segunda-feira, abril 6, 2026

Política & Agro

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Vendas diretas ganham espaço no agronegócio brasileiro


O modelo de vendas diretas, que movimenta mais de R$ 47 bilhões anuais e conta com 3,5 milhões de empreendedores no Brasil, começa a se expandir no agronegócio. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), o país lidera esse mercado na América Latina, e grandes players do agro já adotam essa estratégia comercial.  

“O agronegócio é visto com grande potencial de expansão na venda direta, em destaque a Produce, que vêm desenvolvendo o modelo. A personalização e customização são características únicas que diferenciam de outros modelos de vendas e que fortalecem o negócio”, aponta a presidente da Adriana Colloca, presidente da ABEVD.

A Produce, pioneira no setor, vem se destacando com um modelo baseado no relacionamento direto com produtores rurais. Fundada em Chapecó (SC), a empresa já conta com mais de 10 mil consultores e um portfólio de mais de 600 produtos, incluindo sementes, defensivos, fertilizantes e insumos biológicos. Segundo o cofundador Guilherme Trotta, as vendas diretas da empresa cresceram mais de 100% em 2024, e a expectativa para este ano é dobrar novamente o volume comercializado.  

Além de fortalecer a conexão entre fornecedores e agricultores, esse modelo tem sido uma oportunidade para novos empreendedores. Jovens como Thiago Oliveira, de 23 anos, viram na flexibilidade das vendas diretas uma chance de ingresso no mercado agro. Já profissionais experientes, como o veterinário Evandro Neiva, de 61 anos, encontraram uma forma de diversificar a renda.  

Com a crescente adesão ao modelo, a venda direta no agronegócio promete transformar a forma como os produtos chegam ao campo, eliminando intermediários e tornando o processo mais eficiente e lucrativo para todos os envolvidos.

“Um dos detalhes que me chamou a atenção para as vendas diretas na Produce foi a linha de nutrição e biológicos, além da grande variedade de produtos para linha pecuária que também achei bem interessante. Mas também foquei na venda de sementes de sorgo e milho, e vejo que posso diversificar o nicho de mercado e aproveitar o número de contatos que passei a ter no telefone”, conta Evandro.

 





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Adubos sustentáveis e o mercado de carbono



O mercado brasileiro se organiza em dois segmentos principais



O mercado brasileiro se organiza em dois segmentos principais
O mercado brasileiro se organiza em dois segmentos principais – Foto: Divulgação

O Brasil possui um enorme potencial para liderar o mercado de carbono, impulsionado por sua biodiversidade, matriz energética renovável e práticas agrícolas sustentáveis. De acordo com João Berdu, engenheiro agrônomo e CEO da Jiantan, a regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), instituído pela Lei nº 15.042 em dezembro de 2024, fortalece esse cenário.

Dentro desse contexto, os adubos biológicos surgem como uma solução estratégica na agropecuária sustentável. O Brasil já demonstrou avanços significativos na recuperação de pastagens degradadas e no uso de biofertilizantes, reduzindo emissões e aumentando a produtividade de forma ecologicamente responsável. A aplicação desses insumos, aliada a técnicas como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e biodigestores, reforça o papel do país na mitigação dos impactos climáticos globais.  

A Jiantan é um exemplo de empresa que atua nesse setor, fomentando a adoção de práticas regenerativas e contribuindo para a geração de ativos ambientais. Além disso, o mercado regulado de carbono no Brasil já destina 70% dos contratos para comunidades indígenas e quilombolas..  

O mercado brasileiro se organiza em dois segmentos principais: o regulado, que exige monitoramento de emissões para empresas que ultrapassam 10 mil toneladas de CO2 por ano, e o voluntário, que permite a aquisição de créditos por empresas e indivíduos. Entre os ativos disponíveis, destacam-se a Cota Brasileira de Emissões e o Certificado de Redução ou Remoção Verificada de Emissões, fundamentais para garantir a transparência e eficácia desse mercado.

“Esses métodos, aliados à matriz energética predominantemente renovável (hidrelétrica, eólica, solar e biomassa), posicionam o país como referência em economia verde e aliado estratégico na luta contra o aquecimento global”, afirmou, na rede social LinkedIn.

