quarta-feira, abril 22, 2026

Política & Agro

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mercado fechou semana com acomodação nos preços



Final do mês reduz consumo de carne, mas 13° salário pode impulsionar varejo




Foto: Pixabay

Nas praças pecuárias de São Paulo, a semana foi marcada por estabilidade nos preços do boi gordo durante quatro dias consecutivos. O mercado interno enfrenta dificuldades no escoamento da carne bovina, reflexo das altas recentes nos preços e do menor poder de compra da população, típico do final de mês.

Na B3, os contratos futuros para dezembro de 2024 registraram queda significativa de 5,7%, com desvalorização de R$ 19,35/@ no comparativo diário. Diversas indústrias frigoríficas reduziram a atividade de compra, mantendo as escalas de abate preenchidas, em média, para cinco dias úteis.

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Com a chegada da primeira parcela do 13° salário e os pagamentos salariais previstos para a próxima semana, o setor varejista espera melhora no ritmo de escoamento da carne bovina, acompanhando a maior liquidez no mercado interno.

Na região de Dourados, Mato Grosso do Sul, o mercado seguiu equilibrado no fechamento do mês, mesmo com o lento escoamento da carne. A falta de oferta de boiadas contribuiu para manter a estabilidade, com escalas de abate médias de cinco dias úteis.

Já no Sudeste de Rondônia, os preços permaneceram inalterados na análise diária, enquanto as escalas de abate estão mais confortáveis, atingindo cerca de 10 dias úteis.





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chuvas amenizam impacto da estiagem



Algumas lavouras já contabilizam prejuízos no estado




Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar, o plantio do milho na safra 2024/2025 no Rio Grande do Sul avançou apenas 4% na última semana, alcançando 88% da área projetada. As lavouras estão divididas entre os estágios de desenvolvimento vegetativo (42%), florescimento (27%) e enchimento de grãos (31%).

A ocorrência de chuvas entre os dias 19 e 20 de novembro contribuiu para elevar os níveis de umidade do solo em algumas regiões, especialmente onde os volumes pluviométricos foram mais significativos. Nas áreas irrigadas, o potencial produtivo permanece elevado, impulsionado por alta radiação solar durante o dia e temperaturas mais amenas à noite.

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No entanto, a escassez hídrica em novembro trouxe prejuízos consideráveis às lavouras de sequeiro, especialmente nas regiões Noroeste e Centro do estado. Sintomas como enrolamento de folhas, senescência e secamento dos pendões foram observados. Em algumas áreas, as perdas já são consolidadas, e a continuidade desse cenário pode aumentar a procura por seguros agrícolas e Proagro.

Os tratos culturais variaram de acordo com o estágio das lavouras. Em áreas em germinação ou desenvolvimento vegetativo, os produtores investiram em adubação nitrogenada e controle de plantas daninhas. A aplicação de defensivos foi realizada apenas em casos monitorados de necessidade.

Para a safra atual, a Emater/RS-Ascar estima o cultivo de 748.511 hectares, com produtividade média projetada de 7.116 kg/ha.

No âmbito comercial, o preço médio da saca de 60 kg do milho apresentou leve alta de 0,04%, passando de R$ 68,14 para R$ 68,17 na comparação semanal.





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Clima impacta produção de pêssegos no Rio Grande do Sul


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (28), a colheita do pêssego segue em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul, com resultados distintos conforme a região e as condições climáticas enfrentadas ao longo do ciclo. As variedades de ciclo médio estão em destaque, enquanto o manejo adequado tem sido essencial para manter a sanidade e o vigor dos pomares.

Na região de Caxias do Sul, a colheita das variedades precoces foi concluída, e as de ciclo médio, como Chimarrita e BRS Fascínio, ganham intensidade, apesar de uma maturação desuniforme causada por floração prolongada e temperaturas baixas. As variedades tardias, como Eragil e Chiripá, seguem em crescimento pós-raleio, com boa carga de frutos e baixos índices de pragas, como a mosca-das-frutas. O preço por calibre varia de R$ 1,50/kg a R$ 6,00/kg.

Em Pelotas, a abertura oficial da colheita aconteceu em 21 de novembro, seguida pela Feira Municipal do Pêssego no Mercado Público. A região enfrenta alta incidência de bacteriose e podridão-parda devido ao excesso de chuva, elevando as demandas por Proagro. O preço de referência foi fixado em R$ 2,50/kg para frutos tipo I e R$ 2,20/kg para tipo II.

