quarta-feira, abril 22, 2026

Política & Agro

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Nova cultivar de rúcula combina alta produtividade e resistência



Cultivar apresenta atributos que agradam tanto a produtores quanto a consumidores




Foto: Pixabay

A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) anunciou que um novo cultivar de rúcula, ideal para o cultivo orgânico, chegará ao mercado brasileiro em 2025. Batizada de SCS382 Simone, a variedade é fruto de 20 anos de pesquisas e seleções realizadas na Estação Experimental de Itajaí (EEI). A nova rúcula apresenta atributos que agradam tanto a produtores quanto a consumidores, como resistência a pragas e doenças, alta produtividade, folhas largas e um sabor acentuado.

A pesquisa começou em 2003, utilizando genótipos do Banco Ativo de Germoplasma do Projeto Hortaliças da EEI. Durante duas décadas, os pesquisadores selecionaram plantas com base em características agronômicas e comerciais. O nome do cultivar é uma homenagem a Simone, funcionária da estação de pesquisa, destacando a contribuição humana no desenvolvimento da tecnologia, informou a Epagri.

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Testes comparativos realizados em abrigos com quatro outras variedades comerciais confirmaram o desempenho superior da Simone em sistemas orgânicos. A rúcula também foi avaliada por produtores orgânicos do Litoral Norte e do Vale do Itajaí, que aprovaram amplamente o novo cultivar, tanto pela produtividade quanto pela qualidade sensorial das folhas.

Para que a rúcula Simone chegue ao mercado, será necessário realizar uma licitação para definir a empresa que multiplicará e comercializará as sementes. A expectativa é que as sementes estejam disponíveis a partir de 2025. A Epagri recomenda o cultivo da SCS382 Simone em todas as regiões do Brasil, apostando em uma grande adesão por parte de produtores e consumidores.

O lançamento reforça o compromisso da Epagri com a agricultura sustentável, atendendo à crescente demanda por hortaliças orgânicas e oferecendo uma alternativa que alia produtividade, qualidade e respeito ao meio ambiente.





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queimadas podem gerar perdas de mais de 50% dos canaviais afetados


As temperaturas extremas e as mudanças climáticas têm gerado preocupação entre agrônomos e agricultores, especialmente no setor sucroenergético, base econômica do estado de São Paulo. Após um período de estiagem severa e queimadas intensas, a retomada das chuvas trouxe novos desafios aos produtores de cana-de-açúcar: a recuperação do solo e a avaliação da germinação das soqueiras no início da safra.

Pesquisadores da Massari Fértil, em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), investigam as causas dos incêndios e buscam soluções para restaurar a eficiência do solo e repor nutrientes perdidos. “A seca foi tão intensa que canaviais novos, de 2º, 3º e 4º cortes, simplesmente não brotaram. Estimamos que teremos uma área representativa de canaviais com mais de 50% de falhas de brotação, não sendo viáveis economicamente o replantio e tratos culturais. Em resumo, perda do canavial”, avalia Cláudio Monteiro, químico da Massari.

Um dos principais desafios é a restauração do solo, já que a palha que protegia as plantas foi transformada em cinzas, eliminando nutrientes essenciais. Como alternativa, os especialistas sugerem priorizar o plantio de cana sobre cana utilizando o sistema MEIOSI fase 1 (Método Interrotacional Ocorrendo Simultaneamente), com início previsto para novembro de 2024 e projeção até abril de 2025.

No entanto, Monteiro alerta que o preparo do solo em meio a chuvas intensas pode causar erosão. Práticas sustentáveis, como o preparo reduzido e a aplicação de corretivos micronizados, são apontadas como medidas essenciais. “Esses produtos são aplicados diretamente na superfície e utilizam as chuvas para alcançar e corrigir o perfil completo do solo”, explica.

Dados do IAC mostram que, desde 1980, as temperaturas máximas e mínimas aumentaram mais de 1ºC no estado de São Paulo, um cenário que, segundo Monteiro, compromete o desenvolvimento das culturas e a produtividade. “Esse cenário é preocupante, pois limita o desenvolvimento das culturas e, consequentemente, a produtividade”, alerta Monteiro.

