sexta-feira, abril 24, 2026

Política & Agro

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Chuvas impulsionam safras de verão na Austrália



As temperaturas no oeste chegaram a atingir 40°C nos dias mais quentes




Foto: Divulgação

O boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontou que o clima na Austrália tem apresentado condições contrastantes, beneficiando algumas regiões e trazendo desafios para outras.

No sul de Queensland e nordeste de Nova Gales do Sul, chuvas generalizadas, variando entre 10 a 50 mm ou mais, mantiveram níveis de umidade considerados adequados a abundantes para o desenvolvimento das safras de verão. Apesar de o excesso de umidade ter atrasado o plantio adicional de sorgo, as condições gerais foram classificadas como boas para as plantações.

Já no restante de Nova Gales do Sul e no estado de Victoria, o clima quente e predominantemente seco contribuiu para a secagem dos grãos de inverno maduros que aguardavam a colheita. No entanto, o calor extremo registrado em algumas áreas levou à imposição de proibições temporárias de incêndio, provocando interrupções pontuais nos trabalhos de campo.

Nos estados de Austrália do Sul e Austrália Ocidental, o tempo quente e seco favoreceu a conclusão das atividades de colheita das safras de inverno. De acordo com o relatório, o processo está praticamente finalizado nessas regiões.

As temperaturas no oeste chegaram a atingir 40°C nos dias mais quentes. Já no sudeste, os termômetros registraram valores ainda mais elevados, com máximas superiores a 45°C em algumas áreas. No nordeste, as temperaturas ficaram dentro da média, com máximas em torno de 30°C.





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chuvas sazonais beneficiam produção de arroz



Safras de óleo de palma e arroz superam desafios climáticos no sudeste asiático




Foto: Pixabay

O boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), revelou que chuvas intensas continuam a impactar partes do sudeste asiático, particularmente as regiões orientais das Filipinas, Malásia e Indonésia. Apesar das condições adversas, a produção agrícola na região mantém expectativas positivas.

No leste das Filipinas, fortes fluxos de vento do leste trouxeram chuvas abundantes, especialmente nas regiões de Luzon e Mindanao, onde os volumes superaram os 150 mm. As inundações submergiram algumas plantações de arroz ainda nos estágios iniciais de desenvolvimento, porém, segundo o USDA, não houve relatos de danos generalizados à produção.

No sul do sudeste asiático, incluindo Malásia e Indonésia, as chuvas permaneceram dentro dos padrões sazonais, marcando um alívio após as inundações severas registradas nas semanas anteriores. Essa redução na intensidade das chuvas possibilitou a retomada parcial da colheita de óleo de palma, minimizando perdas adicionais nos rendimentos.

Na ilha de Java, na Indonésia, o clima úmido característico da estação chuvosa garantiu umidade suficiente para o desenvolvimento vegetativo das plantações de arroz. As condições atuais são favoráveis para a continuidade da produção, sustentando a expectativa de uma colheita estável.





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Pêssegos tem boa qualidade, mas doenças preocupam produtores



A colheita dos pêssegos de maior expressão já se aproxima do fim em Pelotas




Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (26), a colheita de pêssegos na região administrativa da Emater/RS-Ascar segue em ritmo acelerado, com destaque para a cultivar Eldorado, cuja safra está próxima do encerramento. Em algumas localidades, como Piratini, a colheita pode se estender por mais alguns dias devido à maturação tardia.

Apesar do avanço, produtores enfrentam desafios relacionados ao clima. As condições de alta umidade e baixa insolação durante o período de floração favoreceram o surgimento de podridão-parda, uma das principais doenças fúngicas da cultura. Essa situação impactou especialmente os frutos de cultivares tardias, reduzindo o calibre e antecipando a colheita.

Durante reunião do programa Sistema de Alerta para a Mosca-das-Frutas, técnicos recomendaram ações de limpeza nos pomares. Entre as orientações, destacam-se:

  • Poda verde e remoção de frutos mumificados para reduzir fontes de inóculo da doença.
  • Controle preventivo contra ferrugem e ácaros para evitar a queda precoce de folhas, período em que as plantas armazenam reservas para a próxima safra.