As variedades precoces estão sendo colhidas com boa sanidade, mas os preços caíram, ficando entre R$ 3,50 e R$ 4,00/kg. Mais de 80% dos pomares, com variedades como Kampai e Eragil, estão na fase final de formação de frutos, mantendo o potencial produtivo adequado.

Em São Vicente do Sul, na região de Santa Maria, a produção é razoável e atende às expectativas comerciais. Já em Soledade, as variedades de ciclo médio estão em colheita, com preços iniciais no mercado local chegando a R$ 12,00/kg.





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Paraná conclui plantio com projeções otimistas



Produção paranaense de soja é estimada em 22,3 milhões de toneladas




Foto: Canva

O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, divulgou nesta quinta-feira (28) o boletim semanal sobre a conjuntura agropecuária do estado. O relatório destaca a conclusão do plantio da safra 2024/2025 de soja e milho, mas aponta deterioração nas condições gerais das lavouras de soja devido à irregularidade climática em algumas regiões.

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Com 99% da área estimada de 5,77 milhões de hectares já plantada, a soja enfrenta desafios climáticos que reduziram o percentual de áreas em boas condições de 99% para 92% nesta semana. As regiões mais impactadas incluem Londrina, Toledo, Cascavel e Umuarama. Apesar disso, a expectativa de produção permanece robusta, com projeção de 22,3 milhões de toneladas.

O plantio do milho também foi concluído, abrangendo 256 mil hectares. As lavouras apresentam, em sua maioria, boas condições no campo, com uma estimativa de produção de 2,6 milhões de toneladas para a safra.





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Putin diz que a guerra na Ucrânia está se tornando global


Logotipo Reuters

 

Por Guy Faulconbridge e Marina Bobrova e Maxim Rodionov

MOSCOU (Reuters) – O presidente Vladimir Putin disse, nesta quinta-feira, que a guerra na Ucrânia está sofrendo uma escalada para se tornar um conflito global após os Estados Unidos e o Reino Unido permitirem que os ucranianos usem armas produzidas por eles para atingir a Rússia e alertou o Ocidente que Moscou pode contra-atacar.

A Rússia, disse Putin, respondeu ao uso de mísseis dos EUA e do Reino Unido disparando um novo tipo de míssil balístico hipersônico de médio alcance contra uma instalação militar ucraniana.

Mais ataques podem ocorrer, advertiu Putin, acrescentando que civis seriam avisados previamente em caso de novos ataques com essas armas.

Após aprovação do governo do presidente dos EUA Joe Biden, a Ucrânia atingiu a Rússia com seis mísseis ATACMS de fabricação norte-americana em 19 de novembro e com mísseis britânicos Storm Shadow e HIMARS norte-americanos em 21 de novembro, afirmou Putin.

“Desde aquele momento, como enfatizamos repetidamente, um conflito regional na Ucrânia, anteriormente provocado pelo Ocidente, adquiriu elementos de caráter global”, disse Putin em um discurso à nação transmitido pela televisão estatal após as 20h, horário de Moscou.

Os Estados Unidos, disse Putin, estão empurrando o mundo para um conflito global.

“E, em caso de escalada de ações agressivas, responderemos também de forma decisiva e equivalente”, acrescentou.

Putin afirmou que o ataque ucraniano com mísseis ATACMS não conseguiu causar danos significativos. O ataque com Storm Shadow na região de Kursk, em 21 de novembro, no entanto, foi direcionado a um ponto de comando e resultou em mortos e feridos, disse ele.

“O uso de tais armas pelo inimigo não é capaz de mudar o curso das operações militares na área da operação militar especial”, afirmou Putin.

“Consideramos que temos o direito de usar nossas armas contra as instalações militares de países que permitem que suas armas sejam usadas contra nossas instalações”, afirmou Putin.

“Se alguém ainda duvidar disso, está enganado – sempre haverá uma resposta.”

A Rússia controla 18% da Ucrânia, incluindo toda a Crimeia, que anexou da Ucrânia em 2014, 80% do Donbas — as regiões de Donetsk e Luhansk — e mais de 70% das regiões de Zaporizhzhia e Kherson, além de menos de 3% da região de Kharkiv e uma pedaço da região de Mykolaiv.