Diante do cenário climático adverso, o setor sucroenergético busca soluções que unam tecnologia, práticas sustentáveis e manejo adequado para enfrentar os impactos das mudanças climáticas e garantir a produtividade no longo prazo.





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Chuvas acima da média beneficiam o arroz no Sudeste Asiático



Impacto no óleo de palma preocupa




Foto: Pixabay

Segundo o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (3) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Uma perturbação tropical de grande magnitude atingiu o Sudeste Asiático, causando chuvas torrenciais em diversas regiões e provocando inundações localizadas. Áreas do leste das Filipinas e partes da Malásia e Indonésia registraram acumulados superiores a 200 mm de precipitação.

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Na península da Malásia, algumas localidades chegaram a reportar chuvas acima de 800 mm. Embora as inundações mais severas tenham ocorrido fora das principais áreas agrícolas, atrasos na colheita e possíveis quedas no rendimento de óleo de palma na Malásia foram observados como efeitos negativos.

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Por outro lado, na Indonésia, as chuvas em Java foram majoritariamente sazonais e benéficas para o arroz da estação principal, que apresenta um desempenho positivo nesta temporada. Os dados indicam que os acumulados de chuva em Java estão 120% acima da média histórica, um contraste significativo em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados apenas 54% do normal.





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Inseticida-acaricida apresenta eficácia contra pragas da citricultura



Inseticida-acaricida é integrado ao “Avalia Psilídeo”




Foto: Seane Lennon

A empreasa Sipcam Nichino Brasil anunciou que sua solução inseticida-acaricida “Fujimite®”, com o ingrediente ativo fenpiroximato, foi recentemente incorporada ao informe “Avalia Psilídeo”, ferramenta do Fundecitrus desenvolvida para ajudar citricultores a avaliar a eficácia dos inseticidas no controle do psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), vetor da doença ‘greening’. A mais recente atualização da ferramenta, que reúne dados sobre 78 populações do inseto coletadas em várias regiões do cinturão citrícola, foi publicada recentemente.

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De acordo com a empresa, a solução é eficaz no controle de pragas de alta relevância econômica, como o psilídeo e os ácaros tetranichydius e ovos do ácaro-da-leprose. Com modo de ação por contato e ingestão, o o inseticida-acaricida é destacado pela empresa como um novo grupo de ação, sendo ideal para a rotação de ativos na cultura e no manejo de resistência do psilídeo, devido à sua singularidade no grupo IRAC.

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O inseticida-acaricida tem mostrado ótimos resultados de controle do psilídeo-dos-citros, com estudos técnicos realizados na Estação Experimental Sylvio Moreira, do Instituto Agronômico (IAC), e por consultorias como SmartMip, Farmatac e Fundecitrus, que indicam um controle variando de 80% a 100% da praga.

 





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São Paulo premia as melhores cachaças paulistas


Na última terça-feira (03/12), foi realizada a cerimônia de premiação do 1º Concurso Estadual de Qualidade da Cachaça Paulista, na sede da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA). A competição, que teve como objetivo valorizar a excelência da bebida produzida no estado, reconheceu as melhores cachaças em três categorias: envelhecida, armazenada e branca. Ao todo, 78 rótulos foram premiados, todos com qualidade certificada.

São Paulo é o maior produtor de cachaça do Brasil, com mais de 400 unidades produtoras, o que representa 45% da produção nacional. Os vencedores de cada categoria foram: Cachaça Almeida Valente, de Arthur Nogueira, na categoria branca; Cachaça Santa Capela Carvalho, de Santa Bárbara d’Oeste, na categoria armazenada; e Cachaça Taboado, de Votuporanga, na categoria envelhecida, conforme o infomado pela SAA.

A cerimônia destacou a rica diversidade de aromas e sabores da cachaça paulista, que pode incluir notas de frutas tropicais, baunilha, mel, especiarias e até mesmo nuances de couro e tabaco, dependendo do tipo de madeira utilizada e do tempo de envelhecimento. A bebida deve equilibrar doçura, acidez e amargor, com um final suave e agradável.

