sexta-feira, março 27, 2026

Política & Agro

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Excesso de umidade impacta plantio da aveia branca



Clima desafia, mas aveia mostra bom desenvolvimento




Foto: Canva

As lavouras de aveia branca no Rio Grande do Sul enfrentam dificuldades para a semeadura devido às condições de umidade excessiva em algumas regiões do estado. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (6) pela Emater/RS-Ascar.

Segundo o boletim, apesar dos entraves no plantio, o desenvolvimento vegetativo das lavouras implantadas é considerado satisfatório. A uniformidade do estande é boa e não há registro de problemas fitossanitários relevantes. A assistência técnica destaca que os produtores estão avançando nos tratos culturais, com foco na aplicação de adubação nitrogenada em cobertura e no controle de plantas daninhas, especialmente nas lavouras mais adiantadas.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, “apesar dos desafios pontuais relacionados às condições climáticas, a cultura mantém potencial produtivo adequado”. A entidade observa que a aveia branca segue sendo uma alternativa viável para cultivo de inverno, com utilização voltada à alimentação humana e animal, além da produção de sementes.

Na região administrativa de Erechim, a cultura ainda está em fase de implantação, com expectativa de ampliação de 20% da área cultivada em comparação ao ano anterior. Em Frederico Westphalen, cerca de 40% da área estimada para a safra 2025/2026 já se encontra em desenvolvimento vegetativo. “A redução da temperatura no período foi favorável à cultura, e os produtores iniciaram as aplicações de fungicidas e a distribuição da adubação nitrogenada de cobertura”, informa a Emater/RS-Ascar.

Em Ijuí, a umidade do solo segue limitando o avanço da semeadura. Alguns produtores optaram por plantar mesmo com o solo encharcado. As lavouras semeadas em maio apresentam boa emergência, com plantas de tamanho homogêneo e desenvolvimento satisfatório. As atividades estão concentradas no controle de ervas daninhas e na aplicação de nitrogênio em cobertura para as lavouras em estágio de cinco folhas. “Não foram observados sinais de incidência de doenças nos cultivos estabelecidos”, destaca o informativo.

Na região de Santa Rosa, os agricultores organizam a aplicação de fertilizantes nitrogenados nas lavouras já implantadas. No município de Garruchos, a semeadura avançou antes das chuvas, mas o excesso de precipitação provocou erosão em áreas mais inclinadas. Já em Soledade, a área semeada alcançou aproximadamente 7.500 hectares, o que corresponde a 20% do total estimado para a região.

 





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Maio teve chuvas irregulares e onda de frio no país


O mês de maio de 2025 foi marcado por irregularidade nas precipitações e temperaturas extremas em diversas regiões do Brasil. É o que revela a nota técnica “Eventos Extremos”, divulgada nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com análise dos principais fenômenos meteorológicos registrados no país ao longo do mês.

De acordo com o Inmet, nas regiões Norte e Nordeste, as chuvas ocorreram dentro da média, embora com picos elevados no litoral nordestino e na porção noroeste do Amazonas e de Roraima. “Os maiores acumulados foram registrados na porção noroeste da região, nos estados do Amazonas e Roraima com totais superiores a 300 mm, ultrapassando 500 mm na região noroeste do estado de Roraima”, informa o instituto. Cidades como Maceió e Salvador tiveram chuvas até 75% acima da média histórica.

No interior do Nordeste e em quase todo o estado do Tocantins, as precipitações ficaram abaixo do esperado. As regiões Centro-Oeste e Sudeste também apresentaram anomalias negativas. Brasília e Belo Horizonte registraram volumes de chuva 93% e 100% abaixo da média climatológica para o período, respectivamente.

No Centro-Oeste, os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul apresentaram volumes dentro da média, mas em Goiás e no Distrito Federal, houve queda acentuada nas precipitações. Situação semelhante foi observada em partes de São Paulo e Minas Gerais.

Na Região Sul, o Rio Grande do Sul concentrou os maiores volumes, com registros acima de 150 mm em diversas localidades. Já em Santa Catarina e no Paraná, os acumulados ficaram abaixo dos 120 mm.

As temperaturas também chamaram atenção. O mês foi de calor nas regiões Norte e Nordeste, mas os registros não superaram os recordes anteriores. “A exceção foi a cidade de Manaus (AM), que apresentou um leve desvio em relação ao último recorde”, aponta o Inmet.

