quinta-feira, abril 16, 2026

Política & Agro

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Chuvas e estiagem impactam produção de uva



Estiagem e pragas comprometem colheita antecipada




Foto: Arquivo Agrolink

Segundo Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (2), no Rio Grande do Sul, a produção de uva enfrenta desafios climáticos que devem comprometer os rendimentos em diversas regiões. As condições meteorológicas adversas, incluindo chuvas intensas e estiagem, afetaram a floração e favoreceram o ataque de insetos, prejudicando as lavouras.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, no município de Candiota, a expectativa é de uma redução de 25% na produção das variedades de uva de mesa. De acordo com o levantamento, o tamanho reduzido dos cachos é resultado das fortes chuvas e das baixas temperaturas registradas na primavera, período crítico para a floração e formação dos frutos.

Em Santa Rosa, a colheita das variedades precoces, especialmente as uvas brancas, está mais adiantada em pomares domésticos. No entanto, os viticultores enfrentam um novo desafio com o aumento do ataque de abelhas, vespas e marimbondos nas bagas. A escassez de outras fontes de alimentação para esses insetos, ocasionada pela estiagem prolongada nas últimas semanas, tem atraído as pragas para os parreirais.





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ano mais quente no Brasil desde 1961


O Brasil enfrentou temperaturas acima da média histórica em 2024, consolidando uma tendência de aquecimento no país. De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a média anual foi de 25,02°C, superando em 0,79°C a média histórica de 1991 a 2020, que é de 24,23°C. Em 2023, o país já havia registrado 24,92°C, 0,69°C acima do esperado.

Segundo o inforamdo pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), especialistas destacam que os anos analisados estiveram sob influência do fenômeno El Niño, com intensidade classificada de forte a muito forte, impactando diretamente os padrões climáticos. Esse fenômeno contribuiu para o aumento das temperaturas em 2023 e nos primeiros meses de 2024.

Figura 1: Ranking dos anos mais quentes da história do Brasil entre 1961 e 2024.

Estudos do Inmet apontam ainda uma tendência de alta nas temperaturas médias anuais no Brasil desde 1961, indicando um aquecimento estatisticamente significativo. Esse aumento está associado às mudanças climáticas globais e a alterações ambientais locais.

Figura 2: Anomalia (diferença entre a temperatura observada e a média histórica de 1991 – 2020) de Temperatura Média do Ar (TMA) no Brasil por ano.

Segundo o relatório provisório do Estado Global do Clima 2024, divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) em 11 de novembro de 2024, a temperatura média global da superfície terrestre ficou 1,54°C acima da média histórica de 1850-1900, até setembro do ano passado.

Com base nesses dados, 2024 tende a superar 2023 como o ano mais quente já registrado. Entre junho de 2023 e setembro de 2024, a temperatura média global permaneceu consistentemente acima dos recordes anteriores, apontam análises da OMM.





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Exportações de carne bovina podem crescer em 2025



Ano deve ser de novas expansões, mas em ritmo menor




Foto: Pixabay

Segundo a análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o setor pecuário brasileiro deve manter os investimentos e a produção em 2025, embora com ritmo de crescimento inferior ao registrado em 2024. As projeções econômicas apontam para um cenário de menor demanda e desafios no mercado externo, mesmo com a possibilidade de abertura de novos destinos para exportação.

Estudos indicam que a oferta de animais para abate e a produção de carne devem apresentar crescimento mais contido. A economia brasileira pode enfrentar um cenário de menor poder de compra, levando os consumidores a optar por carnes mais baratas. Além disso, a valorização do dólar no final de 2024 deve impactar os custos de produção no início de 2025, pressionando ainda mais o setor.

No comércio exterior, a expectativa é de continuidade no volume exportado, mas com taxas de crescimento mais modestas. A China segue como o principal comprador da carne brasileira, com os Estados Unidos, Emirados Árabes e Chile também figurando como mercados importantes. As compras norte-americanas devem permanecer em alta, impulsionadas pela lenta recuperação do rebanho local.

Para os mercados do Oriente Médio, as perspectivas são otimistas, com possíveis aumentos nas exportações, enquanto o Chile também deve expandir suas compras. No entanto, o impacto do câmbio pode afetar a competitividade brasileira.

Apesar das projeções mais conservadoras, a produção deve seguir firme. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que, até setembro de 2024, o número de animais abatidos cresceu 19%, evidenciando o dinamismo do setor. A expectativa é de que esse ritmo desacelere em 2025, mas continue positivo, conforme dados do Cepea.