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O trabalho de pesquisa e desenvolvimento, realizado pelo Grupo de Estudos da Cadeia da Cachaça de Alambique (Gecca), também foi destacado. O grupo, composto por pesquisadores da Apta Regional de Bauru e Piracicaba, em parceria com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), a Câmara Setorial da Cachaça Paulista da SAA e diversas universidades, tem como objetivo promover o aprimoramento da produção da cachaça no estado.

Os 78 rótulos participantes passaram por um rigoroso processo de avaliação, que considerou qualidade, procedência e informações dos rótulos. Entre os avaliadores estavam representantes da Secretaria de Agricultura, especialistas e apreciadores da bebida. A Apta Regional de Piracicaba foi responsável pela parte técnica do concurso, com a elaboração das fichas sensoriais e a análise dos resultados dos provadores. Ao todo, 51 cachaças foram premiadas com a classificação ouro, 23 com prata e 4 com bronze. As 5 melhores de cada categoria foram premiadas na cerimônia.





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preço registra alta nas cotações do algodão


Segundo o boletim do Agricultural Marketing Service’s Cotton and Tobacco Program, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) publicado na última sexta-feira (29), as cotações do algodão em pluma registraram alta na semana encerrada em 28 de novembro nos Estados Unidos. O preço médio spot da qualidade base foi de $ 66,44 cents por libra, superando os $ 64,54 cents da semana anterior, mas abaixo dos $ 75,04 cents observados no mesmo período de 2023.

As cotações diárias oscilaram entre 65,73 centavos, na sexta-feira (22), e $ 66,71 cents, na quarta-feira (27). No período, foram negociados 46.556 fardos, quase o dobro do volume da semana anterior (19.685), mas ainda abaixo dos 35.889 registrados no mesmo período do ano passado. No acumulado da temporada, o total de transações spot chegou a 185.262 fardos, inferior aos 200.447 do ano passado, conforme o USDA.

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De acordo com o boletim, o mercado spot apresentou demanda moderada, enquanto a oferta dos produtores permaneceu limitada. O preço de liquidação de março na ICE encerrou a semana em alta, alcançando $ 71,75 cents, ante $ 70,43 cents da semana anterior.

O clima também influenciou as atividades agrícolas. Na região sudeste dos Estados Unidos, chuvas leves melhoraram as condições em algumas áreas, mas bolsões de seca persistiram em outras. As temperaturas diurnas variaram entre 50 e 70 graus Fahrenheit, enquanto mínimas noturnas oscilaram entre 30 e 50 graus.

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A colheita e o trabalho de campo avançaram, com os módulos sendo processados sem interrupções nas instalações de descaroçamento. Em algumas áreas das Carolinas e Virgínia, as chuvas tornaram o solo instável, causando atrasos pontuais.

O mercado interno mostrou demanda moderada por algodão de alta qualidade, especialmente para entregas no primeiro trimestre de 2025, embora nenhum novo contrato tenha sido formalizado. As exportações também registraram movimentação limitada, com pedidos pontuais de usinas na Costa Rica e Taiwan, mas sem negociações adicionais.





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feira da agricultura familiar promove inovações e sustentabilidade


O fortalecimento da agricultura familiar, a promoção de inovações tecnológicas, o incentivo às iniciativas dos produtores rurais e a valorização do potencial dos territórios são alguns dos principais objetivos da 2ª Feira Maranhense da Agricultura Familiar (Femaf), que ocorrerá em São Luís/MA, com a participação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O evento busca promover a sustentabilidade da produção rural e a melhoria socioeconômica dos agricultores familiares, oferecendo uma programação diversificada com minicursos, palestras, oficinas, painéis e atrações culturais, como o Festival Gastronômico do Babaçu do Maranhão e o concurso para a Melhor Farinha D’Água do Maranhão.

A Conab, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e a Embrapa, integra o Consórcio Federal do Maranhão e contribuirá com uma série de atividades voltadas ao apoio ao setor.  O evento acontece de hoje (4) a sábado (7), na Lagoa da Jansen.

No dia 5 de dezembro, das 10h10 às 12h10, será realizada uma oficina sobre o Programa de Venda em Balcão (ProVB), com o palestrante Francisco José Cysne Aderaldo. O programa facilita o acesso de pequenos criadores de animais aos estoques públicos de produtos agrícolas, permitindo a aquisição de mercadorias a preços compatíveis com o mercado local.

