quarta-feira, abril 22, 2026

Política & Agro

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Cultivo de tomate avança com boas condições climáticas



Preço do produto desagrada a parte dos agricultores.




Foto: Divulgação

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar, as condições climáticas das últimas semanas, com altas temperaturas, forte insolação e chuvas pontuais, têm favorecido o cultivo de tomate em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. As lavouras mostram bom desenvolvimento, mas o preço do produto desagrada a parte dos agricultores.

Na região de Caxias do Sul, as condições climáticas beneficiaram a maturação dos frutos e o transplantio das mudas para as lavouras tardias, que devem se estender até meados de janeiro. As mudas enxertadas, fornecidas por viveiros especializados, estão sendo comercializadas a R$ 2,70 por unidade.

As lavouras de ciclo intermediário apresentam ótimo vigor, boa sanidade e estão no início da frutificação. Já as lavouras precoces estão em plena colheita, com frutos de excelente aparência e coloração. O tomate do grupo longa vida é comercializado na propriedade por R$ 75,00 a caixa de 22 kg.

Na região de Santa Rosa, o desenvolvimento também segue satisfatório, com a maturação das primeiras pencas em andamento. No entanto, os produtores relatam descontentamento com o preço do produto, atualmente vendido a R$ 4,00/kg, considerado baixo e com pouca demanda no mercado.





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Mercado de carne enfrenta pressão com queda nos preços do boi gordo



Mercado do ‘boi China’ sofre recuo de R$ 7,00/@ em Minas Gerais




Foto: Canva

Segundo dados da análise do informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, a retração no consumo de carne bovina no mercado interno continua pressionando os preços, mesmo diante de uma oferta limitada de boiadas. Segundo informações do mercado nesta quinta-feira (5), o valor de compra do boi gordo caiu R$ 5,00/@ em todas as categorias, refletindo a dificuldade no escoamento da carne.

Parte dos frigoríficos está fora das negociações, enquanto os compradores ativos mantêm a pressão por preços mais baixos. Em contrapartida, vendedores têm adotado uma postura cautelosa, evitando grandes volumes de venda.

As escalas de abate permanecem ajustadas para cerca de uma semana, uma estratégia para lidar com o ritmo lento de consumo no mercado doméstico. A expectativa, no entanto, é de melhora no escoamento da carne, o que poderia estabilizar os preços e aliviar a pressão de baixa.

De acordo com o informado pela Scot Consultoria, no Minas Gerais, a situação segue semelhante, com quedas registradas em quase todas as regiões, exceto no Sul, onde os preços permaneceram estáveis.

  • Triângulo Mineiro: redução de R$ 2,00/@ para todas as categorias.
  • Belo Horizonte: queda de R$ 5,00/@ tanto para o boi gordo quanto para a vaca.
  • Norte de Minas: retração de R$ 5,00/@ para todas as categorias.
  • Sul de Minas: preços estáveis em relação ao dia anterior.


Além disso, a cotação do chamado “boi China” registrou uma queda mais acentuada, com recuo de R$ 7,00/@.





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produtores ajustam manejo para próximas safras



Baixa fixação de frutos compromete safra de oliveiras em Bagé




Foto: Franquiéle Bonilha da Silva

A produção de oliveiras no Rio Grande do Sul enfrenta desafios devido às chuvas intensas ocorridas entre agosto e outubro. Na região administrativa de Bagé, a situação é crítica, com pomares registrando baixíssima fixação de frutos, conforme apontado pelo Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar.

Segundo o informativo, as precipitações, que também afetaram regiões do Uruguai, prejudicaram a polinização das oliveiras e impediram a aplicação de fungicidas nos pomares, resultando em alta incidência de repilo, uma doença fúngica que provoca a desfolha das árvores. Apesar das adversidades, a cultivar Koroneiki, conhecida por sua resistência a variações climáticas, é a principal esperança para uma colheita viável na região. Diante das perspectivas pessimistas para esta safra, produtores locais estão redirecionando esforços para o manejo de adubação, já focados na safra de 2026.

