quinta-feira, abril 30, 2026

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Pela primeira vez, Estado dará título de propriedade aos agricultores assentados no RS


O governador Eduardo Leite e o secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Carlos Gomes, assinaram o decreto que institui o programa Assentamento Legal na quinta-feira (29). O ato foi realizado na Expointer, durante a inauguração oficial do Pavilhão da Agricultura Familiar.

O objetivo é promover a regularização fundiária rural, por meio da entrega da outorga de título definitivo, para os beneficiários dos assentamentos estaduais. Serão regularizados, se cumprirem todos os requisitos, mais de 3.200 lotes de assentados, a maior parte localizados em Hulha Negra, Canguçu, Candiota e Livramento.

Carlos Gomes lembrou que, com assentamentos desde 1991, até hoje o Estado não emitiu nenhum título de propriedade para os agricultores que lá trabalham. “Assumimos o compromisso de, até o final de 2024, entregarmos a primeira centena de títulos para os assentados do Rio Grande do Sul. Isso dará segurança jurídica e de cidadania a esses que produzem alimento e geram economia ao nosso Estado”, ressaltou.

O instrumento tem a força de escritura pública, que transfere em caráter definitivo a propriedade dos lotes da reforma agrária aos assentados. O programa Assentamento Legal atuará em 114 assentamentos em áreas de propriedade estadual. Além disso, possibilitará a outorga em outros 34 assentamentos compartilhados com o governo federal, que estão sob a administração do Instituto Nacional da Reforma Agrária (Incra). A medida cumpre a atribuição da competência de “executar a política de regularização fundiária rural” à Sehab, com a alteração da Lei Estadual 16.051/2023, que dispõe sobre a estrutura administrativa do Poder Executivo Estadual.

Têm direito ao benefício os assentados do Programa Estadual de Reforma Agrária que estejam há, pelo menos, dez anos com trabalho e moradia no lote, não possuam estabelecimento comercial ou industrial, exceto empreendimento ligado à atividade rural, tenham explorado a terra de forma pacífica, entre outros. O decreto ainda estabelece que esses beneficiários ficarão isentos das custas cartoriais para fins de titulação, tanto na regularização quanto na escritura pública que conceder o título de domínio e, consequentemente, transferência para o nome do beneficiário.

As áreas trabalhadas pelo programa Assentamento Legal estão enquadradas nas regras do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Ou seja, pela outorga do título, os beneficiários pagarão 10% do valor mínimo da pauta de valores da terra nua para fins de titulação, para lotes de até dois módulos fiscais (unidade de medida agrária usada no Brasil, equivalendo à média de 18 a 20 hectares no Rio Grande do Sul). Ficarão isentos de custos os beneficiários enquadrados como de baixa renda (que recebem renda igual ou inferior a cinco salários mínimos).





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SP lança projeto inédito para explorar o potencial da produção de vinho


O Governo de SP avança no fomento ao desenvolvimento regional com o lançamento do programa Rotas do Vinho de São Paulo. Anunciado nesta quarta-feira (28) pelo governador Tarcísio de Freitas, no Palácio dos Bandeirantes, o projeto reúne iniciativas de incentivo ao turismo e ao agronegócio, com o objetivo de fortalecer e maximizar o potencial de toda a cadeia produtiva do vinho no estado.

“Hoje é um dia de celebrar mais uma vitória. Com o programa Rotas do Vinho de São Paulo, vamos impulsionar o turismo. E devemos isso à cadeia produtiva do vinho que acreditou nesse projeto fantástico,” afirmou Tarcísio. “Descobrindo quais são as vocações econômicas de cada região, apoiamos e desenvolvemos novos negócios. E o mais importante de um programa como esse é que agora todo mundo vai saber que em São Paulo tem vinhos de altíssima qualidade. Temos também os melhores vinhos do Brasil”, acrescentou o governador.

A cerimônia de lançamento do programa contou com a presença da primeira-dama e presidente do Fundo Social de São Paulo, Cristiane Freitas, dos secretários Arthur Lima (Casa Civil), Roberto de Lucena (Turismo e Viagens), Jorge Lima (Desenvolvimento Econômico) e Marília Marton (Cultura, Economia e Indústria Criativas), Vahan Agopyan (Ciência, Tecnologia e Inovação), além de parlamentares, gestores e representantes de entidades e produtores da cadeia produtiva paulista do vinho.

