quinta-feira, março 26, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Mapa divulga as regras do projeto-piloto voltado para o Zoneamento Agrícola de Risco Climático


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta terça-feira (24) a Resolução nº 107, do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural, que aprovou as regras do projeto-piloto de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) – Níveis de Manejo (NMs), no âmbito do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

O ZARC tem por finalidade melhorar a qualidade e a disponibilidade de dados e informações sobre riscos agroclimáticos no Brasil, com ênfase no apoio à formulação, ao aperfeiçoamento e à operacionalização de programas e políticas públicas. O estudo é elaborado com o objetivo de minimizar os riscos relacionados aos fenômenos climáticos adversos e permite a cada município identificar a melhor época de plantio das culturas, nos diferentes tipos de solo e ciclos de cultivares. A técnica é de fácil entendimento e adoção pelos produtores rurais, agentes financeiros e demais usuários.

Na realização dos estudos do ZARC, são analisados os parâmetros de clima, solo e ciclos de cultivares, a partir de uma metodologia validada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e adotada pelo Mapa. Dessa forma, são quantificados os riscos climáticos envolvidos na condução das lavouras, que podem ocasionar perdas na produção. O resultado do estudo é publicado por meio de portarias da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, por cultura e Unidade da Federação, contendo a relação de municípios indicados ao plantio e seus respectivos calendários de plantio ou semeadura.

Nesse contexto de constante evolução, a Embrapa desenvolveu uma nova metodologia que visa avaliar o impacto da adoção de boas práticas de manejo do solo, que aumentam o volume de água disponível para as plantas, contribuindo assim para a mitigação dos riscos climáticos enfrentados pelas culturas. Essa abordagem é especialmente crucial em períodos de escassez hídrica, que atualmente representam a principal causa de perdas na produção de grãos de soja no Brasil.

Baseada em informações e dados provenientes de publicações técnicas e científicas, assim como em sólidas redes de experimentação agrícola estabelecidas em diversos sistemas de produção de grãos no país, a metodologia propõe critérios e indicadores que estão diretamente ligados à qualidade do manejo e à fertilidade do solo. Esses parâmetros permitirão classificar as lavouras em diferentes níveis de manejo (NM), promovendo uma gestão eficaz e sustentável das práticas agrícolas.

Serão considerados quatro níveis de manejo do solo (NM). O NM2 representa a parametrização atualmente utilizada no ZARC, com os mesmos riscos climáticos por déficit hídrico. Os NMs 3 e 4 pressupõem melhorias na fertilidade química, física e biológica do solo via aprimoramento das práticas de manejo utilizadas, de forma a aumentar a disponibilidade hídrica e, assim, reduzir os riscos hídricos às culturas. Por sua vez, o NM1 é aplicável às áreas manejadas de forma inadequada, apresentando degradação dos atributos físicos, químicos e biológicos do solo e, consequentemente, maiores riscos de perdas por déficit hídrico.

Em relação ao projeto-piloto, o principal objetivo é fomentar a adoção desse novo modelo pelos produtores. Para isso, serão aplicados, no âmbito do PSR, incentivos financeiros por meio do percentual de subvenção, conforme segue:

· 20% para a área classificada como Nível de Manejo 1 (NM1)

· 25% para a área classificada como Nível de Manejo 2 (NM2)

· 30% para a área classificada como Nível de Manejo 3 (NM3)

· 35% para a área classificada como Nível de Manejo 4 (NM4)

Além do percentual de subvenção diferenciado, será destinado um orçamento de R$ 8 milhões exclusivo para essa iniciativa. Dessa forma, mesmo a área classificada como Nível de Manejo 1, cujo percentual de subvenção ao prêmio não difere da regra regular, poderá ter a vantagem de acessar esse recurso específico.

“Estamos dando o pontapé inicial para atender a uma demanda antiga dos produtores. Vamos conseguir traçar o perfil de cada área agrícola e identificar o histórico do manejo adotado. Com isso, as seguradoras poderão ofertar coberturas mais aderentes à realidade de cada lavoura e cobrar preços mais justos pelas apólices”, ressaltou o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos.

