quinta-feira, abril 23, 2026

Política & Agro

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Cotação do algodão cai em meio à alta do dólar



A valorização do dólar ocorre em um contexto de incerteza



A valorização do dólar ocorre em um contexto de incerteza
A valorização do dólar ocorre em um contexto de incerteza – Foto: Canva

De acordo com dados da StoneX, os futuros de algodão fecharam o último pregão da semana passada em baixa, com o contrato dezembro/24 negociado a US¢70,17 por libra-peso, marcando uma desvalorização semanal de 0,7%. Essa queda na cotação da pluma está associada principalmente ao fortalecimento do dólar frente às moedas globais, um efeito da expectativa de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos. Esse cenário impacta a atratividade das commodities americanas no mercado internacional, já que o dólar valorizado encarece os produtos exportados pelos EUA.

A valorização do dólar ocorre em um contexto de incerteza sobre o futuro da política monetária americana, que deve se tornar mais claro após as eleições presidenciais dos EUA. O mercado espera que o resultado das eleições traga definições sobre o ritmo dos juros e a direção do câmbio no país, fatores que influenciam diretamente o valor das commodities exportadas, como o algodão.

Enquanto isso, os fundamentos do mercado de algodão permanecem estáveis, sem grandes novidades. A cotação da pluma vem sofrendo com a combinação da alta do dólar e a falta de incentivos novos que possam favorecer um aumento significativo na demanda ou alterações relevantes na oferta. Assim, o mercado de algodão segue atento ao cenário econômico e político nos EUA, aguardando mudanças que possam dar uma nova direção para os preços no curto prazo.

O setor continuará monitorando as tendências do câmbio e das taxas de juros, fatores decisivos para a competitividade das commodities estadunidenses no exterior, especialmente em um ambiente econômico global de forte competição.

 





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Índice CEAGESP variou 2,42% em setembro


O índice de preços CEAGESP encerrou o mês de setembro com variação de 2,42% ante uma variação de -0,55% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o índice apresentou variação de 2,72%. Com o resultado obtido, o índice encerrou o período apresentando um acumulado de -2,47% no ano e de 11,15% em 12 meses.

Neste contexto, o destaque ficou com o setor de Verduras, que mesmo diante das altas temperaturas e o clima seco encerrou o período registrando reduções de preço. O setor já vem acumulando, desde maio, sucessivas variações negativas de preço. Entre os setores analisados, este é o que acumula as maiores reduções de preço no ano e em 12 meses.

Setorização

O setor de FRUTAS variou 4,50% ante uma variação de 3,40% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de 5,82%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de 4,62% no ano e de 14,66% em 12 meses. Dos 48 itens cotados nesta cesta de produtos, 56% apresentaram alta de preço. As principais altas ocorreram nos preços de MARACUJÁ AZEDO (+62,20%), LIMÃO TAITI (+57,69%), LARANJA LIMA (+25,01%), MELÃO AMARELO (+19,96%) e LARANJA PERA (+15,94%). As principais reduções ocorreram nos preços de MAMÃO HAVAÍ (-33,03%), MANGA TOMMY ATKINS (-30,44%), MORANGO COMUM (-20,07%), MAMÃO FORMOSA (-14,56%) e GOIABA VERMELHA (-5,93%).

As altas temperaturas e as chuvas escassas têm prejudicado a produção e a qualidade dos citros. No caso da laranja, a produção deste item já vinha enfrentando dificuldades devido à expansão do greening nas regiões produtoras, principalmente no interior paulista. Os agentes de mercado relatam que muitos produtores estão migrando para outras regiões, o que acaba comprometendo a oferta de curto e de médio prazo. Outro fator importante a ser destacado são as compras que a indústria tem feito da laranja “de mesa” para atender à demanda de sucos para exportação. Todos esses fatores contribuem para que os preços da laranja sigam em alta no mercado atacadista. No Entreposto Terminal São Paulo (ETSP), a laranja lima encerrou o mês ao preço médio de R$ 4,97/kg enquanto que a variedade pera foi cotada a R$ 3,91/kg.

Já para o limão taiti, além da questão climática, este é um produto que está no período de entressafra. Segundo o Mapa de Sazonalidade publicado pela CEAGESP, o período de sazonalidade do produto é entre os meses de maio a outubro. Portanto, a tendência é de que os preços continuem em alta no mercado atacadista.

