sábado, abril 18, 2026

Política & Agro

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Preços do café batem recordes históricos em 2024



Alta foi impulsionada pelo clima adverso e menor oferta global




Foto: Pixabay

O ano de 2024 será lembrado como um marco no mercado de café, com os preços das variedades robusta e arábica alcançando patamares históricos no Brasil. Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), os valores mais que dobraram ao longo do ano, refletindo uma combinação de fatores como condições climáticas desfavoráveis, menor produção nacional e dificuldades logísticas no mercado internacional.

Para o café robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ atingiu sucessivos recordes reais desde o início da série histórica, em 2001. A média mensal do preço da saca de 60 kg saiu de R$ 740 em dezembro de 2023 para impressionantes R$ 1.800 em dezembro de 2024. Já o café arábica registrou seu maior patamar real desde 1997, com o preço médio saltando de R$ 970 para R$ 2.000 por saca no mesmo período.

Um dos destaques foi a valorização expressiva do robusta, que, entre agosto e setembro, operou acima do preço do arábica – um feito inédito e reflexo da forte demanda externa pelo grão brasileiro. O robusta iniciou o ano com alta significativa, impulsionada pela retração na oferta global. A produção vietnamita, principal concorrente do Brasil, foi prejudicada por ataques a navios comerciais no Mar Vermelho, dificultando o envio do café à Europa e direcionando compradores ao mercado brasileiro.

No Brasil, o cenário climático foi desafiador. Apesar das boas expectativas para a safra 2024/25 devido ao clima chuvoso no início do ano, a estiagem prolongada e o calor após abril prejudicaram o desenvolvimento dos grãos. A colheita abaixo do esperado reduziu os estoques e sustentou os preços em alta durante todo o ano.

Com a demanda aquecida e a oferta limitada, especialistas apontam que o mercado de café deve continuar volátil, reforçando a importância de estratégias de comercialização e gestão de estoques para produtores brasileiros.





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Produtor conquista cobertura negada por seguradora



Sem alternativas, o produtor recorreu à Justiça



Sem alternativas, o produtor recorreu à Justiça
Sem alternativas, o produtor recorreu à Justiça – Foto: Divulgação

Uma decisão judicial recente beneficiou um produtor de café de Minas Gerais, representado pelo escritório Lutero Pereira & Bornelli Advogados, ao garantir o pagamento de indenização securitária negada pela BB Seguros. As informações foram divulgadas por Tobias Marini de Salles Luz, advogado especialista em agronegócio e sócio da banca Lutero Pereira & Bornelli Advogados. 

Após uma geada severa em junho de 2021 destruir 74,8 hectares de lavoura, a seguradora reconheceu os danos e determinou a poda das plantas, mas pagou apenas a cobertura referente à vida da planta. Quando o produtor acionou o seguro para a cobertura de produtividade, prevista no contrato, a seguradora negou o pedido, alegando que a colheita de 2022 estaria fora da vigência da apólice.  

Sem alternativas, o produtor recorreu à Justiça. O juízo da comarca de Machado/MG reconheceu que a apólice previa coberturas cumulativas e concluiu que o fato gerador do sinistro, a geada, ocorreu dentro do período de vigência. Foi estabelecido o nexo de causalidade entre o evento climático, a poda obrigatória e a perda de produção no ano seguinte, condenando a BB Seguros a pagar também a indenização pela produtividade perdida.  

O caso revelou uma falha comum nas apólices de seguro agrícola para cafeicultura. Como destacado no livro Seguro Rural, de Tobias Luz, essas apólices geralmente possuem vigência anual, enquanto o ciclo produtivo do café é bianual, permitindo interpretações que prejudicam os produtores. No caso, a determinação de poda reduziu a indenização em 50%, embora fosse uma exigência da seguradora.  Essa decisão, segundo ele, reforça o dever das seguradoras de cumprirem os contratos e serve como alerta para ajustes no setor, promovendo maior equilíbrio e proteção aos produtores rurais.

