sexta-feira, março 27, 2026

Política & Agro

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licitação da Índia para ureia pode afetar mercado global


A Índia lançou, na última semana, uma nova licitação para importação de Ureia, medida que já era amplamente esperada pelo mercado internacional em razão da aproximação da safra Kharif, período de alta demanda por fertilizantes no país. Segundo o relatório semanal de fertilizantes da consultoria StoneX, o anúncio não surpreendeu investidores e analistas do setor, mas pode reforçar a tendência de firmeza nos preços globais da Ureia.

A Índia é uma das maiores compradoras de fertilizantes nitrogenados no mundo. “Historicamente, durante os períodos de licitação indiana, investidores acompanham atentamente esse evento. Isso porque a possibilidade de que a Índia adquira uma parcela relevante dos estoques disponíveis no mercado global pode gerar pressões altistas, especialmente quando a oferta global já se encontra limitada, como é o caso atualmente, em função de restrições na produção em países como o Egito, onde cortes no fornecimento de gás natural reduziram a produção de nitrogenados”, explica o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías.

Enquanto isso, o mercado acompanha a situação da China, onde existe a expectativa pela retomada das exportações de ureia. A liberação chinesa poderia exercer pressão de baixa sobre os preços internacionais, dependendo do volume exportado.

As informações do setor apontam que fornecedores chineses já iniciaram o processo de inspeção aduaneira de algumas cargas. A liberação, no entanto, ainda depende de aprovação e desembaraço oficial. “No entanto, há grande incerteza quanto aos prazos e volumes envolvidos e, possivelmente, a oferta chinesa só começará a influenciar o mercado a partir de meados de junho — e, ainda assim, não se sabe com clareza qual será a quantidade efetivamente liberada para exportação”, analisa Pernías.

No Brasil, os efeitos desse cenário são acompanhados de perto por importadores e agricultores. A indefinição ocorre em um momento considerado crítico para o planejamento da safra de verão, que marca o início de decisões estratégicas quanto à aquisição de insumos agrícolas.

“Nesse contexto, a combinação da licitação indiana e das indefinições quanto às exportações chinesas pode aumentar a volatilidade e dificultar a previsibilidade dos preços — justamente quando os produtores brasileiros buscam maior clareza sobre o cenário e os custos dos insumos”, conclui Pernías.





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Novo inseticida contra greening chega ao mercado


A Albaugh, uma das dez maiores companhias globais do setor de defensivos agrícolas, será destaque na Expocitros 2025, de 3 a 6 de junho, em Cordeirópolis (SP). No principal evento da cadeia citrícola da América Latina, a empresa lança o inseticida Afiado, desenvolvido para o controle do psilídeo-dos-citros, vetor do greening, doença que mais preocupa os produtores atualmente.

Segundo Nelson Azevedo, diretor de marketing da Albaugh, o Afiado amplia o portfólio da empresa para citros, que já conta com soluções consolidadas como o acaricida Braver e o fungicida Recop. A recomendação é iniciar as aplicações do novo inseticida ao identificar os primeiros psilídeos, especialmente na vegetação nova dos pomares.

A formulação líquida do Afiado traz vantagens operacionais, como facilidade de dosagem e menor risco de incompatibilidades físico-químicas. A companhia também destaca o Braver como aliado no manejo dos pomares, oferecendo proteção prolongada e seletividade aos inimigos naturais das pragas.

“Afiado® leva conveniência ao citricultor com sua formulação líquida, mais moderna, mais fácil de dosar, manipular e aplicar, frente a produtos com a mesma composição. Evita também problemas de incompatibilidade físico-química e simplifica a logística de tratamento,” afirma Azevedo.

Com presença global e fábricas próprias em nove países, incluindo o Brasil, a Albaugh reforça sua atuação estratégica na citricultura. Na feira, a equipe técnica estará à disposição para apresentar, além do Afiado, outras soluções do portfólio, como Ariete, Ruler, Preciso xK, Azteca e Joya.

