quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

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Reforma tributária e os prazos para impacto no arroz



Entre 2029 e 2032 acontece a transição do ICMS e do ISS para o IBS


Entre 2029 e 2032 acontece a transição do ICMS e do ISS para o IBS
Entre 2029 e 2032 acontece a transição do ICMS e do ISS para o IBS – Foto: USDA

A discussão sobre quando a reforma tributária começa a afetar efetivamente o arroz e os itens da cesta básica tem ganhado espaço no setor, diante das mudanças previstas no sistema de impostos sobre o consumo. De acordo com análise de Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações, os efeitos práticos ainda estão distantes e seguem um cronograma gradual definido pela própria reforma.

Até 2026, segundo o cenário atual, nada se altera na tributação do arroz, permanecendo em vigor PIS, Cofins, ICMS e as distorções já conhecidas ao longo da cadeia. Em 2026 ocorre apenas um período de teste, no qual a CBS e o IBS aparecem de forma simbólica, sem cobrança efetiva e sem impacto sobre preços ou margens. A mudança concreta começa em 2027, com a entrada em vigor da CBS federal. Caso o arroz esteja incluído na lista oficial da cesta básica nacional, a alíquota prevista será zero.

Entre 2029 e 2032 acontece a transição do ICMS e do ISS para o IBS. Nesse intervalo, a alíquota zero aplicada à cesta básica passa a valer de forma gradual também no novo imposto estadual e municipal. Somente em 2033 o sistema estará totalmente implementado, com CBS e IBS substituindo integralmente os tributos atuais e, se confirmado o enquadramento do arroz na cesta básica nacional, a tributação sobre o consumo será efetivamente zerada.

O ponto central do debate está no fato de que a Constituição permite a isenção, mas a definição dos produtos da cesta básica depende de uma lei complementar que ainda será aprovada. Para a indústria, o novo modelo pode reduzir distorções entre estados, diminuir créditos acumulados e trazer maior previsibilidade na formação de preços. No varejo, a expectativa é de simplificação estrutural, enquanto para o produtor o efeito tende a ser indireto, condicionado ao repasse ao longo da cadeia. 

 





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Nova tecnologia aumenta eficiência de biofertilizantes



As plantas apresentaram crescimento mais rápido


As plantas apresentaram crescimento mais rápido
As plantas apresentaram crescimento mais rápido – Foto: Pixabay

Pesquisadores desenvolveram uma tecnologia de microagulhas dissolúveis capaz de aplicar biofertilizantes diretamente nos tecidos das plantas, substituindo a prática tradicional de aplicação no solo. A proposta busca aumentar a eficiência do uso de microrganismos benéficos, reduzindo perdas comuns provocadas por condições ambientais adversas e pela competição com outros organismos presentes no solo.

Em testes realizados em estufa com culturas de folhas verdes, as plantas apresentaram crescimento mais rápido e uniforme. Foram observados ganhos em peso, área foliar e altura, mesmo com uma redução de cerca de 15% na quantidade de biofertilizante utilizada em comparação aos métodos convencionais, o que indica melhor aproveitamento dos insumos agrícolas.

De acordo com os pesquisadores da National University of Singapore, a aplicação direta nas folhas ou nos caules permite superar limitações frequentes da inoculação no solo. A abordagem foi inspirada na forma como microrganismos se deslocam no corpo humano, partindo da hipótese de que, ao serem inseridos diretamente nos tecidos vegetais, poderiam alcançar as raízes com mais eficiência e atuar de maneira mais eficaz no desenvolvimento das plantas.

As microagulhas são produzidas a partir de um polímero biodegradável e se dissolvem cerca de um minuto após a aplicação, liberando bactérias ou fungos benéficos sem causar danos relevantes. Os testes indicaram que as plantas se recuperam rapidamente e mantêm seu funcionamento normal após o procedimento.

