sábado, abril 4, 2026

Política & Agro

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Cotrijal aprova distribuição milionária para associados


A Cotrijal anunciou a distribuição de R$ 24,7 milhões para seus associados. O montante se refere às sobras da cooperativa correspondentes ao exercício de 2024. O valor que deve ser distribuído equivale a 200 mil sacas de soja. A decisão da cooperativa foi aprovada durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada na última sexta-feira (28), no parque da Expodireto, em Não-Me-Toque (RS).

Cerca de 2,7 mil associados e familiares participaram das assembleias regionais na última semana. Nos eventos, a diretoria da cooperativa informou os dados referentes ao balanço e as atividades realizadas em 2024. O faturamento da Cotrijal durante o período foi de R$ 4,8 bilhões. A cooperativa apontou também os investimentos de R$ 100 milhões em infraestrutura, com melhorias no fluxo, aumento de capacidade de armazenagem, secagem e recebimento de grãos realizados no último ano. 

O presidente da Cotrijal, Nei César Manica, comentou que 2024 foi um ano desafios para os gaúchos, especialmente por conta das enchentes que afetaram o estado. “2024 foi mais um ano de desafios para o produtor gaúcho, entre eles, as enchentes que ocorreram no estado, afetando principalmente a região centro-sul da área de atuação da cooperativa, o que também nos exigiu um esforço coletivo. Porém, seguimos trabalhando ao lado dos nossos produtores, levando informações, assistência técnica e suporte, alcançando, juntos – Cotrijal e associados – resultados positivos para a nossa cooperativa”, explicou o presidente.

Durante os encontros, a diretoria informou que pretende expandir a Unidade de Beneficiamento de Sementes, fortalecer parcerias, e discutir temas como, “irrigação, créditos de carbono, rastreabilidade e sustentabilidade” ao longo do ano de 2025.

Vale ressaltar que a cooperativa organiza a 25ª edição da Expodireto Cotrijal, que vai acontecer de 10 a 14 de março em Não-Me-Toque (RS). A feira contará com mais de 550 expositores e espera atrair milhares de visitantes. Neste ano foram criadas 1,5 mil novas vagas de estacionamento, totalizando 12,5 mil vagas para carros e motos.

A entrada para o evento é gratuita. Na última edição, a feira recebeu mais de 377 mil visitantes em uma área de 130 hectares.





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Frente de calor e chuvas abundantes na Argentina


De acordo com a perspectiva agroclimática divulgada pela Bolsa de Cereales de Buenos Aires (BCBA), a Argentina enfrentará condições climáticas intensas nos próximos dias. O norte e o centro-leste do país experimentarão um calor extremo, enquanto o oeste e o sul terão temperaturas mais amenas. 

As altas temperaturas são atribuídas aos ventos tropicais, que continuarão a influenciar a região, elevando as máximas para níveis significativamente acima da média. Simultaneamente, um frente de tempestade deverá provocar precipitações em grande parte da área agrícola, com exceção das porções nordeste e sudoeste, que ficarão com precipitações escassas. O evento será finalizado com a chegada de uma massa de ar polar, que trará uma queda moderada de temperatura para o oeste e sul do país, sem afetar o centro e o norte.

No Brasil, a perspectiva é marcada por intenso calor, principalmente no interior do país, com focos extremos de altas temperaturas. O calor será intensificado pelos ventos tropicais que sopram com força, enquanto a região amazônica e o norte do Cerrado receberão chuvas significativas. Por outro lado, a maior parte da área agrícola brasileira, incluindo o Cerrado, grande parte da Região Nordeste e o Sul, não deve receber precipitações significativas. A situação será concluída com a entrada de ventos do sul, que trarão um alívio temporário no litoral atlântico, mas sem afetar o interior, onde o calor persistirá.

No início da primeira etapa, os ventos tropicais continuarão a afetar a região, causando temperaturas máximas muito acima da média no norte e centro-leste da área agrícola, enquanto o oeste, centro-oeste e sul terão registros menos intensos. O leste de Salta, grande parte da Região do Chaco, o Paraguai, a Mesopotâmia, o nordeste de Córdoba e grande parte do Uruguai terão máximas superiores a 35°C, enquanto o leste do NOA, o leste de Cuyo, a maior parte da Região Pampeana e o norte e sudeste do Uruguai registrarão máximas entre 30 e 35°C. O centro-leste do NOA, o oeste de Cuyo e o sul de Buenos Aires terão máximas entre 25 e 30°C, e apenas as áreas serranas e montanhosas do oeste observarão temperaturas abaixo de 25°C.