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Ainda no dia 5, a Conab lançará o PAA Cozinha Solidária, das 15h10 às 17h20, no Auditório Manuel da Conceição. O programa visa fortalecer a rede de cozinhas solidárias, utilizando produtos da agricultura familiar para atender comunidades em situação de vulnerabilidade social.

No dia 6 de dezembro, das 8h às 10h, será realizada uma oficina sobre o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que facilita a comercialização de produtos da agricultura familiar, adquirindo-os diretamente dos produtores para doação a entidades como escolas e bancos de alimentos.

O último dia da feira, 7 de dezembro, contará com uma oficina sobre o Programa de Garantia de Preço Mínimo para a Sociobiodiversidade (PGPMBio), das 14h às 16h, com foco na subvenção ao babaçu e outros produtos da sociobiodiversidade. O programa garante preços mínimos para os extrativistas, assegurando a estabilidade e a sustentabilidade da produção.

Com essas ações, a Conab reforça seu compromisso com o desenvolvimento da agricultura familiar no Maranhão e no Brasil, promovendo iniciativas que contribuem para a inclusão social e a melhoria das condições de vida no campo.





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Mercado do boi gordo registram queda nas cotações



Compradores estão testando os preços




Foto: Divulgação

Segundo dados da análise do informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, a oferta de compra de gado nas principais regiões produtoras de carne do Brasil registrou queda de R$5,00/@ em todas as categorias, segundo informações recentes de mercado. Os compradores estão testando os preços, mas as ofertas ainda não conseguiram ser consolidadas. Por outro lado, os vendedores estão cautelosos, aguardando para ver se as novas cotações irão se sustentar antes de tomar decisões.

No Triângulo Mineiro, a tendência de queda nas cotações acompanha o cenário observado em diversas praças pecuárias. O preço do boi gordo e da novilha recuou R$3,00/@, enquanto a cotação da vaca teve uma queda mais acentuada, de R$5,00/@. A cotação do “boi China” também registrou uma redução de R$3,00/@.

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De acordo com o informado pela Scot Consultoria, em Alagoas, a cotação do boi gordo e da vaca gorda também sofreu uma queda, com recuos de R$2,00/@ para o boi e de R$5,00/@ para a vaca. A cotação da novilha, no entanto, permaneceu estável.

Já em Rondônia, a queda foi generalizada em todas as categorias de gado. O preço do boi gordo caiu R$4,00/@, enquanto as cotações da vaca, novilha e do “boi China” recuaram R$5,00/@ em todas as categorias.





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Novos boletins destacam avanços no manejo e genética do café


O Instituto Agronômico (IAC-Apta), de Campinas, responsável por grande parte das tecnologias que sustentam a cafeicultura brasileira, desenvolve pacotes tecnológicos que incluem variedades e porta-enxertos de café, sistemas de manejo do cafeeiro, além de estudos sobre qualidade da bebida e nichos de mercado. Com o objetivo de transferir informações atualizadas, o IAC elabora boletins e os disponibiliza ao setor. Com esse propósito, foram produzidas quatro novas publicações, uma sobre o porta-enxerto IAC Herculândia, material inédito que apresenta resistência simultânea a três espécies de nematoides do gênero Meloidogyne, e outras três sobre as mais recentes cultivares de café Arábica lançadas pela instituição: IAC 125 RN, IAC Obatã 4739 e IAC Catuaí SH3. As publicações, disponíveis gratuitamente no link, abordam as características desses materiais e também aspectos relacionados ao processo de obtenção, sementes, desempenho e fitossanidade.

Há um ano, o setor cafeeiro nacional conta com um novo porta-enxerto IAC Herculândia, considerado uma opção robusta no enfrentamento de parasitas em solos infestados por múltiplas espécies desses vermes microscópicos e abundantes. O porta-enxerto IAC Herculândia apresenta alto nível de resistência aos nematoides Meloidogyne exigua, M. incognita e M. paranaensis. Desenvolvido para a enxertia de cultivares suscetíveis de café Arábica, suas informações estão no Boletim Técnico IAC 239.

