domingo, março 29, 2026

Política & Agro

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Colheita do feijão avança, mas falta de chuva preocupa


A colheita da primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul foi concluída, com produtividade média estimada em 1.838 quilos por hectare em uma área total de 49.901 hectares, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar.

A segunda safra apresentou avanço na colheita, passando de 20% para 23%, beneficiada pelas condições climáticas favoráveis, embora limitada pela quantidade de áreas maduras. A produtividade média está próxima de 1.300 quilos por hectare.

“O predomínio de tempo firme, a alta radiação solar e as temperaturas amenas durante as manhãs e noites favoreceram o desenvolvimento vegetativo da cultura”, informou o boletim. No entanto, a Emater alertou para a necessidade de chuvas para manter o potencial produtivo. “A prolongada ausência de precipitações vem reduzindo os níveis de umidade do solo”, destacou.

A umidade relativa do ar elevada e a formação de orvalho nas manhãs contribuíram para o surgimento de doenças fúngicas, como antracnose. Nessas condições, o manejo fitossanitário se tornou essencial. “Algumas aplicações antifúngicas preventivas foram realizadas para conter o avanço das doenças”, acrescentou a Emater.

Na região de Frederico Westphalen, cerca de 40% das lavouras estão em fase de florescimento e enchimento de grãos, outros 40% em maturação fisiológica e 20% já colhidos. Em Ijuí, 64% das lavouras permanecem no estágio reprodutivo, 30% em maturação e 5% colhidas. “A colheita ocorre pontualmente em pequenas propriedades, voltadas ao autoconsumo e à venda do excedente”, explicou o informativo.

O produto colhido nessas áreas apresenta qualidade levemente inferior, devido à deficiência hídrica no enchimento de grãos. Já as áreas irrigadas seguem em fase de enchimento, com elevado potencial produtivo.

Em Soledade, aproximadamente 20% das lavouras estão em florescimento, 75% em enchimento de grãos e 5% em maturação.

O preço médio da saca de 60 quilos registrou queda de 5,84% na semana, passando de R$ 228,33 para R$ 215,00, de acordo com o levantamento de preços da Emater/RS-Ascar.





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Café lidera exportações mineiras em 2025


As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram US$ 2,6 bilhões no primeiro bimestre de 2025, um crescimento de 18% na receita em relação ao mesmo período de 2024, segundo a edição de abril do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar da retração de 24% no volume exportado, o setor representou 43% das exportações totais do estado, marcando o melhor resultado da série histórica para o período.

“O agronegócio manteve uma performance expressiva, superando inclusive o setor de mineração”, destacou o boletim.

O café permaneceu como principal produto da pauta de exportações mineira, com 7,8 milhões de sacas exportadas nos dois primeiros meses do ano. Houve queda de 10,4% no volume, mas o faturamento subiu 55,5%, totalizando US$ 2,34 bilhões no período.

A soja também impulsionou os resultados, com aumento de 16,7% na produção estadual, superior ao crescimento nacional de 13,3% em relação à safra anterior. “A alta nas cotações internacionais favoreceu o faturamento e impulsionou as exportações”, informou a Conab.

A concentração da colheita, provocada pelo período de seca em fevereiro, elevou a demanda por transporte no estado. “Os fretes para os centros de processamento dentro de Minas registraram picos de 13% a 14%”, apontou o boletim. Já os fretes com destino aos portos de Santos e Paranaguá tiveram aumento médio entre 5% e 6%.

A movimentação da soja foi intensa no terceiro decêndio de fevereiro e ao longo de março, refletindo o aumento da produção e os preços atrativos das commodities. Minas Gerais consolidou-se como o terceiro maior exportador do Brasil, com 11,6% de participação nas vendas totais.

“O crescimento na receita das exportações agropecuárias foi impulsionado pela valorização das commodities e pela taxa de câmbio favorável”, concluiu a Conab.





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Preço do boi cai até R$5 em Minas Gerais


Segundo o informativo “Tem Boi na Linha” divulgado pela Scot Consultorias nesta segunda-feira (05), a semana começou sem novas negociações entre frigoríficos e produtores nas praças paulistas, segundo levantamento do mercado. “As indústrias frigoríficas seguem fora das compras, refletindo boas ofertas e uma demanda enfraquecida”, informou o relatório. Os preços permaneceram estáveis no comparativo diário.

Em Minas Gerais, as cotações registraram quedas em diversas regiões. No Triângulo Mineiro, o preço do boi gordo, da vaca e da novilha caiu R$5,00 por arroba. Em Belo Horizonte, a cotação do boi gordo e da novilha também recuou R$5,00, enquanto a da vaca caiu R$4,00.