 





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Como a onda de calor está afetando as lavouras?


A safra de verão entra em sua reta final. Segundo o levantamento de safra da Conab divulgado na segunda-feira (3), a colheita de soja teve um avanço de 48,4%, o que representa um crescimento de 1,1% em relação ao mesmo período da safra passada. O milho avançou 25,3%, mas o apresenta um atraso de 4,1% em relação à última safra. Já o feijão de primeira safra, cerca de 56,4% do grão já foi colhido, apresentando um avanço de 12,4% em relação à safra anterior.

O plantio do milho safrinha avança com bom ritmo, com 69,6% das lavouras já em campo. Embora isso represente um atraso de 4,12% em relação ao mesmo período da safra anterior. Dentre as condições mais recentes, o calor vem afetando a qualidade das lavouras, como no feijão de Santa Catarina, onde onde se observa restrição devido às chuvas mais escassas e às altas temperaturas recentes.

No Rio Grande do Sul, o milho de primeira safra apresenta perdas maiores por estresse hídrico, que é intensificado pelas temperaturas mais elevadas. Sobretudo nas regiões do Planalto Superior, Sul, Campanha e Depressão Central, onde as operações de colheita recém começaram.

De acordo com o meteorologista Gabriel Luan Rodrigues, nos próximos dias, as altas temperaturas podem causar distúrbios fisiológicos em parte das lavouras de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, além de reduzir o armazenamento hídrico no solo e causar restrição hídrica à soja em enchimento de grãos nesses dois estados, além do milho segunda safra em início do desenvolvimento em algumas regiões do Paraná.

Segundo a Consultoria Agroconsult em seus resultados preliminares do Rally da Safra 2025, há áreas de soja com perdas consolidadas no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul.No estado gaúcho, foram pelo menos 30 dias sem chuva e temperaturas acima de 40°C, derrubando a estimativa de produtividade para 39 sc/ha – bem abaixo das 49,5 sc/ha projetadas antes do Rally. Já no Mato Grosso do Sul, o encurtamento do ciclo reduziu a produtividade para 49,5 sc/ha.

O Paraná, São Paulo e Santa Catarina também apresentam uma redução na estimativa de produtividade em decorrência das elevadas temperaturas e chuvas mais escassas ao longo do ciclo da soja. Em contrapartida, a consultoria Céleres não indica uma perda de produtividade tão grande quanto à Agroconsult. Os maiores destaques ficam para Santa Catarina (redução de -6,8%)e Rio Grande do Sul (redução de -8,3%).

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Fim da onda de calor e temperaturas amenas

A partir da próxima sexta-feira (07) uma frente fria deve se formar sobre o centro da Argentina, com força o suficiente para quebrar o padrão de temperaturas elevadas no Brasil. No sábado (08), as primeira chuvas dessa frente fria devem chegar ao sul do Brasil, trazendo acumulados na ordem dos 7 a 15 mm no sul do Rio Grande do Sul, no final do dia, com potencial para temporais localmente fortes. “O calor deve se intensificar, devido ao fenômeno “pré-frontal” quando há um acúmulo de ar quente à frente das instabilidades da frente fria. Ainda no sábado temperaturas devem se aproximar dos 38°C no Rio Grande do Sul, oeste do Paraná, Mato Grosso do Sul e oeste de São Paulo”, explica Rodrigues.

No domingo (9), a expectativa é que as chuvas da frente fria consigam avançar pelo Rio Grande do Sul, ainda na madrugada, avançando até Santa Catarina. Os acumulados podem atingir valores de 50 a 70 mm no decorrer do período, com possibilidade de tempestades severas, especialmente na parcela central do Rio Grande do Sul e sul de Santa Catarina. 

Com o avanço das chuvas, a expectativa é de redução nas temperaturas máximas.

Rodrigues prevê que, na próxima segunda-feira (10) as temperaturas máximas podem ficar abaixo dos 30°C, no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Parana. As temperaturas mínimas podem atingir os melhores valores desde o início do verão, com 10°C no sul gaúcho e serras de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.  

Por outro lado, ainda na segunda (10), o calor segue intenso em Mato Grosso do Sul e São Paulo. A expectativa é de que as chuvas da frente fria cheguem nestas regiões ao final do dia. 

