segunda-feira, abril 13, 2026

Política & Agro

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Cotonicultura Brasileira avança na descarbonização



Parceria técnica desenvolveu tecnologia



Parceria técnica desenvolveu tecnologia
Parceria técnica desenvolveu tecnologia – Foto: Bing

Meses após se consolidar como a maior exportadora de algodão do mundo, o Brasil deu um passo pioneiro rumo à descarbonização da sua cadeia produtiva. Graças à Footprint PRO Carbono, desenvolvida pela Bayer em parceria com a Embrapa e a Abrapa, a pegada de carbono do cultivo de algodão foi mensurada pela primeira vez no país, utilizando dados primários de produtores de Mato Grosso. A calculadora, que já avaliava cultivos de soja e milho, revelou uma emissão média de 329 kg CO2 eq/t de algodão, com potencial de redução de até 32%.  

Essa iniciativa também busca estabelecer uma referência nacional para emissões na cadeia do algodão, incluindo derivados como óleo e biodiesel. O presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, destacou que o objetivo é fortalecer a posição do algodão brasileiro no mercado global e no programa Renovabio. A parceria técnica envolve ainda a Abiove, que integra dados de agricultores da Bahia e Goiás na fase inicial do projeto, reforçando os atributos sustentáveis da produção nacional. 

Além do algodão, a Footprint PRO Carbono já está sendo aplicada na sojicultura. Em Santa Catarina, a Cooperalfa terá a pegada de carbono de seus grãos de soja monitorada a partir de 2025, abrangendo 5.000 hectares na primeira fase. A expectativa é alcançar emissões de 383 kg CO2 eq/t com intervenções agrícolas, demonstrando a eficiência do sistema brasileiro frente à média internacional.  

O programa PRO Carbono também avança na inovação tecnológica com o Modelo Preditivo PRO Carbono, desenvolvido pela Bayer e Embrapa. Essa ferramenta promete simular a dinâmica de carbono no solo, reduzindo custos de análises e promovendo a agricultura conservacionista em larga escala. A validação internacional do programa, como no Scope 3 Standard Program da Verra, consolida o protagonismo do agronegócio brasileiro na mitigação climática e no mercado de carbono global.

 





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Tecnologia aumenta eficiência em culturas de milho e soja



Os principais motivos para a adoção incluem aumento de produtividade (55%)



Sistemas de direção automática são usados em 70% das grandes propriedades
Sistemas de direção automática são usados em 70% das grandes propriedades – Foto: USDA

A adoção da Agricultura de Precisão tem crescido entre os grandes operadores agrícolas nos Estados Unidos, principalmente em culturas como milho e soja, segundo o relatório “2023 Technology Use”. O USDA revelou que 27% das explorações agrícolas utilizavam ao menos uma dessas tecnologias no último ano, como monitores de rendimento, Drones e ordenha robotizada, com taxas superiores a 50% nos estados líderes em produção de grãos. A adoção é significativamente maior entre grandes propriedades, que conseguem maximizar os benefícios dessas ferramentas, enquanto pequenas explorações enfrentam barreiras como custos elevados e falta de infraestrutura, como internet de qualidade.

Entre as tecnologias mais comuns, sistemas de direção automática são usados em 70% das grandes propriedades, seguidos por equipamentos de taxa variável (45%) e drones (12%). No caso das explorações leiteiras, 19% adotaram ordenha robotizada. Já nas explorações médias, mais de 50% utilizam mapas de rendimento e mapas de solos, enquanto pequenas explorações, com menos de 350 mil dólares de receita bruta anual, registram uma adoção limitada, com apenas 13% utilizando monitores de rendimento.

