sábado, abril 25, 2026

Política & Agro

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Nova baixa para o milho na B3


Após três sessões de alta para o milho, as traders veem oportunidade de realizar lucro e a Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) fecha em baixa, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Na esteira dos acontecimentos, dados do USDA projetaram, no dia de hoje, uma produção menor para o milho em um cenário mundial, onde com a perca de 1 milhão de toneladas de milho ucraniano, o mundo passaria a produzir 1,21 bilhões de toneladas. As produções foram mantidas para o caso de Brasil e Argentina – 127 e 51 milhões, respectivamente – e para o caso dos Estados Unidos, houve o incremento para 386,1 milhões, ante 385,7 dos números anteriores”, comenta.

“Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam variações em baixa no dia: o vencimento de novembro/24 foi de R$ 68,49 apresentando baixa de R$ 0,33 no dia, alta de R$ 0,44 na semana; janeiro/25 fechou a R$ 71,72, baixa de R$ 0,66 no dia, alta de R$ 0,69 na semana; o vencimento março/25 fechou a R$ 73,35, baixa de R$ 0,13 no dia e alta de R$ 1,03 na semana”, completa.

Na Bolsa de Chicago o milho fechou em baixa. “A cotação de dezembro24, referência para a nossa safra de inverno, fechou em baixa de -0,66% ou $ -2,75 cents/bushel a $ 415,75. A cotação para março25, fechou em baixa de -0,74% ou $ -3,25 cents/bushel a $ 433,00”, indica.

“O relatório de oferta e demanda do USDA consolidou a atual safra como a segunda maior da história americana, sendo a primeira a campanha anterior. Com isso, mesmo com alguns ajustes nos estoques, já incorporados nas cotações com o relatório trimestral de estoques, a divulgação do WASDE teve um tom baixista para o mercado. O avanço da colheita nos EUA e a manutenção da safra na América do Sul também pressionaram as cotações nesta sexta-feira”, conclui.





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Mercado de soja ajusta expectativas com previsão de chuvas e menor demanda interna


Compradores estão aguardando definições climáticas





Foto: USDA

Segundo informações do Cepea, a previsão de chuvas em importantes regiões produtoras do Brasil tem renovado as expectativas no mercado de soja em grão. Com o avanço do calendário da safra 2024/25, espera-se que o clima favorável impulsione a semeadura e pressione as cotações para baixo. Entretanto, o momento atual ainda é de baixa liquidez nas negociações, uma vez que indústrias brasileiras estão adotando uma postura cautelosa nas aquisições.

Parte da demanda interna e externa está voltada para a oleaginosa dos Estados Unidos, aumentando a incerteza no mercado doméstico. De acordo com os pesquisadores do Cepea, compradores estão aguardando definições climáticas mais consistentes antes de fechar grandes contratos, mantendo a expectativa de que uma janela climática positiva facilite a oferta e alivie os preços nos próximos meses.

As exportações brasileiras de soja apresentaram um recuo significativo em setembro. Foram embarcadas 6,1 milhões de toneladas, volume 24% menor que o registrado em agosto e 4,5% inferior ao de setembro de 2023. Esse desempenho também representa o menor volume mensal exportado desde janeiro deste ano.

Apesar da queda mensal, o acumulado de 2024 aponta um cenário favorável: de janeiro a setembro, o Brasil exportou 89,54 milhões de toneladas de soja, um recorde e 2,6% superior ao volume embarcado no mesmo período de 2023. Esse desempenho reforça a relevância do Brasil como líder no mercado global da oleaginosa, mesmo em um cenário de desafios climáticos e de demanda variável.

Com a previsão de chuvas à frente e o mercado ainda oscilando, produtores e compradores acompanham de perto a evolução do clima e os impactos nos preços para definir as próximas estratégias na safra 2024/25.





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Como o milho encerrou a semana?


O mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul segue em ritmo lento, assim como em toda a semana passada, segundo informações da TF Agroeconômica. “Nas indicações, manutenção: Santa Rosa a R$ 69,00; Não-Me-Toque a R$ 69,00; Marau e Gaurama R$ 70;00 Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen a R$ 71,00 e Montenegro a R$ 72,00. Vendedores a partir de R$ 70,00 no FOB interior e R$ 72,00 CIF fábricas. Não ouvimos sobre negócios nesta quarta-feira”, comenta.