O setor de LEGUMES variou 1,58% ante uma variação de -0,74% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -2,48%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de -14,20% no ano e de 0,24% em 12 meses. Dos 32 itens cotados nesta cesta de produtos, 63% apresentaram alta de preço. As principais altas ocorreram nos preços de INHAME (+48,54%), JILÓ (+46,09%), PIMENTÃO VERDE (+38,03%), PEPINO JAPONÊS (+35,39%) e PEPINO COMUM (+30,70%). As principais reduções ocorreram nos preços de PIMENTÃO VERMELHO (-32,63%), VAGEM MACARRÃO (-27,10%), PIMENTÃO AMARELO (-26,67%), ABOBRINHA BRASILEIRA (-24,74%) e ABOBRINHA ITALIANA (-20,22%).

A redução no volume de oferta estimulou a alta de preço nos legumes. O jiló e os pepinos japonês e comum estão entre os que apresentaram as maiores reduções de volume ofertado. Na comparação anual, o jiló registrou uma redução no volume de oferta de 12,4% e 22,9% de redução mensal. Os pepinos, por sua vez, registraram reduções de oferta de 15,2% e 9,1% no ano enquanto que as reduções mensais foram de 6,3% e 4,4%, respectivamente. O clima quente e seco do período prejudicou a produção e a qualidade dessas hortaliças.

O setor de VERDURAS variou -8,74% ante uma variação de -6,44% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -4,44%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de -32,25% no ano e de -6,12% em 12 meses. Dos 39 itens cotados nesta cesta de produtos, 85% apresentaram redução de preço. As principais reduções ocorreram nos preços de ALMEIRÃO COMUM (-32,76%), COUVE-FLOR (-27,64%), REPOLHO VERDE/LISO (-22,00%), ESCAROLA COMUM (-20,63%) e BRÓCOLIS RAMOSO (-20,18%). As principais altas ocorreram nos preços de SALSA (+29,06%), MANJERICÃO (+8,08%), LOURO (+4,41%), MILHO VERDE (+2,83%) e NABO (+1,40%).

Apesar das altas temperaturas registradas no período, o setor de Verduras apresentou dificuldades na comercialização dos produtos. Nem mesmo a redução na oferta de brócolis ramoso (-47,1%), escarola (-9,9%), almeirão comum (-5,3%) e repolho verde (-2,3%) foi capaz de elevar os preços dessas hortaliças folhosas. No mercado atacadista, o brócolis ramoso encerrou o período cotado a R$ 4,05/maço, enquanto a escarola fechou a R$ 0,86/unidade. Já para o almeirão comum e o repolho verde, os preços médios no atacado foram de R$ 1,54/unidade e R$ 1,25/cabeça, respectivamente.

O setor de DIVERSOS variou -4,16% ante uma variação de -18,02% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -3,44%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de -4,42% no ano e de 29,79% em 12 meses. Dos 11 itens cotados nesta cesta de produtos, 73% apresentaram redução de preço. As principais reduções ocorreram nos preços de CEBOLA NACIONAL (-17,53%), OVOS DE CODORNA (-8,42%), BATATA ESCOVADA (-6,73%), BATATA ASTERIX (-5,72%) e OVOS BRANCOS (-5,55%). As principais altas ocorreram nos preços de COCO SECO (+10,63%), AMENDOIM COM PELE (+1,21%) e AMENDOIM SEM PELE (0,14%).

Mesmo com a redução na oferta de 1,1% da cebola nacional e de 4,4% da batata escovada, o mercado atacadista registrou redução no preço desses produtos. No ETSP, a cebola nacional foi cotada a R$ 2,73/kg, enquanto a batata escovada fechou a R$ 4,94/kg. Para as demais variedades de batata, os preços ficaram em R$ 4,92/kg para a Asterix e a lavada, em R$ 4,83/kg. Entretanto, as chuvas que atingiram a região Sul do país, mais próximas do fim do mês, podem trazer elevações de preços para estes produtos devido às restrições de oferta que poderão ocorrer.