O programa nasceu após a interlocução do Governo de São Paulo com o empresariado do interior paulista e produtores de vinho. Aproveitando da boa fase da produção de vinho no estado, que registrou um aumento de 800% no número de videiras destinadas à vitivinicultura em 2023, a iniciativa conectou o conjunto de 66 vinícolas, inclusive premiadas, que oferecem, além do vinho que é produzido, experiências para os visitantes e turistas.

Ao todo, cinco rotas foram traçadas para convidar os visitantes a conhecer os sabores e as belezas da cultura vinífera do estado. São elas, Rota da Alta Mogiana (Ribeirão Preto e região); Rota dos Bandeirantes (São Roque e região); Rota do Circuito das Frutas (Jundiaí e região); Rota Serra dos Encontros (Espírito Santo do Pinhal e região) e Rota do Alto da Mantiqueira (São Bento do Sapucaí e região), que envolvem 55 vinícolas.

Outras 11 vinícolas foram organizadas como enodestinos e estão localizadas em dez municípios: Campinas, Piracicaba, Águas da Prata, Amparo (2), Leme, Penápolis, Bofete, São Paulo, São Miguel Arcanjo e Ribeirão Branco.

O programa Rotas do Vinho de São Paulo abre oportunidades para novos negócios também para municípios localizados num raio de até 50 quilômetros das áreas produtoras, que acabam beneficiados a partir do empreendedorismo local alimentado pela cadeia produtiva do vinho. Pelo projeto, além das vinícolas, outros empreendimentos relacionados poderão acessar as linhas de crédito da DesenvolveSP, agência de fomento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) para alavancar seus negócios.

A expectativa é que o movimento econômico gerado pelas rotas possa fomentar empreendimentos como hospedagens, restaurantes e outros tipos de comércios e serviços, além de atrair mais empresas relacionadas ao segmento, visando gerar renda, emprego e crescimento no estado. Hoje, São Paulo representa mais de 11% dos empregos do Brasil na área de fabricação de vinhos. A expectativa é que as Rotas do Vinho aumentem essa geração de trabalho no estado.

Todas as informações sobre as rotas e os destinos para os turistas que querem conhecer e vivenciar o melhor da cultura vitivinícola do estado estão disponíveis na página https://rotasdovinho.sp.gov.br

Sobre o programa

O programa Rotas do Vinho de São Paulo é fruto de um extenso mapeamento das vinícolas e produtores de vinho do estado cadastrados no programa Sabor de SP. Até o momento, foram identificadas 66 vinícolas, organizadas em diferentes rotas e enodestinos.

Com o objetivo de fortalecer o enoturismo em São Paulo, a iniciativa visa a criação de condições favoráveis para o desenvolvimento das regiões produtoras, estimulando a economia local, gerando empregos e renda, além de promover a cultura do vinho como elemento essencial da identidade dessas comunidades.

O Rotas do Vinho atuará em várias frentes, como o apoio à infraestrutura turística e a promoção de parcerias entre vinícolas, restaurantes, hotéis e outros agentes do setor, proporcionando aos visitantes uma experiência autêntica e enriquecedora. O programa integra ações das secretarias estaduais de Agricultura e Abastecimento, Cultura, Economia e Indústria Criativa, Desenvolvimento Econômico, Turismo e Viagens, sob a coordenação da Casa Civil.





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Lei do Tabaco Gaúcho Aprovada pelo TJRS: Entenda


O julgamento foi presidido pelo Desembargador Alberto Delgado Neto



O julgamento foi presidido pelo Desembargador Alberto Delgado Neto
O julgamento foi presidido pelo Desembargador Alberto Delgado Neto – Foto: Pixabay

A Lei Estadual nº 15.958/2023, que determina a classificação do tabaco nas propriedades dos fumicultores gaúchos, foi considerada constitucional pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS). A decisão, tomada por maioria em sessão telepresencial na tarde de segunda-feira (26/8), também revogou a liminar que havia suspenso a lei no final do ano passado.