Segundo o especialista, deste modo, a tendência é de que as temperaturas apresentem uma redução mais significativa a partir de terça (11), saindo da marca dos 35°C de segunda, para valores mais próximos de 30°C. Assim, com o avanço dessa nova frente fria boa parte do Brasil, terá temperaturas próximas à média do período. Ou seja, ainda são esperadas temperaturas elevadas, típicas de verão, mas pode ser o fim da atual onda de calor.





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Após volatilidade, dólar cai 2,72% e encerra em R$ 5,755



Durante a tarde, a desvalorização do dólar intensificou-se, acompanhando a tendência




Foto: Pixabay

Nesta quarta-feira de Cinzas, 5 de março de 2025, o dólar registrou uma expressiva queda de 2,71%, fechando cotado a R$ 5,75. O mercado brasileiro teve seu início de operações postergado para as 13h, devido ao feriado de Carnaval.

Durante a tarde, a desvalorização do dólar intensificou-se, acompanhando a tendência global. O índice DXY, que avalia a força da moeda americana em relação a uma cesta de seis moedas de países desenvolvidos, apresentava uma queda de 1,18% às 17h.

O dólar comercial mostrou alta volatilidade no dia, atingindo R$ 5,847 no início das negociações, mas encerrando com uma significativa queda de 2,72%, a R$ 5,755.

Este movimento foi influenciado pelo primeiro discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Congresso americano na noite anterior, e por declarações do secretário de Comércio dos EUA sobre a possibilidade de um alívio tarifário.





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Agronegócio mineiro movimenta US$ 17,1 bilhões


O agronegócio de Minas Gerais atingiu US$ 17,1 bilhões em 2024. De acordo com a edição de fevereiro do Boletim Logístico, divulgado na última sexta-feira (28) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o valor representa um crescimento de 19,2% em relação a 2023. O volume exportado chegou a 17 milhões de toneladas, o que representou o aumento de 8,2% na comparação anual.

O relatório aponta que a necessidade de abrir espaço para a nova safra de grãos 2024/25 resultou em um aumento no volume de fretes internos e para os portos. “Segundo os agentes transportadores as movimentações de soja e milho em rotas internas do estado, ou mesmo com destino aos portos tiveram incrementos acentuados em relação ao último trimestre de 2024”, conforme o boletim.

Com esse desempenho, o estado alcançou a quarta posição entre os maiores exportadores do Brasil, ultrapassando São Paulo como principal fornecedor de produtos agropecuários para a União Europeia. Minas Gerais embarcou US$ 4,4 bilhões em produtos para o bloco europeu, consolidando-se como líder nessa frente.

Segundo o boletim, o café, carro-chefe do agro mineiro, teve um ano recorde, impulsionado pela valorização do dólar e pela queda dos estoques nos principais países produtores. Foram 31 milhões de sacas exportadas, gerando uma receita de US$ 7,9 bilhões, o que representou 46,1% do total comercializado pelo setor no estado. “Todas as proteínas (bovina, frango e suína) obtiveram crescimento em receita e volume. O setor alcançou US$ 1,7 bilhão e 502 mil toneladas”, informou.

De acordo com a Conab, o complexo sucroalcooleiro se manteve na terceira posição entre os principais produtos do agro, com a marca de US$ 2,5 bilhões e 5,2 milhões de toneladas. O complexo soja registrou queda de 10,2% na receita e aumento de 7,1% no volume. O resultado foi de US$ 3,2 bilhões e 7,2 milhões de toneladas.





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Frango: volume e faturamento das exportações até a 2ª semana de fevereiro…


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De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas nesta segunda-feira (17), as exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas até a segunda semana de fevereiro (10 dias úteis), atingiram mais de 70% referentes ao volume e faturamento de fevereiro do ano passado.

A receita obtida com as exportações de carne de frango até o momento no mês de fevereiro, US$ 460.596,979, representa 72,06% do total arrecadado em todo o mês de fevereiro de 2024, que foi de US$ 639.124,931. No caso do volume embarcado, as 259.770,24 toneladas representam 70,48% do volume registrado em fevereiro de 2024, quantidade de 368.530,306 toneladas.

O faturamento por média diária até este momento do mês foi de US$ 46.059,6979 quantia 36,9% a mais do que o registrado em fevereiro de 2024. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 10,46% quando comparado aos US$ 51.442,724 vistos na semana passada.

No caso das toneladas por média diária, foram 25.977,024, houve aumento de 33,9% no comparativo com o mesmo mês de 2024. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se retração de 9,44% em relação às 28.686,752 toneladas da semana anterior.