Pelotas – A colheita dos pêssegos de maior expressão já se aproxima do fim. Produtores seguem atentos à sanidade dos pomares para minimizar perdas.

Passo Fundo – Aproximadamente 65% dos pomares de variedades precoces já foram colhidos, apresentando boa sanidade. Os preços variam entre R$ 3,50 e R$ 4,00/kg, dependendo da qualidade.

Soledade – A colheita das variedades semitardias está em andamento. Os produtores mantêm o manejo de pragas e doenças, com preços oscilando entre R$ 4,00 e R$ 4,50/kg.





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produção de soja deve crescer 10,8% na safra 2024/25



Cotações oscilam em meio à oferta internacional




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A safra de soja 2024/25 projeta um aumento na produção em Santa Catarina, conforme aponta o Boletim Agropecuário de dezembro, divulgado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e pelo Observatório Agro Catarinense.

Os dados indicam um avanço de 2,09% na área plantada, totalizando 768,6 mil hectares. Já a produtividade média deve crescer 8,56%, alcançando 3.743 kg/ha. Com isso, estima-se um crescimento de 10,8% na produção total, chegando a cerca de 2,87 milhões de toneladas na primeira safra.

Em novembro, os preços da soja no mercado catarinense apresentaram alta de 2,4% em relação ao mês anterior. Contudo, os primeiros dias de dezembro já registraram uma leve queda de 0,5% nos preços médios.

A pressão sobre as cotações está ligada à revisão na estimativa de produção mundial feita pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A projeção atual para 2024/25 é de 427,1 milhões de toneladas (MT), um aumento expressivo em relação às 394,8 MT da safra anterior. O Brasil também contribui para essa elevação, com expectativa de colheita de 166,2 milhões de toneladas, volume 12,5% superior à safra passada.





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projeção de alta produtividade na próxima safra



Safra atual de feijão registra 1.500 kg/ha no RS




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Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (26), a colheita do feijão 1ª safra no Rio Grande do Sul avança com bons resultados. As lavouras semeadas no início do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) já estão em estágio avançado de colheita e apresentam produtividade média de 1.500 kg/ha, dentro das expectativas para o ciclo agrícola atual.

Essas áreas iniciais representam cerca de 60% do total cultivado na primeira safra do Estado. As demais lavouras, localizadas nos Campos de Cima da Serra, foram semeadas de forma mais tardia e ainda estão em fase de plantio ou desenvolvimento.

Para a safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar estima um aumento na produtividade média, que deve atingir 1.864 kg/ha, resultado superior ao atual ciclo. A área total prevista para cultivo é de 28.896 hectares, consolidando o Rio Grande do Sul como um importante produtor do grão.





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Safra de morango enfrenta oscilações de produção


No Rio Grande do Sul,  produção de morangos apresenta variações entre as regiões. Fatores climáticos e ataques de pragas impactaram a qualidade e o rendimento em alguns polos, enquanto outras áreas mantêm bons índices produtivos, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (26).

Na região de Santa Rosa, as altas temperaturas prejudicaram a polinização, reduzindo a oferta e a qualidade dos frutos. Além disso, o percevejo-dos-frutos (Neopamera bilobata), conhecido como “ligeirinho”, comprometeu a formação dos morangos, resultando em frutos menores e deformados. Com a queda na produção, os preços subiram: o produto in natura é comercializado por R$ 40,00/kg, enquanto o congelado é vendido a R$ 20,00/kg em feiras e mercados locais.

Na região de Pelotas, o término da primavera reduziu a produção das cultivares de dias curtos. Os preços variam de R$ 18,00 a R$ 35,00/kg, dependendo da qualidade e do ponto de venda.

Já em Caxias do Sul, a produção manteve bons volumes e qualidade, com frutos apresentando coloração, sabor e tamanho satisfatórios. Mesmo com a alta umidade e dias chuvosos, os produtores têm controlado doenças através de tratamentos fitossanitários.

