Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Agrolink
Segundo dados do boletim informativo do Cepea, os preços do miho seguem registrando alta. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) está próximo de alcançar os R$ 70 por saca de 60 kg, valor não visto desde 9 de janeiro deste ano. Esse comportamento das cotações reforça a tendência de valorização no mercado interno, sustentada tanto pela demanda consistente quanto pela menor oferta momentânea. O milho tem se destacado como um dos produtos agrícolas de maior valorização em 2024.
As altas são atribuuidas á retração de vendedores e à necessidade de parte dos compradores ecompor os estoques. Ressaltam também que os aumentos de preços ocorrem mesmo diante do avanço da semeadura da safra verão e de previsões indicando chuvas na maior parte das regiões produtoras. Ao mesmo tempo, compradores se veem pressionados a recompor estoques, temendo dificuldades futuras em caso de oscilações climáticas ou aumento dos preços. Mesmo com o avanço da semeadura da safra de verão e previsões de chuvas abrangendo importantes regiões produtoras, a oferta limitada para negociação no curto prazo continua sustentando a alta nas cotações.
Apesar das pressões de curto prazo, o mercado também considera as boas expectativas para a próxima safra. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou recentemente uma projeção de produção total de milho para 2024/25 de 119,74 milhões de toneladas. Esse volume, se confirmado, representará um crescimento de 3,5% em comparação à safra 2023/24. A expansão é atribuída principalmente ao aumento da área plantada e à expectativa de maior produtividade, favorecida pela regularização das chuvas e pelo uso de tecnologias avançadas no campo.
O aumento das temperaturas e a irregularidade das chuvas têm intensificado a presença de pragas nas lavouras brasileiras, exigindo dos agricultores novas estratégias de manejo. Segundo Felipe Biazola, gerente de produtos biológicos, esses fenômenos encurtam o ciclo de vida das pragas, aumentando o número de gerações dentro de uma mesma safra e provocando uma expansão geográfica significativa. “Regiões que antes não enfrentavam certos problemas, como a cigarrinha-do-milho, agora precisam lidar com essas ameaças, mesmo em climas mais frios”, alerta Biazola.
Clima e a aceleração dos ciclos de pragas
Segundo Biazola, o aumento das temperaturas e a irregularidade das chuvas são os principais responsáveis pela intensificação do problema. “As temperaturas elevadas encurtam o ciclo de vida das pragas, gerando mais gerações por safra e aumentando a população ao longo do ano”, explica. Em condições normais, o frio funciona como uma barreira natural, limitando a proliferação de muitas pragas.
Além disso, a expansão geográfica das pragas é outro fenômeno preocupante: “Regiões que antes não enfrentavam certas pragas agora estão suscetíveis devido ao aumento das médias térmicas”, comenta. Um exemplo citado foi a cigarrinha-do-milho, que, antes restrita a algumas áreas do Brasil, agora se espalha por todo o território, inclusive em regiões mais frias.
Chuvas irregulares e estresse das plantas
A escassez ou excesso de chuvas também interfere na resistência das culturas. “Com o estresse hídrico, as plantas se tornam mais vulneráveis a ataques de pragas, já que precisam dividir seus recursos entre o crescimento e a defesa”, destaca Biazola. Por outro lado, períodos de chuvas excessivas seguidos por estiagens afetam os predadores naturais das pragas, comprometendo o equilíbrio ecológico. “Esse desequilíbrio pode transformar pragas secundárias em problemas primários”, acrescenta.
Cigarrinha-do-Milho e Mosca-Branca: vetores de doenças
Entre as pragas emergentes, Felipe Biazola ressalta a importância de controlar a cigarrinha-do-milho e a mosca-branca. Ambas, além de causarem danos diretos, são vetores de doenças que impactam significativamente a produtividade. No caso da mosca-branca, a situação é mais complexa devido à sua capacidade de se hospedar em diversas culturas e plantas daninhas, o que facilita sua persistência entre safras.
Controle biológico como ferramenta fundamental
Questionado sobre as medidas preventivas, Biazola enfatiza a importância do manejo integrado e destaca o papel do controle biológico. “O controle biológico ajuda a manter as populações de pragas em níveis baixos, permitindo que o controle químico seja mais eficiente quando necessário”, esclarece. Ele também menciona a relevância do planejamento fitossanitário, desde a escolha de sementes até o escalonamento das janelas de plantio, para reduzir o impacto das condições adversas.
