segunda-feira, abril 27, 2026

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Dólar tem forte queda e volta para abaixo dos R$5,50 após fala de Powell


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SÃO PAULO (Reuters) – Depois de disparar na véspera quase 2% no Brasil, o dólar despencou outros 2% nesta sexta-feira, para abaixo dos 5,50 reais, acompanhando a queda generalizada da moeda norte-americana no exterior, após o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, defender o início dos cortes de juros nos EUA.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,97%, cotado a 5,4795 reais. Na semana, porém, a divisa ainda acumulou alta de 0,22%.

Às 17h23, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 2,14%, a 5,4875 reais na venda.

Bastante aguardada pelos mercados globais, a participação de Powell no simpósio de Jackson Hole reforçou as apostas de que o Federal Reserve de fato começará a cortar juros em setembro.

Powell defendeu pela manhã que “chegou a hora” de o Fed cortar sua taxa de juros, uma vez que os riscos crescentes para o mercado de trabalho não deixam espaço para mais fraqueza e a inflação está a caminho de alcançar a meta de 2%. Na prática, foi um apoio explícito ao afrouxamento da política monetária.

“Os riscos de alta para a inflação diminuíram. E os riscos de queda para o emprego aumentaram”, disse Powell. “Chegou a hora de ajustar a política. A direção a ser seguida é clara, e o momento e o ritmo dos cortes nos juros dependerão dos dados que chegarem, da evolução das perspectivas e do equilíbrio dos riscos.”

Em reação à fala de Powell, investidores foram em busca de ativos de maior risco, como ações e moedas de países emergentes, o que se traduziu na queda global do dólar.

No Brasil, após marcar a cotação máxima de 5,5843 reais (-0,10%) às 9h, na abertura da sessão, o dólar à vista atingiu a mínima de 5,4745 reais (-2,06%) às 16h24.

“As questões locais do Brasil foram praticamente deixadas de lado hoje em função das declarações de Powell, dizendo que chegou a hora de mexer nos juros”, pontuou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. “Isso tirou um peso do mercado e os investidores foram em busca de ativos de risco.”

Uma taxa de juros mais baixa nos EUA favorece o diferencial de juros para o Brasil, que se torna mais atrativo aos investimentos internacionais.

Além de Powell, o movimento do câmbio no Brasil foi resultado de certa recomposição de posições, conforme Rugik, após a disparada do dólar na véspera.

Internamente, a principal questão ainda é se o Banco Central elevará ou não a taxa básica Selic em setembro, como vem sendo precificado pelo mercado. A probabilidade de alta de 25 pontos-base da Selic em setembro está em 90%, conforme precificação da curva a termo brasileira. Há outros 10% de probabilidade de manutenção da taxa em 10,50% ao ano.

“Se ele (BC) não subir juros na próxima reunião, o real deve se desvalorizar mais e o juro longo deve subir”, pontuou Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, em comentário enviado a clientes. “Se o BC não subir juros, o mercado sobe por conta própria”, acrescentou, em referência aos possíveis efeitos na curva.

Às 17h21, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,78%, a 100,670.

Pela manhã o Banco Central vendeu todos os 12.000 contratos de swap cambial tradicional em leilão para fins de rolagem do vencimento de 1º de outubro de 2024.

(Por Fabrício de Castro)





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Bicudo causa grande prejuízo na cana-de-açúcar


“Os danos são tão severos que reduzem o número de canas por metro, sem recuperação”



O Sphenophorus está presente em todas as regiões produtoras de cana do Brasil
O Sphenophorus está presente em todas as regiões produtoras de cana do Brasil – Foto: Canva

O bicudo da cana-de-açúcar (Sphenophorus levis) é a principal praga do setor canavieiro devido à sua difícil gestão, causando perdas de 1,6 toneladas de produtividade para cada 1% de toco atacado. Cerca de 40% dos canaviais brasileiros, ou 3,5 milhões de hectares, são tratados anualmente para controle dessa praga. 

Segundo Maurício Oliveira, gerente de marketing regional da FMC, a praga reduz significativamente a produção, especialmente em São Paulo, onde há uma perda estimada de 10 toneladas por hectare ao ano. A larva do bicudo, que vive nos rizomas da cana, é a principal responsável pelos danos, matando os perfilhos e reduzindo a produtividade.