Os principais motivos para a adoção incluem aumento de produtividade (55%), redução de custos (41%) e melhorias no solo e no impacto ambiental (40%). A economia de tempo e a redução da fadiga do operador também são fatores importantes. Entretanto, barreiras como o alto custo inicial e a complexidade de ferramentas baseadas em dados dificultam a disseminação, especialmente entre pequenos agricultores. Apesar dos desafios, tecnologias mais acessíveis e de fácil uso têm encontrado maior adesão, reforçando o potencial da Agricultura de Precisão em transformar a produção agrícola, com ênfase na eficiência e sustentabilidade, principalmente nas grandes propriedades.

 





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Biocombustíveis devem movimentar R$ 1 trilhão



A projeção é de que a produção de etanol atinja 48,5 bilhões de litros em 2034



A produção de etanol será o grande destaque
A produção de etanol será o grande destaque – Foto: Divulgação

Segundo Carlos Cogo, Sócio-Diretor de Consultoria da Cogo Inteligência em Agronegócio, com base em dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), o setor de biocombustíveis no Brasil deverá movimentar impressionantes R$ 1 trilhão até 2034. Esse montante engloba R$ 99,8 bilhões em investimentos diretos e R$ 924,4 bilhões em custos operacionais, com impactos positivos especialmente para as cadeias de cana-de-açúcar, milho e soja.  

A produção de etanol será o grande destaque, concentrando 60% dos investimentos previstos. As ações incluirão a construção de novas usinas, a modernização de plantas existentes e a formação de novos canaviais. Apenas para o etanol de primeira geração produzido a partir da cana-de-açúcar, espera-se um investimento de R$ 5,4 bilhões, dos quais R$ 3,9 bilhões serão destinados à expansão da capacidade existente, enquanto o restante será aplicado na construção de duas novas unidades. Já o etanol de milho e o de segunda geração, oriundo da cana, devem receber aportes significativos de R$ 17 bilhões e R$ 14,4 bilhões, respectivamente.  

A projeção é de que a produção de etanol atinja 48,5 bilhões de litros em 2034, com destaque também para o segmento de biodiesel. Esse mercado deverá receber R$ 14,5 bilhões em investimentos e R$ 77,5 bilhões em custos operacionais, acompanhando a elevação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, de 15% em 2025 para 20% em 2030. A demanda total de biodiesel é estimada em 16,7 bilhões de litros até 2034, sendo o óleo de soja a principal matéria-prima.  

Outra área promissora é a dos Combustíveis Sustentáveis de Aviação (SAF), com investimentos projetados de R$ 17,5 bilhões. Esses combustíveis têm uma demanda estimada de 3 bilhões de litros em 2034, posicionando o Brasil como um potencial líder na transição energética global.

 





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Aliada no plantio direto de soja



O manejo adequado da palhada no plantio direto é uma estratégia indispensável



No contexto abordado, a palhada protege o solo contra erosão
No contexto abordado, a palhada protege o solo contra erosão – Foto: USDA

A utilização de palhada, resíduo vegetal deixado no solo após colheitas anteriores, oferece inúmeras vantagens para o cultivo de soja em sistemas de plantio direto, como destaca Bruno Lorran Rechia, Representante Comercial na Boa Safra Sementes, em seu perfil no linkedIn. Esses benefícios abrangem desde a conservação do solo até a sustentabilidade agrícola, sendo fundamentais para a produtividade e a preservação dos recursos naturais.

No contexto abordado, a palhada protege o solo contra erosão, melhorando sua estrutura e promovendo maior infiltração de água. Além disso, reduz a evaporação, mantendo a umidade em períodos de estiagem e regulando a temperatura do solo, o que favorece o desenvolvimento das raízes e de microrganismos benéficos. Também contribui para o controle de plantas daninhas, atuando como barreira física e química, e libera gradualmente nutrientes essenciais como nitrogênio, fósforo e potássio durante sua decomposição.