Os ensaios também confirmaram que os microrganismos aplicados nas folhas conseguem se deslocar até as raízes, onde contribuem para melhorar o microbioma e a eficiência no uso de nutrientes. A tecnologia apresentou ainda resultados positivos quando associada a fungos benéficos.

 





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Mercado de startups segue cauteloso



Esse movimento também influencia o mercado de startups


Esse movimento também influencia o mercado de startups
Esse movimento também influencia o mercado de startups – Foto: Pixabay

O ambiente empreendedor atravessa um período de maior cautela diante das incertezas políticas e econômicas, mas segue oferecendo espaço para inovação e acesso a recursos. Em um cenário mais competitivo, soluções com resultados rápidos, voltadas à eficiência operacional e à redução de custos, ganham relevância e se tornam decisivas para a sobrevivência e o crescimento das startups.

Após anos de forte expansão, o ecossistema empreendedor desacelerou e passou a adotar uma postura mais seletiva. No agronegócio, essa mudança é evidente. A redução das margens do produtor rural nos últimos anos impactou diretamente a disposição para investir em novas tecnologias. Regiões que antes operavam com margens mais confortáveis passaram a registrar índices significativamente menores, o que aumenta o rigor na tomada de decisão e favorece soluções de aplicação imediata. “Isso significa que algumas estruturas já operam no prejuízo”, afirma Pompeo Scola, CEO da Cyklo Agritech, aceleradora de startups e especialista em inovação.

Esse movimento também influencia o mercado de startups, especialmente aquelas ligadas ao agro. Com margens mais apertadas, cresce a demanda por tecnologias capazes de gerar ganhos rápidos, como automação de processos e racionalização de custos. Diante desse contexto, aceleradoras passaram a priorizar negócios alinhados a essa nova realidade, com modelos mais resilientes e menos dependentes de mercados específicos.

Ao mesmo tempo, a busca por inovação se amplia para outros setores. A escassez de mão de obra na indústria, especialmente em estados com baixo desemprego, impulsiona investimentos em automação, logística inteligente e robotização de funções operacionais. “Essa é uma tendência natural para fortalecer o empreendedor e motivá-lo. Além do recurso próprio da aceleradora, ele passa a ter acesso a um ambiente com mais possibilidades e menor concorrência”, finaliza.

 





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Pragas pressionam produtividade da cana-de-açúcar



Entre os principais estão o bicudo-da-cana e a cigarrinha


Entre os principais estão o bicudo-da-cana e a cigarrinha
Entre os principais estão o bicudo-da-cana e a cigarrinha – Foto: Pixabay

A cana-de-açúcar é uma das bases da economia agrícola brasileira, com papel relevante na produção de açúcar, etanol e energia renovável. Para a safra 2025/2026, a produção nacional é estimada em 663,4 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Apesar desse desempenho, a cultura segue exposta a desafios fitossanitários que comprometem produtividade e rentabilidade, especialmente o ataque de insetos-praga.

Entre os principais estão o bicudo-da-cana e a cigarrinha, capazes de causar perdas expressivas. O bicudo ataca o sistema radicular e o rizoma, reduzindo o vigor das plantas e a brotação da soqueira, o que limita o número de cortes ao longo do ciclo. Seu controle é dificultado pelo ciclo longo e pela proteção oferecida pela palha, além da disseminação por mudas e máquinas. Dados da Embrapa indicam prejuízos de até 30 toneladas por hectare ao ano, o equivalente a quase 40% de uma produtividade média.

Nesse contexto, é possível afirmar que a cigarrinha também afeta o desempenho do canavial em diferentes fases. As ninfas comprometem as raízes, enquanto os adultos reduzem a fotossíntese ao sugar a seiva das folhas, provocando queda de vigor, redução de sacarose e favorecendo o surgimento de fungos. “O Sphenophorus é uma das pragas mais agressivas da cana. Suas larvas atacam o sistema radicular e o rizoma, interrompendo o fluxo de seiva e reduzindo o vigor da planta. Além disso, esse inseto dificulta a brotação da soqueira, diminuindo o número de cortes viáveis do cultivo”, segundo Leandro Valerim, gerente de inseticidas da UPL Brasil.