“Os danos são tão severos que reduzem o número de canas por metro e não há recuperação. Alguns canaviais são reformados no terceiro corte, sendo que a média de cortes pode chegar a 6 cortes. No estado de São Paulo, por exemplo, estima-se que cerca de 10 toneladas por hectare são perdidas, todos os anos. Isso torna cada vez mais importante que o manejo seja adotado em todas as fases da praga e, também, desde a fase de plantio da cana-de-açúcar”, explica Maurício Oliveira, gerente de marketing regional da FMC.

O Sphenophorus está presente em todas as regiões produtoras de cana do Brasil, espalhando-se principalmente pelo transporte de mudas e cana para a indústria. Em áreas com alta infestação, a praga é geralmente detectada quando o nível já é elevado. Para minimizar essa infestação e garantir alta produtividade, é essencial adotar práticas e tecnologias desde a formação do viveiro. A FMC oferece soluções como o inseticida Premio® Star, que possui ação multipragas e dupla ação, controlando o Sphenophorus, a broca-da-cana e a broca-dos-rizomas, garantindo melhor proteção e um período prolongado de controle no canavial.
 





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Medidas de apoio ao produtor fortalecem a cadeia láctea de Goiás


Apenas no primeiro trimestre de 2024, a cadeia láctea de Goiás registrou a produção de 558,6 milhões de litros de leite industrializado, ocupando a quinta posição no ranking nacional. O setor, porém, enfrentou muitos desafios nos últimos anos, como a queda de preços, elevação de custos de produção e concorrência de produtos importados.

Essa situação levou o Governo de Goiás a adotar uma série de medidas de apoio ao segmento. Em março deste ano, por exemplo, o governador Ronaldo Caiado anunciou a retirada de benefícios fiscais de laticínios que importam leite e derivados de outros países, por meio de alteração em lei e publicação de decretos.

Também lutou pela criação de uma linha de crédito específica para a bovinocultura leiteira no âmbito do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Em vigor desde janeiro deste ano, o FCO Leite oferece menores taxas de juros e carência mais longa para pagamento.

Já no mês de maio, o Goiás Social, em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e a Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), promoveu a doação de milho a produtores de leite do estado, aliviando os custos com insumos.

PAA Leite

Na esfera da comercialização do leite, o Goiás Social lançou também uma edição do Programa de Aquisição de Alimentos específica para a cadeia láctea: o PAA Leite.

“Com o Agro é Social, o Goiás Social se faz presente na vida dos pequenos produtores da agricultura familiar de Goiás, e com a cadeia produtiva do leite não é diferente. Com esses incentivos, nós garantimos geração de renda para essas famílias ao mesmo tempo que melhoramos a qualidade da produção e fortalecemos a economia do nosso Estado”, afirma a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado.

Por meio do PAA Leite, cujo edital foi publicado no final de julho, o Estado irá adquirir o produto de organizações associativas e cooperativas de agricultores familiares. Conforme destaca o titular da Seapa, Pedro Leonardo Rezende, essas pessoas são as mais impactadas pelas oscilações do segmento.

“Aproximadamente 52% de todo o leite que é produzido em Goiás vem de propriedades rurais da agricultura familiar. É um perfil de produtores que precisa cada vez mais de políticas públicas eficientes”, pontua.

Conciliação

Outra medida importante, levando em consideração a necessidade de apoiar o produtor na precificação do leite, foi a instituição do Índice de Preços de Derivados Lácteos. O indicador se tornou uma referência para a definição do preço pago pelo leite ao produtor rural no mês seguinte à comercialização.

“Esse índice demonstra a variação dos preços da cesta de derivados lácteos, reduzindo a imprevisibilidade e possibilitando que os valores pagos aos produtores sejam mais justos”, explica o secretário Pedro Leonardo.

A metodologia do índice foi estabelecida pela Câmara Técnica de Conciliação da Cadeia Láctea, um ambiente de negociação que tem como objetivo o aumento da transparência e a redução de conflitos na cadeia láctea de Goiás.





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Busca por selo de saúde animal aumenta


Lançada pela MSD Saúde Animal no final de 2022, a Certificação em Bem-Estar Único – Missão de Cuidar tem visto um aumento de 220% na demanda em menos de dois anos. Atualmente, 11 propriedades possuem a certificação e 15 estão em processo de obtenção. Auditada pela QIMA/WQS, a certificação garante práticas modernas e sustentáveis, atendendo às exigências do mercado internacional. Para a Schoeler Agro, um dos maiores produtores independentes de suínos no Brasil, o selo destaca seu compromisso com o bem-estar animal, o meio ambiente e a qualidade de vida.

