quinta-feira, março 26, 2026

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A crise atual não é de petróleo, diz especialista



Duas decisões recentes ajudam a explicar esse contexto


Duas decisões recentes ajudam a explicar esse contexto
Duas decisões recentes ajudam a explicar esse contexto – Foto: Pixabay

O cenário internacional tem direcionado atenções para questões energéticas, mas movimentos recentes no mercado de insumos agrícolas indicam um risco menos visível e potencialmente mais amplo. Segundo análise de José Carlos de Lima Júnior, sócio da Markestrat Group e cofundador da Harven Agribusiness School, a atual pressão global está concentrada na oferta de nutrientes essenciais à produção de alimentos.

Duas decisões recentes ajudam a explicar esse contexto. A Rússia, um dos principais exportadores globais de nitrato de amônio, suspendeu temporariamente suas exportações para priorizar o abastecimento interno. Paralelamente, a China ampliou restrições sobre embarques de fertilizantes, incluindo produtos NPK e fosfatados como MAP e DAP, reduzindo a oferta disponível no mercado internacional.

Esse movimento ocorre enquanto o foco global permanece voltado à energia, criando um descompasso entre atenção política e riscos efetivos. Na prática, o sistema alimentar começa a enfrentar limitações silenciosas que podem comprometer a produtividade agrícola em escala global.

A avaliação aponta que a próxima crise pode estar relacionada diretamente à capacidade de produção no campo. Diferentemente do petróleo, que conta com estoques estratégicos em diversos países, os fertilizantes ainda não são tratados com a mesma prioridade, apesar de seu papel central na garantia de oferta de alimentos.

No caso brasileiro, o cenário é particularmente sensível. O país consome cerca de 45 milhões de toneladas de fertilizantes por ano e depende majoritariamente de importações. Mesmo com avanços institucionais recentes, como a Lei 14.385/22, ainda não há estoques estratégicos relevantes que protejam o setor.

Sem essa proteção, o Brasil pode enfrentar um duplo impacto na safra 2026/27, com redução de produtividade e elevação de custos. A análise reforça que a segurança alimentar começa antes do plantio, no acesso aos nutrientes, que se tornam cada vez mais escassos no cenário atual.

 





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Brasil já lidera em bioinsumos, mas precisa consolidar avanço da indústria, afirma presidente da ANPII Bio


O mercado de bioinsumos segue em expansão no Brasil, mas ainda enfrenta desafios para ganhar escala nacional. Durante o 3º Workshop de Inteligência de Mercado da ANPII Bio, Thiago Delgado, presidente da entidade, afirmou que o principal entrave está na eficiência dos produtos biológicos frente aos defensivos químicos, embora o país já ocupe posição de liderança no setor.

Eficiência ainda é o principal desafio

Na avaliação de Thiago Delgado, o avanço dos bioinsumos no país depende, прежде de tudo, da capacidade de a indústria entregar soluções com desempenho equivalente — ou superior — ao dos produtos químicos convencionais.

“O principal gargalo hoje é que nós precisamos ter bioinsumos que tenham efeito, seja de controle ou seja de promoção de crescimento ou de solubilização, mais eficientes. Ao ponto da gente conseguir, por exemplo, substituir um bioinseticida, um inseticida químico, ou substituir um fungicida químico”, afirmou.

Segundo ele, hoje os produtos biológicos ainda atuam majoritariamente dentro de um sistema de manejo integrado, convivendo com os químicos em vez de substituí-los por completo. Para Delgado, esse quadro tende a mudar à medida que novas tecnologias entreguem resultados mais consistentes no campo.

Um dos exemplos citados por ele é o segmento de nematicidas. “Os nematicidas tiveram um controle melhor que os químicos e ocupam hoje mais de 80% do mercado de controle de nematoides”, disse. Para o presidente da ANPII Bio, esse caso mostra que, quando o produto biológico alcança alto nível de eficiência, a adoção cresce de forma acelerada.

Thiago Delgado ressalta que o Brasil reúne condições únicas para se firmar de forma definitiva como líder global em bioinsumos. Entre os fatores favoráveis, ele destaca a biodiversidade, a pressão tropical de pragas e doenças e a capacidade técnica instalada em pesquisa pública e privada. “O Brasil tem todas as possibilidades para isso”, afirmou. “A gente tem uma natureza de país tropical muito rica em diversidade de micro-organismos”, acrescentou.

