quinta-feira, março 26, 2026

Política & Agro

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Ação entrega máquinas agrícolas em Santa Catarina



Infraestrutura rural recebe novos recursos



Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária realizou, na terça-feira (24), a entrega de máquinas e equipamentos a municípios de Santa Catarina, com foco na melhoria da infraestrutura rural. A ação foi conduzida por meio da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Estado (SFA-SC).

A iniciativa integra o Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), voltado ao apoio direto aos municípios e ao fortalecimento do setor agropecuário. Segundo o ministério, o objetivo é ampliar a capacidade operacional das prefeituras e contribuir para o desenvolvimento das atividades no campo.

Foram entregues oito caminhões caçamba, dois caminhões-pipa e uma motoniveladora, destinados a ações como manutenção de estradas rurais, escoamento da produção e atendimento às comunidades do interior. O investimento total foi de R$ 5,09 milhões, com recursos provenientes de emenda parlamentar.

Os equipamentos foram destinados aos municípios de Quilombo, São José do Cerrito, Lontras, Catanduvas, Rio dos Cedros, Caçador, Bom Retiro, Fraiburgo, Caxambu do Sul, Araranguá e Rio do Campo.

A solenidade contou com a presença do secretário-executivo adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária, Cleber Soares, que representou o ministro Carlos Fávaro. De acordo com a pasta, a ação “reforça o compromisso com o desenvolvimento regional e o fortalecimento da agricultura, promovendo melhores condições de trabalho no campo e contribuindo diretamente para a qualidade de vida dos produtores rurais”.





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Por que o açúcar reagiu à crise do petróleo



O movimento simultâneo reforça os mecanismos que conectam os dois mercados


O movimento simultâneo reforça os mecanismos que conectam os dois mercados
O movimento simultâneo reforça os mecanismos que conectam os dois mercados – Foto: Pixabay

A recente volatilidade nos mercados internacionais de energia e de commodities agrícolas tem reforçado a relação entre diferentes cadeias produtivas. As oscilações nos preços do petróleo e do açúcar voltaram a chamar atenção diante de movimentos simultâneos registrados ao longo de março.

Segundo análise do Rabobank, no dia 9 de março, em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã, o petróleo Brent chegou próximo de USD 120 por barril, enquanto os contratos futuros do açúcar bruto na ICE, com vencimento em maio de 2026, atingiram máxima intradiária de 14,64 centavos de dólar por libra-peso, encerrando o dia a 14,59 centavos, então um dos níveis mais altos do ano. Já em 24 de março, o petróleo recuava para a faixa de USD 100 por barril, enquanto o açúcar avançava para perto de 15,50 centavos por libra-peso.

O movimento simultâneo reforça os mecanismos que conectam os dois mercados, especialmente por meio do setor de combustíveis no Brasil. A dinâmica envolve a decisão das usinas sobre o direcionamento da cana-de-açúcar entre a produção de açúcar e etanol, influenciada diretamente pela competitividade dos combustíveis fósseis.

Com a alta do petróleo, o etanol tende a se tornar mais competitivo em relação à gasolina, elevando a demanda pelo biocombustível. Esse cenário incentiva as usinas brasileiras a destinarem maior volume de cana para a produção de etanol, reduzindo a oferta de açúcar no mercado internacional.

A análise aponta que o atual patamar do petróleo, ainda que abaixo do pico observado no início do mês, permanece suficiente para sustentar essa dinâmica. Dessa forma, o cenário de preços elevados do petróleo, impulsionado pelo conflito, contribui para um viés de alta no mercado de açúcar, ao limitar a disponibilidade global do produto.

 





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Custos da safra dão salto em poucas semanas


O mercado de defensivos agrícolas tem registrado oscilações recentes nos preços internacionais, refletindo mudanças no cenário global de insumos. Segundo análise de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, com base em dados da Agrinvest Commodities, já há sinais consistentes de valorização nos principais princípios ativos negociados na China.

