sábado, abril 4, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Confira como o mercado de milho encerrou o dia


A TF Agroeconômica informou que o mercado de milho apresentou aumentos pontuais no Rio Grande do Sul, enquanto os preços se mantiveram estáveis no Paraná e no porto de Santa Catarina. No Mato Grosso do Sul, as cotações tiveram alta significativa em diversas regiões. As indústrias gaúchas enfrentam dificuldades para garantir estoques para abril e maio, levando algumas a pagar os preços pedidos pelos vendedores. No estado, os valores variam entre R$ 75,00 e R$ 80,00, dependendo da localidade, enquanto em Panambi o preço da saca subiu para R$ 68,00. Os armazenadores realizam vendas conforme a demanda dos produtores, com mais de 50% da colheita já comercializada.  

Em Santa Catarina, cooperativas locais pagam entre R$ 69,00 e R$ 71,00 por saca, dependendo da região. No porto, os preços foram vistos entre R$ 72,00 para entrega em agosto e R$ 73,00 para entrega em outubro, com prazos de pagamento em setembro e novembro, respectivamente. Já no Paraná, os preços do milho spot giram em torno de R$ 72,00/saca no interior. No porto de Paranaguá, as ofertas para a safrinha variam entre R$ 70,50 e R$ 73,30, conforme o prazo de entrega e pagamento.  

No Mato Grosso do Sul, os preços do milho registraram alta em diversas localidades. Em Campo Grande, a saca subiu 2,94% para R$ 70,00. Chapadão teve a maior valorização, com um aumento de 18,57%, alcançando R$ 77,00. Em Dourados, a cotação subiu 5,26%, atingindo R$ 75,79, enquanto em Maracaju foi registrada a marca de R$ 74,00. Ponta Porã, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia também apresentaram aumento, chegando a R$ 75,00.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo segue lento nos estados do Sul



No Paraná, o evento Moatrigo foi destaque, reunindo mais de 400 participantes



Em Santa Catarina, a situação também é de preços estáveis e dificuldades na comercialização de farinhas
Em Santa Catarina, a situação também é de preços estáveis e dificuldades na comercialização de farinhas – Foto: Divulgação

O mercado de trigo segue lento no Rio Grande do Sul, com preços estáveis e moinhos enfrentando dificuldades na venda de farinhas, segundo a TF Agroeconômica. O trigo pão comum continua cotado a R$ 1.400/t FOB, com baixa demanda e pouca disponibilidade de transporte, já que os caminhões estão priorizando a soja. O preço do trigo branqueador seria R$ 1.550/t FOB, mas não há negócios fechados. O desempenho das vendas de farinha segue fraco, semelhante a fevereiro. Em Panambi, o preço da saca subiu para R$ 71,00.

Em Santa Catarina, a situação também é de preços estáveis e dificuldades na comercialização de farinhas. Os moinhos estão com estoques elevados e pouca margem para pagar mais pelo trigo, que se mantém próximo de R$ 1.400/t FOB. Há ofertas do RS a R$ 1.300/t FOB, podendo chegar a R$ 1.600/t no leste do estado, considerando frete e ICMS. Nos preços pagos aos produtores, houve alta em São Miguel do Oeste (R$ 74,00) e estabilidade em Joaçaba (R$ 78,00), Rio do Sul (R$ 80,00), Chapecó (R$ 69,00) e Xanxerê (R$ 77,00).

No Paraná, o evento Moatrigo foi destaque, reunindo mais de 400 participantes e trazendo informações relevantes sobre vendas de farinha no Brasil. No mercado, a oferta segue escassa e os preços em leve alta, com pedidos entre R$ 1.550 e R$ 1.570/t FOB. No norte do estado, negócios chegaram a R$ 1.600/t. Os produtores estão focados na colheita da soja e evitam vender trigo. Para a próxima safra, as indicações variam entre R$ 1.450 e R$ 1.500/t, mas a área plantada deve cair 20% a 25% no Paraná. O lucro médio do triticultor no estado subiu para 11,34%, com o preço médio da saca avançando para R$ 76,47.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercados agrícolas seguem pressionados


As cotações de soja, milho e trigo seguem pressionadas por fatores internos e externos nesta quarta-feira (20), conforme análise da TF Agroeconômica. Em Chicago, a soja continua em queda, refletindo as incertezas da demanda americana diante da guerra tarifária com Canadá e China, além das novas exigências portuárias nos EUA. No Brasil, a chegada da nova safra mantém os compradores confortáveis, sem necessidade de elevar os preços. No indicador Cepea, a oleaginosa recuou 0,70% no dia, cotada a R$ 132,78.  