“Nesse primeiro momento, o modelo será testado para a cultura da soja, no estado do Paraná, local onde a metodologia foi desenvolvida e validada (Embrapa soja/Londrina). Posteriormente, pretendemos expandir para outros estados e culturas. O mais importante agora é atrair os produtores e demais agentes para participar do projeto-piloto, que servirá para testar o protocolo desenvolvido e identificar eventuais gargalos operacionais”, pontuou Campos.

ZARC – Nível de Manejo

Trata-se de uma nova metodologia do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), desenvolvida pela Embrapa.

O objetivo é classificar cada área agrícola com base em dados de solo e no histórico de práticas agrícolas aplicadas, permitindo uma precificação de riscos mais precisa por parte dos agentes de mercado e incentivando a adoção de boas práticas pelos produtores rurais.

Com essa abordagem, espera-se promover a conservação do solo, a preservação dos recursos hídricos, o aumento do teor de carbono no solo, a redução de riscos e a elevação da produtividade.

A nova metodologia será implementada inicialmente em caráter experimental, por meio de um projeto-piloto inserido no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), especificamente para a cultura da soja no estado do Paraná, onde a validação técnica foi realizada, com base em experiências na região de Londrina.

O funcionamento do piloto exige que o agente operador – que pode ser uma empresa, cooperativa, instituição financeira, seguradora, corretor, técnico agrícola ou o próprio produtor – envie à Embrapa, via sistema eletrônico, um conjunto de informações previsto em protocolo. Entre os dados solicitados estão: Cadastro Ambiental Rural (CAR), CPF, polígono da gleba, cultivos realizados nos últimos três anos, resultados da análise de solo e indicadores derivados de sensoriamento remoto, como, por exemplo, índices vegetativos.

É importante ressaltar que os dados de solo e sensoriamento remoto devem ser previamente processados por empresas ou instituições especializadas, contratadas pelo operador ou pelo produtor rural. Essas entidades são responsáveis por consolidar os indicadores que serão inseridos no sistema da Embrapa.

A partir dessas informações, a Embrapa classificará a área em uma das quatro categorias de Nível de Manejo: NM1, NM2, NM3 ou NM4. De posse dessa classificação, o produtor interessado em aderir ao projeto-piloto deverá procurar uma seguradora de sua preferência – por meio de um corretor ou instituição financeira – e apresentar os dados fornecidos pela Embrapa no momento da contratação da apólice.

A seguradora, então, encaminhará as informações ao Mapa, aplicando o percentual de subvenção ao prêmio correspondente ao nível de manejo da área. O Mapa será responsável por verificar e validar as informações recebidas.

As regras gerais a serem observadas pelo agente operador estarão dispostas em Instrução Normativa que será publicada em breve pelo Ministério.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Santa Catarina intensifica medidas de defesa sanitária após confirmação de…


Diante da confirmação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)  de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) de Santa Catarina e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) emitiram a Nota Técnica n.º 001/2025 com medidas sanitárias visando garantir a proteção do estado e dar segurança aos países importadores.

Por meio da Portaria Mapa n.º 795, de 15 de maio de 2025, foi declarado estado de emergência zoossanitária no município de Montenegro, no Estado do Rio Grande do Sul, por 60 dias, em função da detecção da infecção pelo vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em estabelecimento de aves comerciais.

Com isso, Santa Catarina emite Alerta Máximo para que a avicultura comercial reforce as medidas de biosseguridade. Além disso, o Estado intensifica as ações de defesa sanitária animal, entre elas estão a análise da movimentação e produtos de origem animal vindos da região do foco; o direcionamento da atividade de vigilância ativa em propriedades que receberam animais daquela região nos últimos 30 dias; e orientação aos Postos de Fiscalização Agropecuária (PFFs) da divisa sul para intensificar a inspeção documental e física de todas as cargas de aves e ovos férteis provenientes do Rio Grande do Sul.

