quinta-feira, março 26, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Bioestimulantes e controle para fruticultura



“Comprovamos a potencialização do desenvolvimento das culturas”



“Comprovamos a potencialização do desenvolvimento das culturas"
“Comprovamos a potencialização do desenvolvimento das culturas” – Foto: Pixabay

Para melhorar a produtividade e a sanidade das culturas de maçã e uva, soluções tecnológicas avançadas são fundamentais. Entre elas, destacam-se os bioestimulantes Abyss®, Blackjak®, Nutex® Premium e Stilo® Verde, que promovem a melhoria dos processos fisiológicos das plantas, como o aumento da capacidade fotossintética. Isso resulta em um desenvolvimento vegetativo e reprodutivo mais vigoroso, com plantas e frutos mais saudáveis, mesmo diante de condições climáticas adversas.

No controle fitossanitário, fungicidas e inseticidas como Academic®, Dodex®, Metiltiofan®, Zetanil® e Trebon® garantem proteção eficaz contra pragas e doenças, contribuindo para a sustentabilidade da produção e a qualidade final dos frutos. Esses produtos são parte de um portfólio robusto focado em atender as necessidades específicas da fruticultura, especialmente na região Sul do Brasil.

A Sipcam Nichino Brasil, referência no mercado de agroquímicos para frutas, investe em pesquisa e desenvolvimento para levar essas tecnologias aos produtores, auxiliando-os a superar os principais desafios do setor.

Essas inovações foram apresentadas durante a 16ª edição do Seminário Nacional de Fruticultura (Senafrut), que aconteceu entre 10 e 12 de junho em São Joaquim (SC), reunindo produtores, consultores e pesquisadores para discutir as tendências e soluções do segmento.

“Comprovamos a potencialização do desenvolvimento das culturas, resultante de alterações em processos fisiológicos, como por exemplo maior capacidade fotossintética”, resume José de Freitas, engenheiro agrônomo, da área de desenvolvimento de mercado. “O uso correto dessas tecnologias de última geração traz melhor desenvolvimento vegetativo e reprodutivo às culturas de maçã e uva, com plantas e frutos mais sadios e produtivos, mesmo diante de entraves climáticos aos sistemas de produção.”





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Óleos vegetais terão safra e consumo maiores



Para o óleo de soja, espera-se uma produção maior na Argentina, Brasil e EUA



Para o óleo de soja, espera-se uma produção maior na Argentina, Brasil e EUA
Para o óleo de soja, espera-se uma produção maior na Argentina, Brasil e EUA – Foto: United Soybean Board

A produção e o consumo global de óleos vegetais devem crescer na temporada 2025/26, segundo análise da Hedgepoint Global Markets. A previsão é de safra maior em grandes países produtores, impulsionando a oferta e permitindo aumento de uso e importações em grandes mercados consumidores. A demanda para biocombustíveis deve ser um fator de destaque, com elevação das misturas obrigatórias em alguns países.

Para o óleo de soja, espera-se uma produção maior na Argentina, Brasil e EUA, com consumo crescente na China, Índia e nos próprios países produtores. Mesmo com mais oferta, os estoques finais mundiais tendem a subir pouco, já que o uso para biodiesel deve se intensificar. O óleo de palma também deve ter aumento de produção na Indonésia e Malásia, possibilitando maior exportação, principalmente para a Índia, que pode reduzir as compras de óleo de soja.

No caso do óleo de canola, o cenário aponta para pouca variação em relação à safra anterior, com leve queda nas exportações do Canadá e estoques finais um pouco menores. Já o óleo de girassol continua sujeito aos impactos do conflito Rússia-Ucrânia, principais produtores e exportadores do produto. Mesmo assim, a produção ucraniana deve crescer, favorecida por maior área plantada e recuperação das perdas climáticas, elevando exportações para Índia e China.

A relação de preços entre óleo de palma e óleo de soja pode favorecer o consumo do primeiro nos próximos meses, já que tem registrado cotações mais baixas. A Hedgepoint Global Markets, especializada em inteligência de mercado e hedge para commodities, segue acompanhando esses movimentos para oferecer estratégias de gestão de risco a seus clientes em todo o mundo.