De acordo com ele, o ambiente tropical brasileiro, embora mais desafiador do ponto de vista fitossanitário, também impulsiona o desenvolvimento de soluções mais robustas e adaptadas às condições reais de produção. Isso vale tanto para doenças quanto para insetos-praga, cujos ciclos são mais rápidos no país.

“Aqui os ciclos dos micro-organismos, dos insetos, eles são muito mais acelerados”, explicou. Para Delgado, essa característica obriga a indústria a inovar com mais velocidade e eficiência, o que acaba se convertendo em vantagem competitiva.

Ele também ressaltou a qualidade da base de pesquisa nacional. “Nós temos pesquisas, sejam privadas, sejam estatais, institutos de pesquisas muito bons. A gente saiu na frente realmente dos concorrentes”, afirmou. O Brasil já ocupa posição de destaque global, mas ainda precisa transformar essa vantagem em liderança consolidada. “nós já temos a liderança. Agora temos que consolidar essa liderança de forma definitiva”, disse. Segundo ele, trata-se de “um ativo muito bom para o agronegócio brasileiro”.

Outro ponto abordado por Thiago Delgado foi o avanço das grandes multinacionais sobre o mercado de bioinsumos. Na leitura dele, esse movimento é impulsionado pela percepção de que os biológicos podem reduzir espaço de segmentos já consolidados, como defensivos químicos e fertilizantes minerais.

Segundo Delgado, empresas globais ligadas a químicos enxergam os bioinsumos como parte de uma nova agenda de controle de pragas e doenças. Já as multinacionais de fertilizantes acompanham de perto o avanço de tecnologias como os solubilizadores de fósforo, que também podem alterar a dinâmica de mercado.

Ainda assim, ele avalia que há espaço para coexistência entre grandes grupos e empresas menores, desde que estas últimas apostem em especialização e base técnica sólida. “Eu acredito que vai haver espaço para as pequenas que levarem uma pesquisa séria, que se tornarem especialistas em determinados segmentos ou produtos. E eu vejo a possibilidade de coexistir os dois negócios”, disse.

Por outro lado, Delgado reconhece que as multinacionais entram no setor com forte capacidade de investimento e devem conquistar fatia relevante do mercado. “Sem dúvida que as multinacionais estão vindo com alto investimento e elas vão conseguir um mercado importante”, declarou.

 





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Tecnologia elimina até 90% dos resíduos de pesticidas



25% dos alimentos vegetais analisados no país apresentam algum tipo de irregularidade


Cerca de 25% dos alimentos vegetais analisados no país apresentam algum tipo de irregularidade
Cerca de 25% dos alimentos vegetais analisados no país apresentam algum tipo de irregularidade – Foto: Divulgação

A presença de resíduos químicos em alimentos segue como um dos principais desafios para a segurança alimentar, especialmente em produtos de origem vegetal consumidos diariamente. Mesmo com práticas convencionais de higienização, a remoção completa dessas substâncias ainda enfrenta limitações, o que mantém o tema em evidência entre especialistas e consumidores.

Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária indicam que cerca de 25% dos alimentos vegetais analisados no país apresentam algum tipo de irregularidade, seja por níveis de agrotóxicos acima do permitido ou pela utilização de substâncias não autorizadas. Esse cenário evidencia a dificuldade de eliminação dos contaminantes apenas com lavagem em água corrente ou soluções tradicionais, sobretudo quando os compostos já estão aderidos ou parcialmente absorvidos pelos alimentos.

Nesse contexto, tecnologias baseadas em ozônio e plasma frio começam a se destacar como alternativas mais eficientes. Testes apontam que esses métodos podem reduzir em até 90% os resíduos de pesticidas, além de atuar na eliminação de microrganismos. O processo ocorre por meio da oxidação química, já que o ozônio reage com as moléculas presentes nos pesticidas, promovendo sua degradação sem gerar novos resíduos.

Segundo Bruno Mena, PhD em química e CEO da Wier, o ozônio apresenta capacidade de degradar essas substâncias de forma eficiente e segura, além de se decompor rapidamente em oxigênio após a reação. A tecnologia já vem sendo aplicada em etapas como pós-colheita e processamento, e também pode ser utilizada na higienização antes do consumo.

