quinta-feira, março 26, 2026

Política & Agro

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Mercado do boi gordo em alta em São Paulo


 O mercado do boi gordo registrou alta nas cotações para todas as categorias em São Paulo, impulsionado pelo bom escoamento da carne bovina. De acordo com a análise “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, a cotação do boi gordo e do “boi China” subiu R$ 2,00 por arroba. A vaca teve um aumento de R$ 3,00 por arroba, enquanto a novilha registrou a maior alta, com R$ 5,00 por arroba. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a onze dias.

Em Goiás, a cotação também apresentou valorização nesta quarta-feira, “com menos boiadas disponíveis e boa procura por parte dos frigoríficos”. Na região de Goiânia, o boi gordo e a vaca subiram R$ 2,00 por arroba, enquanto a cotação da novilha permaneceu estável. Na região Sul do estado, o boi gordo teve alta de R$ 2,00 por arroba, com as cotações da vaca e da novilha mantendo-se estáveis.

Na região Sudeste de Rondônia, a cotação se manteve estável para todas as categorias, e as escalas de abate atendiam, em média, a seis dias.

Os dados da Pesquisa Trimestral do Abate, divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o abate de bovinos cresceu 4,6% no primeiro trimestre de 2025 em relação a 2024. O total de 9,86 milhões de cabeças abatidas representa o maior nível para um primeiro trimestre em toda a série histórica da pesquisa.

O abate de fêmeas, especificamente, aumentou 11,3% no primeiro trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024, totalizando 4,85 milhões de cabeças. Este é o maior nível de participação de fêmeas no abate de bovinos já registrado para o período.





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Exportação brasileira de soja bate recorde em 2025



Exportação de soja para China cresce 12,68%




Foto: Canva

O Brasil exportou 14,10 milhões de toneladas de soja em maio de 2025, um volume 4,93% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2025, as exportações do grão atingiram um recorde de 51,53 milhões de toneladas, representando um aumento de 2,67% em comparação com o acumulado de 2024. Este crescimento está relacionado à ampla disponibilidade de soja no país, resultado de uma grande safra. As informações foram divulgadas na análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (9).

A China desempenhou um papel crucial nesse cenário, importando 2,38 milhões de toneladas a mais no acumulado de 2025 em relação a 2024, impulsionando o volume total exportado pelo Brasil.

Em relação às exportações de soja de Mato Grosso, o estado embarcou 4,95 milhões de toneladas em maio de 2025, um aumento de 17,36% em relação a maio de 2024. Contudo, no acumulado do ano, Mato Grosso exportou 16,96 milhões de toneladas, um volume 0,69% inferior ao acumulado de 2024. Essa retração foi motivada pela redução das importações por países como Tailândia, Turquia e Bangladesh, que, juntos, somaram 0,88 milhão de toneladas a menos. Embora as compras chinesas tenham aumentado 12,68%, “esse crescimento não foi suficiente para compensar as perdas, resultando na retração das exportações do estado”.





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Incertezas freiam negócios com algodão em Mato Grosso



Safra 2025/26 de algodão tem vendas limitadas




Foto: Canva

A comercialização da pluma de algodão em Mato Grosso avançou em maio, atingindo 62,75% da produção estimada para a safra 2024/25. Houve um aumento de 2,78 pontos percentuais em relação ao mês anterior e um desempenho 2,83 pontos percentuais superior ao registrado no mesmo período do ciclo passado. Contudo, as vendas ainda apresentam um atraso de 8,37 pontos percentuais em comparação com a média dos últimos cinco anos. As informações constam na análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgada nesta segunda-feira (9).

Este cenário, conforme o Imea, “é reflexo da conduta mais cautelosa dos cotonicultores ao travarem seus negócios, visto o atual contexto de incertezas quanto ao preço da fibra”. O preço negociado em maio de 2025 registrou um recuo de 0,88% ante abril, com a arroba cotada na média de R$ 138,08.

Em relação à safra 2025/26, as negociações avançaram 4,21 pontos percentuais no comparativo mensal, com a comercialização atingindo 20,20% da produção projetada. No entanto, “a indefinição da produção do ciclo futuro, aliada à queda na cotação da pluma, tem limitado novas vendas no estado”. O preço das vendas em maio de 2025 exibiu uma redução de 0,31% em relação a abril, ficando cotado na média a R$ 136,77 por arroba.





