sexta-feira, março 27, 2026

Política & Agro

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Cultivo de uva tem manejo antecipado



Parreirais recebem bioinsumos e pré-poda




Foto: Divulgação

Agricultores da região administrativa de Erechim, no Rio Grande do Sul, deram início às atividades de pré-poda nos parreirais, focando na remoção de galhos secos e na aplicação de calda sulfocálcica. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (29).

Segundo o boletim, alguns produtores também vêm utilizando bioinsumos produzidos nas próprias propriedades. O objetivo, de acordo com os técnicos da Emater, é “melhorar as condições físicas e químicas do solo para o próximo ciclo produtivo”.

Além das práticas de manejo, houve aumento nas áreas cobertas destinadas ao cultivo da uva. Em Floriano Peixoto, a área sob cobertura alcançou 2,5 hectares. Em Erechim, a cobertura atinge 1 hectare, enquanto em Mariano Moro o total chega a 3 hectares.

A expectativa dos extensionistas é que essas ações contribuam para o fortalecimento das plantas e para a regularidade na produção, especialmente diante das variações climáticas da região.





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Dia do Hambúrguer inspira receitas caseiras



Data celebra variedade no preparo do hambúrguer




Foto: Pixabay

Comemorado em 28 de maio, o Dia do Hambúrguer tem incentivado consumidores a irem além das tradicionais opções de fast-food e a explorarem novas receitas feitas em casa. A data tem sido uma oportunidade para transformar a cozinha em um espaço de experimentação e criar hambúrgueres personalizados, com combinações que atendem a diferentes perfis de consumo.

Segundo o Supermercados Mundial, é possível preparar versões mais leves ou com sabores mais intensos, incluindo alternativas como hambúrgueres de peixe com molho cítrico. Para quem pretende montar o hambúrguer do zero, a escolha da carne é um dos fatores determinantes para o resultado final.

Opções magras (para um hambúrguer mais leve):

  • Patinho: carne magra e com boa textura, ideal para quem quer reduzir gordura.
  • Coxão mole: ótimo custo-benefício e sabor equilibrado.
  • Filé de frango moído: uma alternativa leve, especialmente para quem está de olho nas calorias.

Blends criativos (para um hambúrguer mais suculento):

  • Acém + peito bovino: combinação clássica de sabor e gordura na medida.
  • Fraldinha + costela: para um hambúrguer intenso e macio.
  • Acém + bacon: para os fãs de sabor defumado e mais ousado.
  • Peixe branco + camarão picado: blend sofisticado e surpreendente.






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Oferta alta reduz preços dos citros


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (22) apontou queda nos preços dos citros na região administrativa de Caxias do Sul. De acordo com a publicação, comerciantes relataram baixa demanda e grande oferta de frutas, reflexo da produção considerada adequada nesta safra.

“As variações de temperatura e o retorno das chuvas favoreceram o desenvolvimento das lavouras”, informou a Emater/RS-Ascar. O raleio já foi concluído, e há uma expectativa de safra superior à inicialmente projetada. As práticas culturais, como roçadas, adubação de cobertura e tratamentos fitossanitários com fungicidas, seguem sendo realizadas.

Na região, os primeiros sintomas de pinta-preta foram registrados nas bergamotas precoces da variedade Caí, cuja colheita começou nos locais de microclima mais quente, como os vales dos rios das Antas e Caí. A variedade Ponkan também está em colheita nestas áreas, enquanto nas demais regiões a maturação das frutas ainda está em estágio inicial.

Para a cultura da laranja, os produtores realizaram tratamentos com Fungicidas e produtos cúpricos, com o objetivo de atenuar sintomas e conter a propagação do cancro-cítrico. Os preços médios observados foram de R$ 1,75/kg para as bergamotas Caí e Ponkan, e R$ 2,50/kg para as laranjas Bahia e Baianinha.

