sexta-feira, abril 3, 2026

Política & Agro

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Confira como estão preços da soja


A lentidão do mercado de milho segue no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega março e pagamento abril na casa de R$ 135,50 entrega abril e pagamento final de abril bateu R$ 136,00 entrega maio e pagamento final de maio R$ 136,60. No interior, os preços nas fábricas seguem os valores de cada praça: R$ 131,00 em Cruz Alta (pagamento em 31/03), R$ 131,00 em Passo Fundo (pagamento no final de março), R$ 132,00 em Ijuí (pagamento em 31/03), R$ 132,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento em meados de abril). Já os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 127,00 por saca para o produtor”, comenta.

A colheita da soja avança em Santa Catarina, com 10% colhido no Meio Oeste e lavouras em maturação nos Planaltos. A produtividade média esperada é de 3.710 kg/ha, mas estiagem no Planalto Sul afetou algumas áreas. A sanidade das lavouras é satisfatória.   Produtores ajustaram a área plantada, optando por soja safrinha devido à maior 

rentabilidade. No porto de São Francisco, a saca está cotada a R$ 134,19 para junho, refletindo incertezas climáticas.

No Paraná, o destaque é para as perdas causadas pelo clima. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 135,37. Em Ponta Grossa foi de R$ 128,70 por saca CIF, Cascavel, o preço foi 123,77. Em Maringá, o preço foi de R$ 124,60 em Ponta Grossa o preço foi a R$ 128,70 por saca FOB, sem negócios reportados. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 125,00”, completa.

A produtividade da soja em Mato Grosso do Sul ficará abaixo da média, com 49,23 sacas/ha devido à falta de chuvas. Ainda assim, a produção crescerá 13,19%, atingindo 814,9 mil toneladas, impulsionada pelo aumento de 6,79% na área plantada.  Os preços da soja no estado variam, com cotações de R$ 117,09 em Dourados, Campo Grande e Maracaju, e R$ 108,01 em Chapadão do Sul.

No Mato Grosso, o preço da soja caiu. “O preço da soja continua em queda em Mato Grosso, onde a colheita da safra já atingiu 97% da área cultivada, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Nesta quarta-feira (18/3), o valor médio do grão no estado foi de R$ 107,65 por saca de 60 kg, uma leve redução de 0,29%.

Paralelamente, o custo de produção da soja para a safra 2025/26 subiu 0,54% em fevereiro, chegando a R$ 4.073,00 por hectare, conforme análise do Imea com base no projeto CPA-MT”, conclui.

 





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Milho volta a cair na B3: Veja os motivos


O milho da Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) fechou em baixa com correção da sequência de alta do milho e baixa do dólar, segundo informações da TF Agroeconômica. “Dia de correção para o milho da B3. As cotações cederam à pressão do dólar, que caiu pela sétima sessão consecutiva e encerrou no menor nível desde meados de outubro”, comenta.

“O mercado também tomou lucro depois de uma boa sequência de altas do milho, que acumula alta de 4,57% em uma semana para a cotação de maio. O mercado de etanol continua ativo no país, a Anec elevou em 0,16% as exportações de março, mas a indústria de ração está buscando compras mais racionais, comprando apenas o necessário e esperando o acesso ao grão da primeira safra que está sendo colhido”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia. “O vencimento de maio/25 foi de R$ 83,08 apresentando baixa de R$ -1,36 no dia, alta de R$ 3,63 na semana; julho/25 fechou a R$ 74,58, baixa de R$ -0,48 no dia, alta de R$ 2,56 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 74,16, baixa de R$ -0,50 no dia e alta de R$ 2,71 na semana”, indica.

Em Chicago, o milho fechou de forma mista com etanol e migração de área. “A cotação de maio, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 0,71 % ou $ 3,25 cents/bushel a $ 462,00. A cotação para maio, fechou em alta de 0,27 % ou $ 1,25 cents/bushel a $ 469,25”, informa.

“As cotações mais curtas do milho fecharam em alta, com o suporte da melhora nos dados da produção de etanol nos EUA. Depois de duas semanas de relatórios negativos, esta semana a Administração de Informação de Energia dos EUA apontou um aumento na produção e uma redução nos estoques. Já as cotações mais longas fecharam em queda com a perspectiva de migração de área de soja para o plantio de milho em 2025”, conclui.