Em Santa Catarina as pedidas de venda sobem. “Produtores com pedidas ao menos R$ 2,00 acima, em que compradores hoje indicam a partir de R$ 68,00 no interior e R$ 70,00/72,00 CIF fábricas. Negócios a R$ 70,00/71,00 no CIF meio oeste, em pelo menos 2 mil tons. Nas indicações, Chapecó a R$ 70,00; Campos Novos R$ 71,00; Rio do Sul a R$ 72,00; Videira R$ 70,00. Porto indicando R$ 66 outubro/R$ 68 novembro. Pedidas concentradas a R$ 70 FOB interior/73 posto fábricas”, completa.

No Paraná, o balcão sobe, indicações sobem, mas nada parece tirar o milho da mão do produtor. “Mercado sem negócios. No porto, indicações a R$ 63,00 set/65,00 nov/64,00 dez. No norte, indicações a R$ 64,00 (+1,00); Cascavel a R$ 61,00; Campos Gerais R$ 69,00; Guarapuava a R$ 67,00; Londrina R$ 65,00 (+1,00). Preços balcão no sudoeste e oeste a R$ 54,00, e norte a R$ 57,00. Produtores com pedidas a partir de R$ 67,00 no norte e oeste; e R$ 69,00 Campos Gerais. Maior parte dos lotes concentrados a R$ 70,00 FOB interior”, indica.

A criação de polo de agricultura irrigada deve impulsionar a produção de milho no Mato Grosso do Sul. “Em Maracaju, indicações de R$ 53,00 (+1,00); Dourados a R$ 54,00 (+R$ 1,00); Naviraí R$ 54,00 (-R$ 1,00) e São Gabriel a R$ 49,00. Produtores iniciam ofertas FOB a R$ 52,00 com maior parte das pedidas concentradas em R$ 55,00, base interior. Negócios em ritmo lento, com produtores iniciando pedidas a R$ 55,00 no FOB, e indicações nos portos a partir de R$ 70,00”, conclui.
 





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Trigo: Altas previstas até 2025


Segundo a TF Agroeconômica, os fundamentos altistas para o trigo indicam uma oportunidade de valorização de preços no médio e longo prazo, principalmente entre fevereiro e julho de 2025. Com base nisso, a recomendação para agricultores, cooperativas e cerealistas é de se prepararem para uma possível elevação de preços. 

Caso optem por vender parte da produção antes desse período, sugere-se adquirir contratos futuros para continuar participando das altas previstas, devido às adversidades nas safras de inverno no hemisfério norte e à redução da produção no Brasil. Já para moinhos e exportadores, o alerta é para se anteciparem, aproveitando contratos futuros para garantir custos menores e se manterem competitivos no mercado de farinhas .

Entre os fatores que sustentam essa alta, destacam-se: a menor produção e os estoques reduzidos nos EUA, conforme o USDA revisou sua projeção para 53,65 milhões de toneladas, com estoques finais de 22,09 milhões. Na Europa, a União Europeia diminuiu sua estimativa de exportação de 31,50 para 30 milhões de toneladas, compensada em parte pelas vendas ucranianas, entre 15 e 16 milhões de toneladas. A produção russa também foi ajustada para baixo, com consultorias apontando para uma redução significativa nos rendimentos, principalmente na Sibéria, enquanto o governo russo elevou as tarifas de exportação .

No Brasil, a produção também está abaixo das expectativas. A Stonex e a TF Agroeconômica convergem para uma estimativa de 7,89 milhões de toneladas para a safra 2024/2025, número inferior aos relatórios da Conab e do USDA, o que pode levar a um aumento nas importações e, consequentemente, a preços mais altos. Além disso, os estoques mundiais de trigo estão entre os mais baixos desde 2015/2016, um cenário que, combinado ao crescimento populacional, intensifica a pressão sobre a oferta e sustenta os preços .

Por outro lado, os fatores de baixa incluem a tomada de lucros pelos fundos de investimento e a maior disponibilidade de trigo na Argentina, que conta com estoques iniciais robustos, permitindo exportações significativas. No Brasil, a pressão de colheita momentânea nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná também influencia os preços temporariamente, mas a tendência altista permanece sólida para os próximos meses .
 