Em Santa Rosa, a colheita de limão Tahiti e comum, bergamotas Okitsu, Caí e da variedade Ponkan segue em andamento. Segundo o boletim, a escassez de chuvas em fases cruciais do ciclo reduziu o teor de suco e aumentou o volume de bagaço nas frutas. Também foram registrados casos de mosca-negra-dos-citros, larva-minadora e cancro-cítrico em pomares já consolidados.

No município de Alegrete, pertencente à região administrativa de Bagé, a infestação de mosca-das-frutas preocupa os citricultores. Ainda assim, as chuvas regulares melhoraram o calibre dos frutos, o que pode atenuar as perdas decorrentes da estiagem registrada anteriormente. A colheita de laranja e limão está em curso.

Em Erechim, o desenvolvimento das frutas foi favorecido pelas chuvas ocasionais, com melhora do calibre. A colheita de bergamota Caí e variedades comuns continua, assim como das laranjas Rubi, Iapar e Salustiana. A região projeta o plantio de mais 700 hectares.

Na região de Soledade, a colheita de bergamota Ponkan avança, acompanhada do início da colheita das variedades comum, Pareci e Caí. Também está em andamento a colheita de laranja de umbigo precoce, em menor escala. Os produtores seguem manejando o controle da mosca-das-frutas.

Em Pelotas, um programa voltado à citricultura orgânica, conduzido por uma cooperativa em parceria com a Emater/RS-Ascar, segue em desenvolvimento desde o ano passado. O projeto envolve produtores de sete municípios, que atualmente realizam o preparo das áreas para novos plantios. Contudo, a ampliação da área cultivada em 2025 está comprometida pela indisponibilidade de mudas no Estado, que, por ser zona livre do greening, não pode importar plantas de outras regiões com ocorrência da doença.





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produtores reduzem custos no início do plantio



RS inicia preparo do trigo com menor aporte técnico




Foto: Canva

Com o fim da safra de verão e o início do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), os produtores do Rio Grande do Sul intensificaram as atividades para o cultivo do trigo. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (22), o foco das ações recentes tem sido o preparo das áreas, com destaque para a aplicação de herbicidas nas lavouras que anteriormente abrigavam soja.

A operação havia sido adiada devido ao longo período sem chuvas, que restringia o manejo apenas às regiões com níveis mais elevados de umidade no solo. Agora, com a retomada das condições adequadas, o plantio ganha ritmo, ainda que sob novas limitações.

A Emater/RS-Ascar observa uma tendência crescente de cultivo com menor nível tecnológico. “Há maior uso de sementes próprias e redução na aplicação de fertilizantes”, informou a entidade. Essa mudança é atribuída, segundo o boletim, à descapitalização dos produtores, provocada por sucessivas frustrações de safra, aumento dos custos com seguro rural e Proagro, além da atual cotação do cereal, considerada pouco atrativa pelos triticultores.

Informações preliminares de cooperativas e agentes técnicos apontam aumento na procura por testes de germinação e vigor de sementes salvas, enquanto a busca por sementes certificadas e linhas de financiamento diminui. Esse comportamento reforça a expectativa de retração tanto na área plantada quanto na adoção de tecnologias para a Safra 2025.

Na safra anterior, o Rio Grande do Sul cultivou 1.331.013 hectares de trigo, com produtividade média de 2.781 kg por hectare, conforme dados do IBGE. A Emater/RS-Ascar está em fase de levantamento das intenções de plantio para a próxima safra. Os dados devem ser apresentados nas próximas semanas.





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produtividade supera expectativa na Argentina



Clima atrasa colheita, mas não reduz projeção




Foto: Divulgação

A colheita de milho da safra 2024/25 na Argentina alcançou 38,80% da área prevista até o dia 21 de maio, segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (28), com base em dados da Bolsa de Cereales. O avanço semanal foi de 1,60 ponto percentual, ritmo inferior ao da semana anterior.

De acordo com o relatório, “as enchentes que atingem diversas regiões do país, especialmente o sul e centro da província de Córdoba e o norte de Buenos Aires, dificultaram os trabalhos a campo e limitaram a colheita”. A previsão indica que essas áreas continuarão recebendo chuvas ao longo da semana, mas com menor intensidade.