O setor de PESCADOS variou 2,12% ante uma variação de -2,39% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de 4,30%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de -1,52% no ano e de -0,23% em 12 meses. Dos 28 itens cotados nesta cesta de produtos, 50% apresentaram alta de preço. As principais altas ocorreram nos preços de ABRÓTEA (+26,67%), POLVO (+21,29%), NAMORADO (+7,10%), PINTADO (+6,58%) e SALMÃO IMPORTADO (+6,41%). As principais reduções ocorreram nos preços de CURIMBA (-22,90%), SARDINHA LAGES (-16,47%), CAVALINHA (-16,31%), PESCADA MARIA-MOLE (-8,19%) e SARDINHA FRESCA (-7,53%).

O setor de Pescados apresentou um aumento na oferta em torno de 9,0% em comparação ao mês anterior, mas ainda assim não foi o suficiente para manter os preços do setor em patamares menores. A redução de oferta de espécies importantes e especializadas como robalo (-52%), tainha (-16%) e salmão (-11%), juntamente com o aumento da demanda devido ao incentivo de consumo de peixes na ‘Semana do Pescado’, que ocorreu entre os dias 01 e 15 de setembro, fizeram com que os preços do setor reagissem positivamente.





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Bioinseticidas ganham força contra lagartas resistentes



Foi ressaltada a importância de combinar baculovírus e inseticidas químicos



Foi ressaltada a importância de combinar baculovírus e inseticidas químicos
Foi ressaltada a importância de combinar baculovírus e inseticidas químicos – Foto: Canva

A resistência crescente das lagartas a Inseticidas e transgênicos impulsionou o uso dos bioinseticidas da AgBiTech Brasil, que já cobre cinco milhões de hectares de soja, milho e algodão com baculovírus. No evento “Expert Team” em Campinas (SP), a empresa reuniu cerca de vinte consultores e pesquisadores para discutir os avanços e desafios no manejo de pragas e apresentar inovações.

O CEO Adriano Vilas Boas e o diretor de marketing Pedro Marcellino destacaram o crescimento da AgBiTech desde sua chegada ao Brasil, em 2017-18. Com 95% do mercado de bioinseticidas para soja, a companhia lidera o setor, sendo especialmente procurada para o controle de pragas resistentes, como Spodoptera frugiperda, Helicoverpas e Rachiplusia nu. A resistência dessas lagartas aos métodos convencionais tem levado os agricultores a buscar alternativas mais sustentáveis e eficazes.

Durante o evento, foi ressaltada a importância de combinar baculovírus e inseticidas químicos para preservar as tecnologias disponíveis. Paula Marçon, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento da AgBiTech, conduziu debates sobre a qualidade dos bioinseticidas e novas tecnologias em desenvolvimento. Marçon adiantou que a empresa lançará inovações nas próximas safras, ampliando seu portfólio para atender melhor os desafios no campo.

Com crescimento consistente e apoio técnico de consultores e acadêmicos, a AgBiTech reforça seu compromisso com a sustentabilidade e a eficiência no agronegócio brasileiro. As inovações e investimentos anunciados no evento visam aprimorar o controle de pragas resistentes, oferecendo soluções mais adaptadas e robustas para as necessidades do agricultor.

 





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Indústria química e a discussão sobre o gás natural



As empresas produtoras de gás solicitaram maior flexibilidade



As empresas produtoras de gás solicitaram maior flexibilidade
As empresas produtoras de gás solicitaram maior flexibilidade – Foto: Pixabay

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) encerra nesta sexta-feira (8) a consulta pública sobre a revisão da Resolução ANP nº 16, de 2008, que regula as especificações e o controle de qualidade do gás natural. A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) destaca que a composição estável do gás é crucial para a indústria, que consome cerca de 25 a 27% do gás natural no Brasil. A modificação proposta nas especificações pode trazer danos significativos aos processos industriais, ao meio ambiente e à segurança dos equipamentos, além de comprometer novos investimentos no setor.

Desde 2016, é possível dizer que as empresas produtoras de gás solicitaram maior flexibilidade nas especificações, especialmente em relação ao gás do pré-sal, mais rico em frações líquidas pesadas. No entanto, a Abiquim defende que é possível manter a especificação atual e preservar o valor de matérias-primas como o etano, crucial para a petroquímica. Alterações nas normas poderiam causar uma entrega de gás com composição instável, prejudicando a separação dos insumos e aumentando a emissão de CO2.