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É hora de pensar no futuro do feijão-carioca?


Exportadores estão constantemente se esforçando para encontrar mercados para o feijão




Essa situação, embora comum, levanta questões importantes
Essa situação, embora comum, levanta questões importantes – Foto: Divulgação

De acordo com informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), estamos chegando à metade de outubro e os preços do feijão-carioca ainda estão em torno de R$ 220 a R$ 230. Os produtores têm tentado vender a produção, buscando uma média razoável, mas frequentemente escutamos que há um grande estoque de feijão e que o consumo está em queda. Porém, assim que uma nova onda de compras acontece, o mercado se normaliza, com preços aproximados de US$ 45 por saca de 60 quilos, e essas discussões são rapidamente esquecidas. 

Essa situação, embora comum, levanta questões importantes. Com o aumento das áreas irrigadas a cada ano, não tem sido observado um acompanhamento adequado por parte da CONAB ou do IBGE em relação à produção dessas áreas. O Brasil ainda apresenta um déficit anual na produção de feijão-carioca, mas com os preços da soja atingindo novos patamares, é possível que mais produtores retornem a essa atividade. Contudo, o feijão-carioca ainda não possui um mercado internacional consolidado, e se houver um excedente, isso pode se tornar um problema significativo para muitos produtores.

Exportadores estão constantemente se esforçando para encontrar mercados para o feijão-carioca, especialmente quando os preços estão baixos, como é o caso atualmente. O projeto APEX/IBRAFE Brazil Superfoods tem promovido o feijão-carioca como uma das opções da produção brasileira. No entanto, será necessário um empenho maior para desenvolver esse mercado. O momento para iniciar essas ações é agora, antes que enfrentemos uma emergência com produtores incertos sobre como proceder. Embora essa situação não deva ocorrer este ano, a preocupação deve ser mantida desde já, visando garantir um futuro mais estável para o feijão-carioca e seus produtores.
 





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Milho bate recorde de 2024


Aumento expressivo reflete uma retração dos vendedores





Foto: USDA

Segundo informações do Cepea, o Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa, que mede o preço da saca na região de Campinas-SP, encerrou a primeira dezena de outubro com média de R$ 66,18 por saca, a maior do ano em termos nominais. O aumento expressivo reflete uma retração dos vendedores, em meio a um clima seco e quente que mantém produtores afastados dos negócios.

Os agricultores estão atentos à previsão do tempo, especialmente nas áreas do Centro-Oeste, aguardando uma possível mudança climática para decidir sobre as vendas. A combinação de clima desfavorável e incertezas quanto à oferta tem motivado os produtores a segurarem seus estoques, o que reduz a liquidez no mercado spot.

Ao mesmo tempo, compradores mostram maior interesse em adquirir milho, buscando recompor estoques e se proteger de uma possível escalada nos preços. Essa postura firme de compra, segundo pesquisadores do Cepea, sustenta a alta dos preços, especialmente com a oferta restrita pelas mãos dos vendedores.

O atual cenário climático mantém o mercado travado: enquanto vendedores esperam por condições mais favoráveis para negociar seus estoques, compradores se antecipam, temendo uma baixa disponibilidade no curto prazo. Se as chuvas esperadas para as próximas semanas não se confirmarem, o cenário pode se agravar, pressionando ainda mais as cotações do milho.

Assim, o comportamento do clima nas próximas semanas será decisivo tanto para definir a oferta quanto para influenciar o ritmo de negócios no mercado de milho e sua precificação até o fim de 2024.





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Decisão sobre horário de verão será na terça-feira, diz ministro


O Ministério de Minas e Energia vai decidir na terça-feira (15) sobre adoção do horário de verão no Brasil ainda este ano. O ministro Alexandre Silveira vai se reunir com a equipe técnica no prédio da pasta em Brasília para definir a questão. Diante da urgência da decisão, Silveira reduziu em uma semana o período de férias e retornará ao trabalho na próxima segunda-feira (14). “O resumo da ópera é que se houver risco energético, não interessa outro assunto a não ser fazer o horário de verão”, afirmou Silveira nesta sexta-feira (11), em Roma, após participar como palestrante do último painel II Fórum Internacional Esfera.

