sábado, abril 11, 2026

Política & Agro

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Mercado de máquinas agrícolas enfrenta queda


O mercado de máquinas agrícolas no Brasil fechou 2024 com uma significativa queda nas vendas, conforme dados da FederUnacoma, com base nos registros do Ministério dos Transportes. Todos os principais tipos de máquinas sofreram retração, com destaque para os tratores, que tiveram uma diminuição de 12,3%, com 15.448 unidades vendidas (contra 17.613 em 2023), o pior desempenho desde 1952. As colheitadeiras também apresentaram uma redução de 31,8%, totalizando 266 unidades registradas, enquanto os transportadores caíram 14,9%, com 525 unidades comercializadas.

A queda se estendeu a manipuladores telescópicos e reboques. Os manipuladores reduziram em 14,4%, com 977 unidades vendidas (contra 1.141 no ano anterior), enquanto os reboques sofreram uma retração de 2,8%, com 7.504 unidades comercializadas (7.718 em 2023). Esse cenário é reflexo da alta nos custos de produção e das taxas de juros elevadas, que dificultam o acesso ao crédito, além da estagnação da renda agrícola. Este é o terceiro ano consecutivo de queda para o setor, após o pico de 2021.

O impacto também foi sentido na Europa e na América do Norte. Na União Europeia, países como França (-10,1%), Alemanha (-3,4%) e Reino Unido (-11,9%) apresentaram redução nas vendas, assim como os Estados Unidos (-13,2%) e o Canadá (-15,8%).  

Na Itália, a situação foi ainda mais desafiadora devido ao esgotamento dos incentivos para tecnologias 4.0, que impulsionaram o setor em 2021. Os programas de incentivo, como o PNRR, focados em tratores elétricos e movidos a metano, têm impacto limitado. Para a FederUnacoma, é essencial o fortalecimento de novos planos estruturais para enfrentar os desafios econômicos atuais.

 





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André Corrêa do Lago é anunciado como presidente da COP 30



A COP 30 será sediada pela primeira vez na Amazônia




Foto: Foto: Divulgação/Ministério das Relações Exteriores

O diplomata André Aranha Corrêa do Lago foi escolhido como presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), que acontecerá em novembro de 2025, em Belém, no Pará. A indicação foi anunciada nesta terça-feira (21) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Corrêa do Lago, atual secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, traz consigo uma trajetória de destaque nas negociações climáticas globais.

Com experiência como representante brasileiro em diversas conferências da ONU sobre o clima, o diplomata também foi embaixador do Brasil na Índia entre 2018 e 2023, período em que desempenhou um papel crucial para a implementação da política de uso de etanol em veículos no país asiático, inspirada no modelo brasileiro.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) emitiu uma nota oficial elogiando a escolha de Corrêa do Lago e destacando sua capacidade de liderança. “A vasta experiência do embaixador em temas relacionados aos desafios das mudanças do clima não deixa dúvidas de que sua liderança trará excelentes resultados à COP do Brasil”, afirmou a entidade. A UNICA também destacou o papel decisivo de Corrêa do Lago na declaração do acordo dos ministros do G20, realizada no Brasil no ano passado.

A COP 30, que será sediada pela primeira vez na Amazônia, é vista como uma oportunidade estratégica para que o Brasil demonstre sua liderança em soluções climáticas, como o etanol e outras fontes renováveis de energia. A UNICA enfatizou a importância da conferência para consolidar o país como referência global em sustentabilidade e inovação no setor energético.

Belém será o epicentro das discussões sobre o futuro climático do planeta, com a liderança de um diplomata amplamente reconhecido por sua capacidade de articulação e visão estratégica.





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Brasil registra redução nas exportações para a China



China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras de soja



China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras de soja
China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras de soja – Foto: Divulgação

De acordo com o relatório CEBC-Alerta, realizado pelo Conselho Empresarial Brasil-China, as exportações do Brasil para a China apresentaram uma queda significativa em 2024, impulsionada pela redução de 19% no faturamento das vendas de soja. Esse declínio foi resultado de uma diminuição tanto no volume embarcado (-2,6%) quanto no preço (-20%) do produto, que continua sendo um dos principais itens exportados para o mercado chinês. A soja teve sua participação na pauta de exportações do Brasil para a China reduzida em 3,9 pontos percentuais, fechando o ano com 33% do total exportado. 