O julgamento foi presidido pelo Desembargador Alberto Delgado Neto. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) havia sido proposta pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SINDITABACO), que argumentava que a lei violava o princípio da separação dos poderes e usurpava a competência da União para legislar sobre Direito Civil. Além disso, o sindicato alegava que a norma interferia na atividade empresarial do setor, comprometendo a liberdade econômica e a livre concorrência. O Rio Grande do Sul conta com cerca de 70 mil unidades produtoras de tabaco.

Em 16 de novembro de 2023, o Desembargador Carlos Eduardo Richiniti havia concedido uma medida cautelar, suspendendo a lei até que o Órgão Especial a analisasse. Na decisão final, o Desembargador Niwton Carpes da Silva votou pela improcedência da ação, destacando que a lei apenas altera o local da classificação das folhas de tabaco, que passará a ocorrer na propriedade do produtor, ao invés das sedes das empresas. Para ele, a norma é complementar às disposições federais e não agride a Constituição. Já o Desembargador Ney Wiedemann Neto, relator da ADI, considerou que a lei invade competências da União e viola princípios constitucionais.
 





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Abiec reforça potencial da carne bovina brasileira no México


México é um dos mais recentes mercados abertos à carne bovina


Foto: Pixabay

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) participou nesta quinta-feira (29) de um evento na Embaixada do Brasil no México, realizado em parceria com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que integrou a missão oficial ao país, promovida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O México é um dos mais recentes mercados abertos à carne bovina brasileira, e desde então, as exportações crescem. No encontro com as autoridades governamentais e diplomáticas mexicanas, a Associação mostrou a evolução dos embarques, e ressaltou o potencial de incremento e consolidação deste mercado.  Dentre as autoridades do Mapa presentes ao evento, estavam Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais, e Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária. Na agenda da missão estão incluídas reuniões e rodadas de negócios.

Em um comparativo entre os períodos de janeiro a julho de 2023 e 2024, o volume exportado passou de 288 toneladas, em 2023, para 23.108 toneladas, em 2024. De acordo com a diretora de Relações Internacionais da Abiec, Lhais Sparvoli, este salto significativo pode ser atribuído a vários fatores, incluindo a alta demanda do mercado mexicano por carne de qualidade. “Mas é sobretudo o reconhecimento da excelência da carne bovina brasileira em termos de segurança e padrões sanitários, e os esforços conjuntos de ambos os governos e setores privados para facilitar o comércio, com destaque para a pareceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, com o projeto Brazilian Beef”, explica Lhais.

Ainda de acordo com a diretora, as importações de carne bovina do Brasil pelo México permitem que aquele país otimize o seu próprio mix de produtos exportados. “Eles suprem a demanda interna por um determinado tipo de carne com as importações e ganham escala para exportar outros cortes, conforme a estratégia no momento”, argumenta. “Eventos como esse ajudam a estreitar as relações bilaterais e fazem parte de uma agenda estratégica constante”, finaliza.





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Açúcar sobe para a máxima de 6 semanas


Alta no açúcar na maioria dos lotes das bolsas internacionais


Foto: Pixabay

A quinta-feira (29) foi de alta no açúcar na maioria dos lotes das bolsas internacionais, com o mercado impulsionado pela menor produção da commodity no Brasil e pela iniciativa do governo indiano de permitir, à partir de 1º de novembro, que as usinas produzam etanol diretamente do caldo ou xarope, o que deve estimular a produção do biocombustível naquele país, que tem a meta de aumentar a mistura de etanol na gasolina já no próximo ano.
 
Na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto, tela outubro/24, foi contratado a 19,89 centavos de dólar por libra-peso, alta de 35 pontos, ou 1,8%, no comparativo com os preços da véspera. Durante a sessão o contrato chegou a bater a máxima de seis semanas, chegando a 19,98 cts/lb. A tela março/25 subiu 27 pontos, contratada a 20,11 cts/lb. Os demais lotes oscilaram entre baixa de 15 pontos e alta de 19 pontos.
 
Segundo a Reuters, a associação de usinas Unica informou na quarta-feira que a produção de açúcar no centro-sul do Brasil totalizou 3,11 milhões de toneladas métricas na primeira metade de agosto, uma queda de 10,2% em relação ao ano anterior e abaixo das expectativas do mercado.
 