Além da redução de resíduos químicos, o método contribui para o controle microbiológico dos alimentos. O avanço dessas soluções acompanha uma mudança no comportamento do consumidor, mais atento à qualidade e à segurança do que consome, o que tende a impulsionar a adoção de práticas mais eficientes ao longo da cadeia alimentar.

 





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Silagem de milho mantém produtividade


A cultura do milho destinado à produção de silagem apresenta desenvolvimento escalonado no Rio Grande do Sul, conforme a época de semeadura, segundo o Emater/RS-Ascar. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (19), “nas áreas implantadas no cedo ou intermediárias, a ensilagem está concluída, e os cultivos tardios avançam para estádios vegetativos e reprodutivos”.

O relatório aponta que as condições climáticas ao longo do ciclo favoreceram as lavouras implantadas no período preferencial. “De maneira geral, as condições climáticas ao longo do ciclo foram favoráveis para as lavouras implantadas no período preferencial, resultando em produtividades satisfatórias e adequada qualidade do material ensilado”, informa o documento. Já nas áreas de semeadura tardia, o desenvolvimento ocorre sob influência de precipitações irregulares. “Até o momento, não resultaram em perdas expressivas, mas depende de chuvas para a consolidação dos componentes de rendimento”, destaca.

A estimativa estadual indica área cultivada de 345.299 hectares e produtividade média de 37.840 kg por hectare. Na região de Caxias do Sul, houve redução de produtividade durante a colheita para silagem. “Houve queda de produtividade em função da irregularidade das chuvas na fase de floração e enchimento de espigas”, aponta o informativo.

Em Erechim, a colheita está próxima da conclusão, com cerca de 95% da área colhida e produtividade média de 44.570 kg por hectare. Já na região de Ijuí, as lavouras de safrinha avançam para a fase reprodutiva. “As áreas mais adiantadas já apresentam emissão do pendão floral”, registra o levantamento, acrescentando que os produtores acompanham as condições hídricas para garantir a formação de massa e grãos.

Na região de Passo Fundo, as lavouras de safrinha seguem em desenvolvimento vegetativo, sem indicativos de comprometimento relevante do potencial produtivo até o momento. Em Santa Maria, a área cultivada soma 10.155 hectares, com produtividade média de 30.534 kg por hectare, refletindo condições favoráveis no início do ciclo.

Na região de Soledade, as lavouras semeadas entre novembro e janeiro estão majoritariamente em fase reprodutiva. “O cenário atual é de irregularidade hídrica, mas sem impactos expressivos até o momento”, conclui o relatório.





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O novo fator que está redefinindo o campo



Na prática, a cadeia produtiva avança para um modelo mais conectado


Na prática, a cadeia produtiva avança para um modelo mais conectado
Na prática, a cadeia produtiva avança para um modelo mais conectado – Foto: Canva

A busca por maior eficiência tem ganhado espaço no agronegócio brasileiro diante de margens mais apertadas, custos elevados e exigências crescentes por produtividade. Nesse contexto, a gestão deixou de ser apenas um diferencial competitivo e passou a ocupar posição central na sustentação das atividades no campo.

O movimento reflete uma mudança no próprio perfil das lideranças, que passam a ter papel estratégico ao integrar processos, tecnologia e planejamento. A capacidade de transformar complexidade em resultados consistentes se torna um dos principais fatores de competitividade.

Para Eduardo Navarro, CEO da Allterra, essa transformação é estrutural e redefine o peso da gestão dentro do setor. Ele avalia que a eficiência deixou de ser apenas operacional e passou a estar diretamente ligada à sustentabilidade dos negócios no longo prazo.

Na prática, a cadeia produtiva avança para um modelo mais conectado, no qual decisões consideram diferentes variáveis, do manejo ao financeiro, incluindo tecnologia e impactos ambientais. A integração substitui a fragmentação, permitindo ganhos mais consistentes de eficiência.

Esse cenário é impulsionado pela digitalização e pela necessidade de maior previsibilidade, com ferramentas tecnológicas e análise de dados assumindo papel relevante na tomada de decisão. O tema também tem ganhado reconhecimento no setor, como mostra a presença de Navarro entre os destaques na categoria Gestão e Eficiência do prêmio 100 Mais Influentes do Agronegócio 2026.