Felipe explica que a introdução de agentes biológicos no início do ciclo das pragas é uma estratégia eficaz. “Produtos biológicos à base de fungos, por exemplo, têm alta persistência no ambiente, agindo sobre as pragas adultas e inibindo a eclosão de novas gerações”, observa. Essa abordagem não apenas reduz a pressão inicial das pragas, mas também cria um ambiente favorável para o controle químico nos momentos críticos.
Pesquisa e inovação: o futuro do manejo agrícola
Para Felipe Biazola, a pesquisa é essencial para desenvolver soluções inovadoras diante das mudanças climáticas. “Estamos trabalhando na seleção de cepas de microrganismos mais resistentes a estresses térmicos e hídricos, além de aprimorar as formulações dos produtos para aumentar sua eficácia”, explica. A inovação também se estende à tecnologia de aplicação, com o objetivo de maximizar a exposição das pragas aos produtos biológicos e químicos.
“É fundamental integrar diferentes ferramentas e disciplinas, desde a biotecnologia das culturas até a tecnologia de aplicação, para alcançar um controle eficaz”, ressalta Biazola. A pesquisa, portanto, busca alinhar essas inovações para oferecer soluções mais resilientes e sustentáveis ao setor agropecuário.
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou vendas de 126 mil toneladas de milho nesta quarta-feira (9). O volume é todo da safra 2024/25 para destinos não revelados.
As vendas feitas no mesmo dia, para o mesmo destino e com volume igual ou superior a 100 mil toneladas devem sempre ser informadas ao departamento americano.
Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
A recente visita de um ex-presidente do Fundecitrus é tema deste Link FDC
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Fundecitrus
A recente visita de um ex-presidente do Fundecitrus é tema deste Link FDC. Osório de Almeida Costa presidiu a instituição entre os anos de 1986 e 1988, e em recente visita ele relata as mudanças que observou na instituição, tanto no aspecto físico quanto em relação à quantidade de profissionais que hoje atuam na empresa. Saiba mais acessando nosso site.
A representatividade da Safra 2024 será conhecida sábado, 19 de outubro, na 32ª Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2024. Os 800 apreciadores de 72 cidades brasileiras, além da Espanha e Uruguai, vão degustar ao mesmo tempo as 16 amostras selecionadas entre as 30% representativas da safra dentre um universo de 472 amostras inscritas por 67 vinícolas de sete estados brasileiros, além do Distrito Federal (Bahia 15, Distrito Federal 16, Goiás 01, Minas Gerais 03, Paraná 03, Rio Grande do Sul 408, Santa Catarina 08 e São Paulo 18).
Único no mundo, o evento segue seu propósito inicial de avaliar a safra, gerando ferramentas para viticultores, enólogos e viticultores seguiram aprimorando a produção nacional. Alinhada com as tendências de mercado e refletindo o desempenho da vitivinicultura brasileira, a Avaliação não é um concurso por não conferir medalhas, mas é uma radiografia do comportamento do setor. Reconhecida mundialmente pela sua legitimidade e relevância na promoção e divulgação do vinho brasileiro, a Avaliação Nacional de Vinhos avança pelo país reunindo amostras de diferentes regiões produtoras.
Reunindo agricultores, vinhateiros, enólogos, sommeliers e enófilos, o evento é uma grande confraternização, um ponto de encontro entre pessoas que têm em comum o gosto pelo vinho. O presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), enólogo Ricardo Morari, acredita que esta edição tem um valor especial. “Estamos retomando o formato que construiu o nome da Avaliação. Aqui, as pessoas querem sim degustar a representatividade da safra em curso, mas querem também reencontrar amigos do vinho e fazer novas amizades em torno de uma bela taça. É um encontro festivo, de comemoração, em que a estrela é o vinho brasileiro, independente de marca comercial”, celebra.
A avaliação das 472 amostras foi realizada às cegas por 90 enólogos, em setembro, seguindo normas estabelecidas pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). Com caráter 100% técnico, o processo selecionou os 30% representativos e destes as 16 amostras que serão degustadas pelo grande público. Somente no final do evento é que serão divulgadas as vinícolas. A exemplo de edições pré-pandemia, a Avaliação Nacional de Vinhos Safra 2024 esgotou os ingressos, repetindo o sucesso histórico.
