quinta-feira, abril 2, 2026

Política & Agro

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Brasil recebe importadores e exportadores de feijão



Durante o Summit, painéis voltados ao mercado mundial vão orientar produtores



Durante o Summit, painéis voltados ao mercado mundial vão orientar produtores
Durante o Summit, painéis voltados ao mercado mundial vão orientar produtores – Foto: Canva

Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), a partir desta segunda-feira (7), compradores de 15 países desembarcam no Brasil para participar do Summit Brazil Superfoods, que ocorre em Brasília nos dias 7 e 8 de abril. O evento tem como foco principal os Feijões e o Gergelim, produtos que despertam grande interesse no mercado internacional. Além das negociações, os visitantes trarão uma importante bagagem de informações sobre tendências globais, que deverão influenciar diretamente as decisões estratégicas do agro brasileiro ao longo de 2024.

Durante o Summit, painéis voltados ao mercado mundial vão orientar produtores e agentes do setor sobre quais culturas priorizar, especialmente nas áreas com irrigação voltadas à terceira safra deste ano e à primeira safra de sequeiro do próximo. Esse direcionamento técnico é aguardado com expectativa, principalmente diante da instabilidade atual no mercado interno de feijões.

Na última semana, o mercado de Feijão-carioca e Feijão-preto apresentou ritmo lento. A esperada retomada de compras pelos empacotadores não se confirmou, o que gerou recuo nas cotações em algumas regiões. Segundo o Ibrafe, produtores pressionados por necessidade de caixa chegaram a aceitar descontos entre R$ 5 e R$ 10 por saca. Essa queda foi observada nas cotações do CEPEA-CNA, tanto em Goiás quanto no interior de São Paulo, onde ainda restam poucos lotes armazenados.

“Outro ponto de atenção no setor é a chegada iminente da primeira onda de frio, que gera preocupação para os produtores. No entanto, previsões meteorológicas indicam que, até o momento, apenas a região mais alta de Palmas, no sul do Paraná, deve enfrentar geadas. Essa previsão alivia a ansiedade inicial, permitindo aos produtores planejar com mais confiança suas atividades futuras”, conclui.

 





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Como trabalhar a nutrição do trigo?



O trigo é uma cultura altamente exigente em nutrientes



A nutrição estratégica também contempla a adoção de fertilizantes foliares de qualidade
A nutrição estratégica também contempla a adoção de fertilizantes foliares de qualidade – Foto: Divulgação

Segundo a Amazon AgroSciences, um dos pilares para o sucesso no cultivo do trigo está no manejo eficiente da fertilidade do solo, iniciado obrigatoriamente com uma boa análise de solo. Esse diagnóstico permite compreender as necessidades da área e traçar estratégias nutricionais específicas para garantir o máximo desempenho da lavoura.  

O trigo é uma cultura altamente exigente em nutrientes, e o equilíbrio no fornecimento é essencial durante todo o seu ciclo. O nitrogênio (N) é o nutriente mais demandado, sendo responsável pelo crescimento vegetativo e produtividade final — seu fornecimento deve ser bem distribuído ao longo do desenvolvimento da planta. O fósforo (P), por sua vez, exerce um papel determinante no desenvolvimento das raízes, favorecendo uma base forte para absorção de água e nutrientes. Já o potássio (K) é crucial para a tolerância a estresses abióticos, como seca e variações de temperatura.  

A nutrição estratégica também contempla a adoção de fertilizantes foliares de qualidade, que são ferramentas valiosas para ajustes ao longo do ciclo. Aplicados nos momentos certos, esses insumos auxiliam na correção de deficiências pontuais e contribuem para a expressão máxima do potencial produtivo.  

Portanto, compreender as exigências nutricionais do trigo e agir com base em dados concretos — como os obtidos pela análise de solo — é o caminho mais seguro para elevar os resultados na lavoura. Investir em tecnologias e práticas recomendadas, como o uso criterioso de fertilizantes foliares, é uma forma inteligente de garantir sanidade, vigor e produtividade no campo.