 





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Mercado de feijão mantém preços apesar de oferta restrita



No feijão-preto tipo 1, as cotações também mostraram estabilidade


No feijão-preto tipo 1, as cotações também mostraram estabilidade
No feijão-preto tipo 1, as cotações também mostraram estabilidade – Foto: Canva

O mercado de feijão encerra a semana mantendo preços estáveis nas principais praças produtoras, apesar de sinais claros de restrição de oferta e de um volume reduzido de negócios. Dados do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses mostram que, mesmo com pouca disponibilidade de lotes, as cotações seguem nos mesmos patamares recentes, mascarando um aperto que tende a se tornar mais evidente nos próximos dias.

Na variedade carioca nota 9 a 10, os preços permaneceram praticamente inalterados em regiões como Curitiba, Leste Goiano e São Paulo, enquanto algumas praças registraram leves ajustes semanais e mensais, tanto positivos quanto negativos. No Noroeste de Minas e em Sorriso, as variações semanais foram de alta, refletindo a escassez pontual de produto, ainda que o mercado não reaja de forma mais contundente. Para o carioca nota 8 a 8,5, o comportamento foi semelhante, com pequenas oscilações diárias e semanais e destaque para ganhos mensais em regiões do Centro-Oeste, indicando um equilíbrio frágil entre oferta e demanda.

No feijão-preto tipo 1, as cotações também mostraram estabilidade, com leves avanços em algumas regiões do Paraná, mas sem sinalizar mudança estrutural no mercado. Esse cenário ocorre em um momento em que empacotadoras se aproximam do encerramento das atividades, com o último dia de funcionamento das máquinas confirmado por mais empresas, o que reduz ainda mais a liquidez. No interior de São Paulo e em Minas Gerais, a percepção é de que o mercado “anda” sem expor totalmente a falta de produto.

A situação é sentida de forma direta por empacotadores que perderam o momento ideal de compra e agora operam com estoques abaixo do desejado. Em Prudentópolis, região que sozinha produz feijão suficiente para alimentar cerca de 3,3 milhões de consumidores por um ano, discute-se a valorização dessa origem, destacando identidade e história como forma de agregar valor em um contexto de oferta limitada e mercado aparentemente estável.

 





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Entregas de fertilizantes avançam no mercado brasileiro


O mercado brasileiro de fertilizantes apresentou crescimento consistente ao longo de 2025, refletindo maior demanda do setor agropecuário e avanço no volume de entregas ao produtor. Dados divulgados pela Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA) indicam que o desempenho positivo foi observado tanto no resultado mensal quanto no acumulado do ano.

Em setembro de 2025, as entregas ao mercado somaram 5,38 milhões de toneladas, volume 11,3% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a setembro, o total entregue chegou a 35,86 milhões de toneladas, alta de 9,3% em comparação com igual período de 2024, quando foram contabilizadas 32,80 milhões de toneladas.

Mato Grosso manteve a liderança no consumo nacional de fertilizantes, concentrando 22,5% do total entregue no país, o equivalente a 8,08 milhões de toneladas. Na sequência apareceram Paraná, com 4,51 milhões de toneladas, São Paulo, com 3,74 milhões, Rio Grande do Sul, com 3,54 milhões, Goiás, com 3,53 milhões, Minas Gerais, com 3,22 milhões, e Bahia, com 2,43 milhões de toneladas.

A produção nacional de fertilizantes intermediários também apresentou avanço. Em setembro de 2025, o volume produzido alcançou 713 mil toneladas, crescimento de 6,3% frente ao mesmo mês de 2024. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a produção totalizou 5,57 milhões de toneladas, aumento de 6,6% em relação às 5,23 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo do ano anterior.