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Em Pelotas, a situação é mais positiva. A cultura está nas fases de frutificação e enchimento dos frutos, com os produtores realizando tratamentos preventivos para controle de doenças. A expectativa de produção na região é melhor do que a da safra anterior, graças ao bom pegamento das flores.

Na região administrativa de Soledade, a formação das azeitonas já está consolidada, mas a produtividade geral ficará abaixo do esperado. Apesar disso, os pomares apresentam boas condições sanitárias.





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95% da produção está qualificada para a indústria cervejeira



Clima favorável deve permitir a finalização da colheita nos próximos dias




Foto: Canva

De acordo com dados divulgados pelo Informativo Conjuntural da Emater/RS nesta quinta-feira (5), a colheita da cevada está em fase final no Rio Grande do Sul. A operação já foi concluída nas regiões, com exceção dos Campos de Cima da Serra, onde 60% das lavouras foram colhidas e 40% ainda se encontram em fase de maturação. As condições climáticas favoráveis devem permitir a finalização da colheita nos próximos dias.

A safra 2024 de cevada é considerada satisfatória, embora não tenha atingido os recordes da colheita de 2022. No entanto, a produção não sofreu perdas significativas como ocorreu em 2023, quando a cevada não foi adequada para a indústria de malte. De acordo com a Gerência de Classificação e Certificação (GCC) da Emater/RS-Ascar, 95% das 52 mil toneladas analisadas foram classificadas para a produção cervejeira.

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Os grãos desclassificados apresentaram características como tamanho inadequado, poder germinativo abaixo do esperado e presença de micotoxinas, fatores que estão relacionados a condições climáticas desfavoráveis, como chuvas excessivas e nebulosidade durante o ciclo da cultura.

A área cultivada com cevada no estado foi de 34.398 hectares, com a estimativa de produtividade em 3.431 kg/ha. No mercado, a cotação da cevada de primeira classe para a indústria cervejeira na região de Erechim é de R$ 90,00 por saca de 60 quilos.





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safra segue com boa sanidade no RS



A cultura segue avançando no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar, a cultura da uva segue avançando no Rio Grande do Sul, com destaque para as regiões de Santa Rosa e Soledade

Na região administrativa de Santa Rosa, a uva segue em fase de frutificação, mas alguns vinhedos apresentam baixa carga de cachos. Apesar disso, as videiras estão com boa sanidade, beneficiadas pelo uso de produtos à base de cobre, cujos resultados têm sido satisfatórios. No entanto, os preços desses insumos aumentaram de forma considerável, o que pode impactar os custos de produção para os viticultores.

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Em Soledade, localizada no Baixo Vale do Rio Pardo, as variedades precoces de uva estão na fase final de formação das bagas e começando a entrar em maturação. O clima favorável, com predominância de tempo seco, contribuiu para a boa sanidade dos vinhedos. As chuvas recentes, no entanto, mantiveram a umidade do solo e favoreceram o desenvolvimento das bagas. Os produtores têm adotado manejo preventivo contra o míldio, doença fúngica comum na cultura da uva.





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Santa Catarina redobra medidas de biosseguridade para evitar entrada da gripe aviária


Santa Catarina iniciou em novembro e vai até abril o período de maior migração de aves para a América do Sul. Durante esse período, as ações de vigilância conjunta e as medidas de biosseguridade para prevenir a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), popularmente conhecida como gripe aviária, são intensificadas pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) e pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).

Segundo o infomado pela Secretaria de Agricultura, o estado segue livre da gripe aviária, sem registro de casos nos aviários comerciais, o que é um fator crucial considerando que Santa Catarina é um dos maiores produtores e exportadores de carne de frango do país, respondendo por 12,7% da produção nacional. Isso reforça a importância das medidas preventivas, uma vez que a influenza aviária é uma doença de alto risco para aves, podendo levar à morte em grande parte dos casos e causando sérios impactos econômicos no setor avícola.

