sexta-feira, março 27, 2026

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Gripe aviária no maior exportador de frango, Brasil, desencadeia proibições…


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SÃO PAULO, 16 de maio (Reuters) – O Brasil, maior exportador de frango do mundo, confirmou seu primeiro surto de gripe aviária em uma granja avícola na sexta-feira, desencadeando uma proibição comercial em todo o país pela China e restrições estaduais para outros grandes consumidores.

O surto no sul do Brasil foi identificado em uma fazenda fornecedora da Vibra Foods, uma operação brasileira apoiada pela Tyson Foods (TSN.N), de acordo com duas pessoas familiarizadas com o assunto.

A Vibra e a Tyson não responderam imediatamente às perguntas. A Vibra possui 15 unidades de processamento no Brasil e exporta para mais de 60 países, segundo seu site.

O Brasil exportou US$ 10 bilhões em carne de frango em 2024, representando cerca de 35% do comércio global. Grande parte disso veio da processadora de carne BRF (BRFS3.SA). e JBS (JBSS3.SA), , que enviam para cerca de 150 países.

China, Japão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos estão entre os principais destinos das exportações de frango do Brasil.

O ministro da Agricultura do Brasil, Carlos Fávaro, afirmou na sexta-feira que a China proibiu a importação de aves do país por 60 dias. Conforme acordos com Japão, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, ele afirmou que a proibição comercial restringiria apenas os embarques do estado afetado e, eventualmente, apenas do município em questão.

O surto ocorreu na cidade de Montenegro, no Rio Grande do Sul, no extremo sul do Brasil, informou o Ministério da Agricultura. O estado responde por 15% da produção e exportação de aves brasileiras, informou a Associação Brasileira de Abate de Suínos e Aves (ABPA) em julho de 2024.

A BRF possui cinco unidades de processamento em operação no estado. A JBS também investiu em unidades locais de processamento de frango sob sua marca Seara.

Autoridades estaduais disseram que o surto de gripe aviária H5N1 já é responsável pela morte de 17.000 galinhas de criação, seja diretamente pela doença ou devido ao abate preventivo.

Autoridades veterinárias estão isolando a área do surto em Montenegro e procurando por mais casos em um raio inicial de 10 km (6 milhas), disse a secretaria estadual de agricultura.

Fávaro, o ministro da Fazenda, disse que o Brasil estava trabalhando para conter o surto e negociar um afrouxamento das restrições comerciais mais rápido do que os dois meses acordados nos protocolos.

“Se conseguirmos eliminar o surto, achamos que é possível restabelecer um fluxo comercial normal antes dos 60 dias, inclusive com a China”, disse Favaro em entrevista à CNN Brasil.

Os produtos de frango enviados até quinta-feira não serão afetados pelas restrições comerciais, ele acrescentou.

O ministério disse em um comunicado que estava notificando oficialmente a Organização Mundial de Saúde Animal.

REBANHO DOS EUA DEVASTADO

A gripe aviária se alastrou pela indústria avícola dos EUA desde 2022, matando cerca de 170 milhões de galinhas, perus e outras aves, afetando gravemente a produção de carne e ovos.

A gripe aviária também infectou quase 70 pessoas nos EUA, com uma morte, desde 2024. A maioria dessas infecções ocorreu entre trabalhadores rurais expostos a aves ou vacas infectadas.

A disseminação da doença aumenta o risco de a gripe aviária se tornar mais transmissível aos humanos.

Em contraste, a Argentina conseguiu isolar um surto em fevereiro de 2023 e começar a retomar as

“Todas as medidas necessárias para controlar a situação foram adotadas rapidamente, e a situação está sob controle e sendo monitorada por órgãos governamentais”, disse a ABPA, associação da indústria avícola do Brasil, em um comunicado.

A JBS encaminhou questões sobre o surto à ABPA.

O CEO da BRF, Miguel Gularte, disse a analistas em uma teleconferência de resultados que estava confiante de que os protocolos de saúde brasileiros eram robustos e que a situação seria superada rapidamente.