A Ucrânia e o Ocidente afirmam que a invasão de 2022 foi uma tentativa de estilo imperial de tomar território soberano ucraniano e temem que a Rússia tenha a possibilidade de atacar um membro da Otan caso Putin vença na Ucrânia.

“Acredito que os Estados Unidos cometeram um erro ao destruir unilateralmente o tratado sobre a eliminação de mísseis de alcance intermediário e mais curto em 2019 sob um pretexto forjado”, disse Putin, referindo-se ao Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF, em inglês).

Os Estados Unidos retiraram-se formalmente do marco do Tratado INF de 1987 com a Rússia em 2019, alegando que Moscou estava violando o acordo, acusação rejeitada pelo Kremlin.

(Reportagem de Marina Bobrova e Guy Faulconbridge em Moscou; e Maxim Rodionov em Londres)





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Audiência debate despesas de grãos na região Sul



“O Rio Grande do Sul sofreu uma das maiores crises em abril, maio e junho”



"O Rio Grande do Sul sofreu uma das maiores crises em abril, maio e junho"
“O Rio Grande do Sul sofreu uma das maiores crises em abril, maio e junho” – Foto: Divulgação

A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados realizou, na última quinta-feira (28), uma audiência pública para debater os elevados custos na aquisição de grãos, problema que afeta a agroindústria do Sul do Brasil. A iniciativa foi liderada pela deputada Daniela Reinehr (PL-SC), que destacou a urgência de soluções para questões logísticas e os impactos desses custos na cadeia produtiva de proteína animal. 

Durante o evento, o representante do Ministério das Relações Exteriores, João Carlos Parkinson de Castro, propôs alternativas logísticas como a integração ferroviária com Paraguai e Argentina, a construção da ponte Jaguar e a abertura de um porto seco em Dionísio Cerqueira (SC). Ele ressaltou que o atual modelo rodoviário eleva os custos de frete, agravando a situação. Além disso, fatores como mudanças climáticas e o crescimento da destinação do milho ao etanol foram apontados como desafios adicionais.

Os impactos climáticos no Rio Grande do Sul também foram debatidos. Segundo o senador Ireneu Orth (PP-RS), os desastres recentes prejudicaram agricultores e podem comprometer a próxima safra, apesar da expectativa de uma supersafra anunciada pela Embrapa. A deputada Daniela complementou, reforçando o compromisso da Frente Parlamentar da Agropecuária em apoiar produtores com tecnologias e políticas de crédito.

“O Rio Grande do Sul sofreu uma das maiores crises em abril, maio e junho deste ano, com prejuízos que impactaram tanto o campo quanto as cidades. Apesar de avanços na recuperação, produtores sem tecnologia e acesso a crédito ainda enfrentam dificuldades, comprometendo a próxima safra. Mesmo com a expectativa de uma supersafra anunciada pela Embrapa, ela só será alcançada se o clima colaborar”, alertou.





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Dólar preocupa o setor agropecuário



No mercado interno, o impacto será severo para a economia geral



"A valorização do dolar impacta diretamente o custo da produção"
“A valorização do dolar impacta diretamente o custo da produção” – Foto: Pixabay

Conforme destacou Isan Rezende, presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (FEAGRO MT) e do Instituto do Agronegócio, o dólar alcançou ontem (28) a marca histórica de R$ 6,003 na venda, um feito inédito desde sua introdução em 1994. Esse aumento reflete a reação negativa do mercado ao pacote econômico anunciado pelo ministro da Fazenda, que inclui medidas como cortes de R$ 70 bilhões em investimentos para 2025 e 2026, mudanças no abono salarial e a criação de uma alíquota de até 10% para rendimentos acima de R$ 600 mil anuais.  

Embora a alta do dólar possa sugerir vantagens para os produtores rurais, devido ao impacto positivo nos preços das commodities como carne, soja, milho e trigo, Rezende alerta para um efeito contrário. “A valorização do dolar impacta diretamente o custo da produção agropecuária com o aumento do combustível, insumos agrícolas, fertilizantes, etc etc. no qual a produção agropecuária depende desses produtos importados”, destacou.  

Além disso, o cenário global de oferta abundante de soja, com previsões de alta produtividade nos Estados Unidos (125 milhões de toneladas) e colheitas robustas no Brasil, Argentina e Paraguai, deverá limitar os preços internacionais dessas commodities. Esse excesso de oferta, segundo Rezende, tende a pressionar ainda mais os valores domésticos no início de 2025, ampliando as dificuldades dos produtores.  