 





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Projeto de algodão fortalece comunidades quilombolas



O projeto-piloto beneficiará diretamente 27 famílias



O projeto-piloto beneficiará diretamente 27 famílias
O projeto-piloto beneficiará diretamente 27 famílias – Foto: Canva

A comunidade quilombola São Maurício, em Alcântara (MA), foi palco, na última terça-feira (25), do lançamento do projeto algodão Agroecológico Consorciado com Produtos Alimentares – algodão da Liberdade. A iniciativa visa impulsionar a economia local por meio do cultivo de algodão agroecológico integrado a alimentos tradicionais como milho, feijão, mandioca e hortaliças, promovendo segurança alimentar e sustentabilidade para as famílias da região.

O evento contou com a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre o Governo do Maranhão, a Embrapa Algodão e a Prefeitura de Alcântara. A parceria permitirá a capacitação técnica dos agricultores, a certificação agroecológica e a doação de sementes. Para Bira do Pindaré, secretário da SAF, o projeto resgata a história do município de forma transformadora: “Antes, o algodão era símbolo da dor da escravidão. Agora, ele é símbolo de liberdade e desenvolvimento.”

A agricultora Eliane Rodrigues celebrou a chegada do projeto como uma nova esperança para São Maurício. “Estamos muito gratos por esse olhar para nossas comunidades. Vai incentivar toda a região”, disse emocionada. Segundo o pesquisador da Embrapa, Frederico Lisita, os produtores serão capacitados com técnicas de cultivo orgânico e participativo, com unidades de aprendizagem e pesquisa (UAPs), valorizando práticas sustentáveis e preços diferenciados.

O projeto-piloto beneficiará diretamente 27 famílias e, indiretamente, cerca de 60 em Alcântara, com previsão de expansão para outras comunidades. Coordenado pela Embrapa Algodão e financiado pelo MDA, o Algodão da Liberdade faz parte de uma estratégia maior para fortalecer consórcios agroecológicos em todo o Nordeste e Semiárido mineiro.

 





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Guerra tarifária redesenha tabuleiro do agronegócio



“É hora do Brasil consolidar sua imagem como fornecedor confiável e sustentável”



Brasil desponta como uma alternativa estratégica, principalmente para a China
Brasil desponta como uma alternativa estratégica, principalmente para a China – Foto: Pixabay

As recentes tensões comerciais entre Estados Unidos, China e União Europeia acendem um alerta para o agronegócio brasileiro. De acordo com Carlos Cogo, Sócio-Diretor de Consultoria da Cogo Inteligência em Agronegócio, a escalada de tarifas, sobretaxas e barreiras não tarifárias não é apenas uma disputa econômica, mas envolve também interesses em tecnologia, segurança nacional e liderança geopolítica. A imposição de tarifas de 34% por parte da China sobre produtos norte-americanos, por exemplo, desencadeia uma reorganização no comércio global de alimentos, com impactos diretos no setor agrícola mundial.

Nesse cenário, o Brasil desponta como uma alternativa estratégica, principalmente para a China, que busca novos fornecedores diante do embate com os EUA. Produtos como soja, milho, carne bovina e suína ganham espaço no curto prazo, substituindo exportações norte-americanas e europeias. No entanto, Cogo alerta para os riscos: a excessiva dependência de um único mercado – como a China, que responde por até 70% das vendas em algumas cadeias – torna o Brasil vulnerável a reviravoltas políticas e comerciais.

Além disso, a tendência global de desglobalização e neoprotecionismo, impulsionada por essa guerra tarifária, ameaça o crescimento das exportações agrícolas no longo prazo. Muitos países estão priorizando segurança alimentar e autossuficiência, o que fragmenta cadeias globais de suprimento e impõe novos desafios aos exportadores. 

“É hora do Brasil consolidar sua imagem como fornecedor confiável e sustentável. Diversificar mercados e agregar valor aos produtos são caminhos essenciais para reduzir riscos e ampliar margens. O momento é de oportunidade, mas também de cautela. A atuação do setor privado e da diplomacia comercial será determinante nos próximos anos”, conclui.

 





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Mercado da soja: É melhor aguardar



Vários fatores de baixa pressionam o mercado



Vários fatores de baixa pressionam o mercado
Vários fatores de baixa pressionam o mercado – Foto: Pixabay

Segundo análise da TF Agroeconômica, o momento atual do mercado de soja exige cautela por parte dos produtores brasileiros. A recomendação principal é aguardar a reação dos prêmios oferecidos pelos compradores internacionais, especialmente os da China e da Europa. A demanda chinesa será determinante para definir os rumos do mercado nos próximos meses, sendo fundamental acompanhar de perto os desdobramentos da guerra comercial entre EUA e China.