 





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Confira como o mercado de milho encerrou o dia


A TF Agroeconômica informou que o mercado de milho apresentou aumentos pontuais no Rio Grande do Sul, enquanto os preços se mantiveram estáveis no Paraná e no porto de Santa Catarina. No Mato Grosso do Sul, as cotações tiveram alta significativa em diversas regiões. As indústrias gaúchas enfrentam dificuldades para garantir estoques para abril e maio, levando algumas a pagar os preços pedidos pelos vendedores. No estado, os valores variam entre R$ 75,00 e R$ 80,00, dependendo da localidade, enquanto em Panambi o preço da saca subiu para R$ 68,00. Os armazenadores realizam vendas conforme a demanda dos produtores, com mais de 50% da colheita já comercializada.  

Em Santa Catarina, cooperativas locais pagam entre R$ 69,00 e R$ 71,00 por saca, dependendo da região. No porto, os preços foram vistos entre R$ 72,00 para entrega em agosto e R$ 73,00 para entrega em outubro, com prazos de pagamento em setembro e novembro, respectivamente. Já no Paraná, os preços do milho spot giram em torno de R$ 72,00/saca no interior. No porto de Paranaguá, as ofertas para a safrinha variam entre R$ 70,50 e R$ 73,30, conforme o prazo de entrega e pagamento.  

No Mato Grosso do Sul, os preços do milho registraram alta em diversas localidades. Em Campo Grande, a saca subiu 2,94% para R$ 70,00. Chapadão teve a maior valorização, com um aumento de 18,57%, alcançando R$ 77,00. Em Dourados, a cotação subiu 5,26%, atingindo R$ 75,79, enquanto em Maracaju foi registrada a marca de R$ 74,00. Ponta Porã, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia também apresentaram aumento, chegando a R$ 75,00.

 





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Trigo segue lento nos estados do Sul



No Paraná, o evento Moatrigo foi destaque, reunindo mais de 400 participantes



Em Santa Catarina, a situação também é de preços estáveis e dificuldades na comercialização de farinhas
Em Santa Catarina, a situação também é de preços estáveis e dificuldades na comercialização de farinhas – Foto: Divulgação

O mercado de trigo segue lento no Rio Grande do Sul, com preços estáveis e moinhos enfrentando dificuldades na venda de farinhas, segundo a TF Agroeconômica. O trigo pão comum continua cotado a R$ 1.400/t FOB, com baixa demanda e pouca disponibilidade de transporte, já que os caminhões estão priorizando a soja. O preço do trigo branqueador seria R$ 1.550/t FOB, mas não há negócios fechados. O desempenho das vendas de farinha segue fraco, semelhante a fevereiro. Em Panambi, o preço da saca subiu para R$ 71,00.

Em Santa Catarina, a situação também é de preços estáveis e dificuldades na comercialização de farinhas. Os moinhos estão com estoques elevados e pouca margem para pagar mais pelo trigo, que se mantém próximo de R$ 1.400/t FOB. Há ofertas do RS a R$ 1.300/t FOB, podendo chegar a R$ 1.600/t no leste do estado, considerando frete e ICMS. Nos preços pagos aos produtores, houve alta em São Miguel do Oeste (R$ 74,00) e estabilidade em Joaçaba (R$ 78,00), Rio do Sul (R$ 80,00), Chapecó (R$ 69,00) e Xanxerê (R$ 77,00).

No Paraná, o evento Moatrigo foi destaque, reunindo mais de 400 participantes e trazendo informações relevantes sobre vendas de farinha no Brasil. No mercado, a oferta segue escassa e os preços em leve alta, com pedidos entre R$ 1.550 e R$ 1.570/t FOB. No norte do estado, negócios chegaram a R$ 1.600/t. Os produtores estão focados na colheita da soja e evitam vender trigo. Para a próxima safra, as indicações variam entre R$ 1.450 e R$ 1.500/t, mas a área plantada deve cair 20% a 25% no Paraná. O lucro médio do triticultor no estado subiu para 11,34%, com o preço médio da saca avançando para R$ 76,47.

