terça-feira, abril 7, 2026

Política & Agro

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Mosca-branca impulsiona uso de biológicos no campo



Um exemplo desse efeito foi registrado em Buri/SP



Um exemplo desse efeito foi registrado em Buri/SP
Um exemplo desse efeito foi registrado em Buri/SP – Foto: Nadia Borges

A mosca-branca tem se mostrado a porta de entrada para o uso de defensivos biológicos nas propriedades agrícolas. Segundo Leonardo Ribeiro, Assistente Técnico de Vendas da Koppert Brasil, essa praga permite aos produtores observarem na prática a eficácia dos bioinseticidas, quebrando barreiras de ceticismo sobre essas tecnologias. A informação foi divulgada no LinkedIn.  

De acordo com ele, o Boveril Evo, um bioinseticida à base do fungo Beauveria bassiana, tem demonstrado grande eficiência no controle da mosca-branca. Durante o acompanhamento da aplicação, é possível notar diferentes estágios da ação do fungo, desde letargia até a esporulação, garantindo controle prolongado da praga.  

Além disso, Ribeiro destaca que um dos principais argumentos para convencer os agricultores é a observação direta do bioinseticida em ação. Além de eliminar o inseto, o fungo permanece na área, exercendo seu efeito por vários dias. Essa permanência reforça a confiança dos produtores no uso de defensivos biológicos.  

Um exemplo desse efeito foi registrado em Buri/SP, onde, sete dias após a aplicação de Boveril Evo, ainda era possível visualizar sinais claros da infecção fúngica na mosca-branca na soja. Esse tipo de evidência visual ajuda a demonstrar a efetividade e o potencial dos biológicos como ferramentas essenciais no manejo integrado de pragas. “O controle desse inseto com o bioinseticida Boveril Evo é uma experiência fantástica! É possível perceber diferentes níveis de ação do fungo, inclusive os sintomas iniciais da infecção, demonstrando a permanência do agente biológico na área dias após aplicação”, conclui.

 





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Isso é essencial para a germinação do algodão



A semente deve estar bem em contato com o solo



A semente deve estar bem em contato com o solo
A semente deve estar bem em contato com o solo – Foto: Divulgação

Segundo o Engenheiro Agrônomo e Consultor na Ceres Consultoria Agronômica, André Consonni, a germinação do algodão começa quando a semente absorve entre 50 e 60% de sua massa em água, ativando processos metabólicos essenciais. A produção de giberelinas estimula enzimas que convertem lipídios armazenados em açúcares, fornecendo energia para o crescimento da plântula. 

“Parte desses açúcares é consumida na respiração celular, gerando a energia necessária para a divisão e expansão das células da radícula, enquanto outra parte é utilizada na formação das novas estruturas. Esse processo ocorre cerca de um dia após a semeadura, desde que as condições sejam favoráveis”, comenta o especialista, na rede social LinkedIn.

Para uma germinação eficiente, o especialista explica que a semente deve estar bem em contato com o solo, favorecendo a absorção de água e permitindo a entrada de oxigênio, essencial para a respiração celular. A temperatura influencia diretamente a velocidade do processo, impactando a atividade enzimática e a conversão dos carboidratos.  

Após a emissão da radícula, seu crescimento ocorre rapidamente, seguido pelo alongamento do hipocótilo, que começa por volta do segundo dia. Nos primeiros 7 a 10 dias, a parte aérea cresce lentamente, enquanto as raízes se aprofundam, podendo alcançar até cinco vezes o tamanho da parte aérea ao final do estágio V0. “Esse rápido crescimento radicular é fundamental para que a planta estabeleça uma base sólida, permitindo que ela supere desafios e aproveite oportunidades ao longo do ciclo”, conclui.