No entanto, a mosca-da-asa-manchada (Drosophila suzukii) provocou danos comerciais em algumas áreas. Os produtores já estão se organizando para o próximo ciclo, planejando o plantio e encomendando mudas espanholas para fevereiro de 2025. Os preços variam entre R$ 20,00 e R$ 25,00/kg, com frutos de menor calibre vendidos entre R$ 12,00 e R$ 15,00/kg.

Na região de Lajeado, especialmente no município de Feliz, a safra segue favorecida pelo clima. Apesar do enfrentamento de fungos devido à umidade e da presença do ácaro como principal praga, a produtividade é considerada satisfatória, atingindo 700 gramas/planta na cultivar Fronteras. Produtores que utilizam o sistema de bancadas continuam obtendo frutos de forma contínua e de boa qualidade. Os preços na região variam entre R$ 12,00 e R$ 15,00/kg.





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Colheita de trigo aponta crescimento de 38% em SC



Santa Catarina encerra colheita de trigo com alta produtividade




Foto: Pixabay

A safra de trigo em Santa Catarina alcançou resultados expressivos em 2024. Até o dia 30 de novembro, 98% das áreas cultivadas no estado já haviam sido colhidas, consolidando um ciclo produtivo marcado por condições climáticas favoráveis e qualidade elevada do grão, conforme apontam os dados da edição de dezembro do Boletim Agropecuário da Epagri, divulgados pelo Observatório Agro Catarinense.

Segundo o boletim, apesar de um mês de novembro chuvoso, que resultou em 92% das lavouras avaliadas como boas, 6% como médias e apenas 2% como ruins, a safra apresentou números promissores. O volume de precipitações e as temperaturas amenas favoreceram o desenvolvimento das plantas.

A produtividade média saltou de 2.237 kg/ha na safra de 2023 para 3.460 kg/ha neste ciclo, representando um aumento de 31% em relação à média nacional. No total, a produção estadual deve atingir 424,5 mil toneladas, 38% superior à safra anterior.

Área Plantada Sofre Redução, Mas Qualidade Compensa

Embora a área plantada tenha registrado uma redução de 10,8%, totalizando 122,7 mil hectares, a qualidade do trigo colhido compensou a menor extensão de lavouras. O peso hectolitro (PH), parâmetro essencial para definir a qualidade do grão, atingiu, em sua maioria, 78, indicando um produto adequado para a comercialização e com alta rentabilidade para os agricultores catarinenses.





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Safra de milho para silagem registra alta produção



Até o momento, cerca de 10% das áreas cultivadas foram colhidas




Foto: USDA

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (26), a colheita do milho para silagem avança em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul, com produtividade elevada e qualidade nutricional destacada.

Até o momento, cerca de 10% das áreas cultivadas foram colhidas, e outros 15% encontram-se prontos para ensilagem, indicando uma intensificação dos trabalhos nos próximos dias. A produtividade das lavouras tem surpreendido, com os melhores resultados alcançando até 60 mil kg/ha.

A qualidade da silagem também se destaca, com colmos verdes no corte e boas cargas de grãos nas espigas, fatores que garantem alto valor energético e proteico — atributos essenciais para a nutrição animal.

Para a safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 357.311 hectares, com produtividade média estimada em 39.457 kg/ha. As condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras, com chuvas regulares e temperaturas dentro da normalidade para o período.

Na região administrativa de Ijuí, as lavouras plantadas mais cedo já estão sendo colhidas, permitindo o preparo de novas áreas para o próximo plantio. Nas regiões de Pelotas e Santa Maria, o plantio atingiu 85% e 75% das áreas previstas, respectivamente, refletindo o bom andamento das atividades agrícolas no estado, conforme aponta o Informativo Conjuntural.





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tecnologia que captura carbono e regenera solos



João Pedro Cuthi Dias destaca potencial do Brasil no mercado de carbono




Foto: Divulgação

Uma tecnologia que utiliza o intemperismo acelerado de rochas basálticas para capturar carbono da atmosfera está ganhando espaço no Brasil e nos Estados Unidos. A técnica, explicada pelo engenheiro agrônomo João Pedro Cuthi Dias, envolve a trituração do basalto até transformá-lo em pó e sua aplicação em solos agrícolas. Quando a água da chuva interage com esse material, forma-se carbonato, que sequestra CO2 da atmosfera enquanto melhora a qualidade e a fertilidade do solo.