Apesar dessa queda, a China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras de soja, absorvendo 73% do total exportado em 2024. No entanto, o cenário foi mais positivo para outros produtos. O petróleo, por exemplo, se destacou como o principal produto exportado pelo Brasil para o mundo, com uma participação de 13% nas exportações totais. O faturamento com as exportações de petróleo cresceu 5,2%, e a China se manteve como o maior destino dessas exportações, com 45% do total enviado para o exterior. O valor das vendas de petróleo para o mercado chinês teve um pequeno aumento de 1% em relação ao ano anterior.

Além da China, outros países também se destacaram nas exportações de petróleo. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com uma participação de 13%, seguidos pela Espanha, com 11%. Dessa forma, a China segue como o principal parceiro comercial do Brasil em termos de exportações, especialmente no setor de petróleo, demonstrando sua importância estratégica no comércio internacional do Brasil.

 





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Percevejo ameaça produtividade da soja com perdas de até 50%


A presença do percevejo na cultura da soja tem causado prejuízos aos produtores, especialmente no estágio inicial de formação das vagens. O inseto ataca principalmente durante o estágio conhecido como “canivetinho”, impedindo o desenvolvimento dos grãos e levando ao abortamento das vagens. De acordo com especialistas, as perdas na produtividade podem variar entre 30% e 40%, atingindo até 50% em áreas destinadas à produção de sementes.

A dificuldade em identificar os ataques precocemente agrava o problema. No início do ciclo reprodutivo, as primeiras gerações do inseto, que vêm de plantas daninhas e áreas de vegetação nativa, depositam ovos que dão origem a novos surtos na lavoura. “Os danos só são percebidos tardiamente, quando a produtividade já foi comprometida”, alertam os pesquisadores. Além da redução na colheita, os ataques podem diminuir a qualidade dos grãos devido à injeção de toxinas e contaminação por fungos, prejudicando a classificação e o valor de mercado da soja.

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O problema é ainda mais grave em plantações que utilizam inseticidas químicos como principal método de controle. O uso contínuo desses produtos tem contribuído para o aumento da resistência dos percevejos, exigindo mais pulverizações ao longo do ciclo e elevando os custos de produção. Em média, são realizadas de quatro a oito aplicações por safra, o que tem se mostrado ineficaz em muitos casos.

As informações foram divulgadas pela Life Biological Control, que apresentou uma solução inovadora para o controle do percevejo. A empresa desenvolveu o Defender Soy, um produto biológico à base da microvespa parasitoide Telenomus podisi. O insumo ataca diretamente os ovos do percevejo, evitando que novas gerações se desenvolvam. Além de reduzir as perdas na produtividade em até 30%, o método biológico diminui a necessidade de aplicações químicas, contribuindo para o manejo sustentável da lavoura.

A eficácia do Defender Soy já é comprovada com taxas de controle superiores a 95%, segundo a empresa. A microvespa é capaz de eliminar os ovos antes que eclodam, protegendo não só a cultura da soja, mas também o milho safrinha, outro alvo recorrente do percevejo-barriga-verde. O produto está disponível em regiões específicas do Brasil, com distribuição estratégica para garantir a eficiência do controle biológico.

 

 





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Saiba como reduzir os prejuízos em caso de estiagem


A estiagem que atinge novamente o Rio Grande do Sul tem causado sérios prejuízos aos produtores rurais, especialmente nas culturas de milho e soja. Segundo informações divulgadas pela HBS Advogados, é fundamental que os agricultores tomem providências para comprovar as perdas decorrentes da seca, garantindo assim a mitigação dos prejuízos e a preservação de seus direitos.

Laudos técnicos como ferramenta essencial

De acordo com a HBS Advogados, uma das principais ações que o produtor deve adotar é a obtenção de laudos técnicos periódicos elaborados por profissionais habilitados, acompanhados da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Esses documentos são indispensáveis para quantificar as perdas e comprovar a frustração de safra antes da colheita. “Fotos, vídeos, atas notariais, decretos municipais de situação de emergência e notícias podem complementar os laudos e reforçar a comprovação”, explicam os especialistas da HBS.