“No Brasil, a entrada de uma quantidade substancial de soja no mercado com a nova colheita deixa, momentaneamente, confortáveis os compradores, que não precisam elevar os preços, que estão deprimidos, neste momento. Aconselhamos aproveitar qualquer alta para fixar parte da sua produção”, comenta.

O milho apresenta alta nos contratos mais próximos em Chicago, impulsionado pelo aumento da demanda para produção de etanol nos EUA. No entanto, os preços de longo prazo refletem a expectativa de maior oferta. No Brasil, a colheita da primeira safra pressiona os preços, enquanto a segunda safra segue com boas perspectivas. O indicador Cepea fechou a R$ 90,18, com leve queda de 0,17% no dia, mas alta de 3,07% no mês. A lucratividade da safra de verão está em 14,77%, enquanto a exportação da safrinha apresenta prejuízo de 12,70%.  

“No mercado interno brasileiro, os preços também estão pressionados diante da colheita da primeira safra e das boas perspectivas de plantio da segunda safra, que dão tranquilidade aos compradores”, completa.

No mercado de trigo, as cotações caíram após chuvas no Meio-Oeste americano aliviarem o estresse hídrico. Com a chegada da primavera e o degelo dos campos, o cereal entra no chamado “mercado climático”, onde variações no clima podem impactar fortemente os preços. No Brasil, o movimento é misto: a demanda impulsiona os preços no Rio Grande do Sul, enquanto a baixa oferta mantém os valores deprimidos no Paraná. O trigo no Cepea fechou a R$ 1.519,82 no PR (-0,10%) e a R$ 1.407,85 no RS (+0,19%).  





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja registra crescimento e projeta recordes para 2025


A produção de soja no Brasil alcançou 154,39 milhões de toneladas em 2024, um crescimento de 0,6% em relação à última estimativa. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que também revisou para cima o volume de esmagamento, que chegou a 55,8 milhões de toneladas, alta de 0,7%.

A produção de farelo de soja acompanhou essa expansão, encerrando o ano em 42,6 milhões de toneladas. Já o óleo de soja teve um aumento de 2,2%, atingindo 11,34 milhões de toneladas. O avanço das exportações de farelo de soja foi um dos fatores que impulsionaram esses números, especialmente diante da concorrência com Estados Unidos e Argentina.

No primeiro mês de 2025, porém, o setor registrou uma desaceleração. O processamento de soja em janeiro ficou em 3,27 milhões de toneladas, uma queda de 6,5% em relação a dezembro de 2024, considerando o ajuste amostral. De acordo com Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, a redução no esmagamento se deve ao atraso na colheita da safra brasileira.

Para 2025, a projeção da Abiove aponta para uma produção de 170,9 milhões de toneladas, o que representa uma leve redução de 0,5% em relação às estimativas anteriores. O esmagamento deve permanecer em 57,5 milhões de toneladas, enquanto a produção de farelo e óleo de soja deverá atingir 44,1 milhões e 11,4 milhões de toneladas, respectivamente.

As exportações seguem em alta. O Brasil deve embarcar 106,1 milhões de toneladas de soja em grãos, enquanto o farelo de soja pode atingir 23,6 milhões de toneladas, um crescimento de 3,1%. O óleo de soja deve alcançar 1,4 milhão de toneladas exportadas, avanço de 27,3%.

Já as importações de óleo de soja devem recuar 50%, totalizando 100 mil toneladas. As importações de soja em grãos devem somar 500 mil toneladas, auxiliando a oferta no mercado interno.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

“O trigo é protagonista, apesar das adversidades”, diz pesquisador da CCGL


O 10º Fórum do trigo, realizado na Expodireto Cotrijal 2025, discutiu a necessidade de estratégias eficazes para enfrentar as adversidades climáticas que afetam a produção no Sul do Brasil. Durante o evento, o pesquisador da CCGL, Tiago de Andrade Neves Horbe, apresentou a palestra “O posicionamento da Rede Técnica Cooperativa para reduzir os impactos negativos das adversidades climáticas na cultura do trigo no Sul do Brasil”. Ele destacou o papel da Rede Técnica Cooperativa (RTC) na busca por soluções para minimizar os efeitos do clima na lavoura.