Já entre os dias 29 e 30 de maio, uma intensa massa de ar frio provocou queda acentuada das temperaturas mínimas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. “No dia 30/05/2025, foram observados valores de temperatura mínima abaixo de 1°C em Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul”, destaca a nota técnica.

Geadas fracas foram registradas em municípios como São José dos Ausentes (0,0°C), Bom Jesus (0,4°C), Cambará do Sul (0,9°C) e Cuarai (0,9°C), no Rio Grande do Sul. Também houve ocorrência de geadas no Paraná, como em Londrina (5,6°C) e Maringá (4,5°C), embora as mínimas não tenham ficado abaixo de 1°C. Em regiões serranas do Sul, houve episódios isolados de neve.

O Inmet também informou que a massa de ar frio teve forte influência na Região Sudeste. Em Rancharia (SP), a mínima foi de 0,7°C e, em Monte Verde (MG), os termômetros chegaram a 0,4°C. No Centro-Oeste, Rio Brilhante (MS) teve mínima de 0,7°C. O mapa de anomalia de temperatura mínima no dia 30 indicou que os efeitos da onda de frio foram mais intensos na Região Sul, mas também se estenderam pelas demais regiões afetadas.





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Avanço da safrinha e pressiona mercado de milho



No Mato Grosso, as chuvas de maio foram decisivas



No Mato Grosso, as chuvas de maio foram decisivas
No Mato Grosso, as chuvas de maio foram decisivas – Foto: USDA

A AgResource Brasil revisou nesta terça-feira (03/06) suas projeções para as safras 2024/25, destacando um avanço expressivo na produtividade do milho safrinha. Segundo o relatório de junho, a produção total de milho no Brasil deve atingir 134,55 milhões de toneladas, um aumento de 8,35 milhões (+6,62%) em relação à estimativa anterior. O principal destaque é a 2ª safra, que subiu de 99,27 para 105,55 milhões de toneladas, impulsionada pelas boas condições climáticas em Mato Grosso e Paraná.

No Mato Grosso, as chuvas de maio foram decisivas para reverter parte dos impactos do estresse hídrico no início do ciclo, permitindo produtividades acima de 117 sacas por hectare. Já no Paraná, o risco recente de geadas foi superado sem danos relevantes, o que consolidou o viés altista da revisão.

Por outro lado, a consultoria afirma que a produção de soja foi mantida em 171,03 milhões de toneladas. O foco segue nas exportações, que somaram 67,12 milhões de toneladas até o fim de maio, alta de 12,9% frente ao mesmo período de 2024. Apenas na última semana de maio, foram embarcadas 2,92 milhões, com expectativa de fechar o mês entre 14,25 e 14,50 milhões de toneladas.

Apesar desse dito avanço produtivo, a AgResource alerta para o cenário de pressão nos preços do milho. A combinação de oferta elevada, câmbio enfraquecido e demanda interna e externa mais lenta tende a gerar um ambiente de acomodação no mercado. Já a soja segue com fundamentos sólidos, sustentada pela forte demanda chinesa e pelo bom desempenho logístico dos portos localizados no Brasil.

 





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Soja sobe em Chicago: Veja o motivo


Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram esta quinta-feira em alta, impulsionados por um telefonema entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. Segundo a mídia chinesa, a conversa, solicitada por Trump, reacendeu esperanças de reaproximação comercial entre os dois países, o que animou os mercados agrícolas globais.

O contrato de julho da soja, referência para a safra brasileira, subiu 0,65%, ou 6,75 centavos de dólar por bushel, para US$ 1051,75. Já o contrato de agosto teve alta de 0,77%, ou 7,75 centavos, e fechou cotado a US$ 1046,75. No complexo soja, o farelo permaneceu estável em US$ 297,1 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja recuou 0,34%, encerrando a sessão em US$ 46,65 por libra-peso.

A valorização da soja reflete o alívio temporário nas tensões comerciais. No mês anterior, EUA e China já haviam acordado uma trégua tarifária, com os americanos reduzindo taxas de 145% para 30% sobre diversos produtos chineses. A nova conversa, segundo Trump, foi “excelente” e durou cerca de uma hora e meia.