 





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Fixação de nitrogênio reduz custos da soja



A inoculação pode substituir totalmente a necessidade de adubação nitrogenada



Para garantir bons resultados com a inoculação, alguns cuidados são essenciais
Para garantir bons resultados com a inoculação, alguns cuidados são essenciais – Foto: Nadia Borges

A fixação biológica de Nitrogênio é um processo natural que ocorre com a ajuda de bactérias chamadas risóbios, que vivem em simbiose nas raízes de algumas plantas cultivadas. Segundo o Instituto BioSistêmico (IBS), essas bactérias capturam o Nitrogênio do ar e o transformam em formas aproveitáveis para a nutrição vegetal. 

Além disso, estimulam o crescimento das raízes, melhorando a absorção de nutrientes e água. Em troca, as plantas fornecem abrigo e alimento aos microrganismos, promovendo uma relação benéfica para ambas as partes.  

No Brasil, a inoculação de sementes pode substituir totalmente a necessidade de adubação nitrogenada na cultura da soja, fornecendo até 300 quilos de nitrogênio por hectare a um custo reduzido para o agricultor. Na safra 2021/22, por exemplo, o investimento médio na inoculação foi de apenas R$ 25 por hectare. Além do aspecto econômico, a tecnologia tem um impacto ambiental positivo, pois evita a poluição dos recursos hídricos associada ao uso excessivo de fertilizantes nitrogenados.  

Para garantir bons resultados com a inoculação, alguns cuidados são essenciais. Primeiramente, deve-se escolher produtos registrados no MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) e verificar sua compatibilidade com defensivos químicos. O armazenamento também é fundamental: o inoculante deve ser mantido em local fresco e bem ventilado, longe de agrotóxicos e fertilizantes.  

Na aplicação, o produtor pode optar por diferentes métodos, como tratamento de sementes, aplicação no sulco ou em área total nos primeiros dias de crescimento da soja. Para maximizar a eficiência, é essencial seguir a dose recomendada pelo fabricante, evitar a exposição das sementes inoculadas ao calor e realizar a aplicação no dia do plantio. 

 





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Reutilização de sementes é sustentável para jardinagem



É essencial armazenar as sementes de forma adequada



Uma das maneiras mais eficazes de reutilizar sementes é coletando-as de suas próprias plantas
Uma das maneiras mais eficazes de reutilizar sementes é coletando-as de suas próprias plantas – Foto: Seane Lennon

A reutilização de sementes é uma prática excelente para promover a sustentabilidade e reduzir os custos em projetos de jardinagem ou agricultura. Essa abordagem não só contribui para a preservação ambiental, como também oferece uma forma de economia ao criar um ciclo contínuo de produção, sem a necessidade de compra constante de sementes.  

Uma das maneiras mais eficazes de reutilizar sementes é coletando-as de suas próprias plantas. Guarde as sementes de vegetais, frutas ou flores que você cultivou, como tomates, pepinos, pimentões e até flores decorativas. Ao fazer isso, você cria um ciclo sustentável de cultivo e garante uma produção contínua ao longo das safras.  

Para garantir o sucesso no reaproveitamento, é essencial armazenar as sementes de forma adequada. Mantenha-as em potes ou envelopes, em um local fresco e seco, até que estejam prontas para o próximo plantio. Esse cuidado no armazenamento prolonga a viabilidade das sementes, evitando que percam suas propriedades ao longo do tempo.  

Além disso, a seleção das melhores sementes é crucial. Escolha aquelas que vêm de plantas saudáveis e produtivas, com boa adaptação ao seu ambiente, para garantir o máximo aproveitamento na próxima colheita. Ao aplicar essas práticas, você não só promove um cultivo mais eficiente, mas também apoia um sistema de agricultura mais sustentável e consciente. “Reutilizar sementes é uma excelente forma de promover a sustentabilidade e a economia em seus projetos de jardinagem ou agricultura”, comenta, em uma publicação na rede social LinkedIn.

