sábado, março 28, 2026

Política & Agro

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Soluções para rentabilidade no agro além das commodities



Entre os caminhos estão a adoção de bioinsumos



Entre os caminhos estão a adoção de bioinsumos
Entre os caminhos estão a adoção de bioinsumos – Foto: USDA

De acordo com Gustavo Agnelli Albuquerque, Consultor Associado de Transformação Digital no Agronegócio da OW Interactive, a produção de commodities como soja, milho, gado e cana segue sendo o pilar da economia agro brasileira, e continuará por algum tempo. Dados históricos confirmam que o PIB da agropecuária mantém crescimento, impulsionado principalmente pela soja e outras culturas de ciclo curto.

No entanto, ele alerta que esse crescimento também traz desafios. A busca acelerada por aumento de produção e produtividade levou muitos produtores a se alavancarem financeiramente. Com a elevação dos juros, reflexo da política monetária de controle inflacionário, somada aos financiamentos de longo prazo, o peso das dívidas começa a sufocar o caixa. Além disso, algumas culturas, mesmo com alta eficiência agronômica, não estão gerando o retorno esperado.

A solução, segundo Gustavo, exige uma visão técnica apurada e uma mentalidade empresarial mais estruturada. Entre os caminhos estão: adoção de bioinsumos e adubos orgânicos produzidos na própria fazenda, práticas como rotação de culturas, além da introdução de cultivos de maior valor agregado e com menor concorrência. Outro ponto chave é a verticalização, trabalhar em conjunto com outros produtores, replicando o modelo bem-sucedido de grandes cooperativas.

“Produtores que estão tendo resultados em meio a crise, adotam essa estratégia, e sim, é possível fazer isso com sustentabilidade e respeito ao meio ambiente, conceitos fundamentais para acessar mercados mais exigentes”, conclui.

 





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adubo orgânico que fortalece a produção sustentável



Sua composição geralmente inclui resíduos vegetais



Sua composição geralmente inclui resíduos vegetais
Sua composição geralmente inclui resíduos vegetais – Foto: Katya Ershova

De acordo com a engenheira agrônoma Anna dos Passos, o Bokashi é um adubo orgânico que vem ganhando cada vez mais espaço na agricultura sustentável. Trata-se de uma mistura de ingredientes orgânicos que, após um processo de fermentação controlada, é utilizada para fertilizar o solo e nutrir as plantas. Segundo a Embrapa (2014), não existe uma formulação única para o Bokashi, que pode ser elaborado de diversas formas, com receitas mais simples ou complexas, adaptadas às diferentes realidades e necessidades.

Sua composição geralmente inclui resíduos vegetais, como folhas, cascas de frutas e restos de legumes, além de farelo de trigo ou arroz, melado, soro de queijo, pó de rocha, fosfato e farinha de osso ou peixe. A lógica da formulação é simples: combinar materiais ricos em nitrogênio (N) com outros ricos em carboidratos, criando um adubo de alta qualidade, eficiente e de rápida disponibilização dos nutrientes.

A produção de hortaliças, especialmente na agricultura orgânica, exige um manejo intensivo do solo, com constante reposição de matéria orgânica e nutrientes. Nesse cenário, o Bokashi se destaca como uma ferramenta estratégica, pois fornece elevados teores de nitrogênio de maneira ágil, atendendo às exigências das plantas e favorecendo a sustentabilidade das pequenas propriedades.

O uso desse biofertilizante não traz benefícios apenas às plantas. Ele contribui para a construção de solos mais saudáveis e resilientes, promove a produção de alimentos livres de contaminantes químicos e, sobretudo, assegura que os agricultores tenham mais sucesso produtivo e econômico, mantendo a saúde do ambiente e da comunidade.

 





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Arroz: preço não acompanha inflação



Entre os principais problemas apontados está o consumo interno estagnado



Entre os principais problemas apontados estão o consumo interno estagnado
Entre os principais problemas apontados estão o consumo interno estagnado – Foto: Divulgação

De acordo com Sérgio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, o preço do arroz praticamente não evoluiu nos últimos quatro anos, mesmo com a inflação acumulada acima de 25% no período. Em 2021, na semana 28, as cotações na Fronteira Oeste estavam entre R$ 63 e R$ 64 para o arroz comercial, R$ 59 a R$ 60 para o parboilizado e R$ 64 a R$ 65 para o arroz nobre. Atualmente, o indicador CEPEA/IRGA-RS marca R$ 73,31, o que representa uma correção nominal tímida e perda de valor real para os produtores.