Seguro agrícola: requisitos e cuidados

Os advogados da HBS também destacam a importância de comunicar a seguradora conforme as condições estabelecidas na apólice do seguro agrícola. Além disso, orientam que o produtor aguarde a vistoria antes de iniciar a colheita e esteja acompanhado de um assistente técnico durante o processo. “É fundamental revisar atentamente os termos de vistoria antes de assiná-los. Em caso de divergência, o produtor deve formalizar suas razões e, se necessário, solicitar uma nova vistoria”, alertam.

Colheita antecipada: como se proteger

Mesmo quando a colheita precisa ser iniciada antes da vistoria, devido à urgência, os advogados recomendam que o produtor arquive os laudos técnicos e demais documentos que comprovem os investimentos na lavoura. Esses registros serão cruciais para possíveis prorrogações ou renegociações de contratos.

Prorrogação de dívidas: um direito do produtor rural

Segundo a HBS Advogados, o Manual de Crédito Rural assegura ao produtor a possibilidade de prorrogar vencimentos de operações de crédito rural com base em sua capacidade de pagamento, sem a cobrança de juros adicionais, multas ou encargos. “Para acessar esse direito, é imprescindível protocolar o pedido antes do vencimento, acompanhado de documentação que comprove as perdas sofridas. Isso permitirá que o banco reestruture os prazos conforme o ciclo da lavoura e as condições financeiras do mutuário”, ressaltam. A HBS também menciona a Súmula 298 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que estabelece que a prorrogação de dívidas rurais não é uma faculdade dos bancos, mas um direito do produtor.

Renegociações em contratos fora do sistema financeiro

Além das operações de crédito rural, a HBS alerta que o produtor também pode buscar soluções para renegociar contratos fora do sistema financeiro. Nesse caso, é necessário avaliar, previamente, as medidas jurídicas mais adequadas para evitar inadimplências e, se possível, resolver as questões de forma extrajudicial.

Proatividade é a chave para mitigar danos

A HBS Advogados reforça que os produtores prejudicados pela estiagem devem ser proativos, adotando rapidamente as providências cabíveis, com base na documentação necessária e nas particularidades de cada caso.





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Microbioma de batata é chave para desenvolvimento



A pesquisa também destaca que fatores como as características do solo



A pesquisa também destaca que fatores como as características do solo
A pesquisa também destaca que fatores como as características do solo – Foto: Pixabay

Leandro Simões Azevedo Gonçalves, professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), destacou um estudo recente publicado na Nature Microbiology, liderado por Song et al. (2025), que investiga a conexão entre o microbioma de tubérculos-semente de batata e o vigor das plantas na safra subsequente. A pesquisa revela que a composição microbiana nos olhos dos tubérculos pode prever a saúde e o crescimento das plantas, oferecendo novas possibilidades para aumentar a produtividade agrícola.

O estudo aponta que espécies como Streptomyces, Acinetobacter e Cellvibrio esempenham papéis cruciais nesse processo. O Streptomyces é associado ao aumento do vigor, pois contribui para a saúde das plantas. Por outro lado, Acinetobacter e Cellvibrio têm sido identificados como limitadores de crescimento, já que competem por recursos ou geram metabólitos inibitórios, impactando negativamente o desenvolvimento das plantas.

A pesquisa também destaca que fatores como as características do solo, a genética da cultivar e o histórico de produção determinam a composição do microbioma, moldando o vigor das plantas nas safras seguintes. A interação desses fatores cria um “legado microbiano”, refletindo nas diferenças fisiológicas e microbianas dos tubérculos, o que pode alterar a disponibilidade de nutrientes e as interações com patógenos.

A partir desses dados, é possível identificar tubérculos-semente com microbiomas benéficos, permitindo recomendações personalizadas para diferentes solos e climas. O estudo sugere que a manipulação das comunidades microbianas, por meio de inoculantes customizados, pode ser uma estratégia eficaz para aumentar a resistência a patógenos e melhorar a eficiência no uso de nutrientes, contribuindo para uma agricultura mais resiliente e sustentável.