O Brasil, que exportou mais de 5 milhões de toneladas métricas de produtos de frango no ano passado, confirmou os primeiros surtos da gripe aviária altamente patogênica entre aves selvagens em maio de 2023 em pelo menos sete estados.

A doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves ou ovos, disse o Ministério da Agricultura em um comunicado.

“A população brasileira e mundial pode ficar tranquila quanto à segurança dos produtos inspecionados, e não há restrições ao seu consumo”, afirmou o ministério.

Reportagem de Isabel Teles, Ana Mano e Roberto Samora; Reportagem adicional de Ella Cao, Nigel Hunt e Tom Polansek; Edição de Brad Haynes, Mark Potter, Barbara Lewis e Aurora Ellis





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Soja adulterada com areia e mofo é barrada no Paraná



Fraude em exportação de soja




Foto: Mapa

Uma operação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Polícia Federal resultou na apreensão de uma carga adulterada de farelo de soja no Porto de Paranaguá, no Paraná. A ação, realizada no último dia 10 de junho, interceptou 39.250 quilos do produto contaminado, que seria exportado para o mercado internacional. Historicamente, conforme a legislação do Ministério da Agricultura, produtos adulterados como o farelo interceptado são destinados a aterros sanitários, garantindo a segurança e rastreabilidade dos produtos que saem do Brasil rumo a outros países.

Segundo informações divulgadas pelo Mapa, auditores fiscais agropecuários identificaram irregularidades no processo de acesso e classificação da carga ainda no terminal de origem. A adulteração foi confirmada com a análise de amostras que revelaram a presença de areia, serragem e mofo misturados ao farelo de soja — um cenário que configura fraude grave e viola normas sanitárias e de qualidade exigidas para exportação.

A detecção da fraude reforça a importância da atuação preventiva e rigorosa dos órgãos de fiscalização. O Mapa destaca que esse tipo de prática compromete não apenas a saúde animal e vegetal, mas também a imagem do agronegócio brasileiro no cenário internacional, além de provocar perdas econômicas relevantes.

De acordo com Fernando Mendes, chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (SIPOV/PR), a ação reflete o êxito da cooperação entre as entidades públicas. A operação foi iniciada a partir de uma investigação conduzida pelo Ministério Público Federal, com foco no combate a fraudes em exportações de produtos a granel.

As autoridades seguem investigando a origem da carga e os responsáveis pela tentativa de fraude. O objetivo é identificar todos os envolvidos e compreender a extensão do esquema criminoso. A empresa responsável pelo envio da carga deverá, conforme as normas ambientais, apresentar um plano de descarte adequado para o material apreendido.

 

 

 





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Mercado de grãos reage a clima e colheita


Segundo informações da TF Agroeconômica, nesta segunda-feira (17/06), os mercados de trigo, soja e milho abrem o dia acompanhando fatores climáticos, geopolíticos e de oferta nos principais países produtores. O trigo sobe em Chicago com contratos para julho cotados a US\$ 540,25 (+3,75) e dezembro a US\$ 576,25 (+2,50), impulsionado pela lentidão da colheita de inverno nos EUA, que avançou para 10% da área plantada, abaixo dos 25% do mesmo período em 2024 e da média de 16% dos últimos cinco anos, e pela redução da qualidade das lavouras de 54% para 52% em boas/excelentes condições. No Brasil, a Conab informou avanço do plantio para 51,7% da área prevista, ritmo inferior à média histórica.

Na soja, os contratos de julho em Chicago recuam levemente para US\$ 1.069,25 (-0,50), refletindo realização parcial de lucros após alta forte do óleo de soja. A queda é contida pela piora nas condições das lavouras americanas: segundo o USDA, a soja em boas/excelentes condições caiu de 68% para 66%, abaixo dos 70% registrados no mesmo período em 2024. O plantio avançou para 93% da área planejada, em linha com anos anteriores, mas ainda aquém do esperado por traders (95%). No mercado interno, a soja no Paraná é negociada a R\$ 129,60/saca (+0,36% no dia).