“Foram 10 meses de adequações, em especial na parte documental e treinamentos. O processo de conquista já foi enriquecedor, com conhecimento profundo de normativas e procedimentos. Com os processos bem desenhados e claros, honramos, inclusive, o trabalho das equipes da granja”, diz Lilian Schoeler, diretora administrativa da Schoeler Agro.

Paulo Giehl, gerente comercial da Schoeler Agro, complementa que o selo trouxe benefícios e boas expectativas: “Esperamos novos clientes em potencial, como redes de supermercados e frigoríficos que exportam. Trabalhamos para sermos reconhecidos como uma empresa que cuida de seus animais e prioriza a qualidade, e isso já está acontecendo, especialmente com o reforço do selo. Já notamos diferença na percepção dos clientes, que reconhecem e elogiam a certificação e, da nossa parte, recebem animais com mais qualidade. Além disso, esperamos uma valorização no preço no decorrer do tempo, pois o selo poderá facilitar a negociação”.

Erivelton Schinermann, gerente de produção, destaca a importância da certificação para motivar as equipes e formalizar práticas que antes eram informais. Com o selo, os protocolos foram institucionalizados e a transparência aumentou. Ele observa que a certificação resultou em animais mais calmos e com menor mortalidade, melhorando a saúde, reduzindo perdas ao parto, e aprimorando a formação mamária e a produção de leite.
 





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expositores que sofreram com as enchentes são exemplos de superação


Para além dos 413 empreendimentos que ocupam o Pavilhão da Agricultura Familiar e que levam o que de melhor é produzido nas propriedades rurais do Rio Grande do Sul, a edição de 2024 traz um componente especial: a história de homens e mulheres que foram fortemente impactados pelas chuvas e enchentes que ocorreram no Estado, mas que superaram as adversidades para reerguerem seus empreendimentos e trazerem seus produtos à Expointer.  

O caso de Igor Longaray, de 27 anos, revela a superação que os gaúchos buscam encontrar desde o início dos eventos meteorológicos. Funcionário da Casa Bucco, cachaçaria de Bento Gonçalves, Longaray perdeu a esposa e o sogro devido a um deslizamento de terra que atingiu as instalações da agroindústria. Decidiu que, apesar da dor que enfrentava, tinha que seguir e estar presente na Expointer. “A minha esposa sempre foi uma pessoa positiva, sempre pensando para frente. Todos os produtos que estão nessa mesa, as cachaças que estão aqui, passaram pelas mãos dela, então eu levei isso em consideração e decidi tocar adiante o legado dela”, apontou Longaray.

A chuva que castigou o Vale do Rio Pardo atingiu a moradia e o empreendimento do casal Givanildo Vidal de Souza e Maria Elisa Hennig, em Candelária. Os proprietários da agroindústria Rodeio Figueira perderam a casa e toda a estrutura do negócio familiar. Além disso, perderam toda a matéria-prima responsável pela produção de melado e sofreram com o solo lavado pela enxurrada.

Sem ter onde morar e produzir, e hospedados na casa de vizinhos, Givanildo e Maria colocaram em prática uma força-tarefa para conseguir estar na Expointer, local em que foram premiados no concurso da agricultura familiar na categoria melado da edição de 2023. “Remontamos a agroindústria num galpão velho e entramos numa verdadeira corrida contra o tempo para podermos estar aqui. Foram poucas horas de sono nas últimas semanas, mas alcançamos nosso objetivo”, comemora Givanildo.

A enchente também desabrigou Enéas Lopes Kaiper, morador da Ilha das Flores, em Porto Alegre. Proprietário das Cuias Kaiper, Enéas afirmou que a água tapou completamente sua casa. O artesão saiu às pressas de casa, conseguindo salvar apenas parte da sua produção. Morando por mais de um mês acampado próximo à BR-386, Enéas afirmou que mesmo com as dificuldades, não havia hipótese de não estar na Expointer. “Tivemos que arregaçar as mangas e trabalhar em dobro. A Expointer é uma grande vitrine para o nosso negócio, não poderíamos ficar de fora”, garante.

“Ver esse pavilhão lotado revela que, para além da qualidade, também está aqui exposta a garra desses trabalhadores para se fazerem presentes, mesmo ante todas as dificuldades”, pontua o secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti.  