“Se não houver risco energético, aí é um custo-benefício que terei a tranquilidade, a serenidade e a coragem de decidir a favor do Brasil e a favor do Brasil nem sempre quer dizer que vai economizar meio por cento, um por cento na conta de energia, porque qual impacto nos outros setores? Isso tem que ser um equilíbrio. Ainda bem que a política de diálogo voltou. Com essa política a gente tem tranquilidade e com muita profundidade chegar a um momento em que a gente possa mostrar com clareza qual o melhor caminho a seguir”, acrescentou o ministro, ressaltando que “não tem como não ser esta semana, porque não daria tempo de aproveitar a melhor janela que é novembro, se não for tomada a decisão, esta semana”.

De acordo com Silveira, a reunião foi marcada para terça-feira por causa da “imprescindibilidade de ser agora” e, para isso, é preciso que seja de imediato para permitir que os setores que serão impactados se preparem, embora, segundo ele, o cuidado que teve de conversar com os setores muito importantes para que se planejam.

“Se tem algo que não se pode abrir em uma política pública com essa dimensão, é a questão da previsibilidade. A importância maior do horário de verão e tem muita importância é entre 15 de outubro e 30 de novembro. Até 15 de dezembro tem uma importância vigorosa, não que ele não tenha depois, mas vai diminuindo a curva da importância dele”, disse.

Silveira destacou que o horário de verão é uma política pública aplicada mundialmente e não deve ser tratado como uma questão ideológica. “Primeiro quero registrar que o horário de verão é uma política pública que não é nacional. É implementada em vários países e em especial em países desenvolvidos. É uma política pública que não deve ser tratada como uma questão ideológica e ela foi tratada pelo governo anterior assim, simplesmente extirpando ela em 2019”, observou.

Crise hídrica
O ministro acrescentou que as usinas hídricas e hidrelétricas, quando não são, como é o caso de Belo Monte, localizada no Rio Xingu, no Pará, que não conseguiu licenciamento para fazê-la com reservatório, elas dependem naturalmente das questões pluviométricas. Os números indicam que a crise hídrica atual é grave.

“O Cemaden [Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais] apurou que desde 1950, quando ele mede a questão pluviométrica no Brasil, nós vivemos a pior crise hídrica dos últimos 73 anos, o que nos levou, se nós não tivéssemos feito medidas preventivas, como diminuir a vazão de Jupiá e Porto Primavera, corajosas que tomamos durante o ano, preservando 11% de água doce nos nossos reservatórios, hoje nós teríamos problema energético no Brasil. Não temos, temos tranquilidade para este período, mas temos que nos equilibrar entre segurança e modicidade tarifária e temos que preparar também o planejamento para 2026”, comentou.

Eleição
O ministro Alexandre Silveira disse ainda que, caso seja adotado pelo governo, o horário de verão não vai impactar o segundo turno da eleição, marcado para o dia 27 deste mês. “Se ele for decretado, não pega a eleição, porque tem que ter no mínimo 20 dias para que setores extremamente importantes se planejem, como o setor aéreo por causa das conexões internacionais e outros setores também como segurança pública”.

Ele que tudo está sendo analisado com todo o cuidado e serenidade. “Imagine a responsabilidade de uma decisão como essa de um ministro de estado. Se ele o faz sem necessidade está naturalmente tomando uma medida que tem transversalidade e tem custo em alguns setores da economia, apesar de que para outros é benéfico, mas em alguns da economia muito contundentes. Se ele não faz, e dá um problema, a responsabilidade é do ministro. Um problema energético não é um problema é um problemaço”, explicou sobre a complexidade da decisão.

O ministro lembrou que o presidente Lula já disse em entrevista que essa decisão não é política e delegou a condução dela ao seu ministro de estado. “O farei, com a coragem de quem tem que decidir. O farei muito ancorado em bases técnicas e em sensibilidade política e social, para que a gente defendendo, como eu defendo o horário de verão como política pública, só use mão dessa política pública se ela for imprescindível para assegurar energia para o Brasil e diminuir os custos que não impactem mais negativamente e faça economia para o consumidor”, completou.