Segundo ele, o mercado interno, o impacto será severo para a economia geral, com aumento nos preços de alimentos, transporte, serviços essenciais como saúde e educação, e maior custo do crédito devido à alta das taxas de juros.

 





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uma visita à Castelverde Holstein


No coração da região conhecida pela excelência na produção de lácteos, a Fazenda Castelverde Holstein se destaca como um exemplo de como a combinação de tecnologia, dedicação humana e respeito à sustentabilidade pode transformar a pecuária moderna. Com produção média de 130 mil litros de leite por vaca, a propriedade é um marco na região de Cremona, na Itália

Tradição e inovação

Marco Quaini, representante legal da fazenda, detalha a filosofia da Castelverde: “Nosso objetivo é produzir leite de alta qualidade, com elevados níveis de gordura e proteínas. Trabalhamos com dedicação, utilizando tecnologia como sensores para monitoramento de alimentação e detecção de cio, mas acreditamos que a paixão pelo campo é insubstituível.”

A fazenda, que atualmente ordenha 400 vacas duas vezes ao dia em uma sala de ordenha dupla com 20 lugares, planeja ampliar para três ordenhas diárias no próximo ano. Essa expansão é reflexo de um compromisso com a eficiência e a produtividade, sem abrir mão de práticas sustentáveis.

Sustentabilidade como pilar central

Um dos grandes diferenciais da Castelverde é o uso do biogás. “Produzimos energia limpa reciclando esterco e outros resíduos. Isso não apenas alimenta nossos campos com fertilizantes naturais, mas também fecha um ciclo de produção que beneficia o meio ambiente”, explica Quaini. Esse modelo, além de reduzir custos, reforça o compromisso com a sustentabilidade.

Inspiração Internacional

A fazenda também atrai produtores de diferentes partes do mundo, como Armando de Paula Carvalho Filho, que veio do Paraná, Brasil. Durante a visita, Armando destacou: “A Castelverde é um exemplo de como unir tecnologia e tradição. Aprendi muito sobre gestão de custos e sustentabilidade, conhecimentos que levarei para o Brasil.”

A visita a uma fazenda tão bem estruturada, com um gado voltado tanto para pistas quanto para produção de leite, é muito gratificante para nós. Isso mostra que é possível conciliar beleza e produtividade em sistemas pecuários,” destacou Armando de Paula Carvalho Filho, produtor rural do Paraná. Segundo ele, a experiência italiana traz reflexões importantes para os produtores brasileiros.

Apesar de reconhecer o alto nível técnico da pecuária leiteira italiana, Carvalho Filho enfatizou as vantagens competitivas do Brasil. “Temos um clima abençoado, que nos torna mais competitivos do que muitos outros lugares no mundo. Embora enfrentemos desafios como catástrofes climáticas, nosso potencial produtivo supera diversas regiões internacionais,” afirmou.

Sobre as perspectivas para o mercado em 2025, o produtor alertou para um cenário de desafios. “Entraremos no próximo ano com preços do leite melhores do que os de 2024, o que é positivo no curto prazo. No entanto, isso pode fomentar um aumento na produção, pressionando a oferta e levando à queda dos preços posteriormente,” explicou.

Carvalho Filho também apontou preocupações com o ambiente econômico brasileiro. “Com câmbio e juros em alta, a economia pode entrar em recessão, afetando o consumo de lácteos. Essa combinação de fatores exige cautela dos produtores na gestão de seus sistemas de produção e planejamento para o futuro.

Desafios e perspectivas

Marco Quaini e Matteo Bosio compartilham os desafios enfrentados. “O preço do leite é definido pelos clientes, não por nós. Isso exige um controle rigoroso dos custos para manter a lucratividade”, afirma Bosio. Ainda assim, eles mantêm uma visão otimista: “A dedicação e o amor pelo que fazemos são fundamentais para superar qualquer dificuldade.”

Oportunidades e conexões

Antonio Monge, analista de mercado da ITA – Italian Trade Agency no Brasil, destacou a importância da visita: “Tivemos uma oportunidade única de aprender com uma das maiores produtoras de leite da região. A Castelverde é um exemplo de sofisticação e alta tecnologia, da ordenha ao produto final.”

A Castelverde Holstein é um modelo de como a produção agropecuária pode ser lucrativa, inovadora e sustentável. Para os produtores brasileiros que buscam aumentar a eficiência e a qualidade de seus produtos, a troca de experiências oferecida pela Castelverde é uma valiosa fonte de inspiração.