Levantamento dos últimos 30 dias mostra alta generalizada entre diferentes moléculas. O glifosato 95% avançou 19%, passando de US$ 3,45 para US$ 4,10. O 2,4-D 97% subiu 18%, enquanto o diquat 40% teve elevação de 17%. Produtos como metribuzim e glufosinato também registraram aumentos relevantes, de 11% e 7%, respectivamente. Outros itens, como cletodim, imazethapyr e picloram, apresentaram altas mais moderadas, variando entre 4% e 5%.

O movimento ocorre em um contexto de impacto indireto da guerra sobre cadeias globais, embora a dinâmica dos defensivos seja distinta da observada em fertilizantes. Ainda assim, a tendência de alta na China já começa a influenciar as discussões no Brasil, onde o mercado tenta diferenciar o que é efeito especulativo e o que tem आधार em fundamentos.

Há cerca de um mês e meio, o cenário era oposto, com quedas relevantes em produtos como o cletodim, em um momento em que os preços atingiam mínimas históricas. A reversão recente reforça a importância de acompanhar a formação internacional de preços, especialmente porque o Brasil depende quase integralmente de importações.

O cenário ganha ainda mais relevância diante da formação de custos da safra 2026/27. Nos últimos cinco meses, o custo total com insumos, incluindo fertilizantes, sementes e defensivos, já aumentou mais de 3,5 sacas por hectare, pressionando o planejamento do produtor rural.

 





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O que os dados escondem sobre os riscos no Brasil



Essa diferença reflete não apenas percepções, mas realidades distintas


Essa diferença reflete não apenas percepções, mas realidades distintas
Essa diferença reflete não apenas percepções, mas realidades distintas – Foto: Pixabay

A percepção de riscos globais varia conforme o nível de desenvolvimento e o contexto de cada país. Segundo o Munich Security Conference, economias menos desenvolvidas tendem a priorizar mudanças climáticas e eventos extremos, enquanto países mais ricos concentram preocupações em cibersegurança, crises econômicas e tensões geopolíticas.

O Munich Security Index 2026 mostra o Brasil com índices elevados para mudanças climáticas e incêndios florestais, liderando a lista de preocupações nacionais. Em contraste, Alemanha e Reino Unido apontam ciberataques como principal risco, enquanto Estados Unidos e Japão destacam crises econômicas e instabilidade política.

Essa diferença reflete não apenas percepções, mas realidades distintas. Ainda assim, no caso brasileiro, os dados territoriais indicam um cenário mais equilibrado. Estudos apresentados pela Embrapa Territorial na COP30 mostram que cerca de 65% do território nacional permanece com vegetação nativa, enquanto menos de um terço é ocupado pela agropecuária, com participação dos produtores na preservação.

Para Gustavo Spadotti A. Castro, chefe-geral da Embrapa Territorial, o país demonstra que é possível conciliar produção e conservação em larga escala. A análise reforça que percepção de risco e realidade nem sempre caminham juntas, o que amplia a importância de decisões baseadas em dados qualificados.

“Traduzir o que está no território (produção, uso da terra, riscos reais etc) em informação qualificada para decisão. Mo fim, o maior risco não é aquele que mais aparece no debate. É aquele que não está sendo corretamente compreendido!”, conclui.

 





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A crise atual não é de petróleo, diz especialista



Duas decisões recentes ajudam a explicar esse contexto


Duas decisões recentes ajudam a explicar esse contexto
Duas decisões recentes ajudam a explicar esse contexto – Foto: Pixabay

O cenário internacional tem direcionado atenções para questões energéticas, mas movimentos recentes no mercado de insumos agrícolas indicam um risco menos visível e potencialmente mais amplo. Segundo análise de José Carlos de Lima Júnior, sócio da Markestrat Group e cofundador da Harven Agribusiness School, a atual pressão global está concentrada na oferta de nutrientes essenciais à produção de alimentos.