A startup responsável pela iniciativa já garantiu financiamento para expandir suas operações e aposta na união de ciência, tecnologia e preservação ambiental para combater as mudanças climáticas. Segundo Cuthi Dias, “essa abordagem não só captura carbono, mas também contribui para a regeneração de solos degradados e a segurança alimentar, tornando-se uma solução promissora para enfrentar os desafios climáticos.”

O Brasil, reconhecido por seus avanços em práticas agrícolas sustentáveis, também se destaca na redução de emissões de metano no setor pecuário, preparando animais para o mercado em prazos mais curtos e aumentando a eficiência produtiva. Dias acredita no potencial das práticas agrícolas regenerativas para converter áreas degradadas em terras produtivas que sequestram carbono. Ele ressalta ainda a importância de parcerias estratégicas com empresas globais e a necessidade de um marco legislativo robusto para fomentar o mercado de remoção de carbono.

“Acreditamos que um futuro sustentável depende de esforços colaborativos, tanto no setor público quanto privado, para criar soluções viáveis e escaláveis,” conclui o engenheiro agrônomo.





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Chuva acima de 150 mm pode causar transtornos e impactar lavouras


A previsão do tempo para este fim de semana indica chuvas intensas em grande parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste, impulsionadas pela atuação de uma frente fria e áreas de baixa pressão. Segundo o meteorologista Gabriel Rodrigues, os acumulados podem ultrapassar 150 mm em algumas áreas até domingo (29), exigindo atenção redobrada tanto para as cidades quanto para a agricultura.

Sudeste em alerta

Desde a quinta-feira (26), chuvas volumosas já vêm sendo registradas no interior de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Para esta sexta-feira (27), a expectativa é de precipitações bem distribuídas nesses estados, com volumes variando entre 20 e 30 mm e pontuais que podem superar 50 mm em 24 horas.

No sábado (28), as instabilidades devem continuar, atingindo também o leste de Santa Catarina e Paraná. As chuvas mais intensas, no entanto, se concentram no sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e no Vale do Paraíba, onde os acumulados podem ultrapassar os 30 mm, com episódios mais localizados.

No domingo (29), o cenário se agrava. Regiões como o leste de Minas Gerais e o norte do Rio de Janeiro podem registrar acumulados superiores a 80 mm, elevando o risco de alagamentos e deslizamentos. Esse volume expressivo de chuva preocupa devido à continuidade das precipitações nos dias anteriores.

Impactos na agricultura

As chuvas intensas têm potencial de prejudicar lavouras importantes. No Sudeste, a florada dos pés de café pode ser comprometida, enquanto a colheita do feijão em São Paulo deve enfrentar atrasos. Nas plantações de milho e soja, o excesso de umidade aumenta a pressão por doenças fúngicas e dificulta a realização de tratos culturais, como pulverizações.

No Centro-Oeste, estados como Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Rondônia também estão na rota de grandes volumes de chuva. Regiões produtoras de grãos como soja e milho terão que lidar com o aumento da umidade, fator que pode impactar diretamente na qualidade da safra.

Áreas com tempo firme

Apesar do cenário de chuvas, algumas regiões terão predomínio de tempo firme. O sudoeste do Mato Grosso do Sul, oeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e metade sudoeste do Rio Grande do Sul devem registrar apenas pancadas isoladas e passageiras. No Norte de Minas Gerais, interior da Bahia e sul do Piauí, o tempo seco deve predominar, em contraste com a situação no sul de Minas.

Atenção redobrada para o campo e as cidades

O meteorologista Gabriel Rodrigues reforça que o monitoramento das condições climáticas será essencial neste fim de semana, especialmente nas áreas mais afetadas pelas chuvas intensas. Além dos desafios para a agricultura, cidades no Sudeste e Centro-Oeste devem se preparar para possíveis transtornos urbanos, como enchentes e quedas de barreiras.





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