Cardoso destaca que, de lá para cá, houve uma transformação na forma de comunicar o mercado. O informativo impresso deu lugar às plataformas digitais, como LinkedIn e YouTube, que hoje cumprem o papel de levar informações e análises ao setor. No entanto, apesar da modernização no formato, os desafios estruturais do mercado de arroz permanecem praticamente inalterados.

Entre os principais problemas apontados estão o consumo interno estagnado, estoques de passagem elevados, exportações abaixo do necessário e os custos de produção em constante alta. Esse cenário pressiona a rentabilidade dos produtores e de toda a cadeia produtiva do arroz no país.

Diante disso, a reflexão que Sérgio Cardoso traz é a mesma que há anos percorre o setor: quem vai garantir uma remuneração justa para uma cadeia produtiva que alimenta o Brasil? Mesmo com a evolução na comunicação, os entraves econômicos continuam desafiando o setor arrozeiro. “De lá pra cá, evoluímos na forma de comunicar, mas ainda seguimos debatendo a mesma pergunta: quem vai remunerar de forma justa essa cadeia que alimenta o Brasil?”, indaga.

 





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Confira como estão os preços da soja


O mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul segue cauteloso, segundo informações da TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega maio e pagamento 13/06 na casa de R$ 135,80, marcando alta de 2,11%. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 132,00 Cruz Alta – Pgto. 04/07 – para fábrica R$ 132,00 Passo Fundo – Pgto. 04/07 R$ 132,00 Ijuí – Pgto. 04/07 – para fábrica R$ 131,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 04/07. Preços de pedra, em Panambi, caíram para R$ 118,50 a saca, para o produtor”, comenta.

Em Santa Catarina, a leve desvalorização observada recentemente no preço da saca reflete a instabilidade do mercado físico, com valores no interior variando entre R$ 125,00 e R$ 130,00, e no porto de São Francisco chegando a R$ 133,66. “No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 133,66”, completa.

As exportações do Paraná estão em queda. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 132,88, marcando baixa de 0,99%. Em Cascavel, o preço foi 117,28(-1,09%). Em Maringá, o preço foi de R$ 119,12(+0,13%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 118,86(-0,87%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$133,67(-0,07%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00”, indica.

A safra de soja em Mato Grosso do Sul foi finalizada com 14,686 milhões de toneladas, alta de 18,9%, mas com rentabilidade baixa, cerca de 8%, devido ao clima adverso. A comercialização segue lenta, com preços estáveis. Produtores avaliam alternativas como o eucalipto para melhorar a lucratividade. O frete continua pressionando as margens. No dia, a soja foi cotada a R\$ 120,11 em Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia, e R\$ 111,27 em Chapadão do Sul.

No Mato Grosso os fretes estão em alta. “Mato Grosso está prestes a colher a maior safra de sua história, impulsionada principalmente pela soja. Campo Verde: R$ 112,20(-1,07%). Lucas do Rio Verde: R$ 109,18(-0,40%), Nova Mutum: R$ 109,18(-0,40%). Primavera do Leste: R$ 112,20(-1,07%). Rondonópolis: R$ 111,66(-1,54%). Sorriso: R$ 108,90(-0,66%)”, conclui.

 





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Ibovespa fecha com queda discreta em dia de tombo de BB e salto de Marfrig


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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa fechou com uma queda modesta nesta sexta-feira, marcada pelo tombo das ações do Banco do Brasil, refletindo frustração dos agentes com o resultado do banco nos primeiros meses do ano, e pela disparada da Marfrig, que renovou máximas históricas após anunciar que irá incorporar a BRF.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,24%, a 138.999,03 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 137.713,31 pontos na mínima e 139.334,72 pontos na máxima do dia. Na semana, contudo, acumulou um ganho de 1,82%.

O volume financeiro nesta sexta-feira somava R$25,58 bilhões antes dos ajustes finais, influenciado também pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista.

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Milho futuro reage, apesar de pressão no spot


De acordo com informações da TF Agroeconômica, o mercado futuro de milho na B3 fechou esta segunda-feira (26) em alta, impulsionado pela valorização do dólar, já que não contou com a referência da Bolsa de Chicago, que esteve fechada. Apesar disso, o mercado interno segue pressionado pela ampliação da oferta no spot, conforme levantamento do Cepea divulgado no mesmo dia.

Segundo o Cepea, a colheita da segunda safra começou de forma localizada no Paraná e em partes do Mato Grosso, enquanto a safra de verão caminha para a reta final. Com isso, há um aumento no volume de milho disponível, o que pressiona os preços. Por outro lado, compradores seguem retraídos, apostando na possibilidade de novas quedas, diante das perspectivas de uma safra abundante.