OS COMENTARISTAS
1. Ari Gorestein – Co-CEO e diretor de produtos de Víssimo Group – Brasil
2. Bruno Sias Rodrigues – Sommelier – Brasil
3. Bruno Vianna – Sommelier – Brasil
4. Daniel Arraspide – Jornalista e sommelier – Uruguai
5. Dionísio Chaves – Sommelier – Brasil
6. José Ignacio Hernández – Enólogo – Espanha
7. Lucia Porto – Jornalista e sommelier – Brasil
8. Marcio Campos Dias – Jornalista – Brasil
9. Mauricio Ceccon – Sommelier – Brasil
10. Murillo de Albuquerque Regina – Engenheiro Agrônomo – Brasil
11. Paula Theotonio – Jornalista e sommelier – Brasil
12. Protásio Da Luz – Médico – Brasil
13. Rosane Marchetti – Jornalista – Brasil
14. Sara Bodowsky – Jornalista – Brasil
15. Vanessa Stefani – Enóloga – Brasil
16. Sorteado
SERVIÇO
O que? 32ª Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2024
Quando? 19 de outubro de 2024
Onde? Pavilhão E do Parque de Eventos de Bento Gonçalves
Ingressos pelo https://www.enologia.org.br/avaliacao-nacional-de-vinhos/inscricao-publico/
Fundecitrus participou, nesta quarta e quinta-feira da edição do Juice Summit
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Fundecitrus
O Fundecitrus participou, nesta quarta e quinta-feira (16 e 17), da edição 2024 do Juice Summit, realizado na Antuérpia, Bélgica. A conferência internacional é organizada pelas indústrias de sucos e oferece oportunidades de networking e discussão de temas importantes enfrentados pelos setores, incluindo tendências de mercado e de consumo, estratégias futuras, pesquisa e oportunidade de crescimento. O diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, participou da conferência e ministrou palestra dentro da sessão “Principais ameaças e novas abordagens para uma indústria de laranja saudável no Brasil”.
Ayres apresentou o cenário de desafio para a produção de citros diante da evolução do greening e dos impactos provocados pelas altas temperaturas no cinturão citrícola. Ele também traçou a evolução das pesquisas desenvolvidas pelo Fundecitrus em benefício da sustentabilidade da citricultura, atualizando o setor sobre os resultados promissores no desenvolvimento de laranjeiras repelentes ao psilídeo, vetor do greening, e a combinação delas com outros mecanismos para repelir e matar o inseto. “É uma oportunidade muito importante para a citricultura brasileira poder reunir-se nesse fórum global para compartilhamento de conhecimento com todos os participantes da indústria internacional. O greening é um desafio mundial que cobra união de todos os envolvidos. Por onde passou, devastou pomares! Não há cura. Mostramos, nesse fórum, que nossas pesquisas estão no caminho certo para a mitigação da pior doença do setor”, diz Ayres.
A abordagem sobre o tema também contou com a participação do pesquisador parceiro do Fundecitrus Leandro Peña, da Universidade Politécnica de Valência (Espanha), e do consultor Marcos Fava Neves, Professor da USP/Ribeirão Preto (SP) e da Harven Agribusiness School.
O Fundecitrus recebeu, na semana passada, a visita de representantes da Innocent Drinks, uma das principais envasadoras de suco da Europa. Maria Ntova, chefe da área técnica e fornecimento, e Phil Mitchell, gerente técnico, conheceram mais de perto as pesquisas desenvolvidas pelo Fundecitrus e visitaram, também, os laboratórios da instituição.
Para o pesquisador do Fundecitrus Franklin Behlau, o encontro foi importante para a troca de informações técnicas sobre o setor e para que a empresa pudesse conhecer o trabalho realizado pelo Fundecitrus em benefício da citricultura. “Nesse encontro, pudemos apresentar, pessoalmente, os andamentos e resultados dos nossos estudos relacionados às mais diversas doenças, em especial ao greening. De acordo com eles, o trabalho do Fundecitrus é muito reconhecido na Europa, pelos artigos e pesquisas que são produzidos e pelos impactos positivos em benefício da sustentabilidade da nossa citricultura”, diz. A Innocent Drinks foi fundada em 1999, em Cambridge, no Reino Unido.
PARCERIA
Em 2023, uma importante pesquisa desenvolvida pela Embrapa Territorial, com o apoio do Fundecitrus e financiada pela Innocent Drinks, identificou mais de 300 espécies de animais silvestres no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro. Foram encontrados, principalmente, aves e mamíferos circulando em pomares ou vivendo nas fazendas produtoras de laranja. Em termos de riqueza, esse valor chega a aproximadamente 30% das espécies da avifauna registradas para o estado de São Paulo.