Já o preço pago por tonelada, US$ 1.773,093, é 2,2% superior ao praticado em fevereiro do ano passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa redução de 1,12% no comparativo ao valor de US$ 1.793,257 visto na semana passada.

 





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Plantio do trigo safrinha inicia com boas projeções


O mês de março marca o início do plantio do trigo safrinha no Cerrado, período em que a cultura pode ser semeada após a colheita da soja sem irrigação, aproveitando o final da estação chuvosa. Segundo dados da Embrapa, a área plantada pode chegar a 250 mil hectares, representando um crescimento entre 5% e 10% em relação à safra anterior. Em Goiás, o crescimento pode ser ainda maior, atingindo até 15%.

O trigo safrinha vem conquistando produtores interessados em diversificação de culturas. “O cultivo do trigo safrinha tem avançado principalmente entre produtores que desejam diversificar culturas, mitigar problemas e diminuir riscos ou, ainda, para aproveitar áreas que ficariam em pousio ou seriam cultivadas com plantas de cobertura”, destacam os pesquisadores da Embrapa.

Com o desenvolvimento de cultivares mais adaptadas ao Cerrado, como a BRS 404, da Embrapa, o trigo tem se consolidado no plantio direto e na rotação com soja, milho e sorgo. A prática auxilia na quebra do ciclo de pragas e doenças, incluindo fungos de solo e nematoides. “Outro benefício é a possibilidade de rotacionar princípios ativos de defensivos agrícolas, como herbicidas que podem agir no controle de plantas daninhas resistentes ao glifosato usado nas lavouras de soja RR, assim como no controle de plantas dessa cultura germinadas após a colheita, contribuindo tanto com o vazio sanitário como para eliminar plantas tigueras de cultivos de milho na área”, aponta a Embrapa.

Segundo a Embrapa, a adoção do trigo após a soja permite a possibilidade de utilizar soja de ciclo mais longo, com maior potencial produtivo em comparação com variedades precoces voltadas ao milho safrinha. Além disso, o trigo do Cerrado é o primeiro a ser colhido no Brasil, permitindo comercialização a preços mais atrativos. “A colheita do trigo safrinha é realizada no período seco, entre os meses de junho e julho, o que tem garantido um produto de excelente qualidade de grãos e livre das micotoxinas que costumam afetar lavouras do Sul do País em anos de muita chuva na colheita, como a giberela”, observa Júlio Albrecht, pesquisador da Embrapa Cerrados (DF). Os rendimentos das lavouras têm variado de 35 a 65 sc/ha em anos de precipitação normal, e as receitas com as vendas têm estimulado os produtores a ampliarem a área cultivada na região.

O cultivo do trigo safrinha no Cerrado requer planejamento e atenção às condições edafoclimáticas para garantir a produtividade. Segundo os pesquisadores Júlio Albrecht e Jorge Chagas, o trigo de sequeiro é indicado para áreas com altitude acima de 800 metros, sendo essencial que o produtor escolha cultivares adaptadas e consulte o zoneamento agrícola de risco climático, disponível no Ministério da Agricultura e Pecuária e no aplicativo Zarc Plantio Certo. Antes do plantio, a análise e correção do solo são fundamentais: a acidez deve ser corrigida com calcário, enquanto o alumínio em profundidade pode ser neutralizado com gesso agrícola. Além disso, a eliminação de camadas compactadas favorece o aprofundamento das raízes, permitindo melhor absorção de água e nutrientes, o que reduz os impactos de períodos secos.

O manejo adequado também inclui a prática do plantio direto, em que a semeadura ocorre sobre a palhada da cultura anterior, ajudando a conservar a umidade do solo e reduzir perdas por evapotranspiração. Para otimizar a produtividade, a semeadura deve ocorrer entre o início e o final de março, ajustando-se ao regime de chuvas da região. O escalonamento do plantio e a escolha de cultivares resistentes a doenças e estiagem são estratégias recomendadas. No início da safra, é preferível utilizar cultivares mais tolerantes a doenças como a brusone, que pode ser intensificada por chuvas excessivas. Já para semeaduras tardias, após 15 de março, o ideal é optar por variedades mais resistentes à seca, considerando que altas temperaturas e veranicos podem comprometer o desenvolvimento das lavouras.

A cultivar BRS 404, desenvolvida pela Embrapa, foi especialmente adaptada para regiões de baixa precipitação e aproveita a umidade residual do solo. Com ciclo precoce de 105 a 118 dias, o trigo atinge espigamento entre 57 e 67 dias após a semeadura, dependendo da altitude da área de cultivo.