No Norte de Minas, a vaca teve queda de R$5,00 por arroba, sem alteração para as demais categorias. Na região Sul, o preço do boi gordo e da vaca caiu R$3,00 por arroba, enquanto a novilha registrou redução de R$5,00. O “boi China” teve desvalorização de R$5,00 por arroba.

No mercado atacadista de carne com osso, a oferta menor e o bom desempenho das vendas, impulsionado pelo feriado de 1º de maio, não sustentaram os preços. “Mesmo com vendas aquecidas, as cotações não se firmaram”, apontou o relatório.

O preço da carcaça casada do boi capão e da vaca permaneceu estável. A carcaça do boi inteiro teve queda de 1,9%, ou R$0,40 por quilo. A carcaça da novilha caiu 2,6%, o equivalente a R$0,55 por quilo.

No mercado de carnes alternativas, o preço do frango médio caiu 0,6% ou R$0,05 por quilo. A carcaça de suíno especial manteve o mesmo valor da semana anterior.





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Baixa umidade acelera colheita da soja



Colheita da soja atinge 88% da área plantada no RS




Foto: Pixabay

A colheita da soja no Rio Grande do Sul avançou de forma expressiva, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar. O progresso foi impulsionado pela permanência de condições climáticas estáveis, com dias secos e ensolarados, o que favoreceu o andamento das operações de campo e a logística de escoamento da produção.

De acordo com o documento, 88% da área cultivada já foi colhida. “As lavouras semeadas em novembro e no início de dezembro foram finalizadas, e os produtores agora aguardam a maturação das áreas plantadas a partir da segunda quinzena de dezembro”, informou a Emater.

Apesar da desuniformidade na maturação, foi registrada melhora na qualidade dos grãos nas últimas semanas. A baixa umidade, resultado de quase três semanas com precipitações escassas, acelerou o processo de secagem natural, com teores de umidade entre 12% e 13%. Esse fator tem facilitado a debulha tanto no campo quanto nas máquinas colhedoras.

Para reduzir perdas e antecipar a colheita, alguns produtores vêm ampliando os turnos até o início da noite ou contratando serviços terceirizados. A estratégia busca evitar prejuízos em caso de retorno das chuvas.

O levantamento aponta que 11% das lavouras remanescentes estão em estágio de maturação fisiológica e 1% ainda em enchimento de grãos. Nas regiões afetadas pela estiagem, produtores e arrendatários têm renegociado contratos de arrendamento, com ajustes nos valores em função da quebra de produtividade.

Em relação à comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos caiu 2,82% na semana, passando de R$ 127,24 para R$ 123,65, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.





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Exportações de farelo de soja sobem 3,9% no 1º trimestre



Brasil exporta 5,3 mi t de farelo de soja até março




Foto: Divulgação

As exportações brasileiras de farelo de soja somaram 5,3 milhões de toneladas no acumulado entre janeiro e março de 2025, um crescimento de 3,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 5,1 milhões de toneladas. Os dados constam na edição de abril do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada nesta semana.

Apesar do aumento discreto, o setor mantém expectativas positivas para a temporada, sustentadas pela estimativa de maior esmagamento da oleaginosa no país. “A safra colhida foi excelente, o dólar continua em patamar favorável e o cenário internacional ainda reflete o conflito tarifário entre Estados Unidos e China”, destacou a Conab no relatório.

Os portos de Santos, Paranaguá, Rio Grande e Salvador concentraram a maior parte do escoamento do produto. Santos respondeu por 40,5% das exportações nacionais, uma leve queda em comparação aos 44,8% registrados no mesmo período de 2024. Paranaguá teve participação de 31,7%, superior aos 28,5% do ano anterior. Rio Grande movimentou 15,1% da produção, ante 13,1%, enquanto Salvador respondeu por 9%, frente aos 8,1% registrados anteriormente.

Os estados de Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás se mantêm como os principais responsáveis pela originação do farelo exportado no período.





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agronegócio responde por 65% das exportações em 2024


O agronegócio foi responsável por 65% das exportações de Santa Catarina em 2024, alcançando US$ 7,57 bilhões, segundo dados do Observatório Agro Catarinense. A China manteve-se como principal destino das vendas externas do setor. O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VPA) do estado somou R$ 63,7 bilhões, com uma leve retração de 0,5% em relação ao ano anterior. A queda foi atribuída à frustração de safra em culturas como maçã e soja, além da desvalorização de produtos como milho e soja.

Os números integram a Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, elaborada pela Epagri/Cepa. O relatório analisa o desempenho do setor agropecuário e subsidia políticas públicas, investimentos e estratégias para o meio rural. “Apesar dos desafios climáticos e de mercado, os resultados mostram a resiliência do agro catarinense”, destacou a publicação.