 





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Ferrugem do café é grande problema para o Brasil



Os sintomas da ferrugem incluem manchas amarelas nas folhas



Algumas medidas preventivas podem ser tomadas
Algumas medidas preventivas podem ser tomadas – Foto: Divulgação

A ferrugem do café, causada pelo fungo Hemileia vastatrix, é um dos maiores desafios enfrentados pela cafeicultura brasileira. De acordo com Adriano Pereira Solidário, proprietário da Agência AgroPulse, a doença pode comprometer severamente a produtividade das lavouras, levando a perdas de até 50% na produção e uma drástica redução na qualidade dos grãos. Este é um alerta urgente para os cafeicultores, que precisam estar atentos aos sintomas e às condições que favorecem o desenvolvimento da doença.

Nesse contexto, os sintomas da ferrugem incluem manchas amarelas nas folhas, o aparecimento de pó alaranjado na parte inferior das folhas e a queda precoce das folhas afetadas. Esses sinais indicam a presença do fungo e, se não tratados de maneira eficaz, podem levar ao enfraquecimento das plantas, prejudicando o rendimento da lavoura. As condições climáticas favoráveis à ferrugem são um clima úmido e ameno, com temperaturas entre 15°C e 25°C, e plantações sombreadas, que criam um ambiente ideal para a propagação do fungo.

Para prevenir a doença do café, o especialista recomenda a adoção de medidas práticas, como o uso de variedades resistentes ao fungo, a realização de podas regulares, a aplicação de fungicidas preventivos e o controle da umidade no cultivo. Essas ações podem ajudar a proteger as plantações e minimizar os impactos da ferrugem, assegurando uma produção de café saudável e com qualidade. Sendo assim, ele conclui que o controle eficiente é essencial para manter a competitividade da cafeicultura brasileira no mercado internacional.

 





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Bahia inicia plantio da safra 2024/2025 de algodão com perspectivas positivas


Os produtores de algodão da Bahia deram início, neste dia 21 de novembro, ao plantio da safra 2024/2025 na região oeste do estado. No sudoeste, o calendário foi antecipado, com os trabalhos começando em 1º de novembro. Após a colheita da safra 2023/2024, que obteve resultados expressivos, foi respeitado o período do vazio sanitário, essencial para eliminar restos de cultura e plantas daninhas, além de permitir a recomposição do solo.

Na safra anterior, a Bahia cultivou uma área total de 345.431 hectares, com uma produção de 691,4 mil toneladas de pluma. Desse total, 247.609 hectares (71,68%) foram destinados à área de sequeiro, enquanto 97.821 hectares (28%) foram irrigados. A produtividade média foi de 325,45 arrobas de algodão em caroço por hectare, resultando em 2.001 kg de pluma por hectare, de acordo com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

Para a nova safra, que deve ser encerrada até 10 de fevereiro de 2025, a expectativa é positiva. “Este ano, as chuvas estão dentro da normalidade, o que é um fator determinante para o sucesso da safra. Considerando os preços baixos do algodão no mercado, alcançar boa produtividade é essencial para que a cultura continue viável. Nesse cenário, o clima favorável é determinante para garantir margem ao produtor”, destaca o presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi.

Segundo ele, o trabalho que os produtores vêm realizando ao longo dos anos também é um fator a ser considerado para uma entrega de qualidade. “Os produtores baianos vêm demonstrando um alto nível de profissionalização, com investimentos consistentes em tecnologia, pesquisa e práticas sustentáveis. Esse comprometimento tem sido fundamental para entregar um algodão de alta qualidade, atendendo às exigências do mercado nacional e internacional. Esse esforço, aliado ao clima favorável, até o momento, nos traz uma expectativa promissora para esta safra”, conclui Bergamaschi.

Quanto à área destinada ao cultivo nesta safra, ainda há expectativa de crescimento, mas os números exatos serão definidos conforme a evolução do plantio.





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Qual o melhor herbicida pré-emergente para a soja?


O controle de plantas daninhas na cultura da soja é um desafio constante para os agricultores, e a utilização de herbicidas pré-emergentes se mostra uma ferramenta valiosa nesse manejo. Carlos Moreira, engenheiro agrônomo e consultor técnico de vendas da D’PLANTA, compartilhou informações importantes sobre o uso desses produtos. 