Duas decisões recentes ajudam a explicar esse contexto. A Rússia, um dos principais exportadores globais de nitrato de amônio, suspendeu temporariamente suas exportações para priorizar o abastecimento interno. Paralelamente, a China ampliou restrições sobre embarques de fertilizantes, incluindo produtos NPK e fosfatados como MAP e DAP, reduzindo a oferta disponível no mercado internacional.

Esse movimento ocorre enquanto o foco global permanece voltado à energia, criando um descompasso entre atenção política e riscos efetivos. Na prática, o sistema alimentar começa a enfrentar limitações silenciosas que podem comprometer a produtividade agrícola em escala global.

A avaliação aponta que a próxima crise pode estar relacionada diretamente à capacidade de produção no campo. Diferentemente do petróleo, que conta com estoques estratégicos em diversos países, os fertilizantes ainda não são tratados com a mesma prioridade, apesar de seu papel central na garantia de oferta de alimentos.

No caso brasileiro, o cenário é particularmente sensível. O país consome cerca de 45 milhões de toneladas de fertilizantes por ano e depende majoritariamente de importações. Mesmo com avanços institucionais recentes, como a Lei 14.385/22, ainda não há estoques estratégicos relevantes que protejam o setor.

Sem essa proteção, o Brasil pode enfrentar um duplo impacto na safra 2026/27, com redução de produtividade e elevação de custos. A análise reforça que a segurança alimentar começa antes do plantio, no acesso aos nutrientes, que se tornam cada vez mais escassos no cenário atual.

 





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Brasil já lidera em bioinsumos, mas precisa consolidar avanço da indústria, afirma presidente da ANPII Bio


O mercado de bioinsumos segue em expansão no Brasil, mas ainda enfrenta desafios para ganhar escala nacional. Durante o 3º Workshop de Inteligência de Mercado da ANPII Bio, Thiago Delgado, presidente da entidade, afirmou que o principal entrave está na eficiência dos produtos biológicos frente aos defensivos químicos, embora o país já ocupe posição de liderança no setor.

Eficiência ainda é o principal desafio

Na avaliação de Thiago Delgado, o avanço dos bioinsumos no país depende, прежде de tudo, da capacidade de a indústria entregar soluções com desempenho equivalente — ou superior — ao dos produtos químicos convencionais.

“O principal gargalo hoje é que nós precisamos ter bioinsumos que tenham efeito, seja de controle ou seja de promoção de crescimento ou de solubilização, mais eficientes. Ao ponto da gente conseguir, por exemplo, substituir um bioinseticida, um inseticida químico, ou substituir um fungicida químico”, afirmou.

Segundo ele, hoje os produtos biológicos ainda atuam majoritariamente dentro de um sistema de manejo integrado, convivendo com os químicos em vez de substituí-los por completo. Para Delgado, esse quadro tende a mudar à medida que novas tecnologias entreguem resultados mais consistentes no campo.

Um dos exemplos citados por ele é o segmento de nematicidas. “Os nematicidas tiveram um controle melhor que os químicos e ocupam hoje mais de 80% do mercado de controle de nematoides”, disse. Para o presidente da ANPII Bio, esse caso mostra que, quando o produto biológico alcança alto nível de eficiência, a adoção cresce de forma acelerada.

Thiago Delgado ressalta que o Brasil reúne condições únicas para se firmar de forma definitiva como líder global em bioinsumos. Entre os fatores favoráveis, ele destaca a biodiversidade, a pressão tropical de pragas e doenças e a capacidade técnica instalada em pesquisa pública e privada. “O Brasil tem todas as possibilidades para isso”, afirmou. “A gente tem uma natureza de país tropical muito rica em diversidade de micro-organismos”, acrescentou.

