terça-feira, abril 7, 2026

Política & Agro

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Captura de psilídeo em armadilhas reduz 41% em 2024


A captura de psilídeos em armadilhas instaladas em diversas propriedades do cinturão citrícola do estado de São Paulo e Triângulo Sudoeste Mineiro apresentou queda de 41% em 2024 quando comparada com o mesmo de 2023. Os dados fazem parte do levantamento realizado quinzenalmente pelo Fundecitrus e disponibilizado na plataforma Alerta Psilídeo. De acordo com o sistema, a média de captura registrada em 2023 foi de 2,23 psilídeos por armadilha, contra 1,32, em 2024. Os dados do ano passado também são menores do que o registrado em 2022 (1,68).

A região de Casa Branca (SP) foi a que mais se destacou no cinturão, com uma queda de 76% nas capturas. Na sequência, aparece a região de Frutal (MG) com redução de 72% e, depois, as regiões paulistas de Bebedouro com 68%, Novo Horizonte com 64% e Araraquara com 57%. Itapetininga e Brotas são as únicas regiões que tiveram aumento de captura, com 19% e 9% respectivamente. De acordo com o engenheiro-agrônomo do Fundecitrus e coordenador do departamento de Transferência de Tecnologia, Ivaldo Sala, a queda de capturas reflete o bom trabalho que os citricultores e demais profissionais do setor vem desempenhando no manejo do inseto com o objetivo de mitigar a incidência do greening nos pomares e, ainda, a ocorrência de altas temperaturas associadas a longos períodos com falta de chuva, registrados no ano passado. Essa soma de fatores impactou a incidência do inseto, sua reprodução e dispersão.  

Manejo intensificado

Mesmo com a queda nas capturas, Sala reforça que o trabalho de manejo precisa ser intensificado diante da complexidade da doença e da capacidade destrutiva que ela representa para os pomares. “Essa redução é muito importante porque mostra, mais uma vez, que as diretrizes de manejo que sempre foram recomendadas pelo Fundecitrus se mostram eficazes. No entanto, precisamos, cada vez mais, fortalecer esse trabalho, sem deixar que erros ocorram principalmente em regiões de expansão na nossa citricultura”, diz.

O ano de 2023 apresentou o maior índice de captura de inseto desde que o Alerta Psilídeo começou a operar. As brotações, principal fonte de alimento do inseto, seguiram a mesma tendência de alta no período e chegaram a 17,20%. Em 2024, esse percentual foi 4% menor. “Ou seja, tivemos um cenário de brotações ao longo do ano passado com uma ligeira redução de incidência no comparativo com um ano com registros de índices altíssimos. Isso mostra que o controle do inseto, com frequência de pulverização correta, eliminação de plantas doentes e rotação dos modos de ação, fez toda a diferença para impactar na redução das capturas de psilídeo”, explica Sala. As novas armadilhas da área de expansão, nos estados de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais se somam a outras 35 mil nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, totalizando 267 municípios em 21 regiões monitoradas.





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Período do ano é de atenção à incidência do ácaro-da-falsa-ferrugem



Períodos de alta temperatura associados à umidade


Foto: Fundecitrus

Períodos de alta temperatura associados à umidade, comuns nessa época do ano, favorecem à ocorrência do ácaro-da-falsa-ferrugem em pomares de todas as variedades de citros. A doença é uma das principais da citricultura e deve estar no radar do manejo. A infestação nos pomares ocorre durante o ano todo, porém atinge as maiores populações entre os meses de dezembro a junho.

Nessas condições climáticas, o ácaro completa o ciclo biológico (ovo a adulto) em apenas sete dias, enquanto que, nos períodos de seca e baixas temperaturas, pode levar mais de 14 dias para completar o ciclo. O monitoramento das plantas é indispensável para o controle da praga para evitar os grandes prejuízos, pois o nível de dano econômico estimado em frutos de laranja é de 70 a 80 ácaros por cm2.  É recomendado uma frequência de inspeções entre 7 e 15 dias com lupa de bolso. O controle deve ser feito com acaricidas – e, além dos produtos químicos, o mercado também dispõe de produtos biológicos com boa performance no controle do ácaro-da-falsa-ferrugem. Existem alguns ingredientes ativos indicados para combater a praga, entretanto, os mais utilizados são os produtos à base de enxofre e abamectina.