No cenário externo, os preços do milho avançaram, reflexo do excesso de chuvas na Argentina, tempestades nos Estados Unidos e previsões de geadas no Centro-Sul do Brasil na próxima semana. No entanto, essa alta internacional não foi suficiente para frear a pressão de baixa no mercado brasileiro. Além disso, o setor monitora possíveis impactos na demanda, após a confirmação de um caso de gripe aviária em uma granja comercial no país.

Mesmo com este contexto, os contratos futuros encerraram o dia em alta. O vencimento julho/25 foi negociado a R$ 63,60, com alta de R$ 0,41 no dia e de R$ 1,53 na semana. Já o contrato setembro/25 fechou em R$ 68,57, subindo R$ 0,84 no dia e acumulando alta de R$ 1,57 na semana. O contrato novembro/25 encerrou em R$ 64,91, com avanço diário de R$ 0,57 e ganho semanal de R$ 1,74.

 





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Primeira onda de frio do ano deve chegar na terça-feira (27)


Uma intensa massa de ar polar deve provocar a primeira grande onda de frio do ano a partir desta terça-feira (27), avançando pelo Sul e, na sequência, ganhando força em outras regiões do país. O fenômeno promete derrubar as temperaturas e pode estabelecer recordes de frio em diversos estados entre o fim de maio e os primeiros dias de junho.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a frente fria começa a atuar com maior intensidade a partir do dia 27 de maio, provocando chuva forte e instabilidade no Rio Grande do Sul. A combinação entre o sistema frontal e a circulação de ventos em baixos níveis deve intensificar as tempestades, principalmente nas regiões oeste, centro e campanha gaúcha. Além da chuva, o choque entre massas de ar quente e frio pode causar queda brusca de temperatura em áreas do Sul, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

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No Sudeste, o tempo também muda, mas a presença de nebulosidade e precipitações deve retardar a queda mais acentuada das temperaturas, especialmente em São Paulo. No entanto, um segundo pulso de ar polar, previsto para entre os dias 31 de maio e 1º de junho, deve reforçar a onda de frio e derrubar as temperaturas de forma mais expressiva no Sudeste e Centro-Oeste.

As previsões indicam temperaturas negativas no Sul do Brasil, inclusive fora das áreas serranas. Em estados como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, os termômetros podem registrar mínimas entre -3°C e -5°C. A expectativa é de geada ampla na região e até possibilidade de neve, ainda que de forma pontual, nas Serras Gaúcha e Catarinense, principalmente na quinta-feira (29), quando o frio se intensifica e há chance de precipitação leve.

Frio mais intenso do ano: frente fria traz risco de geada e temperaturas negativas

O ar polar também deve avançar até a região Norte, provocando o fenômeno conhecido como friagem. Rondônia, Acre e o sul do Amazonas devem sentir os efeitos dessa massa de ar frio, com temperaturas muito abaixo da média para a região. Segundo o INMET, esse poderá ser o episódio de friagem mais intenso do ano até agora na Amazônia.

A onda de frio deverá se prolongar durante a primeira semana de junho, com potencial para registrar temperaturas abaixo de 10°C em várias áreas do Sudeste e Centro-Oeste. A combinação entre ar seco e céu limpo durante a madrugada favorece o resfriamento noturno, o que pode resultar em novos recordes de mínimas em 2025.





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Manejo incorreto na pré-colheita da soja gera perdas de 38%


A safra de soja 2024/25 chega ao fim com 97,7% da área colhida, segundo a Conab. Nesse momento, atenção ao manejo na pré-colheita é essencial, já que a aplicação incorreta de herbicidas pode causar prejuízos de até 38%, segundo estudos da Embrapa. Para ajudar o produtor, a Corteva Agriscience lançou o herbicida Gapper, recém-registrado para dessecação na pré-colheita da soja.

De acordo com André Baptista, da Corteva, o uso inadequado de herbicidas no estádio R7.1 compromete o enchimento das vagens e gera desuniformidade dos grãos. O Gapper se destaca por ter uma ação inicial mais lenta, permitindo que a planta complete seu ciclo, evitando perdas de 2 a 13 sacas por hectare, além de antecipar a colheita e facilitar o plantio da safrinha.

“O produtor rural deve estar atento ao manejo em todas as etapas da oleaginosa, inclusive no último, que é na pré-colheita. O uso de produto errado em momento incorreto da cultura traz desuniformidade de grãos e o não-enchimento das vagens, o que, na hora de colher a soja, pode trazer prejuízos severos à produtividade”, destaca André Baptista, Líder de Portfólio de Herbicidas da Corteva Agriscience para o Brasil e Paraguai.