Já o milho opera com leve oscilação em Chicago, com o contrato de julho a US\$ 434,50 (-0,25). O ajuste de posições pelos fundos ocorre em meio a um cenário de bom ritmo de exportações para a safra 24/25, mas pressionado pela entrada da safrinha no mercado e pelas boas condições das lavouras nos EUA, que subiram de 71% para 72% em boas/excelentes condições, superando as médias do setor. No Brasil, a colheita da segunda safra evoluiu para 3,9% da área, ainda atrás do ritmo do ano passado (13,1%) e da média de cinco anos (8,4%). Na B3, o milho julho recua 0,88% para R\$ 62,41/saca.





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Irga apresenta panorama do setor orizícola e parceria com à Invest RS



Trabalho visará fomentar as exportações do arroz produzido no Estado




Foto: José Luis da Silva Nunes

O presidente do Instituto Rio Grandense do arroz (Irga), Eduardo Bonotto, reuniu-se nesta segunda-feira com a equipe da Invest RS, em encontro realizado na sede da agência estadual. A reunião teve como objetivo apresentar um panorama do setor orizícola no Rio Grande do Sul e discutir estratégias para ampliar as exportações e o fomento ao consumo do arroz gaúcho.

Participaram do encontro o diretor de atração de investimentos e promoção comercial da Invest RS, Fabrício Forest; o gerente de negócios, Marcelo Adriano; a analista sênior de negócios, Luciana Proença; e a gerente de serviços ao investidor e exportador, Maria Paula Mertlotti.

Durante a apresentação, Bonotto destacou dados atualizados sobre produção, exportação e importação de arroz, além de abordar desafios que impactam a competitividade da cadeia produtiva. Ele também reforçou a importância do incentivo ao consumo do cereal a nível nacional visto seus valores nutritivos e a sustentabilidade da produção do produto realizada no Rio Grande do Sul.

“A intenção é fazer uma parceria com a Invest RS para através de suas ferramentas de fomentar o desenvolvimento econômico do Estado por meio da atração de investimentos e da promoção comercial, abrir e ampliar mercados, tanto internos quanto externos, para o nosso arroz”, destacou Bonotto. Segundo ele, embora haja urgência na execução, as ações devem ser bem planejadas para garantir resultados consistentes.

O diretor da Invest RS, Fabrício Forest, reforçou o alinhamento da agência com os objetivos do Irga. “A ideia é desenharmos um programa de fortalecimento e presença do arroz gaúcho, com foco especial na exportação”, afirmou.

Como próximos passos, está prevista uma reunião entre as equipes técnicas do Irga e da Invest RS para o detalhamento das estratégias conjuntas. Também serão promovidos diálogos com entidades representativas do setor orizícola, visando a construção de um plano de ação robusto que amplie a competitividade do arroz gaúcho no mercado nacional e internacional.





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Produtores de Mato Grosso reduzem custos com adubos e defensivos para nova safra de soja



Fertilizantes e corretivos tiveram queda de 0,29% nos custos




Foto: Leonardo Gottems

O custo de produção da soja em Mato Grosso para a safra 2025/26 apresentou leve queda em maio. Segundo informações do boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custeio por hectare ficou estimado em R$ 4.136,97, uma retração de 0,19% em relação ao mês anterior. A principal explicação para essa redução está nos menores gastos com fertilizantes, corretivos e defensivos agrícolas.

De acordo com o Imea, os fertilizantes e corretivos tiveram queda de 0,29% nos custos, enquanto os defensivos recuaram 0,17%. Esses dois grupos de insumos têm o maior peso na composição total dos custos e influenciam diretamente o planejamento do produtor rural para a próxima temporada. A retração nos preços desses itens favorece a estratégia de contenção de despesas, especialmente em um momento de margens apertadas no agronegócio.