À frente da Allterra, o executivo acompanha essa evolução com foco na integração entre biociência e soluções que valorizam o solo. A expectativa é de que a gestão siga ganhando protagonismo, consolidando um novo padrão de competitividade no agro, no qual produzir bem permanece essencial, mas gerir com eficiência se torna decisivo.

 





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Pesquisadora da Embrapa integra iniciativa global de diretrizes alimentares



Pesquisadora passou a integrar o Action Team on Food-Based Dietary Guidelines



Foto: Divulgação

A pesquisadora da Embrapa Gado de Leite Kennya Beatriz Siqueira passou a integrar o Action Team on Food-Based Dietary Guidelines (AT-FBDG), organizado pela Federação Internacional de Laticínios (FIL/IDF).

O AT-FBDG é uma iniciativa global estratégica voltada para discutir a maneira como os países elaboram suas diretrizes alimentares. O grupo reúne especialistas para discutir, analisar e comparar diretrizes alimentares de diferentes países, incluindo aspectos relacionados às recomendações para lácteos e à construção de bases de dados globais sobre o tema. O grupo se reúne duas vezes ao ano ou conforme a necessidade de discussão de tópicos específicos. Inicialmente, cada membro fica responsável por revisar as informações do seu país, bem como auxiliar nas análises comparativas.

O convite para integrar o action team surgiu após a participação de Kennya no World Dairy Summit, realizado pela FIL/IDF em outubro do ano passado. Durante uma reunião sobre “Nutrição e Saúde”, a pesquisadora identificou um alinhamento entre os projetos da federação e os estudos já conduzidos na Embrapa, uma vez que ambas as iniciativas buscavam mapear o consumo e as diretrizes de lácteos dos países. Ao apresentar seus dados à secretaria da instituição, a metodologia da Embrapa mostrou-se em um estágio avançado de maturidade. Após alguns meses, a pesquisadora recebeu o convite formal para que contribuísse diretamente com a iniciativa internacional.

Kennya explica que compor esse Action Team traz grandes oportunidades. “Integrar esse grupo é estar no órgão máximo do setor, onde as diretrizes globais são definidas. Além do networking, essa participação permite levar a realidade e o posicionamento brasileiro para o centro do debate global. É uma oportunidade de contribuir diretamente com os estudos e diretrizes internacionais, garantindo o posicionamento e representatividade do Brasil e da Embrapa nas discussões.”

Conheça o trabalho de Kennya Siqueira na Embrapa Com graduação em Engenharia de Alimentos e mestrado e doutorado em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa (incluindo um período de doutorado sanduíche na University of Florida), Kennya começou a atuar na Embrapa em 2009 e construiu sua carreira com foco no estudo do mercado consumidor de lácteos. Sua produção científica é vasta, com diversos artigos publicados que analisam os hábitos e comportamentos do consumidor brasileiro. Ela é autora do livro “Na era do consumidor: uma visão do mercado lácteo brasileiro”, um compilado de artigos de mídia que virou referência no país. Seu trabalho desenvolvido na Embrapa a levou a palestrar nos principais eventos mundiais da área, como o World Dairy Summit, o Dairy Vision e, mais recentemente, no First Latin American Congress for Dairy Nutrition. Atualmente, ela representa a Embrapa Gado de Leite no Global Dairy Platform (GDP) e na International Milk Promotion (IMP).





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Embrapa avalia temperamento de bovinos da raça Brangus


Pesquisadores da Embrapa Pecuária Sul vêm utilizando uma metodologia simples e objetiva para avaliar o temperamento de bovinos da raça Brangus.  O comportamento dos animais Brangus é um dos focos de um projeto de melhoramento genético da raça, que busca identificar animais mais dóceis, que posteriormente serão utilizados em cruzamentos, para a formação de linhagens com essa característica de comportamento.

O método mede a chamada velocidade de fuga, indicador que revela o grau de reatividade do animal durante o manejo. A metodologia é utilizada em estudos sobre comportamento animal e para a seleção de animais Brangus mais dóceis e adaptados aos sistemas de produção do sul do Brasil. No mês de março, machos e fêmeas entre um e dois anos passaram pela avaliação nos campos experimentais da Embrapa, em Bagé (RS). A iniciativa integra o projeto de melhoramento genético da raça Brangus, que busca aprimorar características produtivas e comportamentais com apoio da genômica. Álvaro Fonseca, médico veterinário da Embrapa Pecuária Sul, salienta que esse é um procedimento que serve como base para classificar os animais com temperamento menos reativo, relacionando a docilidade, podendo servir como ferramenta de seleção ou descarte de animais.

