segunda-feira, abril 6, 2026

Política & Agro

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Tensões comerciais e seus efeitos


A recente declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre medidas de reciprocidade, caso Donald Trump aumente as tarifas sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos, reacendeu o debate sobre os impactos de uma possível guerra comercial entre os dois países. Se confirmada, a disputa pode afetar setores estratégicos da economia brasileira, elevando custos para consumidores e exportadores.

Marcelo Costa Censoni Filho, especialista em Direito Tributário, alerta para as consequências dessa escalada de tensões. Segundo ele, se os EUA aumentarem as tarifas e o Brasil reagir da mesma forma, a relação entre os países pode se deteriorar a ponto de uma guerra comercial. 

“Caso os Estados Unidos realmente aumentem tarifas para produtos do Brasil, e o governo brasileiro reaja da mesma forma, a relação entre os dois países pode se deteriorar a ponto de caracterizar uma guerra comercial. O grande questionamento aqui é: quem sai perdendo?”, analisa o tributarista.

As ações de Trump geraram questionamentos sobre a violação das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), que busca garantir um comércio internacional justo. Quando um país aumenta tarifas unilateralmente, pode ser contestado na OMC, mas medidas protecionistas, mesmo contestadas, afetam o comércio global.

“Quando um país aumenta tarifas unilateralmente, ele pode ser questionado no Órgão de Solução de Controvérsias da OMC. Isso já aconteceu antes, e os EUA foram derrotados em disputas anteriores. No entanto, medidas protecionistas, mesmo que contestadas, acabam impactando o comércio global”, explica Censoni Filho.

Se a guerra comercial avançar, os efeitos serão sentidos pelo consumidor. Aumento de tarifas sobre produtos como trigo pode elevar o preço do pão, por exemplo, além de reduzir a oferta de certos itens no mercado. Censoni Filho ressalta que os desdobramentos dessa disputa podem afetar desde grandes exportadores até o consumidor final. “Os desdobramentos podem afetar desde grandes exportadores até o consumidor que faz compras no supermercado”, conclui.

 





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Preço do algodão recua em janeiro após dois meses de alta



Preço do algodão em pluma perdeu força




Foto: Canva

Após dois meses de valorização, o preço do algodão em pluma perdeu força em janeiro, conforme levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). No acumulado do mês, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em oito dias, registrou queda de 1,92%, encerrando janeiro a R$ 4,1143/lp.

A média mensal foi de R$ 4,1567/lp, valor 0,26% superior ao de dezembro de 2024, mas ainda 2,45% inferior ao de janeiro de 2024, considerando a correção pelo IGP-DI de dezembro de 2024.

Segundo pesquisadores do Cepea, embora alguns vendedores tenham se mantido ativos no mercado spot ao longo do mês, a demanda enfraquecida influenciou a retração nos preços. As novas aquisições ocorreram de forma pontual, concentradas especialmente nas últimas semanas de janeiro.

Além disso, agentes do setor focaram na formalização de novos contratos, tanto para a entrega da safra 2023/24 nos próximos meses quanto para as próximas temporadas, incluindo a 2024/25 e a 2025/26.





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Soja sobe com pausa nas tarifas dos EUA


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a segunda-feira em alta, impulsionada pela suspensão temporária das tarifas dos Estados Unidos sobre importações do México e Canadá. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato para março subiu 1,56%, ou 16,25 cents/bushel, para US$ 1058,25. O contrato de maio avançou 1,44%, ou 15,25 cents/bushel, fechando em US$ 1072,75. No complexo da soja, o farelo para março teve alta de 0,86%, a US$ 303,7/ton curta, enquanto o óleo subiu 0,87%, para US$ 46,51/libra-peso.

A alta foi impulsionada pelo acordo firmado pelo governo americano com o México e, após o fechamento do pregão, também com o Canadá, suspendendo por um mês a implementação de tarifas sobre importações desses parceiros. Esse movimento trouxe otimismo ao mercado, refletindo positivamente sobre os preços dos grãos, apesar da alta volatilidade ainda presente no cenário comercial.

Outro fator relevante foi a piora das condições climáticas na Argentina, que superou as projeções de aumento de produtividade da safra brasileira feitas por algumas consultorias. A preocupação com o impacto do clima sobre a produção argentina sustentou os preços da soja, compensando parte do efeito de uma colheita mais robusta no Brasil.