Entre os fatores que podem impulsionar os preços, destaca-se a possível vantagem competitiva do Brasil com a imposição de tarifas entre as duas maiores economias do mundo. Embora os prêmios nos portos brasileiros tenham subido, ainda não compensam completamente as quedas nas cotações da CBOT. Contudo, o período atual é sazonalmente favorável às exportações brasileiras, o que tende a reforçar o protagonismo do país como principal fornecedor mundial. Como afirma Carlos Mera, chefe de Pesquisa de Mercado Agrícola do Rabobank, “o Brasil será de longe o principal beneficiário, o maior fornecedor que pode substituir a soja dos EUA para a China”.

Por outro lado, vários fatores de baixa pressionam o mercado. A retaliação chinesa às tarifas norte-americanas incluiu a imposição de tarifas de 34% sobre produtos dos EUA, restrições à exportação de terras raras e sanções a empresas norte-americanas, além de uma queixa formal na OMC. O comércio de soja entre EUA e China já está em baixa sazonal, e uma continuidade do conflito pode consolidar a perda de mercado dos americanos, embora o Brasil também sofra com a instabilidade. Em 2024, os EUA exportaram 27 milhões de toneladas para a China, contra 74 milhões do Brasil.

Adicionalmente, a desvalorização do real aumentou a competitividade do grão brasileiro, incentivando as vendas no início da colheita. A ANEC revisou para cima as estimativas de exportação de soja em março, de 15,56 para 16,10 milhões de toneladas. Por fim, o USDA informou uma leve redução da área sob seca no Centro-Oeste dos EUA, o que pode influenciar positivamente a produtividade da safra americana e impactar os preços globais.

 





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Soja fecha semana em forte baixa na CBOT


Segundo a TF Agroeconômica, a soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou o dia e a semana em forte baixa, impactada pela escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e China. A retaliação chinesa, com a imposição de tarifas de 34% sobre produtos norte-americanos, atingiu duramente a oleaginosa, mesmo em um momento de fracas negociações entre os dois países. A perspectiva de inviabilização de novas compras e possíveis cancelamentos agravou ainda mais o cenário.

Os contratos de soja para maio, referência para a safra brasileira, fecharam a sexta-feira em queda de -3,41%, ou -34,50 cents/bushel, cotados a US$ 977,00. O vencimento de julho recuou -3,24%, ou -33,25 cents/bushel, a US$ 993,00. O farelo de soja para maio caiu -1,70%, ou -4,90 por tonelada curta, a US$ 283,10. Já o óleo de soja desvalorizou -2,59%, ou -1,22 centavos/libra-peso, fechando a US$ 45,84.

A retaliação chinesa fez com que o país asiático voltasse suas atenções para o Brasil, que está em plena colheita. Esse movimento, somado à desvalorização do real frente ao dólar, aumentou a competitividade da soja brasileira no mercado internacional e incentivou os produtores nacionais a vender. Com isso, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou em 3,47% sua projeção de exportações de soja para março. Caso o número se confirme, representará um aumento de 18,82% em relação ao mesmo período de 2024.

No acumulado da semana, a soja caiu -4,50%, ou -46,00 cents/bushel. O farelo recuou -3,54%, ou -10,60 por tonelada curta. Por outro lado, o óleo de soja foi a única exceção, registrando alta semanal de 1,51%, ou +0,68 centavos/libra-peso.

 





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Chuvas se intensificam na Região Sudeste neste final de semana


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas significativas em várias partes do país neste final de semana, com destaque para a Região Sudeste. O volume expressivo é fruto da passagem de uma frente fria e deverá atingir áreas do leste de São Paulo e do Rio de Janeiro, estendendo-se até o sul do Espírito Santo, como indica o aviso vermelho (grande perigo), vigente até as 10h de amanhã (5).

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Alertas do Inmet para este final de semana. Fonte: Inmet

No domingo (6), as chuvas diminuem em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas a condição de severidade persiste sobre áreas do Espírito Santo e do extremo sul da Bahia, com chuvas intensas que podem ultrapassar 100 mm em 24 horas.