Além da queda nos custos nominais, a relação de troca dos insumos via barter também apresentou variações significativas. Para a aquisição de uma tonelada de Super Simples (SSP), o produtor precisa entregar 24,01 sacas de soja, o que representa uma queda de 15,32% na comparação com abril. Por outro lado, a troca para o MAP subiu 10,30%, exigindo 42,51 sacas por tonelada. O movimento indica uma maior atratividade na compra de SSP no cenário atual.

Ainda conforme o boletim do Imea, a desvalorização de 13,80% no preço do SSP foi um dos principais fatores para a melhora na relação de troca. Já o MAP teve valorização de 12,28% no mesmo período, pressionando o custo para o agricultor. A análise sugere que o momento é mais vantajoso para a aquisição de fosfato simples em detrimento do fosfato mais concentrado.

Com foco em reduzir as despesas e melhorar a rentabilidade, os produtores de Mato Grosso seguem atentos às oscilações nos preços dos insumos. A estratégia de compra antecipada e o uso de instrumentos como o barter continuam sendo ferramentas importantes na gestão de custos da nova safra.





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Alta no consumo global reduz folga nos estoques de milho


A projeção da safra global de milho para 2025/26 passou por importantes ajustes, conforme divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em boletim publicado no dia 12 de junho. O relatório, que traz o segundo balanço mundial de oferta e demanda para o ciclo, indica um leve aumento na produção e uma redução nos estoques finais, refletindo um cenário de consumo mais aquecido e oferta ajustada.

Segundo informações do boletim informativo do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), a estimativa de produção mundial foi revisada para cima em 0,08% em comparação com o relatório de maio, alcançando 1,27 bilhão de toneladas. Apesar do crescimento, os estoques iniciais foram ajustados para baixo em 0,78%, o que impactou negativamente a oferta total, agora estimada em 1,74 bilhão de toneladas — redução de 0,07% no comparativo mensal.

Do lado da demanda, o cenário se mostra positivo. A projeção de consumo mundial subiu 0,11% frente ao mês anterior, totalizando também 1,27 bilhão de toneladas. Com isso, a estimativa para a demanda total foi ajustada para 1,46 bilhão de toneladas, representando um incremento de 0,09%. Esse movimento sinaliza uma retomada do uso do cereal em setores industriais e na alimentação animal.

Como consequência, os estoques finais globais da safra 2025/26 foram revistos para baixo em 0,94%, ficando agora em 275,24 milhões de toneladas. A redução reforça a percepção de que, apesar da leve alta na produção, o consumo mais aquecido deve manter o mercado com menor folga nos estoques nos próximos meses.

Mesmo com esse cenário de menor disponibilidade futura, os preços do milho na Bolsa de Chicago registraram recuo. O contrato para julho de 2026 encerrou a semana com queda de 0,13%, influenciado principalmente pelas boas condições climáticas em regiões produtoras, o que reduz a percepção de risco imediato para a próxima safra.





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Cotonicultor precisa de R$ 125,54 por arroba para cobrir custos em 2025/26



Custo de produção do algodão em Mato Grosso para a safra 2025/26 registrou queda




Foto: India Water Portal

O custo de produção do algodão em Mato Grosso para a safra 2025/26 registrou queda no mês de maio. De acordo com o boletim informativo do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custo total por hectare ficou estimado em R$ 10.665,60, o que representa uma redução de 0,68% em relação ao mês anterior.

Segundo informações do boletim do Imea, a principal responsável por esse recuo foi a classe de fertilizantes e corretivos, que apresentou uma retração de 1,50% no comparativo com abril. O valor gasto com esses insumos passou para R$ 3.874,21/ha, com destaque para os macronutrientes, cuja queda foi ainda maior, atingindo 1,80%.

Mesmo com a redução no custo de produção, o Custo Operacional Efetivo (COE) — que inclui despesas diretas como sementes, defensivos e operações com máquinas — ainda representa um peso significativo para o produtor. O COE foi projetado em R$ 15.297,54 por hectare, com leve queda de 0,10% em relação ao mês anterior.