Apesar das dificuldades, a colheita está 10,60 pontos percentuais à frente do registrado no mesmo período da safra anterior. As áreas já colhidas apresentaram produtividade média de 80,70 sacas por hectare, superando as expectativas iniciais.

A Bolsa de Cereales manteve a estimativa de produção nacional em 49 milhões de toneladas. No entanto, o relatório destaca que “há possibilidade de revisão para baixo nas próximas atualizações, caso se confirmem perdas associadas a fatores climáticos ou fitossanitários”.





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Café moído, tangerina e carne bovina lideram alta de preços


Os preços de produtos agropecuários básicos, como café e carne bovina, apresentaram aumentos expressivos no Brasil nos últimos 12 meses, de acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), divulgados em maio pelo IBGE.

O café moído teve alta acumulada de 83,2% no período, liderando o ranking de maiores elevações. O aumento é atribuído a fatores como instabilidades climáticas e flutuações do mercado internacional, que afetam a oferta e os custos da principal commodity agrícola brasileira.

Entre os produtos com maior impacto mensal, a energia elétrica residencial apresentou alta de 1,68%. Já o grupo alimentação e bebidas desacelerou, passando de 1,14% em abril para 0,39% em maio.

No segmento de proteínas, os cortes bovinos populares também encareceram. O acém subiu 28,27%, seguido por alcatra (25,98%), patinho (25,41%), contrafilé (24,17%) e filé-mignon (23,83%). O aumento é reflexo da elevação dos custos de produção e alimentação animal, além da crescente demanda interna e externa.

No setor hortifruti, a tangerina foi destaque com alta de 32,84%, ficando em segundo lugar entre os itens com maior variação de preços. “A inflação, normalmente mensurada pelo IPCA, tem um impacto profundo na vida do consumidor, fazendo com que cada real valha menos do que antes, obrigando todos a repensar prioridades e a se adaptar a um novo cenário econômico em que a estabilidade financeira se torna um objetivo cada vez mais distante”, afirma Fernando Lamounier, educador financeiro e sócio-diretor da Multimarcas Consórcios.

Embora o índice geral de preços tenha registrado variação moderada de 0,36% em maio, os produtos do agronegócio seguem pressionando a inflação dos alimentos. O cenário preocupa produtores, cooperativas e gestores públicos.

Especialistas defendem a necessidade de políticas voltadas à resiliência climática, à adoção de tecnologias no campo e à regulação de mercado, como forma de manter a competitividade do setor e garantir o abastecimento interno.

“Com a crescente preocupação dos consumidores em relação ao aumento dos preços, principalmente de alimentos, é crucial estar atento às futuras oscilações no mercado. Com o aumento do IPCA, o encarecimento de produtos essenciais pode se prolongar. Para enfrentar esse cenário, além de repensar as prioridades de consumo, uma dica prática é criar um fundo de emergência específico para a possível variação com as despesas com alimentação, separando mensalmente uma pequena porcentagem extra da renda para evitar ser pego de surpresa com a alta de preços”, orienta Lamounier.





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Nova compra acelera remoção de carbono agrícola



O programa de carbono da Indigo já acumula quase uma megatonelada de impacto



O programa de carbono da Indigo já acumula quase uma megatonelada de impacto climático positivo
O programa de carbono da Indigo já acumula quase uma megatonelada de impacto climático positivo – Foto: Divulgação

A Indigo anunciou nesta terça-feira  uma nova parceria com a Microsoft para acelerar a remoção de carbono do solo. A gigante da tecnologia adquiriu 60.000 créditos de carbono gerados pela quarta e maior “safra de carbono” da Indigo, certificada em abril pelo Climate Action Reserve. A compra expande o acordo anterior, firmado em junho de 2023, quando a Microsoft adquiriu 40.000 créditos.

O programa de carbono da Indigo já acumula quase uma megatonelada de impacto climático positivo, além de evitar o escoamento de mais de 240 bilhões de litros de água superficial. A empresa destina 75% do valor das vendas diretamente aos agricultores, estimulando práticas de agricultura regenerativa em todo os Estados Unidos.