Sendo assim, o manejo adequado da palhada no plantio direto é uma estratégia indispensável para melhorar a produtividade e a qualidade do cultivo de soja, alinhando resultados econômicos e ambientais de forma sustentável. “Culturas como milho, milheto, sorgo, braquiária e até mesmo trigo são frequentemente usadas como precursoras para formar palhada no sistema de plantio direto da soja. A escolha da cultura de cobertura depende do clima, tipo de solo e manejo desejado. O uso de palhada é essencial para o manejo sustentável e eficiente do cultivo da soja, garantindo produtividade e preservação dos recursos naturais”, comenta.





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Arroz irrigado lidera expansão da produção



A safra atual reflete o otimismo do setor



No Rio Grande do Sul, estado líder na produção de arroz irrigado, 97% da área já foi plantada
No Rio Grande do Sul, estado líder na produção de arroz irrigado, 97% da área já foi plantada – Foto: José Luis da Silva Nunes

De acordo com a Equipe FieldCrops, o arroz irrigado será o principal responsável pelo crescimento de 13,9% na produção brasileira de arroz na safra 2024/25, que deve alcançar 12,06 milhões de toneladas. Com uma área estimada em 1,39 milhão de hectares (+8,5%), o cultivo irrigado se destaca especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde mais de 90% da semeadura já foi concluída. A produtividade média para essa modalidade é projetada em 6.828 kg/ha, refletindo um aumento de 3,5% em relação à safra anterior.  

No Rio Grande do Sul, estado líder na produção de arroz irrigado, 97% da área já foi plantada, apesar de alguns desafios causados por chuvas irregulares. Em Santa Catarina, o plantio praticamente foi finalizado, com as lavouras apresentando bom desenvolvimento até o momento. Outros estados produtores, como Tocantins e Mato Grosso, também avançaram na semeadura graças às condições climáticas favoráveis e à regularidade das chuvas.  

O arroz de sequeiro, que representa uma parcela menor da produção, também registrou expansão significativa. A área cultivada nesta modalidade cresceu 15,3%, alcançando 374,4 mil hectares, com destaque para os estados de Mato Grosso e Maranhão. O bom desempenho do arroz de sequeiro é atribuído à valorização dos preços no mercado e ao aumento da rentabilidade, fatores que motivaram os produtores a investir na cultura.  

A safra atual reflete o otimismo do setor, impulsionado não apenas pelos bons preços e pela rentabilidade, mas também pelas condições climáticas favoráveis em grande parte das regiões produtoras. 

 





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Como está o mercado da soja?


No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, giram preços em torno de R$ 141,00 para entrega em novembro, e pagamento 27/12, no porto, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “No interior os preços seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,00 Cruz Alta – Pagamento em 30/01. R$ 134,00 Passo Fundo – Pagamento em 30/01. R$ 134,00 Ijuí – Pagamento em 30/01. R$ 133,00 Santa Rosa / São Luiz – Pagamento em 30/01. Preços de pedra, em Panambi, manteve em para R$ 125,00 a saca, para o produtor”, comenta.

No aspecto comercial, as cotações da soja no mercado catarinense registraram alta de 2,4% em novembro, mas apresentaram recuo de 0,5% nos primeiros 10 dias de dezembro, em comparação ao preço médio do mês anterior. Hoje, o preço da soja foi cotado a R$ 142,00 no porto e R$ 135,50 em Chapecó, refletindo as oscilações recentes do mercado.

No Paraná, o mercado está de olho no encerramento do plantio. “No porto, em Campinas (SP), o mercado também mostrou pouca movimentação, com preços CIF para o Porto de Paranaguá (PR) entre R$ 138 e R$ 138,50 por saca, para entrega imediata e pagamento em janeiro, enquanto os vendedores pediam R$ 140 a R$ 142. No spot da soja em Cascavel (PR), indústrias propunham entre R$ 137 e R$ 139/saca FOB, com embarque imediato e pagamento em janeiro, sem contraofertas. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 133,00”, completa.

Chuva libera áreas ainda paradas para o fim do plantio no Mato Grosso do Sul. “No spot da soja em Dourados, as indicações de compra ficaram em R$ 133 por saca FOB para embarque imediato, com pagamento em janeiro, enquanto os vendedores pediam R$ 136 a R$ 137, sem acordos”, indica.