Além disso, a oscilação no poder calorífico do gás tem gerado aumento de custos. Em abril de 2024, o preço do gás natural no Brasil atingiu US$ 11,9/MMBTU, um aumento de 87% em relação a 2021. A Abiquim propõe alternativas para aumentar a oferta de gás e reduzir os preços, como a exploração de gás não convencional e novas rotas de escoamento. A associação também defende maior concorrência no mercado de gás para garantir preços mais competitivos e sustentáveis.

 





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Rússia fornecerá grãos para a Malásia


Como parte de um esforço nacional para fortalecer a segurança alimentar na Malásia, o Melewar Industrial Group firmou um memorando de entendimento com a União Russa de Exportadores de Grãos, com o objetivo de garantir um fornecimento contínuo de grãos para o país, conforme informado pela Bernama, Agência Nacional de Notícias da Malásia.

A assinatura do acordo, realizada em 8 de novembro, contou com a presença de Datuk Seri Mohamad Sabu, ministro da Agricultura e Segurança Alimentar; Naiyl Latypov, embaixador russo na Malásia; Eduard Zernin, presidente da União Russa de Grãos; e Tunku Datuk Yaacob Khyra, presidente do Melewar Industrial.

Zernin destacou que este memorando representa o primeiro grande contrato de fornecimento da União Russa de Grãos com a Malásia, e a expectativa é de que o país forneça entre 600.000 e 700.000 toneladas de trigo anualmente ao mercado malaio.

A Rússia é o maior fornecedor mundial de trigo, com a SovEcon, empresa de pesquisa do Mar Negro, prevendo exportações de 45,9 milhões de toneladas na temporada de 2024-25. Além do trigo, a Rússia também exporta cevada e milho.

A Malásia, que não produz trigo, depende de importações para suprir a demanda interna. O Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos EUA estima que o país importará 1,78 milhão de toneladas de trigo em 2023-24, com a Austrália como principal fornecedor, detendo cerca de 50% do mercado.

Tunku Yaacob ressaltou que o Melewar Industrial possui uma longa trajetória na indústria alimentícia, com investimentos em diversos setores, como uma fazenda de gado no Cazaquistão, uma granja avícola e unidade de processamento no Camboja, além de uma fazenda de camarões em Malaca. 

 





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Preços do trigo e óleo de palma sobem em outubro



Os preços globais dos óleos de girassol e colza também seguiram em alta



O preço do trigo subiu devido a condições climáticas
O preço do trigo subiu devido a condições climáticas – Foto: Divulgação

Os preços mais altos de várias commodities impulsionaram o Índice de Preços de Alimentos da FAO a atingir sua maior marca em 18 meses, chegando a 127,4 pontos em outubro, o que representa um aumento de 2% em relação a setembro. Este valor é o maior desde abril de 2023 e 5,5% superior ao do ano passado, embora ainda esteja 20,5% abaixo do pico de março de 2022 (160,2 pontos). 

O Índice de Preços de Óleo Vegetal subiu 7,3%, atingindo 152,7 pontos, o maior nível em dois anos, impulsionado pelo aumento nos preços do óleo de palma, soja, girassol e colza. A alta do óleo de palma foi alimentada por preocupações com a produção abaixo do esperado e pela redução sazonal na produção nos principais países produtores do Sudeste Asiático.

Os preços globais dos óleos de girassol e colza também seguiram em alta, enquanto o óleo de soja se valorizou devido à forte demanda global e à oferta limitada de alternativas. Já o Índice de Preços dos Cereais teve um aumento de 0,8% em outubro, chegando a 114,4 pontos, mas ainda ficou 8,3% abaixo do valor do ano passado. O preço do trigo subiu devido a condições climáticas adversas nos grandes produtores do Hemisfério Norte, e a reintrodução de um piso de preço não oficial na Rússia, além das tensões no Mar Negro, pressionaram os preços.

No milho, os preços aumentaram, influenciados pela forte demanda no Brasil e desafios logísticos devido aos baixos níveis dos rios. Por outro lado, o Índice de Preços do Arroz caiu 5,6%, reflexo das expectativas de maior concorrência entre exportadores após a Índia retirar as restrições de exportação de arroz não quebrado.