Em entrevista ao Portal Agrolink, Horbe ressaltou que cada safra possui características únicas e que o clima nunca se repete da mesma forma. “Quando analisamos séries históricas, identificamos padrões e tendências que ajudam a reduzir a instabilidade na produção”, afirmou. Segundo ele, os ensaios conduzidos pela RTC são fundamentais para compreender o comportamento das culturas em diferentes regiões e auxiliar na tomada de decisões.

Um dos principais desafios para o trigo no Rio Grande do Sul, segundo Horbe, é a umidade excessiva no período crítico da lavoura. “Enquanto no verão enfrentamos estiagem, no inverno precisamos estar preparados para chuvas acima da média entre setembro e outubro, justamente quando o trigo está no período reprodutivo”, explicou.

Outro fator de risco são as geadas tardias. “Elas não ocorrem todos os anos, mas, quando acontecem, podem comprometer a produtividade”, alertou. Para ele, o planejamento estratégico, que envolve a escolha da época de semeadura e das cultivares mais adequadas, é essencial. “O trigo exige atenção com chuva e geada, por isso o produtor precisa acompanhar o ciclo da cultura e as previsões climáticas.”

Apesar dos desafios, Horbe reforçou que o trigo segue como um aliado na rotação de culturas, contribuindo para a sustentabilidade da produção. “Independentemente das dificuldades, o trigo é protagonista. Ele melhora a qualidade do solo e beneficia todo o sistema produtivo”, destacou. Ele também chamou a atenção para a necessidade de um planejamento cuidadoso na transição entre soja e trigo. “Poucos dias podem fazer diferença no solo. A época correta de semeadura e um planejamento adequado são fundamentais para reduzir os riscos climáticos.”

Por fim, o pesquisador ressaltou a importância de eventos como o Fórum do Trigo para a troca de conhecimento entre pesquisadores e produtores. “Esses encontros geram reflexões e provocam discussões fundamentais. Nosso objetivo é levar informações embasadas para que os produtores tomem decisões mais seguras e construam produtividade de forma sustentável”, concluiu.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de carne bovina caem


As exportações totais de carne bovina do Brasil registraram queda de 6% em fevereiro de 2025, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do MDIC. O volume embarcado foi de 217.108 toneladas, abaixo das 230.504 toneladas exportadas no mesmo mês de 2024. Apesar da retração no volume, a receita cresceu 12,6%, atingindo US$ 1,038 bilhão, impulsionada pelo aumento do preço médio da tonelada, que passou de US$ 4.000 em 2024 para US$ 4.782 neste ano.

No acumulado do primeiro bimestre de 2025, as exportações totalizaram 456.146 toneladas, queda de 2% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 465.651 toneladas. No entanto, a receita cresceu 12%, chegando a US$ 2,066 bilhões. O preço médio da carne bovina exportada também subiu, passando de US$ 3.977 por tonelada em 2024 para US$ 4.529 por tonelada em 2025.

A China manteve-se como principal destino da carne bovina brasileira, com importações de 183.800 toneladas no primeiro bimestre de 2025, uma queda de 5,3% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar disso, a receita aumentou 4,5%, chegando a US$ 895,9 milhões, impulsionada pelo preço médio da tonelada, que passou de US$ 4.417 para US$ 4.874. 

Os Estados Unidos, segundo maior comprador, reduziram suas aquisições em 12,1%, para 78.233 toneladas, mas a receita cresceu 10,9%, alcançando US$ 286,3 milhões. Já o Chile ampliou suas importações em 61,7%, totalizando 19.281 toneladas e US$ 105 milhões em receita. A Argélia se destacou com um crescimento expressivo de 199% no volume importado, atingindo 15.956 toneladas e US$ 85,4 milhões em receita.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Genética e tecnologia são a chave da pecuária



A seleção genética permite a criação de animais mais produtivos



A seleção genética permite a criação de animais mais produtivos
A seleção genética permite a criação de animais mais produtivos – Foto: Bing

Segundo José Luiz Moraes Vasconcelos, professor aposentado da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UNESP Botucatu, o crescimento populacional impõe desafios à pecuária, exigindo avanços tecnológicos para aumentar a produtividade de carne e leite. Entre 1994 e 2024, a população mundial cresceu 45%, e a projeção da ONU aponta que até 2054 atingirá 10 bilhões de pessoas, tornando essencial o uso de genética superior no rebanho para atender à demanda global.  