 





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Mercados agrícolas seguem pressionados


As cotações de soja, milho e trigo seguem pressionadas por fatores internos e externos nesta quarta-feira (20), conforme análise da TF Agroeconômica. Em Chicago, a soja continua em queda, refletindo as incertezas da demanda americana diante da guerra tarifária com Canadá e China, além das novas exigências portuárias nos EUA. No Brasil, a chegada da nova safra mantém os compradores confortáveis, sem necessidade de elevar os preços. No indicador Cepea, a oleaginosa recuou 0,70% no dia, cotada a R$ 132,78.  

“No Brasil, a entrada de uma quantidade substancial de soja no mercado com a nova colheita deixa, momentaneamente, confortáveis os compradores, que não precisam elevar os preços, que estão deprimidos, neste momento. Aconselhamos aproveitar qualquer alta para fixar parte da sua produção”, comenta.

O milho apresenta alta nos contratos mais próximos em Chicago, impulsionado pelo aumento da demanda para produção de etanol nos EUA. No entanto, os preços de longo prazo refletem a expectativa de maior oferta. No Brasil, a colheita da primeira safra pressiona os preços, enquanto a segunda safra segue com boas perspectivas. O indicador Cepea fechou a R$ 90,18, com leve queda de 0,17% no dia, mas alta de 3,07% no mês. A lucratividade da safra de verão está em 14,77%, enquanto a exportação da safrinha apresenta prejuízo de 12,70%.  

“No mercado interno brasileiro, os preços também estão pressionados diante da colheita da primeira safra e das boas perspectivas de plantio da segunda safra, que dão tranquilidade aos compradores”, completa.

No mercado de trigo, as cotações caíram após chuvas no Meio-Oeste americano aliviarem o estresse hídrico. Com a chegada da primavera e o degelo dos campos, o cereal entra no chamado “mercado climático”, onde variações no clima podem impactar fortemente os preços. No Brasil, o movimento é misto: a demanda impulsiona os preços no Rio Grande do Sul, enquanto a baixa oferta mantém os valores deprimidos no Paraná. O trigo no Cepea fechou a R$ 1.519,82 no PR (-0,10%) e a R$ 1.407,85 no RS (+0,19%).  





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Soja registra crescimento e projeta recordes para 2025


A produção de soja no Brasil alcançou 154,39 milhões de toneladas em 2024, um crescimento de 0,6% em relação à última estimativa. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que também revisou para cima o volume de esmagamento, que chegou a 55,8 milhões de toneladas, alta de 0,7%.

A produção de farelo de soja acompanhou essa expansão, encerrando o ano em 42,6 milhões de toneladas. Já o óleo de soja teve um aumento de 2,2%, atingindo 11,34 milhões de toneladas. O avanço das exportações de farelo de soja foi um dos fatores que impulsionaram esses números, especialmente diante da concorrência com Estados Unidos e Argentina.

No primeiro mês de 2025, porém, o setor registrou uma desaceleração. O processamento de soja em janeiro ficou em 3,27 milhões de toneladas, uma queda de 6,5% em relação a dezembro de 2024, considerando o ajuste amostral. De acordo com Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, a redução no esmagamento se deve ao atraso na colheita da safra brasileira.

Para 2025, a projeção da Abiove aponta para uma produção de 170,9 milhões de toneladas, o que representa uma leve redução de 0,5% em relação às estimativas anteriores. O esmagamento deve permanecer em 57,5 milhões de toneladas, enquanto a produção de farelo e óleo de soja deverá atingir 44,1 milhões e 11,4 milhões de toneladas, respectivamente.

As exportações seguem em alta. O Brasil deve embarcar 106,1 milhões de toneladas de soja em grãos, enquanto o farelo de soja pode atingir 23,6 milhões de toneladas, um crescimento de 3,1%. O óleo de soja deve alcançar 1,4 milhão de toneladas exportadas, avanço de 27,3%.

Já as importações de óleo de soja devem recuar 50%, totalizando 100 mil toneladas. As importações de soja em grãos devem somar 500 mil toneladas, auxiliando a oferta no mercado interno.