As importações somaram 3,91 milhões de toneladas em setembro de 2025, redução de 7,4% na comparação anual. De janeiro a setembro, porém, o volume importado atingiu 31,49 milhões de toneladas, expansão de 8,4% frente às 29,05 milhões de toneladas de 2024. O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal porta de entrada do insumo, com oito milhões de toneladas importadas no período, o que representou 25,5% do total desembarcado nos portos brasileiros.

 





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Sementes certificadas evitam problema no algodão



A doença se manifesta por meio de lesões irregulares de coloração parda


A doença se manifesta por meio de lesões irregulares de coloração parda
A doença se manifesta por meio de lesões irregulares de coloração parda – Foto: India Water Portal

O início do ciclo do algodoeiro exige atenção redobrada do produtor, especialmente nas primeiras semanas após a emergência das plantas. Segundo Gisele de Souza Borges, engenheira agrônoma, um dos principais desafios nessa fase é o tombamento ou mela, doença comum no período vegetativo inicial e que pode comprometer a formação da lavoura. O problema é causado por fungos de solo, com destaque para o Rhizoctonia solani Kunchn, que encontra condições favoráveis em ambientes úmidos e mal drenados.

A doença se manifesta por meio de lesões irregulares de coloração parda, muitas vezes com tonalidades avermelhadas, que surgem no colo das plântulas. Com a evolução do ataque, ocorre o enfraquecimento do tecido vegetal, levando ao tombamento das plantas e, em muitos casos, à morte precoce. Esse processo reduz de forma significativa a população de plantas no campo, afetando a uniformidade da lavoura e o potencial produtivo da cultura.

A perda de plantas logo no início do ciclo pode obrigar o produtor a realizar o replantio, elevando os custos de produção e atrasando o desenvolvimento da área. Além do impacto financeiro direto, a necessidade de replantar compromete o planejamento da safra e pode resultar em menor rentabilidade ao final do ciclo. Por isso, a prevenção é apontada como a principal estratégia para reduzir os riscos associados ao tombamento.

Entre os cuidados recomendados está o uso de sementes certificadas, que apresentam maior qualidade sanitária e vigor, contribuindo para uma emergência mais uniforme. Também é indicado evitar o plantio em períodos chuvosos e manter atenção às condições do solo, especialmente em relação à drenagem, fator determinante para reduzir a incidência de fungos causadores da doença.

 





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Recuperação judicial avança e sinaliza instabilidade financeira



Os dados apontam que a instabilidade atinge diferentes perfis


Os dados apontam que a instabilidade atinge diferentes perfis
Os dados apontam que a instabilidade atinge diferentes perfis – Foto: Pixabay

O número de pedidos de recuperação judicial no agronegócio alcançou um novo recorde no terceiro trimestre de 2025, refletindo o agravamento das condições financeiras do setor. Segundo dados da Serasa Experian, no período foram contabilizadas 628 solicitações, mais que o dobro das 254 registradas no mesmo trimestre de 2024, configurando o maior volume desde 2021. O movimento abrange produtores rurais pessoas físicas e jurídicas, além de empresas ligadas à cadeia agro, e indica maior pressão sobre o crédito em um cenário de custos elevados e necessidade de reorganização financeira.

Os dados apontam que a instabilidade atinge diferentes perfis, com destaque para os produtores que vêm acumulando dívidas ao longo dos anos sem ajustes estruturais. A leitura do índice mostra que a análise de risco ganha relevância para credores, diante da necessidade de antecipar dificuldades e evitar o agravamento de situações de estresse financeiro.

Na distribuição regional, o Mato Grosso liderou o número de pedidos no trimestre, seguido por Goiás e Paraná, reforçando a concentração do problema em importantes polos produtivos do país. Entre os produtores que atuam como pessoa física, foram registradas 255 solicitações, acima das 106 observadas no mesmo intervalo do ano anterior. A maior parcela veio de arrendatários ou integrantes de grupos econômicos e familiares, seguidos por grandes, pequenos e médios proprietários.