“Os incêndios nos canaviais brasileiros aumentaram os problemas na safra do maior produtor mundial, segundo especialistas. A Unica disse que as perdas potenciais aparecerão no próximo relatório”, destacou a Agência UDOP de Notícias.
 
Londres
 
Na ICE Futures Europe, de Londres, a quinta-feira foi de alta em todos os lotes do açúcar branco. O contrato outubro/24 foi comercializado a US$ 557,20 a tonelada, valorização de 12,50 dólares no comparativo com a véspera. Já a tela dezembro/24 subiu 8,30 dólares, contratada a US$ 539,10 a tonelada. Os demais contratos subiram entre 90 cents e 7,30 dólares.
 
Mercado doméstico
 
No mercado interno a quinta-feira foi de baixa nas cotações do açúcar cristal medidas pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 129,43, contra R$ 130,73 de quarta-feira, desvalorização de 0,99% no comparativo.
 
Etanol hidratado
 
Já o etanol hidratado voltou a cair pelo Indicador Diário Paulínia ontem. O biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.692,00 o m³, contra R$ 2.695,50 o m³ praticado na quarta-feira, queda de 0,13% no comparativo entre os dias.





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Abertura oficial da 47ª Expointer exalta resiliência do povo gaúcho


A abertura oficial da 47ª Expointer, realizada na manhã desta sexta-feira (30), destacou a força da agricultura e da pecuária do Rio Grande do Sul, presenteando os visitantes com os principais destaques e campeões deste ano no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A cerimônia, que teve a apresentação da banda da Brigada Militar e de músicos gaúchos, contou com os tradicionais desfiles dos campeões e uma programação dedicada a exaltar a resiliência do povo gaúcho após as enchentes.

Nomeada como a Expointer da Retomada e da Recuperação, a feira simbolizou o espírito de superação do Estado, demonstrando que o setor tem se reerguido após as inundações de abril e maio. A cerimônia foi aberta com a execução do Hino Nacional pela banda da Brigada Militar.

Em reconhecimento aos que trabalharam nos momentos críticos da enchente, membros da Defesa Civil e da Brigada Militar, agentes de saúde e da assistência social e voluntários das forças de segurança e da sociedade civil, que atuaram nas ações de salvamento, desfilaram pela Pista Central do parque. O desfile foi aberto pelo cavalo Caramelo, cujo resgate durante a calamidade causou grande comoção.

As apresentações musicais começaram com Wilson Paim interpretando “Ainda existe um lugar”, canção de sua autoria que celebra a cultura do Estado e a união do povo. Juliana Spavanello executou a icônica “Céu, sol, sul, terra e cor”, do compositor gaúcho Leonardo, acompanhada por uma apresentação de dança dos Centros de Tradição Gaúcha (CTGs) Rancho da Saudade, de Cachoeirinha, Gildo de Freitas, de Porto Alegre, e Sociedade Gaúcha Lomba Grande, de Novo Hamburgo. Daniel Torres encerrou as apresentações musicais com “Hino ao Rio Grande”, de Cristiano Quevedo, que exalta as características naturais e culturais da região.

O tradicional desfile de cavalos da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) apresentou, além das bandeiras do Brasil, do Rio Grande do Sul e da própria ABCCC, uma do Estado com marcas de lama representando a enchente. A associação também realizou uma breve apresentação com cavaleiros-mirins.

O momento mais aguardado da cerimônia foi o desfile dos grandes campeões da Expointer, apresentado pelo diretor administrativo do Parque Assis Brasil, Éder de Azevedo. Criadores de diversas raças exibiram os animais premiados. Além disso, a Pista Central recebeu novamente os campeões do Pavilhão da Agricultura Familiar.

Em seu discurso, o governador Eduardo Leite destacou a resiliência do povo, enfatizando o papel do produtor na retomada da economia do Rio Grande do Sul. “O gaúcho mostra que supera dificuldades e se supera, enfrentando as limitações, empreendendo e comparecendo para fazer uma belíssima Expointer, que sem dúvida é uma alavanca para a retomada do Estado”, comemorou.