Para o controle de plantas daninhas de folha larga, ele destacou o Diclosulam, um herbicida com ação residual ideal para as primeiras aplicações do manejo outonal, atuando no controle do banco de sementes e eficaz contra buva e capim-amargoso, com dosagem recomendada de 29,8 a 41,7 g ha-1 e possibilidade de mistura com glifosato e 2,4-D, exigindo solo úmido para aplicação. O Flumioxazin também foi citado como opção com ação residual para controle do banco de sementes, podendo ser usado no manejo outonal ou no sistema aplique-plante, controlando buva e capim-amargoso, com dosagem de 40 a 120 g ha-1 e compatibilidade com glifosato, 2,4-D e imazetapir. 

Outra opção é o Sulfentrazone, com ação residual para a primeira aplicação do manejo outonal, controlando folhas largas e algumas gramíneas, com dosagem de 0,5 L ha-1 devido à variação na seletividade entre cultivares, podendo ser misturado com glifosato, 2,4-D, chlorimuron e clomazone, sendo recomendado para áreas com tiririca. No controle de gramíneas, Moreira mencionou o S-metolachlor, com ação residual e utilizado no sistema aplique-plante, eficaz contra capim-amargoso e capim-pé-de-galinha, com dosagem de 1,5 a 2,0 L ha-1 e possibilidade de mistura com glifosato, devendo ser evitado em solos arenosos e exigindo solo úmido com previsão de chuvas. 

A Trifluralina também foi citada, com ação residual para a primeira aplicação do manejo outonal, controlando capim-amargoso e capim-pé-de-galinha, com dosagem de 1,2 a 4,0 L ha-1, variando conforme a planta daninha e a cobertura do solo, podendo ser misturada com glifosato e graminicidas, exigindo solo úmido e livre de torrões, com atenção para formulações antigas que podem ter problemas com fotodegradação e eficiência reduzida em solos com muita palha ou seca. 

Por fim, o Clomazone foi mencionado como herbicida com ação residual para o sistema plante-aplique, controlando capim-colchão, capim-pé-de-galinha e algumas folhas largas de sementes pequenas, com dosagem de 1,6 a 2,0 L ha-1, variando conforme a planta daninha e a cobertura do solo, podendo ser misturado com glifosato e sulfentrazone.

 





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Farelo impulsiona alta da soja em Chicago



O movimento também refletiu a continuidade da cobertura de posições vendidas



O movimento também refletiu a continuidade da cobertura de posições vendidas
O movimento também refletiu a continuidade da cobertura de posições vendidas – Foto: Nadia Borges

Segundo informações da TF Agroeconômica, os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a quinta-feira em alta, com destaque para o farelo de soja, que subiu mais de 4% no dia. O contrato de soja para janeiro, referência para a safra brasileira, teve alta de 1,46%, fechando a US$ 988,00 por bushel. O contrato de março subiu 1,79%, encerrando a US$ 997,25 por bushel. Já o farelo de soja para janeiro registrou uma valorização de 4,55%, cotado a US$ 305,7 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja para o mesmo mês recuou 0,98%, finalizando a US$ 39,47 por libra-peso.  

A alta da soja foi sustentada principalmente pelo desempenho expressivo do farelo, que acumula ganhos de 10% nas últimas cinco sessões. O movimento também refletiu a continuidade da cobertura de posições vendidas iniciada na terça-feira. Apesar disso, a ampla oferta de soja nos Estados Unidos e a previsão de uma safra robusta na América do Sul limitaram um avanço mais significativo nos preços. Adicionalmente, as recentes chuvas nas regiões produtoras do Brasil devem beneficiar o desenvolvimento das lavouras, contribuindo para a pressão sobre os valores.  