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“O trigo é protagonista, apesar das adversidades”, diz pesquisador da CCGL


O 10º Fórum do trigo, realizado na Expodireto Cotrijal 2025, discutiu a necessidade de estratégias eficazes para enfrentar as adversidades climáticas que afetam a produção no Sul do Brasil. Durante o evento, o pesquisador da CCGL, Tiago de Andrade Neves Horbe, apresentou a palestra “O posicionamento da Rede Técnica Cooperativa para reduzir os impactos negativos das adversidades climáticas na cultura do trigo no Sul do Brasil”. Ele destacou o papel da Rede Técnica Cooperativa (RTC) na busca por soluções para minimizar os efeitos do clima na lavoura.

Em entrevista ao Portal Agrolink, Horbe ressaltou que cada safra possui características únicas e que o clima nunca se repete da mesma forma. “Quando analisamos séries históricas, identificamos padrões e tendências que ajudam a reduzir a instabilidade na produção”, afirmou. Segundo ele, os ensaios conduzidos pela RTC são fundamentais para compreender o comportamento das culturas em diferentes regiões e auxiliar na tomada de decisões.

Um dos principais desafios para o trigo no Rio Grande do Sul, segundo Horbe, é a umidade excessiva no período crítico da lavoura. “Enquanto no verão enfrentamos estiagem, no inverno precisamos estar preparados para chuvas acima da média entre setembro e outubro, justamente quando o trigo está no período reprodutivo”, explicou.

Outro fator de risco são as geadas tardias. “Elas não ocorrem todos os anos, mas, quando acontecem, podem comprometer a produtividade”, alertou. Para ele, o planejamento estratégico, que envolve a escolha da época de semeadura e das cultivares mais adequadas, é essencial. “O trigo exige atenção com chuva e geada, por isso o produtor precisa acompanhar o ciclo da cultura e as previsões climáticas.”

Apesar dos desafios, Horbe reforçou que o trigo segue como um aliado na rotação de culturas, contribuindo para a sustentabilidade da produção. “Independentemente das dificuldades, o trigo é protagonista. Ele melhora a qualidade do solo e beneficia todo o sistema produtivo”, destacou. Ele também chamou a atenção para a necessidade de um planejamento cuidadoso na transição entre soja e trigo. “Poucos dias podem fazer diferença no solo. A época correta de semeadura e um planejamento adequado são fundamentais para reduzir os riscos climáticos.”

Por fim, o pesquisador ressaltou a importância de eventos como o Fórum do Trigo para a troca de conhecimento entre pesquisadores e produtores. “Esses encontros geram reflexões e provocam discussões fundamentais. Nosso objetivo é levar informações embasadas para que os produtores tomem decisões mais seguras e construam produtividade de forma sustentável”, concluiu.





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Exportações de carne bovina caem


As exportações totais de carne bovina do Brasil registraram queda de 6% em fevereiro de 2025, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do MDIC. O volume embarcado foi de 217.108 toneladas, abaixo das 230.504 toneladas exportadas no mesmo mês de 2024. Apesar da retração no volume, a receita cresceu 12,6%, atingindo US$ 1,038 bilhão, impulsionada pelo aumento do preço médio da tonelada, que passou de US$ 4.000 em 2024 para US$ 4.782 neste ano.

No acumulado do primeiro bimestre de 2025, as exportações totalizaram 456.146 toneladas, queda de 2% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 465.651 toneladas. No entanto, a receita cresceu 12%, chegando a US$ 2,066 bilhões. O preço médio da carne bovina exportada também subiu, passando de US$ 3.977 por tonelada em 2024 para US$ 4.529 por tonelada em 2025.

A China manteve-se como principal destino da carne bovina brasileira, com importações de 183.800 toneladas no primeiro bimestre de 2025, uma queda de 5,3% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar disso, a receita aumentou 4,5%, chegando a US$ 895,9 milhões, impulsionada pelo preço médio da tonelada, que passou de US$ 4.417 para US$ 4.874. 