ONS
Em reunião ordinária de outubro do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) na quarta-feira (9), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentou as projeções para o período de outubro de 2024 a março de 2025.

Os números apontam incertezas com relação ao início e condições do período úmido, ainda que alguns modelos indicarem maior nível de precipitação a partir da segunda quinzena deste mês. “Com a estiagem severa dos últimos meses, as próximas chuvas precisam, num primeiro momento, permitir que o solo recupere sua umidade para que, posteriormente, seja observada a elevação dos níveis das vazões”, informou a ONS em nota.

Conforme os dados dos dois cenários dos estudos prospectivos, as projeções de Energia Natural Afluente no Sistema Interligado Nacional (SIN) no horizonte de outubro/24 a março/25 se mostram abaixo da Média de Longo Termo (MLT). “As projeções de Energia Armazenada (EAR) indicam que o subsistema Sudeste/Centro-Oeste alcançaria ao final de março de 2025, no cenário superior, 13,8 p.p. acima do armazenamento verificado em março de 2024. No cenário inferior, esta projeção seria de 23,4 p.p abaixo ante o verificado”, acrescentou o Operador.

“No curto prazo, a análise da EAR mostra a continuidade da redução dos níveis dos reservatórios nos próximos três meses, com a recuperação dos volumes estimada para ocorrer a partir de janeiro de 2025”, afirmou na nota. No entendimento do ONS, o principal desafio identificado pelo órgão até dezembro é o atendimento da ponta de carga, horário em que a demanda atinge seu ponto máximo, que geralmente acontece entre 18h e 20h.

“As projeções indicadas pelos estudos prospectivos são utilizadas para apoiar tomadas de decisões pelo colegiado do CMSE quanto à necessidade da adoção ou permanência de medidas operacionais preventivas com vistas a aumentar a segurança do SIN. O Operador segue acompanhando a situação e os resultados das iniciativas implementadas com o intuito de assegurar o atendimento à demanda de carga do SIN”, informou.





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Clima desafia safra de trigo com incertezas na qualidade da produção nacional


Os atrasos no plantio e as incertezas quanto ao desenvolvimento das lavouras são a base das preocupações quanto ao impacto das condições climáticas na safra de trigo de 2024. As chuvas fora de época, em maio, bagunçaram o calendário agrícola em regiões como o Rio Grande do Sul, resultando em um plantio tardio; enquanto geadas e precipitações irregulares impactaram a qualidade do trigo em diferentes estágios de desenvolvimento.

Esse panorama de incertezas climáticas e seus efeitos sobre a safra no Brasil foi um dos principais tópicos abordados no Webinar “Safra de Trigo Nacional 2024”, realizado pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo – Abitrigo, no dia 8 de outubro.

Setor moageiro sulista alimenta incertezas

“As chuvas em maio empurraram nosso plantio para a segunda quinzena de junho, resultando em uma colheita mais lenta”, explicou o operador de Mercados da Solo Corretora de Cereais, Indio Brasil dos Santos, que falou sobre o cenário do trigo no Rio Grande do Sul. Apesar das adversidades, o especialista pontuou que o estado apresenta boas condições de lavoura, com 85% delas classificadas como boas ou excelentes. No entanto, ele contou que há uma preocupação crescente com as chuvas excessivas, especialmente na região sul gaúcha, onde 2% das áreas já apresentam problemas.

Santos também evidenciou que o produtor enfrentou desafios financeiros e muitos não conseguirão segurar suas produções por muito tempo, o que pode gerar pressão no mercado. “Isso pode levar a uma queda nos preços, especialmente se houver um grande volume de vendas concentradas após o pico de safra, previsto para o fim de outubro”, pontuou.

Assim como no Rio Grande do Sul, Santa Catarina também enfrentou desafios relacionados ao clima e à qualidade do trigo nas safras anteriores. O diretor-executivo da Copercampos, Rosnei Soder, evidenciou que apesar da redução da área plantada para a safra de 2024, as condições das lavouras são promissoras, embora o clima continue a ser uma apreensão constante. “As plantações estão muito bonitas, mas temos preocupação com as chuvas que estão por vir”, disse o diretor da Copercampos.