Leite também mencionou a presença do movimento SOS Agro, ressaltando a necessidade de agilizar o acesso aos recursos para os produtores afetados pelas calamidades. “No SOS Agro, vemos o clamor e a angústia, expressa por quem trabalha e empreende no campo, e que está sofrendo não apenas os efeitos da última calamidade, mas a sucessão de frustrações na sua produção em razão de outros eventos meteorológicos”, disse. “O movimento está mostrando o que não está suficiente e reforçando que é preciso mais agilidade e facilidade, com menos burocracia, para acessar os recursos.”

“Na Expointer, o Rio Grande do Sul mostrou sua força, coragem, resiliência e capacidade para se reerguer. Todo dia no campo, os produtores têm de se recuperar, seja após a seca ou as fortes chuvas. E não podemos ficar sem a feira, uma data que é um grande patrimônio do Estado”, afirmou o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Clair Kuhn.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, frisou a importância da presença dos expositores no Pavilhão da Agricultura Familiar (PAF). “Muitos dos nossos agricultores que estão no pavilhão perderam casas, instalações e até membros de suas famílias, mas ainda assim juntaram forças e vierem oferecer o que há de melhor no setor. Esta é mais do que a Expointer da reconstrução, é também da esperança”, destacou.

Covatti ainda celebrou o sucesso do PAF, que já no primeiro fim de semana bateu recordes de vendas, com um aumento de 11% em relação a 2023, totalizando R$ 1,02 milhão em comercializações. Neste ano, o pavilhão também comemorou 25 anos de participação na Expointer.

Reconhecimento

No encerramento do evento, foi entregue a Medalha Assis Brasil, que reconhece personalidades de destaque na agricultura e pecuária.

Neste ano, os homenageados foram o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers) e da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Cláudio Bier; o produtor rural e presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho; e o chefe-geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski. Para fechar o evento, cantores gaúchos entoaram o Hino do Rio Grande do Sul, enquanto membros dos CTGs portavam bandeiras com as cores do Estado.





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estado assina termo de cooperação e libera R$ 12 milhões para construção de moradias rurais


O governador Eduardo Leite e o secretário da Habitação e Regularização Fundiária, Carlos Gomes, assinaram, nesta quinta-feira (29/8), um termo de cooperação com a Caixa Econômica Federal para complemento da construção de 600 moradias, a serem feitas pelo programa federal Minha Casa Minha Vida (MCMV), para agricultores atingidos pelas enchentes de setembro de 2023 no Vale do Taquari. O investimento é de R$ 12 milhões, equivalendo a R$ 20 mil para cada moradia. A Caixa será o agente financeiro para operar com as entidades beneficiadas.

“O Plano Rio Grande é a nossa bússola para a reconstrução do Estado, e grande parte desse trabalho diz respeito a questões habitacionais. Hoje estamos dando um passo importante para, em parceria com o governo federal, avançar no encaminhamento de soluções para que as pessoas tenham um lugar digno para viver”, afirmou Leite na solenidade, que ocorreu no evento de inauguração oficial do Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer.

Serão assinados convênios da Caixa com a Cooperativa Habitacional de Agricultura Familiar (Coohaf) e a Cooperativa Habitacional Camponesa (Cooperhab), que realizarão os trabalhos, respectivamente, em Canudos do Vale e em Planalto. “É uma alegria ver o Rio Grande do Sul proporcionar a construção de casas para aqueles que produzem alimentos aos gaúchos, que também perderam suas casas e hoje estão aqui fazendo o sucesso deste Pavilhão da Agricultura Familiar”, disse Gomes.

O  decreto 57.753/24, ampliou a participação do governo do Estado no programa MCMV, aumentando o valor do complemento financeiro oferecido pelo Estado, que passou de R$ 5 mil para R$ 20 mil. Os produtores rurais serão os primeiros beneficiados pela iniciativa. 

A ação do executivo estadual também integra a Política Estadual de Habitação de Interesse Social (Pehis), instituída em junho deste ano. Além de participar do MCMV, o executivo gaúcho desenvolve seu próprio programa habitacional – o A Casa É Sua, no qual custeia integralmente o valor das unidades habitacionais.