 





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Aves silvestres morrem por gripe aviária em zoológico do RS; “vírus…


Logotipo Reuters

Por Debora Ely e Lisandra Paraguassu

PORTO ALEGRE/BRASÍLIA (Reuters) -Mortes de aves aquáticas silvestres no zoológico de Sapucaia do Sul (RS) foram causadas por gripe aviária, afirmou nesta sexta-feira a coordenadora do Programa Nacional de Sanidade Avícola no Rio Grande do Sul, Tais Oltramari Barnasque, em entrevista a jornalistas.

Sapucaia do Sul está situada a cerca de 50 km de Montenegro, onde um foco de gripe aviária foi detectado pela primeira vez em uma granja comercial nesta semana. O caso tem potencial de levar a embargos por parte de importadores, incluindo a China, conforme os protocolos sanitários.

“Estamos enfrentando dois focos (de gripe aviária no Rio Grande do Sul), com o resultado positivo no zoológico”, disse Barnasque.

O Programa Nacional de Sanidade Avícola é ligado à Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura.

Questionado sobre o assunto pela Reuters, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse que isso “é um indício de que o vírus está rondando a região”.

Mas ele lembrou que o Brasil já registrou gripe aviária em aves silvestres há dois anos, e que esse tipo de registro não gera embargos de importadores, como pode acontecer quando o foco é em granja comercial.

Ele ressaltou que o sistema sanitário brasileiro é “muito robusto”, o que dificulta a entrada do vírus em granjas comerciais.

“Para adentrar numa granja é bastante difícil. Todos os protocolos de higiene e de acesso às granjas brasileiras são muito eficientes. Então, não significa que ter caso de gripe aviária confirmada em outra região vai significar que vai ter granjas comerciais contaminadas.”

Em suas entrevistas, Fávaro vem ressaltando o fato de o Brasil ter sido o último dos grandes produtores de frango a registrar gripe aviária em granjas comerciais.

O governo gaúcho estava investigando mortes de cerca de 90 aves aquáticas silvestres no zoológico, incluindo cisnes e patos, citando a gripe aviária como suspeita — o número representa cerca de 20% do total de aves aquáticas no local.

O zoológico foi fechado na última terça-feira e seguirá com as atividades suspensas por tempo indeterminado.

“É uma doença que temos observado uma taxa de mortalidade bastante alta e súbita”, disse a coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, Ananda Kowalski.

Na granja de Montenegro, cerca de 17 mil aves morreram afetadas pela doença ou sacrificadas para evitar a propagação do vírus altamente patogênico, afirmou a secretaria.

(Por Débora Ely e Lisandra Paraguassu; edição de Roberto Samora e Marta Nogueira)





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Cascas de açaí e castanha viram biochar



Os benefícios do biochar ultrapassam a geração de energia



Os benefícios do biochar ultrapassam a geração de energia
Os benefícios do biochar ultrapassam a geração de energia – Foto: Pixabay

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) propõe um destino inovador para resíduos agroindustriais abundantes na Amazônia, como a casca de castanha-do-pará e restos de açaí. Por meio da pirólise, processo de aquecimento controlado sem presença de oxigênio, esses materiais são convertidos em biochar, um biocombustível sólido que se apresenta como alternativa renovável e de alta eficiência energética, contribuindo para a redução de desperdícios e de gases poluentes.

De acordo com o estudo, o Brasil, maior produtor de açaí do mundo com cerca de 1,7 milhão de toneladas anuais, e responsável por 38 mil toneladas de castanha-do-pará, gera grande volume de resíduos que poderiam ser melhor aproveitados. A doutoranda Ianca Oliveira Borges, orientada pelo professor Gustavo Henrique Denzin Tonoli, destaca que o biochar obtido tem poder calorífico de até 21,07 MJ/kg, superando biomateriais convencionais e mostrando estabilidade térmica e baixo teor de compostos voláteis, características que o tornam viável para substituir combustíveis fósseis como petróleo e carvão.

Os benefícios do biochar ultrapassam a geração de energia. O produto também atua como fixador de carbono, ajudando a sequestrar CO2 da atmosfera, além de melhorar a qualidade e a retenção de água do solo quando incorporado à agricultura. Assim, favorece comunidades amazônicas ao criar alternativas de renda e reduzir custos energéticos, alinhando-se à bioeconomia sustentável. 