Sintomas

A incidência desse ácaro ocorre principalmente em folhas, ramos e em frutos jovens, e sua disseminação é feita pelo vento. Nos frutos afetados, a praga provoca o aparecimento de manchas escuras de aspecto ferrugíneo na casca, que variam de intensidade de acordo com o nível de infestação. Nas folhas, o ácaro causa o aparecimento de manchas escuras de formato irregular principalmente nas bordas foliares, conhecidas como “mancha-graxa”. As infestações do ácaro reduzem a capacidade fotossintética da planta, que impacta diretamente na qualidade e na produtividade do pomar. Em laranjas, as cascas ficam mais espessas, fazendo com que eles percam o valor comercial tanto para consumo in natura como para indústria, pois causa danos às máquinas de extração.





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Estiagem prejudica milho-verde, mas há bons resultados



Colheita de milho-verde tem cenários distintos




Foto: Pixabay

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (23), a colheita do milho-verde tem apresentado diferentes cenários no Rio Grande do Sul.

Na região administrativa de Bagé, as lavouras implantadas em setembro alcançaram excelentes rendimentos. No entanto, as plantações feitas em outubro sofreram perdas devido à estiagem que impactou a fase de floração, prejudicando o desenvolvimento das espigas.

Já na região de Santa Rosa, as lavouras de milho-verde e milho-doce estão em plena colheita. Os produtores locais comercializam as espigas de milho-doce por R$ 1,50, enquanto as de milho-verde são vendidas a R$ 0,80 cada.





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Secretário de Agricultura e Abastecimento enaltece parceria com Fundecitrus



Piai iniciou sua fala abordando o greening e a complexidade do problema


Foto: Fundecitrus

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, destacou a importância da parceria com o Fundecitrus no combate ao greening. A declaração foi feita durante sua participação no podcast Agro em Pauta, realizado pela revista Exame.

Piai iniciou sua fala abordando o greening e a complexidade do problema. Segundo ele, foi perceptível desde o início que ações precisariam ser tomadas. “Quando eu me tornei secretário, no primeiro dia, já tive uma reunião sobre o assunto [greening]. Foi quando entendi a complexidade e a dimensão do problema. […] Com humildade, proatividade e planejamento, São Paulo está indo muito bem nesse combate”, afirmou.

O secretário também relembrou as dificuldades enfrentadas pela Flórida, nos Estados Unidos, no enfrentamento ao greening, e destacou a relevância da parceria entre o Fundecitrus e outras instituições. “A Flórida perdeu essa guerra. Eles investiram dois bilhões de dólares, produziam 200 milhões de caixas por ano e hoje não produzem 15 […]. Aqui, estamos nessa parceria, com mérito para o Fundecitrus, Esalq e Fapesp, onde criaremos o maior centro do setor no mundo”, frisou.

Piai se referia ao Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade (CPA), que prevê investimento financeiro para os próximos cinco anos. “Vamos trazer os melhores pesquisadores, as mentes mais brilhantes, para vencer essa batalha. Vejo que São Paulo tem atuado muito bem em relação ao greening. Estamos trabalhando com planejamento, profissionalismo e eficácia, e esse centro de pesquisa tem tudo para trazer boas notícias para nós”, completou, antes de abordar outros temas da agricultura paulista.





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Fundecitrus Podcast – Porta-enxerto: variedades tolerantes à seca



Os desafios para manter uma boa produção de laranja são grandes


Foto: Fundecitrus

 

Os desafios para manter uma boa produção de laranja são grandes. Além de pragas e doenças, a mais desafiadora é o greening, fatores climáticos também devem ser levados em conta, por impactarem seriamente o resultado final. O episódio 52 do Fundecitrus Podcast aborda os estudos que vêm sendo realizados por meio de parceria com a Embrapa Mandioca e Fruticultura, Fundação Coopercitrus Credicitrus e Instituto Agronômico para o desenvolvimento de variedades de porta-enxertos resistentes aos períodos de seca. A conversa é com o pesquisador da Embrapa Eduardo Girardi e o engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Olavo Bianchi.





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Soja e milho em baixa no mercado


A soja abriu em leve baixa na CBOT, com os contratos de março sendo negociados a US$ 1054,50, uma queda de US$ 1,50, segundo informações da TF Agroeconômica. No Brasil, o preço médio reportado pelo CEPEA foi de R$ 133,52, com uma diminuição diária de 0,68% e mensal de 4,22%. As preocupações com o clima na América do Sul continuam a influenciar o mercado, com a Argentina enfrentando déficit de umidade e o Brasil lidando com excesso de umidade no centro-norte, atrasando a colheita. 