O sistema funciona em um trajeto curto, de cerca de 2,70 metros, equipado com sensores na entrada e na saída. Quando o animal passa pelo primeiro sensor, o tempo começa a ser registrado. Ao cruzar o segundo sensor, o sistema marca a saída e calcula automaticamente o tempo e a velocidade com que o bovino percorreu o percurso. A partir dessa informação, é possível calcular o tempo de fuga e a velocidade de fuga do animal.

 “Os animais mais dóceis têm uma tendência de fazer em maior tempo o trajeto. É um animal que vai sair caminhando lentamente, que vai manter um comportamento mais tranquilo. Então, com isso, conseguimos identificar aqueles animais que serão selecionados pela pesquisa”, explica Fonseca. Já os animais mais reativos deixam o equipamento rapidamente, com maior velocidade de fuga.

Para aumentar a precisão da avaliação, cada animal passa por duas medições, e a média dos resultados gera um índice de temperamento. Esse indicador permite classificar os animais de acordo com o comportamento. Fonseca salienta que a partir desses resultados, conseguimos classificar o temperamento dos bovinos e identificar aqueles com comportamento mais calmo ou mais agitado no rebanho.

A identificação de bovinos mais dóceis é importante para o sistema produtivo, sendo uma das características que Embrapa está mensurando para o melhoramento genético da raça.

Animais com temperamento mais tranquilo facilitam o manejo, reduzem riscos de acidentes e contribuem para o bem-estar animal, além de favorecerem sistemas de produção mais eficientes. Além disso, o temperamento pode influenciar o desempenho e a eficiência produtiva, tornando-se um critério relevante na pecuária de corte.

Brangus – A raça teve origem nos Estados Unidos, no início do século XX, a partir do cruzamento entre animais das raças Aberdeen Angus e Brahman. No Brasil, os trabalhos começaram em 1945, na Fazenda Experimental Cinco Cruzes, em Bagé, onde hoje é a Embrapa Pecuária Sul, com cruzamentos entre animais Nelore e Angus.

Os primeiros animais com a composição genética 3/8 Nelore e 5/8 Angus nasceram em 1955. Inicialmente chamada de Ibagé, a raça passou a ser conhecida como Brangus-Ibagé e, mais tarde, consolidou-se apenas como Brangus. A proposta era desenvolver uma raça bovina adaptada às condições das pastagens naturais do Rio Grande do Sul e também às condições de regiões de clima tropical.





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Conflito no Oriente Médio pode impactar na compra de fertilizantes no Mato Grosso



Insumos representam 45,12% do custo de produção da soja



Foto: Canva

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgada na segunda-feira (16), a escalada do conflito no Oriente Médio pode afetar a aquisição de fertilizantes para a safra 2026/27 de soja em Mato Grosso. O levantamento aponta que, “apesar do maior impacto sobre os nitrogenados, que no curto prazo afetam mais o milho, também é preciso atenção aos fosfatados”, destacando que, em 2025, 58,91% das importações dessa categoria vieram do Egito e de Israel. Até fevereiro de 2026, os produtores haviam adquirido 44,43% do volume necessário para o ciclo 2026/27, o que representa 13,33 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período da safra anterior.

O instituto ressalta que ainda há parte relevante das compras em aberto, com atenção voltada ao segundo e terceiro trimestres do ano, período em que ocorre o pico das importações de fosfatados. “Caso o conflito se prolongue, os sojicultores que optarem por postergar as compras podem enfrentar maior volatilidade nos preços diante de possíveis gargalos logísticos, e com fretes marítimos pressionados”, informa a análise.

Segundo o Imea, como os insumos representam 45,12% do custo de produção da soja, a elevação dos fertilizantes pode levar à redução do pacote tecnológico e comprometer o potencial produtivo da safra.





