sábado, abril 25, 2026

Política & Agro

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Chuvas prejudicam colheita de mandioca


Excesso de umidade prejudica mandioca e eleva risco de podridão nas raízes





Foto: Canva

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (17/10) pela Emater/RS, o excesso de chuvas na região administrativa de Santa Rosa está afetando negativamente a colheita das lavouras de mandioca plantadas no ano passado. O clima úmido favorece a ocorrência de podridão nas raízes devido à alta umidade no solo e à falta de luminosidade, prejudicando a qualidade das plantações que estão em produção. Já para as áreas implantadas neste ano, a umidade persistente desde agosto também representa um fator de risco adicional, agravando a situação para os produtores.

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Em Lajeado, no município de Cruzeiro do Sul, a cultura da mandioca encontra-se em fase de desenvolvimento vegetativo inicial, com algumas áreas ainda em final de plantio. A colheita das áreas remanescentes da safra passada está praticamente concluída, alcançando 99%. Contudo, a nova safra deverá contar com uma área plantada menor em relação ao ano anterior. Esse recuo está sendo atribuído à falta de mão de obra, aos altos custos de produção e às dificuldades enfrentadas na comercialização do produto.

Mesmo com os desafios climáticos, a estimativa de produtividade para a nova safra está em torno de 14 toneladas por hectare, considerada normal, apesar da decepção com a última colheita, que foi impactada por bacteriose e resultou em uma média de apenas 7.500 kg/ha. No município de Cruzeiro do Sul, a caixa de 20 quilos de mandioca está sendo comercializada a R$ 20,00, conforme o informativo.





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Regras do Pix mudam a partir de novembro


A partir de 1º de novembro, o Pix terá regras mais rígidas para garantir a segurança das transações e impedir fraudes. Transferências de mais de R$ 200 só poderão ser feitas de um telefone ou de um computador previamente cadastrados pelo cliente da instituição financeira, com limite diário de R$ 1 mil para dispositivos não cadastrados.

O Banco Central (BC) esclarece que a exigência de cadastro valerá apenas para os celulares e computadores que nunca tenham sido usados para fazer Pix. Para os dispositivos atuais, nada mudará.

Além dessa novidade, as instituições financeiras terão de melhorar as tecnologias de segurança. Elas deverão adotar soluções de gerenciamento de fraude capazes de identificar transações Pix atípicas ou incompatíveis com o perfil do cliente, com base nas informações de segurança armazenadas no Banco Central.

As instituições também terão de informar aos clientes, em canal eletrônico de amplo acesso, os cuidados necessários para evitar fraudes. Elas também deverão verificar, pelo menos a cada seis meses, se os clientes têm marcações de fraude nos sistemas do Banco Central.

As medidas, informou o BC, permitirão que as instituições financeiras tomem ações específicas em caso de transações suspeitas ou fora do perfil do cliente. Elas poderão aumentar o tempo para que os clientes suspeitos iniciem transações e bloquear cautelarmente Pix recebidos. Em caso de suspeita forte ou comprovação de fraude, as instituições poderão encerrar o relacionamento com o cliente.

Pix Automático
Recentemente, o BC anunciou que o Pix Automático será lançado em 16 de junho de 2025. Em desenvolvimento desde o fim do ano passado, a modalidade facilitará as cobranças recorrentes de empresas, como concessionárias de serviço público (água, luz, telefone e gás), empresas do setor financeiro, escolas, faculdades, academias, condomínios, planos de saúde, serviços de streaming e clubes por assinatura.

Por meio do Pix Automático, o usuário autorizará, pelo próprio celular ou computador, a cobrança automática. Os recursos serão debitados periodicamente, sem a necessidade de autenticação (como senhas) a cada operação. Segundo o BC, o Pix Automático também ajudará a reduzir os custos das empresas, barateando os procedimentos de cobrança e diminuindo a inadimplência.





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Produção de cevada pode crescer no Paraná, mas clima preocupa agricultores


Colheita de cevada se intensifica





Foto: Canva

De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária da semana de 11 a 17 de outubro, divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a produção de cevada no Paraná para 2024 pode atingir 291 mil toneladas, superando a colheita de 2023, que foi de 278 mil toneladas. No entanto, esse aumento está diretamente condicionado às condições climáticas nas próximas semanas, e há grande preocupação com o período chuvoso previsto para os próximos 10 dias.