Soder também destacou uma expectativa de produção superior à do ano passado, projetando uma colheita de até 400 mil toneladas, caso as condições climáticas permaneçam favoráveis. No entanto, reforçou que a colheita ainda está sujeita a variáveis com o volume e a duração das chuvas.

O coordenador da Divisão de Conjuntura do Departamento de Economia Rural do Paraná (DERAL – PR), Carlos Hugo Godinho, apresentou um contexto semelhante no estado, destacando mudanças significativas nas práticas de plantio. Ele explicou que, enquanto o sudoeste paranaense recebeu chuvas fortes em maio, a metade norte do estado enfrentou um severo déficit hídrico, ficando entre 40 e 45 dias sem precipitações durante junho. “Esse cenário resultou em produtividades alarmantemente baixas, com algumas regiões colhendo menos de 2 mil quilos por hectare”, resumiu.

Além disso, Godinho revelou que a previsão inicial de produção de 3,6 milhões de toneladas foi revisada para 2,6 milhões de toneladas em setembro, uma queda de 32% em relação às expectativas iniciais. “Mesmo com os preços reagindo, a maioria dos produtores deve ter prejuízo ou, no máximo, empatar os custos do trigo”, destacou. O coordenador também expressou preocupações futuras, especialmente relacionadas ao ciclo da soja e à incidência de pragas no milho, sugerindo que algumas áreas poderiam ser revertidas para o plantio de trigo, dependendo das condições climáticas e econômicas.

Estabilidade e otimismo no Cerrado

O presidente da Associação dos Triticultores do Estado de Minas Gerais (Atriemg), Eduardo Ellas Abrahim, abordou a situação crítica da produção no Cerrado. Ele destacou que, com 180 dias sem chuvas e temperaturas noturnas elevadas, a produção de trigo em Minas Gerais deve cair para cerca de 250 mil toneladas, uma redução de 50% em relação ao ano anterior, que alcançou 470 mil toneladas. “Tivemos lavouras que não se estabeleceram no trigo sequeiro, inclusive no Sul de Minas, que normalmente tem uma temperatura melhor, mas esse ano foi diferente”, afirmou.

Apesar da queda na produção, o preço do trigo em Minas Gerais se manteve estável, e algumas variedades, como o trigo branqueador, chegaram a ser negociadas por até R$ 1.600, impulsionadas pela demanda de moinhos específicos. O presidente da Atriemg expressou otimismo em relação ao próximo ciclo de plantio, com produtores já buscando informações sobre preços de sementes para a próxima safra.

Abrahim também traçou um comparativo com Goiás, que está vivenciando um crescimento expressivo na produção de trigo, superando a casa das 300 mil toneladas pela primeira vez. Ele destacou que essa expansão se deve, em grande parte, ao aumento das áreas irrigadas, enquanto Minas Gerais ainda depende predominantemente do trigo de sequeiro. “Embora o Distrito Federal e a Bahia apresentem produções menores, de 12 mil e 60 mil toneladas, respectivamente, a qualidade do trigo proveniente dessas regiões é notável”, informou.

Perspectiva de crescimento na safra paulista

O gerente de Suprimentos da Anaconda S.A., Nelson Montagna, apresentou um panorama positivo para a safra de trigo em São Paulo, com uma produção estimada em torno de 360 mil toneladas. Ele destacou que, até o momento, 80% a 90% da colheita já foi realizada, o que indica que a safra está praticamente concluída.” Apesar de enfrentar dificuldades climáticas no início do plantio, como a seca entre abril e maio, o clima se estabilizou, sem geadas ou excessos de chuva, resultando em uma safra normalizada”, definiu.

Montagna mencionou a tendência de crescimento na produção do estado ao longo dos anos, com números subindo de 140 mil toneladas em 2013 para uma estimativa de 320 mil neste ano, com potencial para alcançar meio milhão de toneladas no futuro. “Embora a chegada do trigo da Rússia em nossos portos apresente um desafio, a baixa qualidade do produto russo limita seu impacto no mercado”, finalizou.