“O porta-enxerto IAC Herculância proporciona resistência total aos nematoides Meloidogyne exigua e Meloidogyne incognita com diversas cultivares de copa de Coffea arabica, como IAC Ouro Verde e Catuaí Vermelho IAC 99, IAC Catuaí SH3, Obatã IAC 1669-20, entre outras”, ressalta o pesquisador do IAC, Oliveiro Guerreiro Filho.

“IAC Herculância é uma cultivar sintética, que resultou de recombinações genéticas entre cinco clones de C. canephora, identificados como IAC WG, IAC FEBS, IAC PM, IAC LCCBF e IAC ARM”, explica o cientista sobre a pesquisa que gerou esse material inédito no Brasil e que representa um avanço significativo no melhoramento do café, por trazer esta resistência multiespécies.

O grande ineditismo do IAC Herculândia reside na combinação de resistência múltipla, em nível bastante elevado, a três espécies diferentes de nematoides, uma característica não presente em outros porta-enxertos disponíveis no mercado. “Este avanço permite que cafeicultores superem limitações de produção causadas por esses parasitas, mantendo a saúde das plantas e garantindo melhores resultados em produtividade. Sua alta adaptabilidade e compatibilidade com as principais cultivares de copa o tornam uma escolha versátil para diversas áreas do cultivo de café no Brasil”, ressalta Guerreiro.

Segundo o pesquisador, os quatro boletins trazem informações relacionadas ao processo de seleção, ao desempenho agronômico em condições experimentais e às características diversas sobre cada uma das cultivares e porta-enxerto – todos registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária.

Os textos publicados anteriormente em periódico científico especializado divulgam o tema junto à comunidade científica e acadêmica, mas são de difícil acesso para o setor produtivo. “Os boletins técnicos disponibilizados gratuitamente buscam ampliar o público com uma linguagem acessível para personagens relevantes do setor cafeeiro, como cafeicultores, viveiristas, produtores de sementes, técnicos e consultores, além de dar maior visibilidade às tecnologias geradas pelo Instituto”, diz o pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

IAC 125 RN, excelente opção para o setor, está no Boletim Técnico IAC 236

Com resistência à ferrugem-do-cafeeiro e às raças 1 e 2 do nematoide M. exigua, esta cultivar IAC 125 RN é ótima opção para a cafeicultura nacional.

“Por ser resistente a todas as raças de ferrugem encontradas no Brasil, IAC 125 RN reduz a necessidade de defensivos químicos e, consequentemente, os custos de produção. Além disso, sua resistência aos nematoides, especialmente M. exigua, que afetam severamente solos arenosos, é uma vantagem econômica significativa em áreas de ocorrência dos mesmos”, explica Oliveiro Guerreiro Filho. Apesar da destacada resistência à ferrugem e aos nematoides, a cultivar é suscetível ao bicho-mineiro, à broca-dos-frutos e à cercosporiose.

Com altura reduzida e copa compacta, a IAC 125 RN apresenta ramificação entre média e alta, as folhas novas são verdes e os frutos são grandes e cor vermelho-escura, que amadurecem precocemente.

Recomendada para o cultivo de café Arábica em São Paulo e Minas Gerais, especialmente em regiões irrigadas, a IAC 125 RN demonstrou maior produtividade em comparação ao Catuaí Vermelho IAC 144, em condições irrigadas ou não.

“Essa cultivar combina resistência a pragas e doenças com características agronômicas e tecnológicas que a tornam uma escolha promissora para os cafeicultores, destacando-se como um marco no melhoramento genético de Coffea arabica no Brasil”, resume o cientista.

Características inovadoras da IAC Obatã 4739 estão no Boletim Técnico IAC 237

A cultivar IAC Obatã 4739 possibilita o cultivo sem o uso de fungicidas, reduzindo custos e impactos ambientais graças à sua resistência a várias raças de ferrugem-do-cafeeiro. Com esse perfil, atende à busca pela alta produtividade, resistência a doenças e excepcional qualidade de bebida, além de colaborar com a sustentabilidade ambiental.