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Centro-sul terá calor perto dos 40°C nesta semana


O centro-sul do Brasil deve enfrentar uma semana de calor e instabilidade, com temperaturas elevadas e ocorrência de temporais, segundo informações da Meteored. De acordo com a previsão, “o centro-sul do Brasil vai ter calor ao longo desta semana, com sensação de abafamento e temperaturas máximas acima dos 30°C e que se aproximam da casa dos 40°C”. O cenário é favorecido pela combinação de calor, umidade e áreas de baixa pressão, que deixam a atmosfera propícia à formação de chuvas intensas, com raios e rajadas de vento, principalmente entre a tarde e a noite.

Na terça-feira (24), o dia começa com maior presença de nuvens e temperaturas mais amenas no Rio Grande do Sul após a passagem de uma frente fria. Pela manhã, os termômetros ficam abaixo dos 20°C em grande parte do estado, enquanto à tarde não devem ultrapassar os 28°C. Já em áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, as máximas superam os 30°C, chegando a 35°C em pontos do Mato Grosso do Sul e do oeste paranaense.

Na quarta-feira (25), o amanhecer terá temperaturas abaixo dos 23°C em toda a região centro-sul, com registros entre 13°C e 15°C no centro-leste do Paraná e de Santa Catarina, além do oeste e sul gaúchos e da fronteira com o Uruguai. Durante a tarde, as máximas chegam a 33°C em áreas de Santa Catarina e do Paraná, enquanto no Mato Grosso do Sul podem atingir 35°C. Em São Paulo, as temperaturas ficam próximas dos 30°C em diversas regiões.

Na quinta-feira (26), as mínimas permanecem abaixo dos 21°C em grande parte da Região Sul e em áreas do Sudeste, mas a elevação ocorre ainda pela manhã, com marcas próximas de 30°C antes do meio-dia em diferentes pontos. À tarde, as temperaturas alcançam 34°C no oeste e extremo sul do Mato Grosso do Sul, no oeste do Paraná e no leste catarinense. No norte do Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina, os termômetros podem variar entre 35°C e 36°C. O potencial de chuva diminui no Sul e Sudeste, com precipitações mais concentradas no Norte e Centro-Oeste.

Na sexta-feira (27), o calor se intensifica, especialmente na Região Sul. Pela manhã, as temperaturas já se aproximam dos 30°C em diversas áreas. À tarde, as máximas atingem cerca de 36°C na região central do Rio Grande do Sul e na Região Metropolitana de Porto Alegre, enquanto no restante do estado variam entre 27°C e 34°C. Em Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, os termômetros ficam entre 33°C e 34°C. Nas capitais, a previsão indica máximas de 28°C em Curitiba e Florianópolis, 33°C em Porto Alegre, 30°C em São Paulo e 25°C em Campo Grande.





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o mercado na Puglia está se recuperando


Em 2025, as vendas de tratores voltam a crescer, tendo aumentado cerca de 22 pontos percentuais em comparação com os doze meses anteriores. A procura regional por máquinas agrícolas é impulsionada por tecnologias para culturas de alto valor agregado. A EIMA International, feira de máquinas agrícolas, é uma plataforma de particular interesse para os operadores da região da Puglia. Espera-se a presença de mais de 10.000 visitantes da região.

As vendas de tratores voltaram a apresentar crescimento no mercado nacional, especialmente na Puglia, uma das regiões mais dinâmicas do mercado italiano de máquinas agrícolas. Os dados sobre o desempenho do setor em 2025 – compilados pela FederUnacoma com base em informações do Ministério dos Transportes – mostram um aumento de 21,6% na região, totalizando 1.820 veículos recém-registrados (contra cerca de 1.500 em 2024), com uma taxa de crescimento superior à média italiana em vários pontos percentuais. As vendas regionais foram impulsionadas principalmente por tratores para vinhedos e pomares, que representaram mais da metade da demanda local por máquinas (913 de 1.821).

Este é o cenário descrito por Simona Rapastella, Diretora Geral da FederUnacoma – a associação italiana que representa os fabricantes de máquinas agrícolas – durante a conferência de imprensa de apresentação da EIMA International 2026. O peso que as máquinas para vinhedos e pomares têm na demanda regional por equipamentos mecânicos – como observado na conferência de imprensa realizada hoje em Bari, como parte da feira Enoliexpo – reflete a crescente especialização do setor primário em culturas de alto valor agregado. A região da Puglia ocupa o primeiro lugar na Itália em área de cultivo de oliveiras (346.000 hectares) e horticultura (80.000 hectares), o segundo em área de vinhedos (96.000 hectares) e o terceiro em área dedicada ao cultivo de citrinos (9.600 hectares). Mas a Puglia – como salientou o Diretor Geral da FederUnacoma na conferência de imprensa – é também uma das principais produtoras de trigo duro do país, com mais de 340.000 hectares cultivados e uma produção anual que ultrapassou as 680.000 toneladas em 2025.