 





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Câmara aprova aumento de penas para crimes ambientais



Os agricultores estão mais protegidos



Os agricultores estão mais protegidos
Os agricultores estão mais protegidos – Foto: Agencia Brasil

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (2), o Projeto de Lei nº 3.339/2024, que altera a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). A proposta endurece a punição para crimes como incêndio em florestas e poluição, além de incluir novas circunstâncias agravantes, como atos que dificultem a prestação de serviços públicos ou praticados em concurso de pessoas.

O texto também prevê que condenados pelo uso irregular do fogo, em terras públicas ou privadas, fiquem proibidos, por cinco anos, de firmar contratos com o poder público ou receber recursos públicos. A medida busca coibir práticas criminosas que geram grandes prejuízos ambientais e econômicos.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) acompanhou de perto a tramitação da proposta e defendeu alterações para garantir segurança jurídica ao setor. Segundo Lupion, após diversas rodadas de negociação, o relatório final acolheu os principais pontos defendidos pela bancada. 

“O texto inicial do relator era mais abrangente e gerava insegurança jurídica ao permitir a penalização de produtores que, muitas vezes, são vítimas dos incêndios e não seus causadores. Por isso, a FPA fechou questão em torno da necessidade de o projeto tratar exclusivamente de incêndios criminosos, com garantias legais claras. O produtor rural não é o causador dos incêndios, ele é vítima e, cada vez mais, parte essencial da solução. Punir os responsáveis é um passo importante para evitar que tragédias como as da última seca se repitam”, destacou Lupion. O projeto segue agora para análise do Senado Federal.

 





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Preço da cana chega a R$ 116,89 em Santa Rosa



A cana-de-açúcar também tem papel relevante na agricultura familiar local




Foto: Canva

A região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa projeta uma produtividade média de 52 toneladas por hectare na atual safra de cana-de-açúcar. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (29), a área cultivada na região soma 2.256 hectares.

De acordo com o levantamento, as temperaturas mais amenas registradas nas últimas semanas continuam favorecendo o acúmulo de matéria seca nas lavouras. Esse fator deve contribuir para o aumento da disponibilidade de forragem durante os períodos de vazio forrageiro, especialmente em propriedades de menor escala.

A cana-de-açúcar também tem papel relevante na agricultura familiar local, particularmente entre produtores que fabricam derivados como melado, rapadura e mel de cana. Com o acúmulo de biomassa favorecido pelo clima, a expectativa é de maior rendimento para esses produtos.

O preço pago ao produtor pelo produto in natura está em R$ 116,89 por tonelada, segundo os dados mais recentes da Emater/RS-Ascar.





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Produção de soja deve cair 5,18% no Mato Grosso



Indústria amplia esmagamento de soja




Foto: USDA

A produção de soja em Mato Grosso para a safra 2025/26 foi estimada em 48,35 milhões de toneladas, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O número representa queda de 5,18% em relação à safra anterior. A redução está relacionada à expectativa de menor produção, influenciada por incertezas quanto ao nível de investimentos e às condições climáticas.

“Apesar do recuo, a projeção atual ainda corresponde ao segundo maior volume da série histórica, ficando atrás apenas da safra 2024/25”, informou o Imea.

A demanda estimada para o ciclo 2025/26 é de 47,44 milhões de toneladas, o que representa queda de 4,80% em comparação à temporada anterior. No mercado externo, as exportações devem totalizar 29,83 milhões de toneladas, volume 3,96% menor que o registrado na previsão da safra passada.

No consumo interno, as indústrias de Mato Grosso devem elevar o volume de grãos processados. A expectativa é de que 13,07 milhões de toneladas sejam destinadas ao esmagamento, o que representa aumento de 1,08% em relação ao ciclo anterior.

Com menor produção e exportações, o estoque final da safra 2025/26 foi estimado em 910 mil toneladas, retração de 21,76% frente ao encerramento do ciclo anterior.





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Alta nos preços do boi gordo marca início do mês em São Paulo



SP registra valorização no mercado do boi




Foto: Divulgação

A redução na oferta de gado e a melhora no escoamento da carne bovina resultaram em aumento nos preços do boi gordo em São Paulo. Segundo o informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, o avanço foi de R$ 3,00 por arroba tanto para o animal comum quanto para o “boi China”. No caso das fêmeas, a valorização registrada foi de R$ 2,00 por arroba.