 





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Exportações da suinocultura foram históricas



A China perdeu o posto de maior comprador para as FIlipinas



Japão, Chile e Hong Kong também mostraram aumentos expressivos
Japão, Chile e Hong Kong também mostraram aumentos expressivos – Foto: Embrapa – BIESUS, Luiza Letícia

Em outubro, o setor de carnes finas brasileiro obteve um desempenho histórico nas exportações, com 130 mil toneladas de carne suína enviadas ao exterior, representando um crescimento de 40% em relação ao mesmo mês do ano passado. O acumulado de janeiro a outubro também foi positivo, com 1,12 milhão de toneladas exportadas, o que significa um aumento de 10,7% em comparação com 2023. A previsão inicial da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicava um crescimento entre 7% e 8%, mas os resultados superaram as expectativas, com uma tendência de continuidade positiva nos meses de novembro e dezembro. 

Ricardo Santin, presidente da ABPA, destacou que esse desempenho é reflexo de uma diversificação de mercados e da crescente capilaridade das exportações brasileiras. A China, que tradicionalmente foi o maior comprador, apresentou uma queda de 24% nas importações, enquanto as Filipinas registraram um impressionante crescimento de 260%, importando 38 mil toneladas em outubro. Esse salto é um dos principais fatores que marcam um novo cenário para as exportações brasileiras: pela primeira vez em anos, as Filipinas superaram a China como maior importador de carne suína do Brasil, com 206 mil toneladas importadas de janeiro a outubro, representando um crescimento de 103,3% em relação ao ano anterior.

Além disso, países como Japão, Chile e Hong Kong também mostraram aumentos expressivos nas compras de carne suína brasileira. O Japão, por exemplo, registrou quase 200% de crescimento, enquanto mercados como o Chile e Singapura também se destacaram positivamente. A diversificação de mercados tem sido fundamental para manter a estabilidade do setor, mesmo com a queda nas exportações para a China, e tem garantido a segurança alimentar em diversas regiões do mundo. Santin reforçou a importância de um mercado global mais equilibrado e a relevância da suinocultura brasileira para o Brasil e para os países importadores.

 





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Manejo nutricional na transição de seca para chuva



Com a chegada das chuvas, os pastos começam a rebrotar



Com a chegada das chuvas, os pastos começam a rebrotar
Com a chegada das chuvas, os pastos começam a rebrotar – Foto: Canva

A transição entre a seca e as águas é um período crítico na pecuária, especialmente no manejo nutricional de bovinos. Durante essa fase, a escolha do suplemento correto é essencial para evitar quedas no consumo e prevenir intoxicações alimentares. De acordo com Murilo Meschiatti, consultor técnico da Trouw Nutrition, a inclusão de Ureia nos suplementos proteicos deve ser ajustada conforme as mudanças climáticas e a alteração na composição das forrageiras.

No período de seca, as pastagens apresentam baixo teor de proteína e menor digestibilidade das fibras. Isso exige uma suplementação proteica mais robusta, sendo a ureia um componente crucial para fornecer Nitrogênio Não-Proteico (NNP), que melhora a digestibilidade das fibras, aumenta o consumo de matéria seca e favorece o ganho de peso.

Com a chegada das chuvas, os pastos começam a rebrotar e a qualidade nutricional das forragens melhora, elevando a digestibilidade. Nesse cenário, é necessário ajustar a suplementação proteica, reduzindo ou até removendo a ureia, para evitar excesso de proteína bruta. Essa adaptação visa garantir o consumo adequado do suplemento e otimizar os custos, já que a ureia, juntamente com outros aditivos, controla a ingestão dos animais.

A Trouw Nutrition oferece soluções adequadas para esse período de transição, como o Lambisk SA, um proteinado ideal para substituir a ureia e atender às necessidades nutricionais do rebanho nas fases de seca e chuva. “Isso porque, durante a seca, as pastagens apresentam baixo teor de proteína e menor digestibilidade das fibras, exigindo uma suplementação proteica mais intensa. A ureia, nesse cenário, se torna essencial para os produtores que buscam fornecer Nitrogênio Não-Proteico (NNP), composto que melhora a digestibilidade das fibras, aumenta o consumo de matéria seca e, consequentemente, promove o ganho de peso dos animais”, explica Murilo.