O último caso de IAAP em Santa Catarina ocorreu no ano passado, em ave silvestre. Graças à resposta rápida e eficaz da Cidasc, o vírus foi contido e não chegou aos aviários comerciais. A Secretaria alerta sobre a importância de redobrar os cuidados e manter as vigilâncias constantes, para evitar a disseminação da doença.

A SAR e a Cidasc orientam os produtores a intensificarem as medidas de biosseguridade em suas propriedades rurais. Algumas das principais recomendações incluem a verificação de cercas e telas, o isolamento das aves de produção das aves de vida livre e a oferta de água tratada para os animais. Caso algum produtor observe aves com sinais típicos da doença, como mortalidade elevada e súbita, dificuldades respiratórias, sinais neurológicos ou queda na produção de ovos, deve realizar a notificação por meio do SISBRAVET.

Além disso, o estado orienta a população a não tocar em animais doentes ou mortos em áreas de lazer, como praias e parques, para evitar o risco de contaminação.

A transmissão do vírus ocorre principalmente pelo contato com aves infectadas. O consumo de carne e ovos de aves é seguro, desde que provenham de estabelecimentos com selo de inspeção sanitária, que seguem rigorosos protocolos de segurança alimentar, conforme o informado pelo SAR.





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Preço da mandioca cresce na feira e nos mercados



Produtores de mandioca enfrentam problemas com bacterioses




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Emater/RS, a produção de mandioca na região administrativa de Santa Rosa, no norte do estado, segue com bom desempenho. As lavouras apresentam excelente brotação e vigoroso desenvolvimento vegetativo, o que tem garantido uma produção satisfatória. Para o controle de plantas invasoras, os produtores têm adotado a capina manual, sendo que muitas lavouras são destinadas ao consumo próprio das famílias.

Os preços da mandioca têm variado conforme a forma de comercialização. O valor pago ao produtor pela caixa de 25 kg de mandioca é de R$ 120,00, enquanto o preço do quilo da mandioca lavada e não descascada chega a R$ 5,43 quando vendida diretamente ao consumidor. A mandioca descascada, por sua vez, está sendo comercializada para os mercados varejistas a R$ 6,00/kg, enquanto na feira ou na venda direta ao consumidor, o preço varia entre R$ 7,00 e R$ 9,00/kg.

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Em Soledade, as lavouras de mandioca também estão recebendo cuidados como capina manual ou química. No entanto, em municípios como Venâncio Aires e Mato Leitão, os produtores enfrentam problemas recorrentes com bacterioses, que têm sido associadas à qualidade das manivas utilizadas. Em Mato Leitão, o preço da mandioca está sendo cotado a R$ 25,00 por caixa de 22 kg.





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Sorgo-biomassa é alternativa para geração de energia


O sorgo-biomassa vem se destacando em nível global como alternativa sustentável para a geração de energia. No Brasil, apesar do grande potencial para cultivo dessa planta, a alta umidade e a baixa densidade da biomassa dificultam o transporte e a queima, prejudicando a logística de transporte, armazenamento e automação pela indústria. A Embrapa vem trabalhando, desde 2014, para oferecer ao setor soluções que amenizem esse problema e contribuam para a transição energética no País. Entre elas, apresentadas na publicação “Sorgo-biomassa como alternativa à madeira para geração de energia”, destacam-se a compactação dessa biomassa em briquetes ou pellets e o uso de cultivares de alto desempenho agronômico, entre outras. 

Segundo a pesquisadora da Embrapa Florestas (PR) Marina Morales, uma das autoras da publicação, “ao caracterizar a biomassa do sorgo, identificamos a necessidade de secagem e densificação para otimização do seu uso. Começamos, então, a fazer briquetes e pellets, tecnologias já consolidadas no Brasil, que consistem em reduzir o volume, aumentando a quantidade de biomassa por metro cúbico. Com isso, é possível otimizar a logística de transporte, armazenamento e automação pela indústria. Quanto à secagem, a biomassa que não é seca fora do forno, será seca dentro dele”.