A seleção genética permite a criação de animais mais produtivos, mas exige investimentos em manejo adequado, nutrição de qualidade e capacitação da mão de obra. Embora esses custos iniciais sejam altos, o retorno a longo prazo compensa, reduzindo o custo por quilo de carne e litro de leite. No entanto, o acesso a essa tecnologia ainda é um desafio para pequenos pecuaristas, que necessitam de políticas de incentivo e programas de extensão rural para viabilizar a adoção dessas práticas.  

“Ferramentas que permitam o aumento da renda do produtor são estímulos para manutenção da família como produtores. Muitas vezes, quando o produtor falece, a família abandona a atividade e se muda para a cidade, o que resulta na perda de conhecimento e continuidade do negócio”, indica.

A inseminação artificial se destaca como ferramenta essencial para disseminar a genética melhoradora. Em 2024, a pecuária brasileira utilizou 9,2 milhões de doses de sêmen, segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), evidenciando o crescimento do setor. A ampliação desse investimento, aliada a políticas de fomento, pode acelerar o desenvolvimento da pecuária nacional, garantindo maior produção e segurança alimentar para as futuras gerações.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Agro paulista tem superávit de US$ 3 bilhões


As exportações do agronegócio paulista somaram US$ 4,03 bilhões nos primeiros dois meses de 2025, enquanto as importações atingiram US$ 1,02 bilhão, resultando em um superávit de US$ 3,01 bilhões. O saldo comercial, no entanto, representa uma queda de 25,7% em relação ao mesmo período de 2024. Os dados são do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.  

“Os produtores optaram por comercializar o açúcar no mercado interno, onde o preço está mais vantajoso com a desvalorização do dólar frente ao real no começo de 2025”, comenta José Alberto Ângelo, pesquisador científico do IEA-Apta.

A retração se deve principalmente à queda nas exportações de açúcar, impactadas pela maior oferta do produto de países como Índia, Tailândia e União Europeia, além do período de entressafra no Brasil. “Os embarques registrados no início do ano deram uma enfraquecida diante da instabilidade do câmbio, mas o agro paulista manteve sua representatividade nos resultados nacionais. O setor de sucos e o complexo sucroalcooleiro respondem por mais de 50% do total exportado pelo Brasil. Esses números representam a força das agroindústrias paulistas na economia do Estado e do País”, ressalta Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Apesar da redução, São Paulo manteve a liderança nas exportações do agro brasileiro, com 18,1% de participação, à frente de Mato Grosso (15%), Minas Gerais (11,6%) e Paraná (11,5%). O secretário Guilherme Piai destacou a força do setor sucroalcooleiro e de sucos, que representam mais de 50% das exportações do Brasil. Entre os principais produtos exportados, o açúcar liderou com US$ 1,09 bilhão (91,6% do complexo sucroalcooleiro), seguido por sucos (US$ 573,74 milhões), carnes (US$ 567,76 milhões) e café (US$ 297,21 milhões). A soja, com US$ 175,91 milhões, pode ganhar mais espaço nos próximos meses com o avanço da colheita.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Saiba como será o clima do outono e os impactos para o campo


O outono de 2025 começa oficialmente no dia 20 de março e promete trazer temperaturas acima da média em grande parte do Brasil. Segundo as previsões meteorológicas, abril será um mês mais quente que o normal, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, impactadas pelas mudanças climáticas e ondas de calor.

A transição do verão para o outono já se faz sentir com a chegada de uma frente fria no Sul do país, reduzindo temporariamente as temperaturas. No entanto, o Norte e Nordeste seguirão com tempo quente e seco, enquanto o Centro-Oeste enfrentará variações entre calor intenso e pancadas de chuva. O Sudeste também apresentará esse padrão, com períodos alternados de calor e precipitações, influenciando diretamente no conforto térmico da população e no planejamento agrícola.