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Óleo de milho de Goiás supera todo ano de 2024


A colheita do milho de 1ª safra no Brasil atingiu 86,9% da área total até 24 de maio de 2025. Em Goiás, algumas lavouras de milho de 2ª safra no sul do estado já entraram na fase de maturação, enquanto a maior parte ainda se encontra na etapa de enchimento de grãos. Apesar da redução no volume de chuvas, o desenvolvimento das lavouras tem sido considerado satisfatório, uma vez que houve uma boa distribuição de precipitações ao longo de abril, o que favoreceu o período reprodutivo. As informações foram divulgadas no boletim Agro em Dados de junho, da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás.

No mercado interno, os preços do milho em maio apresentaram tendência de queda, com um recuo de 12,4% em comparação ao mês anterior. Essa retração é influenciada pelo cenário internacional de baixa e pela proximidade da colheita da segunda safra, que tende a ampliar a oferta do cereal. No entanto, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) destaca que “os estoques ajustados aliado a uma demanda firme devem contribuir para a sustentação dos preços nos próximos meses”.

No panorama internacional, o Brasil embarcou 177,2 milhões de toneladas de milho em abril, um aumento de 176,5% em comparação com o mesmo mês de 2024. Goiás destacou-se nesse período, ampliando o número de países compradores do cereal, incluindo Vietnã, Estados Unidos, Egito e Taiwan, além de Portugal (que era o único destino em abril de 2024). Essa diversificação contribuiu para o desempenho positivo das exportações brasileiras.

Dentre os derivados do milho, o óleo obteve destaque nas exportações brasileiras, alcançando 54,2 mil toneladas embarcadas, no valor de US$ 55,2 milhões. Este é o maior valor já registrado para o mês de abril na série histórica. Para o estado de Goiás, o cenário é promissor, pois em abril foram enviadas 2,3 mil toneladas de óleo de milho para o exterior, superando o volume total exportado em todo o ano de 2024, que foi de 968,4 toneladas.





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plantio quase finalizado nos EUA



Iowa tem 85% do milho em boas condições




Foto: Canva

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta terça-feira (10) que o plantio da safra de milho no país alcançou 97% da área total até 8 de junho. O índice está 3 pontos percentuais à frente do registrado no ano passado e em linha com a média dos últimos cinco anos. A emergência da safra de milho chegou a 87% em nível nacional, superando em 4 pontos percentuais o ano anterior e igualando a média histórica.

As condições das lavouras de milho também apresentaram melhora. Em 8 de junho, 71% da safra do país foi classificada em “boas a excelentes condições”, um aumento de 2 pontos percentuais em relação à semana anterior. Em Iowa, principal estado produtor de milho, 85% da safra foi avaliada nessas categorias.

O plantio de soja nos Estados Unidos também está avançado. Até 8 de junho, 90% da área prevista para a oleaginosa havia sido plantada, o que representa 4 pontos percentuais à frente do ano passado e 2 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos.

Nacionalmente, 75% da safra de soja havia emergido até a mesma data, um avanço de 7 pontos percentuais em relação ao ano passado e 3 pontos percentuais acima da média. As condições das lavouras de soja também são consideradas favoráveis, com 68% classificadas como “boa a excelente” em 8 de junho, um aumento de 1 ponto percentual em comparação com a semana anterior.





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Chuva alivia seca e melhora safras na Europa



Calor acelera colheita no Sul da Europa




Foto: Pixabay

A Europa registrou um contraste climático na última semana, com chuvas moderadas a fortes sobre o centro e norte do continente, enquanto a Bacia do Mediterrâneo enfrentou condições secas e muito quentes. Uma série de sistemas climáticos se deslocou para o leste, provocando uma ampla faixa de precipitações e tempestades, com volumes de 10 a 100 mm, e localmente mais, desde a Inglaterra, França e norte da Espanha, estendendo-se até a Polônia e os Países Bálticos. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (10) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu boletim Weekly Weather and Crop Bulletin.