Entre os fatores que explicam a forte alta do farelo, está a fraqueza persistente do óleo de soja, alimentada por incertezas em relação ao programa de biodiesel nos Estados Unidos sob a administração Trump. Caso haja uma redução na demanda por óleo de soja para biodiesel, isso poderá diminuir o ritmo de processamento da oleaginosa, impactando diretamente os estoques de farelo. Esse cenário reforça a importância de acompanhar os desdobramentos nos mercados globais de derivados de soja, que continuam a influenciar significativamente as negociações e as perspectivas para os próximos meses.  





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Preços e atualizações por estado


No Rio Grande do Sul, os preços médios da soja continuam em queda. No Porto, o valor para entrega em novembro e pagamento em 15 de janeiro ficou em R$ 141,00 por saca. No interior, os preços variaram de R$ 125,00 em Panambi (preço de pedra) a R$ 134,00 em Cruz Alta, Passo Fundo e Ijuí, com pagamento em 30 de janeiro. Em Santa Rosa e São Luiz Gonzaga, o preço caiu para R$ 133,00 na mesma condição de pagamento.

Em Santa Catarina, a semeadura da safra de verão está quase finalizada, com 94% da área plantada, segundo a Conab. Apenas as regiões de maior altitude aguardam o término devido ao clima favorável. No Porto, o preço da saca foi de R$ 135,00, enquanto em Chapecó ficou em R$ 131,50.

No Paraná, o plantio foi concluído e as chuvas recentes ajudaram no manejo de pragas e doenças, com lavouras em boas condições, de acordo com a Conab. No Porto de Paranaguá, os preços CIF para janeiro e fevereiro ficaram em R$ 140,00, enquanto vendedores pedem R$ 145,00. No interior, a comercialização segue parada, com preços de balcão em R$ 129,00 em Ponta Grossa e R$ 135,00 FOB em Maringá.

Já no Mato Grosso do Sul, o plantio também foi finalizado. O retorno das chuvas favoreceu a ressemeadura e intensificou o uso de fungicidas, segundo a Conab. A comercialização permanece estática, com preços de R$ 135,00 FOB em Dourados, mas sem negócios reportados. No Mato Grosso, a colheita foi iniciada, com boas condições das lavouras. Os preços variaram de R$ 129,00 em Sorriso a R$ 137,50 em Primavera do Leste e Rondonópolis, mas o mercado está travado devido ao recesso de final de ano.

 





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Milho oscila nas bolsas: Entenda


De acordo com informações da TF Agroeconômica, o mercado de milho no Brasil registrou leves oscilações nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), com os principais contratos apresentando variações mistas no retorno do feriado. Contratos como os de janeiro e maio tiveram pequenas quedas, enquanto outras posições fecharam com saldo positivo. No mercado interno e externo, a demanda pelo cereal segue em alta, sustentando os preços, mas o volume negociado diminuiu devido às celebrações de final de ano.

Os dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), também divulgados nesta quinta-feira, apontam que as exportações brasileiras de milho em dezembro permanecem estimadas em 4,10 milhões de toneladas, sem alterações em relação à previsão anterior. Esse volume reflete a estabilidade nas exportações mesmo diante do período festivo.

Nos fechamentos diários da B3, os futuros do milho variaram de forma moderada. O contrato com vencimento em janeiro de 2025 encerrou o dia cotado a R$ 73,17, com queda de R$ 0,23 no dia e de R$ 1,49 na semana. Já o vencimento de março de 2025 teve alta de R$ 0,05 no dia, fechando a R$ 72,89, mas acumulou queda semanal de R$ 0,74. O contrato para maio de 2025 registrou R$ 71,89, com baixa diária de R$ 0,07 e semanal de R$ 0,98.

O milho encerrou em alta nesta quinta-feira, impulsionado pela firme demanda interna e externa. Em Chicago, os contratos para março subiram 1,17%, cotados a $453,75 por bushel, e os de maio avançaram 1,21%, alcançando $460,50 por bushel. Essa foi a quinta sessão consecutiva de alta, refletindo o forte ritmo de exportações no atual ciclo comercial, o que pode levar o USDA a revisar para baixo os estoques finais dos EUA.