Entre suas características, a BRS 404 apresenta tolerância ao déficit hídrico, ao calor e ao alumínio no solo, além de elevada produção de palhada e excelente qualidade dos grãos. Os pesquisadores alertam, porém, para uma moderada suscetibilidade à brusone e à mancha amarela. Com o aumento da área plantada e o fortalecimento do trigo safrinha no Cerrado do Brasil Central, o cereal se consolida como alternativa viável para produtores que buscam inovação e sustentabilidade no sistema produtivo.





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Sem milho? Consórcios forrageiros são alternativa viável no Mato Grosso


Com o fim de fevereiro, encerrou-se a janela ideal para a semeadura do milho segunda safra na maior parte dos municípios de Mato Grosso, conforme indica o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Para as áreas onde o milho não pôde ser semeado a tempo, os consórcios forrageiros surgem como uma alternativa viável para os produtores rurais, conforme o informado pela Embrapa.

A Embrapa Agrossilvipastoril, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), tem desenvolvido estudos sobre diferentes opções de consórcios na segunda safra, com benefícios que vão desde o aumento de matéria orgânica no solo até a mitigação de nematoides e a melhoria da microbiota.

Entre as alternativas estudadas, destaca-se o Sistema Gravataí, que combina braquiária com feijão-caupi. A tecnologia pode ser utilizada tanto para formação de palhada em plantio direto quanto para pastejo animal na integração lavoura-pecuária (ILP). Além disso, o sistema promove fixação biológica de nitrogênio e gera palhada de qualidade, o que pode resultar em maior produtividade na safra seguinte ou em ganho de peso animal.

A Embrapa disponibilizou recentemente um curso on-line gratuito detalhando a implantação, o manejo e os resultados do Sistema Gravataí.

Outros consórcios também apresentam resultados promissores. O sorgo granífero BRS 373 consorciado com estilosantes Bela e a braquiária com Crotalaria spectabilis são opções que ajudam na mitigação de nematoides e no aporte de Nitrogênio ao solo. Já para a ciclagem de nutrientes, os consórcios de capim com nabo forrageiro e capim com trigo mourisco têm mostrado eficiência na disponibilização de Potássio, chegando a 340 kg/ha na palhada.

Para áreas com problemas de compactação do solo, os consórcios múltiplos com até seis espécies diferentes têm demonstrado resultados positivos, melhorando a estrutura do solo e aumentando o teor de matéria orgânica.

Esses consórcios vêm sendo estudados tanto em experimentos da Embrapa Agrossilvipastoril quanto em áreas comerciais. Um dos projetos, financiado pelo REM Mato Grosso, avaliou sete consórcios em plantio direto e seis em ILP durante três safras na fazenda Santana, em Sorriso (MT). Os resultados foram apresentados em um workshop, cuja gravação está disponível no canal da Embrapa no YouTube.

Segundo o boletim semanal do Imea, publicado em 24 de fevereiro, apenas 67% da área prevista para o milho havia sido semeada em Mato Grosso até aquela data. Mesmo que a semeadura alcance 100%, a área total plantada será a metade dos 12,6 milhões de hectares cultivados com soja na primeira safra. Na região médio-norte, onde o milho ocupa 71% da área de soja, ainda há 270 mil hectares disponíveis para outras culturas ou consórcios.

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) define janelas ideais de plantio para mais de 40 culturas em cada município brasileiro, considerando fatores como clima, tipo de solo e ciclo das cultivares. As faixas de risco são classificadas em 20%, 30% e 40%. Além de orientar os produtores, o Zarc é referência para concessão de crédito rural e pagamento de seguros agrícolas. Com o avanço das pesquisas e a adoção de consórcios forrageiros, os produtores de Mato Grosso contam com alternativas sustentáveis e estratégicas para otimizar a produção e garantir a saúde do solo nas áreas onde o milho não foi semeado a tempo.





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Calor intenso afeta citricultura e provoca queimaduras em frutos


A citricultura no Rio Grande do Sul tem sido impactada pelas condições climáticas adversas, segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (27). O calor intenso, a estiagem e a alta radiação solar provocaram queimaduras em frutos, afetando principalmente as variedades precoces de bergamota, como a Satsuma Okitsu.