Considerando uma produtividade média estimada em 122,38 arrobas por hectare — com base na performance da safra 2024/25 —, o produtor precisa comercializar sua produção a pelo menos R$ 125,54 por arroba para conseguir cobrir o COE na próxima temporada. Esse cálculo reforça a necessidade de uma gestão eficiente e atenção constante ao mercado de insumos e preços.

A movimentação dos custos indica que o cenário ainda exige cautela, especialmente em um momento de volatilidade nos preços de commodities e insumos. 





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Alta de 55% no clethodim acende alerta



Problemas na China afetam oferta global e disparam preço de herbicida




Foto: Canva

A expressiva valorização de ingredientes ativos usados no campo tem causado apreensão entre agricultores e consultores agronômicos. O clethodim, um dos principais herbicidas utilizados no controle de gramíneas em culturas como soja, milho e algodão, registrou aumento de 55% apenas nos primeiros meses de 2025. A alta repentina no valor do insumo, essencial no combate a plantas daninhas, já compromete o planejamento técnico e econômico de muitos produtores.

Segundo especialistas, esse encarecimento tem origem em uma conjunção de fatores logísticos e industriais. A China, maior fornecedora global da substância, enfrenta paralisações produtivas e dificuldades de exportação, o que reduziu drasticamente a oferta internacional. Ao mesmo tempo, a demanda sazonal por defensivos agrícolas aumentou, agravando ainda mais o desequilíbrio entre oferta e procura e, consequentemente, os preços.

Com os custos operacionais em alta, produtores se veem obrigados a renegociar contratos e, em alguns casos, até a reavaliar o cronograma de aplicações. A situação é ainda mais crítica em áreas que enfrentam resistência de espécies como o capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), para as quais o clethodim já vinha mostrando eficácia limitada em algumas regiões.

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Para Roberto Rodrigues, engenheiro agrônomo e especialista em manejo da Ourofino Agrociência, a disparada no preço e a escassez de produtos como o clethodim evidenciam a necessidade de transição para práticas mais sustentáveis, como o Manejo Integrado de Plantas Daninhas (MIPD). “Não é mais viável depender de uma única molécula. A diversificação dos mecanismos de ação é fundamental para preservar a produtividade e a rentabilidade das lavouras”, destaca o agrônomo.

A expectativa do setor agora é por estabilidade na cadeia internacional de suprimentos e maior adesão dos produtores a práticas mais integradas e sustentáveis de manejo.





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RS pode registrar até 300 mm de chuva em três dias, alerta Defesa Civil


Entre esta segunda-feira (16) e a próxima quinta-feira (19), o Estado deverá enfrentar um novo período de instabilidade, com risco de alagamentos, cheias de arroios e transbordamento de rios, segundo informações divulgadas pela Defesa Civil.

De acordo com o órgão, os rios do Estado ainda se mantêm dentro da normalidade, mas com tendência de elevação ou estabilidade, em função das chuvas recentes. No entanto, com a previsão de acumulados altos para os próximos dias — especialmente no centro e na metade oeste do RS —, o mapa hidrológico já aponta áreas em situação de atenção e alerta, com riscos significativos de alagamentos em perímetros urbanos, enxurradas e inundações em pequenos rios sem monitoramento.

A partir da quarta-feira (18), o cenário hidrológico se agrava com risco de inundação para os rios Ibirapuitã (em Alegrete), Santa Maria (em Rosário do Sul) e Jacuí (em Cachoeira do Sul). Isso ocorre devido ao volume acumulado das chuvas, que poderá ultrapassar com folga a média histórica do mês.

Na terça-feira (17), a previsão é de tempo extremamente instável em quase todo o Estado. Os volumes de chuva poderão chegar a 300 milímetros nas regiões das Missões e Oeste — mais do que o dobro da média mensal de junho, que gira em torno de 140 mm. Na Região Metropolitana e em partes do centro e norte, a precipitação acumulada pode atingir os 200 milímetros. Já nas demais áreas, os volumes devem ficar entre 40 e 100 mm.