“A melhora na movimentação de mercado ocorre com o início do mês, o que estimulou novos negócios”, informou a Scot Consultoria. As escalas de abate em São Paulo permanecem, em média, em seis dias.

Em Mato Grosso, o mercado apresentou estabilidade na maioria das regiões. A oferta de gado bovino foi menor, mas suficiente para atender à demanda dos frigoríficos, especialmente nas regiões de Cuiabá, Sudoeste e Sudeste. Na região Norte do estado, no entanto, houve elevação de R$ 2,00 por arroba na cotação do boi gordo. Já os preços da vaca e da novilha seguiram sem alterações.

A consultoria indicou que nas demais regiões mato-grossenses não foram observadas mudanças nas cotações para nenhuma das categorias.





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Paraná deve alcançar safra recorde de milho em 2024/25



Deral prevê alta na produção de milho




Foto: Agrolink

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), divulgou na última quinta-feira (29) a atualização da área plantada e da estimativa de produção para a segunda safra de milho 2024/25.

De acordo com o boletim de conjuntura agropecuária, a área cultivada foi de 2,72 milhões de hectares, o que representa um aumento de 7,4% em relação ao ciclo anterior. A estimativa de produção foi revisada para 16,15 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo da previsão inicial de 16,51 milhões de toneladas.

Segundo os analistas do Deral, mesmo com as adversidades climáticas durante o desenvolvimento da cultura, a colheita que se intensificará nas próximas semanas pode consolidar a safra atual como a maior da história no estado. “A perspectiva é de que, com o avanço da colheita, esta se consolide como a maior safra de milho da história do Paraná”, informa o boletim.

A produção da primeira safra, já colhida, somou cerca de 3 milhões de toneladas. Com isso, a produção total das duas safras pode superar os 18,1 milhões de toneladas registrados na safra de 2016/17, até então a maior do estado.





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combate à antracnose exige manejo e prevenção



Doença do feijão pode causar perdas totais na lavoura




Foto: Pixabay

A antracnose, causada pelo fungo Colletotrichum lindemuthianum, representa uma das principais ameaças à cultura do feijão, especialmente em áreas de clima úmido e temperaturas moderadas. A informação foi publicada pela engenheira agrônoma Gressa Chinelato no Blog da Aegro, em alerta sobre os impactos da doença.

Segundo Chinelato, em cultivares suscetíveis, os danos podem alcançar 100%, comprometendo severamente a produtividade e a qualidade dos grãos. “A necrose nas nervuras é um sintoma bastante característico da doença”, afirma. A especialista também destaca a ocorrência de lesões na parte inferior das folhas, com coloração que varia do vermelho ao marrom, além de manchas circulares e deprimidas nas vagens, com bordas escuras. Quando os grãos são atingidos, há risco de desvalorização comercial.

O fungo responsável pode permanecer viável em sementes, restos culturais e em plantas hospedeiras alternativas, favorecendo a recorrência da doença em ciclos seguintes. Diante disso, práticas de manejo são fundamentais para reduzir a incidência.

Entre as estratégias indicadas estão o uso de sementes certificadas, a rotação de culturas com espécies não hospedeiras, como gramíneas, e a eliminação de restos da lavoura anterior. A engenheira também destaca a importância do uso de variedades resistentes e do controle químico, realizado com fungicidas apropriados.





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Chuvas reduzem forragem e afetam bovinos


As variações de temperatura e o aumento das chuvas vêm impactando o estado corporal do rebanho bovino de corte mantido em campos nativos no Rio Grande do Sul. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (29). De acordo com o boletim, o efeito climático reduziu a disponibilidade e a qualidade das forrageiras, embora áreas com pastagens cultivadas de aveia e azevém apresentem condições adequadas de uso.

Na região administrativa de Bagé, animais que estavam em áreas de restevas de arroz foram transferidos para pastagens devido aos alagamentos e à formação das primeiras geadas. Segundo o informativo, também há expectativa de frio mais intenso para os próximos dias.