No lado comercial, os Estados Unidos embarcaram 37,30% mais soja do que na semana anterior, reforçando o otimismo com a demanda externa. Com a pausa nas tarifas e a continuidade das negociações, o mercado segue atento aos próximos desdobramentos, que podem influenciar a dinâmica de preços nas próximas sessões. As informações foram divulgadas nesta manhã.





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Incertezas seguem no mercado da soja


No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, o que pauta são as incertezas climáticas, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços no porto: R$ 142,00 para entrega em janeiro e pagamento em 24/01. No interior, os preços seguem o balizamento de cada praça: R$ 133,00 em Cruz Alta (pagamento em 17/02 – para fábrica), R$ 133,00 em Passo Fundo (pagamento no fim de fevereiro), R$ 133,00 em Ijuí (pagamento em 17/02 – para fábrica), e R$ 133,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento no fim de fevereiro). Os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 126,00 por saca para o produtor”, comenta.

A safra 2024/2025 de soja em Santa Catarina deve crescer 12,2%, com 768,6 mil hectares plantados e produtividade média de 3.771 kg/ha, resultando em 2,91 milhões de toneladas. Apesar do aumento, as exportações catarinenses recuaram 5,7% em volume e 23% em faturamento devido à queda nos preços internacionais, que atingiram o menor nível em quatro anos. O mercado global segue pressionado pelo excesso de oferta e volatilidade. Os preços no porto de São Francisco variam de R$ 132,29/t para fevereiro a R$ 141,00/t para junho. 

No Paraná, a colheita está avançando de forma relativamente lenta, com pancadas de chuvas constantes. “Para entregas no Porto de Paranaguá, os compradores indicavam ideia de R$ 131,00 para entrega em janeiro 31/01 e pagamento 28/02. No spot da soja em Ponta Grossa, os preços foram a 127,00 por saca CIF, mas a liquidez foi baixa, com compradores afastados e vendedores sem grãos. Em Maringá, no disponível, as indicações chegaram a R$ 123,66 por saca FOB, para retirada imediata e pagamento em janeiro, mas sem negócios reportados. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 128,00”, completa. 

Mato Grosso do Sul deve colher 13,98 milhões de toneladas de soja na safra 2024/2025, um crescimento de 13% em relação ao ciclo anterior, tornando-se a segunda maior colheita da história do estado. No entanto, 38,9% da área cultivada foi afetada por estresse hídrico, embora chuvas recentes tenham ajudado a estabilizar as lavouras. Os preços do dia variam entre R$ 115,89/t em Sidrolândia e R$ 116,86/t em Chapadão do Sul. 

No Mato Grosso, o excesso de chuvas quebram parte da safra, mas as preocupações logísticas seguem fortes. “Além disso, o mercado segue fraco, com negociações limitadas e preços em queda, dificultando ainda mais a situação para os produtores da região. Campo Verde: R$ 117,70, Lucas do Rio Verde: R$ 110,35. Nova Mutum: R$ 110,35. Primavera do Leste: R$ 117,70. Rondonópolis: R$ 117,70. Sorriso: R$ 110,35”, conclui.

  





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Milho fecha em alta nas bolsas: Confira


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou em alta com atrasos no Brasil e volta da demanda, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Com exceção do contrato de maio, que fechou com uma leve queda, as demais cotações fecharam em alta na B3. O mercado reagiu à melhora de Chicago, mas principalmente a fatores locais. A piora nas condições climáticas na Argentina e o atraso nas duas safras de milho impulsionaram as cotações”, comenta.

“Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia: o vencimento de março/25 foi de R$ 75,64 apresentando alta de R$ 0,08 no dia, alta de R$ 0,73 na semana; maio/25 fechou a R$ 75,37, baixa de R$ -0,03 no dia, alta e R$ 0,67 na semana; o vencimento julho/25 fechou a R$ 71,49, alta de R$ 0,37 no dia e alta de R$ 0,74 na semana”, completa.

Na Bolsa de Chicago, o milho fechou em alta com pausa nas tarifas com os dois principais parceiros dos EUA. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão,fechou em alta de 1,40 % ou $ 6,75 cents/bushel a $ 488,75. A cotação para maio, fechou em alta de 1,37 % ou $ 6,75 cents/bushel a $ 499,75”, indica.