Os Estados Unidos, segundo maior comprador, reduziram suas aquisições em 12,1%, para 78.233 toneladas, mas a receita cresceu 10,9%, alcançando US$ 286,3 milhões. Já o Chile ampliou suas importações em 61,7%, totalizando 19.281 toneladas e US$ 105 milhões em receita. A Argélia se destacou com um crescimento expressivo de 199% no volume importado, atingindo 15.956 toneladas e US$ 85,4 milhões em receita.

 





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Genética e tecnologia são a chave da pecuária



A seleção genética permite a criação de animais mais produtivos



A seleção genética permite a criação de animais mais produtivos
A seleção genética permite a criação de animais mais produtivos – Foto: Bing

Segundo José Luiz Moraes Vasconcelos, professor aposentado da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UNESP Botucatu, o crescimento populacional impõe desafios à pecuária, exigindo avanços tecnológicos para aumentar a produtividade de carne e leite. Entre 1994 e 2024, a população mundial cresceu 45%, e a projeção da ONU aponta que até 2054 atingirá 10 bilhões de pessoas, tornando essencial o uso de genética superior no rebanho para atender à demanda global.  

A seleção genética permite a criação de animais mais produtivos, mas exige investimentos em manejo adequado, nutrição de qualidade e capacitação da mão de obra. Embora esses custos iniciais sejam altos, o retorno a longo prazo compensa, reduzindo o custo por quilo de carne e litro de leite. No entanto, o acesso a essa tecnologia ainda é um desafio para pequenos pecuaristas, que necessitam de políticas de incentivo e programas de extensão rural para viabilizar a adoção dessas práticas.  

“Ferramentas que permitam o aumento da renda do produtor são estímulos para manutenção da família como produtores. Muitas vezes, quando o produtor falece, a família abandona a atividade e se muda para a cidade, o que resulta na perda de conhecimento e continuidade do negócio”, indica.

A inseminação artificial se destaca como ferramenta essencial para disseminar a genética melhoradora. Em 2024, a pecuária brasileira utilizou 9,2 milhões de doses de sêmen, segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), evidenciando o crescimento do setor. A ampliação desse investimento, aliada a políticas de fomento, pode acelerar o desenvolvimento da pecuária nacional, garantindo maior produção e segurança alimentar para as futuras gerações.

 





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Agro paulista tem superávit de US$ 3 bilhões


As exportações do agronegócio paulista somaram US$ 4,03 bilhões nos primeiros dois meses de 2025, enquanto as importações atingiram US$ 1,02 bilhão, resultando em um superávit de US$ 3,01 bilhões. O saldo comercial, no entanto, representa uma queda de 25,7% em relação ao mesmo período de 2024. Os dados são do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.  

“Os produtores optaram por comercializar o açúcar no mercado interno, onde o preço está mais vantajoso com a desvalorização do dólar frente ao real no começo de 2025”, comenta José Alberto Ângelo, pesquisador científico do IEA-Apta.

A retração se deve principalmente à queda nas exportações de açúcar, impactadas pela maior oferta do produto de países como Índia, Tailândia e União Europeia, além do período de entressafra no Brasil. “Os embarques registrados no início do ano deram uma enfraquecida diante da instabilidade do câmbio, mas o agro paulista manteve sua representatividade nos resultados nacionais. O setor de sucos e o complexo sucroalcooleiro respondem por mais de 50% do total exportado pelo Brasil. Esses números representam a força das agroindústrias paulistas na economia do Estado e do País”, ressalta Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Apesar da redução, São Paulo manteve a liderança nas exportações do agro brasileiro, com 18,1% de participação, à frente de Mato Grosso (15%), Minas Gerais (11,6%) e Paraná (11,5%). O secretário Guilherme Piai destacou a força do setor sucroalcooleiro e de sucos, que representam mais de 50% das exportações do Brasil. Entre os principais produtos exportados, o açúcar liderou com US$ 1,09 bilhão (91,6% do complexo sucroalcooleiro), seguido por sucos (US$ 573,74 milhões), carnes (US$ 567,76 milhões) e café (US$ 297,21 milhões). A soja, com US$ 175,91 milhões, pode ganhar mais espaço nos próximos meses com o avanço da colheita.

 





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