Segundo Dean Banks, CEO da Indigo Ag, a confiança da Microsoft valida a robustez científica e tecnológica do programa, que hoje beneficia mais de 20 milhões de acres em 15 países. O projeto garante que o carbono permaneça no solo por décadas, oferecendo uma solução confiável e de longo prazo.

“Quando a Microsoft, reconhecida como um dos principais impulsionadores do mercado de carbono, investe nos créditos da Indigo, confirma sua confiança na nossa ciência, equipe e tecnologia. Nosso portfólio de biológicos de alta performance e de sustentabilidade já estão presentes em mais de 20 milhões de acres em 15 países, e este acordo reforça a confiança no trabalho árduo dos agricultores para criar um sistema agroalimentar saudável e resiliente”, indica.

Para Brian Marrs, Diretor Sênior da Microsoft, a iniciativa vai além da mitigação climática. Ela promove a resiliência das propriedades rurais, protege bacias hidrográficas e impulsiona o desenvolvimento econômico nas comunidades agrícolas.

 

“Realizamos uma diligência rigorosa ao escolher projetos para nosso portfólio, e estamos satisfeitos em apoiar este projeto como parte do portfólio mais amplo de soluções de remoção de carbono de alta qualidade da Microsoft. A colaboração busca proteger a segurança econômica do nosso sistema agroalimentar com uma abordagem mensurável e escalável para remoção de carbono baseada na agricultura”, conclui.

 





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Soja avança; milho mantém viés de baixa



No Brasil, o milho também subiu, mas de forma mais contida



No Brasil, o milho também subiu, mas de forma mais contida
No Brasil, o milho também subiu, mas de forma mais contida – Foto: Canva

Na última semana, os contratos futuros da soja em Chicago fecharam em alta, impulsionados por preocupações climáticas e discussões sobre política de biocombustíveis nos Estados Unidos. Segundo relatório da StoneX, apesar de uma realização de lucros na sexta-feira (23), a oleaginosa acumulou valorização semanal de 1%, com o contrato para julho encerrando a US$ 10,60/bushel.

Nesse contexto, é possível dizer que o mercado segue atento às negociações sobre a prorrogação dos créditos 45Z, que podem favorecer o uso de matérias-primas locais para biocombustíveis, fortalecendo especialmente a demanda por óleo de soja. Além disso, o clima excessivamente chuvoso na Argentina tem trazido atrasos na colheita e pode impactar negativamente a produtividade, embora os danos ainda estejam sendo avaliados.

Por outro lado, o milho mantém tendência de baixa em Chicago, mesmo após um avanço técnico na última semana. O contrato jul/25 subiu 3,6%, fechando a US$ 4,59/bushel, movimento explicado pela elevada quantidade de posições vendidas, que gerou um repique no curto prazo. Contudo, os fundos seguem aumentando apostas na queda, confiantes em uma safra robusta nos EUA, que avança rapidamente.

No Brasil, o milho também subiu, mas de forma mais contida. O contrato jul/25 na B3 avançou 1,7%, refletindo a expectativa de uma boa safrinha, sobretudo no Mato Grosso, onde os preços físicos já se aproximam dos R$ 50/saca. A competitividade do milho brasileiro no segundo semestre deve pressionar o mercado externo, limitando maiores altas para os contratos em Chicago.





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Gripe aviária pode gerar prejuízo de R$ 1 bilhão


O Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, enfrenta impactos comerciais após a confirmação de casos de gripe aviária (H5N1) em uma granja no Rio Grande do Sul. Países e regiões como China, Argentina, Japão e União Europeia já impuseram suspensões totais ou parciais às compras do produto brasileiro.

Segundo estimativas preliminares do governo, a crise pode resultar na perda de vendas de 50 mil a 100 mil toneladas de carne de frango, com prejuízos superiores a R$ 1 bilhão, caso a doença avance para outros estados — como o Tocantins, onde há investigações em andamento.