 





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Evite perdas na batata com a limpeza de máquinas



A limpeza das máquinas é uma medida preventiva simples, mas de grande impacto



A limpeza das máquinas é uma medida preventiva simples, mas de grande impacto
A limpeza das máquinas é uma medida preventiva simples, mas de grande impacto – Foto: Pixabay

A limpeza das máquinas e implementos agrícolas é uma ação essencial no controle de nematoides na bataticultura, como aponta João Pedro Elias Gondim, engenheiro agrônomo. Os nematoides, como os nematoides-das-galhas-radiculares (‘Meloidogyne’ spp.) e os nematoides-das-lesões-radiculares (‘Pratylenchus’ spp.), causam grandes danos às lavouras de batata, afetando diretamente a absorção de água e nutrientes pelas raízes. Isso resulta em sintomas de amarelecimento, raquitismo e murcha, comprometendo tanto a quantidade quanto a qualidade dos tubérculos. Em alguns casos, as perdas podem chegar a 100% da produção.

O Brasil enfrenta sérios desafios no controle desses patógenos, que têm ampla distribuição geográfica nas regiões produtoras. O manejo integrado de nematoides, incluindo a limpeza e descontaminação de máquinas, é crucial para evitar a propagação dos patógenos. Máquinas contaminadas podem transferir nematoides de áreas infestadas para áreas limpas, agravando o problema. Além disso, o controle eficaz deve envolver o uso de cultivares menos suscetíveis, a rotação de culturas, a destruição de restos culturais e a aplicação de nematicidas.

A limpeza das máquinas é uma medida preventiva simples, mas de grande impacto, que deve ser combinada com outras práticas de manejo para reduzir a densidade populacional de nematoides e garantir a saúde das lavouras. O controle adequado desses patógenos não só reduz as perdas, mas também contribui para a produção de batatas de melhor qualidade, fundamentais para o abastecimento nacional. Portanto, adotar práticas integradas e a higiene das máquinas é essencial para a sustentabilidade da bataticultura.

 





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Déficit hídrico preocupa mercado da soja


A falta de chuvas no Rio Grande do Sul já causa perdas irreversíveis de produtividade em algumas regiões, mesmo com o retorno das precipitações, segundo a TF Agroeconômica. As áreas semeadas em outubro foram as mais prejudicadas, destacando-se Alto Uruguai, Fronteira Oeste e Missões. No mercado, os preços no porto alcançaram R$ 140,00 para entrega em novembro, com pagamento previsto para 24 de janeiro. No interior, as cotações variaram entre R$ 136,00 em Cruz Alta, Passo Fundo e Ijuí, com pagamentos para fevereiro, e R$ 135,00 em Santa Rosa e São Luiz. Já em Panambi, o preço de pedra permaneceu em R$ 126,00 por saca.

Em Santa Catarina, o estresse hídrico é irregular, com algumas áreas enfrentando falta de umidade e outras sofrendo com excesso. No porto de São Francisco, os preços oscilaram entre R$ 137,53 para entrega em fevereiro e pagamento em março, e R$ 141,00 para entrega em junho, com pagamento em julho. A situação climática adversa também impacta o Paraná, onde o tempo seco e as altas temperaturas ameaçam o desenvolvimento das lavouras em fase de enchimento de grãos. Os preços no porto de Paranaguá chegaram a R$ 139,00 para entrega em janeiro, com pagamento em fevereiro. No mercado interno, Ponta Grossa registrou R$ 136,00 CIF, embora a liquidez tenha sido baixa. Em Maringá, os preços disponíveis atingiram R$ 130,75 FOB, sem negócios relevantes reportados.

Em Mato Grosso do Sul, o déficit hídrico preocupa principalmente na região sul, onde as lavouras apresentam sinais de estresse devido à falta de umidade. Apesar disso, ainda não há perdas irreversíveis, embora se espere menor produtividade em algumas áreas. Os preços na região variaram entre R$ 122,41 e R$ 129,30, dependendo da localidade. Em Mato Grosso, o excesso de chuvas tem atrasado a colheita e prejudicado a qualidade dos grãos, além de comprometer a implantação da segunda safra. Os preços no estado oscilaram entre R$ 112,69 em Lucas do Rio Verde e R$ 123,77 em Sorriso.