Os médicos-veterinários da Cidasc também foram orientados a manter a avaliação criteriosa nos atendimentos de casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves (SRN) e a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) é enquadrada. Além de intensificar as orientações durante as vigilâncias e certificações de rotina, tanto em plantéis de aves comerciais, quanto em aves de subsistência, sobre a importância da biosseguridade na prevenção das doenças das aves.

“Santa Catarina é o segundo maior exportador de carne de frango do Brasil, e isso se deve à implementação das normas de biosseguridade na avicultura e pelo trabalho da defesa sanitária, por meio da Cidasc. Seguindo as orientações do governador Jorginho Mello, estamos vigilantes e reforçando todas as medidas para impedir a entrada dessa doença em Santa Catarina. Precisamos que cada um faça sua parte”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini.

Secretaria e Cidasc alertam que o momento requer atenção máxima e, diante da importância econômica e social da avicultura para o Estado de Santa Catarina, a adoção dessas medidas é de extrema relevância. A depender da evolução do cenário epidemiológico, novas medidas poderão ser adotadas pela Cidasc para proteger a avicultura catarinense.

Os produtores devem reforçar as medidas de biosseguridade e proibir visitas de pessoas alheias ao sistema de produção. “Cabe à Cidasc, a todo o setor produtivo e à sociedade vigiar. Importante também avisar a Cidasc em caso de suspeita de doença nas aves ou de alta mortalidade, além de cuidar muito da biosseguridade de sua produção. Cuidados com a água, com a ração, com telas, calçados e roupas, não ter visitas para entrar no aviário. Fechar as aves de subsistência em um local telado, pois sabemos que o vírus está circulando e temos que manter as aves silvestres afastadas desses ambientes. Importante saber que a carne de aves e ovos não transmitem a doença ao ser humano, podem e devem ser consumidos normalmente”, pontua a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.

Aves mortas ou com sinais clínicos da doença não devem ser manipuladas. É de extrema importância a comunicação imediata à Cidasc em caso de aves de qualquer espécie apresentando sinais clínicos de Influenza Aviária (sinais respiratórios, neurológicos, tais como dificuldade respiratória, secreção ocular, andar cambaleante, torcicolo ou girando em seu próprio eixo, ou mortalidade alta e súbita). Essa comunicação pode ser realizada utilizando o sistema e-Sisbravet no link: bit.ly/notificarcidasc ou bit.ly/SISBRAVET, ou ainda, diretamente em um escritório local da Cidasc, contatos disponíveis no site cidasc.sc.gov.br/estrutura-organizacional.

Conforme o Mapa, esse é o primeiro foco de IAAP detectado em sistema de avicultura comercial no Brasil. Desde 2006, ocorre a circulação do vírus, principalmente na Ásia, África e no norte da Europa. A Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), é uma doença das aves causada por vírus. O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maioria, ocorre entre tratadores ou profissionais com contato intenso com aves infectadas (vivas ou mortas).

Informamos que o consumo da carne de aves e ovos é seguro e não representa qualquer risco ao consumidor final.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja encerra pregão em baixa


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou o pregão em baixa nesta sexta-feira, reflexo da realização de lucros nos Estados Unidos, informa a TF Agroeconômica. O contrato de soja para julho, referência para a safra brasileira, recuou -0,63%, ou \$ -6,75 cents/bushel, fechando em \$ 1068,00. Já a cotação de agosto caiu -0,49%, ou \$ -5,25 cents/bushel, para \$ 1071,50. No mercado de derivados, o farelo de soja para julho encerrou em queda de -0,28% (\$ -0,8/ton curta) a \$ 284,1, enquanto o óleo de soja para o mesmo mês recuou -0,55% (\$ -0,30/libra-peso) a \$ 54,47.

A pressão de baixa se estendeu a todo o complexo de grãos negociado em Chicago. O retorno do feriado nos EUA motivou os investidores a realizarem parte dos lucros acumulados nas últimas sessões. Além disso, o clima favorável para o desenvolvimento das lavouras norte-americanas, com o início oficial do verão neste final de semana, reforçou o movimento vendedor entre os operadores. 