Santa Catarina liderou a produção nacional de suínos, com exportações que somaram US$ 1,7 bilhão, o maior valor já registrado. Na avicultura, o estado ocupou a segunda posição no ranking nacional, alcançando US$ 2,3 bilhões em exportações de frango, também um recorde. A pecuária permaneceu como principal atividade do agronegócio estadual, representando 55,7% do VPA. A bovinocultura de corte registrou aumento de 8,7% nos abates, enquanto a produção de leite atingiu 3,3 bilhões de litros, alta de 2,9% frente a 2023.

A produção vegetal respondeu por 24% do VPA estadual. A soja liderou o segmento, com R$ 5,46 bilhões em movimentações, enquanto o arroz representou 11% da produção nacional. O relatório também destacou a diversidade da agricultura catarinense, com cultivos de milho, feijão e trigo.

O setor de mel registrou crescimento de 51% nas exportações, posicionando Santa Catarina como terceiro maior exportador do produto no país. O setor florestal teve alta de 10,3% nas exportações, que totalizaram US$ 1,74 bilhão, equivalendo a 16,5% das vendas externas do estado.

O ano também foi marcado por dificuldades. A bananicultura enfrentou problemas climáticos, a produção de maçã foi prejudicada apesar dos bons preços, e o tabaco sofreu perdas com o excesso de chuvas.

O crédito rural seguiu com papel estratégico no desenvolvimento do setor. Em 2024, os financiamentos no agro catarinense somaram R$ 7,08 bilhões. Uma das novidades foi o protagonismo das cooperativas de crédito, que ultrapassaram os bancos públicos na concessão de recursos.

Segundo a Epagri/Cepa, a pecuária liderou em número de contratos, mas a agricultura concentrou o maior volume de financiamentos. “O crédito bem direcionado transforma realidades, gera renda, empregos e promove o desenvolvimento sustentável nas comunidades rurais”, avaliou o relatório.





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Mercado do boi gordo inicia maio com cotações estáveis



Mercado do boi gordo começou o mês de maio com poucas negociações




Foto: Sheila Flores

Segundo o informativo “Tem Boi na Linha” divulgado pela Scot Consultorias na sexta-feira (02), o mercado do boi gordo começou o mês de maio com poucas negociações e indústrias ausentes das compras após o feriado, mantendo as cotações estáveis na maior parte das regiões, segundo informações do setor.

Na Bahia, os preços permaneceram sem alterações nas regiões Sul e Oeste do estado. No Pará, o cenário foi misto. Em Marabá, o boi gordo registrou queda de R$2 por arroba, enquanto os preços da vaca e da novilha seguiram estáveis. Em Redenção, o boi gordo manteve o valor do dia anterior, mas houve recuo de R$2 por arroba para a vaca e a novilha. O “boi China” também apresentou redução de R$2 por arroba na mesma região. Em Paragominas, as cotações permaneceram inalteradas.

O mercado futuro também encerrou o mês com estabilidade. No último dia útil de abril, ocorreu a liquidação do contrato futuro do boi gordo na B3, com o código BGIJ25. A cotação da arroba no vencimento ficou em R$322,26, segundo o indicador da B3. Já o indicador do Cepea apontou valor de R$322,54 por arroba.

“Após o feriado, o mercado iniciou maio com ritmo lento, refletindo a menor atuação das indústrias nas compras”, avaliou um analista de mercado.





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Trump estende prazo de venda do TikTok em 75 dias


Logotipo Reuters

 

Por David Shepardson e Dawn Chmielewski

WASHINGTON (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos Donald Trump prorrogou por 75 dias o prazo para que a empresa chinesa de tecnologia ByteDance venda os ativos norte-americanos do popular aplicativo de vídeos curtos TikTok a um comprador não chinês, para evitar ser submetida a uma proibição que deveria entrar em vigor em janeiro, de acordo com uma lei de 2024.

“O acordo requer mais trabalho para garantir que todas as aprovações necessárias sejam assinadas”, disse Trump nesta sexta-feira, explicando por que está estendendo o prazo estabelecido por ele em janeiro e que deveria expirar no sábado. “Esperamos continuar trabalhando de boa fé com a China, que, pelo que sei, não está muito feliz com nossas tarifas recíprocas.”

A China agora enfrenta uma tarifa de 54% sobre os produtos importados pelos Estados Unidos. Trump disse que estaria disposto a reduzir as tarifas sobre a China para conseguir um acordo com a ByteDance.

Trump afirmou que seu governo esta em contato com quatro grupos diferentes sobre um possível acordo com a TikTok. Ele não os identificou.

“Não queremos que o TikTok ‘fique no escuro'”, acrescentou Trump.

As negociações lideradas pela Casa Branca sobre o futuro do TikTok, usado por cerca de metade dos norte-americanos, estão se unindo em torno de um plano para que os maiores investidores não chineses da empresa controladora ByteDance aumentem suas participações e adquiram as operações do aplicativo nos EUA, informou a Reuters.