Em dois dias de venda, o Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer vendeu um total acumulado de R$ 2.252.141,88, o que aponta um crescimento de 16,64% em relação ao mesmo período de 2023, reafirmando o sucesso e a importância desse espaço.





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Ginetes e cavalos demonstram habilidades em provas de equinos na Expointer


O Freio de Ouro é a competição equina mais conhecida quando se fala em Expointer, mas não é a única: a feira também sedia uma série de provas e competições de diversas raças, que demonstram os atributos dos animais e as habilidades dos ginetes. Confira algumas das provas, seus horários e locais.

Árabe

Os cavalos Árabes competem em provas em todos os nove dias da feira, nas pistas 14 e 15. “Hoje teremos a prova de Morfologia Funcional, criada aqui no Rio Grande do Sul. Nela, ocorre a seleção dos melhores exemplares funcionais, entre os cavalos que estão realizando as provas montadas”, explica o presidente da Associação Gaúcha de Cavalo Árabe, Luís Fernando Tarragô.

A programação da raça segue na quarta-feira (28/8), às 15h, com a prova feminina dos cinco tambores. “As amazonas darão um espetáculo de destreza e coragem com seus cavalos árabes”, destaca Luís Fernando.

Na quinta-feira (29/8), às 17h, será a vez da prova de rédea campeira; na sexta-feira (30/8), às 15h, a prova de seis balizas; e no sábado (31/8), às 10h30, a tradicional prova do Carro X Cavalo. Nesta prova, duplas de cavaleiro e motorista, masculino com feminino, correm em uma pista a cavalo; na sequência, o cavaleiro ou amazona embarca na caminhonete e faz outro percurso no carro. A dupla que fizer em menor tempo é a campeã. “É uma prova muito divertida e que agrada ao público, lotando as arquibancadas”, garante Tarragô.

Cavalo Campeiro

Assim como o cavalo Crioulo, o Campeiro também é uma raça que surgiu na região Sul do Brasil. Seus atributos são testados em provas funcionais, que ocorrem na Expointer na quinta-feira (29/8), a partir das 8h, nas pistas 14 e 15. São 45 animais inscritos para a edição deste ano, com promoção do Núcleo Gaúcho de Cavalo Campeiro.

Quarto de Milha

Os cavalos Quarto de Milha competem a 6ª etapa e a final do Campeonato Gaúcho durante a Expointer, na sexta (30/8) e sábado (31/8), a partir das 8 horas, na pista de provas 1. São 57 conjuntos inscritos, para as categorias aberto, amador, amador light, jovem e feminino.

Na sexta, às 13h, o Quarto de Milha participa de provas de laço comprido, junto com a raça Paint Horse, na pista de prova de equinos. “A avaliação é feita por pegada de armada, aquela laçada que é feita nas aspas do boi. Cada núcleo pontua os cavalos de sua raça”, explica Darlene Marques, do Núcleo Sul dos Criadores de Cavalo Quarto de Milha.

Entre os cavalos Paint Horse, são 15 inscritos para a prova de laço comprido. “Tem que laçar o boi. Se errar, está fora”, resume Antonio Marcelo Caleffi, do Núcleo Regional Sul da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo da Raça Paint Horse (ABCPaint). Mas a eliminação não é irremediável: quem perder a laçada pode se reinscrever e tentar novamente.





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Exportações brasileiras alcançam US$ 97,8 bilhões até julho


Complexo soja e carnes impulsionam exportações




Foto: Pixabay

As exportações brasileiras registraram um total de US$ 97,8 bilhões nos primeiros sete meses de 2024, de acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária, referente à semana de 16 a 22 de agosto, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O valor representa um aumento de 0,95% em comparação ao mesmo período de 2023.

De acordo com o boletim, o complexo soja, que inclui grão, óleo, farelo e subprodutos, liderou as exportações brasileiras, correspondendo a 40,4% do total em valor. Em seguida, o grupo de carnes, incluindo frango, suíno e bovino, representou 14,5% das exportações. Mato Grosso foi o estado que mais contribuiu para o total das exportações, com 18,5%, seguido por São Paulo (17,2%) e Paraná (11,1%).