No recorte de pessoa jurídica, os produtores somaram 242 pedidos, com predominância daqueles ligados ao cultivo de soja e à criação de bovinos. Já as empresas relacionadas ao agronegócio registraram 131 solicitações, com maior incidência no comércio atacadista de produtos agropecuários primários e na indústria de processamento de agroderivados.





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Nota Fiscal Eletrônica obrigatória para rurais de SC em 2026


O Sistema Faesc/Senar alerta aos produtores rurais de Santa Catarina que a partir de 5 de janeiro de 2026, a emissão de Nota Fiscal Eletrônica passa a ser obrigatória para todos os produtores rurais, sem exceção. A medida encerra de vez a possibilidade de uso da Nota Fiscal modelo 4 em papel, que ainda era permitida para produtores com faturamento anual inferior a R$ 360 mil, conforme a legislação vigente até então.

De acordo com o coordenador de arrecadação do Senar/SC, Emerson Gava, a mudança exige atenção especial do produtor rural, já que aqueles que se enquadravam nessa faixa de faturamento também deverão, obrigatoriamente, migrar para o sistema eletrônico a partir da nova data. Ele destaca que o cumprimento dessa exigência será o principal dever do produtor rural no próximo ano.

Paralelamente à obrigatoriedade da Nota Fiscal Eletrônica, o setor rural também será impactado pela Reforma Tributária, instituída pela Lei Complementar nº 214. Nesse primeiro momento, no entanto, a principal preocupação do produtor deve ser justamente a adequação à emissão da Nota Eletrônica, que passa a ser uma determinação legal.

Um ponto considerado fundamental pelo Sistema Faesc/Senar é que o produtor rural que utiliza o sistema de emissão de notas da Secretaria de Estado da Fazenda ou o Aplicativo NFF – Nota Fiscal Fácil não precisará se preocupar com ajustes adicionais. Esses sistemas já estão preparados para atender às novas regras da reforma tributária.

Entre as alterações previstas a partir de 2026 está a identificação de dois novos campos de impostos na Nota Fiscal Eletrônica: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Nesse primeiro ano, o destaque desses tributos terá caráter apenas informativo, sem impacto imediato na cobrança. Todo o tratamento dessas informações será feito automaticamente pelo próprio sistema, sem necessidade de ação adicional por parte do produtor.

A atenção maior deve recair sobre os produtores que utilizam sistemas próprios de emissão de Notas Fiscais. Nesses casos, a orientação é que verifiquem junto às empresas fornecedoras de software se os sistemas já estão adequados às novas exigências legais e tributárias.

O Sistema Faesc/Senar também ressalta que a Reforma Tributária sobre o Consumo terá um longo período de transição, que se inicia em 2026 e segue até 2032. Serão sete anos em que o produtor rural precisará avaliar, com planejamento e gestão, questões relacionadas ao seu enquadramento tributário, incluindo a decisão sobre atuar como contribuinte ou não contribuinte do novo regime.

Com a promulgação da Lei Complementar nº 214/2025, que trata da Reforma Tributária, todos os produtores rurais passam a estar contemplados nesse novo regime. A implantação ocorrerá de forma gradual: em 2026, em caráter de teste, e a partir de 2027 de forma definitiva, com a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substitui os tributos PIS/COFINS, conforme a LC 214/2025. Além da CBS, a legislação criou o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá o ICMS estadual e o ISS municipal, conforme cronograma de implantação previsto para o período de 2029 a 2033.