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Até o dia 14 de outubro, 24% da área plantada de 78 mil hectares já havia sido colhida, e o ritmo da colheita se intensificou nos dias seguintes. A região dos Campos Gerais, onde as lavouras estão mais adiantadas, lidera a colheita, enquanto o entorno de Guarapuava, que possui lavouras mais tardias, deve estender a colheita até dezembro.

No ano passado, as chuvas durante o período de colheita, especialmente na região de Guarapuava, prejudicaram os produtores, afetando tanto a produtividade quanto a qualidade da cevada. Esse fator desanimou muitos agricultores em relação ao cultivo. Entretanto, se as condições climáticas forem mais favoráveis em 2024, a participação da cevada nacional na produção de malte pode crescer, em contraste com o cenário observado no ano anterior, conforme o boletim.





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Chuvas beneficiam milho no sul do México


Seca persiste no noroeste do país





Foto: Pixabay

Segundo o boletim semanal de clima e safras (Weekly Weather and Crop Bulletin) divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na quarta-feira (16), as chuvas de fim de temporada foram benéficas para o milho e outras culturas de verão em regiões-chave de sequeiro no sul do México.

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A precipitação variou entre 10 e 50 mm nas áreas do planalto sul, abrangendo de Jalisco a Puebla, além da costa sul do Pacífico, de Guerrero a Oaxaca. Essas chuvas também atingiram distritos agrícolas no sudeste, de Veracruz a Chiapas e Campeche, favorecendo o desenvolvimento das lavouras de verão e auxiliando na reposição das reservas de água para a agricultura de inverno.

Embora as condições secas tenham prevalecido no norte do país, algumas regiões, como Nayarit e partes do nordeste (Tamaulipas e Nuevo León), registraram chuvas com volumes entre 25 e 50 mm. Já nas bacias hidrográficas do noroeste, as chuvas com volumes superiores a 10 mm, ficaram concentradas em Sinaloa e no sul de Sonora. No entanto, as temperaturas acima da média, com máximas diurnas chegando a 40°C em algumas localidades, aumentaram as perdas por evaporação, agravando a seca nessa região.





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Bahia aumenta área de soja, sorgo e algodão; Milho sofre retração


Soja e algodão lideram expansão de lavouras





Foto: Canva

Segundo o divulgado nesta quinta feira (17) pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri BA), o levantamento sobre a safra de grãos 2024/2025 no Oeste baiano da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), destacou a expansão das áreas cultivadas de soja, algodão e sorgo. Segundo o relatório, a soja deverá ocupar 2,129 milhões de hectares, um aumento de 7,5% em relação à safra anterior. A soja é considerada a principal cultura da região.

De acordo com os dados do levantamento divulgado pela Seagri BA, a antecipação do plantio de soja, já autorizada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), permitiu um avanço na semeadura, registrando cerca de 134 mil hectares já plantados. Contudo, as altas temperaturas das últimas semanas levaram alguns produtores a adiar o plantio em determinadas áreas. As previsões de chuvas para os próximos dias podem acelerar a semeadura e garantir melhores condições para o desenvolvimento das lavouras.

O algodão é outra cultura que deve apresentar um crescimento expressivo. O algodão deve contar com uma área estimada em 380 mil hectares, representando um aumento de 10% em comparação com o ciclo anterior. Em contrapartida, a área de milho deve encolher em 8,9%, atingindo 123 mil hectares, devido à queda no preço do cereal, o que desestimulou os produtores. Já o sorgo deverá crescer 6,7%, alcançando 160 mil hectares.

Esses dados reforçam a posição do Oeste da Bahia como uma das principais regiões produtoras de grãos do Brasil, sendo a líder no Nordeste. A região desempenha um papel crucial na segurança alimentar e geração de renda. A AIBA ressalta que a soja responde por 66,5% das lavouras de grãos monitoradas na área, com uma expectativa de produtividade média de 67 sacas por hectare. Entretanto, as temperaturas elevadas e a irregularidade das chuvas, podem afetar a produtividade final, conforme apontam os dados divulgados pela Seagri.