Especificamente, o Paraná registrou um montante de US$ 10,8 bilhões em exportações entre janeiro e julho de 2024, valor ligeiramente inferior ao mesmo período de 2023, quando o estado exportou US$ 11,1 bilhões. O principal item exportado pelo Paraná foi o complexo soja, que representou 42% do total. Em segundo lugar, ficou o grupo de carnes, que teve uma participação de 23,9%, seguido pelos produtos florestais. O Paraná, que é o maior exportador de carnes do Brasil, contribuiu com US$ 2,6 bilhões para a balança comercial nacional neste período.





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Preço da mandioca sobe pelo quarto mês consecutivo


Valor ainda está abaixo do registrado em 2023




Foto: Agrolink

Os preços da tonelada de mandioca no Paraná registraram aumento nas últimas semanas e devem encerrar agosto com ganhos em relação a julho, conforme aponta o Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 16 a 22 de agosto, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Este será o quarto mês consecutivo de alta nos preços pagos aos produtores.

De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária, a seca que atinge a região tem afetado a produtividade e dificultado o arranquio das raízes, fatores que explicam a recente valorização da mandioca. Apesar disso, os preços atuais, de R$ 534,31 por tonelada, ainda são 28% inferiores aos praticados em agosto de 2023, quando o valor alcançou R$ 745,44 por tonelada.

As oscilações nos preços têm gerado incertezas no setor, especialmente em relação à projeção de área plantada para 2025, que será divulgada pelo Deral na próxima quinta-feira (29/08). A soja, que tradicionalmente vinha ocupando áreas de outras culturas no estado, enfrenta um período de menor demanda, o que pode favorecer a manutenção das áreas dedicadas à mandioca. Para o ciclo atual, a expectativa é que sejam colhidos 139,7 mil hectares, com uma produção projetada de 3,7 milhões de toneladas, caso a cultura continue resiliente frente às adversidades climáticas.





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Trigo e cevada registram queda na qualidade devido a geadas e seca


A colheita de cevada começou de forma tímida




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O novo relatório de Condições de Tempo e Cultivo, trouxe atualizações preocupantes sobre o impacto das geadas e da estiagem nas lavouras do estado. As lavouras de trigo em condições ruins aumentaram de 16% para 19%, enquanto as que estão em condições médias passaram de 21% para 25% da área cultivada. Com isso, as lavouras em boas condições agora representam 56% da área total, uma queda de 7 pontos percentuais em relação à semana anterior, o que equivale a aproximadamente 70 mil hectares reclassificados. Grande parte dessa deterioração se deve às geadas que atingiram o Sudoeste do estado, mas a estiagem em outras regiões também contribuiu para a piora, ainda que de forma menos expressiva. Até o momento, apenas 3% da área plantada foi colhida, com baixas produtividades em função dos danos causados pela seca, que continua a afetar as lavouras plantadas mais precocemente, conforme as informações divulgadas no Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 16 a 22 de agosto, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

De acordo com o boletim, os números de safra, que serão atualizados no dia 29 deste mês, devem oferecer uma visão mais clara das perdas provocadas pela estiagem. No entanto, os danos causados pela geada de 13 de agosto ainda não estão totalmente refletidos nos dados atuais. A preocupação aumenta com a previsão de uma nova frente fria que pode impactar novamente as lavouras de trigo no estado.

Segundo Boletim de Conjuntura Agropecuária, a cultura da cevada também sofreu pioras, especialmente nos Campos Gerais, onde a seca foi o principal fator de deterioração. As lavouras em boas condições caíram de 84% para 77% da área total. A colheita de cevada começou de forma tímida, e as produtividades iniciais indicam que os resultados poderiam ter sido melhores se o regime de chuvas tivesse sido mais regular.





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Colheita de milho do Brasil entra na reta final, diz Pátria AgroNegócios


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SÃO PAULO (Reuters) – A colheita da segunda safra brasileira atingiu 94,2% da área total cultivada na safra 2023/24, entrando na reta final à frente dos índices registrados nos últimos anos, em meio ao tempo seco e um plantio precoce, de acordo com levantamento da consultoria Pátria AgroNegócios.

Em 2023, nesta época, o total colhido chegava a 82,76%, em 2022 era de 89,22%, e na média dos últimos cinco anos foi de 86,81% para este período do ano, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira.

“A colheita já em reta final, praticamente encerrada nos principais Estados produtores. Restam ainda áreas a serem colhidas principalmente nos Estados de Minas Gerais e São Paulo”, disse o diretor da consultoria Matheus Pereira, em nota.

(Por Roberto Samora)

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