As chuvas proporcionaram “alívio adicional da seca na Inglaterra, norte da França, bem como em grande parte da Alemanha”, embora o USDA ressalte que “mais chuva é necessária para erradicar completamente os déficits significativos que se acumularam desde o início da primavera”. Como resultado, as perspectivas de produtividade para o abastecimento das safras de inverno melhoraram significativamente desde o retorno das chuvas na última semana de maio. O tempo nublado e instável também manteve as temperaturas próximas do normal nas regiões norte e noroeste da Europa.

Por outro lado, o centro e sul da Espanha enfrentaram condições ensolaradas e quentes, com temperaturas de 3°C a 6°C acima do normal e máximas variando de 35°C a 42°C. Esse cenário acelerou a secagem e a colheita dos grãos de inverno. Nos Bálcãs, céus ensolarados e temperaturas acima do normal, entre 32°C e 34°C, promoveram a maturação, secagem e colheita antecipada das culturas de inverno. Contudo, essas condições não tiveram impactos adversos no milho, girassol e soja, que ainda estavam nos estágios iniciais de desenvolvimento vegetativo.





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Mato Grosso abate 611 mil bovinos em maio



Abate de fêmeas volta a subir no anual




Foto: Sheila Flores

Mato Grosso enviou 611,94 mil bovinos para abate em maio de 2025, um acréscimo de 5,24% em relação a abril. Desse total, o abate de fêmeas somou 332,85 mil cabeças, representando 54,39% do volume total, o que marca o segundo maior valor na série histórica. Com isso, a variação anual do abate de fêmeas, que acumulava três meses consecutivos de queda, voltou a crescer em maio de 2025, com um aumento de 3,02% no comparativo anual. As informações foram divulgadas na análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (9).

Apesar do avanço observado no último mês, a média móvel dos três últimos meses para o abate de fêmeas permaneceu negativa, em -2,14%. Segundo o Imea, a expectativa é que “a presença de fêmeas nos abates recue no longo prazo, dada a transição do ciclo pecuário”. Essa projeção baseia-se na melhora da margem da cria, que “estimula o movimento de retenção de matrizes”.

Além disso, o instituto indica que “a tendência é que a oferta de machos seja maior, uma vez que a margem de confinamento tende a melhorar com a recuperação nos preços do boi gordo”.





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Cinturão do milho mexicano recebe chuvas



Chuvas sazonais chegam ao planalto sul mexicano




Foto: Agrolink

A maioria das áreas do cinturão de milho do planalto sul do México finalmente recebeu chuvas durante a primeira semana de junho, com totais variando geralmente de 10 a 50 mm, e quantidades localmente maiores. O milho e outras culturas de verão recém-plantadas se beneficiaram do retorno das chuvas sazonais, que foram mais intensas nas regiões de produção do leste do planalto sul e mais leves no oeste. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (10) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu boletim Weekly Weather and Crop Bulletin.

A atividade de chuvas também se estendeu ao sudeste do México, enquanto precipitações isoladas se desenvolveram em áreas afetadas pela seca no centro-norte e noroeste do país.

Apesar das chuvas, as temperaturas permaneceram em média de 1°C a 3°C acima do normal em quase todo o México. O clima mais quente, com leituras atingindo 40°C ou mais, afetou o centro-norte do país. O USDA ressalta que, “dada a natureza prolongada da seca no norte do México, qualquer recuperação será lenta devido aos níveis extremamente baixos dos reservatórios e às reservas de umidade do solo esgotadas”.





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plantio de trigo de inverno supera média de 5 anos



Kansas tem 50% do trigo em boas condições




Foto: Divulgação

O plantio da safra de trigo de inverno nos Estados Unidos alcançou 88% da área total até 8 de junho, igual ao ano passado, mas 2 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos. Contudo, a colheita do cereal está com atraso. Apenas 4% da área plantada de trigo de inverno havia sido colhida até o final da semana, o que representa 7 pontos percentuais abaixo do registrado no ano passado e 3 pontos percentuais abaixo da média. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (10) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu boletim Weekly Weather and Crop Bulletin.