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cotação do algodão fecha em queda na 1ª semana de 2025



Os preços médios à vista recuaram 13 pontos em relação à semana anterior




Foto: Pexels

As cotações do algodão encerraram a primeira semana de 2025 em queda no Estados Unidos, refletindo um mercado mais retraído. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgados pelo Programa de Algodão e Tabaco do Serviço de Comercialização Agrícola (Agricultural Marketing Service’s Cotton and Tobacco Program), os preços médios à vista recuaram 13 pontos em relação à semana anterior.

De acordo com o USDA, o preço médio para a qualidade base do algodão (cor 41, folha 4, comprimento 34, micrômetro 35-36 e 43-49, resistência 27,0-28,9 e uniformidade 81,0-81,9) nos sete mercados designados ficou em US¢ 64,44 por libra-peso na semana encerrada em 2 de janeiro de 2025. Esse valor foi inferior ao da semana anterior, que registrou US¢ 64,57 centavos, e bem abaixo dos US¢ 76,55 registrados no mesmo período do ano passado.

As cotações diárias variaram entre US¢ 64,75 na sexta-feira (27) e US¢ 64,26 na terça-feira (31). No período, as transações no mercado à vista totalizaram 36.762 fardos, superando os 31.664 negociados na semana anterior. No entanto, o volume ainda ficou abaixo dos 49.780 fardos registrados no mesmo período do ano passado. No acumulado da safra, as transações totalizaram 363.672 fardos, também inferiores aos 467.488 contabilizados na mesma semana da temporada passada.

O contrato de março na Bolsa Intercontinental de Commodities (ICE) encerrou a semana cotado a US¢ 68,57 por libra-peso, apresentando leve queda em comparação aos US¢ 68,75 da semana anterior.





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Colheita de milho para silagem avança com qualidade elevada



A colheita de milho para silagem segue em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul




Foto: Nadia Borges

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (2), a colheita de milho para silagem segue em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul, com 14% da área plantada já colhida e 17% das lavouras próximas ao ponto ideal de corte. O estágio de grão farináceo-duro e colmos verdes proporciona o teor de matéria seca entre 30% e 35%, condição ideal para garantir o equilíbrio nutricional e a qualidade da silagem armazenada. A safra apresenta resultados satisfatórios até o momento.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, para a safra 2024/2025, o Estado projeta o cultivo de 357.311 hectares, com produtividade média estimada em 39.457 kg/ha. A expectativa é positiva, especialmente nas áreas onde o plantio foi escalonado para minimizar os riscos climáticos.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Campanha, o plantio está próximo da conclusão. Em Aceguá, 80% da área prevista já foi implantada, mas o processo foi temporariamente interrompido em 29 de dezembro devido à falta de umidade no solo. A maior parte das lavouras foi semeada entre novembro e início de dezembro, e a expectativa é de que os trabalhos sejam finalizados até o final de janeiro.

Na Fronteira Oeste, nos municípios de Manoel Viana e Alegrete, a colheita já está em andamento, apresentando rendimentos elevados e silagem de alta qualidade, o que comprova o potencial produtivo da safra. Em outras regiões, como Ijuí e Santa Maria, as lavouras estão sendo colhidas para armazenamento como forragem conservada. Os volumes de massa verde obtidos têm atendido às expectativas dos produtores, destacando a eficiência no manejo e a qualidade do material colhido.





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Wall Street salta com impulso de tecnologia e políticas de Trump em foco


Logotipo Reuters

Por Stephen Culp

NOVA YORK (Reuters) – As ações dos Estados Unidos se recuperaram nesta sexta-feira, com investidores se aproximando do final de uma semana encurtada pelo feriado do Ano Novo, que trouxe consigo expectativas de cortes adicionais nos juros pelo Federal Reserve e políticas que favorecem negócios do novo governo de Donald Trump.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 1,26%, para 5.942,39 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 1,75%, para 19.621,68 pontos. O Dow Jones subiu 0,80%, para 42.732,19 pontos.

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Dólar encerra semana em leve alta



O desempenho da moeda foi influenciado pela baixa liquidez no mercado




Foto: Pixabay

O dólar comercial fechou esta sexta-feira (3) com leve alta de 0,29%, cotado a R$ 6,183 na venda, após oscilar entre ganhos e perdas ao longo da sessão. O desempenho da moeda foi influenciado pela baixa liquidez no mercado, que intensificou a volatilidade, e pela escassez de dados relevantes no cenário econômico do dia, conforme dados do InfoMoney.

Segundo as informações, na semana, a moeda norte-americana acumulou uma perda marginal de quase 0,2%, refletindo movimentos de correção e ajustes por parte dos investidores. Na B3, o contrato futuro do dólar com vencimento mais próximo subiu 0,31%, cotado a R$ 6,208 por volta das 17h03.