“O vai e vem das tarifas americanas trará fortes emoções para o mercado de grãos até ter algo de concreto. Nesta segunda, o governo americano entrou em acordo, durante o horário do pregão com o México e após o fechamento com o Canadá, para uma pausa de 1 mês na implementação de possíveis tarifas sobre as importações dos seus principais parceiros comerciais. Com a pausa e o avanço das conversas o mercado reagiu positivamente em todo o complexo de grãos, mas ainda com grande volatilidade”, conclui.

 





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Preços sobem no RS e SC


De acordo com informações da TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Rio Grande do Sul segue com movimentação lenta, sendo fortemente pressionado pelos preços das farinhas. A situação nos moinhos locais é de um mercado “da mão para a boca”, com negociações diárias, mas as posições de fevereiro estão praticamente fechadas.

Em termos de preços, o mercado de trigo no Rio Grande do Sul apresenta valores que variam entre R$ 1.280,00 e R$ 1.350,00, dependendo da região e do tipo de trigo. O trigo importado da Argentina subiu US$ 7 por tonelada para março, passando para US$ 235 FOB Up River, enquanto o trigo uruguaio é comercializado entre US$ 265 e US$ 270 CPT moinho, dependendo da localização. Já no setor de exportação, as movimentações são esparsas, com compradores fechando posições para embarques entre fevereiro e março, com preços variando entre R$ 1.280,00 e R$ 1.350,00.

Santa Catarina também apresenta um mercado estável, com os moinhos comprando antes de eventuais aumentos de preço. As ofertas na região de Mafra variam entre R$ 1.400,00 CIF e R$ 1.500,00 CIF em Pinhalzinho. O trigo importado chega a valores elevados, superando R$ 1.700 no porto e R$ 1.800 no interior. Os preços pagos aos triticultores na região de Santa Catarina também mantiveram-se estáveis, com variações entre R$ 69,00 e R$ 74,33 por saca, dependendo da localidade.

No Paraná, os moinhos estão focados em buscar trigo para março, com preços variando entre R$ 1.400,00 e R$ 1.500,00 CIF. As condições logísticas para o mês de março também estão impactando os preços, com fretes subindo desde o início do ano devido à safra de milho e soja. O trigo importado da Argentina, por sua vez, é oferecido a preços em torno de US$ 280/290 no porto. O preço da pedra-lucro permaneceu em 6,11%, com o custo de produção recuando para R$ 68,68, o que resultou em um lucro médio de 6,11% para os triticultores no estado.

 





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Calor intenso deve persistir no Sul do Brasil


Uma onda de calor intensa deve atingir o Sul do Brasil a partir desta terça-feira (4), com temperaturas podendo ficar até 5ºC acima da média por um período de três a cinco dias. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta para riscos potenciais à saúde em diversas regiões do Rio Grande do Sul.

As áreas mais afetadas incluem o Sudoeste Rio-grandense, Centro Ocidental Rio-grandense, Noroeste Rio-grandense, região Metropolitana de Porto Alegre, Nordeste Rio-grandense, Centro Oriental Rio-grandense e Sudeste Rio-grandense. O calor excessivo pode gerar riscos à população, especialmente para grupos vulneráveis, como idosos e crianças.

Enquanto isso, outras regiões do Brasil devem enfrentar condições climáticas adversas. O Inmet alerta para tempestades no Norte, Centro-Oeste e Sudeste, com chuvas que podem variar entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia. Os ventos também devem ser intensos, alcançando entre 60 km/h e 100 km/h.

Diante desse cenário, o instituto reforça a necessidade de precaução. Há risco de cortes de energia, queda de árvores e alagamentos. Recomenda-se evitar abrigo sob árvores durante as rajadas de vento, bem como estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Em caso de tempestades, também é indicado desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia.

No Nordeste, a previsão é de chuvas moderadas, com acumulados entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, acompanhados de ventos de 40 a 60 km/h. O risco de corte de energia, queda de galhos e alagamentos é considerado baixo.

Segundo o informativo meteorológico do Inmet, a previsão para os próximos dias também inclui pancadas de chuva intensas no Norte, Centro-Oeste e Sudeste. No Sul, apesar dos volumes menores de chuva, as temperaturas devem permanecer elevadas.