Sua adaptabilidade a diferentes altitudes e latitudes a torna versátil para diversas regiões cafeeiras, destacando-se em Minas Gerais e São Paulo. É recomendada para regiões com déficit hídrico moderado, preferencialmente em sistemas irrigados. “Em áreas irrigadas, a produtividade é elevada, com média de 83,2 sacas de café beneficiado por hectare, superando outras cultivares de referência”, afirma Guerreiro.

Outras características incluem: porte baixo, internódios curtos e copa compacta, perfil que facilita o manejo nas lavouras. Seus frutos amarelos têm amadurecimento médio a tardio e, em algumas regiões, amadurecem mais tarde que o Catuaí Amarelo IAC 62.

Pacote tecnológico inédito trazido pela cultivar IAC Catuaí SH3 está no Boletim Técnico IAC 238

A cultivar IAC Catuaí SH3 reduz o uso de defensivos e traz a combinação equilibrada de resistência à ferrugem, tolerância à seca e alta qualidade de bebida, perfil raro entre as cultivares de porte baixo. “Essa inovação faz da IAC Catuaí SH3 uma escolha estratégica para produtores que buscam sustentabilidade, eficiência agronômica e qualidade”, ressalta o pesquisador Oliveiro Guerreiro Filho.

A IAC Catuaí permite maior densidade de plantio e facilita a colheita por ter baixa estatura, copa cilíndrica e diâmetro variável. Com ciclo de maturação intermediário a tardio, assemelha-se ao Catuaí Vermelho IAC 99.

Adaptável a diferentes regiões, é especialmente eficaz em áreas propensas à incidência de ferrugem e à seca, como Mococa e Franca, no interior paulista, onde sua produtividade média supera 39 sacas por hectare.

“A IAC Catuaí SH3 apresenta vigor excepcional após períodos de seca, com qualidade de bebida superior, alcançando 82 pontos na escala da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA), o que a torna apta para o mercado de cafés especiais”, comenta o pesquisador do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.





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Demanda sólida impulsiona milho nos EUA



A geopolítica segue influenciando os mercados



A geopolítica segue influenciando os mercados
A geopolítica segue influenciando os mercados – Foto: USDA

O mercado de grãos apresentou sinais de firmeza em novembro, com o milho ganhando destaque devido à sólida demanda de exportação e a um relatório WASDE moderadamente positivo. Segundo o Conselho Internacional de Grãos (IGC), os preços globais do milho subiram 3% em cinco semanas, impulsionados por valores FOB mais altos nos EUA e América do Sul. Essa alta também beneficiou o sorgo, enquanto a cevada permaneceu estável e aveia e centeio registraram quedas.  

Os futuros do milho nos EUA subiram 6%, refletindo a forte demanda internacional, especialmente do México, e revisões para baixo nas estimativas de produção e rendimento no relatório WASDE de novembro. Apesar disso, a alta foi limitada pela pressão sazonal da colheita e por flutuações em mercados externos, como petróleo e moedas. No Brasil, os valores FOB em Paranaguá foram sustentados pela demanda local de etanol, mas perderam força com as perspectivas favoráveis para a safra de safrinha. Na Argentina, o mercado mostrou volatilidade, com cotações competitivas apesar do baixo interesse comercial, enquanto na Ucrânia os preços caíram devido à menor demanda de exportação.  

A geopolítica segue influenciando os mercados, com tensões na guerra na Ucrânia elevando os preços do milho CBOT. Já a cevada viu quedas na UE e Austrália, compensadas por ganhos na região do Mar Negro. No caso do sorgo, os preços subiram nos EUA e Argentina, acompanhando a alta do milho, enquanto a aveia e o centeio enfrentaram perdas devido à menor demanda global e fatores sazonais.  

A Confederação Europeia da Produção de Milho (CEPM) alertou para os possíveis impactos de um acordo comercial entre a UE e o Mercosul, que pode aumentar as importações de milho sul-americano, reduzindo a área plantada na Europa e beneficiando o Brasil. Para aprovar o acordo, a CEPM exige que o milho importado atenda às normas europeias, incluindo restrições contra substâncias proibidas e desmatamento.  

 





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