Também participaram do ato o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e o ministro-chefe da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta. Representando as entidades beneficiadas, compareceu o coordenador-geral da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetraf-RS), Carlos Joel da Silva.





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Nova cultivar de amoreira-preta aumenta em 30% a eficiência na colheita


A Embrapa acaba de desenvolver a sua terceira amoreira-preta sem espinhos, a BRS Karajá. A nova cultivar traz, entre as vantagens, o aumento da eficiência da colheita e na poda em, no mínimo, 30% em relação às cultivares com espinhos, diminuindo o tempo necessário para realizar os tratos culturais, a penosidade do trabalho e aumentando a disponibilidade de mão de obra para o manejo da cultura. Além disso, o seu fruto tem sabor menos amargo.

A coordenadora do programa de melhoramento genético em amoreira-preta, a pesquisadora da Embrapa Clima Temperado (RS) Maria do Carmo Bassols Raseira, conta que há uma economia no tempo dos tratos culturais, como condução, poda e colheita. “A BRS Karajá se destaca também pela acidez e amargor inferiores aos das frutas das cultivares sem espinhos anteriormente lançadas, o que lhe confere mais um atrativo ao mercado e a difere da cultivar BRS Xavante”, compara.

A nova amora é indicada para congelamento, processamento ou consumo fresco. Bassols relata que o mercado de frutas da amoreira para fins industriais ainda é o mais procurado. Segundo ela, as demais cultivares lançadas sem espinhos – BRS Ébano (em 1981) e BRS Xavante (em 2004) – apresentavam frutos de sabor amargo marcante. “Já a Karajá tem baixo amargor”, pontua. A denominação da BRS Karajá segue a tradição de identificar as cultivares de amoreira-preta com nomes de povos indígenas em homenagem aos primeiros brasileiros.

A princípio, o fato de não ter espinhos pode contribuir com aumento da eficiência da colheita. “Isso implica mais qualidade da fruta que será comercializada in natura, com maior agilidade na colheita e sem danos causados pelos espinhos, necessidade de menor número de colhedores (mão de obra), possibilidade de realizar a colheita em horários mais adequados, evitando picos de calor, e menor risco de lesões aos trabalhadores”, detalha o pesquisador Carlos Augusto Posser Silveira.

Além disso, ele destaca que, embora não se tenha dados a respeito, a condução da planta e a poda também seriam facilitadas. “É preciso salientar que esses parâmetros de eficiência das práticas de colheita e poda são influenciados enormemente por outros fatores, como tipo de condução da planta, manejo da adubação e da irrigação, potencial de produção da cultivar, além de experiência e agilidade dos colhedores e podadores. O fato de não ter espinhos facilita, com certeza, todas as atividades fitotécnicas do pomar”, declara.

A produção de amora no País, especialmente nas regiões produtoras, dobrou nos últimos dez anos. A produção de frutas gira em torno de 15 a 20 toneladas por hectare ao ano (t/ha/ano). A área plantada também cresceu, chegando a números próximos a 1,1 mil hectares.

Os principais estados produtores de amoreira estão localizados nas Regiões Sul e Sudeste, sendo eles Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo.

O melhoramento genético da amoreira-preta no Brasil começou no fim dos anos 1970 e  atualmente o País possui dez cultivares nacionais adaptadas às condições brasileiras, atendendo às necessidades do agricultor e do mercado.

A cultivar de amoreira-preta BRS Karajá, testada como seleção Black 223, foi obtida por polinização aberta da seleção Black 132, das flores da população obtida de um cruzamento realizado em 2003, entre as cultivares norte-americanas Brazos e Arapaho. A Brazos é uma cultivar originária do Texas, EUA, lançada em 1959, de baixa necessidade em frio, produtora de frutas grandes e de maturação precoce. A cultivar Arapaho foi desenvolvida pela Universidade do Arkansas, também nos EUA, obtida do cruzamento entre duas seleções do mesmo programa.

As frutas de BRS Karajá  são menores que aquelas produzidas pela cultivar BRS Xavante, mas têm melhor sabor. Em 2006, sementes foram extraídas de frutas da Black 132, obtidas por polinização aberta, originando plântulas que foram transplantadas, posteriormente, para dar prosseguimento à pesquisa no campo experimental da Embrapa Clima Temperado.