Em Caxias do Sul, a sanidade dos bovinos está sob controle, com ênfase nas ações de manejo contra carrapatos, bernes e miíases. O início do frio também contribuiu para a redução da população de moscas nas propriedades da região.

Em Erechim, o estado nutricional dos rebanhos permanece satisfatório, apesar da menor oferta de pastagens e campos nativos. “Algumas propriedades estão realizando suplementação com silagem e ração para compensar a queda na qualidade e quantidade do pasto”, informa a Emater.

A regional de Frederico Westphalen reportou estabilidade no mercado, mas com expectativa de valorização dos animais de melhor qualidade nos próximos períodos. Em Passo Fundo, o controle de carrapatos, bernes, bicheiras e moscas-do-chifre está na fase final, enquanto o crescimento das pastagens nativas já apresenta desaceleração por causa da estação.

Na região de Pelotas, produtores iniciaram a aquisição de animais para ocupar áreas anteriormente utilizadas com lavouras. No sistema de cria, seguem as atividades de desmame e diagnóstico de gestação das matrizes.

Já em Porto Alegre, produtores relatam dificuldades no controle de carrapatos. Em Santa Maria, a suplementação alimentar com silagem de milho está sendo adotada por diversos pecuaristas. “Permanecem os relatos de incidência de carrapatos em algumas propriedades da região”, aponta o boletim.

Em Soledade, a infestação por carrapatos continua elevada, mesmo com o uso de técnicas como pastejo rotacionado e controle químico.





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Santa Catarina lança Projeto Sementes com mais recursos em 2025


O Governo de Santa Catarina lançou oficialmente a edição 2025 do Projeto Sementes de Milho, uma das principais ações do Programa Terra Boa, voltado ao apoio da agricultura familiar no estado. O anúncio foi realizado em Maravilha, no Extremo-Oeste catarinense, durante a segunda edição do evento “Santa Catarina Levada a Sério: Prestando Contas”, na região da Amerios.

Com aumento de 27,5% no orçamento em comparação ao ano anterior, o projeto deve contar com R$ 36,6 milhões em investimentos, dentro do total de R$ 116 milhões previstos para o Terra Boa em 2025. A iniciativa prevê a distribuição de 170 mil sacos de sementes de milho com alto valor genético, beneficiando cerca de 42,5 mil famílias em todos os municípios do estado.

Durante a cerimônia, estiveram presentes o governador Jorginho Mello, o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, além de representantes de cooperativas, agricultores, técnicos e lideranças regionais e estaduais.

O projeto é executado por meio de uma cooperação entre a Secretaria da Agricultura e Pecuária (SAR) e a Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro). As sementes distribuídas contemplam diferentes níveis tecnológicos, com subsídios que variam entre R$ 100 e R$ 240 por saca, a depender da variedade escolhida. Cada família poderá retirar até cinco sacos por ano.

As sementes são destinadas à produção de grãos para abastecer cadeias produtivas da carne, além da silagem para a pecuária leiteira. A autorização para retirada já pode ser solicitada junto à Epagri. A aquisição ocorre por meio de cooperativas e casas agropecuárias credenciadas, que formalizam a parceria com os agricultores.

Além do lançamento do Projeto Sementes de Milho 2025, também foram assinados termos de liberação de recursos dos programas Água no Campo SC e Leite Bom SC.

Criado em 1983, o Programa Terra Boa inclui ainda ações voltadas à correção do solo com calcário, distribuição de kits forrageiras, incentivo à apicultura, à saúde do solo, à produção de abelhas rainhas e aos cereais de inverno.

A cultura do milho ocupa posição estratégica na produção agropecuária catarinense, sendo essencial tanto para a alimentação humana quanto animal, e impulsiona a economia regional. Na safra 2024/2025, foram cultivados 291,1 mil hectares com milho no estado, resultando em 2,73 milhões de toneladas, segundo a Epagri/Cepa. Apesar da redução de 13% na área plantada, a produção foi 23% superior à registrada na safra anterior.





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