “Isso possibilita a inclusão de novos emissores, reforçando a mobilização de recursos privados para atividades rurais não atendidas pelo crédito oficial”, afirmou.

A proposta modifica a Lei 8.929/94, que instituiu a CPR, e tramita em caráter conclusivo. O texto seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para entrar em vigor, ainda necessita do aval da Câmara e do Senado.





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Frente fria avança no RS e favorece desenvolvimento das lavouras



Fim de semana deve ser de tempo quente com pancadas de chuva



Foto: Arquivo

A partir desta sexta-feira (12), o tempo começa a mudar com aumento da nebulosidade no Norte, o que pode provocar chuvas em pontos como Rosário do Sul e Bagé. As temperaturas variam entre 22 °C e 24 °C na metade Norte, e sobem para até 32 °C no Sul.

No sábado (13), um sistema de baixa pressão atmosférica deve ampliar a instabilidade em todas as regiões, trazendo pancadas isoladas de chuva e temperaturas que alcançam até 32 °C no Sul.

O domingo (14) será de predomínio de sol, mas com chance de pancadas de chuva devido ao aquecimento diurno. As máximas devem atingir 35 °C no Oeste e Centro do Estado, além da Região Metropolitana.

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Na segunda-feira (15), a frente fria avança e deve provocar chuvas principalmente na metade Oeste e Sul. Apesar disso, o calor persiste, com temperaturas que podem chegar a 32 °C em regiões como o Litoral Norte e o Nordeste.

Na terça (16), uma massa de ar frio e seco estabiliza a atmosfera, proporcionando um dia ensolarado com mínimas de 16 °C e máximas entre 26 °C e 30 °C. Na quarta-feira (17), o sol volta a predominar, com elevação das temperaturas, chegando a 35 °C na Fronteira Oeste.

Segundo o Boletim Agrometeorológico 50/2025, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Emater/RS-Ascar e Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), as chuvas previstas, mesmo que irregulares, associadas a temperaturas elevadas e boa radiação solar, criam condições mais favoráveis ao desenvolvimento das culturas em campo.





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Mancha oleosa é desafio para a cultura do maracujá


O Brasil mantém a liderança mundial na produção e no consumo de maracujá, respondendo por aproximadamente 70% do volume global. Segundo dados do setor, o país produz perto de 700 mil toneladas anuais, distribuídas em cerca de 46 mil hectares cultivados. A cadeia produtiva, de forte relevância social e econômica, sustenta o abastecimento interno e gera renda a agricultores de diferentes perfis, incluindo pequenos produtores.

Mesmo com a expansão da cultura, desafios fitossanitários continuam a limitar o desempenho dos pomares, sobretudo em áreas de alta umidade. Entre eles, destaca-se a mancha oleosa, doença bacteriana que compromete a produtividade. Especialistas alertam que, sem manejo adequado, as perdas podem superar 80%.

A incidência da mancha oleosa é mais intensa no Nordeste, especialmente na Serra da Ibiapaba (CE), onde o cultivo ocorre o ano todo. De acordo com Ricardo Joaquim Carvalho da Silva, representante técnico comercial da Nordeste Atacado, o período chuvoso, de dezembro a junho, favorece o avanço da doença. “Os danos são visíveis nas folhas, com grande perda foliar, comprometendo ramos e até os frutos, que ficam manchados e perdem valor comercial”, afirma. Segundo ele, “controlar a mancha oleosa no período de chuva é fundamental para garantir produtividade e qualidade”.

Francisco Fernando, técnico agrícola da Satis e responsável técnico de vendas no Ceará e no Rio Grande do Norte, destaca os efeitos diretos sobre o desempenho das plantas. “A mancha oleosa reduz a fotossíntese, enfraquece a planta e prejudica a formação e o enchimento dos frutos. No início das chuvas, esse risco aumenta e a atenção ao manejo deve ser redobrada,” explica.

Em resposta ao avanço da doença, produtores têm buscado alternativas que combinem ação direta contra a bactéria e estímulo fisiológico às plantas. Entre as tecnologias utilizadas está o Fulland, desenvolvido pela Satis, apontado como indutor de resistência, facilitador da translocação de fungicidas e intensificador do efeito de defensivos. Ricardo observa que o produto “age no controle da bactéria, tanto preventivamente quanto de forma curativa, e pode ser utilizado em conjunto com outros defensivos”.

Além da mancha oleosa, a última safra também registrou prejuízos causados pelo Tripes, praga mais comum no período seco, de julho a dezembro. Técnicos reforçam que o manejo deve incluir atenção constante à broca do maracujá, à mosca das frutas e aos ácaros, com estratégias permanentes e uso integrado de tecnologias.