As plantas da BRS Karajá são de crescimento ereto. Tanto as hastes primárias como as secundárias não têm espinhos. A brotação inicia-se em agosto. “Nas condições de Pelotas, a floração se estende, geralmente, da primeira quinzena de setembro à segunda quinzena de outubro. As flores são grandes, brancas com matizes rosáceos, principalmente quando ainda em botão, e podem ter número de pétalas múltiplo de cinco, embora, em geral, sejam cinco pétalas”, conta o pesquisador Luis Eduardo Antunes, coordenador da pesquisa. A colheita tem início, geralmente, na segunda semana de novembro, estendendo-se até o fim de dezembro. Ela se inicia poucos dias antes das cultivares BRS Tupy e BRS Xavante, e em torno de 10 dias antes da BRS Cainguá.

Em coleção experimental, sem irrigação e sem suporte às plantas, mantendo-as com porte baixo, a produção foi em média pouco superior a 1,5 kg por planta. Mas em experimento com plantas conduzidas em espaldeira e com suprimento de água, a primeira produção já correspondeu a 2,5 kg por planta e a produção média nos três primeiros anos correspondeu a 2,73 kg por planta. A produção acumulada nos três primeiros anos foi de 54,67 t/ha, ou seja, pouco mais de 18 t/ha/ano.

O registro da BRS Karajá foi feito em março de 2023 no Ministério da Agricultura e o seu lançamento oficial será em 29 de agosto, durante a 47ª Expointer, em Esteio (RS), no Parque de Exposições Assis Brasil, no espaço institucional da Embrapa. Interessados podem ter acesso a mudas dessa cultivar com os dois viveiros licenciados: em Pelotas (RS), e em Ipuiuna (MG), nesta página. Após um ano de cultivo, os produtores terão as primeiras frutas de Karajá.





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Rosetas da Expointer: do simbolismo aos negócios


As rosetas, ou escarapelas de premiação, foram criadas na década de 1950, pelo veterinário e jornalista Caio Poester, responsável pelo setor de informação e fomento da Secretaria de Agricultura da época.

Trazem as cores da bandeira do Rio Grande do Sul mescladas com branco, violeta e azul, que representam o arco-íris. Quanto mais importante o prêmio, mais cores compõem a roseta. Os adereços adornam os animais vencedores que disputam por categorias, campeonatos e, por fim, concorrem ao título de grande campeão. Os animais podem ter mais de uma premiação.

Elas representam um símbolo de vitória na Expointer, uma recompensa pelo trabalho árduo e pelo investimento do agropecuarista, mas também geram valorização e oportunidades de grandes negócios.

“São os prêmios dos melhores animais para o produtor. Ganhar uma roseta de grande campeão significa multiplicar o valor deste animal e da genética da cabana. Aqui está se escolhendo os melhores exemplares da genética do nosso país ou até mesmo do mundo, de acordo com algumas raças”, explica Pablo Charão, comissário geral da Expointer, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

“O produtor traz os animais aqui não só para participar do julgamento, mas para que tenha sua genética exposta para que o pessoal conheça e possa fazer futuros negócios. Porém, o impacto de uma roseta de grande campeão impacta em duas a três vezes no valor do animal”, complementa Pablo.

Flávio Humberto Tusinho, 71, agricultor e pecuarista, da cabanha Nova Esperança, de Glorinha (RS), foi laureado grande campeão adulto na raça Pardo Brasil, com o touro Brusque. Para Tusinho, a genética é a chave do negócio.

“Em 1991, eu comecei a criar o Pardo Suíço, mas, de 2014 para cá, comecei a trabalhar nesta nova raça que cruza sangue do zebu (Pardo Brasil). Este touro (Brusque) está com 2 anos e meio e pesa mil quilos. É um animal de ponta, de alta genética. E pode gerar negócios até em coleta de sêmen. Digamos: um animal de 10 mil reais chega a 20, 30 mil reais. Essa premiação mostra que eu estou no caminho, certo, né?”, se alegra Tusinho.