Negócios parados no estado do Mato Grosso. “Em Sorriso, o spot tem liquidez limitada, com indicações a R$ 136 FOB para entrega em dezembro e pagamento em janeiro, sem interesse de venda. Campo Verde: R$ 134,00, Lucas do Rio Verde: R$ 134,50. Nova Mutum: R$ 133,50. Primavera do Leste: R$ 134,50. Rondonópolis: R$ 138,50. Sorriso:

R$ 136,00”, conclui.

 





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Dólar em alta impulsiona preços do milho na B3



A valorização do dólar frente ao real é um dos principais fatores



Nesse contexto, os contratos futuros de milho na B3 fecharam o dia em alta
Nesse contexto, os contratos futuros de milho na B3 fecharam o dia em alta – Foto: Pixabay

De acordo com informações da TF Agroeconômica, os principais contratos de milho encerraram a terça-feira (17) com valorização, apesar de um cenário internacional negativo. Na Bolsa de Chicago, o contrato para dezembro/24 foi cotado a US$ 4,43, registrando queda de 1,5 pontos. Contudo, o dólar teve uma alta expressiva, alcançando a máxima de R$ 6,207 e fechando o dia em R$ 6,096. Esse movimento garantiu melhores margens aos exportadores no porto, impactando positivamente os preços futuros do cereal no mercado interno.  

Nesse contexto, os contratos futuros de milho na B3 fecharam o dia em alta. O vencimento janeiro/25 subiu R$ 0,56, encerrando a R$ 74,56, embora acumule baixa de R$ 1,36 na semana. O contrato março/25 teve alta de R$ 0,54, finalizando em R$ 73,70, mas ainda registra perda semanal de R$ 0,47. Já o vencimento maio/25 também avançou R$ 0,54 no dia, sendo cotado a R$ 73,07, com uma leve queda semanal de R$ 0,06.  

A valorização do dólar frente ao real é um dos principais fatores que sustentaram as cotações na B3, mesmo em um dia de queda nos preços internacionais. Essa alta cambial favorece a competitividade do milho brasileiro no mercado externo, elevando as margens dos exportadores e influenciando diretamente o mercado interno.  

O desempenho do dólar e sua relação com o mercado internacional reforçam a importância de monitorar as variáveis cambiais. Para os players do setor, especialmente em um momento de volatilidade, o câmbio segue como um elemento decisivo para a formação de preços e para estratégias comerciais no agronegócio brasileiro.

 





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Dólar atinge R$ 6,09 e fecha em novo recorde histórico após intervenção do Banco Central



Banco Central (BC), que vendeu mais de US$ 4,6 bilhões em dois leilões




Foto: Pixabay

O dólar encerrou a segunda-feira (16) com alta expressiva, cotado a R$ 6,09, alcançando o maior valor de fechamento desde a implantação do Plano Real, em 1994. Mesmo com a intervenção do Banco Central (BC), que vendeu mais de US$ 4,6 bilhões em dois leilões realizados durante a manhã, o mercado seguiu pressionado, refletindo preocupações fiscais e o aumento dos prêmios de risco no Brasil.

Na B3, o contrato de dólar futuro com vencimento mais próximo também registrou alta. Às 17h03, a cotação subia 0,86%, sendo negociada a R$ 6,10. Essa movimentação representa o terceiro dia consecutivo de intervenção no mercado cambial por parte do BC, em uma tentativa de conter a escalada da moeda.

A atuação desta segunda-feira é considerada a maior intervenção cambial desde março de 2020, quando o Banco Central vendeu US$ 2 bilhões em leilões semelhantes. Ainda assim, o esforço não foi suficiente para reverter o movimento de alta, impulsionado pelo receio crescente dos investidores quanto à situação fiscal do país e o aumento da aversão ao risco global.