A atuação de um sistema de baixa pressão atmosférica e a entrada de umidade vinda do Norte do país favorecem a formação de temporais com raios, queda de granizo e rajadas de vento entre 60 e 80 km/h. Em algumas regiões, as rajadas podem ultrapassar os 90 km/h, segundo a Defesa Civil.

Na quarta-feira (18), os acumulados seguem altos, principalmente no Noroeste, Missões e Vale do Rio Pardo, onde podem chegar aos 120 mm por dia. Já na quinta-feira (19), a instabilidade se concentra no norte do Estado, com previsão de até 100 mm/dia em pontos isolados.

A Defesa Civil orienta a população a acompanhar os boletins atualizados e seguir as recomendações de segurança. A permanência em áreas de risco deve ser evitada, e qualquer movimentação de terra, elevação repentina da água ou sinais de enxurrada devem ser imediatamente comunicados aos órgãos de emergência.





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Bahia Farm Show fecha 19ª edição em clima de otimismo


Encerrada no último sábado (14), a 19ª edição da Bahia Farm Show manteve o clima de otimismo que marcou toda a semana do evento, com intensa movimentação nos estandes, lançamentos tecnológicos e grande presença de produtores de todas as regiões da Bahia e do Matopiba. Mesmo diante de prévias favoráveis de negócios divulgadas por expositores e instituições financeiras ao longo da semana, a organização da feira decidiu seguir a tendência adotada por outras grandes feiras do agronegócio, como a Expodireto Cotrijal, e não divulgar os números consolidados de comercialização. A decisão reforça o propósito institucional da feira: ser um espaço estratégico de encontro e conexão entre os principais elos do setor produtivo, promovendo inovação, conhecimento e desenvolvimento sustentável para o agro.

A Bahia Farm Show recebeu um total de 162.370 visitantes, ultrapassando a marca registrada na edição anterior. No complexo da feira, o público conferiu o que há de mais moderno em tecnologia agrícola, representado por 434 expositores e mais de mil marcas. Dentre os milhares de visitantes, mais de 100 caravanas foram mobilizadas para a feira, com a participação de pequenos produtores, estudantes, idosos e pessoas com deficiência.

No balanço qualitativo da feira, destaque positivo para os segmentos de plantadeiras, pulverizadores, colheitadeiras, pivôs de irrigação, além de veículos, drones e aviões voltados para pulverização e monitoramento de lavouras. Instituições financeiras também relataram bom volume de contratação e prospecção de crédito para investimentos no campo.

“A Bahia Farm Show proporcionou muitos encontros e debates, com a troca de conhecimento entre produtores, consultores e técnicos, além do lançamento de novos produtos que estarão nas lavouras, levando mais produtividade, qualidade e sustentabilidade. Diante do que vivemos na última semana, independente dos números, a feira foi um enorme sucesso na missão de levar conhecimento tecnológico para que os produtores continuem avançando em inovação e sustentabilidade”, destaca o presidente da Bahia Farm Show e da Aiba, Moisés Schmidt.

A decisão de não divulgar os valores consolidados de negócios acompanha um movimento já percebido em outras grandes feiras do agro nacional. Embora as cifras cheguem à casa dos bilhões, elas não traduzem, de forma fiel, o real impacto e a missão de um evento como a Bahia Farm Show. A prioridade, segundo a organização, é seguir fortalecendo a conexão entre produtores, empresas de tecnologia agrícola, instituições financeiras, universidades, consultorias de pesquisa e os diversos níveis do poder público.

“Quem esteve na Bahia Farm Show viveu um clima de alegria, entusiasmo e otimismo, comemorando o resultado da safra e percorrendo as ruas da feira com olhar atento às novas tecnologias, já pensando nas próximas safras. Também tivemos, neste ano, um diferencial com o incentivo à vinda de caravanas de toda a Bahia e do Matopiba. Queremos agradecer a todos — patrocinadores, expositores e produtores — que continuam acreditando na Bahia Farm Show e proporcionaram mais uma edição de sucesso”, reforça Moisés Schmidt.

A edição comemorativa de 20 anos da Bahia Farm Show já tem data marcada: de 8 a 13 de junho de 2026.





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