Para o milho, a CBOT também registrou uma leve queda para os contratos de março, a US$ 483,75, uma redução de US$ 0,50. No Brasil, os preços na B3 caíram 1,93% para R$ 76,06, enquanto o CEPEA reportou um aumento de 0,11% no dia e de 1,94% no mês, fechando em R$ 74,10. A entrada de grãos no mercado físico dos EUA pressiona os preços para baixo, mas a demora na semeadura da safrinha no Brasil e o clima adverso na Argentina puxam os preços para cima.

O trigo apresentou quedas leves nos contratos de março na CBOT, negociando a US$ 552,25, uma queda de US$ 1,75. No Brasil, o CEPEA registrou altas tanto no Paraná quanto no Rio Grande do Sul, com aumentos diários de 0,18% e 0,78%, respectivamente, e mensais de 1,48% e 2,16%. A tomada de lucros após as recentes altas, juntamente com a desvalorização do dólar e possíveis danos causados pelo frio nas Grandes Planícies dos EUA, são os principais fatores a serem observados. O mercado agrícola continua a ser influenciado por um mix de fatores climáticos e geopolíticos, com a nova administração de Donald Trump adicionando camadas de incerteza ao cenário.

 





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Embarques de milho brasileiro registraram queda de 29%



Milho brasileiro perde competitividade, mas vendas para África dobram




Foto: Divulgação

Os embarques de milho brasileiro registraram queda de 29% em 2024 em relação ao ano anterior, reflexo de uma menor demanda asiática, especialmente da Coreia do Sul, China e Japão. Segundo informações do Itaú BBA, o volume exportado ao longo do ano totalizou 40 milhões de toneladas, resultado influenciado pelos preços do cereal brasileiro, que ficaram acima da paridade de exportação em boa parte do período, tornando o milho americano mais competitivo.

Apesar da retração no mercado asiático, os embarques para o continente africano dobraram, com destaque para o Egito, que se consolidou como o principal destino do milho brasileiro, adquirindo 14% do volume exportado. Esse número representa um aumento expressivo de 240% em relação ao ano anterior.

O relatório do Itaú BBA também revela uma queda de 16% nos preços do milho, que ficaram em média a USD 202,6 por tonelada, refletindo os desafios enfrentados pelo setor em 2024.

 





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Plantio preciso para uma safrinha produtiva



A semente é muito importante



Essas descobertas reforçam a necessidade de investir em máquinas e tecnologias
Essas descobertas reforçam a necessidade de investir em máquinas e tecnologias – Foto: Divulgação

A safrinha de milho de 2025 traz grandes oportunidades para o setor agrícola, mas também ressalta a importância de investir no essencial: a qualidade do plantio. Segundo Leonardo Plixo, Coordenador de Marketing de Produto Plantadeiras e Tecnologia da Massey Ferguson, esse é o ponto de partida para alcançar altos níveis de produtividade e eficiência no campo.

De acordo com um estudo publicado no Journal of Agricultural Science, a uniformidade no espaçamento entre sementes pode aumentar a produtividade em até 10%, evitando competição desnecessária entre plantas e promovendo o desenvolvimento uniforme da lavoura. Além disso, a profundidade adequada de plantio desempenha um papel crucial na germinação das sementes e no estabelecimento inicial da planta, como destacado por pesquisas da American Society of Agronomy.

Essas descobertas reforçam a necessidade de investir em máquinas e tecnologias que garantam um espaçamento regular e uniforme, precisão na profundidade de plantio e a redução de falhas e sobreposições. Esses fatores impactam positivamente o stand final da lavoura, ajudando a potencializar os resultados da safra.

No campo, onde cada detalhe importa, adaptar as soluções às realidades do produtor é essencial. Seja em operações de pequeno, médio ou grande porte, equipamentos que priorizem eficiência e qualidade são fundamentais para superar os desafios da safra e garantir um futuro promissor para a produção de milho. “No campo, onde cada detalhe importa, investir em plantio de qualidade é garantir um futuro promissor para a produção”, comenta.

 





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Região Norte lidera inadimplência no agro; Sul tem melhor desempenho


De acordo com um levantamento da Serasa Experian, 7,7% da população rural brasileira estava inadimplente no terceiro trimestre de 2024, considerando dívidas vencidas há mais de 180 dias e contraídas junto a empresas relacionadas às principais atividades do agronegócio. Em comparação ao segundo trimestre do mesmo ano, houve um aumento de 0,3 pontos percentuais na taxa.