A pesquisa atende aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, contribuindo para acesso à energia limpa, combate às mudanças climáticas e promoção do consumo responsável. Transformar resíduos em recursos valiosos é um passo importante para a preservação da Amazônia e para a construção de um futuro mais verde.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Transação Tributária facilita regularização de dívidas



Entre as vantagens estão entrada facilitada ou até dispensada



Entre as vantagens estão entrada facilitada ou até dispensada
Entre as vantagens estão entrada facilitada ou até dispensada – Foto: Divulgação

Segundo Douglas Machado Nunes, Consultor Tributário no Amaral e Melo Advogados, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) publicou o Edital PGDAU nº 11/2025, que amplia as possibilidades para contribuintes quitarem dívidas inscritas na dívida ativa da União com condições especiais. A adesão vai até 30 de setembro de 2025, permitindo acordos ajustados à capacidade de pagamento de cada contribuinte.

Podem participar os devedores com dívidas registradas até 4 de março de 2025, desde que o valor não ultrapasse R\$ 45 milhões. Um diferencial é a classificação automática da capacidade de pagamento em faixas de “A” a “D”, definindo prazos e descontos: quanto menor a capacidade, maiores são os benefícios, incluindo prazos de até 133 parcelas para pequenas empresas, MEIs, cooperativas, entidades assistenciais e instituições de ensino.

Entre as vantagens estão entrada facilitada ou até dispensada, descontos de até 70% sobre juros, multas e encargos, além do uso de precatórios federais para abater dívidas. É vedado, no entanto, utilizar créditos de prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa da CSLL.

O contribuinte deve ficar atento às condições: o não pagamento da primeira prestação ou a inadimplência de três parcelas implica cancelamento ou rescisão do acordo, com retomada da cobrança integral e restrição para novas negociações por dois anos. Para mais detalhes, basta acessar o edital no portal REGULARIZE da PGFN.

“A Transação Tributária, com as novas regras do Edital PGDAU nº 11/2025,  representa uma excelente oportunidade para regularizar pendências fiscais  com condições acessíveis e adaptadas à realidade financeira de cada  contribuinte. Não perca o prazo de adesão e garanta a sua tranquilidade  fiscal!”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Fertilizantes são chave contra fome e clima



Garantir o fornecimento adequado de fertilizantes é parte essencial da solução



Garantir o fornecimento adequado de fertilizantes é parte essencial da solução
Garantir o fornecimento adequado de fertilizantes é parte essencial da solução – Foto: Canva

Segundo Ricardo Tortorella, economista e diretor-executivo da Associação Nacional de Difusão de Adubos (ANDA), o novo “Panorama Regional de Segurança Alimentar e Nutrição 2024”, divulgado por FAO, FIDA, OPS/OMS, WFP e UNICEF, revela uma situação alarmante para a América Latina e o Caribe. O relatório destaca que o aquecimento global e os eventos climáticos extremos já impactam gravemente a produção agrícola, o acesso e a qualidade da nutrição, afetando 41 milhões de pessoas na região apenas em 2023.

De acordo com Tortorella, 74% dos países latino-americanos e caribenhos enfrentam condições climáticas adversas com frequência, enquanto 52% deles apresentam alta vulnerabilidade à subalimentação. Problemas como crises econômicas e desigualdade social agravam ainda mais a insegurança alimentar, especialmente em comunidades rurais e entre as mulheres, evidenciando uma fragilidade estrutural preocupante.

Nesse contexto, garantir o fornecimento adequado de fertilizantes é parte essencial da solução. Para o economista, os adubos são fundamentais para elevar a produtividade agrícola, melhorar a fertilidade do solo e proporcionar colheitas mais abundantes e nutritivas. No Brasil, por exemplo, o uso racional de fertilizantes tem colaborado para ganhos consistentes de produtividade.

Tortorella reforça que combater a fome e a má-nutrição depende de ações integradas à agenda climática e de políticas públicas que assegurem insumos de qualidade para o setor agrícola. Ignorar esses desafios compromete o futuro de milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade extrema.