O plano envolve a criação de uma entidade norte-americana para o TikTok e a diluição da participação chinesa no novo negócio para abaixo do limite de 20% estabelecido pela legislação norte-americana, salvando o aplicativo de uma iminente proibição nos EUA, disseram fontes à Reuters.

O Susquehanna International Group, de Jeff Yass, e a General Atlantic, de Bill Ford, ambos representados no conselho da ByteDance, estão liderando as discussões com a Casa Branca, informou a Reuters.

O Walmart também está considerando juntar-se a um grupo de investidores em um acordo para o TikTok, disse um repórter da ABC News na mídia social. O grande varejista, que havia manifestado interesse em investir no TikTok em 2020, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

O maior obstáculo a qualquer acordo para os negócios do TikTok nos EUA é a aprovação do governo chinês. Até agora, Pequim não se comprometeu publicamente a permitir uma venda.

O TikTok não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

(Reportagem de David Shepardson e Dawn Chmielewski)





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Produtores devem manter cautela na venda do Feijão-carioca



A projeção é que, em maio, a oferta de Feijão-carioca seja menor do que em abril



A projeção é que, em maio, a oferta de Feijão-carioca seja menor do que em abril
A projeção é que, em maio, a oferta de Feijão-carioca seja menor do que em abril – Foto: Ibrafe

Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o feriado desta semana pode favorecer tentativas de desvalorização do feijão-carioca por parte de compradores, especialmente em São Paulo. Há expectativa de que sejam oferecidos preços abaixo dos patamares praticados na semana anterior, numa tentativa de pressionar os produtores a venderem seus estoques. O IBRAFE recomenda que, se possível, os agricultores evitem negociar durante este período para não comprometer sua rentabilidade.

A projeção é que, em maio, a oferta de Feijão-carioca seja menor do que em abril, o que deve sustentar ou até elevar os preços. Embora baseadas em estimativas, essas previsões seguem uma lógica de mercado consistente. Exemplo disso ocorreu recentemente no Noroeste de Minas, região com o maior volume estocado do grão. Lá, produtores chegaram a receber ofertas até R\$ 10 a menos por saca, mas rejeitaram, sinalizando resistência à pressão de preços baixos.

No Paraná, os primeiros lotes colhidos nos Campos Gerais têm gerado preocupação. Relatos apontam predominância de grãos miúdos e com manchas, indicando possível perda de qualidade e, consequentemente, menor valor de mercado. Esse cenário também contribui para a necessidade de maior cuidado na comercialização do produto.

Diante desses fatores, o IBRAFE reforça a importância de atenção redobrada às movimentações do mercado nas próximas semanas. A recomendação é de cautela estratégica, preservando estoques e buscando melhores oportunidades de venda à medida que o cenário de oferta e demanda se desenha com maior clareza.

 





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Mais uma arma no controle de buva



A buva é particularmente problemática em culturas como soja e canola



A buva é particularmente problemática em culturas como soja e canola
A buva é particularmente problemática em culturas como soja e canola – Foto: Nadia Borges

De acordo com relato publicado por Andrey Zarur, cofundador, presidente e CEO da GreenLight Biosciences Inc., a empresa alcançou um marco revolucionário no combate a uma das plantas daninhas mais destrutivas da agricultura mundial: o Conyza canadensis, conhecido como buva. Em testes realizados em estufas e em campo, a companhia demonstrou controle consistente, eficaz e seguro da erva utilizando um produto proprietário à base de RNA de fita dupla (dsRNA), sinalizando uma possível nova era no manejo sustentável de plantas daninhas. A publicação foi feita por Zarur em sua conta oficial no LinkedIn.

A buva é particularmente problemática em culturas como soja e canola, sendo amplamente conhecida por sua resistência crescente aos herbicidas químicos tradicionais, como o glifosato. Segundo Zarur, já se passaram mais de 30 anos desde que a indústria agroquímica lançou um novo mecanismo de ação eficaz contra essa planta, o que deixou muitos produtores com opções limitadas e ineficazes para proteger suas lavouras de forma sustentável.

A GreenLight Biosciences reafirma seu compromisso com os agricultores, autoridades reguladoras e a sociedade em geral para levar ao mercado essa nova geração de herbicidas baseados em RNA com segurança e agilidade. Zarur destaca que, há mais de 15 anos, a empresa assumiu a missão de enfrentar os desafios da proteção da cadeia global de alimentos de maneira eficaz, limpa e segura, e que esse avanço representa um passo importante nessa jornada.

O executivo também agradeceu às equipes envolvidas na conquista, ressaltando o esforço coletivo que tornou possível essa inovação. Para os produtores, a promessa é de uma alternativa moderna e eficiente frente às dificuldades impostas pelas plantas daninhas resistentes — uma solução que pode transformar o cenário do manejo agrícola nos próximos anos.

 





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