Apesar de uma leve recuperação das vendas para exportação na semana, o mercado permanece atento à ausência de novas compras da China, principal cliente da soja dos EUA. O aumento das importações chinesas de soja do Brasil, que subiram 37,5% em maio na comparação anual, atingindo 12,1 milhões de toneladas, limita a competitividade do produto norte-americano. As compras chinesas de soja dos EUA também cresceram 28,3% em relação ao ano anterior, chegando a 1,63 milhão de toneladas, mas representaram apenas 11,7% do total adquirido pelo país asiático no mês. 

No acumulado da semana, a soja em Chicago fechou praticamente estável, com leve queda de -0,16% (\$ -1,75 cents/bushel). Já o farelo de soja apresentou perda mais expressiva de -2,67% (\$ -7,8/ton curta). O óleo de soja, por outro lado, contrariou a tendência e registrou alta de 7,63% (3,86/libra-peso), sustentado por fatores específicos de demanda e oferta no mercado de óleos vegetais.

   





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Armazenagem é o foco do mercado da soja


A produção frustrada de soja do Rio Grande do Sul acabou pressionando o mercado e reforçando o apelo por uma armazenagem descentralizada, segundo informações da TF Agroeconômica. “Não temos mais mercado indicando preços no JUNHO. A precificação mudou para o julho, e os preços foram R$ 134,50 para 15/07 (entregas 20/06 a 10/07) e R$ 138,30 para 30/07 (entregas de 15/07 a 30/07). Melhores preços estão para o agosto, que marcou R$ 143,50 entrega agosto cheio e pagamento em 29/08. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça”, comenta.

Mercado travado e logística em alerta com fim da colheita em Santa Catarina. “O crescimento esperado para a safra de inverno, com destaque para a cevada, reforça a urgência de investimentos logísticos. Caso a estrutura não acompanhe esse avanço, gargalos poderão comprometer a fluidez do escoamento e os ganhos dos produtores. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 134,98 (+0,69%)”, completa.

Enquanto isso, a armazenagem ganha destaque com a colheita encerrada no Paraná. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 133,34 (-0,43%). Em Cascavel, o preço foi 118,14 (-0,96%). Em Maringá, o preço foi de R$ 121,66 (-1,45%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 121,13 (-0,93%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$134,70 (+0,33%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00”, indica.

Frete recua após colheita, mas armazenagem segue ponto de atenção em Mato Grosso do Sul. “Apesar da ausência de dados recentes sobre armazenagem, o tema permanece estratégico, especialmente diante da necessidade de escoamento eficiente e proteção dos estoques em um cenário de margens apertadas. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 118,23 (+1,03%), Campo Grande em R$ 118,23 (+1,03%), Maracaju em R$ 118,23 (+0,44%), Chapadão do Sul a R$ 111,34 (-2,08%), Sidrolândia a em R$ 118,23 (+0,44%)”, informa.

Para finalizar, o déficit de armazenagem em Mato Grosso contrasta com a safra recorde e fretes estáveis. “Preços praticados: Campo Verde: R$ 106,77 (-0,14%). Lucas do Rio Verde: R$ 107,87 (-1,08%), Nova Mutum: R$ 107,87 (-0,57%). Primavera do Leste: R$ 106,77 (-0,37%). Rondonópolis: R$ 106,77 (-0,14%). Sorriso: R$ 107,87 (-0,57%)

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho recua na B3 e em Chicago


O mercado futuro de milho apresentou resultados mistos na B3 ao longo da semana, refletindo a volatilidade entre os vencimentos mais próximos e os de prazo maior. Na sexta-feira, o contrato de julho/25 encerrou cotado a R$ 63,16, com leve alta de R$ 0,09 no dia, mas acumulando baixa de R$ 0,13 na semana. Já o contrato julho/25 registrou queda de R$ 0,19 no dia e de R$ 0,52 na semana, fechando em R$ 63,52. O vencimento setembro/25, por sua vez, finalizou em R$ 67,24, com baixa de R$ 0,44 no dia e de R$ 0,71 na semana.