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Produtividade da cana-de-açúcar em novembro cresce 0,7% no Centro-Sul, mostra boletim do CTC



Média alcançou 63,3 toneladas por hectare nesta safra


Foto: Canva

A produtividade média da cana-de-açúcar na região Centro-Sul em novembro foi de 63,3 toneladas por hectare, crescimento de 0,7% quando comparado aos 62,8 t/ha registrado no mesmo mês da safra anterior.  

Os dados são do Boletim de Olho na Safra, elaborado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) com base na Plataforma de Benchmarking. O ATR (qualidade da cana) do mês de novembro apresentou aumento de 8,6%, passando de 123,6 kg/t para 134,3 kg/t.

No acumulado da safra (abril a novembro), o Boletim apurou uma redução de 4,9% na produtividade, com média de 74,7 t/ha em 2025/26 frente às 78,5 t/ha da safra anterior. Já o ATR acumulado está em 136,1 kg ATR/t nesta safra, contra 137,3 kg ATR/t no último ciclo, queda de 0,9%.





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Comitê Mais Elas da Cotrijal realiza avaliação e planejamento de atividades para o próximo ano


Debates, planejamento e olhares voltados a oportunidades e desafios marcaram o encontro de encerramento das atividades do ano no Comitê Mais Elas da Cotrijal, realizado nesta terça-feira, 9. O momento reuniu as integrantes do grupo e equipe de Desenvolvimento do Cooperativismo para avaliar as atividades promovidas ao longo do ano e definição das estratégias e ações que serão realizadas em 2026. 

O Comitê é formado por 11 mulheres associadas e foi criado para fortalecer o protagonismo feminino no agronegócio e no cooperativismo. Elas apoiam a Cotrijal a desenvolver cada vez mais momentos que promovam o aprendizado e a participação ativa das mulheres no setor. Além disso, as integrantes do grupo representam as mais de 370 participantes do Programa Mais Elas. 

Assuntos voltados ao Ano Internacional das Cooperativas e ao equilíbrio dos papéis da mulher do campo, bem como temas voltados à gestão das propriedades e vida financeira estiveram em destaque ao longo do ano.

“Entendemos que é extremamente importante que as mulheres participem das cooperativas, das comunidades e de todas as atividades que o Comitê e a Cotrijal organizam para os núcleos femininos. Essa participação é fundamental e a cooperativa já vem valorizando as mulheres há muito tempo, mas um comitê específico para discutir a integração feminina é o que faz a diferença. Temos voz ativa e esperamos que cada vez essa voz seja mais forte no nosso meio”, destaca a associada e integrante do Comitê Mais Elas, Marina Neuhaus. 

O grupo também é responsável por apoiar a organização das atividades e eventos voltados ao público feminino, como Dia de Campo, Expodireto, rodada de palestras regionais e o tradicional Encontro de Mulheres, que em 2025 celebrou 30 anos de história.

A agenda de encerramento também contou com palestra especial conduzida pela psicóloga Andreia Ferreira. Ela falou sobre liderança, força feminina e autocuidado, promovendo reflexões e troca de ideias sobre o papel das mulheres em diferentes ambientes, como na família, nos relacionamentos, na gestão da propriedade rural, na cooperativa e na sociedade. 

Para a profissional, “quando as mulheres estão juntas, todas elas crescem. Então, este ambiente  promovido pela Cotrijal é um espaço de acolher e valorizar a mulher dentro dos seus diferentes papéis. Isso gera conexão e inspiração: uma consegue inspirar a outra, elas se sentem mais fortalecidas para desenvolver os seus trabalhos e isso vai provocando o empoderamento”. 

Na Cotrijal, 20% do quadro social é formado por mulheres. O Comitê feminino foi criado em 2015 e reformulado em 2022, com a implantação dos núcleos femininos por meio do Programa Mais Elas.

Presente no encontro, a diretoria da Cotrijal parabenizou as integrantes pelo trabalho realizado ao longo do ano e destacou o movimento de inclusão que vem sendo trabalhado de forma permanente, com evolução contínua ao longo dos anos. O grupo também tem se consolidado como um importante fórum de discussão e de sugestões, contribuindo cada vez mais para a melhoria das ações da cooperativa.





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Produção desacelera, mas cotações seguem enfraquecidas



Ritmo de crescimento da produção brasileira de ovos para consumo desacelerou


Foto: Divulgação

O ritmo de crescimento da produção brasileira de ovos para consumo desacelerou no terceiro trimestre, embora siga positivo no balanço do ano. Dados do IBGE analisados pelo Cepea mostram que, entre julho e setembro, foram produzidas 1,02 bilhão de dúzias de ovos para consumo, queda de 1,4% frente ao trimestre anterior, mas alta de 2,5% na comparação com igual intervalo de 2024.