Para conter o avanço do vírus, medidas sanitárias como o abate de animais, descarte de ovos e rastreamento de lotes foram adotadas. A retomada das exportações, no entanto, dependerá da eficácia dessas ações e da manutenção do vírus restrito à área inicial. O governo aposta na regionalização das vendas, com foco em estados ainda não afetados.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que, se não forem registrados novos casos, o Brasil poderá ser declarado livre do vírus em 28 dias, conforme os protocolos internacionais de controle da gripe aviária.

Para o setor avícola, o cenário exige atenção. “A confirmação de casos de gripe aviária serve como um sinal de alerta importante para o setor. Mesmo cadeias produtivas estruturadas e profissionalizadas, como a avicultura, continuam expostas a riscos externos, sejam eles sanitários, climáticos ou econômicos, como vimos recentemente com a alta dos ovos”, afirma Andre Paranhos, vice-presidente da unidade de Agronegócio da consultoria Falconi.

Paranhos destaca que os desafios enfrentados evidenciam a necessidade de gestão preventiva e estratégica. “O agronegócio brasileiro opera sob pressão constante, com margens apertadas e uma série de exigências logísticas e sanitárias. Nessas condições, estar preparado para lidar com imprevistos não é mais um diferencial. Gestão de crise não pode ser algo improvisado. A ausência dela pode afetar a eficiência de qualquer companhia. Quem trata esse tema como parte central do negócio tem mais chance de atravessar turbulências sem comprometer toda a operação”, complementa.

Segundo Paranhos, uma gestão eficiente de riscos passa por medidas preventivas e reativas que assegurem a continuidade da produção. Ele destaca a importância do mapeamento de vulnerabilidades, da adoção de protocolos estruturados e do investimento em tecnologias de monitoramento. Para ele, evitar os “três Ds” — descuido, desleixo e desconhecimento — é essencial.

“A saída para evitar crises nas produções está na profissionalização da gestão e na adoção de uma visão estratégica. Os produtores que souberem integrar planejamento, gestão de risco, tecnologia de dados e conhecimento pessoal para se adaptarem para a competitividade no mercado, alcançarão a tão sonhada eficiência operacional. O Brasil é referência em produção de qualidade, mas o agronegócio não pode deixar de encarar esses desafios com inovação e eficácia”, conclui.





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Produtividade da cana-de-açúcar cai 16% na safra 2025/26



Safra da cana-de-açúcar começa com queda no Centro-Sul




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A safra 2025/2026 de cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil começou com recuo nos principais indicadores agronômicos. Os dados foram divulgados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), por meio do boletim De Olho na Safra, ligado ao Programa de Benchmarking da instituição.

Segundo o levantamento, a produtividade média inicial da safra foi estimada em 72,7 toneladas por hectare (TCH), representando uma redução de 16,6% em relação ao ciclo anterior. O Açúcar Total Recuperável (ATR) médio projetado é de 112 quilos por tonelada de cana, o que corresponde a um recuo de 3%. Como consequência, o indicador que combina produtividade e qualidade da matéria-prima, o TAH (toneladas de ATR por hectare), deve atingir 8 toneladas, uma queda de 20% na comparação com a safra 2024/2025.

Apesar da redução nos índices de produção, o déficit hídrico acumulado permanece dentro da média histórica, com cerca de 300 milímetros. Já o risco de florescimento, que pode comprometer o desenvolvimento da cana, é considerado baixo, com maior probabilidade de ocorrência em áreas específicas do Triângulo Mineiro e do estado de Goiás.

“Acompanhamos a tendência de declínio na produtividade e na qualidade da matéria-prima com atenção. Esses dados reforçam a necessidade de estratégias de adaptação a possíveis oscilações climáticas e ajustes no manejo agronômico”, afirmou o CTC em comunicado.

As projeções reforçam o alerta para o impacto do clima e das condições de solo sobre o desempenho da principal região produtora de cana do país, responsável por mais de 90% da produção nacional.





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