De acordo com a TF Agroeconômica, o milho na B3 segue lateralizado nas últimas semanas, contrastando com as exportações brasileiras, que ainda não alcançaram o ritmo dos anos anteriores. No cenário internacional, o milho negociado na bolsa de Chicago (CBOT) também apresentou quedas no acumulado da semana, influenciado pelo clima favorável nos Estados Unidos e por vendas técnicas de traders. Apesar das chuvas recentes impulsionarem a produtividade, as previsões de calor e seca na região central do país mantêm o mercado em alerta.

Na CBOT, o contrato de julho, referência para a safra de verão brasileira, recuou -1,10% no dia, fechando a $ 428,75/bushel, enquanto o contrato de setembro, referência para a safrinha, caiu -0,82%, cotado a $ 425,50/bushel. No acumulado da semana, a queda foi de -3,54% para o contrato de julho/25, equivalente a $ -15,75 cents/bushel, e de -0,70% para o contrato de setembro/25, com recuo de $ 3,00 cents/bushel.

No cenário externo, destaca-se a previsão da consultoria ucraniana Barva Invest, que estima a produção de milho da Ucrânia em 26 milhões de toneladas. Na França, o FranceAgriMer classificou 83% da safra de milho 2025 como boa ou excelente até 16 de junho, dois pontos abaixo da semana anterior, evidenciando que o clima continua sendo um fator decisivo para o mercado global de milho.


 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preços do café caem em junho no Paraná


Os preços recebidos pelos produtores de café no Paraná registraram queda em maio e apresentam nova retração em junho, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na última quarta-feira (18) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

De acordo com o levantamento, os valores pagos pela saca de café beneficiado recuaram 1% em maio, alcançando média de R$ 2.361,33. A cotação diária de 18 de junho indica novo recuo, com o preço sendo negociado a R$ 2.083,57, o que representa redução de 13% em relação aos valores praticados em meados de maio.

Apesar da desvalorização recente, os analistas do Deral destacam que os preços atuais estão “muito superiores em relação à safra anterior”, chegando a quase o dobro da média registrada em junho de 2024, que foi de R$ 1.151,55. Outro fator relevante é a margem positiva em relação aos custos totais de produção, estimados em R$ 1.186,69 por saca em maio.

Com 36% da colheita concluída sobre uma produção estimada de 713 mil sacas para 2025, os produtores começam a comercializar volumes maiores e a capturar parte da valorização acumulada durante a entressafra. Segundo o Deral, o pico de preços ocorreu em fevereiro, quando cerca de dois terços da safra de 2024 já haviam sido vendidos. Muitos cafeicultores não tinham produto disponível para comercializar naquele período.

Até maio deste ano, apenas 1% da nova safra havia sido comercializada. A expectativa é que o percentual suba significativamente em junho, superando os 11% registrados no mesmo período da safra anterior.

O impacto da alta de preços também já aparece no Valor Bruto da Produção (VBP) regional. Carlópolis, responsável por um quarto da produção estadual de café, apresentou o maior aumento absoluto de VBP no Paraná em 2024, saltando de R$ 513 milhões para R$ 763 milhões, impulsionado especialmente pela cafeicultura.

O levantamento do Deral indica ainda que o VBP do café no Paraná ultrapassou novamente a marca de R$ 1 bilhão. O resultado estadual subiu de R$ 563 milhões em 2023 para R$ 1,1 bilhão em 2024. Parte desses recursos deve ser reinvestida na renovação do parque cafeeiro paranaense. Os dados preliminares do VBP foram divulgados no dia 16 de junho.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Confira como o milho encerrou a semana


O mercado de milho segue travado no Rio Grande do Sul com oferta curta e compradores em espera, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “As referências continuam estáveis: R$ 66,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 67,00 em Não-Me-Toque, R$ 68,00 em Marau e Gaurama, R$ 69,00 em Seberi e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro, refletindo a ausência de estímulos que movimentem as negociações. As indicações de compra no interior, com entrega prevista para junho, variam entre R$ 66,00 e R$ 68,00, mas os vendedores seguem firmes, evitando aceitar valores abaixo do esperado”, comenta.