De acordo com ele, o ambiente tropical brasileiro, embora mais desafiador do ponto de vista fitossanitário, também impulsiona o desenvolvimento de soluções mais robustas e adaptadas às condições reais de produção. Isso vale tanto para doenças quanto para insetos-praga, cujos ciclos são mais rápidos no país.

“Aqui os ciclos dos micro-organismos, dos insetos, eles são muito mais acelerados”, explicou. Para Delgado, essa característica obriga a indústria a inovar com mais velocidade e eficiência, o que acaba se convertendo em vantagem competitiva.

Ele também ressaltou a qualidade da base de pesquisa nacional. “Nós temos pesquisas, sejam privadas, sejam estatais, institutos de pesquisas muito bons. A gente saiu na frente realmente dos concorrentes”, afirmou. O Brasil já ocupa posição de destaque global, mas ainda precisa transformar essa vantagem em liderança consolidada. “nós já temos a liderança. Agora temos que consolidar essa liderança de forma definitiva”, disse. Segundo ele, trata-se de “um ativo muito bom para o agronegócio brasileiro”.

Outro ponto abordado por Thiago Delgado foi o avanço das grandes multinacionais sobre o mercado de bioinsumos. Na leitura dele, esse movimento é impulsionado pela percepção de que os biológicos podem reduzir espaço de segmentos já consolidados, como defensivos químicos e fertilizantes minerais.

Segundo Delgado, empresas globais ligadas a químicos enxergam os bioinsumos como parte de uma nova agenda de controle de pragas e doenças. Já as multinacionais de fertilizantes acompanham de perto o avanço de tecnologias como os solubilizadores de fósforo, que também podem alterar a dinâmica de mercado.

Ainda assim, ele avalia que há espaço para coexistência entre grandes grupos e empresas menores, desde que estas últimas apostem em especialização e base técnica sólida. “Eu acredito que vai haver espaço para as pequenas que levarem uma pesquisa séria, que se tornarem especialistas em determinados segmentos ou produtos. E eu vejo a possibilidade de coexistir os dois negócios”, disse.

Por outro lado, Delgado reconhece que as multinacionais entram no setor com forte capacidade de investimento e devem conquistar fatia relevante do mercado. “Sem dúvida que as multinacionais estão vindo com alto investimento e elas vão conseguir um mercado importante”, declarou.

 





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Tecnologia elimina até 90% dos resíduos de pesticidas



25% dos alimentos vegetais analisados no país apresentam algum tipo de irregularidade


Cerca de 25% dos alimentos vegetais analisados no país apresentam algum tipo de irregularidade
Cerca de 25% dos alimentos vegetais analisados no país apresentam algum tipo de irregularidade – Foto: Divulgação

A presença de resíduos químicos em alimentos segue como um dos principais desafios para a segurança alimentar, especialmente em produtos de origem vegetal consumidos diariamente. Mesmo com práticas convencionais de higienização, a remoção completa dessas substâncias ainda enfrenta limitações, o que mantém o tema em evidência entre especialistas e consumidores.

Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária indicam que cerca de 25% dos alimentos vegetais analisados no país apresentam algum tipo de irregularidade, seja por níveis de agrotóxicos acima do permitido ou pela utilização de substâncias não autorizadas. Esse cenário evidencia a dificuldade de eliminação dos contaminantes apenas com lavagem em água corrente ou soluções tradicionais, sobretudo quando os compostos já estão aderidos ou parcialmente absorvidos pelos alimentos.

Nesse contexto, tecnologias baseadas em ozônio e plasma frio começam a se destacar como alternativas mais eficientes. Testes apontam que esses métodos podem reduzir em até 90% os resíduos de pesticidas, além de atuar na eliminação de microrganismos. O processo ocorre por meio da oxidação química, já que o ozônio reage com as moléculas presentes nos pesticidas, promovendo sua degradação sem gerar novos resíduos.