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Soluções para o solo compactado


O setor agrícola enfrenta o dilema de perder seu principal ativo: o solo vivo




Soluções que promovam a regeneração do solo são cruciais
Soluções que promovam a regeneração do solo são cruciais – Foto: Nadia Borges

As mudanças climáticas e o manejo inadequado das terras têm causado impactos severos no Cerrado brasileiro e no Norte do Paraná, regiões que enfrentam chuvas irregulares e riscos de estiagens prolongadas. A desestruturação do solo e a perda de matéria orgânica comprometem a sustentabilidade das atividades agrícolas, ameaçando a produtividade a longo prazo.

A erosão do solo é uma das consequências mais graves da degradação ambiental. A remoção da cobertura vegetal, por desmatamento e queimadas, torna o solo vulnerável à ação da chuva e do vento, resultando na perda da camada superficial rica em nutrientes. Sem essa camada, a fertilidade do solo diminui, tornando-o menos produtivo e mais difícil de manejar.

O setor agrícola enfrenta o dilema de perder seu principal ativo: o solo vivo. Queimadas, altas temperaturas e a falta de chuvas prejudicam a estrutura do solo e sua capacidade produtiva. Um solo saudável é essencial para fornecer os nutrientes necessários ao desenvolvimento das plantas, assegurando a safra atual e as futuras.

Soluções que promovam a regeneração do solo são cruciais. A biotecnologia oferecida pelo Microgeo se destaca, com o Composto Líquido produzido pela Bioestação Microgeo (BEM), que reconstitui a estrutura do solo, recuperando a matéria orgânica e melhorando a retenção de água e nutrientes. O uso contínuo do Microgeo reestabelece o equilíbrio do microbioma do solo, aumentando sua resiliência contra adversidades climáticas.

Essa abordagem promove um ambiente saudável que sustenta a produção agrícola a longo prazo. Restaurar a biodiversidade do solo assegura a sustentabilidade das operações, preservando a produtividade e minimizando impactos ambientais negativos. A combinação de regeneração do solo e fortalecimento de sua estrutura é fundamental para enfrentar os desafios climáticos e garantir a viabilidade econômica das propriedades agrícolas.





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Boom de vendas em 2024


Crescimento passou dos 99%




A GreenCare lidera o mercado, com 35% de participação nas vendas de extrato de cannabis
A GreenCare lidera o mercado, com 35% de participação nas vendas de extrato de cannabis – Foto: Pixabay

O setor de cannabis medicinal no Brasil está crescendo rapidamente, impulsionado por investimentos em pesquisa científica e colaborações com universidades, hospitais e centros de pesquisa. Os extratos de cannabis, que incluem compostos como CBD e THC, alcançaram 41% de participação de mercado, com um aumento impressionante de 240% nos primeiros seis meses de 2024. Este segmento, que começou a ser comercializado em 2023, é dominado por empresas como GreenCare, Mantecorp e Biolab. Em contraste, o mercado de canabidiol isolado, que detinha 100% do mercado em 2022, agora representa 59% das vendas.

Nos últimos 12 meses, a soma dos mercados de extrato de cannabis e canabidiol isolado registrou um crescimento de 99,5% em unidades vendidas, dobrando o tamanho do mercado para 479,5 mil unidades e gerando um faturamento de 183 milhões de reais. Apenas no primeiro semestre de 2024, as vendas cresceram 87%, totalizando 263 mil unidades. Esses dados são da consultoria IQVIA, compilados pela Associação Brasileira da Indústria de Canabinoides (Brcann).

A GreenCare lidera o mercado, com 35% de participação nas vendas de extrato de cannabis e 16,5% no mercado total. A empresa se posicionou para competir com grandes farmacêuticas antes da regulamentação da Anvisa em 2019. Segundo o chairman Martim Mattos, essa visão foi crucial para seu sucesso.

Investindo em uma equipe de 71 consultores médicos, a GreenCare responde por 40% das prescrições médicas de extrato de cannabis no país. Além disso, é a principal apoiadora de pesquisas na área, com 14 estudos em instituições renomadas. Recentemente, a empresa anunciou investimentos significativos em um estudo clínico para registro de seus produtos na Anvisa, focando na transformação de seu portfólio em medicamentos com eficácia e qualidade comprovadas.
 





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