 





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Soja encerra pregão da quarta-feira em baixa


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou o pregão desta quarta-feira em baixa, pressionada pela falta de avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China e pela melhora climática na Argentina. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de soja para março, referência para a safra brasileira, recuou 1,67%, ou 18,00 cents/bushel, cotado a $1057,00. O vencimento de maio caiu 1,45%, para $1072,25/bushel. O farelo de soja também registrou queda de 1,82%, a $308,3/ton curta, enquanto o óleo de soja perdeu 1,46%, sendo negociado a $45,09/libra-peso.  

Após dois dias de alta impulsionada por um otimismo momentâneo, o mercado ajustou posições diante da ausência de diálogo direto entre os presidentes dos EUA e da China, reduzindo expectativas de um alívio na guerra tarifária. Apesar de os grãos não estarem na lista de produtos taxados pela China, a incerteza comercial pesou sobre os preços. Além disso, a demanda global se volta para a safra brasileira, que pode exportar entre 8,30 e 11,24 milhões de toneladas de soja em fevereiro, segundo a ANEC.  

O Rabobank reforçou a perspectiva de uma supersafra no Brasil, estimando a produção em 169,988 milhões de toneladas. O banco destacou que, apesar de alguns focos de seca, as condições climáticas melhoraram em relação ao ciclo anterior, sustentando a projeção de uma colheita recorde. Esse cenário fortalece a concorrência brasileira no mercado internacional e limita as reações de alta em Chicago.  

Outro fator de pressão sobre as cotações foi o retorno das chuvas em áreas críticas da Argentina. Após um período de estresse hídrico, as precipitações trouxeram alívio para as lavouras, reduzindo preocupações com perdas produtivas e adicionando um fator baixista ao mercado.

 





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Essas são as preocupações do mercado da soja


Temperaturas extremas e estiagem seguem sendo o principal desafio do mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços no porto: Não há indicações. No interior, os preços seguem o balizamento de cada praça: R$ 134,00 em Cruz Alta (pagamento em 17/02 – para fábrica), R$ 134,00 em Passo Fundo (pagamento no fim de fevereiro), R$ 134,00 em Ijuí (pagamento em 17/02 – para fábrica), e R$ 134,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento no fim de fevereiro). Os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 126,00 por saca para o produtor”, comenta.

A safra de soja 2024/2025 em Santa Catarina deve crescer 12,2%, com 768,6 mil hectares plantados e produtividade média de 3.771 kg/ha, totalizando 2,91 milhões de toneladas. Apesar disso, as exportações caíram 5,7% em volume e 23% em receita, devido à queda nos preços internacionais, que atingiram o menor nível em quatro anos. O mercado segue pressionado pela alta oferta e volatilidade dos preços. No porto de São Francisco, os valores variam de R$ 132,29/t em fevereiro a R$ 141,00/t em junho.

Perda de qualidade da soja no Paraná é o que preocupa o produtor. “Para entregas no Porto de Paranaguá, os compradores indicavam ideia de R$ 134,00 para entrega em janeiro 31/01 e pagamento 28/02. No spot da soja em Ponta Grossa, os preços foram a 124,50 por saca CIF, mas a liquidez foi baixa, com compradores afastados e vendedores sem grãos. Em Maringá, no disponível, as indicações chegaram a R$ 123,16 por saca FOB, para retirada imediata e pagamento em janeiro, mas sem negócios reportados”, completa.

Sem mudanças de panorama, situação segue complicada no Mato Grosso do Sul. “A produção esperada é de 14,932 milhões de toneladas, 14,3% maior do que na safra anterior, com um rendimento médio de 3.450 kg/ha, frente aos 3.060 kg/ha colhidos em 2023/24. Em Dourados, o spot da soja ficou em 116,03, Campo Grande a 116,03, Maracaju a 116,03, Chapadão do Sul a 115,21 e Sidrolândia a 116,03”, indica.

O custo de produção da soja em Mato Grosso segue em alta, com custeio estimado em R$ 4.004,99/ha para a safra 2025/2026, um aumento de 3,92% desde novembro de 2024, segundo o Imea. A alta foi puxada pelos insumos, como sementes (+6,58%), fertilizantes (+5,07%) e defensivos (+2,08%). O Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 2,95%, chegando a R$ 5.582,04/ha. O Ponto de Equilíbrio foi calculado em R$ 96,29/saca, e apesar do preço da soja ter ficado 11,31% acima desse valor até dezembro, a recente desvalorização preocupa os produtores. Em Mato Grosso, os preços variam entre R$ 108,57 e R$ 117,49 por saca.