 





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Milho começa a semana em alta



O vencimento para março/25 fechou a R$ 78,13, alta de R$ 1,46 no dia



A combinação de estoques reduzidos e exportações aquecidas tem sustentado os preços do cereal no mercado interno
A combinação de estoques reduzidos e exportações aquecidas tem sustentado os preços do cereal no mercado interno – Foto: Nadia Borges

Conforme dados da TF Agroeconômica, os principais contratos futuros de milho fecharam em alta nesta segunda-feira (20), apesar do feriado nos Estados Unidos e da queda do dólar. Segundo o Cepea, os preços do milho seguem firmes no mercado brasileiro, sustentados pela retração de vendedores, estimativas de estoques baixos e demanda aquecida. A necessidade de reposição de estoques manteve compradores ativos no mercado spot na última semana, enquanto os produtores focaram nas atividades de campo.  

Dados da Conab, analisados pelo Cepea, mostram que o estoque de passagem da safra 2023/24, que se encerra em janeiro, foi revisado para 2,53 milhões de toneladas. Esse volume está bem abaixo das 4,42 milhões de toneladas projetadas em dezembro, reflexo do aumento das exportações, agora estimadas em 38,5 milhões de toneladas. Essa combinação de estoques reduzidos e exportações aquecidas tem sustentado os preços do cereal no mercado interno.  

Na B3, os contratos futuros refletiram esse cenário. O vencimento para março/25 fechou a R$ 78,13, alta de R$ 1,46 no dia, embora acumule queda de R$ 1,72 na semana. O contrato de maio/25 foi negociado a R$ 75,97, com alta de R$ 0,50 no dia e baixa de R$ 0,83 na semana. Já o contrato de julho/25 encerrou a R$ 72,49, com valorização de R$ 0,52 no dia e R$ 0,28 na semana.  

Com estoques reduzidos e a continuidade da demanda no mercado interno e externo, espera-se que os preços do milho mantenham trajetória firme. Esse cenário deve seguir influenciando a dinâmica de preços nas próximas semanas, com compradores atentos à reposição de estoques e ao desempenho das exportações.

 





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Seca segue impactando mercado de milho


No mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul se encontram indústrias mais curtas, tiveram de elevar suas precificação, para atrair vendedor, pois a exportação começou a fazer posições no RS. As informações são da TF Agroeconômica.

“Os preços de compra da indústria variam de R$ 68,00 em Santa Rosa até R$ 74,00 em Arroio do Meio. Vendedores, neste momento, bastante ausentes, quando presentes pedem R$ 70,00 / R$ 72,00 para retirada no interior do estado janeiro cheio. Exportação apenas no dia de hoje houve indicação, a R$ 80,00 Sobre rodas entrega fevereiro e pagamento meados de março. Preços de pedra em Panambi, mantiveram-se em R$ 65,00 a saca”, comenta.

Desde a forte elevação do dólar acima de R$ 6,00 as importações de milho de Santa Catarina diminuíram significativamente. “Menos mal que a safra de verão do RS começa a ser colhida e abastece o estado catarinense com algum volume, mas o milho paraguaio e argentino é importante para complementar as necessidades locais. Já as ofertas no porto de São Francisco do Sul estão em 72,50 para entrega em agosto com pagamento em 30/09 até 72,70 com entrega em outubro e pagamento em 28/11. Milho SPOT CIF em Imbituba 2025, com entrega em fevereiro e pagamento 30/04 com ideia de R$80,00”, completa.

No Paraná, o que se destaca são os atrasos de colheita. “As ofertas para o milho spot giram ao redor de R$ 67,00/saca no interior. Para a safrinha no porto de Paranaguá os compradores oferecem R$ 73,00 com entrega em agosto e pagamento em 30/09 até 72,50 com entrega em setembro e pagamento em 30/10”, indica.

De acordo com a Aprosoja/MS, o preço médio da saca de milho no estado registrou valorização de 4,78% entre 09 e 13 de janeiro de 2025, alcançando R$ 62,75 no dia 13/01. Apesar disso, 76% da segunda safra de milho de 2024 já foi comercializada, volume 3,54 pontos percentuais menor que o mesmo período do ano anterior. No mercado local, as cotações apresentaram queda generalizada. Em Campo Grande, a saca está a R$ 62,50, enquanto Chapadão registra R$ 59,60 e Dourados caiu para R$ 60,10. Outras regiões como Maracaju, Ponta Porã, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia tiveram preços inferiores a R$ 59,40.

 





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