Outra recomendação dos cientistas é o uso de genótipos com alto desempenho agronômico, como o híbrido BRS 716, desenvolvido pela Embrapa e já em comercialização no Brasil. Estudos realizados em parceria entre unidades da Empresa — Florestas, Agrossilvipastoril (MT) e Milho e Sorgo (MG) —, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), comprovaram várias vantagens da espécie, como a capacidade de se adaptar a diferentes condições edafoclimáticas, poder calorífico desejável, grande produção de biomassa por hectare e a possibilidade de cultivo mecanizado, desde o plantio até a colheita.

De acordo com o pesquisador Flavio Tardin, os estudos da Embrapa com o sorgo-biomassa foram idealizados em 2014, frente a um iminente apagão energético em Mato Grosso. “Verificamos que a pesquisa precisava ser feita pensando em biomassas alternativas à madeira, uma vez que seria difícil convencer produtores da região a trocar suas lavouras anuais de alto retorno econômico, como algodão, soja e milho, por florestas plantadas para fins energéticos que levam até seis anos para colheita”, explica.

O Brasil, um dos maiores consumidores de biomassa para geração de energia, enfrenta pressões para reduzir o uso de combustíveis fósseis, que são responsáveis por altas emissões de carbono. A energia gerada a partir de carvão mineral, gás natural e petróleo, além de finita, apresenta volatilidade de preços e impactos ambientais significativos. “Nesse contexto de busca por fontes renováveis e sustentáveis, a alta produtividade do sorgo-biomassa e seu uso estratégico na forma densificada se mostram como alternativas viáveis à madeira, especialmente em regiões onde o cultivo de espécies florestais enfrenta desafios”, observa Tardin, também autor da publicação.

Produção de briquetes mostra bom resultado em escala industrial

Dados da pesquisa indicaram que a substituição de até 66% da biomassa florestal por sorgo-biomassa densificado em processos de queima pode manter o conteúdo energético equivalente ao da queima de madeira, com teores de cinzas abaixo de 3%. “Nada impede a queima de briquetes e pellets de sorgo-biomassa puro; entretanto, para início de testes na indústria, indicamos alimentar o forno com a mescla de 66% de briquete de sorgo e 34% de cavaco. Experimentalmente, nessas proporções obtivemos um poder calorífico equivalente ao da madeira. Isso abre um leque de possibilidades para as indústrias que buscam diversificar suas fontes de energia e segurança energética”, aponta Morales.

Os primeiros testes em escala industrial para produção de briquetes com o sorgo-biomassa foram realizados em outubro deste ano e mostraram bons resultados. A empresa Calmais, parceira da Embrapa, conseguiu densificar o sorgo-biomassa puro em uma briquetadeira industrial. “O briquete está se formando bem, sem fragmentação, o que indica resultados promissores com essa nova matéria-prima”, diz Tardin.

A empresa começou a pesquisar, há alguns anos, possíveis variedades de plantas para geração de energia e hoje, com o uso de irrigação por pivôs, tem sua própria produção de sorgo-biomassa para fins energéticos. “Plantamos eucalipto na região, que não deu muito resultado porque o solo é raso e a cultura tem uma exigência elevada. O sorgo-biomassa mostra um potencial muito positivo devido à baixa necessidade de água e tolerância ao estresse hídrico, quando comparado a outras culturas. Somos mineradores e a assessoria técnica da Embrapa nos ajuda a encurtar caminhos e minimizar riscos”, destaca o proprietário da Calmais, Antônio Holanda Neto.

A gramínea tem sido usada nas duas fábricas montadas pela empresa, sendo uma para densificação de biomassa (produção de briquetes com sorgo), que abastece a outra para alimentação dos fornos voltados à produção de cal. “O objetivo é oferecer uma cal diferenciada ao mercado, já que a tradicional é produzida com uso de combustíveis derivados do petróleo. Esse produto atende às práticas ESG (sigla em inglês para governança social, ambiental e corporativa), que demandam cada vez mais as empresas no País”, pontua Holanda Neto.