 





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Milho fecha em alta com disputa


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou em alta com disputa entre fábricas e portos, segundo informações da TF Agroeconômica. “O milho segue firme a tendência de alta na B3. Os dados da Anec podem parecer contraditórios com a alta, mas refletem bem o momento do milho brasileiro”, comenta.

“A ANEC estimou, neste meio de semana, as exportações brasileiras de milho em 1,03 milhão de toneladas para fevereiro, ante 3,15 milhões em janeiro e 724.065 toneladas no mesmo mês de 2024. Ou seja, mesmo em um momento de redução de embarques de milho, dado a prioridade da exportação da soja, o Brasil deve comercializar mais milho que em 2024, onde a demanda externa foi mais forte que a atual. Ao longo de 2024 o mercado interno absorveu grande parte do milho produzido.Os portos e a indústria estão disputando o grão ainda estocado ou recém-colhido, o que tem dado bons valores para a bolsa e o mercado físico”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia. “O vencimento de março/25 foi de R$ 77,95 apresentando alta de R$ 1,33 no dia, alta de R$ 2,21 na semana; maio/25 fechou a R$ 77,28, alta de R$ 0,75 no dia, alta e R$ 1,72 na semana; o vencimento julho/25fechou a R$ 72,34, alta de R$ 0,50 no dia e alta de R$ 1,22 na semana”, indica.

Em Chicago, o milho fechou de forma mista com falta de acordo entre China e EUA. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -0,25 % ou $ -1,25 cents/bushel a $ 493,25. A cotação para maio, fechou estável a $ 504,75. As cotações do cereal sofreram pressão do ajuste da soja e do trigo neste meio de semana. O impasse entre a Casa Branca e o Governo chinês sobre as tarifas também pesou sobre os preços”, conclui.

 





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Safra de milho avança no Sul do Brasil: Veja o mercado


Segundo a TF Agroeconômica, a colheita de milho no Rio Grande do Sul segue em ritmo acelerado, atingindo mais de 50% da área plantada. A indústria aumentou suas ofertas em R$ 1,00 no interior, com preços variando entre R$ 70,00 e R$ 74,00 por saca, dependendo da região. A Conab destacou que o plantio da primeira safra está atrasado, mas a colheita avançou rapidamente, com produtividade variável devido às restrições hídricas. A exportação se beneficiou da alta em Chicago, com valores chegando a R$ 80,00 por saca para entrega em fevereiro.  

Em Santa Catarina, a colheita segue atrasada, com apenas 4,2% da área apta colhida, segundo a Conab. No entanto, as lavouras no Planalto e na Serra apresentam ótimo desenvolvimento. A Epagri apontou uma queda de 1,79% no preço médio pago ao produtor em dezembro e leve retração em janeiro, enquanto o mercado internacional sinaliza alta para os contratos de março de 2025 na Bolsa de Chicago. No porto, valores de compra variam entre R$ 72,00 para entrega em agosto e R$ 72,50 para outubro.  

No Paraná, a primeira safra de milho apresenta boas expectativas, com a colheita acelerando em fevereiro. Segundo o Deral, a produção está consolidada e deve ter alta produtividade, apesar da pressão de cigarrinhas. A Conab informou que as chuvas desaceleram a colheita, que atingiu 5% da área. O plantio da segunda safra avançou para 9%. No mercado, o milho spot gira em torno de R$ 72,00/saca, e no porto de Paranaguá, compradores oferecem até R$ 73,00 com entrega em setembro.  

Já em Mato Grosso do Sul, o plantio da segunda safra está levemente atrasado, com 5% da área semeada, segundo a Conab. A comercialização do milho safrinha de 2024 atingiu 77%, ficando abaixo do ritmo do ano anterior. O preço médio da saca subiu 0,99% em janeiro, chegando a R$ 63,56. No mercado físico, os valores oscilaram: Campo Grande registrou R$ 63,00, enquanto Dourados teve alta para R$ 65,99.