Para Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, o quadro ainda é considerado estável, mesmo diante de adversidades como acesso ao crédito limitado, rolagem de dívidas, preços das commodities e impactos climáticos. “Apesar do leve aumento, o fato de a maioria dos proprietários rurais se manter adimplente é um reflexo positivo, considerando os desafios enfrentados no campo”, destacou.

Pequenos produtores lideram adimplência no setor

O estudo revelou que os pequenos proprietários rurais apresentam o menor índice de inadimplência, com 6,9%. Na sequência estão os produtores de médio porte (7,4%) e aqueles sem registro de cadastro rural – como arrendatários e participantes de grupos familiares – com 9,9%. Já os grandes proprietários registraram a maior taxa, atingindo 10,2%.

Região Norte Agro tem maior índice de inadimplência

Entre as regiões analisadas, a “Norte Agro” – que inclui o Norte do Brasil (com exceção de Rondônia e Tocantins) e parte do Maranhão – liderou a inadimplência no terceiro trimestre de 2024, com um índice de 11,1%. Em contraste, a região Sul se destacou com o menor percentual de inadimplentes, marcando apenas 5%.

Proprietários experientes têm maior estabilidade financeira

O levantamento apontou que a idade dos proprietários rurais influencia na capacidade de honrar dívidas. Os mais experientes registraram os menores índices de inadimplência, enquanto aqueles com idades entre 18 e 29 anos formaram a parcela mais inadimplente da população rural.

Setores do agronegócio apresentam otimismo na inadimplência

Dentre os setores onde as dívidas foram contraídas, as instituições financeiras tiveram maior participação, com 6,8% de inadimplentes. Por outro lado, setores diretamente ligados ao agronegócio, como agroindústrias, serviços de apoio, e revendas de insumos e máquinas, apresentaram taxas baixíssimas, de 0,2% e 0,1%, respectivamente.

“Os dados mostram que a cadeia agro permanece resiliente em termos de inadimplência. Se, no geral, 7,7% dos proprietários rurais estão inadimplentes, em setores diretamente relacionados ao agronegócio, os percentuais são ainda menores, o que reforça a solidez do setor”, concluiu Marcelo Pimenta.





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os fatores que impactam a aplicação de fertilizantes



A agricultura moderna é uma ciência integrada que exige precisão em cada etapa




Foto: Divulgação

A agricultura moderna é uma ciência integrada que exige precisão em cada etapa. Desde o plantio até a colheita, o sucesso de uma lavoura depende, entre outros fatores, das condições climáticas, que têm impacto direto na eficácia de operações como a aplicação foliar de fertilizantes. Ignorar essas variáveis pode significar desperdício de insumos, prejuízos financeiros e danos ambientais.

A aplicação de fertilizantes foliares, que representa até 30% dos custos totais de uma lavoura, depende de fatores como temperatura, umidade relativa do ar, direção e velocidade do vento, além de chuvas e estresse hídrico. Por exemplo, altas temperaturas e baixa umidade podem acelerar a evaporação das gotas, diminuindo sua capacidade de atingir o alvo e aumentando o risco de deriva – o movimento do produto fora da área pretendida.

Outro fenômeno climático que deve ser lembrado é a inversão térmica, quando o ar mais quente sobe e carrega as gotas pulverizadas para longe das plantas. Nessas situações, aplicações realizadas em condições inadequadas podem perder eficiência e causar impactos indesejados em áreas adjacentes, como lavouras vizinhas ou reservas ambientais.

A tecnologia tem avançado para mitigar esses problemas, com equipamentos mais sofisticados e formulações que oferecem maior flexibilidade. Entretanto, a estratégia ainda começa com o planejamento. Estar atento a parâmetros climáticos antes de iniciar a pulverização é essencial para maximizar os resultados.

Boas práticas para pulverização eficiente

Prefira gotas maiores, que são menos influenciadas pelo vento e têm maior precisão.

Mantenha a pulverização em condições climáticas ideais, com ventos entre 2 e 7 km/h e umidade relativa entre 60% e 95%.

Evite operações noturnas, quando as inversões térmicas são mais intensas.

Planeje a aplicação em horários com menor risco de chuvas logo após o processo.





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