 





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Estratégias divergentes no mercado de feijão



Consumidores estão escolhendo feijão mais barato



A diferença de preço no varejo, de aproximadamente R$ 2/2,50 por quilo, tem levado consumidores a migrar para o feijão mais barato
A diferença de preço no varejo, de aproximadamente R$ 2/2,50 por quilo, tem levado consumidores a migrar para o feijão mais barato – Foto: Pixabay

O mercado de feijão no Brasil reflete uma dinâmica complexa, conforme apontado pelo Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE). Dois depoimentos recentes ilustram a diversidade de estratégias entre produtores e empacotadores, evidenciando as diferenças de percepção sobre oferta e demanda.

De um lado, um grande produtor com mais de 2.500 hectares cultivados e estoque armazenado próximo a Brasília afirma estar tranquilo quanto à comercialização. Para ele, vender o feijão colhido no ano passado a preços de R$ 230/240 a saca não é vantajoso, pois o produto foi cultivado sob irrigação e mantido em câmara fria. Sua estratégia é aguardar até abril para negociar a mercadoria, pois não acredita na existência dos altos volumes estimados pela CONAB. Ele considera sua decisão racional e alinhada à de outros produtores.

Por outro lado, um empacotador de grande porte em Goiás, que normalmente adquire sete carretas semanais do melhor feijão disponível, tem visto suas vendas reduzirem para apenas três carretas por semana. Ele enfatiza que sua marca trabalha exclusivamente com feijão extra, que atualmente compra por R$ 220/230 a saca. Enquanto isso, concorrentes têm optado por feijão de qualidade intermediária (nota 7/7,5), comprado a preços mais baixos, entre R$ 160/170, e estocado grandes volumes nas últimas semanas.

A diferença de preço no varejo, de aproximadamente R$ 2/2,50 por quilo, tem levado consumidores a migrar para o feijão mais barato, impactando as vendas do segmento premium. Com a inflação afetando diversos alimentos, a mudança de comportamento do consumidor pode manter esse cenário nos próximos meses, prolongando as dificuldades para os produtores e empacotadores que apostam na qualidade superior.





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Desafios no acesso a fertilizantes



A adoção dessas soluções reduz a dependência de insumos importados



A adoção dessas soluções reduz a dependência de insumos importados
A adoção dessas soluções reduz a dependência de insumos importados – Foto: Divulgação

Segundo Pedro Henrique Ruwer, Gerente de Divisão de Vendas da Ativa Agro, o mercado de fertilizantes passa por mudanças significativas que impactam diretamente a produção agrícola. A suspensão da produção de fosfatados da Yara Fertilizantes em Cubatão e Paulínia, a venda de cinco fábricas da Nutrien e a interrupção de linhas de crédito equalizado do Plano Safra 2024/2025 tornam o cenário ainda mais desafiador. 

Essas alterações pressionam a relação de troca entre fertilizantes químicos e culturas como soja, milho e trigo, elevando custos e reduzindo a rentabilidade. Diante desse contexto, Ruwer destaca a necessidade de buscar soluções alternativas para manter a fertilidade do solo sem comprometer a sustentabilidade financeira e ambiental.  

Entre as estratégias mais promissoras, os remineralizadores de solo surgem como uma opção eficiente para suprir nutrientes de forma gradual, melhorando a qualidade do solo a longo prazo. Outra alternativa viável são os fertilizantes organominerais, que combinam fontes orgânicas e minerais, aumentando a eficiência na absorção de nutrientes e reduzindo perdas por lixiviação. Além disso, os microrganismos solubilizadores de fósforo desempenham um papel essencial ao tornar disponíveis os nutrientes já presentes no solo, mas em formas pouco acessíveis às plantas.  

A adoção dessas soluções reduz a dependência de insumos importados e mitiga o impacto da volatilidade dos preços. Além disso, promove um manejo mais sustentável, alinhado às exigências do mercado e às boas práticas agrícolas. A busca por alternativas inteligentes e eficientes se torna fundamental para enfrentar os desafios atuais e garantir a viabilidade da produção no futuro.