Segundo Bruno Mena, PhD em química e CEO da Wier, o ozônio apresenta capacidade de degradar essas substâncias de forma eficiente e segura, além de se decompor rapidamente em oxigênio após a reação. A tecnologia já vem sendo aplicada em etapas como pós-colheita e processamento, e também pode ser utilizada na higienização antes do consumo.

Além da redução de resíduos químicos, o método contribui para o controle microbiológico dos alimentos. O avanço dessas soluções acompanha uma mudança no comportamento do consumidor, mais atento à qualidade e à segurança do que consome, o que tende a impulsionar a adoção de práticas mais eficientes ao longo da cadeia alimentar.

 





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Silagem de milho mantém produtividade


A cultura do milho destinado à produção de silagem apresenta desenvolvimento escalonado no Rio Grande do Sul, conforme a época de semeadura, segundo o Emater/RS-Ascar. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (19), “nas áreas implantadas no cedo ou intermediárias, a ensilagem está concluída, e os cultivos tardios avançam para estádios vegetativos e reprodutivos”.

O relatório aponta que as condições climáticas ao longo do ciclo favoreceram as lavouras implantadas no período preferencial. “De maneira geral, as condições climáticas ao longo do ciclo foram favoráveis para as lavouras implantadas no período preferencial, resultando em produtividades satisfatórias e adequada qualidade do material ensilado”, informa o documento. Já nas áreas de semeadura tardia, o desenvolvimento ocorre sob influência de precipitações irregulares. “Até o momento, não resultaram em perdas expressivas, mas depende de chuvas para a consolidação dos componentes de rendimento”, destaca.

A estimativa estadual indica área cultivada de 345.299 hectares e produtividade média de 37.840 kg por hectare. Na região de Caxias do Sul, houve redução de produtividade durante a colheita para silagem. “Houve queda de produtividade em função da irregularidade das chuvas na fase de floração e enchimento de espigas”, aponta o informativo.

Em Erechim, a colheita está próxima da conclusão, com cerca de 95% da área colhida e produtividade média de 44.570 kg por hectare. Já na região de Ijuí, as lavouras de safrinha avançam para a fase reprodutiva. “As áreas mais adiantadas já apresentam emissão do pendão floral”, registra o levantamento, acrescentando que os produtores acompanham as condições hídricas para garantir a formação de massa e grãos.

Na região de Passo Fundo, as lavouras de safrinha seguem em desenvolvimento vegetativo, sem indicativos de comprometimento relevante do potencial produtivo até o momento. Em Santa Maria, a área cultivada soma 10.155 hectares, com produtividade média de 30.534 kg por hectare, refletindo condições favoráveis no início do ciclo.

Na região de Soledade, as lavouras semeadas entre novembro e janeiro estão majoritariamente em fase reprodutiva. “O cenário atual é de irregularidade hídrica, mas sem impactos expressivos até o momento”, conclui o relatório.





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O novo fator que está redefinindo o campo



Na prática, a cadeia produtiva avança para um modelo mais conectado


Na prática, a cadeia produtiva avança para um modelo mais conectado
Na prática, a cadeia produtiva avança para um modelo mais conectado – Foto: Canva

A busca por maior eficiência tem ganhado espaço no agronegócio brasileiro diante de margens mais apertadas, custos elevados e exigências crescentes por produtividade. Nesse contexto, a gestão deixou de ser apenas um diferencial competitivo e passou a ocupar posição central na sustentação das atividades no campo.

O movimento reflete uma mudança no próprio perfil das lideranças, que passam a ter papel estratégico ao integrar processos, tecnologia e planejamento. A capacidade de transformar complexidade em resultados consistentes se torna um dos principais fatores de competitividade.

Para Eduardo Navarro, CEO da Allterra, essa transformação é estrutural e redefine o peso da gestão dentro do setor. Ele avalia que a eficiência deixou de ser apenas operacional e passou a estar diretamente ligada à sustentabilidade dos negócios no longo prazo.