No acumulado do ano, a produção nacional soma 3,04 bilhões de dúzias, volume recorde para o período de toda a série histórica do Instituto, iniciada em 2012. Assim, pesquisadores do Cepea explicam que, mesmo com a leve retração na quantidade produzida, os valores dos ovos seguiram enfraquecidos ao longo do terceiro trimestre.

De acordo com levantamentos do Centro de Pesquisas, entre julho e setembro, a média dos ovos brancos tipo extra, a retirar (FOB) em Bastos (SP), foi de R$ 149,15/caixa com 30 dúzias, queda de 14% em termos reais (dados deflacionados pelo IGP-DI de nov/25), em relação ao trimestre anterior. Para os ovos vermelhos, houve desvalorização real de 16% em igual comparativo, à média de R$ 164,45/cx na região paulista.





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Mercado do boi gordo mantém estabilidade na semana



Escalas cheias mantêm preços do boi gordo sem mudanças



Foto: Sheila Flores

O informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria nesta sexta-feira (12), apontou estabilidade no mercado do boi gordo em São Paulo. Segundo a publicação, “o mercado abriu estável, sem mudanças nas cotações na comparação feita dia a dia”. As escalas de abate atendem, em média, a dez dias, e a oferta de boiadas tem sido suficiente para suprir a demanda.

No Mato Grosso do Sul, a análise informou que, apesar da oferta enxuta, os frigoríficos já operam com escalas programadas para a primeira semana de janeiro. O ritmo de comercialização continua lento, mas há expectativa de melhora com o pagamento da segunda parcela do 13º salário e o avanço do período festivo. O levantamento registrou queda de R$ 1,00 por arroba nas regiões de Dourados e Campo Grande, enquanto o preço do “boi China” recuou R$ 2,00 por arroba.

No Rio de Janeiro, a oferta também esteve reduzida, porém as cotações permaneceram estáveis ao longo da semana.

O informativo ainda destacou os dados da Pesquisa Trimestral de Abate, divulgada pelo IBGE em 10 de dezembro. De acordo com o órgão, o terceiro trimestre de 2025 apresentou “recorde de oferta para o trimestre”, com 11,3 milhões de cabeças abatidas. O volume representa alta de 7,4% frente ao mesmo período de 2024 e avanço de 7,1% em relação ao segundo trimestre deste ano.





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Doenças iniciais da soja colocam em risco o potencial produtivo de toda a safra


As doenças iniciais da soja estão entre os principais desafios para o bom estabelecimento da lavoura. Elas atacam a cultura ainda na germinação, emergência e primeiros estágios de desenvolvimento, fases em que qualquer perda pode se transformar em prejuízo irreversível. Neste momento, outro fator crítico é a alternância climática registrada em diversas regiões produtoras, com chuvas curtas seguidas por períodos de alta temperatura e baixa umidade, o que tem ampliado o risco de infecção por patógenos de solo.

Segundo Diego Braga, Consultor de Desenvolvimento de Mercado da Conceito Agrícola, os impactos vão muito além da aparência inicial da lavoura. “Quando as doenças aparecem no início da soja, o prejuízo é silencioso, porém definitivo. Plantas com baixa sanidade e vigor produzem menos ramos, menos nós produtivos e menor biomassa, o que reduz diretamente a capacidade de gerar vagens e grãos. Além disso, o sistema radicular fica limitado, a absorção de água e nutrientes reduz e a cultura passa a ser mais sensível aos estresses ao longo do ciclo. Na prática, esses fatores se traduzem em redução de produtividade. E o impacto não é apenas agronômico, é econômico. O produtor enfrenta replantio, aplicações extras de fungicidas e atraso de ciclo, o que compromete a rentabilidade da safra como um todo”, afirma.

Principais doenças iniciais

Entre as doenças mais prejudiciais está o tombamento (damping-off), causado pelo complexo de fungos de solo Rhizoctonia solani, Fusarium spp. e Pythium spp., que compromete tanto a germinação quanto a emergência. As sementes apodrecem antes da emergência ou as plântulas emergem, mas sofrem tombamento devido à necrose do colo, gerando falhas de estande que ficam evidentes apenas quando a lavoura já está instalada. Outro grupo relevante é o das podridões radiculares, que gera desenvolvimento lento e desuniforme.

A Phytophthora sojae também preocupa, especialmente em áreas mal drenadas ou com chuva localizada durante o plantio. Ela provoca a morte de plantas jovens, ocasionando grandes falhas no estande e, muitas vezes, necessidade de replantio. Já a antracnose pode atacar nos primeiros estádios vegetativos, resultando em desuniformidade e atraso no crescimento.





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