Apesar do otimismo, o mercado segue cauteloso quanto a um possível acordo antes da colheita norte-americana. De acordo com o USDA, as vendas semanais aumentaram 33% em relação à semana anterior, mas ainda estão 30% abaixo da média das últimas quatro semanas. As vendas da nova safra seguem fracas, com apenas 3.500 toneladas comercializadas, contra 32.800 na semana passada.

Além disso, a abundante oferta da América do Sul também pesa sobre os preços. No Brasil, a safra está plenamente disponível, enquanto na Argentina a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) informou que a colheita de soja já atingiu 88,7% da área plantada.





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Comercialização de soja segue restrita


A comercialização da soja segue restrita no estado do Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega maio e pagamento 17/06 na casa de R$ 135,80. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 131,00 Cruz Alta – Pgto. 04/07 – para fábrica R$ 131,00 Passo Fundo – Pgto. começo de julho R$ 131,00 Ijuí – Pgto. 04/07 – para fábrica R$ 131,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. começo de julho. Preços de pedra, em Panambi, subiram para R$ 119,00”, comenta.

Santa Catarina mantém estabilidade na soja, mas enfrenta desafios logísticos. “Em Santa Catarina, as cotações da soja seguiram estáveis em 5 de junho, refletindo o comportamento cauteloso dos produtores, em linha com a tendência nacional. A comercialização caminha em ritmo lento, com os vendedores aguardando melhores condições de mercado antes de fechar novos negócios. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 133,00”, completa.

Comercialização segue cautelosa no Paraná, apesar dos recordes na exportação de soja. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 133,69, marcando alta de 0,24%. Em Cascavel, o preço foi 115,47(-3,53%). Em Maringá, o preço foi de R$ 122,37. Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 123,31(-0,14%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$133,99(-0,42%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00”, indica.

Mato Grosso do Sul enfrenta desafios logísticos e estruturais. “Ainda assim, o déficit estrutural enfrentado em nível nacional também impacta o estado, criando gargalos no escoamento e elevando os custos operacionais para produtores, especialmente os mais afastados dos principais polos logísticos. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$119,05 (+0,04%), Campo Grande a R$119,05(+0,04%), Maracaju a R$119,00, Chapadão do Sul a R$112,73(0,02%), Sidrolândia a R$119,00”, informa.

O mercado do Mato Grosso está entre o sucesso produtivo e os desafios logísticos para a próxima safra. “Campo Verde: R$ 116,44(+1,73%). Lucas do Rio Verde: R$ 109,66 (+0,46%), Nova Mutum: R$ 109,66(+0,46%). Primavera do Leste: R$ 116,44(+1,73%). Rondonópolis: R$ 116,44(+1,73%). Sorriso: R$ 109,66(+0,46%)”, conclui.

 





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B3 e Chicago mantêm alta no milho


Segundo a TF Agroeconômica, o milho na B3 encerrou a quinta-feira com valorização pelo terceiro dia seguido, impulsionado pelas cotações em alta na Bolsa de Chicago (CBOT). Mesmo com a queda do dólar, que já acumula perdas de 2,32% desde o início da semana, os contratos futuros de milho avançaram, indicando a força do movimento internacional. 

O vencimento julho/25 fechou em R$ 64,37, com alta diária de R$ 0,37 e semanal de R$ 1,65. Já o contrato julho/26 encerrou a R$ 65,38, subindo R$ 0,10 no dia e R$ 1,66 na semana. O vencimento setembro/25 alcançou R$ 68,95, com ganho de R$ 0,37 no dia e de R$ 1,41 na semana.

Em Chicago, os preços também subiram, segundo as informações, refletindo a preocupação com o atraso no plantio da safra 2024 nos Estados Unidos. O contrato julho subiu 0,17%, fechando em US$ 4,3950 por bushel, enquanto o contrato setembro avançou 0,86%, para US$ 4,3150 por bushel. A lentidão no ritmo do plantio em regiões como Ohio pode levar produtores a optar pela cobertura de solo no lugar do milho, o que contribui para a valorização dos futuros, especialmente os de dezembro, que atingiram o maior patamar em mais de duas semanas.

Apesar do cenário altista, a valorização do real frente ao dólar vem reduzindo a competitividade do milho brasileiro no mercado externo. Esse movimento já começa a se refletir nos prêmios de exportação para setembro, justamente quando a safrinha estará totalmente disponível para embarque. O mercado segue atento ao câmbio e às condições climáticas nos EUA, fatores determinantes para a tendência dos preços nos próximos dias.