Paulo Roberto Pavin, 62, proprietário da Estância Renascer, da Barra do Quaraí (RS), estava vibrante com a vitória do touro Milei, como grande campeão da raça Red Brangus, com 2 anos e 800 quilos.

“A grande vitória é da raça Brangus. Este é um processo seletivo que é extremamente importante para toda pecuária nacional. Esse indivíduo (Milei) traz toda essa melhoria genética. Tem aval do título para se possa reproduzir ele através do sêmen. Isso, a roseta da Expointer agrega”, afirma Paulo Roberto.

Já o filho de Paulo Roberto, o médico veterinário Leonardo Pavin 35, é diretor comercial da empresa de biotecnologia, Renascer, de Uruguaiana (RS), uma das 20 centrais de inseminação artificial que atuam no Brasil.  A roseta mais que duplicou tanto o valor do animal (Milei) quando o do sêmen do touro: “As doses dele, comercializamos aqui nos três primeiros dias da Expointer por 35 reais. As doses pós-premiação chegaram a 78 reais”, diz Leonardo.

“Mas mais importante do que a premiação, é ver as pessoas comprando. O Rio Grande do Sul passando por estas coisas horríveis que aconteceram (por conta das enchentes de maio), a gente está aqui numa Expointer lotada. O cliente está vindo”, pondera o diretor comercial.

O relatório Index, do primeiro semestre de 2024, publicado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) identifica 3.369 municípios, trabalhando no segmento de corte, e 3.489, no leite. Na aptidão de corte, por exemplo, o mercado de exportação de sêmens brasileiros chega a 11 países: Venezuela, Colômbia, Equador, Honduras, Guatemala, Panamá, Costa Rica, Bolívia, Paraguai, Angola e Paquistão. 

Fernando Veloso, 49, médico veterinário, é diretor do conselho da ASBIA, entidade criada em 1974, traçou uma estimativa do mercado de inseminação artificial no Brasil. “É um mercado que cresceu muito. Uma curva ascendente que vem superando a casa das 25 milhões de doses, por ano, alcançando mais de 20% do rebanho nacional. De cada 10 vacas, 2 são inseminadas artificialmente. No Rio Grande do Sul, há uma adesão maior: 30%”, afirma Veloso. Ele calcula que estimando um valor baixo (por cada dose, entre 20 a 50 reais), somando somente a comercialização de sêmen de corte e leite, o mercado chega a cerca de R$ 1 bilhão de reais por ano.

Mas nem só de grandes campeões se estrutura essa cadeia produtiva.

“O Reservado Grande Campeão Sênior Braford foi vendido aqui na exposição, após o julgamento, por R$ 160 mil reais. Antes, valia entre 15 a 20 mil reais. E ele sairá daqui para coleta de material de sêmen para estes investidores”, comenta diretor do conselho da ASBIA.

Veloso lembra o papel da área pública na criação deste mercado, através da atuação da Central de Reprodução e Inseminação Artificial, a CRIA, um serviço que foi criado em 1946.

“Foi muito estimulada pela nossa Secretaria da Agricultura. Uma das primeiras centrais do Brasil foi instalada aqui dentro do parque de exposições Assis Brasil, na década de 1970. A CRIA era uma empresa pública para o fomento”, lembra Veloso. Ele lembra que terminava a Expointer e os campeões, bovinos de corte e de leite, e os bubalinos, saíam do pavilhão e lá no fundo, perto do Portão 15, ali havia uma central pública, uma das grandes responsáveis pela difusão da técnica.

A confecção das rosetas

A fabricação das rosetas que desfilam com os grandes campeões da Expointer é feita por uma empresa familiar, a Eco Arte, de Triunfo (RS). Wilson Kuhn Garcia, o Júnior, 42, ao lado da esposa, Solange Abreu, 40, e do irmão, Leandro Garcia, toca os negócios da família, atendendo à demanda da Seapi e da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) para entregar o material para a feira.

“Aqui trabalham um total de 10 pessoas. Seis na fabricação dos troféus, pastas e medalhas, e quatro, na parte das rosetas. Começamos esta parte, em 2017. Trabalham aqui o pessoal da família e alguns funcionários. E, graças a Deus, a gente vai expandindo o mercado”, avalia Júnior.





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