Com a neutralidade climática prevista para 2025, espera-se um outono mais estável, com impactos diretos na disponibilidade hídrica e na produção agrícola. A possibilidade de um inverno mais úmido também pode contribuir para o abastecimento dos reservatórios e a recuperação de áreas afetadas pela seca prolongada.

E PARA AGRICULTURA, VEJA AS PREVISÕES:

A chegada do outono traz desafios e oportunidades para a agricultuura. Segundo o meteorologista Gabriel Luan Rodrigues, do Portal Agrolink, a redução das chuvas beneficiará a colheita de soja e milho no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, permitindo melhor tráfego das máquinas agrícolas. No entanto, essa mesma condição pode prejudicar o plantio de trigo, aveia e cevada, culturas que necessitam de maior umidade para um bom desenvolvimento inicial.

Outono de 2025 terá clima seco e risco de geadas, alerta meteorologista

A região Sul deve sofrer com chuvas abaixo da média, o que preocupa os produtores de grãos de inverno, pois a falta de água no solo pode comprometer a produtividade. Além disso, há risco de geadas precoces entre o fim de abril e maio, trazendo mais um fator de incerteza para os agricultores. No Sudeste, as chuvas devem ficar dentro da média, mas com solos já castigados pelo verão seco, o crescimento das culturas de inverno pode ser prejudicado.

No Centro-Oeste, o clima seco favorecerá a colheita de soja e milho, mas a segunda safra pode enfrentar dificuldades devido às altas temperaturas e chuvas irregulares. Já no Nordeste, onde a agricultura depende fortemente da irrigação, o impacto será menor, mas áreas sem sistemas eficientes de captação de água podem sofrer perdas. No Norte, a redução das chuvas pode baixar os níveis dos rios, afetando o transporte fluvial e a logística de escoamento da produção agrícola.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

“Fim do Plano Safra” exige inovação em financiamento



Sem o Plano Safra, os financiamentos agrícolas tendem a ficar mais caros



Sem o Plano Safra, os financiamentos agrícolas tendem a ficar mais caros
Sem o Plano Safra, os financiamentos agrícolas tendem a ficar mais caros – Foto: Pixabay

O agronegócio brasileiro enfrenta um momento decisivo com a pausa do Plano Safra para 2025, destacou Gustavo Alves, bacharel em agronomia, produtor rural e CEO da Nagro. Desde 2003, o programa garantiu previsibilidade e crédito a juros baixos para o setor. Sua descontinuação impõe desafios, sobretudo para pequenos e médios produtores, que precisarão buscar alternativas no mercado financeiro.  

Sem o Plano Safra, os financiamentos agrícolas tendem a ficar mais caros, forçando produtores a recorrer a bancos tradicionais ou a soluções inovadoras. As fintechs especializadas em crédito agro despontam como alternativa promissora, oferecendo agilidade e digitalização. No entanto, a taxa de juros será um dos maiores desafios, pois o programa oferecia as menores do mercado.  

Para manter a sustentabilidade do setor, será essencial diversificar as fontes de financiamento. Muitos produtores precisarão captar recursos em diferentes instituições para atingir o montante desejado, possivelmente pagando mais caro por isso. A tokenização de ativos rurais surge como inovação importante, permitindo acesso a investidores globais e aumentando a liquidez no setor.  

A transição para um modelo de crédito mais diversificado exige adaptação e um olhar atento às novas oportunidades. As fintechs e a digitalização do crédito agro serão fundamentais para garantir competitividade ao agronegócio brasileiro diante dessas mudanças inevitáveis.

“A pausa do Plano Safra marca um novo capítulo para o financiamento agrícola no Brasil. A transição exigirá adaptação, inovação e um olhar atento às novas oportunidades que o mercado financeiro pode oferecer. Produtores mais conservadores terão de abrir a mente para novas possibilidades e, para que isso aconteça, as empresas precisam melhorar sua comunicação. As fintechs e a digitalização do crédito agro surgem como aliadas fundamentais para garantir a sustentabilidade e competitividade do setor em um cenário de mudanças inevitáveis”, conclui.

 





Source link