 





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bebidas conectam tradição e bem-estar


A busca por opções mais saudáveis e inclusivas tem impulsionado inovações no mercado de bebidas. Entre elas, o espumante sem álcool surge como uma alternativa que combina técnicas avançadas de produção com a capacidade de atender às novas demandas do consumidor.

Produção

Produzir um espumante sem álcool vai além de retirar o álcool da fórmula. O processo exige a seleção de uvas específicas, como a moscatel, que preservam suas características aromáticas sem a necessidade de fermentação. “O segredo está em selecionar uvas que mantenham o aroma e aplicar processos que garantam o sabor, mesmo sem fermentação”, explica André Gasperin, gerente técnico da Nova Aliança e enólogo.

Essa atenção aos detalhes permite criar uma bebida que mantém o frescor e o aroma característicos, ao mesmo tempo em que atende às necessidades de públicos como grávidas, lactantes e pessoas com restrições ao consumo de álcool.

Versatilidade para diferentes ocasiões

A inclusão proporcionada pelas bebidas sem álcool vai além da saúde. Essas opções são cada vez mais presentes em celebrações e refeições, mostrando que o consumidor busca produtos que possam se adaptar a diferentes momentos do dia a dia. “Estamos conectando o campo à cidade, levando o melhor das vinhas para o cotidiano das pessoas, de forma inovadora e acessível”, destaca Heleno Facchin, CEO da Nova Aliança e engenheiro agrônomo.

O campo e a cidade mais conectados

A produção de espumantes sem álcool reforça a conexão entre o campo e a cidade. Inovações como essa começam nas vinhas e refletem no cotidiano urbano, unindo a tradição agrícola às exigências do consumidor moderno. “Nosso objetivo é entregar um produto que não só respeite a tradição, mas também responda às demandas de um consumidor cada vez mais consciente”, afirma Gasperin.

Mercado em expansão

A popularidade crescente de bebidas sem álcool reflete uma mudança no comportamento dos consumidores. O mercado, atento a essa demanda, tem investido em tecnologia e processos sustentáveis para oferecer produtos alinhados com as expectativas de um público mais exigente e preocupado com o bem-estar. “Essa é uma tendência que veio para ficar, e continuaremos inovando para atender às necessidades dos consumidores urbanos, sempre conectados à tradição do campo”, reforça Facchin.





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Revisão global de produção mexe no mercado de café



No Brasil, o clima desempenha um papel crucial na atual safra



Mercado está bastante volátil
Mercado está bastante volátil – Foto: Pixabay

Segundo Ricardo Leite, Head Agronegócios, o mercado de café apresentou movimentos distintos nas últimas semanas, com impactos de fatores climáticos e revisões de produção global. Na Bolsa de Nova York (ICE NY), os contratos futuros para março/2025 registraram queda de 3,2%, fechando a US¢ 319,50 por libra-peso. Em contrapartida, Londres apresentou alta de 1%, com o contrato para janeiro/2025 cotado a USD 5.209,00 por tonelada.  

No Brasil, o especialista informa que o clima desempenha um papel crucial na atual safra. As chuvas recentes têm favorecido o pegamento dos frutos em Minas Gerais, principal estado produtor, embora regiões críticas como Araguari ainda enfrentem dificuldades. A previsão para a próxima semana é de acumulados de até 30 mm, o que pode contribuir para a recuperação de áreas afetadas.  

Saindo um pouco do Brasil e olhando mais para o cenário internacional, o relatório do USDA trouxe uma revisão negativa para a produção do Vietnã na safra 2023/24, reduzida para 27,5 milhões de sacas. Apesar disso, as expectativas para 2024/25 indicam recuperação, com projeção de aumento para 30,1 milhões de sacas, o que pode influenciar a dinâmica de oferta no mercado global.  

A partir disso é possível concluir que esses dados refletem a volatilidade do mercado de café, impulsionada por questões climáticas e ajustes na produção. Produtores e investidores devem monitorar atentamente as condições climáticas e os relatórios globais para decisões estratégicas. Ele publicou essas informações em um artigo em seu perfil da rede social LinkedIn.

 





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