 





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Batatas podem ser menos dependentes de fertilizantes



Os resultados indicam que o bloqueio do StCDF1 melhora o desempenho



Os resultados indicam que o bloqueio do StCDF1 melhora o desempenho
Os resultados indicam que o bloqueio do StCDF1 melhora o desempenho – Foto: Agrolink

Uma pesquisa recente, publicada na New Phytologist, revelou um avanço promissor na busca por culturas agrícolas mais sustentáveis. Cientistas descobriram que a modificação genética das batatas pode reduzir a dependência de fertilizantes nitrogenados, contribuindo para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.

O estudo, realizado por pesquisadores do Centro de Pesquisa em Genômica Agrícola da Espanha, foca na proteína Solanum tuberosum CYCLING DOF FACTOR 1 (StCDF1), que regula a tuberização das batatas e a resposta da planta ao nitrogênio. Essa proteína se liga ao DNA e controla a expressão do gene NITRATE REDUCTASE, fundamental para a redução de nitrato e sua assimilação pela planta.

Os resultados indicam que o bloqueio do StCDF1 melhora o desempenho das batatas em ambientes com baixo teor de nitrogênio. Isso ocorre porque a modulação da expressão do gene NITRATE REDUCTASE reduz a necessidade de fertilizantes nitrogenados, tornando a planta mais eficiente no uso do nitrogênio disponível no solo.

Salomé Prat, coautora do estudo, destaca que a variação natural na ligação de StCDF1 ao gene NITRATE REDUCTASE pode ser uma estratégia eficaz para reduzir as necessidades de fertilizantes azotados nas batatas. “Essa abordagem oferece uma oportunidade significativa para a agricultura mais sustentável e para a redução do impacto ambiental”, afirma Prat.

Essa descoberta abre novas perspectivas para a redução da dependência de fertilizantes nitrogenados, oferecendo uma alternativa promissora para melhorar a sustentabilidade da produção agrícola, com impactos positivos tanto ambientais quanto econômicos.





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Hábitos pouco saudáveis elevam custos alimentares



O estudo analisa como esses custos ocultos estão distribuídos



O estudo analisa como esses custos ocultos estão distribuídos
O estudo analisa como esses custos ocultos estão distribuídos – Foto: Pixabay

Um estudo recente da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) revela que os custos ocultos nos sistemas agroalimentares globais somam aproximadamente 12 trilhões de dólares por ano. Desse total, cerca de 70% (8,1 trilhões de dólares) são resultantes de hábitos alimentares pouco saudáveis, associados a doenças não transmissíveis, como doenças cardíacas, derrames e diabetes. A pesquisa, publicada no relatório Estado Mundial da Agricultura e da Alimentação (SOFA) 2024, destaca a necessidade de abordar não apenas os custos ambientais, mas também os riscos sanitários e sociais relacionados à produção e consumo de alimentos.

O estudo analisa como esses custos ocultos estão distribuídos entre diferentes tipos de sistemas agroalimentares, como os industriais, tradicionais e em crise. Nos países de renda alta e média, os custos sanitários ocultos são os mais significativos, devido a dietas desequilibradas. Já nos sistemas agroalimentares em crise prolongada e tradicionais, os principais desafios estão relacionados à falta de acesso a frutas e hortaliças frescas, enquanto nos sistemas mais industrializados, o consumo excessivo de carnes vermelhas e sódio é o principal problema.

Além disso, o relatório revela que práticas agrícolas insustentáveis, como emissões de gases de efeito estufa e poluição da água, aumentam os custos ambientais, especialmente nos sistemas em processo de diversificação. Esses custos são particularmente elevados nos países afetados por crises prolongadas, onde os impactos ambientais podem representar até 20% do Produto Interno Bruto (PIB).

A FAO faz um apelo para a transformação dos sistemas agroalimentares, visando torná-los mais sustentáveis, resilientes e inclusivos. Destaca-se a importância de integrar políticas agrícolas, sanitárias e ambientais para tratar de forma integral os custos e benefícios, garantindo a segurança alimentar e um futuro mais próspero e saudável para todos.

 





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