Dólar comercial

Compra: R$ 6,183

Venda: R$ 6,183

Dólar turismo

Compra: R$ 6,263

Venda: R$ 6,443





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cultivo de arroz e dendê avança com chuvas controlada



Nas Filipinas, as precipitações seguiram intensas nas áreas orientais




Foto: Pixabay

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, na última terça-feira (31), o boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, destacando a volta de chuvas em níveis mais próximos da média sazonal em diversas regiões da Ásia, após um período de precipitações intensas.

Na Malásia e na Indonésia, as chuvas variaram entre 25 e 100 mm, contribuindo para a manutenção da umidade do solo, essencial para o cultivo de dendê (óleo de palma), sem prejudicar o avanço normal das colheitas. Em Java, na Indonésia, os volumes de chuva foram superiores a 100 mm em grande parte das localidades, favorecendo o cultivo de arroz.

Já nas Filipinas, as precipitações seguiram intensas nas áreas orientais, com acumulados superiores a 200 mm, resultando em enchentes em campos agrícolas e níveis excessivamente altos de água em arrozais. Segundo o boletim, muitas dessas regiões estão enfrentando o quarto dezembro mais chuvoso dos últimos 30 anos, com impactos significativos para a agricultura local.





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agropecuária recebe reforço de R$ 230,9 milhões do FCO Rural



Objetivo é impulsionar a agropecuária goiana




Foto: Pixabay

Segundo o informado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) do Governo de Goiás, a agropecuária do estado será contemplada com R$ 230,9 milhões provenientes do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), conforme aprovado pela Câmara Deliberativa do Conselho de Desenvolvimento do Estado de Goiás (CD/CDE) durante a 411ª Reunião Ordinária. O montante foi distribuído em 76 cartas-consulta aprovadas na última reunião do ano, realizada em dezembro.

Do total de recursos, mais de 70% serão destinados a produtores de pequeno porte, que receberão cerca de R$ 162 milhões. As propriedades de pequeno-médio porte ficarão com R$ 43,1 milhões (18,7%), enquanto as de médio porte serão beneficiadas com R$ 25 milhões (10,8%). A previsão é de que o investimento resulte na geração de 530 empregos diretos.

Instituído pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela Lei nº 7.827, de 27 de setembro de 1989, o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento econômico e social nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Os recursos, disponíveis por meio das modalidades FCO Empresarial e FCO Rural, podem ser acessados por produtores rurais, empresas, pessoas físicas, jurídicas e cooperativas de produção.





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Produção de erva-mate segue em crescimento


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (2), a produção de erva-mate apresenta cenário positivo no Rio Grande do Sul. Com clima favorável e boas condições fitossanitárias, a cultura segue em desenvolvimento nas principais regiões produtoras do estado.

Na região de Frederico Westphalen, as mudas implantadas estão recebendo tratos culturais e monitoramento. A ausência de estiagens até o momento tem reduzido perdas e dispensado a necessidade de irrigação. A produção de folhas é considerada satisfatória, com clima favorável para o crescimento das plantas. Entretanto, colheita e industrialização seguem em ritmo lento devido ao período de brotação.

Os preços na região permanecem estáveis: R$ 24,00 por arroba para erva-mate folha destinada ao chimarrão; R$ 20,00 por arroba para folhas destinadas à exportação e tererê; e R$ 1,80 por muda de erva-mate.

Na região de Soledade, o período de brotação é intenso, embora apresente alta incidência de ampola, exigindo manejo cuidadoso. As chuvas têm mantido a umidade no solo, favorecendo o crescimento das plantas. A temperatura e a radiação solar também contribuem para o bom desenvolvimento. Os preços variam de R$ 18,00 a R$ 23,00 por arroba, dependendo da qualidade do produto.

Em Caxias do Sul, cerca de 650 hectares estão cultivados, concentrados principalmente na área de Guaporé. A erva-mate é uma atividade tradicional da agricultura familiar e, na maioria dos casos, a colheita ocorre por meio de parcerias com empresas beneficiadoras. Os sistemas variam entre monocultura, extrativismo e, em menor escala, agroflorestais, que agregam valor ao produto.

Há crescente demanda por produtos artesanais, feitos em menor escala e com manejo diferenciado. A cultura apresenta boas condições fitossanitárias, e os produtores seguem com colheitas, tratos culturais e adubação. Os preços praticados variam entre R$ 15,00 e R$ 18,00 por arroba para a erva convencional, e entre R$ 16,00 e R$ 20,00 por arroba para a erva orgânica.





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