*O Portal Agrolink viajou a convite da ITA – Italian Trade Agency





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386 tartarugas chinesas são apreendidas pelo Vigiagro



Há indícios de que os répteis seriam utilizados na medicina tradicional chinesa




Foto: Mapa

O Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Aeroporto Internacional de Guarulhos realizou uma importante apreensão nesta quarta-feira (27). Uma bagagem contendo 386 tartarugas de casco mole chinesas foi interceptada enquanto os animais agonizavam devido às precárias condições de transporte. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a entrada de animais silvestres no Brasil sem autorizações e certificações zoossanitárias é rigorosamente proibida por questões sanitárias.

A equipe do Vigiagro inicialmente acreditou que a carga poderia conter caranguejos ou peixes frescos. No entanto, ao abrir a bagagem, deparou-se com centenas de filhotes de tartarugas. De acordo com o Mapa, há indícios de que os répteis seriam utilizados na medicina tradicional chinesa, uma prática que, ao longo dos séculos, tem empregado tartarugas para o tratamento de diversas doenças e enfermidades.

Risco à biodiversidade e sanções aplicadas

A entrada de espécies exóticas no país é regulamentada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Animais que não possuem a documentação adequada estão sujeitos a apreensão e outras penalidades. No caso das tartarugas, a falta de autorização levou à aplicação de uma multa de R$ 72 mil ao responsável pelo transporte, que foi liberado após os procedimentos legais.

Preocupante crescimento do contrabando de tartarugas

O crescimento econômico da China tem elevado a preocupação internacional com o risco de extinção de tartarugas em regiões asiáticas. A busca por espécies silvestres para usos medicinais e alimentícios intensifica o contrabando de animais, gerando impactos negativos à biodiversidade global.

 





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Fenasoja celebra marco histórico da agricultura


Em 2024, o Brasil celebra o centenário do plantio comercial de soja, um marco na história da agricultura e da economia nacional. A jornada dessa cultura, que começou em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, transformou-se em um dos pilares do agronegócio brasileiro, impulsionando avanços em tecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento social. Como parte das comemorações, a cidade sedia a 24ª Feira Nacional da soja (Fenasoja), entre os dias 29 de novembro e 8 de dezembro, no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson.

Reconhecida como a maior feira multissetorial do Brasil, a Fenasoja desempenha um papel estratégico no fomento de negócios, pesquisa e inovação, além de consolidar a região noroeste do estado como referência no agronegócio. Nesta edição especial, o evento destaca os 100 anos da soja no país, celebrando o impacto dessa cultura na geração de riqueza e no desenvolvimento humano, social e geográfico do Brasil.

Uma história que começou em Santa Rosa

A trajetória da soja no Brasil remonta a 1924, quando o pastor Albert Lehenbauer trouxe sementes dos Estados Unidos e iniciou o cultivo em Santa Rosa. Inicialmente, a ideia era utilizar a planta para rotação de culturas, adubação verde e alimentação animal, contribuindo para a fertilidade do solo e a sustentabilidade das pequenas propriedades da região. O plantio, que começou de forma modesta, prosperou ao longo dos anos, beneficiado pela adaptação da planta ao clima e solo locais.

Com o tempo, o cultivo da soja em Santa Rosa atraiu o interesse de agrônomos, pesquisadores e cooperativas agrícolas, tornando-se um exemplo para outras regiões do Brasil. O sucesso da cultura foi um divisor de águas para a agricultura nacional, consolidando o Rio Grande do Sul como pioneiro nesse segmento.

Legado e perspectivas futuras

Hoje, a soja representa cerca de um terço do setor agropecuário brasileiro e é essencial para o desenvolvimento econômico do país. “A Fenasoja não é apenas uma celebração do passado; é uma oportunidade de projetar o futuro dessa cultura que revolucionou o Brasil,” destacou o governador Eduardo Leite durante o lançamento do evento. Ele também ressaltou a expectativa de que 2024 marque a maior safra de soja da história do Rio Grande do Sul.

Ao longo de cem anos, a soja deixou de ser apenas uma cultura agrícola para se tornar um símbolo de progresso, inovação e resiliência. A Fenasoja 2024 promete não apenas celebrar esse legado, mas também inspirar novos caminhos para o agronegócio e para as comunidades que têm na soja a base de seu desenvolvimento.





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