Ele explica ainda que novos testes serão feitos com o sorgo associado a biomassas residuais, como a quenga de coco (casca mais dura), casca da castanha de caju, e de coco babaçu, abundantes na região do Ceará. “Nós, da Embrapa, iremos caracterizar energeticamente essas biomassas, visando otimizar essas queimas puras ou em mesclas”, contam Morales e Tardin.

O estudo da Embrapa sobre o sorgo-biomassa como alternativa à madeira para geração de energia é um passo importante em direção a um futuro mais sustentável. Com suas características únicas e adaptabilidade, essa gramínea pode não apenas atender à crescente demanda por energia renovável, mas também contribuir para a segurança energética do Brasil. “Se houver um déficit de madeira, mas tivermos uma matéria-prima que cresce em 180 dias ou menos, como é o caso do sorgo-biomassa, estaremos promovendo segurança energética com essa biomassa alternativa”, afirma Morales.

Apesar das inúmeras vantagens, o sorgo-biomassa ainda enfrenta desafios. A pesquisa e o desenvolvimento dessa cultura no Brasil têm apenas 14 anos, e é necessário um investimento contínuo em tecnologia e conhecimento para maximizar seu potencial. Além disso, a aceitação do mercado e a adaptação das indústrias para utilizar essa nova fonte de energia são fatores que precisam ser considerados.

À medida que o mundo avança em direção a uma matriz energética mais limpa e sustentável, o sorgo-biomassa se posiciona como uma solução viável e promissora, capaz de transformar o cenário energético do País e garantir um futuro mais verde para as próximas gerações. A pesquisa e o desenvolvimento contínuos nessa área serão fundamentais para consolidar o sorgo-biomassa como uma alternativa real e eficaz à madeira na geração de energia.





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Brasil e China estão perto de acordo em miúdos suínos e pescados, dizem fontes


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Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – O Brasil está perto de finalizar protocolos para exportação de miúdos suínos e peixes à China, em processos que abririam mercados com alto potencial, disseram à Reuters duas pessoas a par do assunto.

Os acordos só não foram assinados na visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Brasília, nesta semana, porque algumas análises técnicas não foram concluídas a tempo, disse uma das pessoas, na condição de anonimato.

“Os dois estão bastante avançados, estamos esperando a conclusão das análises técnicas. Não temos como prever ainda quando será a assinatura, mas não deve demorar”, afirmou.

No caso dos miúdos, a eventual abertura seria “disruptiva” para a cadeia de produção de suínos brasileira, disse a fonte.

“São produtos que a China valoriza muito e o Brasil não tem hábito de consumir”, acrescentou a pessoa.

Ela explicou que o foco inicial são os “miúdos vermelhos”, que incluem coração, fígado, rins, pulmões, miolo, língua e esôfago.

Devido ao baixo consumo desses miúdos no Brasil, os preços são pouco remuneradores para a indústria local, mas com valores competitivos na China.  

O Brasil, quarto exportador global de carne suína, exportou em 2023 cerca de 1,2 milhão de toneladas, mas o volume de miúdos somou pouco mais de 100 mil toneladas, para todos os destinos, segundo dados oficiais.

As questões técnicas para a formalização do protocolo incluem o reconhecimento pela China de que outros Estados brasileiros, além de Santa Catarina, são livres de febre aftosa sem vacinação.

A entrada de Paraná e Rio Grande do Sul no rol dos Estados reconhecidos poderia aumentar a oferta para exportação de miúdos à China –os dois Estados nacionais estão entre os poucos com reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), mas não pela China.

Atualmente, apenas Santa Catarina pode exportar miúdos e carne com osso para a China, segundo a fonte.

“Estamos trabalhando para os outros Estados que foram reconhecidos livres pela OMSA, para também poder exportar carne com osso e miúdos.”

“Hoje esses outros Estados exportam, no caso de suínos, por exemplo, apenas carne sem osso.”