As características específicas da economia agrícola regional tendem, portanto, a estimular a procura por equipamentos especializados para culturas de alto valor agregado e por máquinas tipicamente utilizadas no setor da agricultura de lavoura. Neste contexto, a EIMA International – a feira mundial de máquinas agrícolas organizada pela FederUnacoma, que terá lugar no Centro de Exposições de Bolonha de 10 a 14 de novembro – representa uma plataforma de inegável interesse para os operadores da Puglia, com mais de 60.000 modelos em exposição e uma gama que abrange 14 setores de produtos, desde tecnologias de preparação do solo a sistemas de irrigação, de tratores a componentes e equipamentos de jardinagem.

A 47ª edição da feira sediada em Bolonha já ostenta as credenciais de um grande evento. “As inscrições dos fabricantes têm chegado em ritmo constante desde a abertura do cadastro em novembro passado, preenchendo praticamente todos os espaços de exposição no recinto em menos de dois meses”, afirmou Simona Rapastella em coletiva de imprensa. “O aumento expressivo de inscrições, que continua chegando até hoje”, acrescentou a diretora da FederUnacoma, “levou nosso departamento de eventos a antecipar a fase de planejamento do layout, com uma alocação meticulosa dos espaços de exposição”. De acordo com as previsões dos organizadores, a próxima EIMA não só deverá igualar e provavelmente superar os 1.750 expositores (675 deles estrangeiros) da edição anterior, como também alcançar a marca de 350.000 visitantes registrada em 2024.

De 10 a 14 de novembro, espera-se um grande público no centro de exposições de Bolonha, composto por compradores italianos e internacionais, empresários agrícolas, técnicos, pesquisadores, agrônomos, acadêmicos, estudantes e muitos entusiastas que dedicam seu tempo livre à agricultura e à jardinagem. Para seu vasto público, a feira de Bolonha oferece uma série de novidades, a começar pela expansão de suas áreas temáticas. A EIMA 2026 marca a estreia de dois novos Espaços de Exposição, o EIMA Campus e o EIMA Extend, dedicados respectivamente aos mundos da pesquisa e treinamento e ao das instituições do setor de máquinas agrícolas. Os novos Espaços de Exposição juntam-se aos cinco tradicionais: EIMA Components, dedicado a componentes; EIMA Digital, a tecnologias digitais e robótica; EIMA Energy, à energia proveniente de fontes agroflorestais; EIMA Idrotech, à irrigação; e EIMA Green, à jardinagem. A EIMA 2026 também apresenta um novo layout das áreas de exposição, com a inauguração do Pavilhão 35 – atualmente em construção pela BolognaFiere – e uma nova organização dos espaços externos.

Particularmente interessante para os visitantes é a exposição dos modelos vencedores do Concurso de Inovações e Desenvolvimentos Técnicos, montada, como de costume, na área do Quadripórtico, onde são apresentadas as soluções e conceitos mais avançados propostos pelas empresas expositoras. Tema central do evento de Bolonha, a inovação tecnológica terá um papel de destaque na extensa programação de conferências e seminários (cerca de 150 eventos planejados), dedicados não apenas a questões técnicas, mas também políticas e aos cenários que influenciam o desenvolvimento da agricultura e da mecanização. Entre esses temas, os relacionados à internacionalização terão grande importância. Delegações oficiais da ICE são esperadas em Bolonha; este ano, elas atingirão um número recorde, com 90 países representados, e participarão de reuniões de negócios com empresas italianas expositoras. “Em um cenário global caracterizado por tensões geopolíticas contínuas e um aperto nas barreiras tarifárias, a parceria com a ICE torna-se ainda mais estratégica”, concluiu o Diretor Geral da FederUnacoma, “para o lançamento de colaborações técnicas e comerciais em novos mercados, com especial atenção às regiões do Mercosul, Ásia e Europa.”

 





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