 





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Trigo importado pressiona mercado no Sul


A TF Agroeconômica informou que o mercado de trigo no Rio Grande do Sul começou fevereiro de forma lenta, com os moinhos locais já abastecidos para o mês e avançando gradualmente nas compras para março. As ofertas dos compradores variam entre R$ 1.280,00 e R$ 1.350,00 por tonelada, dependendo da qualidade do trigo, enquanto os vendedores pedem entre R$ 1.300,00 e R$ 1.400,00. 

No mercado de exportação, as compras seguem conforme a programação de embarques, com preços girando entre R$ 1.280,00 e R$ 1.350,00 por tonelada. O preço do trigo Milling no porto chegou a R$ 1.310,00, mas sem negócios reportados. Já o trigo para ração (feed) foi negociado pontualmente a R$ 1.300,00 por tonelada no porto. O preço da pedra em Panambi manteve-se em R$ 65,00 a saca.

Em Santa Catarina, o mercado segue estável, com os moinhos antecipando compras para evitar altas futuras. As ofertas CIF variam de R$ 1.400,00 a R$ 1.500,00 por tonelada, enquanto o trigo importado chega ao estado a preços elevados, superando R$ 1.700,00 no porto e R$ 1.800,00 no interior. Os preços pagos aos triticultores oscilaram entre R$ 68,00 e R$ 74,33 por saca, dependendo da região, com o maior valor registrado em Joaçaba.

No Paraná, os custos de frete em alta impactam o preço FOB, enquanto as expectativas para a safra 2025/26 indicam um possível aumento na área plantada devido à queda nos preços da soja. Os preços CIF para os moinhos da região centro-sul variam entre R$ 1.400,00 e R$ 1.500,00 por tonelada, enquanto no norte e oeste os compradores oferecem entre R$ 1.450,00 e R$ 1.470,00 por tonelada. O trigo importado, proveniente da Argentina e Paraguai, tem sido oferecido a valores entre US$ 280 e US$ 290 por tonelada no porto e R$ 1.410,00 CIF no oeste do estado. A média estadual do preço da pedra foi de R$ 72,92 por saca, garantindo um lucro médio de 6,11% aos triticultores, conforme o Deral.

 





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Brasil aposta em mina de potássio para reduzir dependência externa



Expectativa é que, inicialmente, 20% da demanda nacional seja atendida




Foto: Divulgação

Atualmente dependente da importação de Potássio, o Brasil pode reduzir essa vulnerabilidade nos próximos anos. O avanço se deve à estruturação da maior mina do mineral no país, localizada em Autazes (AM), a 113 quilômetros de Manaus. Com previsão de início das operações em 2028, a expectativa é que, inicialmente, 20% da demanda nacional seja atendida, alcançando 40% ao final da segunda fase do projeto, em 2032.

A iniciativa visa diminuir a dependência brasileira de fornecedores externos. Atualmente, mais de 96% do potássio utilizado na agricultura do país vem de nações como Canadá, Rússia e Bielorússia. Considerado um dos três principais macronutrientes agrícolas, ao lado do nitrogênio e fósforo, o potássio é fundamental para a fertilização e nutrição das plantas, auxiliando no crescimento, floração, frutificação e resistência contra pragas e doenças.

O projeto, desenvolvido desde 2008, recebeu as licenças necessárias do Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam) no ano passado. Com um investimento previsto de US$ 2,5 bilhões, a mina subterrânea contará com poços de até 800 metros de profundidade e utilizará apenas água e calor para concentrar o potássio com até 95% de pureza.

Para Valter Casarin, coordenador geral e científico da Nutrientes Para a Vida (NPV), essa estruturação representa um grande avanço para a segurança alimentar e sustentabilidade da agricultura brasileira. “O potássio é essencial para a produtividade e qualidade dos alimentos. A redução da dependência externa fortalece o setor agropecuário e garante colheitas mais abundantes”, destaca Casarin.

O Brasil, um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, precisa garantir fontes seguras de fertilizantes para manter sua competitividade global. Com a nova mina, o país pode se tornar mais autossuficiente e menos suscetível às oscilações do mercado internacional de insumos agrícolas.





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