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Soja e milho: tendências de mercado


Na B3, os futuros de milho apresentaram uma valorização




No Brasil, as chuvas recentes beneficiaram o plantio
No Brasil, as chuvas recentes beneficiaram o plantio – Foto: Divulgação

As cotações da soja registraram queda em Chicago na última semana, reflexo das chuvas significativas no Brasil e do avanço da colheita nos EUA. Segundo a StoneX, o contrato para novembro encerrou a sexta-feira (11) a US$ 10,055 por bushel, uma redução semanal de 3,1%. As condições climáticas favoráveis nos EUA estão acelerando a colheita, que deve ser recorde neste ano, aumentando a oferta de soja americana no mercado global. O último trimestre é considerado o melhor período para exportações, e a soja dos EUA se torna mais competitiva para a China em relação à brasileira.

No Brasil, as chuvas recentes beneficiaram o plantio, que alcançou 11,2% da área prevista até a última sexta-feira. Os estados do Centro-Oeste estão com um avanço inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em contraste, o Paraná mostra progresso no plantio, com 44% da área semeada, superando os 39% do mesmo período de 2023. 

Em relação ao milho, a semana foi marcada por desvalorização, com o contrato para dezembro/2024 encerrando a sexta-feira a US$ 4,1575 por libra-peso, uma queda de 2,1%. O clima seco nos EUA, embora cause preocupação com os níveis dos rios que afetam a colheita, tem favorecido o trabalho no campo. O relatório WASDE do USDA, divulgado na sexta-feira, trouxe previsões que pressionaram os preços e aumentaram as posições vendidas.

Na B3, os futuros de milho apresentaram uma valorização de 0,7% para o vencimento de novembro/2024, com o mercado doméstico se beneficiando da desvalorização do Real, que caiu quase 3% em relação ao dólar em um contexto de aversão ao risco. Esses fatores destacam a volatilidade dos mercados e a importância do monitoramento das condições climáticas e políticas comerciais, que continuam a moldar as dinâmicas de preços para soja e milho.
 





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Safra de milho apresenta boas condições nos Estados Unidos


Colheita de milho segue avançando no país





Foto: Divulgação

De acordo com o boletim “Weekly Weather and Crop Bulletin”, divulgado nesta quarta-feira (16) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a colheita de milho segue avançando de forma positiva nos Estados Unidos. Cerca de 94% da área plantada do milho do país já estava madura até o dia 13 de outubro. Um ponto percentual acima do mesmo período do ano passado e 5 pontos à frente da média dos últimos cinco anos.

Segundo o boletim, 47% da área plantada de milho para a safra de 2024 foi colhida até o final da última semana, 5 pontos percentuais à frente do ano passado e 8 pontos acima da média histórica. Em 15 dos 18 estados estimados, a colheita de milho avançou 10 pontos percentuais ou mais durante a semana.

No que diz respeito à qualidade, em 13 de outubro, 64% da área plantada nos Estados Unidos foi classificada em boas ou excelentes condições, mantendo os mesmos índices da semana anterior e superando em 11 pontos percentuais a classificação do ano passado. No maior estado produtor de milho do país, o estado de Iowa, 76% da safra do cereal foi avaliada como de boa a excelente qualidade, conforme os dados do USDA.





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Como está o progresso das lavouras de sorgo nos Estados Unidos?


Colheita de sorgo no Texas chega a 95%, superando a média de cinco anos





Foto: Pixabay

O boletim “Weekly Weather and Crop Bulletin”, divulgado nesta quarta-feira (16) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), trouxe atualizações sobre o andamento da safra norte-americana de sorgo. Até o dia 13 de outubro, 89% da área plantada já havia atingido a maturidade, igual ao registrado no mesmo período do ano passado e 2 pontos percentuais à frente da média dos últimos cinco anos.