 





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Setor de fertilizantes enfrenta cenário desafiador



“O câmbio elevado é um dos principais desafios”



A baixa nos preços das commodities agrícolas reduziu significativamente o poder de investiment
A baixa nos preços das commodities agrícolas reduziu significativamente o poder de investiment – Foto: Divulgação

O setor de fertilizantes atravessa um dos períodos mais difíceis da última década, segundo análise de Anderson Nacaxe. A combinação de preços reduzidos para commodities agrícolas, como soja e milho, com a escalada do câmbio em mercados emergentes, como o Brasil, tem comprimido margens, elevado custos operacionais e revelado fragilidades estruturais nas grandes empresas do setor. 

A baixa nos preços das commodities agrícolas reduziu significativamente o poder de investimento dos produtores rurais, afetando diretamente a receita de grandes players do setor. A Mosaic, por exemplo, registrou queda de 21% em suas receitas no terceiro trimestre de 2024, enquanto Yara e Nutrien tiveram reduções de 6% e 5%, respectivamente. Além disso, a Nutrien anunciou cortes drásticos, incluindo o fechamento de unidades no Brasil, ilustrando os desafios enfrentados mesmo por líderes do mercado.

“O câmbio elevado é um dos principais desafios, especialmente em mercados emergentes como o Brasil. Para empresas que dependem de insumos dolarizados, como gás natural, ou têm operações em moedas locais mais voláteis, o impacto é brutal. O caso da Nutrien, que sofreu perdas de US$ 220 milhões em derivativos cambiais não autorizados no Brasil, é emblemático. Mostra como a gestão de riscos financeiros é essencial em um cenário de volatilidade global”, comenta.

Apesar das adversidades, algumas empresas têm se destacado. A CF Industries apresentou uma margem EBITDA de 43,2% e o maior ROIC do setor (12,2%), impulsionada por sua diversificação em produtos de maior valor agregado, como amônia e ureia. Já empresas como Yara e Mosaic ainda enfrentam dificuldades em recuperar margens operacionais, com resultados ajustados de EBITDA muito abaixo dos melhores momentos anteriores.

 





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Indústria arrozeira portuguesa enfrenta crise



Além da queda nos preços, o setor sofre com estoques remanescentes



Além da queda nos preços, o setor sofre com estoques remanescentes
Além da queda nos preços, o setor sofre com estoques remanescentes – Foto: coniferconifer

A indústria de arroz em Portugal atravessa uma grave crise, com perdas estimadas em cerca de 40 milhões de euros, conforme divulgado pela agência Lusa. Apesar da boa qualidade da safra deste ano, os preços de venda despencaram de 550 euros por tonelada na campanha anterior para 350 euros nesta safra, tornando o cultivo economicamente inviável. João Reis Mendes, presidente da Aparroz, associação de produtores de arroz, alertou que o setor enfrenta condições críticas: “Estamos a produzir abaixo dos custos, o que compromete a sustentabilidade de cerca de 1.500 agricultores.”  

Além da queda nos preços, o setor sofre com estoques remanescentes do ano anterior que não foram vendidos e com a redução nas exportações para o Oriente Médio, região que tem sido dominada pelo arroz dos Estados Unidos e da Austrália. Embora o preço do arroz nos supermercados não tenha diminuído, os produtores não conseguem negociar valores que cubram os custos de produção, colocando em risco os 28 mil hectares cultivados no país e a subsistência de milhares de famílias.  

Diante dessa realidade, representantes do setor se reunirão para avaliar os impactos financeiros e traçar um plano de ação que fortaleça a cadeia produtiva. A busca por mercados alternativos e políticas que garantam preços mínimos para os produtores são algumas das possíveis medidas a serem discutidas.  A situação evidencia a necessidade de soluções rápidas para evitar o colapso do setor arrozeiro português, que desempenha um papel crucial na agricultura nacional e na preservação de paisagens rurais únicas.

 





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