“A luta contra a fome e a má-nutrição exige ações integradas à agenda do clima. As mensagens do “Panorama Regional de Segurança Alimentar e Nutrição 2024” contêm um alerta urgente: é preciso agir agora para mitigar os danos das emissões de carbono e do aquecimento global, que têm implicações diretas na vida das populações mais vulneráveis. Ignorar essa urgência, como se observa em vários países, é colocar em risco o futuro de milhões de pessoas, especialmente aquelas em situação de pobreza extrema. Por isso, cada um de nós precisa fazer sua parte!”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Fatores que elevam natimortalidade em leitões


Suinocultores devem redobrar a atenção aos fatores de risco não infecciosos que influenciam diretamente a taxa de natimortalidade em leitões, alerta a médica-veterinária Laura dos Santos, da Auster Nutrição Animal. Segundo o Relatório Agriness 2024, a média brasileira de leitões desmamados por fêmea ao ano subiu para 29,99, um avanço de 1,08 em relação a 2020. No entanto, o percentual de natimortos e mortos ao nascer ainda varia entre 5,19% e 8,40% nas granjas.

“Nesse sentido, é necessário ter cautela no momento da indução ao parto, sendo imprescindível conhecer a média de duração da gestação das fêmeas do sistema, e dessa forma estabelecer um protocolo de indução ao parto seguro e eficaz”, assinala a especialista.

Fatores como duração inadequada da gestação, parto prolongado, jejum pré-parto longo e idade avançada das matrizes estão entre os principais vilões. Estudos mostram que fêmeas com gestação de 113 dias ou menos têm 2% mais natimortos, devido à imaturidade dos leitões. Além disso, partos iniciados mais de seis horas após a última refeição tendem a ser mais demorados, aumentando em até 1,76 vezes a taxa de natimortos.

Laura destaca que a supervisão ativa do parto e a capacitação da equipe são essenciais. O acompanhamento adequado permite intervenções pontuais, como aplicação de ocitocina ou palpação vaginal em casos de parto distócico, podendo reduzir em até 5% o número de leitegadas com natimortos.

“Estudos enfatizam que aumentar a supervisão do parto pode reduzir em até 5% o número de leitegadas com natimortos. Capacitar a equipe de parto é essencial para garantir intervenções rápidas diante intervalos anormais entre o nascimento dos leitões”.

A especialista reforça que, além das causas não infecciosas, também é necessário manter atualizado o calendário vacinal para doenças como parvovirose, leptospirose e erisipela. Identificar os riscos de cada plantel e adotar medidas preventivas são passos decisivos para melhorar a produtividade e o bem-estar animal.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Plantio de trigo avança, mas chuvas travam RS


A produção de trigo no Sul do Brasil deverá enfrentar ajustes importantes, segundo levantamento da TF Agroeconômica. No Rio Grande do Sul, o plantio segue em ritmo acelerado, devendo alcançar pelo menos 25% da área até amanhã, mas o retorno das chuvas no sábado (14/06) deve interromper os trabalhos. Apesar do esforço, cooperativas, cerealistas e sementeiros apontam que a área cultivada no estado não deve ultrapassar 1 milhão de hectares, sendo a menor desde 2020. No mercado disponível, as negociações seguem restritas, com valores variando de R\$ 1.300,00 a R\$ 1.400,00 a tonelada, dependendo da qualidade e da localização, enquanto os moinhos locais já têm praticamente todo julho coberto.

Em Santa Catarina, o cenário também é de retração. A Conab projeta uma queda de 6,3% na produção, mesmo com um leve aumento de 2% na área plantada, reflexo de uma redução de 8,1% na produtividade média. A venda de sementes caiu cerca de 20% em relação ao ano anterior, reforçando o indicativo de menor produção futura. No mercado, os preços pagos aos triticultores seguem estáveis: R\$ 78,00/saca em Canoinhas, R\$ 75,00 em Chapecó, R\$ 74,00 em Joaçaba, R\$ 78,00 em Rio do Sul, R\$ 78,25 em São Miguel do Oeste e R\$ 80,00 em Xanxerê.