O processo de abertura do mercado de miúdos suínos acontece em momento em que a China abriu uma investigação antidumping sobre a carne suína e miúdos suínos da União Europeia, maior exportador do produto ao país asiático, em resposta às restrições europeias às exportações de veículos elétricos chineses.

Se a China decidir levar adiante e colocar uma tarifa (antidumping) na carne da UE, os preços europeus vão ficar “inviáveis”, disse a fonte, lembrando que 80% do que a China compra vem da Europa, um mercado que poderia vir, ao menos em parte, para o Brasil.

Em receitas, as importações chinesas totais de carne suína, incluindo vísceras, somaram 6 bilhões de dólares em 2023, sendo que a Espanha respondeu por cerca de 1,5 bilhão de dólares e o Brasil por pouco mais de 1 bilhão de dólares. Holanda e Dinamarca exportaram o equivalente a mais de 500 milhões de dólares cada, segundo dados da alfândega chinesa.

PESCADO

O protocolo para exportações de peixes brasileiros para a China deverá envolver a pesca extrativa, um mercado que pode somar 1 bilhão de dólares, segundo a fonte.

Assim como o acordo em miúdos suínos, o referente a pescado estaria entre os protocolos mais próximos de serem assinados.

Na quarta-feira, o Brasil anunciou que entre os pactos comerciais já firmados para exportação estão aqueles que incluem farinha de peixe, óleo de peixe e outras proteínas e gorduras derivadas de pescado para alimentação animal.

No mesmo dia, Brasil e China firmaram acordos para abrir mercados na China a uvas frescas, gergelim e sorgo.

No sorgo, o movimento da China acontece antes da posse de Donald Trump, que pode implementar tarifas contra produtos chineses que seriam passíveis de retaliações em mercadorias agrícolas dos EUA, como o sorgo.

O mercado de sorgo pode chegar a 500 milhões de dólares, se a questão tarifária surgir, disse a fonte.

(Por Lisandra Paraguassu)





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Nova cultivar de rúcula combina alta produtividade e resistência



Cultivar apresenta atributos que agradam tanto a produtores quanto a consumidores




Foto: Pixabay

A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) anunciou que um novo cultivar de rúcula, ideal para o cultivo orgânico, chegará ao mercado brasileiro em 2025. Batizada de SCS382 Simone, a variedade é fruto de 20 anos de pesquisas e seleções realizadas na Estação Experimental de Itajaí (EEI). A nova rúcula apresenta atributos que agradam tanto a produtores quanto a consumidores, como resistência a pragas e doenças, alta produtividade, folhas largas e um sabor acentuado.

A pesquisa começou em 2003, utilizando genótipos do Banco Ativo de Germoplasma do Projeto Hortaliças da EEI. Durante duas décadas, os pesquisadores selecionaram plantas com base em características agronômicas e comerciais. O nome do cultivar é uma homenagem a Simone, funcionária da estação de pesquisa, destacando a contribuição humana no desenvolvimento da tecnologia, informou a Epagri.

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Testes comparativos realizados em abrigos com quatro outras variedades comerciais confirmaram o desempenho superior da Simone em sistemas orgânicos. A rúcula também foi avaliada por produtores orgânicos do Litoral Norte e do Vale do Itajaí, que aprovaram amplamente o novo cultivar, tanto pela produtividade quanto pela qualidade sensorial das folhas.

Para que a rúcula Simone chegue ao mercado, será necessário realizar uma licitação para definir a empresa que multiplicará e comercializará as sementes. A expectativa é que as sementes estejam disponíveis a partir de 2025. A Epagri recomenda o cultivo da SCS382 Simone em todas as regiões do Brasil, apostando em uma grande adesão por parte de produtores e consumidores.

O lançamento reforça o compromisso da Epagri com a agricultura sustentável, atendendo à crescente demanda por hortaliças orgânicas e oferecendo uma alternativa que alia produtividade, qualidade e respeito ao meio ambiente.





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