O boletim aponta que na região de Caxias do Sul, citricultores estão realizando o raleio das bergamoteiras, com as frutas sendo comercializadas a R$ 15,00 por caixa de 25 kg. A colheita das variedades superprecoces teve início, com a Okitsu sendo vendida a R$ 6,00/kg nas feiras, embora sem a coloração ideal. Além disso, seguem as práticas de adubação e controle fitossanitário, com destaque para o combate à pinta-preta.

Em Lajeado, onde há 558 hectares de bergamota e 398 hectares de laranja, a expectativa para a safra é positiva. Apesar das chuvas no início do ano terem afetado o desenvolvimento das plantas em algumas propriedades, a produtividade dos pomares não foi comprometida. Já em pomares recém-implantados, foi necessário um cuidado especial devido à estiagem de janeiro.

Em Pareci Novo, onde os cultivos de bergamota ocupam 1.006 hectares, o raleio das variedades Caí, Pareci e Montenegrina está em andamento. Os frutos retirados são vendidos para a indústria a R$ 16,00 a R$ 20,00 a caixa de 20 kg, sendo utilizados para a extração de óleos essenciais.

Na região de Frederico Westphalen, a estiagem reduziu a produtividade em cerca de 30% e afetou a qualidade comercial dos frutos. Além disso, houve aumento da queda prematura dos frutos, agravando as perdas. Os citricultores intensificaram adubações e tratamentos fitossanitários para o manejo de pragas como a mosca-branca. O tempo seco favoreceu a proliferação do ácaro-da-falsa-ferrugem e do ácaro-da-leprose.

Já na região de Santa Rosa, o raleio da bergamota Montenegrina está praticamente encerrado, e produtores estão instalando armadilhas para controle da mosca-das-frutas. O crescimento dos frutos de laranja e bergamota foi comprometido pela falta de umidade no solo, resultando em frutos menores. Nas brotações novas, há alta incidência de larva-minadora e pulgão, exigindo pulverizações frequentes com inseticidas, bioinsumos e caldas.

Na região de Erechim, o plantio de bergamota ultrapassou 600 hectares, impulsionado pelos bons preços e pela instalação de uma indústria em Centenário. O crescimento da citricultura se destaca em municípios como Mariano Moro (250 ha), Itatiba do Sul (150 ha) e Centenário (120 ha). As variedades mais plantadas são Valência, Salustiana, Valência Late, Folha Murcha e Iapar.





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Floricultura espera aumento de 8% em vendas no Dia da Mulher



A floricultura nacional está otimista para o Dia Internacional da Mulher




Foto: Pixabay

A floricultura nacional está otimista para o Dia Internacional da Mulher, que será comemorado no próximo sábado, 8 de março. O Ibraflor (Instituto Brasileiro de Floricultura) projeta um aumento de 8% nas vendas de flores em comparação com 2024, destacando a data como uma oportunidade única para presentear com flores e reconhecer a importância das mulheres. 

A data já representa 8% das vendas anuais de flores e plantas ornamentais no Brasil, e este ano a procura deve ser ainda maior, com destaque para os buquês. As floriculturas estão se preparando para um volume de pedidos superior à média diária, refletindo a crescente valorização da data, que se consolidou como uma das principais para o comércio de flores. “A floricultura nacional está preparada para atender a essa demanda crescente com produtos frescos, de alta qualidade e com arranjos especiais, na certeza de que, mais uma vez, o Dia da Mulher será celebrado com muita cor e afeto”, diz o presidente do Ibraflor, Jorge Possato.

Entre as flores mais demandadas para o Dia da Mulher, as rosas vermelhas, clássicas da celebração, e as orquídeas Phalaenopsis, famosas pela beleza exótica e delicada, estão entre as preferidas dos consumidores. Também são requisitadas flores como alstroemerias, gypsophila, tango e ruscus, que compõem buquês sofisticados e elegantes para a data.

O Dia Internacional da Mulher tem raízes no início do século XX, durante um período de grandes transformações sociais e econômicas. A data surgiu como símbolo da luta das mulheres por direitos iguais, melhores condições de trabalho e pelo direito ao voto. Em 1908, um grupo de mulheres operárias em Nova York fez uma greve exigindo melhores condições de trabalho e igualdade salarial. Trágicamente, 129 mulheres morreram em um incêndio enquanto estavam trancadas em uma fábrica, o que gerou grande comoção e reforçou a luta pelos direitos femininos. A primeira comemoração do Dia Internacional da Mulher ocorreu em 1911, em diversas nações europeias. Desde então, o 8 de março se tornou um símbolo da luta das mulheres por igualdade, liberdade e justiça social.





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