 





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Mercado de milho segue travado no Sul e Centro-Oeste


Segundo informações da TF Agroeconômica, o mercado de milho segue estagnado em várias regiões do país, com destaque para o Rio Grande do Sul, onde a liquidez continua baixa. Os produtores mantêm o cereal estocado, aguardando preços mais atrativos, enquanto a indústria de rações enfrenta dificuldades de abastecimento. Mesmo com pequenas liberações por parte de cooperativas, a oferta voltou a cair, e as indicações de compra permanecem estáveis entre R$ 66,00 e R$ 69,00 em municípios como Santa Rosa, Marau e Montenegro.

Em Santa Catarina, apesar de uma safra recorde, o mercado também está travado pela falta de consenso entre produtores e compradores. Os preços pedidos no Planalto Norte e Campos Novos chegam a R$ 85,00/saca, enquanto as ofertas não ultrapassam R$ 80,00. A colheita avança com produtividade histórica de 9.717 kg/ha e previsão de 2,4 milhões de toneladas, mas a distância entre os preços ainda impede retomada nos negócios.

No Paraná, a safrinha começa lentamente, com apenas 3% colhida. O milho disponível tem sido ofertado entre R$ 76,00 e R$ 80,00 nos Campos Gerais, mas a umidade elevada dificulta os trabalhos no campo. A estimativa de produção é de 16,15 milhões de toneladas, podendo alcançar novo recorde estadual. Apesar disso, o mercado continua em compasso de espera, com poucos negócios fechados.

Já no Mato Grosso do Sul, a comercialização segue travada, com a saca cotada entre R$ 53,00 e R$ 57,00. A oferta é limitada e compradores aguardam avanço da colheita, prevista para julho. Problemas pontuais como falhas no estande, pragas e estresse hídrico afetam parte das lavouras, especialmente no sul do estado. Ainda assim, a produção projetada é de 10,2 milhões de toneladas, um aumento de 20,6% em relação ao ciclo anterior.

 





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Apostar no trigo pode ser boa ideia


Segundo a TF Agroeconômica, a perspectiva de redução na próxima safra de trigo no Rio Grande do Sul, causada por uma queda de 60% na venda de sementes e consequente retração de 40% na área plantada, pode gerar uma valorização do grão no ciclo seguinte. Com isso, os produtores que nadarem contra a corrente e decidirem plantar poderão ser recompensados com preços mais altos, diante de uma possível escassez no mercado.

No curto prazo, o mercado gaúcho segue com negócios pontuais, em ritmo lento. Os preços variam entre R\$ 1.300,00 e R\$ 1.400,00 a tonelada, dependendo da proximidade dos moinhos. Estima-se que ainda restem entre 350 mil e 390 mil toneladas para negociação no estado. Já há ofertas da nova safra a R\$ 1.250,00 FOB, mas sem aceitação dos compradores. O preço de exportação para dezembro foi estimado em R\$ 1.330,00, enquanto na pedra, em Panambi, manteve-se em R\$ 70,00/saca.

Em Santa Catarina, a queda do dólar reduziu em R\$ 44,00 por tonelada o preço do trigo importado. Os negócios com a safra velha permanecem pontuais, com valores próximos a R\$ 1.400,00/t FOB. O plantio da nova safra ainda não avançou, pois a janela ideal não chegou, e a venda de sementes já caiu cerca de 20% em relação ao ano passado. Os preços pagos aos produtores seguem estáveis há várias semanas, com destaque para Xanxerê e Rio do Sul, ambos com R\$ 80,00/saca.

No Paraná, o mercado permanece travado, com vendedores pedindo R\$ 1.550,00/t FOB ou mais, e compradores ofertando até R\$ 1.500,00, com retirada em junho e pagamento em julho. Há ainda compradores interessados na nova safra a R\$ 1.400,00 para outubro e R\$ 1.350,00 para novembro, mas não há vendedores dispostos. Um estudo feito por cooperativa local indicou que é possível incentivar o plantio investindo menos: ao invés de tirar R\$ 3 milhões do caixa, a aplicação de apenas R\$ 800 mil no mercado futuro geraria o mesmo impacto. A média semanal do preço da pedra recuou 0,13% para R\$ 79,41/saca, com o lucro médio do triticultor estimado em 8,0%, segundo o Deral.