 





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Chuvas melhoram soja e milho na Argentina



No milho, a colheita avança em Santa Fe e Entre Ríos



No milho, a colheita avança em Santa Fe e Entre Ríos
No milho, a colheita avança em Santa Fe e Entre Ríos – Foto: Sheila Flores

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) informou que as recentes chuvas melhoraram a condição hídrica da soja e do milho na Argentina, apesar de desafios regionais. A área de soja classificada como Normal/Excelente subiu 1,2 p.p., enquanto a condição Adequada/Ótima avançou 4,8 p.p. Cerca de 20% da soja de primeira está em enchimento de grãos sob melhores condições, especialmente nos núcleos norte e sul. 

No entanto, no centro e sul de Buenos Aires, mais de 50% das lavouras enfrentam déficit hídrico, o que pode comprometer o rendimento. Já a soja de segunda entrou no período crítico em situação mais favorável, reduzindo perdas potenciais. Ainda assim, no Centro-Norte de Santa Fe e no sul da região agrícola, é essencial recompor a umidade do solo para evitar novas quedas na produtividade.

No milho, a colheita avança em Santa Fe e Entre Ríos, com início em Buenos Aires. As chuvas favoreceram os cultivos tardios, em período crítico (VT-R1) em 70,5% da área, resultando em uma melhora de 2,1 p.p. nos lotes entre Normal e Excelente. No entanto, os plantios intermediários sofreram com déficit hídrico e calor na floração, sem recuperação significativa. No sul da região agrícola, sem chuvas generalizadas, o desenvolvimento da cultura dependerá da previsão climática.

A colheita de girassol atingiu 10,8% da área apta, com rendimento médio de 22 qq/ha, mantendo a projeção de 4,1 milhões de toneladas. No NEA, a produtividade está entre as cinco melhores da série histórica, enquanto Buenos Aires e La Pampa ainda aguardam chuvas para garantir bons rendimentos.

 





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Brasil “abre as portas” para o limão português



Para o Brasil, a importação pode impactar o mercado interno de cítricos



A regulamentação viabiliza a entrada do limão português no mercado brasileiro
A regulamentação viabiliza a entrada do limão português no mercado brasileiro – Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) do Brasil publicou a Portaria SDA/MAPA Nº 1.246, de 20 de fevereiro de 2025, estabelecendo os requisitos fitossanitários para a importação de frutos frescos de limão de Portugal. A decisão marca o fim de um longo impasse e representa um avanço nas relações comerciais entre os dois países, consolidado durante a XIV Cimeira Luso-Brasileira.

A regulamentação viabiliza a entrada do limão português no mercado brasileiro, um setor altamente competitivo e com forte demanda por frutas cítricas. A medida é fruto de negociações entre a Secretaria de Defesa Agropecuária do Brasil e a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) de Portugal, além do envolvimento da diplomacia portuguesa. O ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil destacou que a decisão reflete o compromisso com a ampliação do comércio internacional, garantindo padrões sanitários rigorosos.

Para o Brasil, a importação pode impactar o mercado interno de cítricos, especialmente a cadeia produtiva do limão Tahiti, amplamente cultivado no país. Produtores brasileiros devem acompanhar de perto os efeitos dessa abertura comercial, avaliando possíveis impactos sobre preços e concorrência. Já para Portugal, a nova regulamentação representa uma oportunidade estratégica de expansão, atendendo a uma demanda crescente por frutas de alta qualidade no Brasil. O setor agrícola brasileiro se mantém atento à implementação das exigências fitossanitárias estabelecidas, garantindo que a importação ocorra sem comprometer a sanidade vegetal local.

 





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Piscicultura brasileira cresce 9,2%


A produção de peixes de cultivo no Brasil atingiu 968,7 mil toneladas em 2024, um crescimento de 9,21% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). Esse avanço demonstra a resiliência do setor, mesmo diante da oscilação dos preços da tilápia, principal espécie criada no país.  

“Em um ano marcado pela oscilação de preços da tilápia ao produtor, nossa espécie mais relevante, a atividade superou adversidades e não apenas manteve o ritmo de crescimento como acelerou o avanço, aproximando-se de 1 milhão de toneladas”, assinala Francisco Medeiros, presidente executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).