Descompasso entre oferta e demanda mantém mercado quieto em Santa Catarina. “No Planalto Norte, as pedidas seguem firmes em R$ 82,00 por saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 79,00. Em Campos Novos, o cenário é ainda mais desequilibrado, com pedidos entre R$ 83,00 e R$ 85,00 e ofertas CIF limitadas a R$ 80,00, o que reforça o desalinhamento nas tratativas”, completa.

Colheita avança no Paraná, mas mercado segue sem sinal de reação. “O mercado de milho no Paraná continua lento, com negociações pontuais e resistência entre as partes, refletindo o impasse entre produtores firmes nas pedidas e compradores ainda cautelosos. Nos Campos Gerais, o milho disponível é ofertado a R$ 76,00 por saca FOB, com pedidos isolados chegando a R$ 80,00, enquanto as ofertas CIF para junho permanecem em R$ 73,00, destinadas principalmente à indústria de rações”, indica.

Ritmo lento e incertezas mantêm milho estagnado no Mato Grosso do Sul. “As cotações seguem instáveis entre as regiões: R$ 50,60 em Dourados, R$ 53,00 em Campo Grande e Maracaju, R$ 54,00 em Sidrolândia e R$ 46,59 em Chapadão do Sul, esta última reagindo após forte queda na semana anterior. A colheita da segunda safra já começou, mas o ritmo ainda é lento”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Com formulação inovadora, novo multissítio garante mais controle e aplicabilidade em campo


Com Triunfe®, a Vittia, empresa líder no setor de defesa e nutrição das mais diversas culturas, atende a essa demanda com o fungicida multissítio à base de minerais. Com uma formulação inovadora, promete otimizar a defesa e nutrição de culturas como soja, café, citros, tomate e algodão, ao mesmo tempo em que oferece um excelente custo-benefício.

Jhonatan Coradin, Gerente de Desenvolvimento de Mercado da Vittia, aponta que os resultados no campo são positivos. O Engenheiro Agrônomo detalha os benefícios e diferenciais do Triunfe, um produto que surge para preencher uma lacuna no mercado de fungicidas multissítios, um segmento em ascensão e com grande potencial de geração de receita.

“Produtores e técnicos que participaram dos testes do Triunfe relatam que, além da eficácia ser igual ou superior aos padrões de mercado, os principais feedbacks destacam o ganho no rendimento operacional e o melhor custo-benefício. Esses diferenciais resultam da produção verticalizada na fábrica, garantindo a qualidade e a eficiência de Triunfe”, conta Coradin. O especialista pontua que a empresa preparou a página https://marketing.vittia.com.br/triunfe para que o produtor possa conhecer os resultados de incremento de produtividade. 

Eficiência no Campo: Maior rendimento operacional

Um dos grandes trunfos do Triunfe é seu alto grau de aplicabilidade. Coradin explica que, na prática, isso se traduz em um ganho significativo no rendimento operacional para o agricultor. “Com o Triunfe no tanque, é possível tratar uma área maior em menor tempo. Essa agilidade é resultado da formulação desenvolvida para evitar os problemas mais comuns na pulverização: o entupimento de bicos”, afirma. 

Isso porque, Triunfe foi pensado com tecnologia de partículas ultrafinas dos minerais cobre e enxofre em uma formulação líquida e concentrada. “Essa formulação exclusiva Vittia contribui para evitar o entupimento dos bicos de pulverização”, revela o gerente.

Além disso, a natureza líquida do produto garante uma fácil mistura e rápida diluição, eliminando a incompatibilidade física na calda e contribuindo para a redução do tempo de parada para reabastecimentos, o que otimiza o uso dos equipamentos e o tempo das equipes em campo. 

Proteção Duradoura compatível com Biológicos Vittia

Reconhecida em todo o país por sua linha de produtos biológicos, a Vittia assegura que o Triunfe é totalmente compatível com seus defensivos biológicos. Os testes de compatibilidade realizados internamente pela equipe de P&D da Vittia conferem segurança no uso dos defensivos biológicos da Vittia em misturas com o Triunfe, garantindo a máxima eficácia em campo. 