Na prática, a cadeia produtiva avança para um modelo mais conectado, no qual decisões consideram diferentes variáveis, do manejo ao financeiro, incluindo tecnologia e impactos ambientais. A integração substitui a fragmentação, permitindo ganhos mais consistentes de eficiência.

Esse cenário é impulsionado pela digitalização e pela necessidade de maior previsibilidade, com ferramentas tecnológicas e análise de dados assumindo papel relevante na tomada de decisão. O tema também tem ganhado reconhecimento no setor, como mostra a presença de Navarro entre os destaques na categoria Gestão e Eficiência do prêmio 100 Mais Influentes do Agronegócio 2026.

À frente da Allterra, o executivo acompanha essa evolução com foco na integração entre biociência e soluções que valorizam o solo. A expectativa é de que a gestão siga ganhando protagonismo, consolidando um novo padrão de competitividade no agro, no qual produzir bem permanece essencial, mas gerir com eficiência se torna decisivo.

 





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Pesquisadora da Embrapa integra iniciativa global de diretrizes alimentares



Pesquisadora passou a integrar o Action Team on Food-Based Dietary Guidelines



Foto: Divulgação

A pesquisadora da Embrapa Gado de Leite Kennya Beatriz Siqueira passou a integrar o Action Team on Food-Based Dietary Guidelines (AT-FBDG), organizado pela Federação Internacional de Laticínios (FIL/IDF).

O AT-FBDG é uma iniciativa global estratégica voltada para discutir a maneira como os países elaboram suas diretrizes alimentares. O grupo reúne especialistas para discutir, analisar e comparar diretrizes alimentares de diferentes países, incluindo aspectos relacionados às recomendações para lácteos e à construção de bases de dados globais sobre o tema. O grupo se reúne duas vezes ao ano ou conforme a necessidade de discussão de tópicos específicos. Inicialmente, cada membro fica responsável por revisar as informações do seu país, bem como auxiliar nas análises comparativas.

O convite para integrar o action team surgiu após a participação de Kennya no World Dairy Summit, realizado pela FIL/IDF em outubro do ano passado. Durante uma reunião sobre “Nutrição e Saúde”, a pesquisadora identificou um alinhamento entre os projetos da federação e os estudos já conduzidos na Embrapa, uma vez que ambas as iniciativas buscavam mapear o consumo e as diretrizes de lácteos dos países. Ao apresentar seus dados à secretaria da instituição, a metodologia da Embrapa mostrou-se em um estágio avançado de maturidade. Após alguns meses, a pesquisadora recebeu o convite formal para que contribuísse diretamente com a iniciativa internacional.

Kennya explica que compor esse Action Team traz grandes oportunidades. “Integrar esse grupo é estar no órgão máximo do setor, onde as diretrizes globais são definidas. Além do networking, essa participação permite levar a realidade e o posicionamento brasileiro para o centro do debate global. É uma oportunidade de contribuir diretamente com os estudos e diretrizes internacionais, garantindo o posicionamento e representatividade do Brasil e da Embrapa nas discussões.”

Conheça o trabalho de Kennya Siqueira na Embrapa Com graduação em Engenharia de Alimentos e mestrado e doutorado em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa (incluindo um período de doutorado sanduíche na University of Florida), Kennya começou a atuar na Embrapa em 2009 e construiu sua carreira com foco no estudo do mercado consumidor de lácteos. Sua produção científica é vasta, com diversos artigos publicados que analisam os hábitos e comportamentos do consumidor brasileiro. Ela é autora do livro “Na era do consumidor: uma visão do mercado lácteo brasileiro”, um compilado de artigos de mídia que virou referência no país. Seu trabalho desenvolvido na Embrapa a levou a palestrar nos principais eventos mundiais da área, como o World Dairy Summit, o Dairy Vision e, mais recentemente, no First Latin American Congress for Dairy Nutrition. Atualmente, ela representa a Embrapa Gado de Leite no Global Dairy Platform (GDP) e na International Milk Promotion (IMP).





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