A tilápia puxou o crescimento, totalizando 662,2 mil toneladas, um aumento expressivo de 14,36% sobre 2023. Já os peixes nativos enfrentaram dificuldades, com queda de 1,81% na produção, fechando o ano com 258,7 mil toneladas, afetados pela menor oferta na região amazônica. Outras espécies tiveram alta de 7,5%, atingindo 47,8 mil toneladas.  

O presidente destacou a crescente demanda por peixes de cultivo, consolidando a tilápia como parte do cardápio dos brasileiros, especialmente no centro-sul. Além disso, diversos estados ampliaram a produção, contribuindo para o melhor resultado da piscicultura em dez anos. Desde 2015, o setor cresceu 51,8%, reforçando seu papel na produção de proteínas no país.

“Definitivamente, o brasileiro aprendeu a apreciar nossos peixes. Assim como na parte norte do país os nativos já fazem parte da alimentação das pessoas, a tilápia assumiu relevância indiscutível no centro-sul, tornando-se presença semanal no prato. Essa consistência da demanda é um ingrediente essencial para o contínuo aumento da produção desta que é a proteína animal que mais cresceu na última década”, ressalta Francisco Medeiros.

 





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Preços no mercado de suínos sobem de forma generalizada nesta segunda-feira (17)


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Altas generalizadas foram observadas no encerramento desta segunda-feira (17) para as cotações no mercado de suínos. De acordo com análise divulgada pelo Cepea, as cotações do suíno vivo e da carne estão em tendência de alta em fevereiro em todas as praças acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso vem das aquecidas demandas interna e internacional. 

Segundo dados da Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo teve aumento de 2,96%, com preço médio de R$ 174,00, enquanto a carcaça especial subiu 0,71%, fechando em R$ 14,10/kg, em média.

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (14), houve alta de 1,45% em Minas Gerais, chegando a R$ 9,10/kg, elevação de 0,35% no Paraná, com valor de R$ 8,49/kg, incremento de 2,32% no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 8,38/kg, avanço de 2,42% em Santa Catarina, custando R$ 8,47/kg, e de 1,53% em São Paulo, fechando em R$ 8,63/kg.

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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Inovação impulsiona cooperativas agrícolas em 2025



Outro avanço importante é o uso de soluções em cloud computing



Parcerias estratégicas e plataformas digitais são tendências que devem ganhar força
Parcerias estratégicas e plataformas digitais são tendências que devem ganhar força – Foto: Pixabay

A inovação será fundamental para o crescimento e a competitividade das cooperativas agrícolas em 2025. Com um setor cada vez mais digital e integrado, a adoção de novas tecnologias promete otimizar processos, reduzir custos e fortalecer o cooperativismo no Brasil. Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro, o setor movimentou R$ 692 bilhões em 2023, representando 6,35% do PIB nacional.  

Parcerias estratégicas e plataformas digitais são tendências que devem ganhar força, permitindo negociações diretas e ampliando o acesso a mercados. A digitalização também favorece a transparência e a comunicação entre cooperados, otimizando operações e maximizando lucros. A automação de processos, aliada ao uso de inteligência artificial e análise de dados, permitirá maior eficiência na gestão da produção e distribuição.  

Outro avanço importante é o uso de soluções em cloud computing, que modernizam a administração das cooperativas, garantindo acesso a informações em tempo real, rastreabilidade de produtos e integração entre diferentes unidades. Essas ferramentas tornam a tomada de decisões mais ágil e baseada em dados concretos.  

De acordo com Michel Breyer, da Senior Sistemas, a inovação será decisiva para o sucesso do cooperativismo. A adaptação às novas demandas do mercado, o fortalecimento da colaboração e a incorporação de tecnologias são passos essenciais para garantir o crescimento sustentável das cooperativas no Brasil e no mundo.

“Ao trabalhar de forma mais conectada, as cooperativas poderão enfrentar desafios e gerar mais valor para seus associados. Essas mudanças ajudarão as cooperativas a maximizar o lucro dos seus associados e ampliar seu alcance no mercado, aproveitando a tecnologia para simplificar processos comerciais”, destacou Breyer.

 





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