Outro ponto crucial é o poder de fixação do Triunfe. As partículas ultrafinas presentes na formulação conferem uma maior aderência às folhas. “Com isso, a ação do cobre e do enxofre acontecem por um maior período. Esse efeito residual prolongado proporciona proteção mais duradoura às lavouras”, explica Coradin. 

Triunfe: Tecnologia, Sustentabilidade e Rentabilidade

Em uma frase, Jhonatan Coradin resume o papel do Triunfe dentro de um programa moderno de manejo agrícola: “Triunfe é um produto com tecnologia inovadora para o controle de doenças, que oferece excelente custo-benefício, otimiza o rendimento operacional e é focado na sustentabilidade”.

Triunfe® é a escolha para quem quer produzir mais, melhor e com maior segurança, pois possui impacto ambiental reduzido e ainda proporciona nutrição complementar para a área produtiva. “O que estamos apresentando hoje ao produtor com Triunfe é resultado de anos de estudos e testes em todo o país para garantir sua eficácia a partir da inovação com o DNA nacional”, pontua Edgar Zanotto, Diretor de Inovações e Novos Negócios da Vittia.  

Com o Triunfe, a Vittia entrega ao produtor rural uma solução completa, que une eficácia, praticidade e respeito ao meio ambiente, contribuindo para uma agricultura mais produtiva e sustentável.

Gostaria de saber mais sobre como o Triunfe® pode beneficiar sua lavoura? Acesse aqui o link oficial e acompanhe a Vittia nas redes sociais:

Instagram

Facebook

LinkedIn

YouTube

TikTok





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de trigo deve seguir pressionado



Existem alguns pontos de atenção



Existem alguns pontos de atenção
Existem alguns pontos de atenção – Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de trigo, especialmente no Rio Grande do Sul, enfrenta atualmente uma pressão de preços para baixo, reflexo da menor demanda e do aumento da oferta, devido aos estoques remanescentes e sobras de sementes. No Paraná, a situação é agravada pelo excesso de importações de trigo, que já somaram cerca de 150 mil toneladas em pelo menos cinco navios, gerando sobra de farinhas inteira e especial e estimulando a concorrência com a farinha argentina. 

Segundo análise da TF Agroeconômica, o atual cenário tem preços pressionados, mas a expectativa para a próxima safra é de recuperação dos valores. A guerra no Oriente Médio, combinada com problemas climáticos nos EUA e Rússia, levou a alta nas cotações da CBOT, embora a lucratividade do trigo ainda esteja muito baixa. A produção prevista para o Brasil em 2025/2026 é menor que a safra atual, o que deve elevar os preços a partir de fevereiro de 2026. A recomendação é que os produtores evitem vender entre setembro de 2025 e janeiro de 2026, enquanto compradores devem aproveitar o momento para adquirir o produto.

Entre os fatores que podem sustentar a alta, destacam-se as exportações dentro do esperado, com vendas para 2025/2026 já alcançando 427 mil toneladas; as hostilidades no Oriente Médio, região dependente de trigo importado; e a demanda da Argélia, que adquiriu entre 550 e 570 mil toneladas a preços competitivos. Entretanto, há pontos de atenção como as condições climáticas nos EUA, onde a colheita do trigo de inverno está atrasada devido a chuvas, e a seca na região russa de Krasnodar, que pode impactar a produção.

Por outro lado, fatores que atuam para conter os preços incluem a melhora do clima nos EUA, que favoreceu o progresso das lavouras, o aumento inesperado da produção russa projetada em 90 milhões de toneladas para 2025/2026 — número que pode incluir áreas ucranianas sob controle russo — e a recuperação das safras europeias, beneficiadas pelas chuvas recentes. Além disso, a Ucrânia enfrenta barreiras comerciais que ampliam a competição internacional, pressionando os preços globalmente. No Brasil, a falta de margens para os moinhos e o aumento da matéria-prima disponível devem continuar limitando os reajustes de preço, mesmo em períodos tradicionalmente mais favoráveis.





Source link