Neste mesmo estudo, também foi possível estimar a capacidade do cinturão citrícola de estocar carbono nas laranjeiras, no solo e nas áreas de vegetação nativa. De acordo com o estudo, há 36 milhões de toneladas de carbono em uma área avaliada que abrangeu cerca de 500 mil hectares, 68% dela ocupada por pomares e 32% ocupada por áreas destinadas à preservação ambiental. O trabalhou calculou em 36 milhões de toneladas o carbono estocado nesse território, conhecido como cinturão citrícola brasileiro. O montante equivale a 133 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2), o que corresponde ao que é emitido pela cidade de São Paulo em oito anos.
Confira os estudos na íntegra:
Relatório de Pesquisa Fauna na Citricultura – Embrapa Fundecitrus
Os desafios para se ter uma boa produção de laranja são grandes. Além das doenças, na qual o greening é o grande destaque, fatores climáticos também são preponderantes para o sucesso ou insucesso de um pomar de citros. A queda na safra de 2024 se deve, dentre outros fatores, ao longo período de estiagem observado no cinturão citrícola.
Mitigar problemas relacionados aos períodos de seca é o objetivo de diversas pesquisas realizadas em parceria entre Fundecitrus, Embrapa Mandioca e Fruticultura, Fundação Coopercitrus Credicitrus e Instituto Agronômico (IAC). Um desses trabalhos é realizado em Bebedouro (SP), local em que estão plantadas algumas variedades de porta-enxertos que já dão indícios de vigor em meio à seca.
O pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Eduardo Girardi, explica que essas variedades podem ser tolerantes à seca, para dispensar o uso da irrigação, ou mais responsivas nas áreas irrigadas. “Temos aqui 27 experimentos, muitos deles híbridos do tipo citrandarin, desenvolvidos pela Embrapa ou pelo Instituto Agronômico. Alguns deles vêm demonstrando alta tolerância à seca, comparável ao limão Cravo, enquanto outros são muito sensíveis”, completa.
O pesquisador também afirma que esse tipo de pesquisa é bastante importante para o cinturão citrícola e para as áreas de expansão. “Com esse tipo de trabalho é possível trazer novas opções de recomendações, e isso dará ao citricultor a possibilidade de buscar mais sustentabilidade. São opções que o produtor que não consegue irrigar poderá ter, ou quando ele até consegue irrigar, mas o volume de água não é muito grande”, afirma Girardi. O estudo permite ainda identificar os porta-enxertos mais apropriados para o manejo irrigado, pois são aqueles que sentem a seca primeiro.
As variedades do experimento com copa de laranja Pera IAC em Bebedouro foram plantadas em maio de 2022, com um espaçamento de 6,5 por 2,5 metros. No total, existem 27 porta-enxertos na área. “Além de alguns controles comerciais, como Cravo, Swingle e trifoliata, ele reúne alguns híbridos originados ou da Embrapa, ou do IAC, quase todos eles citrandarins, que são cruzamentos de tangerina com trifoliata. Além disso, temos outros híbridos, alguns vigorosos, outros mais ananicantes ou semiananicantes”, detalha o pesquisador.
Por fim, Girardi reforça a importância da parceria entre instituições na realização do estudo. “É muito importante essa parceria que existe entre as instituições, essa junção de conhecimentos é essencial na realização desse trabalho que ainda está em fase inicial, mas que certamente trará resultados”, finaliza Girardi.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Pixabay
De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 11 a 17 de outubro, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Paraná registrou uma queda nas importações de lácteos em 2024.
Entre janeiro e setembro, o estado importou 6,1 mil toneladas de produtos derivados do leite, como leite em pó e queijo muçarela. Esse volume representa uma redução de 42% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram importadas 10,6 mil toneladas.
Essa queda nas importações trouxe alívio para os produtores locais, que em setembro receberam, em média, 16,8% a mais por litro de leite entregue às indústrias. No entanto, para o consumidor final, o impacto foi um aumento nos preços de derivados do leite no varejo. O leite longa vida, por exemplo, teve uma alta de 25,5% em comparação a setembro do ano anterior, agravada pela menor captação de leite durante o período, conforme dados do boletim.