É necessária atenção especial para as seguintes áreas: Baixada Santista, Litoral Norte, Serra da Mantiqueira, Vale do Paraíba Paulista e Fluminense, Costa Verde, Região Metropolitana do Rio, Baixada Litorânea, Norte Fluminense e sul do Espírito Santo.

A costa norte do país entra em alerta para instabilidades que devem persistir até às 10h de amanhã (5), conforme indica o aviso laranja (perigo) do Inmet, que prevê chuvas intensas, com volumes de até 100 mm, e ventos de até 100 km/h em áreas que vão do Amapá até o Rio Grande do Norte.

O Inmet chama a atenção para volumes significativos nas capitais da faixa norte da região Nordeste, que têm registrado muita chuva nos últimos dias. A persistência das chuvas tem sido ocasionada, principalmente, pela atuação da Zona de Convergência Intertropical.

A Região Norte também segue em alerta para muitas chuvas neste período, que se estende do noroeste do Pará, passando pelo norte de Roraima até o sudoeste do Amazonas, áreas que estão sob aviso laranja (perigo) emitido pelo Inmet, vigente até as 10h de amanhã (5).





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Produtores de citros intensificam manejo de pragas



Colheita de bergamota e laranja seguem em andamento




Foto: Seane Lennon

A colheita da bergamota Satsuma Okitsu e de algumas variedades de laranja de umbigo está em andamento na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (3), o retorno das chuvas ajudou na recuperação das folhas, mas frutos e parte da vegetação exposta ao sol sofreram queimaduras, principalmente na bergamota Murcott.

Na região de Erechim, a precipitação reduziu a queda prematura dos frutos, e a expectativa é de que, com a estabilização do clima, o calibre aumente. O preço inicial da laranja destinada à indústria de suco, especialmente das variedades precoces, é de R$ 1,40/kg.

Em Soledade, a colheita da bergamota Okitsu ocorre no Baixo Vale do Rio Pardo. A umidade adequada do solo favoreceu a formação dos frutos, enquanto os produtores intensificam o manejo da mosca-das-frutas, uma das principais pragas da citricultura. Até o momento, a pressão de doenças e outras pragas está baixa.





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Setor agro reage às medidas de Trump e alerta para riscos globais



Associação vê tarifas dos EUA como ameaça à segurança alimentar




Foto: Pixabay

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) divulgou nota oficial manifestando preocupação com as tarifas adicionais impostas pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil e a outros países. Segundo a entidade, a medida anunciada pelo presidente Donald Trump representa um risco à estabilidade do comércio global e à segurança alimentar de bilhões de pessoas.

De acordo com a nota da ABAG, as tarifas, que começam com alíquota mínima de 10% sobre os produtos brasileiros destinados ao mercado americano, violam as regras multilaterais da Organização Mundial do Comércio (OMC) e tendem a alimentar pressões inflacionárias, além de provocar desaceleração econômica não só nos EUA, mas em diversas regiões do mundo.

“Apenas com cadeias globais facilitadas, canais de comércio desimpedidos e com a flexibilidade necessária é possível garantir o adequado suprimento de alimentos a preços justos”, destaca o comunicado. A associação também lembra que o agronegócio brasileiro é peça-chave na oferta de alimentos com qualidade, segurança e sustentabilidade, abastecendo tanto o Brasil quanto mercados internacionais.

Segundo a ABAG, o setor agrícola nacional estará preparado para enfrentar os desafios impostos pelas tarifas e buscará novas oportunidades no cenário global. A entidade defende a diversificação de mercados e a abertura de novas rotas comerciais como prioridades para o governo brasileiro.

A nota ainda ressalta a importância de uma estratégia diplomática firme por parte do Executivo federal. “Evitar imediatismos e preservar os interesses de longo prazo do país são fundamentais neste momento”, afirma a ABAG, que também vê com bons olhos o avanço do Projeto de Lei 2.088/2023, em tramitação no Congresso Nacional, por oferecer respaldo legal para possíveis medidas de resposta contra ações consideradas abusivas por parte de governos estrangeiros.

Por fim, a associação reforça o papel do agronegócio como base sólida da economia brasileira e agente essencial para garantir segurança alimentar, desenvolvimento sustentável, geração de empregos e avanço tecnológico no país.





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