Apesar do ritmo mais lento da colheita, as condições das lavouras de trigo de inverno apresentam melhora. Em 8 de junho, 54% da safra de 2025 foi classificada em “boas a excelentes condições”, um aumento de 2 pontos percentuais em relação à semana anterior. No Kansas, que é o maior estado produtor de trigo de inverno, 50% da safra foi avaliada nessas categorias.





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governo eleva carga tributária sem cortar gastos


O recuo do governo sobre o aumento abrupto das alíquotas do IOF, anunciado como resposta à forte reação política e institucional, não foi suficiente para acalmar tributaristas e o mercado. A nova Medida Provisória, que substitui o decreto inicial, mantém o foco em ampliar a arrecadação — agora com a taxação de apostas eletrônicas (bets), fim das isenções para LCI e LCA, prováveis restrições ao uso dos Juros sobre Capital Próprio (JCP) e mudanças na tributação das fintechs.

Para o advogado Luís Garcia, sócio do Tax Group e do MLD Advogados Associados, a estratégia revela um cenário preocupante. “Os sucessivos e repentinos aumentos de tributos, sem nenhum sinal concreto de redução de gastos, apontam para um futuro com queda de investimentos, que pode gerar desemprego, inflação e desaceleração do consumo. Muito embora sejam de conhecimento geral os efeitos danosos da combinação de juros altos e carga tributária elevada, o governo parece não se dar conta disso.”

Garcia também alerta para uma das frentes menos discutidas do pacote: a intenção de aproximar a tributação das fintechs à das instituições financeiras tradicionais, como os bancos. “Hoje, as fintechs, por operarem com limites menores de faturamento, podem optar pelo regime do Lucro Presumido, enquanto os bancos estão submetidos ao Lucro Real. A principal diferença está na alíquota da CSLL: 9% para fintechs, contra 20% para bancos. O governo quer igualar esse percentual, o que pode inviabilizar parte do modelo de negócio dessas empresas”, explica.

“As fintechs exercem papel fundamental na democratização dos serviços financeiros, que deverão ficar mais caros. Mais preocupante ainda é o possível aumento no custo do crédito, o que traz entraves à economia, reduz investimento e consumo e penaliza diretamente o consumidor.”

Na avaliação da advogada Livia Heringer, do escritório Ambiel Belfiore Gomes Hanna Advogados, o uso político do IOF desvirtua o papel técnico do tributo e compromete a previsibilidade regulatória: “A recorrente utilização do IOF como instrumento de ajuste fiscal evidencia a fragilidade da estratégia econômica adotada. O imposto, que tem natureza regulatória e deveria cumprir função específica, está sendo manejado com viés arrecadatório, sem a devida transparência e sem diálogo com o setor produtivo. Isso compromete a segurança jurídica e desestimula o investimento privado.”

O tributarista Eduardo Natal, sócio do Natal & Manssur Advogados e presidente do Comitê de Transação Tributária da ABAT, também critica a condução do tema: “Vemos a repetição da estratégia do ‘bode na sala’: cria-se um impacto abrupto para depois suavizar a proposta original, mantendo o aumento de carga tributária como plano viável.”

“Trata-se, mais uma vez, de uma reconfiguração unilateral da carga tributária, que escancara a prioridade arrecadatória da atual política econômica. Ao invés de uma plataforma estruturada de revisão de gastos públicos, a solução recai invariavelmente sobre o aumento de tributos. Isso afasta a previsibilidade necessária ao ambiente econômico.”

O novo pacote prevê:

  • Redução das alíquotas de IOF inicialmente propostas;
  • Elevação da tributação sobre apostas eletrônicas (bets), com alíquota de 18% sobre a receita líquida (GGR);
  • Fim da isenção para LCIs e LCAs, agora com tributação de 5%;
  • Possível limitação no uso de JCPs pelas empresas;
  • Aumento da CSLL para fintechs, aproximando da alíquota aplicada a bancos (de 9% para até 20%).
  • Para os especialistas, a escolha do governo por elevar tributos agora e adiar medidas estruturantes — como a revisão dos chamados “gastos tributários” — reforça a lógica de curto prazo, minando a credibilidade da política fiscal e impactando negativamente o ambiente de negócios.





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