Segundo o boletim, quanto à colheita, 53% da área de sorgo foi colhida até o momento, 3 pontos à frente do ano anterior e da média histórica. O progresso da colheita de sorgo avançou 22 e 20 pontos percentuais, respectivamente, ao longo da semana nos estados da Nebraska e Dakota do Sul. Já no Texas, 95% da área plantada de sorgo foi colhida, superando em 4 pontos percentuais tanto os números do ano passado quanto a média de cinco anos.

Em termos de qualidade, 44% da área plantada de sorgo foi classificada em boas a excelentes condições até 13 de outubro, o que representa uma leve queda de 1 ponto percentual em relação à semana anterior, mas 2 pontos à frente dos resultados obtidos no ano passado, conforme os dados do USDA.





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“Boi China”, fêmea e boi gordo registram nova alta


Mercado de bovinos registra forte alta nas cotações





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Segundo dados do informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, a primeira quinzena de outubro foi marcada por expressivas elevações nos preços da arroba bovina em diversas praças pecuárias paulistas, com o movimento de alta permaneceu nesta quinta-feira (17). O mercado abriu o dia com ofertas maiores para todas as categorias destinadas ao abate. A arroba do “boi China” e do boi gordo registrou um aumento de R$ 5,00, enquanto a arroba das fêmeas subiu R$ 3,00.

No Mato Grosso, as cotações também seguiram em alta em todas as regiões monitoradas, impulsionadas por escalas de abate mais curtas. No Nortão do estado, a valorização foi de R$ 10,00 por arroba para o boi gordo, vaca e novilha. Situação semelhante foi observada na região Sudeste, com o boi gordo e a novilha registrando alta de R$ 10,00 por arroba, enquanto a vaca teve aumento de R$ 5,00, conforme aponta o Informativo.

Em Cuiabá, o boi gordo também subiu R$ 10,00 por arroba, e a vaca, R$ 5,00, com a novilha mantendo os preços estáveis. No Sudoeste do estado, as cotações permaneceram inalteradas. A arroba do “boi China” acompanhou a tendência de alta, com aumento de R$ 5,00. No Acre, os preços permaneceram estáveis em comparação ao dia anterior.





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Mercado de açúcar fecha em queda semanal


Ao fim da sessão, o contrato H25 foi precificado a US¢ 22,24/lb




Assim, o mercado de açúcar e etanol segue influenciado por fatores climáticos e especulativos
Assim, o mercado de açúcar e etanol segue influenciado por fatores climáticos e especulativos – Foto: Pixabay

De acordo com a StoneX, a semana foi marcada por um direcionamento pouco claro para o mercado futuro de açúcar. Nesta sexta-feira (11), o açúcar bruto em Nova York registrou uma alta moderada pelo terceiro pregão consecutivo, porém insuficiente para evitar que o contrato de março/25 fechasse em queda em relação à semana anterior. 

Ao fim da sessão, o contrato H25 foi precificado a US¢ 22,24/lb, apresentando uma queda de 3,3% em comparação com a semana passada, quando os preços ainda superavam o nível de US¢ 23,00/lb. O relatório da UNICA, que trouxe dados alinhados às expectativas, contribuiu para os ajustes observados ao longo da semana. Até terça-feira, a queda acumulada em quatro pregões chegou a atingir níveis abaixo de US¢ 22,00/lb, alcançando US¢ 21,80/lb, mas com recuperação posterior.

No setor de etanol hidratado, o indicador da StoneX para Ribeirão Preto (SP), incluindo impostos, fechou a semana em R$ 3,02/litro, refletindo uma alta semanal de 2%. Esse aumento pode estar relacionado ao retorno das compras das usinas ao mercado doméstico, especialmente na segunda quinzena de setembro, diferente do cenário observado no início daquele mês, quando a demanda caiu, pressionando os preços para baixo. Atualmente, a normalização dos estoques nas usinas sugere que outubro poderá registrar um pico de estocagem no Centro-Sul e, eventualmente, uma queda do indicador a partir deste ponto.

Assim, o mercado de açúcar e etanol segue influenciado por fatores climáticos e especulativos. A atenção às condições no Centro-Sul e aos estoques das usinas será essencial para determinar a direção dos preços nas próximas semanas, acompanhando possíveis ajustes e oportunidades.
 





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