No Paraná, ao contrário do esperado, a Conab surpreendeu ao projetar um aumento de 10,7% na produção de trigo, mesmo com redução de 20,5% na área plantada, acreditando em um expressivo ganho de 39,2% na produtividade — estimativa considerada otimista pelo mercado. A comercialização no estado segue travada: produtores querem no mínimo R\$ 1.550/t FOB, enquanto compradores oferecem até R\$ 1.500,00/t posto moinho. Para a safra nova, há intenção de compra a R\$ 1.400,00/t em outubro e R\$ 1.350,00/t em novembro, mas sem vendedores interessados.

Os preços médios na pedra do Paraná recuaram 0,21% na semana, fechando em R\$ 79,25/saca, enquanto o custo de produção, estimado pelo Deral em R\$ 73,53/saca, ainda garante lucro médio de 7,78% ao produtor, ligeiramente menor que os 8% anteriores. 

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

entrada da safrinha pressiona preços e reduz ritmo de comercialização



Excesso de oferta e os problemas logísticos estão obrigando produtores a vender




Foto: Nadia Borges

A colheita da segunda safra de milho (safrinha) no Brasil começou e já pressiona os preços no mercado interno. Segundo o CEEMA, os valores médios no país variaram entre R$ 50,00 e R$ 63,00 por saca, enquanto no Rio Grande do Sul, que não cultiva a safrinha, a média subiu para R$ 64,44.

Apesar de certa estabilidade nas cotações, o excesso de oferta e os problemas logísticos estão obrigando muitos produtores a vender rapidamente, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. A falta de armazenagem adequada contribui para a tendência de baixa. Na Bolsa B3, os contratos futuros também refletem pressão: o vencimento para setembro/25 foi cotado a R$ 64,64.

A estimativa da Conab para a segunda safra foi revisada para cima, alcançando 101 milhões de toneladas. A produção total de milho na temporada 2024/25 deverá atingir 128,3 milhões de toneladas. No Mato Grosso, a colheita da safrinha começou com apenas 2,7% da área colhida, bem abaixo da média de 7,9% para esta época. A comercialização da safra no estado já atinge 51%, abaixo da média de 60,8%.

No cenário externo, os embarques dos EUA seguem firmes, com 1,66 milhão de toneladas exportadas na semana encerrada em 05/06. Já o Brasil enfrenta retração: apenas 39.920 toneladas de milho foram exportadas em maio, ante 413 mil no mesmo mês de 2024. A média diária exportada em junho caiu 99,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com os compradores retraídos e exportações fracas, a tendência é de maior pressão sobre os preços nos próximos meses. Produtores devem se preparar para um cenário mais desafiador, sobretudo se a demanda externa não reagir no segundo semestre.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo: safra menor pressiona estoques



Dependência de importações no Brasil é ampliada




Foto: Divulgação

A produção brasileira de trigo deve cair de forma significativa em 2025. Segundo dados do CEEMA com base em estimativas da Conab, o país deve colher cerca de 8 milhões de toneladas, enquanto analistas privados apontam para apenas 7,69 milhões. Com isso, os estoques finais da safra 2025/26 devem despencar para 255 mil toneladas, queda de 44,3% frente à expectativa anterior.

O recuo na produção se deve principalmente à redução na área plantada, influenciada por fatores climáticos e baixa rentabilidade observada nas últimas safras. Mesmo com preços relativamente atrativos — R$ 70,00/saca no Rio Grande do Sul e R$ 80,00 no Paraná — os produtores se mantêm cautelosos.

A menor oferta interna reforça a dependência das importações. Nos primeiros cinco meses de 2025, o Brasil importou 3,09 milhões de toneladas de trigo, maior volume para o período desde 2001. No acumulado de 12 meses até maio, o total chega a quase 7 milhões de toneladas, o maior desde 2019.

Enquanto isso, no mercado internacional, a cotação em Chicago recuou para US$ 5,26/bushel. O relatório do USDA revelou estoques finais mundiais menores, projetados em 262,8 milhões de toneladas. A produção dos EUA foi estimada em 52,3 milhões de toneladas, e a da Argentina em 20 milhões.

Apesar da redução dos estoques globais, os moinhos brasileiros não demonstram urgência nas compras, já que ainda operam com estoques confortáveis, impulsionados pelas importações da Argentina. A expectativa é de que, no curto prazo, os preços se mantenham firmes, mas com risco de alta em caso de novos problemas climáticos na América do Sul.





Source link