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destaca que, embora a Reforma Tributária aprovada não corresponda integralmente às expectativas do agronegócio, representa um avanço significativo diante dos complexos desafios técnicos e políticos enfrentados nos últimos anos. “É importante ressaltar o trabalho conjunto do Sistema CNA/Senar, do IPA e da FPA, com o apoio das federações de agricultura e pecuária, que permitiu grandes avanços e o alinhamento da nossa legislação a modelos internacionais que também adotam o IVA. A medida tende a tornar o sistema tributário brasileiro mais ágil e eficiente. Seguiremos empenhados para que o agronegócio continue crescendo e mantendo sua competitividade. ”

Por fim, o Sistema Faesc/Senar reforça que o produtor rural está inserido no contexto da Reforma Tributária e que seu papel, neste momento, é estar regularizado com a emissão da Nota Fiscal Eletrônica a partir de 5 de janeiro de 2026. Para quem já utiliza o sistema eletrônico, o processo segue normalmente. O maior desafio está justamente entre aqueles que ainda não migraram e entre os que usam emissor próprio, enquanto o sistema da Secretaria da Fazenda já se encontra preparado para atender às novas regras.

CALCULADORA TRIBUTÁRIA

A CNA lançou recentemente a Calculadora da Reforma Tributária, uma ferramenta desenvolvida para auxiliar produtores rurais e seus contadores a compreenderem os impactos da transição que começa em 1º de janeiro de 2026. A calculadora é gratuita, simples e intuitiva, permitindo criar cenários reais para todo o período de transição, com base nas receitas e despesas — seja para pessoa física ou jurídica, cooperados ou integrados.

A Faesc reforça que todos aproveitem essa ferramenta gratuita, que oferece mais segurança e previsibilidade para o planejamento tributário e financeiro do setor rural catarinense. Acesse a calculadora pelo banner no site: https://sistemafaesc.com.br/.

TREINAMENTOS SISTEMA FAESC/SENAR

Para preparar o produtor rural para a emissão da Nota Fiscal Eletrônica, o Sistema oferece capacitações específicas sobre o uso da NF-e, em parceria com a Secretaria da Fazenda. Os interessados podem obter mais informações nos Sindicatos Rurais de suas regiões ou diretamente no Senar/SC, com Emerson Gava. A programação dos treinamentos também pode ser consultada no link: https://sistemafaesc.com.br/senar/agenda-de-treinamentos/.

 





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A soja vai voltar a subir?



Nos Estados Unidos, o USDA confirmou novas vendas de soja para a China referentes


Nos Estados Unidos, o USDA confirmou novas vendas de soja para a China referentes
Nos Estados Unidos, o USDA confirmou novas vendas de soja para a China referentes – Foto: Divulgação

O mercado internacional da soja atravessa um período de pressão prolongada, marcado por expectativas de oferta elevada e dúvidas sobre a força da demanda global. De acordo com análise da TF Agroeconômica, o cenário atual combina percepção de compras chinesas mais lentas, clima favorável na América do Sul e projeções de safra recorde no Brasil, fatores que limitam reações mais consistentes nos preços no curto prazo.

Mesmo com sinais não oficiais de aumento do volume adquirido pela China, o mercado segue concentrado na confortável disponibilidade global. As cotações continuam refletindo esse ambiente, com pouca margem para recuperação sustentada, enquanto a leitura técnica indica um movimento lateral iniciado em julho de 2024, ainda dominante para os contratos de maio de 2025. Nesse contexto, a avaliação é de que a probabilidade de uma alta mais expressiva é reduzida, já que as safras sul-americanas estão praticamente consolidadas.

Nos Estados Unidos, o USDA confirmou novas vendas de soja para a China referentes à safra 2025/26, mas os volumes anunciados não foram suficientes para alterar a sensação de cautela. Ao mesmo tempo, há divergência entre números oficiais e informações de mercado sobre o total efetivamente comprado pelos chineses, o que adiciona ruído às análises. Esse movimento ocorre em paralelo à gestão de estoques internos na China, com vendas abaixo do esperado em leilões estatais, indicando menor apetite doméstico e a necessidade de liberar espaço para novas importações.

“Quando as cotações formam um canal claro, a recomendação técnica é vender quando o preço se aproxima da Resistência. Mas, o mais importante é manter o seu custo de produção atualizado, adicionado com os seus custos pessoais e da sua empresa agrícola e vender quando todos os custos estão recuperados mais um lucro”, conclui.

 





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