A solução também traz ganhos sustentáveis. Com dose de apenas 2,5 g/ha, reduz em até 99% o volume de herbicidas aplicados na pré-colheita, diminuindo o uso de embalagens e a emissão de CO2. O produto conta com a tecnologia Rinskor active, premiada pela EPA (EUA) por seu baixo impacto ambiental.

Para melhores resultados, a Corteva reforça a importância das boas práticas agrícolas, como observar temperatura, umidade, vento e o uso correto de pontas de pulverização. Além disso, oferece programas de capacitação para garantir uma aplicação eficiente, segura e sustentável.

 





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Mercado de feijão se aquece com oferta reduzida



Os preços começaram a refletir a menor oferta disponível no mercado



Os preços começaram a refletir a menor oferta disponível no mercado
Os preços começaram a refletir a menor oferta disponível no mercado – Foto: Canva

Com informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o mercado de feijão no Paraná tem registrado uma expressiva valorização nas últimas semanas. A colheita do feijão-carioca está na reta final, o que reduziu significativamente a oferta no mercado. Como reflexo, compradores estão dispostos a pagar até R\$ 280 pela saca do tipo 8,5/9, com negócios pontuais já superando esse valor, impulsionados especialmente pela escassez de grãos de boa qualidade.

“Com a colheita do feijão no Paraná entrando na reta final, os preços começaram a refletir a menor oferta disponível no mercado. Para o feijão-carioca tipo 8,5/9, há um número crescente de compradores dispostos a pagar até R$ 280/sc, e pontualmente os negócios já superam essa faixa. A escassez de produto com boa qualidade tem sido o motor dessa valorização”, comenta.

No segmento do feijão-preto, a semana foi marcada por grande oscilação tanto na qualidade dos lotes quanto nos preços praticados. As negociações variaram entre R\$ 120 e R\$ 150 por saca. Apesar disso, o valor mais alto ainda não está consolidado de forma ampla no mercado. Segundo o IBRAFE, o comportamento dos produtores será decisivo nas próximas semanas, especialmente quanto à retenção de lotes de qualidade, que pode sustentar e firmar esse novo patamar.

A pressão de credores também entra na equação, podendo influenciar a decisão dos produtores sobre vender ou segurar seus estoques. Caso haja firmeza na retenção, especialmente nos lotes de qualidade superior, é possível que o mercado T1 consolide o patamar de R\$ 150/sc como novo piso. O cenário segue dinâmico, e o IBRAFE reforça que continuará acompanhando de perto os movimentos do mercado, atentos às oportunidades que surgirem tanto para produtores quanto para compradores.

 





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Uso de biológicos no inverno tem grande potencial



A aplicação em cobertura também pode funcionar



A aplicação em cobertura também pode funcionar
A aplicação em cobertura também pode funcionar – Foto: Canva

O uso de produtos biológicos durante o inverno apresenta um enorme potencial para o manejo agrícola, desde que a aplicação seja realizada com atenção e técnica. Erros comuns, como calda mal preparada, escolha inadequada do horário ou mistura incompatível, podem comprometer o desempenho dos biológicos, mesmo quando se trata de produtos de alta qualidade.

Uma das formas mais eficientes de aplicação no período é o tratamento de sementes, que leva o microrganismo diretamente à raiz da planta no início do desenvolvimento, reduzindo a interferência das condições ambientais. Outra estratégia válida é a aplicação no sulco, especialmente em culturas de cobertura ou trigo, desde que o volume e a distribuição do produto estejam bem calibrados.

A aplicação em cobertura também pode funcionar, mas o momento ideal é essencial: temperaturas amenas, umidade adequada e evitar exposição ao sol forte logo após a aplicação. Geralmente, o final da tarde é o período mais indicado para esse tipo de uso.

Outro aspecto importante é a compatibilidade dos biológicos com outros produtos, como fungicidas, inseticidas e adubos. Misturas inadequadas podem anular a ação dos microrganismos, por isso sempre é recomendável realizar testes simples antes ou seguir as orientações do fabricante. Com o inverno trazendo menor pressão de doenças e clima mais estável, os produtores podem aplicar com mais calma e atenção técnica, o que contribui para um melhor acompanhamento dos resultados no campo. “No inverno, com menor pressão de doença e clima mais estável, é possível aplicar com mais calma, atenção e foco técnico. E isso ajuda a observar os resultados com mais clareza”, conclui.

 





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