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Milho cai, trigo sobe e soja oscila


A soja apresentou leve oscilação nos mercados internacionais nesta segunda-feira, com o contrato de março na CBOT registrando uma queda de US$ 1,25, sendo negociado a US$ 1.057,00. O mercado reflete o adiamento, por pelo menos um mês, da imposição de tarifas de 25% sobre as importações do México e Canadá, decisão tomada pelos EUA. 

Entretanto, o impacto da medida foi atenuado pela queda no valor do óleo de soja, devido à possibilidade de o óleo de canola canadense continuar a ser importado. Além disso, a tensão entre EUA e China, com a ameaça de tarifas de até 15% sobre produtos norte-americanos, segue gerando pressão. No Brasil, a colheita da soja avança lentamente, com 8% da área já concluída, um progresso superior aos 3,2% da semana anterior, mas ainda abaixo dos 14% do ano passado, com Mato Grosso apresentando os maiores atrasos.

No milho, o cenário é de leve alta, com o contrato de março da CBOT subindo US$ 1,25, alcançando US$ 490,00. A expectativa positiva vem do adiamento das tarifas de 25% sobre as importações do México, principal comprador mundial de milho. Além disso, as condições climáticas adversas na Argentina e o atraso na safra de milho safrinha no Brasil influenciam o preço. A Conab reportou um avanço de 5,3% na semeadura da safrinha, um progresso inferior aos 19,8% registrados no ano passado. A primeira colheita da safra também está atrás, com 10,5% da área já colhida, comparado aos 13,8% em 2024.

No trigo, os preços caem nos mercados internacionais, com o contrato de março na CBOT registrando uma queda de US$ 3,75, negociado a US$ 563,00. A situação do trigo nos EUA melhora, com 50% da safra de inverno do Kansas sendo classificada como boa a excelente, superando as expectativas após os danos causados pela onda de frio recente. No entanto, os acordos comerciais com México e Canadá, principais compradores de trigo dos EUA, ajudam a limitar as perdas.





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preços sobem e elevam custos para produtores


O mercado de fertilizantes iniciou 2025 em forte movimento de alta, pressionando os custos dos produtores rurais brasileiros. Segundo o relatório mais recente do Itaú BBA, a Ureia foi um dos produtos que mais subiu em janeiro, registrando alta de 14,5%, chegando a US$ 417 por tonelada nos portos brasileiros. A valorização reflete a menor oferta global do produto, especialmente devido à redução da produção iraniana e ao aumento do custo do gás natural.

A demanda internacional também tem impactado o mercado. O leilão de compra de fertilizantes realizado pela Índia no fim de janeiro trouxe preços acima dos US$ 420 por tonelada, intensificando a pressão sobre os valores praticados mundialmente. Além disso, os Estados Unidos e a Europa entraram na fase de reposição de estoques, o que deve manter a tendência de alta dos nitrogenados nos próximos meses.

No segmento de potássicos, o preço do KCl (Cloreto de potássio) subiu 3,4% no mês, alcançando US$ 305 por tonelada, refletindo um maior equilíbrio entre oferta e demanda após meses de excesso no mercado europeu. Já os fosfatados, como o map (fosfato monoamônico), seguem estáveis em US$ 635 por tonelada, mas a oferta restrita tem levado produtores a buscarem alternativas mais baratas.

Outro fator relevante para a dinâmica do mercado de fertilizantes é a valorização do milho nos EUA. Com preços mais elevados do cereal, há uma expectativa de que os agricultores norte-americanos ampliem a área plantada, o que pode resultar em um aumento no consumo de nitrogenados e reforçar a pressão sobre os preços internacionais.

No Brasil, a relação de troca entre fertilizantes e grãos tem se mantido próxima às médias históricas, mas a recente queda da soja no mercado internacional prejudicou a competitividade da cultura em relação ao MAP. Para o milho, os indicadores de troca seguem elevados, acima da média dos últimos cinco anos, segundo o Itaú BBA.

A taxa de câmbio também influenciou o cenário, com o real se valorizando 6% em janeiro, fechando o mês a R$ 5,8 por dólar. Apesar do câmbio mais favorável, o custo dos insumos continua pressionado, exigindo um planejamento cuidadoso por parte dos produtores para garantir a viabilidade da safra.





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