 





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Avanço do caruru preocupa



A praga tem rápida dispersão



A praga tem rápida dispersão
A praga tem rápida dispersão – Foto: Pixabay

O avanço do caruru-roxo (Amaranthus hybridus) e do caruru-palmeri (Amaranthus palmeri) em lavouras de soja tem gerado grande preocupação, especialmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Consideradas entre as plantas daninhas mais agressivas, essas espécies apresentam alta capacidade de disseminação e resistência múltipla a herbicidas. O A. hybridus pode reduzir em 6,4% a produtividade da soja mesmo com uma planta por metro quadrado, enquanto o A. palmeri pode causar perdas de até 79%.

Ambas produzem até 600 mil sementes por planta, com dispersão facilitada por máquinas, irrigação, esterco, animais e culturas infestadas. A resistência ao glifosato, um dos herbicidas mais utilizados, torna o controle ainda mais desafiador.  “Isso compromete o controle e torna indispensável a adoção de estratégias mais completas e integradas. Diante desse cenário, o herbicida YAMATO SC, da IHARA, é hoje uma das principais ferramentas disponíveis no manejo dessas espécies de  Amaranthus no Brasil”, afirma o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Gustavo Corsini.

Ensaios demonstram que YAMATO SC tem mais de 90% de eficiência no controle do caruru em pré-emergência, com efeito residual prolongado e alta seletividade para soja. Sua formulação diferenciada garante melhor absorção e menor risco de perdas, sendo amplamente utilizada por produtores e consultores.

Especialistas reforçam a importância do manejo integrado, com rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e herbicidas como o YAMATO SC, para reduzir o banco de sementes e dificultar novas infestações. A IHARA reforça seu compromisso em oferecer soluções eficazes para os desafios do campo.

“Sabemos que o caruru-roxo e o caruru-palmeri representam um novo patamar de ameaça às lavouras de soja. Por isso, nossa missão é entregar tecnologias que realmente funcionem no campo e permitam ao produtor manter sua produtividade e rentabilidade”, conclui o gerente de Marketing Regional.

 





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O agro brasileiro está envelhecendo?



“Envelhecer com dignidade e propósito deve ser uma conquista coletiva”



“No agro, convivemos com uma geração de profissionais com mais de 50 anos"
“No agro, convivemos com uma geração de profissionais com mais de 50 anos” – Foto: Pixabay

Segundo Antonio Prado G. B. Neto, professor, colunista e CEO da Pirecal Calcário, o Censo Demográfico de 2022 do IBGE evidencia uma realidade inegável: o Brasil está envelhecendo. A idade mediana da população subiu de 29 para 35 anos, a expectativa de vida alcança 76,8 anos e mais de 22 milhões de brasileiros têm 65 anos ou mais. No agronegócio, esse cenário também é visível: convivemos com profissionais com mais de 50 anos, agrônomos, técnicos, gestores e consultores que acumulam mais de 30 safras de experiência e que foram fundamentais na transformação do setor nas últimas décadas.

“No agro, convivemos com uma geração de profissionais com mais de 50 anos — agrônomos, técnicos, gestores e consultores com mais de 30 safras de experiência. Eles foram protagonistas da transformação do setor e ainda têm muito a contribuir”, comenta.

Mesmo com essa bagagem, muitos desses profissionais enfrentam o etarismo — preconceito silencioso que limita oportunidades com base na idade. Antonio Prado alerta que, embora as pautas de diversidade no meio corporativo tenham avançado em aspectos como gênero, raça e inclusão de pessoas com deficiência, a inclusão etária ainda é um tabu pouco debatido. E isso acontece justamente em um setor que atrai cada vez mais jovens, interessados em inovação, tecnologia e sustentabilidade.

A complementaridade entre gerações, destaca Prado, é uma vantagem estratégica. A valorização dos profissionais 50+ não significa excluir os mais jovens, mas promover um ambiente onde o intercâmbio de saberes, técnicas e visões de mundo fortalece o agro brasileiro. Essa convivência entre experiência e inovação é chave para o crescimento sustentável, resiliente e mais humano do setor. “Envelhecer com dignidade e propósito deve ser uma conquista coletiva. O respeito que construirmos hoje será o que colheremos amanhã”, conclui.

 





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